segunda-feira, 23 de junho de 2014

AIR-FRANCE-KLM FAZ APORTE DE R$ 190 MILHÕES NA GOL

O conglomerado aéreo franco-holandês Air France KLM realizou na última sexta-feira um aporte de 190 milhões de reais na Gol no âmbito de seu aumento de capital, conforme informou a companhia aérea brasileira nesta segunda-feira. O aporte faz parte de uma parceria estratégica entre as empresas, anunciada em fevereiro deste ano, que envolve o compartilhamento de vôos e um investimento total de 100 milhões de dólares (221,9 milhões de reais) da Air France na Gol. Segundo a Gol, a Air France KLM contribuiu adicionalmente com 33 milhões de dólares na VRG Linhas Aéreas, no dia 20 de junho, como parte de uma contribuição total contratada de 48 milhões de dólares relativa à cooperação comercial entre as partes.

PIB DA ARGENTINA TEM CONTRAÇÃO DE 0,2% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

O PIB da Argentina teve contração de 0,2% no primeiro trimestre de 2014 ante igual período do ano passado, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos do país (Indec). Na comparação com os três últimos meses de 2013, houve queda de 0,8%. Após o anúncio, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, se manteve em alta superior a 8%, revertendo as perdas registradas na semana. O mercado financeiro do país tem enfrentado turbulência em função da crise da dívida local, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de determinar o pagamento aos chamados “fundos abutres”, que são credores que rejeitaram participar da reestruturação da dívida após a moratória de 2001. Apesar da contração do PIB, o humor de investidores melhorou nesta segunda-feira após o anúncio do ministro de Economia, Axel Kicillof, de que o país apresentou ao juiz federal Thomas Griesa, dos Estados Unidos, um pedido de suspensão da decisão sobre o pagamento de 1,33 bilhão de dólares aos fundos, o que pode adiar o desembolso bilionário que a Argentina terá de fazer.

SARNEY ANUNCIA QUE NÃO VAI MAIS DISPUTAR ELEIÇÕES

O senador José Sarney (PMDB-AP) não será candidato à reeleição. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela assessoria do parlamentar. No texto, o ex-presidente da República cita razões pessoais para tomar a decisão. "Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar", diz o parlamentar no texto. Até poucos dias antes do anúncio, Sarney se movimentava para a disputa de mais um mandato no Senado neste ano. A própria ida da presidente Dilma Rousseff a Macapá, nesta segunda-feira, foi interpretada como um afago ao senador perto do início do período eleitoral. No evento, Sarney acabou vaiado por parte do público presente. Se tentasse se reeleger, José Sarney não teria um caminho tranquilo. Desde que deixou a presidência do Senado, no começo do ano passado, o ex-presidente da República havia perdido influência no Congresso. Antes disso, com a derrota de seu grupo nas eleições de 2010, também vira seu poder diminuir no Amapá. Enquanto isso, no Maranhão, o ex-presidente teve dificuldades para indicar um substituto à atual governadora, sua filha Roseana Sarney (PMDB). José Sarney assumiu seu primeiro cargo eletivo em 1955, como deputado federal. Ele teria mais dois mandatos na Câmara. Depois foi governador do Maranhão e senador pelo Estado por três vezes consecutivas antes de chegar à Presidência da República, no lugar de Tancredo Neves, em 1985. Após o fim do mandato, ele voltou ao Senado: elegeu-se pelo Amapá nas eleições de 1990, 1998 e 2006. O parlamentar presidiu o Senado por quatro vezes. A última delas, entre 2011 e 2013. A passagem de Sarney pelo cargo foi marcada pelo escândalo dos atos secretos, quando a imprensa revelou a existência de nomeações e concessões de benefícios irregulares, que nunca foram tornadas públicas pelos órgãos oficiais do Senado. Veja a nota divulgada pela assessoria de Sarney, que também faz menção às vaias no evento desta segunda-feira: "O senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se, agora há pouco, a respeito do episódio ocorrido nesta segunda-feira (23) em Macapá, por ocasião do evento do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, em que foi hostilizado por militantes partidários de declarada oposição a ele. Era esperado que isso pudesse ocorrer, diz, primeiro pelo acirramento do pleito eleitoral que se avizinha, segundo, pela própria mobilização feita com esse propósito, fato este do conhecimento de todos. Sarney diz ter sido convidado pessoalmente pela amiga e aliada Dilma Rousseff, presidente do Brasil e entusiasta do programa de habitação popular iniciado ainda na gestão de Luís Inácio Lula da Silva, outro companheiro de sua estima. Sarney foi, mais uma vez, diplomático, seguiu o protocolo que o evento exigia, para prestigiar a amiga Dilma e os amapaenses beneficiados pelo programa. Diz também ter recebido no evento – como ocorre por onde quer que vá no País e fora dele – o carinho e a consideração de brasileiros que reconhecem a importância de seu papel na condução do País à redemocratização. “Lá mesmo, na festa da presidente Dilma, muitas pessoas aplaudiram, espontaneamente, a minha presença e a ajuda que tenho dado ao Brasil e ao Estado”, acrescenta o ex-presidente. O senador, de 84 anos, também confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram comunicados na semana passada, de que não vai disputar a reeleição para o Senado em outubro próximo. “Essa decisão já estava tomada, comuniquei isso ao meu partido na semana passada. Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, declarou. Sarney tem acompanhado de perto as idas e vindas da esposa, Dona Marly, aos hospitais em repedidas cirurgias e lentos processos de recuperação, em casa, como ocorre atualmente. Ele confirma presença na Convenção do PMDB na sexta-feira. E diz também que irá participar das eleições deste ano, não como candidato, mas ajudando de todas as formas, ao inúmeros amigos e aliados que estarão na disputa. Também será a ocasião para se dirigir aos correligionários e simpatizantes, bem como aos cidadãos e cidadãs de bem do Amapá, a quem nutre “profunda gratidão".

