terça-feira, 1 de abril de 2014

DIA DA MENTIRA - ABAIXO, O CARÁTER PACÍFICO, CORDATO, DOCE, SENSÍVEL E HUMANISTA DOS TERRORISTAS DE ESQUERDA. UMA HOMENAGEM A FRANKLIN MARTINS, UM DOS CHEFÕES DA CAMPANHA DE DILA: "A DECISÃO ERA DE EXECUTAR"

Como todos sabemos, o golpe mesmo foi dado no dia 1º de abril, certo?, que é também celebrado como o Dia da Mentira. Houve-se por bem mudar a data para evitar piadinhas. Mas vejam como são as coisas. Em homenagem ao Dia da Mentira, resolvi relembrar o caráter pacífico das esquerdas armadas, saudadas uma vez mais por Dilma Rousseff no discurso de ontem, ainda que de maneira oblíqua. Já tratei deste tema aqui num post do dia 25 de agosto de 2010. Mas eu o relembro. Nada melhor para homenagear o Dia da Mentira do que evidenciar a contribuição de Franklin Martins à democracia brasileira — sim, refiro-me ao ex-ministro da Verdade de Lula e futuro coordenador de comunicação da campanha de Dilma à reeleição. Vamos lá.

Alguns de vocês já viram o vídeo que vai abaixo. Os cineastas Silvio Da-Rin e Suzana Amado filmaram cenas para um documentário chamado “Hércules 2456″, mesmo nome de registro do avião que transportou ao México, no dia 7 de setembro de 1969, os sequestradores do embaixador americano Charles Elbrik. Os diretores do filme reuniram alguns dos que participaram daquela ação para ouvir seus depoimentos, saber como viam a história — para glorificá-los, é claro! Vejam um trecho do filme. Volto em seguida:
Voltei
Participam da mesa-redonda Cláudio Torres (camisa azul e primeiro que fala), Paulo de Tarso (camisa branca), Franklin Martins (que dispensa caracterização), Monoel Cyrillo (que aparece no quadro enquanto Franklin dá seu depoimento), Silvio Da-Rin e Daniel Aarão Reis (que não aparecem nesse trecho).
Vou transcrever o diálogo porque se trata de um registro histórico. O primeiro a dar seu desassombrado depoimento é Cláudio Torres, que dirigiu o carro da embaixada, tomado então pelos terroristas. Com Franklin, ele era membro da DI-GB – “Dissidência Guanabara”, grupo que havia saído do PCB porque optara pela luta armada, contra a orientação do partido. A DI-GB daria origem ao MR-8. Vamos lá.
CLÁUDIO TORRES – Se os caras [o governo] não aceitassem a troca [de Charles Elbrick pela libertação de presos], nós executaríamos ou não o embaixador? Essa pergunta foi feita para mim no Cenimar (risos) no intervalo de duas sessões de porradas.
O Cenimar a que ele se refere era o Centro de Informações da Marinha. Durante os piores anos do regime militar, funcionou como um centro de interrogatório de presos políticos e de tortura — Torres faz alusão às “porradas”. Voltemos com eles. Notem que, para a voz que fala em off, “matar ou não matar” é uma questão “babaca”
VOZ EM OFF – É a famosa pergunta babaca!
Aí entra o contundente depoimento de Franklin Martins, com aquele seu ar sério, próprio de quem era um terrorista muito consciencioso, ciente de seus deveres. Vamos à sua fala inequívoca, escandindo com as mãos as sílabas para que a gente também não tenha dúvida nenhuma.
FRANKLIN MARTINS – Eu não tenho dúvida nenhuma! A decisão era de executar. Você pode chegar e dizer: “Podia na hora o cara tremer?” Bom, mas a decisão era de executar. Disso eu não tenho a menor dúvida. E, felizmente, não chegamos a isso. E eles não tinham dúvida nenhuma sobre isso…
Volta Cláudio Torres para expressar a moral elevada da turma, evidenciando que concorda com aqueles princípios até hoje — com o apoio evidente de Franklin.
CLÁUDIO TORRES – Quando eu fui questionado sobre isso, foi dentro do Cenimar, no meio da porrada. E o cara me perguntou, o cara da Marinha lá: “Você executaria o embaixador?”.
Atenção, agora, para este trecho: com a leveza de um anjo da morte, ar cínico, como se falasse de uma mosca, Torres responde:
CLÁUDIO TORRES – Sim, eu cumpro ordens. Se me mandassem executar, eu executaria (sorrindo).
Deve haver um tanto de bravata aí, de autoglorificação. É que Torres deve achar heroica, ainda hoje, a possibilidade de matar alguém. Por que digo isso? Os torturadores atuavam para quebrar a resistência dos presos, obrigá-los a denunciar seus parceiros. Por que ele confessaria a intenção de matar o embaixador se essa informação era irrelevante para quem o interrogava e para a causa e só poderia prejudicá-lo? Torres não liga em parecer burro para parecer herói — ainda que um “herói” que se confessa um potencial assassino ao menos. E, então, entra Franklin Martins para fazer a síntese escandalosa da fala. Prestem atenção! É ele quem resume como ninguém a moral profunda do grupo:
FRANKLIN MARTINS – Essa lógica, ele entendeu perfeitamente!
CLÁUDIO TORRES (como quem tivesse recebido uma iluminação) – É a lógica dele [do torturador]!!!
Todos gargalham satisfeitos. Alguém ainda diz, num contexto não muito claro: “Mas era você que dava ordens, cara!”
Conforme sempre quis demonstrar
Certa feita, comentei um discurso de Franklin na inauguração de uma TV sindical. Escrevi então o seguinte:
“A gente sabe que Franklin é determinado no confronto com o “inimigo”. Quando lutava para implantar uma ditadura comunista no Brasil, sequestrou um embaixador e ameaçou matá-lo caso algumas exigências não fossem atendidas. A ameaça está na carta que ele redigiu, de que tanto se orgulha. Tem em comum com Dilma o indisfarçável orgulho de ter pertencido a um grupo terrorista. Sua guerrilha, agora, é outra: quer minar o poder da “mídia”, dos “aquários”, com o apoio aos meios “independentes” de divulgação da notícia. O interessante é que essa “independência” é financiada com dinheiro público e é sempre favorável ao governo.”
Até houve algumas reclamações de boa-fé: “Pô, Reinaldo, você não exagera?”. Não! Eu não exagero. Acredito no que Franklin fala: eles, de fato, iriam matar o embaixador porque, como confessa o agora ministro de Lula, a “lógica” dos torturadores e dos terroristas era a mesma. É Franklin que confessa isso! É Cláudio Torres quem confessa isso. Eles reconhecem: assim como os agentes do Cenimar torturavam “cumprindo ordens”, os terroristas matavam — e eliminaram muita gente — também “cumprindo ordens”.
Qual era mesmo a diferença de moral entre os torturadores e eles? Nenhuma! Se diferenças há, são de outra natureza. Os torturadores encontraram seu justo lugar na lata de lixo da história. Já os terroristas redigiram a versão do próprio “heroísmo”, transformaram-na em “história oficial”, e muitos deles foram bater a carteira dos brasileiros, pedindo, e obtendo, indenizações.
A tortura e o terrorismo estão entre os crimes mais asquerosos da política — até porque política não são. O que dizer de um agente do estado que faz um prisioneiro, culpado ou não, e o submete a sevícias? O que dizer de um “libertador do povo” que sequestra um inocente e confessa que pode matá-lo se suas exigências não forem cumpridas?
Notem que não há a menor sombra de arrependimento em Torres e Franklin. Como, não custa lembrar, não há em Dilma. Nada! É como se aqueles mesmos sequestradores e potenciais assassinos estivessem ali, vivinhos na silva, em todos eles. Isso nos força a um desdobramento puramente lógico: se, em nome da causa, podiam matar, e muitos mataram, inocentes, o que não fazem hoje em nome das causas de agora?
Não sei que pito toca esse tal Torres aí. Franklin Martins eu sei muito bem o que faz. De trabuco na mão — se matou alguém, não sei; o MR-8, a que ele pertenceu, tem diversos assassinatos nas costas —, ele sequestrou um embaixador e confessa, entre gostosas gargalhadas, que o homem seria, sim, executado se as exigências não tivessem sido satisfeitas. Hoje, até onde sei, não anda com um revólver na cinta. Tornou-se o czar da publicidade oficial e está empenhado em derrotar a “mídia”. Entenda-se por “mídia” qualquer texto jornalístico que não cante as glórias do presidente Lula e que não endosse as suas mistificações. E, aí, vale tudo mesmo.
O mais curioso é que, durante um bom tempo — no governo FHC —, o rapaz, então contratado da Globo, fez a linha “progressista moderno”, interessado apenas em fazer uma análise sem paixões da política. Um monte de gente caiu no truque. A chegada de Lula ao poder foi lhe despertando, parece, antigos apetites. Demitido da emissora, vimos despertar o antigo militante da DI-GB, do MR-8. Mas agora com alguns bilhões para “fazer política”. Ora, se ele não renega, como se nota acima, o passado terrorista e ainda explica a sua estranha racionalidade, vai ver a publicidade oficial é só o terrorismo exercido por outros meios. Por Reinaldo Azevedo

