segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DEMÓSTENES TORRES PEDE AO SUPREMO PARA RETORNAR AO CARGO DE PROCURADOR DE JUSTIÇA

O ex-senador Demóstenes Torres entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para voltar a exercer a função de procurador de Justiça em Goiás. Por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, o ex-parlamentar está afastado desde 2012. O relator do pedido é o ministro Gilmar Mendes. Demóstenes Torres é alvo de processo disciplinar que apura a conduta dele no exercício da função. O Ministério Público de Goiás investiga a conduta do ex-parlamentar e suas ligações com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Na petição entregue ao Supremo, Demóstenes Torres alega que o afastamento é ilegal, por ter alcançado o prazo máximo definido pela norma do Ministério Público de Goiás. Ele também pede o arquivamento do processo disciplinar, por entender que a peça não descreveu qualquer irregularidade cometida, baseando-se apenas na transcrição de gravações telefônicas. “Em razão do princípio da especialidade não pode ser instaurado procedimento administrativo disciplinar sobre os mesmos fatos materiais apurados no Senado Federal, em razão da falta de tipicidade, pois não cometeu, nem em tese, qualquer infração disciplinar no Ministério Público porque dele estava licenciado desde 1º de janeiro de 1999”, disse a defesa.

ROBERTO JEFFERSON JÁ CUMPRE PENA EM PRESÍDIO DE NITERÓI

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, delator do processo do chamado Mensalão do PT, já está no Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde deverá cumprir a pena de 7 anos e 14 dias de prisão, em regime semiaberto, a que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Antes de ir para Niterói, ele passou pelo Presídio Ary Franco e pelo Hospital Penitenciário, no Complexo de Gericinó, em Bangu.

CAPRILES DESISTE DE IR A REUNIÃO DE GOVERNADORES COM O DITADOR FASCISTA BOLIVARIANO NICOLAS MADURO

O governador de Miranda e líder da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, não compareceu nesta segunda-feira à reunião do Conselho Federal de Governo, convocada pelo ditador fascista bolivariano Nicolás Maduro. No sábado, o líder opositor havia confirmado presença, mas voltou atrás por “rejeitar a repressão aos manifestantes estudantis nas últimas semanas”. "Em uma situação de violação de direitos humanos e repressão como está, nós não podemos ir ao palácio de Miraflores", disse ele em entrevista coletiva, quase que concomitantemente à reunião do conselho, iniciada às 16 horas (17h30 no horário de Brasília). Capriles disse que o palácio presidencial não é um local adequado para diálogo, enquanto houver “chantagem”, por parte do Executivo. Segundo ele, após anunciar que não iria ao encontro, escutou do governo Maduro que “não receberia mais recursos para as comunidades de Miranda”. Em meio à grave crise política, o ditador disse que também debaterá com os governadores soluções para terminar com os conflitos envolvendo movimentos sociais e protestos. As manifestações começaram no estado de Táchira, quando estudantes protestaram por maior segurança. O governo confirmou a morte de 11 pessoas, mas agências de notícias internacionais e locais noticiam 14 mortos e 140 feridos. O ditador fascista bolivariano Nicolás Maduro anunciou que pedirá apoio aos governadores e prefeitos para uma Conferência Nacional de Paz, em que pretende reunir todos os setores da sociedade do país. Ele informou também, que na reunião aprovará o plano de investimentos para 2014, com mais de 28 milhões de bolívares.

PSDB ENTRA COM MANDADO DE SEGURANÇA NO STF PARA SABER QUANTO O GOVERNO PETISTA GASTA COM A DITADURA DOS ASSASSINOS IRMÃOS CASTRO EM CUBA, NO MESMO DIA QUE O ALCAGUETE LULA CHEGA A HAVANA

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ingressou, nesta segunda-feira, com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para que a Corte obrigue o governo petista de Dilma Rousseff a divulgar informações sobre contratos firmados entre o BNDES e os governos de Cuba e Angola.  Em 2012, o banco desembolsou US$ 875 milhões para os dois países. O pedido foi feito no mesmo dia em que alcaguete Lula (funcionou como delator de companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.)viajou a Cuba para visitar o porto de Mariel, construído com recursos do BNDES e para discutir com os assassinos irmãos Castro um plano de repressão do povo venezuelano que está nas ruas contra a ditadura do fascista facínora Nicolas Maduro.