PMDB DO RIO DE JANEIRO DÁ O TROCO AO PT, QUE O TRAIU DE FORMA MISERÁVEL

Pois é… O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), conseguiu fechar uma aliança com o PSDB e com o PSB, dos presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, respectivamente. E fez muito bem. É uma resposta consequente ao comportamento do PT no Rio de Janeiro, que, não há outra palavra, traiu seu aliado no Estado e optou pelo voo solo, com o senador Lindbergh Farias, que vai concorrer ao governo.

Que fique claro: o principal alvo do candidato petista no Estado é a gestão de Sérgio Cabral, considerado um aliado incondicional — e foi mesmo — até outro dia. É curioso: o PT reclama do comportamento de Eduardo Campos, que já foi ministro de Lula e agora dá combate a Dilma nas eleições. É mesmo? E o que os petistas fizeram com o PMDB no Rio? Ora, o PT permaneceu com cargos no governo do Estado por mais tempo do que Campos no governo federal. Não só isso: o candidato do PSB não terá, por óbvio, o tempo do PT, mas o PT terá o tempo nacional do PMDB.
A resposta é, sim, bem dada. O PT, e isto não é segredo para mim, não costuma dar muita atenção às necessidades de seus aliados; trata-os como expressões de segunda grandeza e não está nem aí. Se achar que é hora de rifá-los, rifa-os sem pestanejar. E foi o que fez com Cabral, o político brasileiro que mais sofreu com as manifestações iniciadas em junho do ano passado. Seu comportamento pessoal, em muitos aspectos, convenham, não ajudou — a começar pelo uso que dava ao helicóptero oficial, passando, antes, pela dança do guardanapo. E vai por aí. Mas não é menos evidente que sua gestão não justifica o massacre pelo qual passou.
O PT colaborou para isso. Quando menos, negou-se a se comportar como força de contenção. Ao contrário: liberou as bases no Rio — que não são grandes, mas são barulhentas — para o “Fora Cabral”. Em nenhum momento, NUNCA!, os petistas condenaram, por exemplo, a violência das manifestações. Ao contrário: o partido assistiu ao circo pegando fogo de olho na eleição de outubro próximo.
Ora, se o PT decidiu cuidar de seu próprio interesse, por que o PMDB não podia fazer o mesmo? Aconteceu um lance inesperado na política local: Sérgio Cabral decidiu retirar sua candidatura ao Senado (estava em primeiro nas pesquisas), abriu mão em favor de Cesar Maia (DEM), e se fez o acordo, então, com o Democratas e os tucanos. O acordo com o PSB já havia sido selado.
É “suruba partidária” ou “bacanal”, como já se disse por aí? É, sim. Mas o governo federal, por acaso, pratica algo mais moral e decente do que isso? Não parece, não é? Faz-se de outro modo nos outros Estados? Não. É claro que o sistema está chegando à esclerose. Eu, por exemplo, lá no passado remoto, em 2006, fui favorável à chamada verticalização, que impedia essa bagunça. Decisão do TSE, que valeu para aquele ano, obrigava os partidos a reproduzir nos Estados a aliança nacional. Mas o Congresso a derrubou.
Por outro lado, cumpre notar: com a facilidade que tem o governo federal para comprar — literalmente — o apoio de partidos, distribuindo, em troca, cargos na administração federal e nas estatais, a não-verticalização impede a formação do PUP: o Partido Único do Poder. Por Reinaldo Azevedo

