quinta-feira, 19 de junho de 2014

AMEAÇA DE NOVA MORATÓRIA FAZ ÍNDICE DA BOLSA DE VALORES DA ARGENTINA CAIR 4,3%

A ameaça de uma nova moratória da dívida argentina repercutiu nesta quinta-feira na Bolsa de Valores do país, provocando uma queda de 4,3% do Índice Merval (o principal índice da bolsa argentina). A desconfiança do mercado deve-se as informações desencontradas de funcionários do governo argentino, advogados e do juiz Thomas Griesa, de Nova York, que deu sentença favorável a uma minora de credores, que não aderiu aos pacotes de reestruturação da dívida, feitas depois do calote de 2001. Na noite de quarta-feira o Ministério da Economia da Argentina divulgou uma nota dizendo que a decisão de Griesa “impossibilita o pagamento, em Nova York, do próximo vencimento da dívida reestruturada e mostra falta de vontade de negociar com condições diferentes”. No dia 30 de junho, a Argentina deveria pagar US$ 900 milhões, em Nova York, aos credores que aceitaram o desconto de 60% proposto pelo governo nos pacotes de reestruturação da divida de 2005 e 2010. A Argentina tem o dinheiro mas a sentença de Griesa determina que o governo argentino só pode pagar esses US$ 900 milhões e, no mesmo dia, pagar US$ 1,3 bilhão a minoria que não aceitou os pacotes de reestruturação. “Se o governo não cumprir a sentença e depositar apenas US$ 900 milhões, esse dinheiro será embargado para pagar os credores que ganharam na justiça”, explicou o economista Fausto Spotorno. Na terça-feira à noite, ao saber que a sentença de Griesa seria implementada, o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, disse que enviaria uma comitiva de advogados para falar com o juiz. Também mencionou a possibilidade de a Argentina negociar com os credores que aceitaram renegociar trocar seus títulos por outros, que seriam pagos na Argentina e sujeitos, portanto, à lei local. Desta forma, evitaria o embargo. Griesa reagiu dizendo que essa opção e inviável porque com isso a Argentina estaria “evadindo” a decisão da justiça norte-americana. “Passar títulos de uma jurisdição à outra não é tão simples quanto parece: envolve bancos e muitos deles norte-americanos, que não querem ser acusados de descumprir uma ordem judicial”, explicou Sportorno. Griesa também questionou a boa vontade do governo argentino de honrar seus compromissos, citando a discurso da presidenta Cristina Kirchner. Ela assegurou que iria pagar a dívida reestruturada, mas alertou que não iria se submeter a “extorsão” da minoria de credores. O motivo, explicou, o grupo favorecido pela sentença de Griesa não é o único que entrou na justiça: outros fizeram o mesmo e se todos ganharem a Argentina terá que desembolsar US$ 15 bilhões (metade das reservas do Banco Central, o que seria inviável). Nesta quinta-feira pela manhã, o chefe de gabinete da presidência, Jorge Capitanich, voltou atrás no anúncio feito por Kicillof na terça-feira. “Não há delegação ou missão viajando para os Estados Unidos”, disse. Economistas, como Fausto Spotorno, dizem que existe ainda esperança de uma solução negociada: o governo pode pagar aos “fundos abutres” com novos títulos da dívida (sem desconto). Na Argentina e nos Estados Unidos, políticos do governo e da oposição respaldaram a “vontade de pagar” manifestada pela presidenta Cristina Kirchner. “A ninguém interessa uma nova moratória, mas a negociação é delicada, tem muitas complicações legais e tampouco pode ser feita através de trocas de farpas na imprensa”, disse Spotorno.