COMISSÃO ARQUIVA PROCESSO QUE INVESTIGAVA USO DE HELICÓPTERO DA POLÍCIA FEDERAL PELA MINISTRA PETISTA IDELI SALVATI

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu arquivar o processo que analisava o uso de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal pela ministra de Relações Institucionais, a petista Ideli Salvatti. O relator original do processo, Horácio de Senna Pires, que havia pedido uma advertência à ministra, voltou atrás e acatou o voto do conselheiro Mauro Menezes, que considerou não ter havido infração depois receber novas informações da Polícia Rodoviária Federal. Ideli usou o helicóptero, que teria como função primeira resgatar feridos em acidentes, para visitar obras, ir a inaugurações e encontros com empresários em Santa Catarina, sua base eleitoral. Senna Pires havia considerado, inicialmente, o desvio de uso da aeronave uma infração ética. Mauro Menezes, no entanto, havia pedido vista do processo e nesta segunda-feira, apresentou um novo voto, alegando que a comissão havia recebido novas informações. De acordo com Menezes, o convênio entre a Polícia Rodoviária Federal e o SAMU prevê que o helicóptero deva ser usado para transporte de acidentados, mas devem antes ser observadas "as prioridades do DPRF pertinentes a apoios de saúde institucional e a dignitários", o que significa que, antes de ser usado pelo SAMU, a prioridade seria transportar, entre outros, ministros. Menezes destaca que cabe à Polícia Rodoviária Federal definir qual o uso do helicóptero e que, entre suas atribuições, está a de acompanhar e fazer o transporte de autoridades. Por isso, concluiu Menezes, não houve infração ética.

BANCO CENTRAL DE ISRAEL CORTA TAXA BÁSICA DE JUROS PARA 0,75%

O Banco de Israel decidiu nesta segunda-feira cortar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, a 0,75%, citando a inflação doméstica mais baixa do que o esperado em janeiro, a desvalorização do shekel ao longo do mês passado e a expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) continue retirando sua política de estímulos monetários. Em comunicado, o banco central israelense disse que vai continuar monitorando as ocorrências nas economias de Israel e global, assim como nos mercados financeiros, "diante da incerteza que persiste na economia mundial".

JUSTIÇA ITALIANA NEGA LIBERDADE PROVISÓRIA PARA O BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO POR ELE APRESENTAR "PERIGO DE FUGA"

A Justiça italiana negou na sexta-feira a liberdade provisória ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado no Mensalão do PT, por ele apresentar “perigo de fuga”. Na saída da Corte de Apelação de Bolonha, o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami, disse que seu cliente falou às autoridades por cerca de meia hora em um “italiano perfeito”. A defesa tenta fazer com que o preso aguarde em liberdade a decisão sobre sua extradição para o Brasil. Lorenzo Bergami informou que, no depoimento, Pizzolato se manifestou contra a extradição por considerar “político” o julgamento do processo do Mensalão do PT no Brasil. O advogado revelou também que o mensaleiro está “tranquilo” e que “não arrancou os cabelos”. Pizzolato deixou o tribunal dentro de um furgão azul para a penitenciária de Modena, às 13h40m. Pizzolato chegou na Corte de Apelação de Bolonha, por volta das 10h10m (horário local), dentro de um furgão da Polícia Penitenciária e seguiu para o 1º andar do Palazzo di Giustizia, onde foi ouvido. Não foi possível vê-lo por conta da película do vidro do veículo. Mais cedo, a mulher do bandido mensaleiro, Andréa Eunice Haas, chegou ao local, mas muito irritada.

