quinta-feira, 10 de abril de 2014

FITCH QUER QUE PRÓXIMO GOVERNO DO BRASIL AJUSTE POLÍTICAS FISCAIS

A agência de classificação de risco Fitch Ratings espera que o próximo governo brasileiro realize ajustes que melhorem o desempenho fiscal e a confiança dos investidores para manter a atual nota do país e, assim, evitar o rebaixamento. Em teleconferência com investidores nesta quinta-feira, a analista Shelly Shetty, da Fitch, disse que as baixas taxas de crescimento e a deterioração nas contas fiscais são as principais preocupações sobre o Brasil, que continua classificado como "BBB", com perspectiva estável. As declarações de Shelly sugerem que a agência está disposta a dar o benefício da dúvida ao próximo presidente brasileiro, que será escolhido em outubro. O depoimento também pode ajudar a aliviar temores de que o Brasil, em breve, possa sofrer outro rebaixamento, após a Standard & Poor's decidir cortar o rating do País no mês passado para "BBB-", a faixa mais baixa da categoria de grau de investimento. "Acreditamos que a deterioração nos fundamentos de crédito que vimos até agora no Brasil está amplamente dentro do nível de tolerância do rating BBB", afirmou Shelly. Nos próximos anos, entretanto, a Fitch quer ver ajustes para "atrair investimento privado e melhorar a confiança, que tem sido afetada devido às incertezas políticas", acrescentou. Segundo a analista, caso não haja melhoras na taxa de investimento, será "muito difícil" para o Brasil crescer ao ritmo de cerca de 4% por ano. A economia brasileira não consegue apresentar expansão acima de 3% desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo em 2011. Neste ano, a expectativa é de crescimento abaixo de 2%, já que, de acordo com a Fitch, a Copa do Mundo terá um impacto "insignificante" na atividade do País. A Fitch acredita que empresas brasileiras sofrerão mais rebaixamentos do que elevações de ratings em 2014. Segundo ela, a queda da liquidez global dificulta as condições de financiamento para empresas com classificação menor. Por outro lado, os ratings da Petrobras devem permanecer em linha com a classificação soberana apesar dos desafios de financiar o plano de expansão da empresa. A Fitch explicou que no rating "BBB" da Petrobras já foi incorporado o impacto de possíveis atrasos na expansão planejada de sua capacidade de refino, devido principalmente a exigências de conteúdo local. De acordo com o analista da Fitch para empresas brasileiras Mauro Storino, grandes atrasos de expansão que aumentem consistentemente a taxa de alavancagem da Petrobras para mais de cinco vezes sua dívida total em relação ao Ebitda pode afetar seu rating. Storino, no entanto, destacou que esse não é o cenário base da Fitch.

ESTATAL BOLIVIANA CONTROLARÁ GASODUTO QUE TEM A PETROBRAS COMO SÓCIA

A companhia petrolífera estatal boliviana YPFB Casa Matriz vai assumir o controle da Transierra, encarregada de um gasoduto interno estratégico da Bolívia, do qual também são sócios a brasileira Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total. O presidente da YPFB, Carlos Villegas, afirmou nesta quinta-feira que a empresa cumprirá o estipulado na Lei da Empresa Pública, promulgada em dezembro do ano passado e que lhe dá o direito de assumir a maioria de ações (pelo menos 51%) na transportadora de gás. As ações serão transferidas nos próximos meses - a conclusão deve acontecer até junho. A Lei da Empresa Pública está vigente desde o dia 27 de dezembro. Criada em 2000, a Transierra tem como sócios a YPFB Andina (44,5%), a Petrobras com a mesma porcentagem e a Total com os 11% restantes. Por sua vez, a YPFB Andina é formada quase igualmente pela estatal boliviana YPFB e a espanhola Repsol. A YPFB deve adquirir cerca de 30% das ações para ter pelo menos 51%. Desde a nacionalização do setor, em 2006, a YPFB controla toda a cadeia produtiva do setor de hidrocarbonetos na Bolívia, o que inclui os gasodutos de exportação ao Brasil e Argentina. O gasoduto de 432 quilômetros transporta o produto do Estado sulista de Tarija até o Rio Grande, na região de Santa Cruz, onde está o principal centro de operações das exportações do gás.

SINDICALISTAS ARGENTINOS COMEMORAM ADESÃO Á GREVE GERAL

Sindicalistas e manifestantes argentinos comemoraram a adesão à greve de 24 horas que paralisou parte da Argentina nesta quinta-feira. Depois da suspensão dos bloqueios de ruas e estradas em várias partes do país, o líder dos caminhoneiros, Hugo Moyano, disse que o “povo se expressou". O objetivo do movimento era protestar contra a política econômica do governo da presidente Cristina Kirchner. Segundo o sindicalista, em algumas categorias, como os caminhoneiros e o setor de transportes, a adesão passou de 90%. Líder do setor de oposição da central dos trabalhadores CGT, Moyano enfrenta a ala kirchnerista, que reúne sindicatos da indústria, do comércio, dos bancários e dos professores, que não participam do movimento. Os piquetes nas ruas foram realizados por grupos mais radicais que impediram a circulação em diferentes acessos da periferia da capital. Além dos bloqueios, a paralisação nos transportes públicos também reforçou a greve geral convocada por três das cinco centrais sindicais. "Essa foi uma greve setorial que se tornou uma greve geral com a adesão do setor de transportes", disse a analista política Graciela Römer, diretora da consultoria de mesmo nome. Desde o amanhecer, mais de cem estudantes e professores com bandeiras e cartazes bloquearam a movimentada avenida Córdoba, em frente à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires. As ruas da capital e de outras grandes cidades do país estavam repletas de lixo por causa da paralisação dos funcionários da limpeza pública. Pelo menos 50% dos estabelecimentos comerciais preferiram fechar suas portas. Os que continuaram abertos estavam vazios. Grandes redes de farmácias, fast-food, supermercados e lojas de acessórios femininos funcionaram porque o Sindicato dos Empregados do Comércio não aderiu à medida. A Argentina tem uma das maiores taxas de inflação da América Latina: mais de 7% no primeiro bimestre de 2014, de acordo com dados oficiais checados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em 2013, esse número se situou entre 25% e 30%, segundo consultorias privadas.

DEPUTADA DENUNCIA O PETISTA GILBERTO CARVALHO COMO ARRECADADOR DE PROPINA: "VOCÊ ERA CONHECIDO COMO O HOMEM DO CARRO PRETO"; PETISTA TERIA EXTORQUIDO O PAI DA DEPUTADA

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) afirmou na quarta-feira, durante audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara, que o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, recolhia dinheiro de propina em Santo André durante o governo do ex-prefeito da cidade Celso Daniel, assassinado em 2002.