A PETISTA DILMA ROUSSEFF LANÇARÁ O MINHA CASA, MINHA VIDA 3. SUA ÚLTIMA CARTADA ANTES DA CAMPANHA

A presidente-candidata Dilma Rousseff lançará a poucos dias do início oficial da campanha eleitoral no País a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida. A legislação eleitoral determinou o próximo dia 5 de julho como data da largada das campanhas. ”Quem não teve ainda acesso à casa própria pode ficar tranquilo: nós vamos lançar nacionalmente, ou no dia 1º ou no dia 2 de julho, o Minha Casa Minha Vida 3. Isso vai ser muito importante porque as pessoas que não tiveram acesso à casa própria vão ter a sua oportunidade”, afirmou Dilma, em Macapá, onde entregou 2.148 casas.

A intenção de lançar a terceira etapa para o Minha Casa, Minha Vida já era planejada desde o início do ano pelo governo, mas faltava a data de início do programa. O anúncio oficial deve ser a última grande cartada de Dilma antes de começar a campanha à reeleição. “Acabamos com o apagão habitacional que existia no Brasil”, disse ela.
A exemplo das eleições de 2010, o programa habitacional é uma das apostas do PT na campanha. Como a maior parte das obras fica a cargo da iniciativa privada, o governo investe relativamente pouco e obtém resultados significativos. A meta do Palácio do Planalto é contratar três milhões de imóveis na próxima etapa do Minha Casa, Minha Vida. Mas, como não será possível chegar perto desse número na atual gestão, a continuidade do programa vai ser usada por Dilma para pedir votos para pedir um segundo mandato. Até o fim de 2013, o Minha Casa, Minha Vida 2 tinha 2,2 milhões de imóveis contratados. A expectativa do governo era firmar mais 500.000 contratos até o fim deste ano.
Campanha
Dilma aproveitou mais uma vez a cerimônia de entrega de moradias em Macapá para fazer campanha no Estado e afirmou que o Brasil “precisa atender às demandas das Regiões Norte e Nordeste”. ”Só em água, esgoto e saneamento básico o investimento aqui é de 398 milhões de reais”, disse. A presidente afirmou que o governo também destinou 500 milhões de reais para a BR-156 e voltou a destacar a importância da construção da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus. “Essa linha traz consigo outro benefício que é a fibra ótica e, portanto, a banda larga, a inclusão digital e o acesso à internet”, afirmou.
Dilma disse ainda que determinou que seja publicado o edital de construção do terminal do aeroporto de Macapá, com a melhoria de pistas e pátio. “Com isso, vamos ampliar a capacidade do aeroporto dos atuais 900 mil passageiros para 4,5 milhões de passageiros”, afirmou. A presidente destacou a importância da parceria com a prefeitura de Macapá para obras de mobilidade urbana e disse que ao todo R$ 132 milhões foram destinados para a construção de 15 quilômetros de corredores de ônibus, dezesseis terminais, além da reforma dos já existentes. “Construímos também 93 ciclovias”, completou.
Em seu discurso, Dilma disse também que o governo tem investido bastante em saúde e educação, pois são “áreas fundamentais na vida das pessoas”. “Colocamos aqui recursos para trinta creches, sendo dez na capital”, afirmou. A presidente disse ainda que o Amapá “deu um show” de inscrições do Pronatec. “Proporcionalmente, o Amapá tem um dos melhores desempenhos. Temos 66 mil amapaenses fazendo, ou que já fizeram, cursos de formação profissional”, destacou.
Ela aproveitou ainda para defender o programa Mais Médicos na região. “O Mais Médicos aqui também está sendo um sucesso. Os dezesseis municípios que solicitaram receberam 126 médicos, de um total de 127. Esse único que falta chega até o final do mês e aí vamos chegar a 100%”, explicou. “Tenho certeza de que fizemos muito e tenho uma certeza ainda maior de que temos muito ainda por fazer.”
Por Reinaldo Azevedo

