domingo, 20 de abril de 2014

DEL NERO É ELEITO PRESIDENTE E ASSUME A CBF EM 2015

O paulista Marco Polo del Nero foi eleito presidente da CBF na quarta-feira, em eleição realizada na Assembleia Geral da entidade, no Rio de Janeiro. O atual presidente da Federação Paulista de Futebol sucederá José Maria Marin, seu aliado político, com mandato de quatro anos, a partir de abril de 2015. O atual presidente da entidade será um dos vice-presidentes de Del Nero, representando a região Sudeste. Os outros vices são Fernando Sarney, filho do ex-presidente da República, José Sarney (Norte), Marcus Vicente, da Federação do Espírito Santo (Centro-Oeste), Gustavo Feijó, da Federação Alagoana (Nordeste), e Delfim Peixoto, da Federação Catarinense (Sul). Na eleição de quarta-feira, Del Nero recebeu 44 votos, e apenas dois eleitores votaram em branco. O estatuto da CBF determina que os 20 clubes da primeira divisão e as 27 federações estaduais votem na eleição presidencial. Assim, o pleito teve um ausente: o Figueirense, envolvido em disputa jurídica com o Icasa sobre o Campeonato Brasileiro, não compareceu ao encontro no Rio de Janeiro. O Icasa até enviou representante para a Assembleia Geral, após conseguir, por meio de decisão liminar, conquistada na 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, uma vaga na Série A, mas não teve direito a participar da eleição.

BOXEADOR RUBIN "HURRICANE" CARTER MORRE AOS 76 ANOS, ELE FICOU 19 ANOS PRESO POR CAUSA DE RACISMO

O ex-boxeador americano Rubin Carter morreu neste domingo, em Toronto, no Canadá, vítima de câncer de próstata, aos 76 anos. Conhecido como “Hurricane” (furacão), Carter teve sua incrível carreira interrompida aos 29 anos, quando foi preso injustamente – em 1966, ele e seu amigo, John Artis foram condenados pelo assassinato de três pessoas em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Carter, considerado um ícone da luta contra o racismo no país, teve sua sentença anulada e foi solto apenas 19 anos depois, após provar inocência (o amigo havia sido liberado quatro anos antes). O juiz que concedeu sua liberdade afirmou que a condenação se deu "com base no racismo e não na razão, assim como na ocultação da verdade". A história de Rubin Carter foi tema de um clássico da música e ganhou também uma versão cinematográfica no fim da década de 90. Talentoso em cima do ringue, Carter colecionou 27 vitórias (19 por nocaute) em 40 lutas na categoria dos peso-médio. Em artigo dedicado ao atleta neste domingo, o jornal americano New York Times o classificou como um lutador “feroz, carismático, que agradava a multidão, com sua famosa cabeça raspada, cavanhaque, olhar carrancudo e gancho de esquerda devastador”. Desde sua libertação, em 1985, ele organizou diversas campanhas contra o preconceito. Com o auxílio do amigo John Artis, Carter fundou, em Toronto, a Innocence International, organização sem fins lucrativos dedicada ao apoio a presos inocentes. O boxeador serviu de inspiração para a canção "Hurricane", sucesso de Bob Dylan, lançado em 1975. A música, que permaneceu entre as mais tocadas do ano seguinte, serviu como crítica ao preconceito e à violência policial. Em 1999, o filme biográfico "Hurricane - o Furacão", dirigido por Norman Jewison e estrelado por Denzel Washington, aumentou ainda mais o mito em torno do ex-pugilista. Enquanto esteve preso, o próprio atleta escreveu o livro "O 16º Round", no qual narrou sua trajetória dentro e fora dos ringues.