Gilberto Carvalho estava presente à audiência, para a qual foi convocado pelos deputados da comissão. Mara Gabrilli disse que o próprio pai teria sido extorquido e que Carvalho era conhecido como o "homem do carro preto". "O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto, e eu não falo isso porque eu li, eu falo isso porque eu vi. O homem do carro preto era o homem que pegava os recursos extorquidos de empresários e levava para o ex-presidente do PT, José Dirceu", disse a deputada.

Gilberto Carvalho rechaçou de imediato as acusações e negou envolvimento em um suposto esquema. "A senhora nunca me viu num carro preto, a senhora nunca presenciou nada, eu não a conhecia. Eu conheci a sua irmã, Rosângela, que foi falar na prefeitura, depois da  morte do Celso. A senhora não pode afirmar isso", contestou Carvalho.

O ministro foi convocado pela Comissão de Segurança para falar sobre acusações do ex-secretário-nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. No livro "Assassinato de  Reputações", lançado recentemente, ele diz que Carvalho chegou a confessar a ele, Tuma Júnior, que era responsável por recolher propina de um esquema de corrupção em Santo André a fim de abastecer campanhas eleitorais do PT.

O assassinato de Celso Daniel em 2002 levou o Ministério Público de São Paulo a concluir que a morte foi encomendada após descoberta do suposto esquema de corrupção. A Polícia de São Paulo, no entanto, concluiu que houve um crime comum.

Na audiência da Câmara, Mara Gabrilli cobrou explicações do ministro sobre o caso. "O senhor é um ministro de Estado e o senhor não fala disso? Isso não incomoda o Senhor, que era braço direito desse prefeito?", questionou a deputada. A deputada também perguntou por que Gilberto Carvalho não pediu ao Supremo Tribunal Federal que acelerasse o processo que investiga Sérgio Sombra, suposto coordenador do esquema. "A senhora conhece uma coisa chamada independência entre os poderes?", questionou Gilberto Carvalho.

O ministro afirmou que a morte de Celso Daniel faz doer "muito a alma". Disse também que, à época do assassinato, o ex-presidente Lula foi a Brasília para conversar com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, para solicitar a entrada da Polícia Federal no caso. Relatou também ter procurado o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para pedir uma investigação isenta.

Durante a audiência, Carvalho também negou que tivesse participado da elaboração de dossiês, durante o governo Lula, para atingir adversários políticos. Em seu livro, Tuma Júnior relata que materiais com falsas acusações eram produzidos pelo Ministério da Justiça e Polícia Federal, com aval do Planalto, para desmoralizar quem desagradasse ao governo. Um dos alvos teria sido o atual governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

"Quero que ele prove se eu tive alguma conversa com ele falando alguma coisa de dossiê. Vai ter que provar. Porque não é assim, não posso chegar e dizer que tal pessoa pediu isso se ela não pediu. Não pedi nunca ao senhor Tuma e a ninguém que fosse produzido dossiê, até porque não considero isso uma forma adequada de luta política", afirmou o ministro.

Ele afirmou que não leu o livro de Tuma Júnior, mas voltou a dizer que irá processar o ex-secretário. "A meu juízo, ele combina fatos reais com uma série de inverdades, para dar validade a essas inverdades. Mas o que eu quero dizer é que eu nego peremptoriamente, e vamos nos encontrar no momento adequado, que eu julgar adequado, na Justiça", declarou. Ele disse que ainda não moveu uma ação judicial por considerar que não chegou o momento adequado.

EX-MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, PAULO BROSSARD, DESMASCARA FRAUDE DE RENAN CALHEIROS CONTRA CPI DA PETROBRAS

Na quarta-feira, o Portal Vox publicou, com exclusividade, denúncia feita por Magda Brossard,  filha do ex-ministro do STF, Paulo Brossard, de que Renan Calheiros, presidente do Senado, havia falsificado um parecer de seu pai para embasar o engavetamento criminoso da CPI da Petrobras proposta pela Oposição. Agora é o próprio Brossard quem confirma a fraude vergonhosa montada por Calheiros. Abaixo, a matéria do Estadão.

O Senado mudou o sentido de uma decisão do Supremo Tribunal Federal para justificar a criação de uma "CPI combo" da Petrobrás. Ao defender sua posição favorável à investigação, na CPI, de vários fatos desconexos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que um habeas corpus concedido pelo Supremo na década de 90 "pacificou" o entendimento da Corte máxima de que "novos fatos determinados podem ser incorporados ao rol inicial" dos pedidos de CPIs.    

A comparação da frase de Renan com o texto original - do então ministro Paulo Brossard - revela, contudo, que a frase citada por Renan foi editada e seu contexto alterado. Em entrevista ao Estado, Brossard disse nesta quarta-feira, 9, que a Corte entendeu que não se pode incluir novos fatos no pedido inicial da CPI. Tal acréscimo, se houvesse fatos ligados, só poderia ocorrer no curso de uma investigação. Segundo o ex-ministro, se no decorrer das investigações forem descobertos novos fatos sem qualquer conexão com o objeto inicial da CPI, novas comissões de inquérito deverão ser instauradas. A decisão do Supremo foi unânime.

"Não, eu nunca disse isso", reagiu Brossard. "Uma das ideias centrais da CPI é justamente que a investigação deve recair sobre um fato certo. Não pode ser sobre dois, três, quatro temas. De forma alguma!"

‘Nada investigar’. Brossard disse ainda que, desse modo, "vai terminar a legislatura, o século e não vai dar tempo de investigar nada. Significa não fazer investigação nenhuma". E foi adiante: "Me lembro perfeitamente que eu disse que nada impedia que, descoberto um fato novo congênere à investigação, seria irracional fechar os olhos. Mas tem que ser algo intrínseco ao escopo da CPI."

Para o ex-ministro Carlos Veloso e ex-presidente do STF , que participou daquele julgamento, a decisão deixa claro que não é possível acrescentar novos fatos ao pedido inicial de criação da CPI. Ele classificou como "fraude" a atuação da base aliada no caso da comissão destinada a investigar a Petrobrás. "Não poderia aditar o requerimento porque haveria uma fraude ao direito da minoria".

Seu entendimento, também, é que não há "caminho" para se ampliar o escopo da CPI, conforme proposta dos governistas. "(O pedido de CPI) preencheu os requisitos? Então tem direito para ser instalada", definiu, acrescentando que caberia aos governistas requerer outra CPI. "Tenham coragem de requerer a sua CPI e não se aboletar ao pedido alheio para fraudá-lo", criticou.

A CPI da Petrobrás aprovada na CCJ do Senado destina-se a investigar contratos da petroleira, o porto de Suape, em Pernambuco e, ainda, contratos dos governos do Distrito Federal e de São Paulo com a Siemens para a construção de metrô. O plenário decidirá sobre o caso na terça-feira.