DIA DA MENTIRA 2 - MAIS UM TERRORISTA EXIBE O CARÁTER PACÍFICO E GRANDIOSO DA "LUTA". AQUI, COMO SE PODIA MATAR ATÉ UM "COMPANHEIRO" EM NOME DA REVOLUÇÃO.... OU: A PAZ DOS CLEMENTES

Também essa história já contei aqui. E também ela tem de ser resgatada no Dia da Mentira. Abaixo, vocês ouvirão o testemunho de um anistiado e indenizado! Depois de todo irracionalismo lacrimejante e revisionista a que vocês foram expostos, cumpre ver como atuava um verdadeiro líder da esquerda armada. Reconheça-lhe um mérito: não tenta negar a própria natureza e a natureza do que fazia.

Muitos leitores já conhecem a história, mas vale revisitá-la à luz das declarações de pelos menos três membros da Comissão da Verdade. Os novos leitores do blog talvez a ignorem e vão ficar espantados. Contei o caso aqui no dia 20 de maio de 2011. Trata-se da história, e de um depoimento, de Carlos Eugênio da Paz, o homem que cuidava da inteligência militar da ALN, o grupo terrorista de Carlos Marighella, aquele que Mano Brown, do baixo de sua ignorância arrogante, exalta em uma música, para delírio dos esquerdopatas da “imprensa burguesa”. Carlos Eugênio FOI INDENIZADO — !!! — PELA COMISSÃO DE ANISTIA. Abaixo, ele conta como matou um empresário que era acusado de financiar um grupo que combatia terroristas. E ficamos sabendo também por que ele matou um amigo seu de militância, “companheiro de luta”. É que havia a suspeita, SEM PROVAS, de que ele pudesse ter passado informações para a polícia. Nos tribunais da esquerda, na dúvida, dá-se um tiro na cabeça. Mano Brown deve gostar — daí ter cantado as glórias do bandido que chefiava essa gangue. CARLOS EUGÊNIO  DEIXA CLARO TAMBÉM QUAL É A DIFERENÇA MORAL ENTRE UM TORTURADOR E UM TERRORISTA: NENHUMA!!!
Não obstante, o torturador é considerado lixo pelas Comissões de Anistia e da Verdade — e eu acho isso justo. Já o terrorista vira um santo. E isso é asqueroso! Leiam. Escandalizem-se.*
“Eu, atrás [do banco do carro] com um fuzil Mauser 762, que é um fuzil muito bom para execução, de muita precisão. E quando ele [a vítima]chega na esquina da alameda Casa Branca, ele tinha de parar porque tinha uns dois carro (sic) na frente (…). Ele teve que parar. Quando ele parou, eu tava no banco de trás do carro e falei ‘Vou dar um tiro nele’. Peguei o fuzil, o companheiro que tava na frente, no Fusca, baixou a cabeça e já dei um primeiro tiro de fuzil. Não acertei de cheio porque eu sou destro; eu atiro nessa posição [ele mostra a maneira; notem o verbo no presente], como eu tava atrás, no Fusca, eu tive que inverter e atirei assim, então pegou aqui, de cabeça, no occipital dele, mas já começou a sangrar. Ele abre a porta do carro e sai do carro. Nós saímos. Só o motorista que não sai porque o motorista tem que ficar ali, assegurando a fuga. Saímos eu e outro companheiro. Ele sai com a metralhadora, eu saio com o fuzil. Ele [a vítima] saiu correndo em direção à feira, o companheiro metralhando ele, e eu acertando com dois, três, quatro [tiros], acertei três tiros nas costas dele, e o companheiro, com a metralhadora, acertou vários. Aí, de repente, ele caiu; quando ele caiu, eu me aproximei, e, com a última bala, a gente (sic) sempre dá o último tiro de misericórdia, que é para saber que a ação realmente foi cumprida até o fim.
O que é isso? Algumas considerações prévias. Depois volto ao testemunho do herói que fala acima.
O SBT exibia uma novela chamada “Amor e Revolução”. O didatismo bucéfalo do texto e o desempenho melancólico dos atores, tudo amarrado numa direção primária, transformam o que pretendia ser um drama com muito sangue — “revolucionário” — numa comédia involuntária.  Ao fim de cada capítulo, ex-revolucionários prestam um depoimento, contando a sua história. José Dirceu esteve lá. Uma das pessoas que deram seu testemunho sobre o período foi Carlos Eugênio da Paz, ex-chefão da ALN (Ação Libertadora Nacional), comandada por Marighella.
No vídeo abaixo, de onde extraí o depoimento que vai em vermelho, Carlos Eugênio conta, com riqueza de detalhes, como assassinou o empresário Henning Albert Boilesen (1916-1971), então presidente do grupo Ultra, que era acusado de organizar a arrecadação de dinheiro entre empresários para financiar a Operação Bandeirantes (Oban), que combatia os terroristas de esquerda. Notem bem: não estou fazendo juízo de valor neste momento. Deixo qualquer questão ideológica de lado. Peço que vocês avaliem com que desenvoltura, precisão e até entusiasmo Carlos Eugênio fala da morte. Assistam ao vídeo. Volto em seguida.
Voltei
O que mais impressiona na fala deste senhor é que ele, com todas as letras, justifica a violência que era cometida, naquele período, pelo estado, que prendeu e matou pessoas ao arrepio das leis do próprio regime militar. Carlos Eugênio deixa claro que ele próprio fazia o mesmo. Leiam este outro trecho:
“Um Tribunal Revolucionário da Ação Libertadora Nacional do qual eu fiz parte, um grupo de dez ou 12 pessoas decidiu que, se a pessoa faz parte da guerra e está do outro lado, ele merece ser executado”.
E aí se segue aquela narrativa macabra. Não há a menor sombra de arrependimento, constrangimento, pudor. Boilesen, para Carlos Eugênio, era alguém que merecia morrer — e, como se nota, com requintes de crueldade. Os torturadores do período pensavam o mesmo sobre as esquerdas. A diferença é que eles foram parar na lata de lixo da história — o que é muito bom. Já o senhor que fala acima é tido, ainda hoje, como um homem muito corajoso e um gênio militar. Atenção: sem jamais ter sido preso ou torturado, assassino confesso, Carlos Eugênio é um dos anistiados da tal Comissão de Anistia. Isso quer dizer que ainda teve direito a uma indenização, reconhecida numa das caravanas lideradas por Tarso Genro, em 13 de agosto de 2009.
Observem que, quando fala sobre o modo como atira, o homem põe o verbo no presente. Parece que ainda é um apaixonado pelo fuzil Mauser, que, segundo ele, é um “fuzil muito bom para execução”. Evidenciando que nada entende da ética da guerra, mas sabe tudo sobre a morte, afirma:
Quando ele [Boilesen] caiu, eu me aproximei, e, com a última bala, a gente (sic) sempre dá o último tiro de misericórdia, que é para saber que a ação realmente foi cumprida até o fim.”
Percebam: “A gente sempre dá [verbo no presente] o último tiro…”. Atenção! Tiro de misericórdia, como o nome diz, é aquele disparado para encerrar o sofrimento da vítima, mesmo inimiga, não para “saber se a missão foi realmente cumprida”. É asqueroso!
O “anistiado” e indenizado Carlos Eugênio deixa claro que ele era apenas a outra face perversa da tortura. Leiam:
Em tempo de exceção, você tem tribunal de exceção. Eles não tinham o deles lá, que condenava a gente à morte, informalmente? A gente nunca condenou ninguém à morte informalmente. Nós deixamos um panfleto no local dizendo por que ele tinha sido condenado à morte, o que é que ele fazia…”
Viram? Para ele, um tribunal da ALN nada tinha de “informal”! Reconhece, ao menos, que era de exceção. Aí está o retrato da democracia que teriam construído se tivessem vencido a guerra. Com esse humanismo, com essa coragem, com essa ética.
Mais um assassinatoNão faltará, claro!, quem diga que o empresário merecia morrer. Mas terá sido esse o único crime do herói? Não! Ele já confessou num texto que tem sangue pingando das mãos — sem arrependimento. Aquele era o seu trabalho. O “Tribunal Revolucionário” de Carlos Eugênio também matava companheiros. No dia 19 de novembro de 2008, existe a narrativa no Jornal do Brasil de um outro assassinato cometido pelo valentão. A vítima era Márcio Leite de Toledo, membro da cúpula da ALN. Reproduzo um trecho:
“Márcio Leite de Toledo tinha 19 anos quando foi enviado a Cuba pela Aliança Libertadora Nacional para fazer um curso de guerrilha. Ao voltar em 1970, tornou-se um dos cinco integrantes da Coordenação Nacional da ALN. Com 19 anos, lá estava Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz. Em outubro, durante uma reunião clandestina, os generais garotões souberam da morte de Joaquim Câmara Ferreira, que em novembro do ano anterior substituíra o chefe supremo Carlos Marighella, assassinado numa rua de São Paulo. Márcio propôs uma pausa na guerra antes que fossem todos exterminados.
Já desconfiado de Márcio — não era a primeira vez que divergia dos companheiros —, Carlos Eugênio convenceu o restante da cúpula de que o dissidente estava prestes a traí-los e entregar à polícia o muito que sabia. Montou o tribunal que aprovou a condenação à morte e ajudou a executar a sentença no fim da tarde de dia 23 de março de 1971, no centro de São Paulo. Antes de sair para o encontro com a morte, o jovem que iria morrer escreveu que “nada o impediria de continuar combatendo”. Não imaginava que seria impedido por oito tiros.
O assassino quase sessentão admite que o crime foi um erro, mas não se arrepende do que fez. Na guerra, essas coisas acontecem, explica o justiceiro impiedoso. Depois do crime, ele se tornou muito respeitado pelos companheiros, que o conheciam pelo codinome: Clemente.”
Carlos Eugênio, acreditem, responde a matéria no Jornal do Brasil nestes termos:
“A lembrança dessa época, para mim, é lembrança de uma luta que não me arrependo de ter travado. Era uma luta armada, era dura, precisamos todos, humanistas que éramos, aviltar nossas entranhas, nosso sentimentos, nossas convicções. (…) Tenho sangue em minhas mãos? É claro que tenho. Não era pra lutar? Não era pra fazer uma guerra de guerrilhas? Dá para medir quem estava mais certo? Todos estávamos errados, pois fomos todos derrotados. (…) Mas não se esqueçam também que o sangue que escorre de minhas mãos escorre das mãos de todos aqueles que um dia escolheram o caminho das armas para libertar um povo. E que defenderam a luta armada, mesmo sem ter dado nenhum tiro. (…)
Numa coisa, ao menos, ele está certo, não é? Se a pessoa integrou um bando armado, que matava, traz sangue nas mãos, ainda que não tenha dado um tiro…
RetomoVocês conhecem alguém mais “clemente” do que Carlos Eugênio? Não é a primeira vez que a gente assiste a um vídeo em que os terroristas de esquerda justificam os métodos que eram empregados pelos torturadores e paramilitares, deixando claro que faziam e fariam o mesmo, evidenciando que compartilhavam a mesma lógica perversa. Já exibi aqui o filme (post anterior) em que Franklin Martins — aquele — e seus amigos deixam claro que teriam, sim, matado o embaixador americano Charles Elbrick se o governo militar não tivesse cedido às exigências dos sequestradores. E o fez dando gargalhadas e justificando a decisão.
Carlos Eugênio escreveu um livro chamado “Viagem à Luta Armada”, publicado em 1997. Sabem quem fez um prefácio elogioso e quase emocionado? Franklin Martins!
Marighella, o ídolo de Carlos Eugênio, escreveu até um Minimanual da Guerrilha Urbana. Lá está escrito:
“Hoje, ser “violento” ou um “terrorista” é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.”
E mais adiante:“Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população.
(…)A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para a qual atua e sobrevive é a de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.
Tiro e pontaria são água e ar de um guerrilheiro urbano. Sua perfeição na arte de atirar o fazem um tipo especial de guerrilheiro urbano – ou seja, um franco-atirador, uma categoria de combatente solitário indispensável em ações isoladas. O franco-atirador sabe como atirar, a pouca distância ou a longa distância e suas armas são apropriadas para qualquer tipo de disparo.
Quando algum tonto vier lhes falar do caráter utópico e poético daqueles tempos, forneçam o link deste post, exibam esse vídeo. O sobrenome de Carlos Eugênio é “da Paz”. E seu codinome no terrorismo era “Clemente”. Essa é a paz dos clementes. Nada mais a acrescentar neste post. Por Reinaldo Azevedo