DILMA BUSCA AJUDA PARA CABO BRASIL-EUROPA, EVITANDO CONEXÃO VIA ESTADOS UNIDOS

A presidente Dilma Rousseff aproveitou uma cúpula anual Brasil-União Européia, nesta segunda-feira, para promover o projeto de construção de um cabo submarino de comunicações direta com a Europa, reduzindo assim a dependência brasileira em relação aos cabos norte-americanos, após relatos de que os Estados Unidos espionaram cidadãos e empresas do Brasil. Dilma quer definir o financiamento para o projeto de 185 milhões de dólares, que pode ser implantado já no ano que vem, segundo autoridades do Brasil e da União Européia. "Estamos trabalhando na arquitetura financeira de uma ligação de fibra óptica que seria uma conexão direta entre Brasil e Europa", disse um membro da delegação de Dilma que foi a Bruxelas para as reuniões com os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu. "A ligação por cabos de fibra ótica submarinos é uma questão importante para o Brasil. A ligação com a Europa significa uma diversificação das conexões que o Brasil tem com o resto do mundo, para nós será importante construir esse caminho estratégico", disse Dilma durante pronunciamento após as negociações, em Bruxelas. O Brasil depende de cabos submarinos norte-americanos para a maior parte das suas comunicações com a Europa. O único cabo entre Europa e Brasil é antigo e usado apenas para comunicações de voz.

BARCELONA RECUA E PAGA R$ 43 MILHÕES AO FISCO ESPANHOL PELA COMPRA DO PASSE DE NEYMAR

Depois de quase dois meses, a novela envolvendo a contratação de Neymar pelo Barcelona ganhou um importante capítulo nesta segunda-feira. Através de um comunicado oficial, o clube catalão informou que pagou 13,5 milhões de euros (o equivalente a 43,4 milhões de reais) à Receita espanhola em uma espécie de correção de valores pela contratação do camisa 11. De acordo com a nota, o pagamento é preventivo para caso a Justiça entenda que exista alguma pendência na contratação, com o objetivo final de evitar uma multa mais pesada no futuro. O clube, porém, segue sustentando que não houve irregularidade. "Em vista da existência de uma possível divergência interpretativa quanto às obrigações fiscais derivadas da contratação, para saldar qualquer possível dívida tributária derivada desta operação e para melhor defender o nome e a boa reputação de nosso clube, o Barcelona apresentou essa autoliquidação complementar", diz o comunicado da diretoria. A nota diz que o clube "está convencido da licitude do inicial cumprimento das obrigações fiscais" e que não reconhece qualquer desvio no caso. O Barça foi indiciado pelo juiz Pablo Ruz por suspeita de divergências entre o valor declarado e o valor real da transferência de Neymar. Oficialmente, o clube informou que pagou 57 milhões de euros (cerca de 180 milhões de reais) pelo brasileiro. No entanto, um sócio da agremiação acusou a diretoria de desviar 40 milhões de euros (cerca de 130 milhões de reais, na cotação atual) a uma empresa do pai de Neymar durante a transação. Ainda segundo a acusação, outras cláusulas elevariam os valores da transferência para 86,2 milhões de euros (284,5 milhões de reais). A polêmica está sendo investigada pela Justiça Espanhola, e fez com que Sandro Rosell renunciasse à presidência do clube catalão.

ALL RECEBE PROPOSTA DE FUSÃO COM RUMO, DA COSAN

As empresas Rumo, subsidiária da Cosan, e ALL anunciaram nesta segunda-feira um primeiro passo para fusão. A ALL confirmou ter recebido da Rumo, controlada pela Cosan, uma proposta de união para formar uma gigante do setor de logística no Brasil. As primeiras notícias sobre o negócio surgiram no começo do ano, motivando forte alta das ações da ALL na bolsa paulista. A operação será feita mediante a incorporação das ações de emissão da ALL pela Rumo. Pela proposta, a Rumo Logística vai incorporar a totalidade das ações de emissão da ALL, e ficará com 36,5% da companhia resultante da união, enquanto os sócios ALL terão 63,5% do capital da companhia combinada, segundo fatos relevantes divulgados por Cosan e ALL. Segundo os comunicados, "podendo tal relação de troca ser ajustada em caso de eventuais distribuições de recursos pela Rumo ou pela ALL aos seus acionistas a partir desta data". A proposta estabelece ainda que, com a incorporação, a nova companhia será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa. De acordo com a ALL, a proposta considera um valor de referência para a ALL de 6,959 bilhões de reais, equivalente a 10,184 reais por ação. Isso representa um prêmio de 56,2% sobre o preço de fechamento do papel da ALL na Bovespa na última sexta-feira. O valor de referência para a Rumo, na proposta, foi de 4 bilhões de reais, ou 3,90 reais por ação. A união de Rumo e ALL ainda será submetida aos acionistas das companhias e precisa do aval de reguladores. "A proposta prevê termos e condições usuais para este tipo de operação, incluindo a necessidade de aprovação prévia por eventuais terceiros, como é o caso do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)", ressalta a ALL.  A ação ordinária (com direito a voto) da Cosan chegou a subir mais de 5% no início do pregão desta segunda-feira.