O Supremo volta a se debruçar sobre o assunto provocado pela oposição, que tenta garantir o direito de instalar uma CPI dedicada apenas a investigar a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. A relatora será a ministra Rosa Weber. (CoroneLeaks)

PARECER DE RENAN CALHEIROS PARA ABAFAR CPI DA PETROBRAS FALSIFICOU ACÓRDÃO DE EX-MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, PAULO BROSSARD DE SOUZA PINTO

 
Segundo matéria exclusiva do Portal Vox, o parecer de Renan Calheiros contra a CPI da Petrobras atribuiu a Paulo Brossard, ex-ministro do STF, um parecer que não foi redigido por ele no documento citado como referência. A denúncia é da filha do ministro, Magda Brossard (procuradora de Estado aposentada, na foto acima com o pai).

O senador, na sessão plenária de 2 de abril, indeferiu duas questões de ordem referentes a pedidos de Gleisi Hoffmann e Aloysio Nunes. A decisão favoreceu o Planalto, porque vetou a CPI da oposição e deixou caminho aberto para a criação da comissão liderada pelo PT, que tenta envolver PSDB e PSB, concorrentes da eleição presidencial, em casos de corrupção.

Ao justificar a proibição, Calheiros citou um entendimento do STF, extraído do “acórdão” do julgamento do Habeas Corpus nº 71.039, ocorrido em 7 de abril de 1994, que teve Brossard como relator. O conteúdo, porém, não é fiel ao original, nem pertence ao acórdão (espécie de sentença), mas sim à ementa (resumo do processo apreciado).

Na versão de Renan, Brossard seria autor do parágrafo “O que não quer dizer que outros fatos inicialmente imprevistos não possam ser aditados aos objetivos da comissão de inquérito já em ação. Inclusive quanto ao requisito de prazo certo de funcionamento, pode ele ser reduzido ou ampliado a partir de avaliações posteriores à apresentação do requerimento”.

O processo legítimo, porém, tem um trecho de introdução ao tema, vírgulas extras, troca de palavras e não dispõe da segunda oração, sobre o prazo certo de funcionamento do requerimento, conforme indica a imagem abaixo. 
documento
“A edição feita pelo Senado, entre aspas, diz outra coisa e está sendo usada para outro fim”, definiu Magda Brossard Iolovitch, filha do ex-ministro do STF, que, em entrevista à reportagem, considerou gravíssimo o ocorrido. O Portal Vox tentou, por telefone, entrar em contato com o gabinete de Renan Calheiros, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

CAI MAIS UMA MENTIRA DO PT: DESEMPREGO MÉDIO EM 2013 FOI DE 7,1% E NÃO 5,4%, COMO ANUNCIOU DILMA

Nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou os dados do desemprego de 2013, por um novo indicador: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O número de desempregados aumentou substancialmente, derrubando os índices  eleitoreiros apresentados pelo governo petista. Enquanto a PME pesquisa a cada mês a situação do mercado de trabalho em seis regiões metropolitanas (Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador), a Pnad Contínua vai mostrar o cenário do emprego a cada três meses em 3.500 municípios de todas as regiões do País, incluindo áreas rurais, em um total de 211.344 domicílios visitados. Já a Pnad (anual, a antiga) pesquisa por ano 1.100 municípios, com 147.203 entrevistas. Ela apresenta as características demográficas e socioeconômicas da população (sexo, idade, educação, trabalho e rendimento, e características dos domicílios). Com a ampliação da pesquisa sobre emprego para as áreas rurais, segundo o instituto, a Pnad Contínua vai oferecer resultados inéditos. O governo costuma anunciar o número mensal, usando apenas as regiões metropolitanas. Para a propaganda oficial, o desemprego terminou em 4,3%. O número real, pelo novo indicador, é de 6,2% no último trimestre. Pela média do ano, o número usado pelo governo fecha em 5,4%. Pelo novo índice, o desemprego médio foi de 7,1%.

A TRÁGICA E SANGRENTA FALTA DE UMA POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL; ESTUDO DA ONU MOSTRA QUE 11,4% DOS ASSASSINATOS NO MUNDO SÃO COMETIDOS NO PAÍS

Relatório da ONU desmente as políticas públicas do PT na segurança pública. O Brasil virou um mar de sangue. Primeiro, guarde este números. O Brasil representa 2,8% da população do planeta. No entanto, 11,4% dos assassinatos cometidos no mundo acontecem aqui em nosso País. É uma tragédia que demonstra, cabalmente, a responsabilidade dos governos do PT em relação a esta violência. Nesta quinta-feira a ONU divulgou o Relatório Global sobre Homicídios 2013. Foram 437.000 mortes em âmbito global. O Brasil registrou 50.108 assassinatos. Diz a notícia da ONU: "O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o País ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional. As taxas de homicídio declinaram nos Estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38,1% na taxa global de homicídios. No Brasil, apesar da grande maioria das vítimas de homicídios serem do sexo masculino (90%), destaca-se no relatório o número significativo de mulheres que são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares. O relatório conclui que muito precisa ser feito para prover os Estados de capacidades para efetivamente prevenir, investigar, denunciar e punir a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher. A China, Coréia do Norte e o Japão registram os maiores índice de morte de mulheres (cerca de 52% das vítimas). O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais. Os países com as maiores taxas de homicídio, com mais de 30 para cada 100 mil habitantes, são Colômbia, Venezuela, Guatemala e África do Sul. O Brasil (25 homicídios para cada 100 mil habitantes) integra o rol do segundo grupo de países mais violentos, juntamente com o México, a Nigéria e o Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes. A América do Sul é a terceira sub-região no mundo com os maiores índices de homicídio (23 a cada 100 mil/habitantes). Em primeiro lugar, está o Sudeste da África (com mais de 30 a cada 100 mil/habitantes) e, em segundo lugar, a América Central (26 a cada 100 mil/habitantes). Os índices de homicídio na Colômbia estão em declínio desde 1996, mas ainda registram um patamar elevado. A Venezuela é o único país da América do Sul que apresenta um aumento significativo nas taxas de homicídio desde 1995. Os registros de homicídios na Argentina, Chile e Uruguai estão estabilizados, mas com baixos índices, aproximando-se dos cenários verificados nos países europeus. O relatório destaca as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas. A América é o continente com maior incidência do uso de armas de fogo no cometimento dos homicídios (66%), seguida da Ásia e África (28%), Europa (13%) e Oceania (10%). O continente americano também apresenta uma notável disparidade entre o total de homicídios cometidos e a condenação dos seus responsáveis, o que coloca em xeque a eficácia do sistema de justiça criminal no País. Apenas 24% dos crimes são solucionados. O número do efetivo policial é analisado de forma diretamente proporcional ao nível de resolução das investigações dos crimes cometidos. Na América, as mortes em presídios também são frequentes. As chances de homicídio entre presos é três vezes maior do que entre a população em geral.