EX-DIRETOR DA PETROBRAS FAZ NOVO PEDIDO DE LIBERDADE

A defesa do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso no dia 20 deste mês pela Polícia Federal, entrou com mais um pedido de habeas corpus na Justiça. O pedido de soltura foi feito no Supremo Tribunal Federal. Costa é suspeito de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis Estados e no Distrito Federal e pode ter movimentado mais de R$ 10 bilhões. A organização foi desarticulada na Operação Lava Jato. No Supremo, a defesa de Costa sustenta que ele não tentou destruir provas ou esvaziar contas bancárias, conforme entendimento do juiz de primeiro grau para justificar a manutenção da prisão. A justiça rejeitou pelo menos três pedidos para libertar Costa desde que foi decretada sua prisão. No dia 17, a Polícia Federal cumpriu 24 mandados de prisão e 15 de condução coercitiva, além de 81 mandados de busca e apreensão em 17 cidades. Cerca de 400 policiais participaram da operação. A organização contava com quatro grupos que tinham à frente doleiros que lucravam com câmbio paralelo ilegal, mas também praticavam crimes como tráfico de drogas, exploração e comércio ilegal de diamantes e corrupção de agentes públicos.
GOVERNO PETISTA DE DILMA ROUSSEFF AUMENTA IMPOSTOS SOBRE BEBIDAS PARA ARRECADAR MAIS
O Ministério da Fazenda confirmou nesta segunda-feira que a partir desta terça-feira haverá aumento da tributação que incide sobre cerveja, água, isotônicos e refrigerantes. A elevação da tributação já estava programada desde 2012, mas havia uma expectativa de que o governo adiasse mais uma vez a mudança por conta da pressão de alta da inflação nesse início do ano, das eleições presidenciais e da Copa do Mundo. Ficará a critério da indústria dosar o impacto desse aumento para o consumidor. As fábricas podem decidir manter o preço congelado e absorver o aumento dos tributos para não perder vendas. Por outro lado, segundo especialistas, o aumento tende a ser repassado ao consumidor. O economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, por exemplo, estimou um impacto entre 0,05 e 0,10 ponto na inflação decorrente do reajuste de bebidas. A Receita Federal iniciou em outubro de 2012 a implementação de um cronograma de aumento da base de cálculo do IPI, PIS e Cofins incidentes sobre bebidas frias. Os reajustes foram programados para ocorrer a cada seis meses, sempre em abril e outubro. Em 2013, no entanto, só ocorreu o primeiro aumento. O reajuste das alíquotas de IPI, PIS e Cofins do setor de bebidas frias estava inicialmente programado para outubro de 2013, mas o governo adiou para abril deste ano para evitar um impacto maior na inflação.

TRIBUNAL DA ONU PROÍBE JAPÃO DE CAÇAR BALEIAS NA ANTÁRTIDA

A mais alta corte das Nações Unidas concluiu nesta segunda-feira que a caça de baleias praticada pelo Japão não tem finalidades científicas, como o país defende, e ordenou a suspensão imediata dessa atividade ao redor da Antártida, principal área de caça dos navios japoneses. Em uma votação por 12 a 4, o Tribunal Internacional de Justiça em Haia (Holanda) decidiu que as permissões de caça emitidas pelo Japão dentro do Santuário de Baleias do Oceano Austral (ou Antártico) violam regras internacionais de proteção a esses animais, em vigor desde 1986. Segundo a corte, a caça japonesa tem finalidades comerciais e não científicas. A decisão é final e não cabe recurso. Em sua defesa, o governo japonês sempre argumentou que a caça às baleias tinha finalidades científicas – justamente, para definir cotas sustentáveis de exploração desses animais. Críticos, porém, sempre argumentaram que a prática era mesmo apenas para alimentar os desejos culinários dos japoneses. O consumo de carne de baleia é uma tradição no país. A ação contra o Japão foi movida pela Austrália em 2010. A corte da ONU argumentou em sua decisão que o número de trabalhos publicados pelo país é incompatível (muito inferior) com o número de baleias mortas supostamente para este fim. Em sua leitura do julgamento, o juiz Peter Tomka disse que o “programa de pesquisa” japonês matou 3.600 baleias minke desde 2005, mas publicou apenas dois trabalhos científicos relacionados à atividade no mesmo período. Um porta-voz japonês disse que o país lamentava a decisão, mas cumpriria a determinação do tribunal.

NA COLÔMBIA, REJEIÇÃO À CANDIDATURA PARA REELEIÇÃO DE JUAN MANUEL SANTOS CHEGA A 70%

A rejeição à candidatura do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que disputa a reeleição, cresceu 7 pontos porcentuais em um mês e atualmente se encontra em 70%, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo instituto Cifras y Conceptos. Apenas 25% dos entrevistados disseram serem favoráveis à reeleição de Santos e 70% se declararam contrários. Na pesquisa de fevereiro, 30% eram a favor e 63%, contra. Ainda assim, o presidente segue à frente nas preferência dos eleitores, que vão às urnas no dia 25 de maio. A pesquisa mostra que Santos conta atualmente com 23% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, que tem 13%, e pelo ex-ministro da Fazenda, Oscar Iván Zuluaga, que acumula 11%. Os eleitores que pretendem votar em branco são 26%. O instituto também fez estimativas para o segundo turno, no qual Santos derrotaria ambos os rivais.

