domingo, 8 de junho de 2014

JUSTIÇA DECIDE QUE GREVE NO METRÔ DE SÃO PAULO É ABUSIVA

O Tribunal Regional do Trabalho julgou, por unanimidade (8 votos a 0), neste domingo, que a greve dos metroviários em São Paulo é abusiva. A paralisação chegou ao quarto dia neste domingo, com quatro linhas – 1-Vermelha, 2-Verde, 3-Azul e 4-Amarela – funcionando parcialmente. A corte impôs multa diária de 500.000 reais se a decisão não for cumprida. Para justificar seu voto, o presidente da sessão, Rafael Pugliese, argumentou que não foi cumprida a liminar concedida na quarta-feira pela desembargadora Rilma Aparecida Hemerito, que determinou a manutenção de 100% de funcionamento do metrô nos horários de pico e 70% nos demais horários. O tribunal também estabeleceu o reajuste salarial para categoria de 8,7% – percentual oferecido pelo metrô.

PAPA REZA PELA PAZ COM LÍDERES ISRAELENSE E PALESTINO

Em gesto histórico, o papa Francisco se reuniu no Vaticano neste domingo com o presidente israelense, Shimon Peres, e o líder palestino, Mahmud Abbas, para uma oração pela paz no Oriente Médio. O convite para o encontro foi feito de forma inesperada durante a viagem de Francisco em maio à Terra Santa, como uma iniciativa para aproximar israelenses e palestinos, particularmente distanciados após o fracasso em abril das negociações de paz. "A oração pode tudo", escreveu o papa na véspera do encontro, no Twitter, pedindo aos fiéis que rezem "pela paz no Oriente Médio e no mundo". Peres e Abbas desembarcaram em Roma neste domingo, pouco antes do encontro, e foram recebidos pelo papa na entrada de sua residência, a Casa Santa Marta, e não no Palácio Apostólico, como costuma ocorrer nas visitas oficiais. Posteriormente, junto ao patriarca ortodoxo, Bartolomeu I, seguiram pelos jardins até a Casina Pio IV, não muito longe do Museu do Vaticano.

CONSULTAS DE EMPRESAS AO BNDES CAEM 13,9% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

Reflexo do pífio crescimento econômico, o número de consultas por empréstimos do BNDES caiu 13,9% no primeiro trimestre deste ano, segundo estudo do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Ao todo, essas consultas somaram 47,2 bilhões de reais entre janeiro e março. Este patamar é semelhante aos números de 2007 e 2008, anos de crise financeira mundial. O recuo das consultas ao BNDES reflete os baixos índices de confiança na economia, tanto entre empresários como entre consumidores: sem perspectivas de crescimento, os empresários resistem a expandir sua produção. Além das consultas, os enquadramentos (quando o projeto foi aceito para ser analisado) e as aprovações de empréstimos também caíram nos três primeiros meses do ano. Contudo, os desembolsos de recursos já aprovados cresceram – de 18,3% para 20,5% da formação bruta de capital fixo – e chegaram a 3,6% do PIB no período, contra 3,3% em 2013. Economistas acreditam que o desembolso tende a cair, refletindo a diminuição das consultas.

FAT PODE ACABAR EM CINCO ANOS DEVIDO À GESTÃO DESASTROSA DO GOVERNO DILMA, TRABALHADOR CORRE O RISCO DE FICAR DESAMPARADO

O orçamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que será aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo (Codefat) nos próximos dias, prevê um déficit histórico de R$ 19,7 bilhões em 2015, ou seja, 54,6% maior que o resultado negativo projetado para este ano, de R$ 12,7 bilhões. O aumento real do salário mínimo (que tem impacto nos gastos com seguro-desemprego e abono salarial), e as desonerações autorizadas pela equipe econômica (PIS/Pasep) são os principais fatores de pressão nas contas do Fundo. Mantidas essas condições, o patrimônio do FAT poderá se exaurir em cinco anos, segundo projeções de integrantes do governo. "O FAT não dura mais do que cinco anos. O buraco vai engolir todo o patrimônio do Fundo", disse uma fonte que acompanha as contas. De acordo com a proposta orçamentária para 2015, as receitas com as contribuições do PIS/Pasep, principal fonte do Fundo, estão projetadas em cerca de R$ 60 bilhões, e o total de despesas, em torno de R$ 80 bilhões. Esse déficit terá que ser coberto pelo Tesouro, ou o Codefat terá que pedir de volta parte dos recursos do FAT destinados ao BNDES. No início deste ano, o Codefat enviou correspondência ao BNDES, alertando que a instituição poderia ser obrigada a devolver R$ 10 bilhões do patrimônio do Fundo no segundo semestre. Normalmente, o banco repassa somente a rentabilidade das aplicações. Por determinação da Constituição, o FAT repassa anualmente 40% das receitas totais para o banco. Além disso, 20% da arrecadação vão para o Tesouro Nacional, via Desvinculação das Receitas da União (DRU), e podem ser aplicados em outros fins. O presidente do Codefat, o petista Quintino Severo, que faz parte dos quadros da CUT, disse não acreditar que o patrimônio do FAT acabará nos próximos anos. Segundo ele, a economia brasileira precisa de estímulos neste momento, mas no futuro haverá espaço para recompor as receitas. "O FAT é importantíssimo para o País. Não acredito que o governo deixará isso acontecer", disse Severo, acrescentando que a DRU acaba no próximo ano e, caso seja renovada, o governo poderá deixar o FAT fora desse mecanismo, uma idéia que a equipe econômica rejeita. O patrimônio do FAT soma R$ 204,7 bilhões, sendo que 75% desses recursos estão emprestados ao BNDES para financiar projetos de infraestrutura remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está congelada em 5% ao ano. O restante dos ativos está aplicado no Fundo BB Extramercado, em depósitos especiais e em linhas de crédito destinadas a programas de geração de emprego e renda oferecidos pelos bancos públicos. Como o retorno das aplicações não tem sido suficiente para fechar as contas, o FAT passou a depender cada vez mais do Tesouro Nacional, que também está com o caixa apertado e precisa cumprir a meta de superávit primário. Assim, o Tesouro autorizou o Codefat a usar o excedente da reserva mínima obrigatória, de R$ 25 bilhões, que faz parte do patrimônio do FAT, e agora não há mais gordura para queimar.

PMDB VAI RACHADO À CONVENÇÃO NACIONAL PARA ESCOLHER COM QUEM FICA NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O presidente do PMDB-BA e pré-candidato do partido ao Senado, Geddel Vieira Lima, secretário-geral da legenda, considera difícil um prognóstico sobre o resultado da convenção nacional peemedebista que será realizada na terça-feira, para votar a aprovação ou não da coligação PMDB/PT e o nome de Michel Temer como candidato à vice na chapa de reeleição de Dilma Rousseff. "A convenção será disputada, o partido está muito dividido", disse ele, sem admitir que é uma das lideranças peemedebistas que está se articulando com os delegados de outros Estados para derrubar a aliança com o PT. O PMDB da Bahia tem 27 votos na convenção que vão votar alinhados com a orientação da direção estadual. Geddel Vieira Lima reiterou sua posição de que o partido não deveria confirmar a aliança com o PT e reafirmou que o PMDB-BA já fechou o apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) à presidência da República. "Vou me posicionar em relação aos rumos do partido após a convenção", avisou ele. Além da Bahia, haveria discordância quanto à proposta da direção nacional de renovar a aliança com o PT nos diretórios do Rio de Janeiro, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espirito Santo, Rio Grande do Sul e Pernambuco. A maioria da bancada federal peemedebista é favorável ao rompimento.