PARA EVITAR "QUEIMA DE ARQUIVO", POLÍCIA FEDERAL QUER TRANSFERIR DOLEIRO DO PT E DA PETROBRAS PARA PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA

A Polícia Federal pediu autorização para transferir o doleiro Alberto Youssef para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Primeira prisão federal de segurança máxima, Catanduvas é destinada exclusivamente a presos de “alta periculosidade”. Youssef foi capturado no dia 17 de março pela Operação Lava Jato, investigação sobre lavagem de pelo menos R$10 bilhões. Ligado ao deputado André Vargas (PT-PR), Youssef é apontado como o cabeça do esquema. A Lava Jato apreendeu “documentos explosivos” com o doleiro, informam investigadores do caso. Esses documentos podem indicar outras ligações de Youssef, inclusive com outros parlamentares. A investigação revela que o doleiro usou empresas de fachada para se infiltrar em órgãos públicos federais. Ele seria o verdadeiro dono da Indústria Labogen, que tentou contrato no Ministério da Saúde. Youssef também é ligado ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, a quem presenteou com uma Range Rover Evoque, de R$ 250 mil. A Polícia Federal pediu também a transferência de outro doleiro, Carlos Habib Chater. No pedido de remoção de Youssef e de Chater para Catanduvas, a Polícia Federal argumenta que a carceragem da superintendência regional no Paraná é reservada para presos provisórios. A Polícia Federal considera recomendável o deslocamento de Youssef por causa da extensão da Lava Jato e suas implicações. Para os investigadores, a medida garantirá a integridade do doleiro e até de outras pessoas que se sentem ameaçadas com sua presença na custódia da corporação, em Curitiba.

PMDB-RJ ORGANIZA ATO EM FAVOR DA CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES

Apesar do apoio do governador Luiz Fernando Pezão e do antecessor, Sérgio Cabral, à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PMDB-RJ organiza um ato público em favor da candidatura do tucano Aécio Neves, em maio. O presidente regional do partido, Jorge Picciani, disse que o anúncio formal da adesão a Aécio Neves terá também a participação de outros partidos, como Solidariedade e PSD. “Vamos trabalhar para que Aécio Neves tenha a maior aliança no Estado”, diz Picciani. O dirigente peemedebista também negocia com os tucanos uma aliança em torno da reeleição de Pezão, que até agora tem a promessa de apoio de 14 partidos. A maioria dos aliados é de pequenas legendas, mas que ajudarão o governador a ter o maior tempo de televisão na campanha, de pelo menos nove minutos. Embora digam que o interesse nacional está acima das eleições estaduais, parlamentares do PSDB-RJ resistem à coligação com o PMDB depois de fazerem oposição a Sérgio Cabral durante os dois mandatos. O PMDB-RJ retirou o apoio a Dilma no ano passado, em represália à decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo com o senador Lindbergh Farias. No início deste ano, Picciani passou a trabalhar intensamente por Aécio Neves. “Vamos fazer talvez o maior ato público antes da campanha, com todos os partidos que apoiam Aécio Neves no Rio de Janeiro. Estará presente um grande contingente de deputados federais e estaduais, prefeitos, ex-prefeitos e principalmente os candidatos dos mais diferentes partidos. Vamos dar a vitória ao Aécio Neves aqui”, promete Picciani. O presidente peemedebista diz que tem maioria no diretório estadual para aprovar na convenção estadual o apoio a Aécio Neves. Picciani tem evitado discutir a sucessão presidencial com Sérgio Cabral e Pezão, que já manifestaram apoio a Dilma em diversas ocasiões. “Sempre deixamos claro que o PMDB não aceitaria palanque duplo para a presidente Dilma no Rio de Janeiro e tivemos apoio unânime do PMDB nacional. Se o PT decide romper a aliança conosco, não existe reciprocidade. Vamos aprovar o apoio a Aécio Neves com ampla margem”, diz Picciani. Vitorioso na briga para garantir a candidatura própria do PT, com aval do ex-presidente Lula (alcaguete do Dops paulista, para o qual delatava companheiros durante a ditadura militar), Lindbergh enfrenta agora dificuldades para fechar alianças. Tem expectativa de receber apoio do PCdoB, depois que PSB anunciou apoio ao candidato do PROS a governador, deputado Miro Teixeira. O PDT, que também vinha negociando com Lindbergh, tende a ficar com Pezão. Embora tenha estimulado a candidatura do petista, Lula não participa da pré-campanha de Lindbergh, como faz com o candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha. Além de Lindbergh e Pezão, Dilma tem outros dois aliados na disputa pelo Palácio Guanabara: o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB).

NOVE ANOS ATRÁS, O PEREMPTÓRIO PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO REVELAVA SEU CARÁTER E DIZIA QUE "DOSSIÊ NÃO É CRIME"

O delegado Romeu Tuma Jr. postou em seu Twitter, na quarta-feira, imagem contendo reportagem do jornal Folha de S. Paulo do dia 12 de abril de 2005. Em um evento em São Paulo, do qual participou a ex-primeira dama Ruth Cardoso, naquele momento investigada pela Casa Civil do governo Lula, visando enlameá-la e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o então ministro da Justiça do governo Lula (o alcaguete do Dops paulista, que delatava companheiros durante a ditadura militar), o peremptório petista "grilo falante", o "Beria petista", comandando da polícia política do PT, disse que "fazer dossiê não é crime e que todo governo faz a mesma coisa". Ele emendou: "Crime é funcionário público vazar dado sigiloso. Não existe no Código Penal brasileiro um crime chamado dossiê". Conforme Romeu Tuma Jr, duas semanas antes, o "grilo falante" Tarso Genro tinha dado ordens à sua polícia política, a Polícia Federal, para não entrar na investigação da origem do dossiê. Na ocasião, o "Béria petista" disse que o dossiê era uma questão de "conceito, não de fato determinado".

ANDRÉ VARGAS, O DEMÓSTENES DO PT, MANDA DUROS RECADOS AO PARTIDO E AMEAÇA CONTAR O QUE SABE SOBRE GLEISI E PAULO BERNARDO