TAXA DE REJEIÇÃO DE DILMA SOBE PARA 43%, DIZ CNI/IBOPE

A taxa de rejeição à presidente Dilma Rousseff (PT) subiu de 38% na semana passada para 43% nesta semana, segundo pesquisa CNI/Ibope. Foram consideradas como rejeição as declarações dos entrevistados quando questionados em que candidato não votariam de jeito nenhum para presidente da República. Já a rejeição ao pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, subiu de 18%, na última pesquisa para 32%. A taxa de rejeição ao pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, subiu de 13% para 33%. As comparações foram feitas com base na edição anterior da pesquisa Ibope, contratada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo (Uvesp) e divulgada em 10 de junho. A pesquisa da CNI/Ibope foi realizada entre os dias 13 e 15 deste mês, com 2.002 pessoas em 142 municípios. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

PESQUISA CNI-IBOPE CONFIRMA DISPUTA ENTRE AÉCIO NEVES E DILMA NO SEGUNDO TURNO: DIFERENÇA CAIU DE 19 PARA 13 PONTOS PERCENTUAIS

A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial com 39% das intenções de voto, segundo pesquisa CNI/Ibope realizada nos dias 13 a 15 de junho. Com essa pontuação, a petista teria de enfrentar um segundo turno se a disputa fosse hoje, pois a soma de todos os seus adversários é de 40%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em segundo lugar, de acordo com o Ibope, está Aécio Neves (PSDB), com 21%. Depois, vem Eduardo Campos (PSB), com 10%. E os outros: Pastor Everaldo (PSC) tem 3%, Magno Malta (PR), 2%, e José Maria (PSTU), 1%. Outros candidatos nanicos somam 3% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior do Ibope, realizado nos dias 15 a 19 de maio, Dilma oscilou dentro da margem de erro 1 ponto percentual. Ela tinha 40%. Todos os outros candidatos tiveram também variações dentro ou próximas à margem de erro. Aécio Neves tinha 20% e agora está com 21%. Eduardo Campos registrava 11% e foi a 10%. Everaldo Pereira (PSC) tinha 3% e manteve o mesmo percentual.
SEGUNDO TURNO
Se Dilma enfrentasse Aécio Neves no segundo turno, a petista venceria com 43% contra 30% do tucano, uma diferença de 13 pontos percentuais. Em 15 a 19 de maio, no último levantamento Ibope, Dilma teria 43% contra 24% de Aécio, uma vantagem maior, de 19 pontos. O estreitamento da liderança petista num eventual segundo turno também ocorreu em relação a Eduardo Campos. Antes, a petista venceria com 42% contra 22% do pessebista, vantagem de 20 pontos. Agora, de 43% a 27%, uma diferença de 16 pontos percentuais
APROVAÇÃO DE GOVERNO
A taxa de aprovação à administração da presidente Dilma Rousseff caiu 5 pontos percentuais e está em 31% (quem responde que o governo é “bom” ou “ótimo”). Na pesquisa Ibope anterior que fez essa medição, custeada pela CNI, em 14 a 17.mar.2014, o percentual era de 36%. Para 34% o governo Dilma é regular. E outros 33% consideram a administração petista ruim ou péssima. Quando o Ibope pergunta sobre a maneira de governar, 44% dizem aprovar e 50% desaprovar a forma como Dilma conduz o País. Essas taxas eram de 51% e 43%, respectivamente na pesquisa anterior. Sobre a confiança na presidente, a taxa agora é de 41% –antes era de 48%. A pesquisa do Ibope foi custeada pela CNI e entrevistou 2.002 pessoas nos dias 13 a 15 de junho de 2014. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00171/2014.

LULA DECIDE ISOLAR DILMA DA CAMPANHA DE ..... DILMA!