NASCERAM OS GÊMEOS JÚLIA E BERNARDO, OS FILHOS DE AÉCIO NEVES E LETÍCIA WEBER

Nasceram na madrugada deste domingo os filhos gêmeos do senador e candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e da gaúcha Letícia Weber. O anúncio foi feito por Aécio Neves, em sua página oficial do Facebook, na manhã deste domingo. De acordo com o senador, os filhos, que se chamam Julia e Bernardo, nasceram "antes da hora esperada" e permanecerão "por algum tempo" na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Temos fé que eles vão crescer fortes e saudáveis", disse Aécio Neves.  Inicialmente, o nascimento dos filhos do político estava previsto para o mês de agosto. "À equipe médica que acompanhou Letícia e trouxe nossos filhos ao mundo com segurança, minha eterna gratidão. Agradecemos a Deus por essa bênção e a cada um de vocês pelas orações", finalizou o senador.

COM APOIO DA JUSTIÇA, GERALDO ALCKMIN REABRIRÁ À FORÇA O METRÔ DE SÃO PAULO; QUEM NÃO VOLTAR AO TRABALHO SERÁ DEMITIDO; POLÍCIA MILITAR FARÁ A SEGURANÇA COM FORÇA TOTAL

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai mostrar para o governo Dilma, para o PT e para a CUT, quem é que manda em São Paulo. Geraldo Alckmin contará com o amplo apoio da maioria do eleitorado paulista, segundo pesquisa Datafolha desta semana, e neste domingo amparado pela decisão doTRT, que decretou abusiva a greve dos metroviários de São Paulo. A cidade está paralisada há quatro dias. O governador Geraldo Alckmin resolveu colocar em um brete os grevistas do metrô e seus aliados da CUT, portanto do PT, que empreendem uma paralisação abusiva e política. Alckmin vai demitir grevistas, contratar temporários, reabrir à força as estações fechadas pelos grevistas e usar a segurança da Polícia Militar. Como o País está às portas da Copa do Mundo e o jogo inaugural será em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin aposta em um recuo espetacular dos grevistas e da CUT, porque é do interesse político dos seus aliados, o governo federal do PT, que nada aconteça de dramático. A derrota da greve selvagem implicará em perdas políticas e eleitorais tremendas para a esquerda, fortalecendo de outro lado as candidaturas de Geraldo Alckmin e Aécio Neves. (PB)

A CUT, A CENTRAL DO PT, APÓIA A GREVE METROVIÁRIOS, QUE FAZEM CHANTAGEM COM A COPA. PIOR PARA DILMA! E DAÍ? OS PETISTAS, COMO O ESCORPIÃO, TÊM A SUA NATUREZA!

Já sabemos o suficiente sobre a greve dos metroviários, cuja legalidade será julgada na tarde deste domingo. Para uma inflação de 5,2%, o governo ofereceu 8,7% de reajuste, além de ter aumentado o valor do vale-refeição, do vale-alimentação (juntos, esses dois benefícios somam R$ 960,00) e da bolsa-creche — que também vale para os pais com filhos até sete anos: R$ 579,00. Considerados esses ganhos indiretos, mas que são muito diretos, o aumento passa de 13%, mais do que o dobro da inflação. Ocorre que o sindicato da categoria, cujo presidente, Altino Prazeres, é militante do PSTU, tem uma agenda política. Em nome dela, os usuários que se danem — boa parte deles recebendo um salário inferior ao que os nababos recebem só para se alimentar! Pois bem: o sindicato ameaça deixar São Paulo sem metrô na abertura da Copa do Mundo, daqui a quatro dias. E CONTA, PASMEM!, COM O APOIO INTEGRAL DA CUT.