Deputado federal pelo Paraná e vice-presidente licenciado da Câmara dos Deputados, o petista André Vargas, o "Demóstenes do PT", não está disposto a seguir o caminho que leva ao matadouro sem luta. Depois de muitos serviços prestados ao PT, Vargas está revoltado com a forma como vem sendo tratado pelos companheiros de legenda. Aos amigos o parlamentar tem dito que exigirá que lideranças do partido demonstrem solidariedade publicamente. “Estou sendo tratado como se fosse o único pecador em meio a uma legenda angelical de querubins e serafins”, desabafou o deputado a um amigo. André Vargas, que já foi secretário nacional de Comunicação do PT e, nessa posição, prestou muitos serviços (sujos) a deputados, senadores e cartolas do partido, que hoje o apedrejam, tem muita munição e já dá sinais que não deixará a sua degola avançar de forma impune: “Me aguardem”, tem declarado o petista. A indignação maior de André Vargas é com a incompetente senadora Gleisi Hoffmann, de quem é o coordenador da campanha ao governo do Paraná, e Paulo Bernardo da Silva, atual ministro das Comunicações e marido da ex-chefe da Casa Civil. O ainda deputado petista foi coordenador da campanha de Paulo Bernardo à Câmara Federal. O que mais revolta Vargas é que por comandar a campanha de Paulo Bernardo, em 1998, acabou como alvo de conturbado processo judicial por lavagem de dinheiro. Coincidência ou não, o dono da lavanderia financeira da época era Alberto Youssef, doleiro preso recentemente pela Polícia Federal na esteira da Operação Lava-Jato. “Agora esses dois (Bernardo e Gleisi) estão fingindo que não me conhecem. Se for preciso vou refrescar a memória deles”, afirmou. Não é só a falta de solidariedade que tem deixado André Vargas indignado. Ele identificou inúmeros sinais de que seu calvário político resultou do chamado “fogo amigo”. Identificado com o “volta Lula”, Vargas teria se tornado um alvo para setores do PT leais à presidente Dilma Rousseff. A idéia dos palacianos era detoná-lo como um exemplo do que os demais filiados ao partido não deveriam fazer. O que os autores da operação não contavam era com a dimensão do escândalo, que acabou se voltando contra todo o PT e a própria Dilma. Também não contavam com a reação de André Vargas. Encurralado e sem nada a perder, transformado em pária político e vendo-se obrigado a mandar pelos ares a carreira política, o deputado petista é uma ode ao perigo. Correndo o risco de ser condenado por corrupção e acabar no Complexo Penitenciário da Papuda, com direito a erguer o punho cerrado, André Vargas (o "Demóstenes do PT") não descarta a possibilidade de se transformar em mais um homem-bomba dentro do PT. Ele sabe demais e tem pouca estrutura psicológica para suportar silenciosamente a pressão decorrente de rumoroso escândalo de corrupção. (Ucho.Info)

CONAB REVISA PARA MAIS A SAFRA NACIONAL DE GRÃOS E INDICA A COLHEITA DE 190,6 MILHÕES DE TONELADAS

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acaba de divulgar a atualização dos dados relativos à produção de grãos no Brasil. O estudo indica uma colheita de 190,6 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 1,1% em relação à safra passada, que foi de 188,7 milhões de toneladas, segundo a estimativa do 7º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado pela Companhia nesta quinta-feira. Houve aumento em relação ao último levantamento de cerca de 1,9 milhão de toneladas, graças à recuperação das lavouras de soja e do milho 2ª safra, que tiveram dados positivos, com menos influência das intempéries climáticas ocorridas nas regiões produtoras. O maior destaque deste levantamento foi a cultura do trigo, em termos percentuais, que apresentou um incremento de 21,5% (1,1 milhão tonelada a mais), atingindo 6,7 milhões de toneladas. A soja continua com bom desempenho e o crescimento foi de 5,6% ou 4,6 milhões de toneladas a mais, atingindo 6,1 milhões de toneladas. O arroz teve também boa participação, com um aumento de 6,6% (779 mil t.), alcançando 12,6 milhões de toneladas. O feijão total cresceu 25,1% (704 mil toneladas), chegando a 3,5 milhões de toneladas. O milho total (primeira e segunda safras) sofreu redução de 7,4% (6,1 milhões de toneladas), devendo chegar a 75,5 milhões de toneladas. No ano passado produziu 81,5 milhões de toneladas. O primeira safra reduziu 8,9%, totalizando 31,5 milhões de toneladas e o segunda, 6,4%, chegando a 43,9 milhões de toneladas.

PDT NÃO ESTÁ GOSTANDO DAS CONVERSAS COM O PSD DO RIO GRANDE DO SUL

O PDT do Rio Grande do Sul não está gostando nada das conversas que vem mantendo com o presidente estadual do PSD, José Cairolli, para quem ofereceu a posição de vice na chapa comandada pelo deputado federal Vieira da Cunha. É que Cairolli tem feito exigências descabidas para aceitar a coligação. Livre para escolher parceria que não seja a de Dilma Roussef para presidente, Vieira da Cunha poderá optar por Eduardo Campos, do PSB, mesmo que ele feche acordo com o PMDB no Estado. Neste caso, o candidato do PSB teria dois palanques no Estado. O PDT do Rio Grande do Sul só não quer acordo com o PT e com o PSDB.

ATENÇÃO TURMA DE SANTIAGO DO BOQUEIRÃO - MARCOS BRUM PEIXOTO, O FILHO DO CONSELHEIRO MARCO PEIXOTO, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, NÃO É MAIS CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL PELO PP

O próprio conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Marco Peixoto, saiu a anunciar a desistência da candidatura de seu filho Marcos Brum Peixoto a deputado estadual pelo PP. Ele percorreu gabinetes e escritórios em Porto Alegre fazendo o anúncio. A informação corrente é de que o conselheiro se mostrou muito sensível diante da notícia de que advogados estavam investigando a lista dos processos que caíram para a sua relatoria no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, especialmente os da sua região, no entorno de Santiago, e os seus votos nesses processos. O conselheiro completa cinco anos no exercício do cargo de conselheiro em outubro, quando poderá pedir a sua aposentadoria. Isso aconteceria poucos dias após a eleição de 5 de outubro. Com a eventual eleição da senadora Ana Amélia Lemos para o governo do Estado, ele contaria ir para o secretariado estadual e, dois anos depois, concorrer à prefeitura de sua cidade. Isto reabriria o caminho de recondução futura à Assembléia Legislativa ou a um mandato de deputado federal.

SE VARGAS RENUNCIA AGORA, INELEGÍVEL JÁ ESTARÁ ATÉ 2024; NO PLENÁRIO, ELE TEM ALGUMA CHANCE, AINDA QUE REMOTA. OU: DEPUTADO AVISOU QUE NÃO ACEITA SER LINCHADO PELOS "COMPANHEIROS"

O deputado federal petista André Vargas (PT-PR), o Demóstenes do PT, renunciou à vice-presidência da Câmara e do Congresso, mas ainda não ao mandato. Posto de lado pelo próprio PT, que já sentiu o cheiro de carne queimada, não tem mais por onde escapar. O próprio Lula o jogou na fogueira. Ele que se explique. Como explicação não há…