A ausência do assessor mais próximo da presidente Dilma Rousseff numa reunião dos coordenadores da sua campanha à reeleição, em São Paulo, gerou mal-estar no Palácio do Planalto, criando ruído entre aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora. Ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo não participou de um encontro de Lula com coordenadores da campanha petista há cerca de dez dias, realizado logo após reunião do Instituto Lula em cerca de 30 pessoas discutiram a conjuntura econômica. Lula aproveitou a presença dos coordenadores da campanha de Dilma para tratar de assuntos da eleição presidencial em seguida. A ausência de Giles Azevedo, fiel escudeiro da presidente que deixou o governo em abril para participar do comando da campanha, não agradou à presidente Dilma, informada do encontro depois que ele foi realizado. Participaram da reunião com Lula o presidente do PT, Rui Falcão, o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, o ex-ministro Franklin Martins e o marqueteiro João Santana. Interlocutores de Dilma acham que Lula isolou Azevedo para discutir à vontade mudanças que julga necessárias na campanha. Nas palavras de um auxiliar da presidente, Azevedo representa “os olhos e ouvidos de Dilma” no comando da campanha. Petistas ligados a Lula confirmaram o mal-estar, mas buscaram contemporizar argumentando que a reunião não estava agendada oficialmente. Lula teria apenas aproveitado presença dos peetistas para “pacificar” divergências que os separam.

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO IGNORA OS FATOS E REAGE, DE MODO ABSURDO, AO BOATO. AGUARDO A PROVA OU O PEDIDO DE DESCULPAS!

Vamos lá. Escrevi, como vocês sabem, dois textos sobre a possibilidade de o Plano Diretor da cidade de São Paulo ser ou não emendado. Também comentei o assunto na Jovem Pan. Discordei, discordo ainda, da tese defendida pelo promotor José Carlos de Freitas. Não vou repisar argumentos porque os links estão aí para os interessados.