HISTORIADORES ESPANHÓIS AFIRMAM TER ENCONTRADO O SANTO GRAAL

Uma dupla de historiadores espanhóis afirma ter descoberto o Santo Graal, lendário cálice do qual Jesus teria bebido durante a Última Ceia. Os pesquisadores, Margarita Torres e José Ortega del Río, acreditam que a relíquia está em uma igreja de León, no norte da Espanha. O cálice de ônix, explicaram, estaria escondido dentro de outro, o chamado Cálice de Doña Urraca, localizado na basílica de San Isidoro. O Graal estaria no local desde o século 11. Margarita e Ortega, que pesquisavam pela Universidade de León o acervo da basílica de San Isidoro, mudaram o curso da investigação após encontrarem documentos na biblioteca da Universidade de Al-Azhar, no Cairo, que permitem recompor o percurso histórico da relíquia. No entanto, os 400 primeiros anos da história do Graal permanecem um mistério, e os historiadores ainda não podem provar que o cálice tenha tocado os lábios de Cristo.

GURIZADA ESQUERDISTA FAZ "ESCRACHO" EM FRENTE AO EDIFÍCIO ONDE MORA DELEGADO PEDRO SEELIG, EX-TODO PODEROSO DO DOPS GAÚCHO

Cerca de 30 guris e gurias de grupelhos esquerdistas promoveram, nesta segunda-feira, um escracho em frente ao condomínio onde mora o delegado aposentado Pedro Seelig, ex-chefe do Dops gaúcho. Os participantes são membros dos grupelhos "Juntos", "Marighella" e "Levante Popular da Juventude". Eles se concentraram na Praça Garibaldi e depois partiram em caminhada até a rua Barbedo, no bairro Menino Deus. No local, gritaram palavras de ordem e escreveram na calçada frases de repúdio. Segundo João Hermínio Marques, militante do grupelho "A Marighella", o objetivo do ato foi denunciar a existência de crimes praticados por agentes do Estado, durante o regime militar, que seguem sem punição. Eles defendem a revisão da Lei da Anistia, de 1979, e a punição dos torturadores e dos que financiaram tais práticas.

OBRIGADA PELA JUSTIÇA, PREFEITURA DE PORTO ALEGRE LANÇA EDITAL PARA CONCORRÊNCIA DAS LINHAS DE ÔNIBUS, A PRIMEIRA EM QUASE 100 ANOS

O edital da licitação para as linhas de ônibus de Porto Alegre foi lançado na manhã desta segunda-feira, no site da prefeitura. O governo municipal foi obrigado por decisão judicial a lançar este edital para realização da primeira licitação dos ônibus da capital gaúcha em quase 100 anos. É algo inacreditável. É mais inacreditável ainda verificar quanto Porto Alegre tem uma população banana, que permitiu que este quadro perdurasse por tanto tempo. No dia 3 de junho os licitantes deverão apresentar suas propostas. Mas esta licitação ainda terá muitos entraves. Em primeiro lugar, ela deverá ser contestada porque o poder público está permitindo a formação de cartéis, o que é um crime banido pela Constituição de 1988. Em vez de licitar por bacias (o modelo de hoje, que deverá eternizar os mesmos barões donos de empresas de ônibus após a licitação, a prefeitura deveria licitar linha a linha, colocando todas as exigências apresentadas pelos usuários da cidade, defende Luiz Francisco Correa Barbosa, advogado e juiz de Direito aposentado. Ele tem experiência no assunto, porque foi prefeito de Sapucaia do Sul e realizou com sucesso, na cidade, uma licitação linha a linha.

AÉCIO NEVES ATACA O BRASIL DE MENTIRAS DA PETISTA DILMA ROUSSEFF

O senador e provável candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que o governo da presidente petista Dilma Rousseff comete um novo equívoco ao não admitir as falhas no caso da compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras. "Errar é humano, todos erram, o que me incomoda é não admitir o erro", disse o tucano, ao chegar para dar palestra em um evento na capital paulista, promovido pelo Lide. Aécio Neves disse que os erros se agravam ao se "achar que está tudo bem". "Porque aí não corrige. O governo acha que não tem inflação. Que estamos crescendo muito bem, é propaganda", emendou. O senador, que encabeça a iniciativa de criação de uma CPI para investigar a Petrobras, disse que o Brasil vive uma realidade distinta da que o governo quer mostrar. "Daqui a pouco a gente vai ter o confronto do Brasil virtual, da propaganda, com o Brasil real", afirmou. Aécio neves disse que o Brasil parou de crescer": "Os empregos com melhores salários foram embora. Foram dois milhões nos últimos dois anos". Para o tucano, o Brasil é hoje um "País assustado com a absoluta incapacidade de gestão que o governo Dilma Rousseff tem demonstrado em todas as áreas". Segundo ele, "a Petrobras é mais emblemática, mas isso se espalhou pelo governo todo. Estou esperando por esse momento de enfrentamento entre o Brasil real e o virtual", reforçou.

BRASIL QUE PRODUZ QUER AÉCIO NEVES PRESIDENTE

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que, caso seja eleito, quer cortar pela metade o número de ministérios do governo, hoje em 39. Ao discursar em almoço do Lide, Grupo de Lideranças Empresariais, em São Paulo, para um grupo recorde de 518 empresários, o senador tucano falou ainda em melhorar a concessão dos empréstimos do BNDES, reduzir a carga tributária e investir em Parcerias Público Privadas (PPP). "Num futuro governo do PSDB, acabaremos com metade dos atuais ministérios e criaremos uma secretaria que, em seis meses, apresente uma proposta num primeiro momento de simplificação do sistema tributário e, no médio prazo, consiga a redução da carga tributária", disse o senador. Mais tarde, Aécio Neves falou também que iria acabar “com boa parte desses cargos em comissão". O senador defendeu regras mais claras para o acesso a empréstimos do BNDES: "Eu gosto muito dos juros do BNDES, mas eu quero que haja juro do BNDES para todos e não apenas para meia dúzia de escolhidos". Foi aplaudido com entusiasmo pelos empresários. Aécio Neves aproveitou o apoio da platéia para lançar um desafio e dizer que não se preocupa se o PT decidir trocar a candidatura da presidente Dilma Rousseff pela do ex-presidente Lula na eleição de outubro: "Pra mim, não me importa se é o ex-presidente Lula ou a presidente Dilma que será o candidato". Ao falar da crise da Petrobras, disse que, se eleito, passará o "País a limpo". Assim como fez o seu provável adversário do PSB, Eduardo Campos, na semana passada, Aécio Neves também manifestou preocupação de que seja feito "terrorismo" com a possibilidade de fim do Bolsa Família se o vencedor da eleição não for um petista. Apesar de ter prometido manter o programa, o tucano afirmou que fará ajustes, como a concessão de bônus para alunos que consigam notas superiores à média e a pais que entrarem em um programa de requalificação profissional "A grande diferença é que para nós o Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT, é um ponto de chegada". Durante o evento, foi realizada uma pesquisa entre os empresários presentes, sobre a preferência do Brasil que produz nas próximas eleições presidenciais. Aécio Neves saiu vencedor com 56%, seguindo por Dilma, com 28%, e Eduardo Campos, com 13%.