DIPLOMATA BRASILEIRO QUE REALIZOU A FUGA DE SENADO BOLIVIANO É PERSEGUIDO ATÉ HOJE PELO REGIME PETISTA

Protagonista de uma história com roteiro cinematográfico, com direito a fuga e ameaças, o diplomata Eduardo Saboia vive em um limbo desde que trouxe ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina. O ex-parlamentar de oposição era perseguido pelo governo do ditador indio cocaleiro Evo Morales e ficou asilado, com o aval do governo brasileiro, por 455 dias na Embaixada do Brasil, em La Paz. Funcionário de carreira, Sabéia é ministro-conselheiro do Ministério das Relações Exteriores. Após a epopéia com a fuga de Molina para o Brasil, ele se tornou alvo de processo disciplinar que se arrasta há oito meses na comissão de sindicância do Itamaraty, e não tem prazo para ser concluído. Na última quarta-feira, o colegiado voltou a empurrar a decisão se ele deve ou não ser punido pelo episódio: prorrogou os trabalhos por mais 30 dias, como vem ocorrendo sucessivamente desde outubro. Enquanto aguarda uma deliberação sobre o caso, Sabóia foi deixado na geladeira e lotado em uma função administrativa. Constrangido, ele pediu licença do cargo no dia 8. Ex-encarregado de Negócios na Embaixada brasileira, Sabóia tem 46 anos, metade deles vividos no Itamaraty. A atuação do diplomata era considerada impecável pelo Ministério das Relações Exteriores e lhe rendeu, inclusive, uma condecoração pelo ex-presidente Lula (o alcaguete que delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) com a medalha da Ordem do Rio Branco. No entanto, a carreira foi interrompida após, diante da inoperância do governo brasileiro, ao ajudar o senador a escapar das ameaças da tropa comandada pelo indio cocaleiro e ditador Evo Morales. Molina denunciou o envolvimento de autoridades bolivianas com o tráfico de drogas. Logo ao chegar ao Brasil, no final de agosto, Sabóia foi afastado de suas funções e tornou-se objeto de investigações de uma sindicância interna do órgão. Um relatório final, que deve ser elaborado por uma comissão, decidirá se o diplomata deve ou não ser punido. As medidas disciplinares aplicáveis vão desde uma advertência à demissão do cargo. Com o futuro incerto, o diplomata foi realocado no cargo secundário de assessor no departamento de Assuntos Financeiros e de Serviços do Itamaraty, uma função administrativa, sem status de chefia nem gratificações que tinha como ministro. “Isso é um assédio moral do ponto de vista de não conceder qualquer atividade na altura do que ele possa exercer. Hoje ele está sentado em uma cadeira sem fazer nada”, afirma a defesa de Sabóia, o advogado Ophir Cavalcante. Sabóia, por outro lado, evita tecer comentários sobre o posto. Mas reclama da demora em ter o caso solucionado: “Hoje eu faço o trabalho que me passam. Lá dentro eu virei aquele cara que tem uma sindicância e que, por isso, é constantemente julgado. Eu já estou sendo punido”, disse.

FAMÍLIA DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS COMPROU 13 IMÓVEIS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