Muito bem! Eis que sou surpreendido por uma “Nota de repúdio ao colunista Reinaldo Azevedo”, assinada pela diretoria da Associação Paulista do Ministério Público. Estranhamente, a nota sai com a data de “10 de janeiro de 2014”. Salvo melhor juízo, hoje é 19 de junho. Vai ver alguém, inadvertidamente, pegou do arquivo um modelo de nota de repúdio e simplesmente fez um “cópia-cola”. É a hipótese virtuosa não para a data errada, mas para os despropósitos que ela contém. A hipótese não virtuosa é pura e simplesmente a intolerância com a crítica.
Vamos lá. Segue a nota em vermelho, com comentários meus em azul.
A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), entidade que representa Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de São Paulo, da ativa e aposentados, vem a público refutar e repudiar as declarações feitas pelo colunista Reinaldo Azevedo nesta quarta-feira, 18/06/2014, em seu blog hospedado no site da revista Veja, contra o Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e o Ministério Público do Estado de São Paulo.
Em primeiro lugar, não faço “declarações”. Não sou autoridade. Faço jornalismo de opinião com base em informação. O doutor José Carlos de Freitas interpreta de um determinado modo os parâmetros legais para a consulta pública e para a emenda de vereadores no caso do Plano Diretor. O meu ponto de vista é divergente. Mas sigamos.
O direito à livre imprensa é fundamental no estado democrático de direito. A divergência de opinião, saudável e necessária. Por acreditar nisso, o Ministério Público, em São Paulo e em todo o país, sempre lutou por essas garantias. E foi exatamente pelo seu papel de relevância na redemocratização do país, na elaboração de nossa Constituição e na defesa da cidadania que jornalistas como Reinaldo Azevedo têm, hoje, direito e espaço para opinar.
Epa! Uma ova! Aí não! O que garante o meu direito de dizer o que penso são os artigos 5º e 220 da Constituição. Eu desafio — e desafio mesmo! — qualquer membro da diretoria da associação a demonstrar que lutou mais pela democratização do país do que eu. Tenho 52 anos. Não sei a idade dos doutores. Alguns ainda deveriam estar fazendo cocô na fralda quando eu estava tomando porrada e quando, ainda moleque, tive de enfrentar os “hômi”.
Não venham pra cima de mim com essa cascata. Eu não devo o meu direito de dizer o que penso a ninguém — a não ser às conquistas da sociedade brasileira, da qual faço parte, com direito de opinar, de dizer o que penso. E eu penso, no caso em questão, que o doutor José Carlos de Freitas está errado. Eu expliquei os motivos. Expus meus argumentos. Não o agredi em nenhum momento e, de novo, desafio a associação a provar o contrário.
Porém, nada autoriza a veiculação de agressões e ofensas gratuitas, e pior, com acusações infundadas e injustas. Não se pode tratar um agente público, que trabalha pela e para a população, de tal maneira. Não se podem permitir ataques baixos e grosseiros contra uma das instituições mais respeitadas de São Paulo e do Brasil. E, particularmente, contra um colega Promotor de Justiça cuja conduta prima pela seriedade, responsabilidade e qualidade do trabalho desenvolvido.
Cadê a “agressão”? Cadê a “ofensa gratuita”? Cadê a “acusação”? É preocupante quando uma associação — que, sei, não é o Ministério Público — composta de pessoas, sem dúvida, com razoável poder faz afirmações destrambelhadas como essas. O que a entidade entende por “agressão”, “ofensa gratuita” e, sobretudo, “acusação” — que remete, no mais das vezes, à área criminal?
Conheço muito bem, doutores, o espírito de pessoas que defendem a liberdade de imprensa desde que ela não seja exercida. Como já disse Rosa Luxemburgo quando descobriu que, em nome da liberdade e da revolução, Lênin mandaria às favas a Assembleia Constituinte, “Liberdade é, apenas e exclusivamente, a liberdade dos que pensam de modo diferente”. E eu penso de modo diferente do dr. José Carlos. Qual é o ponto?