MORRE O ARTISTA URUGUAIO CARLOS PÁEZ VILARÓ

O artista uruguaio Carlos Páez Vilaró morreu nesta segunda-feira, aos 90 anos, em sua residência em Casapueblo, local construído por ele que se tornou ponto turístico em Punta del Este. Escultor, pintor e ceramista, Vilaró é considerado um dos nomes mais importantes das artes plásticas da América do Sul. Ele também mostrou habilidade no campo da escrita, ao assinar o roteiro dos documentários "Batouk" (1967), que fala sobre as origens do continente africano, e "Candombe" (2001), sobre a cultura musical do povo da África. Vilaró nasceu em 1 de novembro de 1923 em Montevidéu, Uruguai. Trabalhou em Buenos Aires, Argentina, como aprendiz de impressão, onde começou a desenvolver suas habilidades artísticas. Quando voltou para seu país de origem, decidiu se dedicar às artes, especialmente a cultura afro-uruguaia. O mesmo interesse o trouxe ao Brasil, para conhecer mais sobre os povos vindos da África. Suas pinturas e esculturas já foram expostas em importantes museus do mundo, entre eles o Museu de Arte Moderna de Paris. Ainda hoje suas obras podem ser vistas em locais como Washington, Estados Unidos, na sede da Organização dos Estados Americanos, e na Biblioteca Nacional Argentina. Nos anos 1970, o artista passou por um drama familiar, quando o avião em que seu filho mais velho, Carlos, viajava com sua equipe de rúgbi, caiu na Cordilheira dos Andres. Vilaró foi um dos incentivadores na continuação das buscas, que haviam sido encerradas pelas autoridades. Carlos e outros 15 sobreviventes foram encontradoS após 72 dias. Para sobreviver eles recorreram ao canibalismo.

BANCO USADO POR PAULO MALUF FAZ ACORDO E PAGARÁ US$ 20 MILHÕES À PREFEITURA E AO GOVERNO DE SÃO PAULO

O Deutsche Bank fechou um acordo com a prefeitura de São Paulo e com o Ministério Público Estadual para o pagamento de 20 milhões de dólares (cerca de 47 milhões de reais) por ter movimentado valores depositados pelo ex-prefeito Paulo Maluf. A promotoria, a Polícia Federal e a prefeitura tentam resgatar no Exterior e no Brasil cerca de 340 milhões de dólares desviados da construção da Avenida Água Espraiada (atual Avenida Roberto Marinho) e do Túnel Ayrton Senna. O objetivo da instituição financeira é, de acordo com os promotores de São Paulo, “evitar qualquer discussão” sobre transações bancárias feitas pela família de Maluf entre 1996 e 2000. Familiares de Maluf teriam movimentado cerca de 200 milhões de dólares em contas de empresas de fachada (offshores) na Ilha de Jersey. Os investigadores constataram que, deste montante, 93 milhões de dólares foram posteriormente investidos na Eucatex, empresa da família Maluf, entre 1997 e 1998. Dos 20 milhões de dólares, 18 milhões serão depositados no Tesouro Municipal; 1,5 milhão de dólares ficarão com o governo do Estado, e mais 300 mil dólares com o Fundo Estadual de Interesses Difusos. Os 200 mil dólares restantes pagarão custos de processos na Justiça relativos aos desvios nas obras, como perícias e inspeções judiciais. O acordo prevê que a prefeitura invista os recursos na construção de creches, hospitais, escolas ou parques. A destinação final será definida, porém, pela prefeitura. O acordo deverá ser homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público e pela 4ª Vara da Fazenda Pública, órgãos responsáveis pelo trâmite das ações. A Justiça paulista autorizou em 2004, 2009 e 2013 bloqueios que atingem cerca de 2 bilhões de dólares, em contas vinculadas à família Maluf. Em novembro de 2012, duas offshores controladas por filhos de Maluf foram condenados em Jersey a devolver cerca de 28 milhões de dólares à prefeitura – dos quais cerca de 5 milhões de dólares já foram repatriados para os cofres municipais.