FISCAIS DO TRABALHO INTERDITAM ITAQUERÃO

A montagem das arquibancadas provisórias da Arena Corinthians está suspensa até que sejam instaladas proteções contra queda de operários que atuam em locais altos. A determinação partiu de auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo e é por prazo indeterminado. Aproximadamente 100 trabalhadores cruzarão os braços até que a situação seja regularizada. A interdição da obra no Itaquerão ocorre depois de o operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, morrer no sábado após cair de uma altura de aproximadamente oito metros. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pela polícia, mas testemunhas alegam que Cruz não usava os equipamentos de segurança. Parentes da vítima apontam que o operário não tinha qualificação profissional para exercer esse tipo de função. Foi a terceira morte nas obras do Itaquerão. Em 27 de novembro do ano passado, dois operários morreram após queda de um guindaste que erguia peças da cobertura. Na ocasião, a obra ficou parada cinco dias. A paralisação da montagem das arquibancadas provisórias Norte e Sul do estádio deve atrasar ainda mais a entrega à Fifa. A obra deveria ter sido finalizada em 31 de dezembro, mas o prazo foi adiado para 15 de abril. A Fifa, no entanto, espera receber o estádio apenas no dia 15 de maio por causa do impasse com relação às estruturas provisórias, como camarotes e estruturas de tecnologia da informação. A arena será palco da abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho, com o jogo entre Brasil e Croácia.

SERVIDORES DO IBGE MARCAM PROTESTO PARA ESTA TERÇA-FEIRA EM TODO PAÍS

Funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) programaram uma manifestação para esta terça-feira com o objetivo de chamar atenção para o corte de metade do orçamento do Ministério do Planejamento, que levou o IBGE a adiar a Contagem Populacional para 2016. Segundo os servidores, a contagem deveria ser feita este ano e a não realização trará problemas para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Outra reclamação dos servidores é que quase a metade (46%) do efetivo tem mais de 31 anos de serviço e a direção recorre a contratos temporários em vez de realizar novos concursos. Esse quadro deve se agravar e a Pesquisa por Orçamento Familiar (POF) e Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) também correm risco de não serem realizadas em 2014.

MÉDICO CUBANO É ENCONTRADO MORTO EM QUARTO DE HOTEL EM BRASÍLIA

Um dos médicos cubanos que ainda não atendia a população foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira no Hotel Nacional, em Brasília. Acompanhada de perto por representantes da embaixada cubana, a investigação da polícia inclui a possibilidade de suicídio. O corpo do médico de 52 anos foi encontrado por uma camareira do hotel e estava com um lençol enrolado no pescoço. O nome do profissional cubano não foi divulgado, pois a família ainda será informada pelo governo de Cuba. Um funcionário do hotel afirmou que o médico tinha problemas conjugais e ligava para a esposa todos os dias. Segundo o funcionário, a mulher teria dito em uma das conversas que já tinha outro companheiro em Cuba.

DILMA ESTÁ COM QUADRO INFLAMATÓRIO INTESTINAL

A presidente Dilma Rousseff passou por exames clínicos e uma tomografia no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. No fim de semana, a presidente sentiu dores abdominais e teve diarréia. Dilma, que sábado à noite estava na Costa do Sauípe, participando da reunião anual do BID, chegou a pensar em ir ao hospital no domingo, mas acabou adiando a avaliação clínica para às 6h30 da manhã desta segunda-feira, quando chegou ao Hospital das Forças Armadas. O médico da presidente, Roberto Kalil Filho, disse que a presidente Dilma apresenta um quadro inflamatório intestinal. Segundo ele, como já estava na hora de Dilma fazer o controle de tomografia anual, aproveitou a oportunidade para fazer os exames, já que apresentava este quadro de dor abdominal com diarréia. Dilma teve uma espécie de colite. Novos exames, de acordo com ele, só em 2015. Depois dos exames, Dilma trabalhou normalmente no Palácio do Planalto. Pela manhã participou de uma cerimônia, onde até discursou, e à tarde recebeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega e teve despachos internos. Na semana passada, Dilma teve uma forte gripe que a deixou afônica. A presidente reclama muito do sistema de ar condicionado do Planalto. Em 2007, quando ocupava o cargo de ministra da Casa Civil, Dilma esteve internada no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com diverticulite aguda (inflamação do intestino). Nos imagens dos exames desta segunda, no entanto, não havia sinal de diverticulite. Em 2009, Dilma se submeteu, também no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a um tratamento contra um câncer em estágio inicial e em setembro do mesmo ano a equipe médica anunciou que ela estava “livre de qualquer evidência de linfoma”. A informação sobre a ida de Dilma ao Hospital das Forças Armadas foi divulgada pelo Blog do Planalto. De acordo com o Twitter, a presidente Dilma teria sido submetida a exames de rotina no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, sem dar qualquer tipo de detalhe do tratamento.

O DISCURSO DE DILMA SOBRE O 31 DE MARÇO TEM DE TUDO: ATE COISAS CERTAS! OU: ERROS, OMISSÕES, MISTIFICAÇÕES. OU AINDA: A ETIMOLOGIA ATRAPALHADA DA COMPANHEIRA

Dilma, como não poderia deixar de ser, discursou sobre o 31 de Março de 1964. O filme segue abaixo. Transcrevo, em vermelho, trechos de sua fala e os comento em azul. Há um pouco de tudo em sua fala, ATÉ COISAS CERTAS. Mas a regra é a mistificação.