Vamos ver. No meu primeiro texto a respeito, num dado momento do artigo, escrevi:
vigaristas democracia diretaMuito bem! Será que eu estava a chamar, por via indireta, José Carlos e o MP de vigaristas? Já esclareci a questão no segundo texto, a saber:
vigaristas democracia direta dois
Reitero: não preciso ser oblíquo com ninguém. Quando quero dizer, digo. Se acho que posso arcar com as consequências, faço. Se acho que não, também me poupo da ilação covarde. Chamei, chamo e chamarei de vigaristas todos aqueles que pensam mecanismos de democracia direta como substitutos da democracia representativa e dos partidos. É vigarice intelectual. Não escrevi que José Carlos faça parte dessa grei..
A nota vem a público depois desse meu segundo texto, quando essa questão já estava vencida. Tomo cuidado para escrever as coisas. Fui consultar as leis. Fiz até uma correção na carta enviada por José Carlos à Câmara, quando a Constituição Federal foi erroneamente citada em lugar da Estadual. Não tem gravidade nenhuma. Só o fiz por apreço à precisão, nada mais.
Sim, eu e José Carlos discordamos. E ele deve saber que colegas seus discordam dele também. Outros concordam. Colegas meus discordam de mim. É do jogo. A violência retórica da nota é absurda. Vai ver deriva do fato de que foi redigida em janeiro…
Por tudo isso, a APMP avaliza e defende a atuação do Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e condena com veemência a postura lamentável do colunista Reinaldo Azevedo com relação ao colega e ao Ministério Público.
São Paulo, 10 de janeiro de 2014
Diretoria da Associação Paulista do Ministério Público
“Postura lamentável” é emitir uma nota no piloto automático, muito provavelmente sem conhecimento até do que estava em debate. O arquivo do blog está à disposição. Vejam lá o que escrevi sobre a PEC 37, que trata do poder de investigação do Ministério Público, por exemplo — e não que eu ache que o texto constitucional seja exatamente claro a respeito. Mas prefiro o MP com poder de investigação. Mesmo com todos os exageros — e há muitos, como os vazamentos, que, às vezes, demonizam pessoas que sabemos, depois, inocentes —, ainda é melhor que conserve essa prerrogativa.
A associação errou de alvo. A nota traduz uma tentativa de intimidação. Os doutores conhecem a parceria de longa data entre imprensa e MP — em qualquer esfera. Os dois, como chamarei?, entes atuam juntos — de forma, entendo eu, às vezes viciosa. Na esmagadora maioria das vezes, a imprensa faz uma avaliação positiva do MP, até porque, insisto, há uma evidente colaboração.
Basta, no entanto, que um jornalista ouse discordar para ser alvo de uma nota como essa? Ora, tenham a santa paciência!
Quero aqui inverter a formulação da associação. Não! Eu não devo meus direitos fundamentais ao Ministério Público. Se existe alguma relação de dívida, é o contrário: o MP é que deve à mobilização de gente como eu as prerrogativas de que continua a desfrutar.
Não dou conselho, não, senhores! Apenas expresso um ponto de vista: não queiram ser maiores do que os cidadãos e do que a cidadania. Entre as prerrogativas do Ministério Público, particularmente de uma associação de promotores, não está atribuir ao outro aquilo que ele não disse.
Se o Ministério Público e um promotor não podem conviver com a crítica que fiz, aceitam que tipo de contestação, que tipo de debate? Não me repudiem, não, doutores! Se tiverem antes o bom senso de me ler, garanto que será melhor para a verdade dos fatos. Aguardo uma resposta da associação: cadê as ofensas? Se não encontrar, aguardo o pedido de desculpas. Se não vierem nem uma coisa nem outra, aí, dizer o quê? Por Reinaldo Azevedo