LIGAÇÃO DE TELEFONE FIXO PARA CELULAR FICARÁ 13% MAIS BARATA EM MARÇO

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, as novas tarifas de remuneração de redes móveis, que vão determinar uma redução de 13% em média do preço das ligações de telefones fixos para celulares a partir do próximo mês. A expectativa da Anatel é que os novos valores nas chamadas de fixo para móvel gerem uma economia anual para os consumidores da ordem de R$ 2,1 bilhões. Com as mudanças, o preço médio das ligações locais de fixo para celular passará de R$ 0,45 para R$ 0,39 por minuto. O preço médio das ligações interurbanas feitas de fixo para móvel com DDD iniciando com o mesmo dígito (exemplo: DDDs 61 e 62) passará de R$ 0,93 para R$ 0,80, e o preço médio das demais ligações interurbanas de fixo para celular passará de R$ 1,05 para R$ 0,92. A redução é resultado do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, aprovado em 2012, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa (Oi, Telefônica, CTBC, Embratel e Sercomtel) destinadas às operadoras móveis. A Anatel diz que novas quedas de valores estão previstas para 2015.

VENEZUELA MUDA REGRAS PARA COMPRA E VENDA DE DÓLARES

A Venezuela começou nesta segunda-feira a flexibilização do controle de câmbio, que permitirá a empresas e pessoas físicas comprar e vender dólares entre si, com taxas flutuantes. A mudança decorre da reforma da Lei sobre o Regime Cambial e Ilícitos, decretada pelo ditador fascista bolivariano Nicolás Maduro na última quinta-feira. A mudança na lei define um novo marco legal do sistema cambial e cria um mercado alternativo no país, o Sistema Complementar de Administração de Divisas (Sicad 2). Com operações diárias, o Sicad 2 permitirá que a cotação do dólar flutue conforme a oferta e a demanda. A mudança mais esperada pelos venezuelanos é a possibilidade de pessoas jurídicas (privadas e estatais) e pessoas físicas comprarem e venderem dólares entre si, por meio de operadores de câmbio designados por lei e sob a coordenação do Banco Central e do Ministério de Finanças da Venezuela. A flexibilização das regras é esperada com “otimismo” pelo setor empresarial venezuelano, que vive em meio a uma crise especulativa e inflacionária. Até então, com rígido controle cambial, a escassez da moeda norte-americana pressiona os preços dos produtos e afeta o abastecimento no país. As autoridades venezuelanas exercem, há 11 anos, rígido controle do câmbio. O país usa duas taxas cambiais, uma fixa, de 6,3 bolívares por dólar para bens alimentícios e remédios, e outra, regulada pelo Sicad, para produtos e serviços (incluindo remessas em dinheiro para viagens ao Exterior).