GILBERTO CARVALHO ESTEVE COM OS BLACK BLOCS VÁRIAS VEZES ANTES DA COPA DO MUNDO E ATÉ FOI ALVO DE UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO. E REAGIU "NUMA BOA". ENTÃO TÁ!

Leio na Folha aquela que me parece ser a informação mais importante do ano: o ministro Gilberto Carvalho — sim, ele mesmo! — esteve com os black blocs. Confessou isso a Naturza Nery. Sim, o ministro Gilberto Carvalho queria fazer um acordo com os black blocs. Sim, enquanto os brasileiros eram vítimas da ação desses criminosos, Gilberto Carvalho estava batendo um papinho com eles. Leiam. Comento mais tarde. O ministro também comenta a reação ao decreto bolivariano, o 8.243. Escreverei um texto específico a respeito. Fica claro que houve várias reuniões. O ministro que se escandaliza porque Dilma foi xingada num estádio levou um rolo de papel higiênico na cara e reagiu “numa boa”. Então tá. Segue uma confissão do Carvalho.

Esperava que a discussão do decreto de conselhos populares fosse trazer tanta polêmica?
Nem de longe. Até porque ele não muda nada a realidade de hoje. Apenas organiza aquilo que está acontecendo. É justamente esse clima de ódio que levou a uma interpretação açodada de chavismo. E me assusta muito a desinformação, uma distorção brutal. A participação popular está prevista na Constituição e tem feito bem para o país. Políticas como o SUS, Lei Maria da Penha, Prouni, ficha limpa. Este decreto não fere em nada o Poder Legislativo. Acho que vai ser um tiro no pé derrubar o decreto, pois vai na contramão das manifestações de junho. Espero que o Congresso, ao invés de gastar energia para votar contra, assuma papel de vanguarda de abrir um debate com a sociedade.
O sr. esteve no “ninho” ‘black bloc’?
No esforço de diagnóstico, conseguimos um pouco antes da Copa, um contato em São Paulo com um grupo de pessoas que são partidários da tática ‘black bloc’.
Partiu de vocês?
Foi, nós buscamos. Nós procuramos abrir o debate nas 12 sedes da Copa para aqueles que eram contra a Copa. E em muitas cidades a reação deles foi muito explícita ao mundial. Numa das reuniões, um menino jogou um rolo de papel higiênico e disse: isso aqui é o ingresso de vocês para a Copa.
Como o sr. reagiu?
Na boa. Fiz que o gesto não existiu. Foi importante conversar com eles porque me dei conta que é uma filosofia que eu chamaria anárquica, que tem a convicção de uma violência praticada pelo Estado através das omissões nos serviços públicos e denuncia muito a violência policial na periferia, com aquela história de que, na periferia, as balas não são de borracha, são metálicas e letais. E que a única forma de reagir contra essa violência é também com a violência, que eles dizem que não é contra pessoas, mas contra símbolos e objetivos. Por isso escolhem bancos e concessionárias de carros importantes. É uma velha tática de criar um foco e tentar atrair a atenção imaginando que vai atrair a simpatia, o apoio e o engajamento das pessoas. Essa é a tese.
O que vocês disseram a eles?
Que essa tática os isola. Que essa tática em grande parte contribuiu para a desmobilização das manifestações. Então acho que eles estão completamente equivocados, e cabe a nós procurar mostrar esse equívoco.
O clima foi tenso?
Muito tenso, mas não violento, respeitoso até. Porque havia um acordo de conversa. Para eles, o PSOL e o PSTU são conservadores, são à direita, e nós somos traidores, aqueles que enganam as pessoas com reformas que não vão trazer nenhuma mudança.
Houve algum acordo?
Nenhum. Não tinha como dar acordo. Mas foi importante como aprofundamento do diagnóstico e mostrar que é possível conversar. As reações sempre muito iradas, adjetivadas.
Por Reinaldo Azevedo