Na carta de renúncia, afirma que está deixando o cargo na Mesa Diretora da Câmara para se concentrar na sua defesa, já que, conforme o esperado, o Conselho de Ética decidiu mesmo abrir um processo por quebra de decoro parlamentar. O relator é o deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas Gerais, que relatou o caso José Dirceu, pedindo, então, a sua cassação. Também agora, Delgado não deixa muita dúvida sobre o que vai fazer: “A gente tem muita prova pública e notória. Vamos trabalhar no prazo de 90 dias, garantindo o amplo direito de defesa ao deputado André Vargas, mas, a cada dia, surgem novos fatos da relação com o doleiro. O fato de ele, na tribuna da Câmara, ter dito que a relação era superficial compromete porque a gente agora sabe que é mais profunda do que isso!”. E como é!
O PT estava doido para Vargas renunciar — e já! Mas ele não quer de jeito nenhum! Lá entre eles, apurou este blog, alega que tem muitos serviços prestados ao partido — vai saber quais — e que não aceita o linchamento. Sim, senhores! Vargas já afirmou que não aceita ser hostilizado pelos seus próprios companheiros. Sabem-se lá quais são as histórias que só os frequentadores dos subterrâneos do petismo conhecem.
Em sua carta, diz Vargas:“Tenho enfrentado um intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de imprensa baseadas apenas em vazamentos ilegais de informações, as quais terei agora a oportunidade de esclarecer, apresentando minha versão – a verdade – a respeito de tudo que vem sendo divulgado.”
Não sei por que o petista precisa esperar tanto tempo. Quando o doleiro Youssef lhe diz que um contrato do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde vai lhe render a “independência financeira”, Vargas poderia nos explicar que outro sentido tem essa expressão além de… independência financeira. Quando o doleiro Youssef diz que precisa “captar”, e ele, Vargas, promete entrar em ação, poderia nos revelar, desde já, captar o quê. Um doleiro faz captação de quê? De borboletas? De advérbios? De prosopopéias?
Mais: foram-lhe dadas chances de explicar o aluguel do jatinho feito pelo doleiro, que o levou e à família de férias para a Paraíba. O mimo custou R$ 100 mil. Vargas preferiu contar o oposto da verdade para os deputados. Isso costuma ser fatal mesmo para os elásticos padrões brasileiros.
Então por que esperar? Vejam só: se Vargas renuncia agora, dada a Lei da Ficha Limpa, ele já está inelegível por oito anos a partir de 2015. A punição só acaba em 2022 — ano em que ele ainda não poderá ser candidato a nada. Pode tentar voltar à vida pública, mantido o calendário atual, só em 2024, nas eleições municipais. Caso seja cassado pela Câmara, que é o mais provável, a punição é a mesma. Assim, parece que, entre chance nenhuma e uma chance remota, ele escolheu a segunda hipótese — apesar da humilhação que representaria a cassação.
Uma das estrelas em ascensão do petismo; o ilustre representante da tropa de choque lulista no PT; o homem com fama de derrubar até ministra de Estado; o comandante em chefe espiritual dos blogs sujos a serviço do petismo caiu em desgraça. E não foi em razão de nenhuma tramóia da oposição.
Quem está pisando em ovos é a senadora Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT ao governo do Paraná. Vargas iria coordenar a sua campanha e tinha o PT paranaense na palma da mão. Será que, na vida partidária propriamente, eram outros os seus métodos? Em se tratando de PT, cabe uma outra pergunta: Vargas atuava apenas em seu próprio nome? Não se esqueçam de que, mesmo na cadeia, Youssef recebeu um recado: tomar cuidado para não falar demais e arrastar gente graúda. Por Reinaldo Azevedo

O IPEA, O INSTITUTO QUE TENTOU FAZER DOS BRASILEIROS UM BANDO DE POTENCIAIS ESTUPRADORES, MANTÉM UM NÚCLEO POLITICAMENTE DELINQUENTE NA VENEZUELA, QUE DEFENDE A DITADURA E ATACA A DEMOCRACIA..... POR PRINCÍPIO! NÓS SUSTENTAMOS ESSA VAGABUNDAGEM INTELECTUAL!

Pedro Silva Barros, o chefe do Ipea na Venezuela: edle gosta do bolvarianismo e acha que a democracia não está com nada. Grande pensador!
Pedro Silva Barros, o chefe do Ipea na Venezuela: ele gosta do bolivarianismo e acha que a democracia não está com nada. Grande pensador! E ganha mais de US$ 12 mil por mês para isso!
O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que já chegou a ser um centro de excelência no Brasil, não demonstra hoje a sua vagabundice teórica e prática apenas produzindo pesquisas imprestáveis e erradas. Vai muito além disso. Dedica-se também ao proselitismo esquerdopata mais asqueroso, à defesa da ditadura, ao achincalhamento da democracia e, acreditem!, a ataques às oposições da Venezuela e do Brasil. Sim, eu estou me referindo àquele instituto que acusou, na prática, os brasileiros — inclusive as mulheres — de simpatizantes do estupro ou, quem sabe?, de potenciais estupradores. Depois veio a público para dizer que seus números estavam errados, mas que suas conclusões estavam certas. De chorar!
Poderia ter havido um lado positivo até: teve início um movimento das peladas, que resolveram escrever no corpo “Eu não mereço ser estuprada”. Muita pelada por nada! Os números reais evidenciavam, ao contrário do que se disse, que a esmagadora maioria dos brasileiros rejeitava frases machistas e sexistas sobre agressões às mulheres. Felizmente! Quanto ao peladismo, dizer o quê? Nesse caso, não foi diferente — sempre é assim quando se fica nu por razões políticas: quem vale a pena não tira a roupa, quem tira não vale a pena… Ainda está para surgir o casamento perfeito entre a causa de quem se despe e a causa de quem só olha. Em suma: o Ipea nos acusou de um bando de potenciais estupradores, e a gente, felizmente, não era. Que bom! Mas por que isso agora?
Na Folha de hoje, há uma reportagem de Fabiano Maisonnave com informações verdadeiramente estarrecedoras. O Ipea tem uma filial na Venezuela desde 2010 — vocês sabem: um acordo entre Luiz Inácio Apedeuta da Silva e Hugo Chávez. É a única representação internacional do instituto. Como se sabe, o país está mergulhado numa crise econômica e política sem precedentes; a economia está quebrada; a violência literalmente corrói o tecido social. Falta de tudo: de comida a papel higiênico. O chavismo inferniza a vida dos venezuelanos em toda a sua, digamos, cadeia existencial… O Ipea, cuja vocação é fazer estudos macroeconômicos, deve estar cuidando disso, certo? Errado. Leiam o que informa a Folha:“Nestes quatro anos, a Venezuela tem sofrido uma deterioração contínua de sua economia. A inflação fechou o ano passado em 56%, há desabastecimento de produtos básicos e um mercado de câmbio descontrolado. Apesar da conjuntura, nos estudos produzidos sobre a Venezuela no período e enviados pelo Ipea à Folha via Lei de Acesso à Informação, os assuntos predominantes são cooperação da Venezuela com o norte do Brasil e o modelo político venezuelano. O tom varia entre neutro e elogioso ao chavismo. Nos estudos sobre cooperação, problemas como insegurança jurídica ficam praticamente de fora, apesar do recente histórico de nacionalizações e do relativamente baixo investimento estrangeiro".
Informa ainda a reportagem: “A missão é chefiada pelo economista brasileiro Pedro Silva Barros, autor de textos no qual defende os governos de Chávez e o de seu sucessor, Nicolás Maduro, e critica a oposição venezuelana". O tal Barros é um colaborador do site esquerdista “Carta Maior”. Vale dizer: não é um economista, mas um militante do PT. Vive bem por lá: tem um salário de US$ 12.291,00 superior ao de qualquer professor universitário no Brasil.
O Ipea da Venezuela é capaz de escrever coisas como esta:
“O modelo bolivariano afasta-se, sem dúvidas, da democracia representativa despolitizadora que predomina ainda hoje no mundo. Supera o modelo idealizado pelos pais fundadores da república norte-americana”.
Entenderam? Temos no Ipea da Venezuela gente que odeia a “democracia despolitizadora”. O instituto gosta mesmo é do bolivarianismo politizador, que persegue a imprensa, que confere ao governo o monopólio do acesso à radiodifusão, que põe milícias armadas nas ruas para enfrentar os opositores a bala, que frauda eleições.
Em suma, o que se tem lá é um pouco do lixo mental brasileiro. Na sexta-feira, conversava com amigos aqui em casa. Um deles me disse que discordava de certa abordagem que eu fazia porque, às vezes, ficava parecendo que os petistas eram Pol Pot. Ponderei que não são, claro! Mas não porque não queiram ou não quisessem, mas porque não podem. E quem não permite que sejam somos nós.
O Ipea da Venezuela é a prova disso. Onde eles podem defender um governo de força, que elimina os adversários na base da bala e da porrada, eles o fazem sem pestanejar.
Sobre a recente visita da deputada oposicionista María Corina Machado ao Brasil, escreveu o tal Barros: “(O senador tucano) Aécio Neves a saudou como representante da voz das barricadas, legitimando a violência que levou a morte de quase 40 venezuelanos". Trata-se de mais uma delinquência política. A esmagadora maioria dos mortos é constituída de opositores, assassinados pelas milícias chavistas armadas, defendidas pelo Ipea.
Quem botou o rapaz lá foi Márcio Pochmann, o petista que transformou o instituto no braço mais burro do partido — sim, há profissionais competentes que ainda estão no instituto. O atual presidente é Marcelo Neri. Ainda não acabou com aquela sem-vergonhice por quê? Das duas uma: ou concorda ou, não concordando, não tem poder para fechar aquela porcaria ou substituir os quadros. Nesse caso, se não pede a conta, então é conivente. Por Reinaldo Azevedo