BALANÇA COMERCIAL TEM DÉFICIT DE US$ 646 MILHÕES NA TERCEIRA SEMANA DE FEVEREIRO

A balança comercial brasileira registrou novo déficit (exportações menores que importações) na terceira semana de fevereiro, ficando negativa em US$ 646 milhões. As compras do Brasil no Exterior totalizaram US$ 4,3 bilhões, contra vendas externas de US$ 3,6 bilhões. No acumulado do ano, o saldo comercial está negativo em US$ 6,7 bilhões, 45% a mais que o déficit de US$ 4,6 bilhões observado para o mesmo período de 2013. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior. Na terceira semana do mês, a média diária das importações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 733,2 milhões, valor 1,6% superior ao patamar registrado até a segunda semana. O principal fator foi o incremento de 9,5% nas vendas de produtos de maior valor agregado, como automóveis de passageiros, suco de laranja congelado, motores para veículos, açúcar refinado e veículo de cargas, que movimentaram US$ 305,4 milhões diários. Os itens básicos e semimanufaturados tiveram retração nas vendas. Além disso, o crescimento mais amplo das importações não permitiu que a balança ficasse no positivo. As compras do Brasil no Exterior passaram de US$ 862,4 milhões para US$ 925,5 milhões, segundo o critério da média diária. Já o saldo negativo acumulado no ano resulta de um recuo nas exportações em relação a fevereiro de 2013. Comparando-se a média diária de US$ 725,3 milhões negociados até a terceira semana de fevereiro deste ano com os US$ 868 milhões registrados para o mesmo mês do ano passado, as vendas externas caíram 16%. A queda foi generalizada, com recuo na comercialização de itens básicos (-20,4%), semimanufaturados (-16,8%) e manufaturados (-14,2%). Entre os produtos que puxaram o recuo estão milho, petróleo bruto, farelo de soja, ouro, celulose, açúcar bruto, automóveis de passageiros, veículos de carga, pneumáticos e óxidos e hidróxidos de alumínio. Do lado das importações, a média diária até terceira semana de fevereiro, de US$ 904,5 milhões, ficou 3,3% abaixo da média de fevereiro de 2013, que foi US$ 934,9 milhões. Nesse comparativo, retrocederam os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (-45,8%), equipamentos mecânicos (-11,8%), borracha (-10,5%), automóveis e partes (-9,8%), farmacêuticos (-6,7%), siderúrgicos (-6,1%) e químicos orgânicos/inorgânicos (-5,8%).

TERMOELÉTRICAS ESTÃO FUNCIONANDO A TODO VAPOR, BATENDO RECORDE ATRÁS DE RECORDE

As usinas termelétricas, caras e poluentes, continuam salvando o sistema elétrico brasileiro do caos. Na sexta-feira passada houve novo recorde no acionamento de termelétricas: 15 602 megawatts. Os recordes anteriores ocorreram nas quinta e terça-feira passadas. Por causa do acionamento das térmicas a óleo diesel, as importações desse derivado cresceram 40% de dezembro de 2013 para janeiro de 2014. É bom lembrar que a Petrobras vende diesel no mercado interno a um preço inferior ao que a estatal paga pelo importado. O gás natural para atender as térmicas é importado a 17 dólares o milhão de BTU e é vendido para as térmicas a preços que variam de quatro a dez dólares o milhão de BTU. A conta do setor elétrico está prejudicando ainda mais o combalido caixa da Petrobras.

EM 4 MESES, SUBIU DE 10% PARA 38% O NÚMERO DE BRASILEIROS CONTRA A COPA DO MUNDO

Quanto mais se aproxima a Copa do Mundo, mais os brasileiros percebem a mentira oficial sobre os seus benefícios. O tão propalado "legado" não existe, a não ser 12 estádios superfaturados, cujo valor daria para construir 120 hospitais de média complexidade. Há vários exemplos de projetos de infraestrutura que foram abandonados pelo caminho. Em 2009, a presidente prometeu um trem-bala ligando São Paulo e Rio de Janeiro até o início da Copa, mas a obra nunca saiu do papel. Em Manaus (AM), os dois únicos projetos de mobilidade urbana - monotrilho e BRT (Bus Rapid Transit) - foram adiados por tempo indeterminado. A menos de quatro meses para o início da Copa do Mundo, apenas metade dos brasileiros apóia a realização do evento. É o menor índice registrado desde que a pesquisa Datafolha começou a perguntar sobre o assunto, há pouco mais de cinco anos. O respaldo à Copa caiu para 52%, percentual bem abaixo do pico de 79% registrado em novembro de 2008, quando o Datafolha iniciou a série a respeito do tema.