MESMO COM NÚMEROS ERRÁTICOS E INCOERENTES, PESQUISA IBOPE É PÉSSIMA PARA DILMA. GOLPE PETISTA DA "ELITE BRANCA" E DO ÓDIO DE CLASSES DÁ COM OS JUMENTOS N'ÁGUA!

Vejam estes números:

1) No dia 22 de maio, o Ibope divulgou uma pesquisa:
Primeiro turno
Dilma Rousseff – 40%
Aécio Neves – 20%
Eduardo Campos – 11%
Segundo turno:
Dilma – 43%
Aécio – 24%
Diferença: 19 pontos percentuais
Dilma – 42%
Campos – 22%
Diferença: 20 pontos
2) No dia 10 de junho — menos de três semanas depois, o Ibope divulgou outra pesquisa:
Primeiro turno
Dilma – 38%
Aécio – 22%
Eduardo Campos – 13%
Segundo turno
Dilma – 42%
Aécio – 33%
Diferença: 9 pontos
Dilma – 41%
Campos – 30%
Diferença: 11 pontos
3) Nesta sexta, 9 dias depois, uma terceira pesquisa Ibope:
Primeiro turno
Dilma – 39%

Aécio – 21%
Eduardo Campos – 10%
Segundo turno
Dilma – 43%
Aécio – 30%
Diferença – 13 pontos
Dilma – 43%
Campos – 27%
Diferença: 16 pontos
Então vamos ver
Saiu nesta sexta a terceira pesquisa Ibope em menos de um mês. Como se vê acima, a petista Dilma Rousseff aparece com 39% das intenções de voto, contra 20% do tucano Aécio Neves e 11% de Eduardo Campos, do PSB. Comparados com os dados do levantamento divulgado no dia 22 de maio, tudo permanece no mesmo lugar — apenas Dilma oscilou um ponto para baixo. E o PT precisa desesperadamente da notícia de que a petista parou de cair.
Os números indicam, no entanto, que esse povo estável no primeiro turno poder ser muito instável no segundo. Há um mês, Dilma vencia Aécio por uma diferença de 19 pontos (43% a 24%) e Campos, por 20 (42% a 22%). Dezenove dias depois, o cenário era completamente outro: a diferença para o tucano havia caído 10 pontos (42% a 33%) e, para o peessebista, 11 pontos (41% a 30%). Agora, meros nove dias depois, aumentou: em relação ao senador mineiro, passou a ser de 13 pontos (43% a 30%); em relação ao ex-governador de Pernambuco, de 16 (43% a 27%).
Não quero ser leviano, mas também não posso me furtar a deixar claro o que me incomoda: eu não acredito numa oscilação de 10 ou 11 pontos percentuais em menos de três semanas nem de 4 ou 5 pontos em nove dias. E não me venham com a conversa de que pesquisas distintas não são comparáveis: quando o instituto é o mesmo, são, sim! O que variou entre um Ibope e outro? Só o cliente.
Números ruins
O que é curioso na pesquisa Ibope é que a situação para Dilma teria melhorado um tantinho no segundo turno, embora todo o resto tenha piorado para ela. Dilma é a mais rejeitada dos três principais candidatos: 43% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. Afirmam o mesmo sobre Campos 33% dos que responderam a pesquisa, e 32%, sobre Aécio.
Pois é… Ainda segundo o Ibope, em março deste ano, 36% aprovavam o governo Dilma, isto é, consideravam-no ótimo ou bom; agora, apenas 31%. O percentual dos que dizem que o governo é ruim ou péssimo saltou de 27% para 33%. Vale dizer: mais gente o reprova do que o aprova. Há mais notícias ruins para o PT: a confiança pessoal na presidente caiu de 48% para 41% no período, e os que não confiam na mandatária passaram de 47% para 32%.
Nas nove áreas avaliadas, mais gente reprova o governo do que aprova. Eis alguns dados:
Saúde – 78% a 19%
Segurança 75% a 21%
Taxa de juros – 70% a 21%
Educação – 67% a 30%
Combate à fome – 53% a 41%
Combate ao desemprego – 57% a 37%
Mesmo assim, Dilma tinha 40% dos votos em março e, agora, aparece com 39%? Como se diz em Dois Córregos, “não orna”. Para registro: segundo o Datafolha divulgado no dia 6 de junho, Dilma aparece com 34%; Aécio, com 19%, e Campos, com 7%.  A diferença entre a petista e o tucano é de 8 pontos (46% a 38%); no confronto com o candidato do PSB, é de 15 (47% a 32%). 
Começo a encerrarOs números, não tem jeito, são ruins para Dilma. E, a estarem certos, evidenciam que a estratégia do PT de transformar Dilma Rousseff em vítima da “elite branca” deu com os burros n’água. Não colou! Até agora, os petistas não encontraram o rom. O ódio de classes também não está se mostrando eficaz.
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, afirmou que os protestos no Itaquerão eram culpa minha e de mais oito jornalistas. Os petistas passaram a semana afirmando que as vais e os xingamentos tinham sido excelentes para Dilma.
Então… A Gangue dos Nove bem que tentou ajudar a presidente Dilma, né? Mas a mulher não colabora! Por Reinaldo Azevedo

DESCOBERTOS 20 POEMAS INÉDITOS DO POETA COMUNISTA CHILENO PABLO NERUDA

A Fundação Pablo Neruda afirmou nesta quarta-feira que foram encontrados 20 poemas inéditos do poeta comunista e prêmio Nobel de Literatura chileno em caixas com manuscritos de obras do poeta, que serão publicados em um livro no fim do ano. São seis poemas sobre amor e mais 14 de outros temas escritos a partir de 1956. Os textos foram cuidadosamente recolhidos e verificados em um trabalho que se estendeu por mais de dois anos. A fundação explicou que a descoberta ocorreu depois de um estudo rigoroso de uma coleção de manuscritos da obra de Neruda, papel por papel, com o objetivo de fazer um catálogo mais completo do que aquele que existia na biblioteca da entidade. Foi durante estes trabalhos que a fundação constatou que havia cadernos nos quais Neruda escreveu poemas que, posteriormente, destinou a diferentes livros. Mas também foram encontrados poemas que não apareciam em nenhuma das publicações, nem em compilações posteriores. Em seguida, o material foi submetido a novas revisões para ter a segurança de que eram realmente inéditos. "Não foi possível determinar a data de todos esses poemas, porque nem todos têm a indicação da data em que foram escritos, pois o poeta colocava a data só às vezes", disse o diretor da biblioteca da Fundação Pablo Neruda, Darío Oses. "Sim, é possível associar muitos dos poemas a algumas épocas, por exemplo aquela na qual Neruda estava escrevendo suas odes, que finalmente publicou em quatro livros", acrescentou. A fundação afirmou que entregou os poemas ao seu agente, que contratou o grupo Planeta para a publicação. O autor de "Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada" morreu em 23 de setembro de 1973, duas semanas depois do golpe militar que levou Augusto Pinochet ao poder. A publicação dos 20 poemas inéditos deve ocorrer no fim deste ano, coincidindo com a comemoração dos 110 anos do nascimento do poeta comunista chileno.