A EMS EMITE UMA NOTA. AS PERGUNTAS QUE FIZ SEGUEM SEM RESPOSTAS

Perguntei aqui se a EMS iria explicar a parceria com o laboratório-lavanderia Labogen. Na verdade, fiz uma série de perguntas. Só para lembrar:

1:  O que a EMS queria com a Labogen?
2: Estava interessada na expertise do laboratório de Youssef?
3: Quem fez o contato?
4: Quais foram os intermediários na conversa?
5: Alguém forçou o acordo?
6: Antes de celebrar uma parceria ou uma sociedade, esta gigante do setor farmacêutico ao menos se ocupa de colher informações cadastrais das empresas com as quais faz negócio?
7: Qual era a experiência da Labogen na fabricação de remédios? Já tinha produzido antes o quê?
O laboratório enviou a mensagem que segue abaixo, em vermelho, que reproduzo na forma e na sintaxe em que veio. Avaliem. É possível que vocês tenham entendido mais do que eu.
*
A EMS esclarece que não celebrou contrato com o laboratório Labogen e afirma, ainda, que o Labogen é um laboratório independente e não tem qualquer vínculo com a empresa.
A EMS ressalta que foi escolhida pelo laboratório oficial da Marinha, responsável pela contratação de parceiros privados na PDP (Parceria para Desenvolvimento Produtivo) em questão, para implantação e transferência de tecnologia e produção de medicamentos estratégicos para fornecimento ao SUS (Sistema Único de Saúde). A EMS esclarece que a PDP entre laboratórios farmacêuticos oficiais do governo e empresas privadas buscam o fortalecimento dos laboratórios oficiais e tem como objetivo trazer economia e desenvolvimento ao país.
A EMS destaca que não é alvo de investigação pelas autoridades, apoia as apurações sobre o caso e está à disposição dos órgãos competentes para quaisquer esclarecimentos.
*Que se note: eu não disse que a EMS está sob investigação. Eu é que fiquei curioso. O jornalismo não se limita a noticiar, ou a indagar, apenas o que a polícia ou o Ministério Público investigam, não é mesmo? Assessorias de imprensa, muitas vezes, orientam seus clientes a falar o mínimo possível e a dar respostas genéricas, num sentido diverso daquele em que esse termo é empregado no setor farmacêutico. Nesse caso, o “genérico” contém o princípio ativo do remédio de marca e o substitui. No caso da imprensa, a resposta genérica costuma ser usada para tentar distrair a atenção de quem pergunta; está mais para um placebo. A nota da EMS reforçou as minhas curiosidades. Por Reinaldo Azevedo

A GENTE NÃO SABEMOS FAZER COPA DO MUNDO,/ A GENTE NÃO SABEMOS FAZER OLIMPÍADA,/A GENTE NÃO SABEMOS TOMAR CONTA DA GENTE. INÚTIL....

ultraje
Este post abre com a letra de uma música do excelente “Ultraje a Rigor”, que fez muito sucesso, mas cujo sentido, acho eu, não foi plenamente compreendido à época. E, em certa medida, não o é até agora, embora permaneça como um bom retrato do País. Volto depois.
A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente
Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
(…)
VolteiLeiam o que informa a VEJA.com. Retomo depois:
Diante da ameaça que os atrasos nas obras do Rio de Janeiro já representam para a Olimpíada de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira uma verdadeira intervenção na preparação da cidade para o evento – e, agora, assumirá uma parte significativa do comando das obras. Em uma entrevista coletiva concedida em Belek, na Turquia, o presidente do COI, Thomas Bach, revelou uma série de iniciativas para permitir que sua entidade passe a ter um “papel central para coordenar” as decisões do Rio de Janeiro, incluindo a contratação de uma consultoria independente que irá avaliar diariamente o andamento das obras. Nos últimos dias, Bach passou a ser pressionado por federações esportivas que denunciaram atrasos preocupantes nas obras no Rio de Janeiro e pediam até mesmo um “plano B” para a Olimpíada de 2016. Em uma reunião de emergência, Bach e seus diretores optaram por entrar em campo para tentar virar o jogo.
O alemão tentou explicar que não se trata de uma medida “unilateral” e que as propostas foram apresentadas na noite da última quarta ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. “Ele aceitou a proposta”, garantiu o alemão. Paes havia declarado que a preparação estava “dentro do cronograma”, uma avaliação que foi rejeitada pelos demais dirigentes do COI. Entre as medidas discutidas pelo COI está a criação de um comitê organizador formado não apenas por dirigentes do Rio de Janeiro, mas também por membros do governo federal e do COI. Outra medida será a designação de Gilbert Felli, diretor executivo do COI para os Jogos Olímpicos, para viajar de forma regular ao Rio de Janeiro para controlar a situação. Ele tinha uma visita marcada para setembro ao Brasil, mas a viagem foi antecipada para a semana que vem. Bach ainda revelou que o COI contratará um administrador de projetos para acompanhar diariamente as obras, algo inédito em um evento olímpico. Para completar, três grupos de trabalho serão formados para estudar cada um dos aspectos do evento. (…)
RetomoPois é… A gente nascemos para a celebração, compreendem? A gente não nascemos para a realização. Na hora do abraço, a gente se emocionamos, a gente damos pulo, a gente prometemos amanhãs sorridentes, a gente acenamos com a redenção. Mas depois a gente descobrimos que a realização daquilo que justificaria o gozo dá um trabalho da zorra! Aí a gente começamos a se atrapalhar. Por isso a gente gozamos antes, que é para a gente não perdermos a viagem.
O COI, como se nota, foi mais rápido do que a Fifa, que ficou reclamando, reclamando, reclamando…
É isto: a gente não sabemos fazer Copa do Mundo, e a gente não sabemos fazer Olimpíada. Pronto!
Mas a gente sabemos (eles sabem!) como superfaturar obras. Por Reinaldo Azevedo