Nós aprendemos o valor da liberdade, o valor de um Legislativo e de um Judiciário independentes e ativos. Aprendemos o valor da liberdade de imprensa, o valor de eleger pelo voto direto e secreto de todos os brasileiros governadores, prefeitos, de eleger, por exemplo, um ex-exilado, um líder sindical, que teria sido preso, que foi preso várias vezes, e uma mulher também que foi prisioneira. Aprendemos o valor de ir às ruas e nós mostramos um diferencial quando as pessoas foram às ruas demandar mais democracia. Aqui no Brasil, não houve um processo de abafamento desse fato. O valor, portanto, de ir às ruas, o valor de ter direitos e de exigir mais direitos.
É claro que eu poderia deixar passar o que vai acima sem fazer alguns senões, mas aí eu não seria eu, né? Como sou quem sou e como se trata de um discurso sobre a verdade, então vamos lá.
“Nós” quem, cara-pálida? O PT e o governo Dilma não aprenderam ainda o valor da liberdade de imprensa. O partido tentou e tenta cerceá-la de múltiplas formas. O Planalto sustenta — e Lula fez o mesmo — a rede suja na Internet, por meio de anúncios da administração direta e das estatais, para difamar as oposições, o jornalismo independente e todos aqueles que o governo considera inimigos.
Quanto às ruas, cumpre notar que o Brasil é hoje o principal fiador do regime venezuelano — e de outros governos autoritários da América Latina. Há quase 200 pessoas presas na Venezuela. Trinta e sete já foram assassinadas desde 12 de fevereiro. A oposição não tem acesso aos meios de comunicação de massa — monopólio do governo —, e milícias armadas caçam opositores a tiros nas ruas. Dilma trouxe esse governo para o Mercosul.
“O que isso tem a ver com a gente?”, indagará alguém. Tudo! Se o PT apoia de forma tão determinada esse governo, não faz isso aqui porque não dá, não porque não queira. E não dá porque seus adversários não permitem. Conclusão: o PT se mantém no campo democrático (quase sempre) porque seus adversários o forçam a tanto; não por convicção.
Embora nós saibamos que os regimes de exceção sobrevivem sempre pela interdição da verdade, pela interdição da transparência, nós temos o direito de esperar que, sob a democracia, se mantenha a transparência, se mantenha também o aceso e a garantia da verdade e da memória e, portanto, da história.
Muito bem! Isso significa, então, que teremos condições de saber tudo o que se passou e se passa, por exemplo, na Petrobras? Parece que não! Em vez de optar pela transparência, o governo soltou seus cachorros loucos para fazer ameaças e chantagens. A democracia não é dama de companhia da história, para lembrar certo senhor. Ela é vivida na prática. A DEMOCRACIA NÃO SERVE APENAS PARA QUE PENETREMOS NOS PORÕES DE EXTINTAS DITADURAS. ELA TEM DE PERMITIR QUE ENTREMOS NOS PORÕES DA PRÓPRIA DEMOCRACIA, OU DEMOCRACIA NÃO É, MAS APENAS UM REGIME DE MAIORIA. E, ORA VEJAM, REGIME DE MAIORIA ATÉ O FASCISMO FOI. E NÃO ERA DEMOCRÁTICO.
Aliás, como eu disse quando instalamos a Comissão da Verdade, a palavra “verdade” na tradição ocidental nossa, que é grega, é exatamente o oposto do esquecimento e é algo tão forte que não dá guarida para o ressentimento, o ódio, nem tampouco para o perdão. Ela é só e, sobretudo, o contrário do esquecimento, é memória e é história. É nossa capacidade de contar tudo o que aconteceu.Há uma confusão dos diabos aí. Esse trololó sobre a verdade ser o “oposto do esquecimento na tradição grega…” Huuummm… A palavra “verdade” tem origem no vocábulo latino “veritas”, que significa justamente “verdade”, mas também justiça, equidade, franqueza, sinceridade. O adjetivo é “verus”, “o verdadeiro, o justo, o razoável, o bem fundado”. É a mesma origem da palavra “verificar” — isto é, alguém pode constatar que o que se diz de fato aconteceu.
O “perdão”, professora Dilma, não tem nada a ver com isso porque se situa em outra esfera — e, de resto, ainda que se estivesse lidando com o conceito grego de “verdade”, tal questão estaria fora do escopo. Então vamos ficar com a palavra “verdade” como aquilo que “aconteceu” e que se pode “constatar” porque verificável. Vamos ver aonde isso nos leva.
O dia de hoje exige que nós nos lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso a todos os que morreram e desapareceram, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias, devemos a todos os brasileiros. Lembrar e contar faz parte, é um processo muito humano e faz parte desse processo que nós iniciamos com as lutas do povo brasileiro, pelas liberdades democráticas, pela anistia, pela Constituinte, pelas eleições diretas, pelo crescimento com inclusão social, pela Comissão da Verdade, enfim, por todos os processos de manifestação e de ampliação da nossa democracia que temos vividos ao longo das ultimas décadas, graças a Deus.
Muito bem! Se nós formos “verificar” o que aconteceu, teremos de entrar, por exemplo, no credo da VAR-Palmares, um dos três grupos terroristas a que Dilma pertenceu. Eu quero que ela me apresente o credo democrático desses agrupamentos. EU QUERO VERIFICAR. Igualmente verificáveis devem ser os pressupostos libertários de outros tantos que, em tese, ajudaram a construir a democracia.
Se é de “veritas” que estamos falando, se é do “verus” que estamos falando, se estamos no terreno do “verificável”, pergunto à professora Dilma se os mais de 120 que foram mortos pelos terroristas integram a sua lista de mártires. Integram? Onde eles estão? Quem se importa com eles?
Um processo que foi construído passo a passo durante cada um dos governos eleitos depois da ditadura. Nós reconquistamos a democracia a nossa maneira, por meio de lutas e de sacrifícios humanos irreparáveis, mas também por meio de pactos e acordos nacionais. Muitos deles traduzidos na Constituição de 1988. Como eu disse, na instalação da Comissão da Verdade, assim como eu respeito e reverencio os que lutaram pela democracia, enfrentando a truculência ilegal do Estado e nunca deixarei de enaltecer esses lutadores e essas lutadoras, também reconheço e valorizo os pactos políticos que nos levaram a redemocratização.
Isso quer dizer que Dilma defende a Lei da Anistia ou não? Escrevi a respeito. Se é de “verdade” que estamos falando, então que fique claro: a democracia é filha da resistência pacífica e daqueles que conservaram os valores da democracia, não da luta armada nem dos ataques terroristas. Também não é menos “verdade” — e, pois, “verificável” — que os que foram depostos em 1964 desprezavam o regime democrático. A propósito Dilma inventou que a palavra “verdade” é incompatível com “perdão”. Diz também ser incompatível com “esquecimento”. Ocorre que “anistia” quer dizer justamente  ”esquecimento”, “perdão geral”. E, se é geral, vale para todo mundo. E aí? Se a professora fizer uma pesquisa, verá que “anistia” e “amnésia” são palavras da mesma raiz. Vale para todo mundo? Vale só para alguns?
Como eu disse, nesse Palácio, repito, há quase dois anos atrás, quando instalamos a Comissão da Verdade, eu disse: se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, mas nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem da voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. E acrescento: quem dá voz à história somos cada um de nós, que no nosso cotidiano afirma, protege, respeita e amplia a democracia no nosso país. Muito obrigada.
Então Dilma que tenha a coragem de convidar a Comissão da Verdade a contar também a história dos mais de 120 que foram mortos em atentados terroristas praticados pelas esquerdas, alguns deles mortos pelos grupos aos quais ela própria pertencia. Sem isso, o seu conceito de verdade não é nem grego nem latino. É só uma empulhação. Isso quanto ao passado. No que concerne ao presente, dê um murro na mesa e permita que se apurem as falcatruas na Petrobras, sem ameaças nem chantagens. Para encerrar: na frase “quem dá voz à história somos cada um de nós”, não há um erro de conceito, só de gramática. Por Reinaldo Azevedo