Acusado pela Polícia Federal de ser um dos líderes de um esquema de lavagem de cerca de 10 bilhões de reais, o engenheiro mecânico Paulo Roberto Costa teve, na Petrobras, uma carreira invejável. Funcionário de carreira, conseguiu, desde que entrou na estatal, em 1977, chegar ao posto de diretor de Abastecimento, em 2004. A carreira bem-sucedida teve, no entanto, uma fase meteórica de acúmulo de capital nos últimos cinco anos. Nesse período, Costa, a mulher, duas filhas e dois genros adquiriram nada menos que 13 imóveis residenciais no Rio de Janeiro, em um período de valores imobiliários nas alturas. Os valores das transações registrados em cartório chegam a 5,8 milhões de reais. Não estão na soma as duas salas comerciais nas quais a família investiu uma parte de seu capital. Costa está preso por suspeita de ter cometido crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e participação em organização criminosa, delitos pelos quais foi indiciado na última quarta-feira pela Polícia Federal. Ele também é investigado por evasão de divisas e corrupção. Os investigadores suspeitam que o ex-diretor tenha se associado ao doleiro Alberto Youssef para articular negócios e que tenha recebido propina de fornecedores da estatal. Também há indícios de que Costa recorria ao doleiro para ocultar recursos de origem ilícita. Já se sabe que Youssef comprou para o ex-diretor um Land Rover Evoque blindado, avaliado em 300.000 reais. A suspeita é que essa compra foi viabilizada por recursos mantidos por Costa no Exterior, embora a defesa dele alegue que foi apenas a remuneração por serviço de consultoria prestado ao doleiro. Os policiais analisam ainda se parte desse dinheiro foi utilizado para abastecer políticos e partidos. Também vai ser verificado se Costa contava com a ajuda da esposa (Marici Costa), das duas filhas (Arianna e Shanni Bachmann) e dos genros (Humberto Mesquita e Márcio Lewkowicz) para esconder o patrimônio. Os registros em cartório mostram que o ex-diretor e a família fizeram uma rodada de compras de imóveis da Península, condomínio de luxo na Barra da Tijuca, monitorado por seguranças privados. O histórico de negociações inclui também a aquisição de um terreno em situação irregular de 2.800 metros quadrados, por 200.000 mil reais. A transferência de propriedade, no entanto, não pôde ser concluída, porque a prefeitura do Rio de Janeiro considera o loteamento ilegal desde agosto de 2012. Em diversas transações, os valores registrados em cartório ficaram abaixo da avaliação de mercado e da avaliação da prefeitura do Rio de Janeiro na cobrança do Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI). Apesar de a compra de onze dos imóveis ter sido registrada por um gasto total de 5,8 milhões de reais, essas aquisições valiam 6,5 milhões de reais no momento em que foram feitas, de acordo com dados da prefeitura do Rio de Janeiro. Uma avaliação feita pelo presidente da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, estima valor atual de 14,4 milhões de reais aos imóveis adquiridos pela família de Costa desde 2009, sem considerar o terreno irregular em Vargem Pequena. Um dos indícios de que Costa mantinha uma espécie de “caixa dois” de recursos ilícitos foi a apreensão, na casa dele, de cerca de 1,2 milhão de reais, em notas de dólar, euro e real. Costa tinha um salário alto como diretor de Abastecimento da Petrobras, cargo que ocupou de maio de 2004 a abril de 2012. Em 2011, a remuneração anual média dos sete diretores da estatal era de 1,7 milhão de reais, entre salário fixo e bônus. A atual residência de Costa, uma casa no condomínio Riomar IX, no Recreio dos Bandeirantes, foi adquirida em setembro de 2003, por 500.000 reais. Na época, ele era diretor-superintendente da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil. Em abril de 2005, Costa vendeu um apartamento de 214 metros quadrados que tinha no condomínio Villa di Genova pelo valor declarado de 400.000 reais. Mas foi em 1º abril de 2009 que começou a acumulação de imóveis como investimentos. Nessa data, a mulher de Paulo Roberto Costa, Marici, oficializou a compra de um apartamento do ex-senador Ney Suassuna (PMDB). O partido de Suassuna foi um dos padrinhos da manutenção de Costa como diretor da Petrobras, junto com o PP e o PT. Conforme o registro em cartório, Marici pagou 220.000 reais por um quarto e sala de 50 metros quadrados no flat Barra Royal Plaza, na Avenida Lúcio Costa, de frente para o mar. Foi, por assim dizer, um excelente negócio. Outros compradores tiveram de efetuar desembolso maior por uma unidade no mesmo local nesse período. Em 26 de fevereiro de 2009, um apartamento na mesma coluna do prédio, três andares acima e do mesmo tamanho, foi vendido por 290.000 reais. Em 4 de maio daquele ano, outra unidade, com a mesma área habitável, foi negociada por 350.000 reais. Entre março de 2012 e setembro de 2013, a família de Costa comprou quatro salas no condomínio comercial Península Office, na Barra da Tijuca. Paulo Roberto adquiriu uma das unidades com a mulher; a filha Shanni comprou outra; e Arianna, outra filha, com o marido Márcio, levaram outras duas. A sala 913 do condomínio era considerada a sede da consultoria Costa Global, mantida pelo ex-diretor desde que deixou a Petrobras, e foi alvo de mandado de apreensão de documentos e um HD pela Polícia Federal. Duas dessas salas foram vendidas pelas mesmas pessoas. Curiosamente, foi registrada na escritura a venda exatamente pelo mesmo valor pago por eles à construtora Cyrela, que lançou o empreendimento. Uma sala saiu por 219.095,10 e outra por 218.771,37. Ou seja, é como se os intermediários não tivessem lucrado na revenda, um indício de que a compra foi subfaturada, de acordo com fontes do mercado imobiliário. Outra transação suspeita foi a aquisição de um apartamento de 107 metros quadrados, com dois quartos e uma vaga de garagem, no condomínio Península Saint Martin. A compra foi registrada em 27 de fevereiro de 2013 com o valor de 680.000 reais, exatamente o mesmo montante desembolsado um ano antes pelos vendedores. Arianna já revendeu o imóvel para a Troika Empreendimentos Imobiliários em 30 de setembro do ano passado, por 1,2 milhão de reais. Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, estranhou a expressiva variação de preços em pouco mais de sete meses: “Um imóvel no condomínio Saint Martin não dobrou de preço no ano passado”. Nesse mesmo condomínio, Arianna e o marido Márcio compraram outros dois apartamentos, um com quatro quartos e outro com dois quartos. A menor unidade saiu por 497.205 reais, em março de 2010, e a maior por 1,2 milhão de reais, em outubro de 2013. Sem considerar a compra de uma sala comercial, o casal registrou gastos de pelo menos 3,9 milhões em imóveis nos últimos cinco anos. No mesmo período, Shanni, a outra filha de Paulo, e o marido Humberto, fizeram aquisições com o valor declarado de 1,18 milhão de reais, sem considerar uma sala comercial no Península Office. Paulo e a esposa Marici aparecem nos documentos de cartórios como responsáveis pelo gasto de 639 mil reais desde 2009, a menor fatia das despesas imobiliárias da família. Ocultar a propriedade de um Land Rover rendeu um indiciamento por falsidade ideológica a Paulo Roberto Costa. Se os policiais e o Ministério Público Federal constatarem que familiares ajudaram a ocultar outros bens, eles também podem ser acusados por lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, somente esse crime dá até 10 anos de prisão.