O PETISTA ALEXANDRE PADILHA ACUSA PAULO SKAF DE ROUBAR SLOGAN E DECLARA GUERRA AO PMDB EM SÃO PAULO

Aliados em nível nacional e apontados pela presidente Dilma Rousseff como “a fórmula” para interromper o ciclo de quase 20 anos do PSDB no governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB) deflagraram uma troca de ataques em torno do uso da expressão “mudança de verdade” na campanha estadual. O PT estreou o slogan “para mudar de verdade” no sábado, no lançamento de Padilha, e o PMDB passou a usar a expressão “mudança de verdade” um dia depois, na divulgação de vídeos e propostas de Skaf. Foi o suficiente para a direção do PT ameaçar Skaf com uma ação judicial e Padilha acusar o ex-presidente da Fiesp de fazer uso eleitoral da entidade. “Tem gente que usa a propaganda de uma entidade para se promover e agora passou a se apropriar do slogan do PT. Se foi do próprio candidato, a idéia é um golpe baixo, um gesto pequeno”, disse o petista. A reação contrasta com a posição de Padilha até o fim da semana passada, quando o ex-ministro da Saúde disse que seu único adversário era o governo do PSDB. Skaf se esquivou de comentar as acusações de Padilha e o publicitário Duda Mendonça foi escalado para rebater os ataques petistas. Ele se dispôs a “dar de presente” a frase para o PT e se comprometeu a não usar mais a expressão. “Se a frase é tão importante para eles, para nós não é. Dou de presente para eles. Podem ficar com ela. Gosto do Padilha. Ele até esteve comigo e me convidou para fazer a campanha dele. O povo de São Paulo já sabe quem é a mudança de verdade. Todas as pesquisas dizem isso”, disse Duda. De acordo com o baiano, a irritação petista é uma estratégia para abrir uma polêmica com Skaf e tirar Padilha da incômoda quarta posição nas pesquisas, com apenas 3% contra 21% de Skaf, segundo o Datafolha. “Eles (PT) estão se aproveitando para criar polêmica com o Skaf. Afinal, eles estão com 3% e nós com 25%”, afirmou. As provocações do publicitário aumentaram a irritação no PT, que respondeu em tom ainda mais agressivo: “Quem promete doar o que foi roubado merece ganhar o campeonato mundial de 171”, disse Maurício Carvalho, publicitário da campanha de Padilha. Petistas justificam a verborragia alegando que o uso da expressão por Paulo Skaf atrapalha a estratégia de marcar diferença em relação ao candidato do PMDB. No fim de semana a cúpula petista em São Paulo decidiu mudar de estratégia e partir para o ataque contra o peemedebista. O PT não esperava chegar em julho atrás do peemedebista nas pesquisas. A tática petista previa que Skaf tirasse votos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ajudasse Padilha a chegar ao segundo turno contra o tucano, mas o cenário atual mostra a situação inversa, com o petista funcionando como linha auxiliar para o candidato do PMDB. A disputa em torno do slogan é o pretexto para Padilha atacar Skaf. O PT quer fazer a mesma coisa que fez há dois anos, na disputa pela prefeitura de São Paulo.