Vocês leram tudo direito. A central sindical do PT, onde Lula manda — e não adianta fazer de conta que não —, apóia um movimento que deixa milhões de brasileiros ao sabor da sorte, obrigados, muitas vezes a fazer viagens de ônibus de até três horas e meia, quando poderiam chegar às suas casas em 30, 40 minutos.
A paralisação gera transtornos em cadeia porque atinge os outros meios de transporte. Passageiros habituais do metrô que têm carro apelam, obviamente, ao próprio veículo. O rodízio é suspenso. Os ônibus superlotam; a cidade fica caótica. Apoiar uma greve com esse grau de oportunismo chega a ser escandaloso. Mas a CUT — leia-se: o PT — não quer nem saber. É a história do escorpião que ferroa o sapo que atravessa um rio levando-o nas costas: o bicho tem a sua natureza!
A nota emitida pela CUT é de uma delinquência política escandalosa. Leiam (em vermelho). Volto em seguida.A CUT – Central Única dos Trabalhadores é solidária à greve dos/as trabalhadores/as do Metrô de São Paulo e também à população que utiliza o transporte coletivo. Todos nós defendemos um transporte público de qualidade com trabalhadores/as dignamente remunerados.
A CUT entende que o governador de São Paulo-SP, Geraldo Alckmin, precisa agir com mais responsabilidade, tanto na condução da negociação com os representantes do Sindicato dos Metroviários quanto com a população da cidade. Quatro milhões de pessoas estão sendo prejudicadas pela inabilidade do governo na negociação com a categoria.
As reivindicações são justas, do ponto de vista econômico e social. É uma greve reivindicatória por melhores condições de trabalho e salário para os/as metroviários/as, que só foi deflagrada, como último recurso, porque não houve um processo de negociação democrático satisfatório entre as partes.
Foi com greves como essa que os/as companheiros/as rodoviários/as e os professores municipais de São Paulo conquistaram reajustes salariais acima de 10%.
A CUT repudia veementemente a violência policial ao movimento grevista dos metroviários de São Paulo. Polícia tem de proteger o cidadão, o trabalhador e a trabalhadora. Não foi isso que a Tropa de Choque fez hoje. Para a CUT, o governador tem o dever de abrir negociações sérias com a categoria.
A greve é um direito legítimo conquistado pelos/as trabalhadores/a e não pode ser reprimida com força policial e a solução tem de ser negociada.
A CUT se coloca à disposição, tanto para a direção do Sindicato como para o governo do Estado de SP e, principalmente, para os/as metroviários/as de São Paulo, para contribuir na solução desse conflito.
São Paulo, 6 de junho de 2014.
Vagner Freitas
Presidente
Retomo
Como já deixei claro, o reajuste é muito superior a 10%. O Metrô, se querem saber, foi excessivamente generoso. A Polícia Militar, até agora, está se limitando a cumprir a sua função. Violentos são os piqueteiros e baderneiros que cassam da população o direito de ir e vir e usam o bem público como se fosse propriedade privada. No site do próprio PT há um texto flertando com a greve. Qual o propósito do partido? Deve ser aquele mesmo que o levou  a apoiar em São Paulo as primeiras manifestações truculentas do Passe Livre, na certeza de que o governador Geraldo Alckmin seria o principal prejudicado. Deu tudo errado para os petralhas. As manifestações se generalizaram, a insatisfação abandonou a casca do ovo, e a popularidade de Dilma é quase a metade da que ela tinha há um ano. Leiam trecho do texto do partido.
greve metrô CUT
Escrevi literalmente centenas de textos alertando que os petistas estavam fazendo uma bobagem até contra si mesmos estimulando o pega-pra-capar. Pois é… Dilma que o diga! A pressão deve ser grande. Espero que o governador Geraldo Alckmin não ceda e, caso declarada a ilegalidade da greve, mande demitir algumas dezenas. Vocês verão o efeito didático que isso tem.
Ah, sim! O tal Altino diz que vai enviar uma carta à presidente Dilma pedindo que ela interceda junto a Alckmin. É mesmo, é? Se não me engano, e não me engano, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, foi à Justiça preventivamente para impedir greve de policiais federais. Não consta que Alckmin tenha telefonado para Dilma cobrando que ela abrisse negociações. A central sindical ligada ao PT estimula o caos em São Paulo apostando numa reação dura da PM para que possa fazer proselitismo vigarista depois. Por Reinaldo Azevedo