ASSISTENTE SOCIAL EDELVÂNIA WIEGANOVICZ, QUE CONFESSOU O ASSASSINATO DO MENINO BERNARDO BOLDRINI, DISSE À POLÍCIA O NOME DAS SUBSTÂNCIA APLICADA NO GAROTO

Ao confessar o assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, a assistente social Edelvânia Wirganovicz apontou para a Polícia Civil do Rio Grande do Sul o nome de uma das substâncias que a madrasta do menino, Graciele Ugulini, aplicar no garoto dia do crime. Conforme o depoimento, um dos remédios seria o Midazolan, um sedativo e indutor anestésico muito usado em pequenos procedimentos, como endoscopias. Usado em doses excessivas o Midazolan pode levar à insuficiência respiratória. A necropsia feita em Frederico Westphalen foi “inconclusiva” para a causa da morte. A polícia aguarda novos exames periciais. Edelvânia disse à polícia “lembrar do Midazolan, o qual disse que ia deixar meio desmaiado, e outro que era mais forte, que injetado em seguida do Midazolan seria fatal. Ainda conforme o depoimento, Graciele teria dado um primeiro comprimido a Bernardo antes de sair de Três Passos, a fim de que ele já dormisse na viagem. Mas não teria feito efeito e já em Frederico Westphalen ele teria tomado outra dose. Edelvânia confirmou aos policiais que Bernardo recebeu uma injeção no braço esquerdo. O Midazolan também existe na apresentação injetável. A apresentação oral da substância, conhecida pelo nome comercial de Dormonid, só pode ser comprada em farmácias mediante receituário azul, já que é de uso controlado. Já a apresentação injetável estaria disponível apenas em hospitais e clínicas para a realização de procedimentos como a endoscopia. A polícia investiga se a medicação foi retirada da Clínica Cirúrgica Boldrini, de propriedade do pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, em Três Passos. Edelvânia falou aos policiais que Graciele pegaria o anestésico no hospital de Três Passos, “eis que disse que tinha acesso à medicação".