O PLAYBOY FASCISTA DE JOSÉ DIRCEU EM AÇÃO

Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)
Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)
Um vídeo publicado na internet mostra um assessor parlamentar da deputada Érika Kokay (PT-DF) hostilizando o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em Brasília. Ao lado dele, outras duas militantes petistas ressentidas com as condenações do mensalão insultam o ministro. “Autoritário”, “projeto de ditador” e “tucano” são alguma das palavras utilizadas pelo pequeno grupo, em meio a loas ao ex-ministro-presidiário José Dirceu.
As imagens foram feitas pelos próprios petistas na saída de um bar e publicadas na internet. Não é possível saber se o presidente do Supremo Tribunal Federal deixou o local por causa do protesto ou se os manifestantes só agiram quando ele já estava a caminho do carro.
O vídeo foi gravado e protagonizado pelo conhecido baderneiro Rodrigo Grassi Cademartori, autointitulado “Rodrigo Pilha”. Uma espécie de petista-playboy, ele se ocupa principalmente de duas tarefas: uma é repetir chavões para intimidar, inclusive fisicamente, qualquer um que avalie ser adversário do PT. A outra é divulgar suas fotos em momentos de lazer – pilotando uma lancha, por exemplo.
Defensor da ditadura cubana, Grassi comandou a tropa que hostilizou a blogueira Yoani Sánchez quando ela visitou o Congresso Nacional, iniciou uma confusão após provocar o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e ajudou a organizar “protestos” contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Também fez questão de passar o dia na porta da Superintendência da Polícia Federal quando os mensaleiros se entregaram no ano passado.
Uma de suas estratégias é insuflar manifestantes em protestos, sem que fique evidente a ligação dos atos com o PT e o gabinete de Érika Kokay. As duas mulheres que também hostilizam Barbosa no vídeo são Andreza Xavier e Maria Luiza Rodrigues, amigas do assessor parlamentar.
Na descrição do vídeo que publicou com a perseguição a Barbosa, Grassi define o presidente do Supremo como “fascista” e, orgulhosamente, anuncia que o colocou “para correr”. No vídeo, em português sofrível, ataca: “Ele precisa (sic) de andar com muitos seguranças”.
Grassi recebe da Câmara dos Deputados cerca de 4.800 reais por mês. Porque o militante-profissional continua sendo bancado pelo dinheiro público é uma pergunta que a deputada Érika Kokay deveria responder.


ESPECIALISTAS RECOMENDAM A TROCA IMEDIATA DE TODAS AS SENHAS DE USUÁRIOS DE INTERNET DEVIDO A GRAVISSIMA FALHA DE SEGURANÇA

Um "bug" descoberto esta semana, batizado Heartbleed, expôs ao longo dos últimos dois anos dados pessoais de usuários da internet, tais como senhas, informações de cartão de crédito e e-mail. Especialistas consideram grave a brecha na segurança e recomendam que todas as senhas sejam alteradas imediatamente. Heartbleed é uma falha no OpenSSL, uma tecnologia de criptografia de código aberto que é usada por cerca de dois terços de servidores web em todo o mundo. Essa tecnologia está por trás de muitos sites HTTPS, o protocolo de segurança de páginas que coletam dados dos usuários. Esses endereços são normalmente reconhecidos graças ao ícone de um cadeado exibido no navegador que informa ao visitante que as transações e envio de dados são seguras. Segundo André Carraretto, estrategista de segurança da Symantec, fabricante americana de antivírus, trata-se de uma vulnerabilidade considerada grave pelo setor. "O OpenSSL é usado por companhias de todas as áreas, e o bug permite que criminosos interceptem comunicações entre usuários e serviços. Ao obter as chaves de criptografia, eles têm acesso a todas informações que trafegam pela rede", explica. Na prática, os crackers podem aproveitar a falha para roubar dados aparentemente seguros. A vulnerabilidade foi descoberta por um pesquisador do Google que também trabalha em uma companhia de segurança da Finlândia chamada Codenomicon. Embora o Heartbleed seja resultado de um pequeno erro de código, suas consequências são graves e atingem a maioria dos usuários da internet em todo o mundo. Os pesquisadores publicaram a descoberta no início desta semana, mas afirmam que o bug existe desde março de 2012. Todos os sites que utilizaram a tecnologia nos últimos dois anos podem ter sido vítimas de invasão e roubo de informações pessoais. Um dos pontos críticos da falha é que ela não permite o registro de qualquer pegada, portanto é quase impossível para um serviço identificar uma invasão. "Não dá sequer para ter idéia de quantas senhas foram capturadas nesse período", diz o professor do curso de engenharia da computação do Instituto Mauá de Tecnologia, João Carlos Lopes Fernandes. De acordo com Fernando Mercês, pesquisador de ameaças da Trend Micro, companhia japonesa especializada em soluções de segurança em computação em nuvem, é importante que os sites façam a atualização para a versão corrigida do OpenSSL, lançada esta semana. "Como qualquer informação pode ter vazado, é prudente que os usuários troquem todas as suas senhas", explica o consultor. Google, Facebook, Yahoo e Amazon afirmaram ter resolvido o problema. Entre os sites atingidos pela falha estão OKCupid, Eventbrite e até a página do FBI. Como a falha atinge grandes e pequenas empresas, destaca Mercês, é interessante que o usuário entre em contato com o seu serviço para saber se atualização do OpenSSL foi realizada. Mesmo que o consumidor realize a troca de suas senhas, seus dados continuarão vulneráveis se a empresa não realizar o upgrade da tecnologia. Esse é o terceiro bug relevante de criptografia descoberto neste ano. Em fevereiro, a Apple revelou que um erro de programação em todos os seus softwares que causava uma falha de segurança quando o usuário se conectava a um site. Semanas depois, outro bug similar foi descoberto no protocolo criptográfico TLS, que garante a segurança na transmissão de dados on-line. A falha tornava vulnerável qualquer troca de informação realizada através de apps.