31 DE MARÇO - 1: VIVA A DEMOCRACIA! NADA DEVEMOS À ESQUERDA ARMADA ALÉM DE VIOLÊNCIA, MORTES, SEQUESTROS, ASSALTOS E INDENIZAÇÕES MILIONÁRIAS. O REGIME DE LIBERDADES É OBRA DOS QUE FIZERAM A LUTA PACÍFICA

Jornal do Brasil ditadura
Oficialmente, o movimento militar que derrubou João Goulart faz hoje 50 anos — o assunto, como sabem, está em todo canto. A quartelada, com amplo apoio civil, se consumou, de verdade, no dia 1º de abril, mas se quis evitar a coincidência com o chamado Dia da Mentira. Hoje, com a tal Comissão da Verdade federal em funcionamento — e algumas outras estaduais ou até corporativas (em universidades, por exemplo) —, prospera a farsa sobre aqueles tempos. A extrema esquerda armada perdeu a batalha porque era minoritária e porque não dispunha de força bélica para enfrentar os militares. Os extremistas, no entanto, venceram a guerra de propaganda, desta feita sem precisar dar um tiro: seus epígonos, isto é, seus seguidores intelectuais, ocuparam a imprensa, o meio universitário, os centros culturais, as escolas, fatias importantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário para inventar o confronto que nunca existiu.
E qual é o confronto que nunca existiu? Aquele que oporia, de um lado, os defensores da liberdade e, de outro, os que a recusavam. Se, durante o regime militar, vivemos sob a mentira de que o golpe foi desfechado para defender a democracia, hoje, 50 anos depois, vive-se a outra face do engodo, que, no caso, é igualmente trapaceira, mas com o sinal trocado. Comecemos do óbvio: em 1964, João Goulart e os que com ele se alinharam não tinham a democracia como um valor universal e inegociável; tampouco era essa a convicção dos militares e dos organismos civis que lhes deram apoio. O regime de liberdades individuais e públicas morreu de inanição; morreu porque faltou quem estivesse disposto a alimentá-lo. Ao contrário: assistiu-se a uma espécie de corrida rumo ao golpe. Golpista, na prática — e escandalosamente incompetente —, era Jango. Golpistas eram aqueles que o depuseram. Ainda que pudesse haver bem-intencionados em ambos os lados, não foram esses a ditar o rumo dos acontecimentos.
Outras farsas influentes se combinam para fabricar um confronto entre vítimas e algozes que é não menos trapaceiro. Não é verdade, por exemplo, que os atentados terroristas e a luta armada tiveram início depois da decretação do famigerado AI-5, o Ato Institucional que implementou a ditadura de fato no país. Ao contrário até: a muita gente essa medida de força, que deu ao estado poderes absolutos, pareceu até razoável porque a extrema esquerda decidiu intensificar a rotina de ataques terroristas. O AI-5 só foi decretado no dia 13 de dezembro de 1968. A VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, explodiu uma bomba no Consulado Americano, no Conjunto Nacional, em São Paulo, no dia 19 de março daquele ano. Em abril, novas explosões no Estadão e na Bolsa de Valores de São Paulo. Essas são apenas algumas de uma sequência. No dia 18 de julho, o presidente Costa e Silva ainda recebeu uma comissão de estudantes para negociar. Inútil.
O que pretendiam os movimentos de extrema-esquerda? É certo que queriam derrotar o regime militar inaugurado em 1964; mas que fique claro: o seu horizonte não era a democracia. Ao contrário. Como costumo lembrar, não há um só texto produzido pelas esquerdas então que defendessem esse regime. Ao contrário: a convicção dos grupos armados era que os fundamentos da democracia eram apenas um engodo para impedir a libertação do povo. Os extremistas de esquerda também queriam uma ditadura — no caso, comunista.
Cumpre indagar e responder: o regime democrático que temos hoje é um caudatário, um devedor, dos extremistas que recorreram à guerrilha e ao terrorismo? A resposta mais clara, óbvia e evidente é “Não”! Devemos a democracia aos que organizaram a luta pacífica contra a ditadura militar. Qual foi a contribuição da Ação Libertadora Nacional, a ALN, do terrorista Carlos Marighella, à civilidade política? Nenhuma! A eles devemos sequestros e cadáveres. Qual foi a contribuição da VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, do terrorista Carlos Lamarca, à tolerância política? Nenhuma! A eles devemos violência e mortes. Qual foi a contribuição da terrorista VAR-Palmares, de Dilma Rousseff, à pluralidade política? Nenhuma. A eles devemos assaltos, bombas e sequestros.
Mas devemos, sim, a democracia a Paulo Brossard, a Marcos Freire, a Itamar Franco, a Franco Montoro, a Fernando Henrique Cardoso, a Mário Covas, a José Serra, a Alencar Furtado, entre outros. Devemos a democracia até a ex-servidores do regime que resolveram dissentir, como Severo Gomes e Teotônio Vilela. Outros ainda, dentro do aparelho de estado, tiveram papel relevante para trincar o bloco hegemônico que comandava o país, como Petrônio Portella, Aureliano Chaves e Marco Maciel.
História
O ambiente está viciado. Mistificadores e prosélitos, mais ocupados com a guerra ideológica do que com a realidade, atropelam os fatos. Pretendem inventar uma narrativa que justifique tanto as ações doidivanas do passado como certas safadezas do presente (ainda voltarei a este ponto). O que fazer? Se você não quer se deixar levar pela mera discurseira inconsequente, sugiro que leia este livro.
 Ditadura à brasileira
O historiador Marco Antonio Villa escreveu “Ditadura à Brasileira” (LeYa), que tem um emblemático subtítulo: “1964-1985: A democracia golpeada à esquerda e à direita”. Villa vai ao ponto. Cada ano do período constitui um capítulo do livro e evidencia a escalada da radicalização, num confronto em que quase ninguém podia reivindicar o papel do mocinho. Não se trata de “uma outra leitura do golpe”, favorável ao movimento. O que Villa faz, com rigor e competência, é alinhavar, de maneira seca, objetiva, a sequência de eventos, com os seus devidos protagonistas, que levaram à deposição de João Goulart, à instauração da ditadura, à abertura do regime e, finalmente, à democracia.
É claro que o autor tem um ponto de vista — e, no caso, é um ponto de vista que protege o leitor: Villa é um democrata, e isso faz com que veja com olhos críticos — e, pois, independentes — as várias agressões havidas no período aos valores da democracia , tanto à direita como à esquerda. No seu livro não há bandidos e heróis. Há pessoas de carne e osso fazendo coisas: muitas em favor da civilidade política; boa parte delas, em favor da barbárie. O volume traz uma útil cronologia, bibliografia e índices onomástico e remissivo, o que o torna também um bom manual de consulta. É um bom instrumento para se defender de fraudes influentes.
Nada devemos, rigorosamente nada!, às esquerdas armadas. A coragem é, em si, um valor. Quando ela é tão suicida como homicida, já não é coragem, mas estupidez, e costuma arrastar outros tantos em sua aventura. Por Reinaldo Azevedo