PETROBRAS SE VÊ OBRIGADA A CONCLUIR PLATAFORMAS NA CHINA

Para não atrasar seu cronograma de produção, a Petrobras vai concluir quase integralmente na China a conversão de duas plataformas e metade de outro equipamento para o pré-sal da Bacia de Santos, contratados em 2012 para serem feitos no Brasil de forma a estimular a retomada da indústria naval. O acordo com o estaleiro chinês Cosco foi fechado em fevereiro. As unidades fazem parte de um pacote de quatro conversões (transformação de casco de navio em plataformas), contratadas por US$ 1,7 bilhão. Quando entrarem em operação, entre 2016 e 2017, as plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77 serão responsáveis pelo equivalente a 30% da atual produção da Petrobras. O movimento não é isolado e mostra a limitação da indústria local de acompanhar o ritmo que a Petrobras precisa para aumentar sua produção de petróleo, estagnada há quatro anos em torno de 2 milhões de barris por dia. O governo petista decidiu usar as encomendas da Petrobras para resgatar estaleiros obsoletos e justificar a criação de novos. O objetivo era fortalecer a cadeia de fornecedores,que depois poderia exportar produtos e serviços. Mas, com os prazos vencendo e cronogramas atrasados, a decisão é garantir a produção dentro do prazo, mesmo que os estaleiros nacionais percam empregos e parte dos contratos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Alex Santos, diz que a P-75 será integralmente convertida no Cosco, a P-76, 95%, e a P-77, cerca da metade. Do pacote de quatro conversões contratadas há dois anos, apenas a P-74 está no Brasil, no estaleiro Inhaúma. Santos estima perda de 5 mil postos de trabalho com a transferência para a Ásia de serviços que são menos custosos, mas intensivos em mão de obra. A Engevix, do estaleiro Rio Grande (RS), também negocia com o Cosco a possibilidade de transferência de parte da P-68 para a China. O objetivo é o mesmo: não atrasar o cronograma de produção da Petrobrás. Sondas de perfuração de US$ 800 milhões cada, que a Sete Brasil alugará para a Petrobrás usar no pré-sal, também adiantaram serviços na Ásia, em Cingapura. Em todos os casos, os estaleiros dizem que cumprirão metas de conteúdo local. A Petrobrás assinou em maio de 2012 o contrato das quatro plataformas com o Estaleiro Enseada Paraguaçu (EEP), consórcio das construtoras Odebrecht, OAS e UTC que opera o estaleiro Inhaúma. Cada unidade produzirá até 150 mil barris de petróleo por dia. As plataformas serão usadas na área da área da chamada cessão onerosa, onde a Petrobrás ganhou do governo o direito de explorar até 5 bilhões de barris do pré-sal, na capitalização da empresa, em 2010. A previsão inicial era de que o casco da P-75 tivesse a obra concluída em outubro deste ano e os das P-76 e P-77, ao longo de 2015. Nessas datas, já se sabe que as unidades sequer estarão no Brasil. Elas sairão da China nos dias 15 de agosto, 28 de fevereiro e 1º de maio, e levarão cerca de dois meses no mar antes de ancorar na costa brasileira. A Petrobrás reconhece que os serviços de "desmontagem, inspeção, troca de chapas e renovação estrutural das plataformas" estão sendo realizados no Cosco e serão apenas finalizados no Brasil. As ações visam manter os prazos do primeiro óleo previsto no cronograma do projeto de cessão onerosa. A assinatura do contrato de transferência para o Cosco ocorreu cinco meses depois de a presidente Dilma Rousseff visitar o Inhaúma – um estaleiro à beira das águas do Rio que, no passado, foi o segundo maior do mundo em construção de navios e depois ficou mais de dez anos sem atividade, até que a Petrobrás entrou nos planos para retomar os tempos áureos.

CARTAZES EXALTANDO HITLER APARECEM EM POSTES NO CENTRO DE ITAJAÍ; NADA A ESTRANHAR, SANTA CATARINA ESTÁ CHEIA DE NAZISTAS; PAÍS CORRUPTO, PERVERTIDO E DISSOLUTO É ISSO AÍ MESMO

Cartazes com a figura de Adolf Hitler e os dizerem “Heróis não morrem. Parabéns Fürher” apareceram colados em postes neste domingo de Páscoa, no centro de Itajaí. Santa Catarina, Estado com grande presença de descendentes de alemães, está cheio de nazistas. Os cartazes, exaltando o nazista que liderou a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e produziu o Holocausto, foram fixados na data do nascimento de Hitler. O material gráfico exibe, além da foto e da inscrição, um símbolo com a inscrição “White Front”. A imagem dos cartazes, colados em um poste nas imediações da praça Irineu Bornhausen, em frente à Igreja Matriz, foram publicadas em um perfil de uma rede social e causaram indignação nos internautas.

EDELVÂNIA WIRGANOVICZ ADMITE QUE AJUDOU MADRASTA A MATAR O MENINO BERNARDO BOLDRINI POR R$ 20 MIL

A assistente social  Edelvânia Wirganovicz ajudou a matar o menino Bernardo Boldrini, 11 anos, por R$ 20 mil.  "Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca, era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino", disse Edelvania. Ela está presa, assim como o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, e sua atual mulher, Graciele Ugulini, de 32 anos. Aos policiais de Três Passos, Edelvania relatou que todo o plano para matar e esconder o corpo de Bernardo Boldrini é de Graciele, e que Leandro não saberia. "Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado", teria ouvido da madrasta do menino. Em 4 de abril, Bernardo foi levado à cidade de Frederico Westphalen, vizinha a Três Passos, onde mora, com a justificativa de visitar uma "benzedeira". Conforme o depoimento, Edelvania e Graciele, cujo apelido é Kelly, "mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho cor azul. Que Kelly aplicou na veia do braço esquerdo com uma seringa e ele foi apagando". Nenhuma das duas conferiu se Bernardo ainda tinha pulsação ao ser enterrado. Ele foi despido e colocado na cova, feita dias antes por Edelvania. Graciele jogou soda - para que o corpo fosse consumido mais rápido - e tapou Bernardo com pedras e terra. Segundo Edelvania, Graciele lhe confidenciou que já pensava em matar o menino há um tempo. Teria, inclusive, tentado asfixiá-lo. Essa tentativa foi narrada por Bernardo Boldrini a uma babá, que avisou a avó materna do garoto. Através de seu advogado, a aposentada Jussara Uglione comunicou a rede de proteção à criança de Três Passos - Conselho Tutelar e Ministério Público -, mas aparentemente a resposta tardou a ser dada. Edelvania disse que recebeu R$ 6 mil, usado para pagar uma parcela do apartamento adquirido por R$ 96 mil. O acerto total seria R$ 20 mil. Entretanto, Graciele teria se disposto a pagar o total que faltava para quitar o apartamento.