DILMA ESTÁ DANDO GUARIDA A GOVERNOS AUTORITÁRIOS QUE DESPREZAM A DEMOCRACIA E O ESTADO DE DIREITO, CRITICA AÉCIO NEVES

"O Brasil perdeu mais uma oportunidade histórica de se colocar à altura de seu papel de liderança no continente. Com a crise política, econômica e social na Venezuela e a escalada crescente da violência e a ameaça real à estabilidade institucional do País, esperava-se do governo brasileiro uma ação diplomática pró-ativa e firme, coerente com a tradição centenária do Itamaraty, pautada no respeito aos direitos humanos, à defesa da liberdade e da democracia. Ao assinar as notas do Mercosul e do Unasul que emprestam respaldo ao presidente Nicolás Maduro, o Brasil ignora as respostas que o governo venezuelano tem dado às manifestações de protesto, com flagrante repressão contra toda e qualquer oposição ao regime e o cerceamento ostensivo à liberdade de expressão. Soma-se à vocação autoritária do chavismo uma grave instabilidade econômica, com a maior inflação da América Latina (57%) e a menor taxa de crescimento (1,1%). Arruinado pela má gestão, o país expõe seus cidadãos a uma rotina de escassez de alimentos e de energia. No lugar de oferecer colaboração institucional para a promoção do diálogo entre as forças políticas em conflito, o Brasil submete sua política externa às conveniências ideológicas, deixando de representar os interesses permanentes do Estado brasileiro para defender o ideário do governo de plantão. Longe de ser um fato isolado, a posição se inscreve no rol de desacertos desde que o governo impôs à atuação da Chancelaria o viés partidário. Nunca é demais lembrar episódios como a aceitação dócil da expropriação das refinarias da Petrobras em Santa Cruz, em 2006; a deportação dos boxeadores cubanos nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e o tratamento dado ao senador boliviano exilado na Embaixada em La Paz. Onde está a coerência com a atitude adotada na crise paraguaia, em que foi invocada a cláusula democrática do Mercosul? Por afinidades ideológicas, o Brasil está deixando de assumir suas responsabilidades internacionais também na questão dos direitos humanos. A partidarização da política externa tem consequências também na política de comércio exterior. As crises na Venezuela e na Argentina, pela passividade da reação do Itamaraty, estão trazendo prejuízos à credibilidade do governo brasileiro e às empresas nacionais que encontram barreiras para exportar e grandes dificuldades para receber seus pagamentos. O mundo desconfia do Brasil, e não é à toa. Pouco adianta a presidente da República reafirmar no concerto internacional a posição do Brasil como país aberto, democrático, que respeita as regras internacionais, se, na prática, damos guarida a governos autoritários que desprezam a democracia e o Estado de Direito", diz a nota assinada por Aécio Neves.

TERRORISTA COM FINANCIAMENTO A FUNDO PERDIDO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E DO BNDES

A Caixa Econômica Federal e o BNDES fecharam contratos sem licitação de R$ 200 mil e R$ 350 mil, respectivamente, com entidade ligada à organização clandestina terrorista Movimento dos Sem Terra para evento realizado no 6.º Congresso Nacional do MST. O evento, há duas semanas, terminou em conflito com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes que deixou 32 feridos, sendo 30 policiais. Houve, ainda, uma tentativa de invasão do Supremo Tribunal Federal. A Associação Brasil Popular (Abrapo) recebeu os recursos para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, atividade que serviu de centro de gravidade para os integrantes do congresso do MST. As entidades têm relação próxima, tanto que a conta corrente da Abrapo no Banco do Brasil aparece no site do MST como destino de depósito para quem deseja assinar publicações do movimento social, como o jornal Sem Terra. O contrato de patrocínio da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 200 mil, está publicado no Diário Oficial da União de 3 de fevereiro de 2014. Foi firmado pela Gerência de Marketing de Brasília por meio de contratação direta, sem licitação. A oficialização do acordo do BNDES com a mesma entidade foi publicada três dias depois. O montante é de até R$ 350 mil. A contratação também ocorreu sem exigência de licitação e foi assinada pela chefia de gabinete da presidência do banco de fomento. A Mostra Nacional de Cultura Camponesa, objeto dos patrocínios, ocorreu na área externa do ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O congresso teve suas plenárias na área interna. Os dois eventos tiveram divulgação conjunta e o objetivo da mostra era mostrar os diferentes produtos cultivados pelos trabalhadores rurais em assentamentos dentro de um discurso do MST da valorização da reforma agrária. O congresso foi realizado de 10 a 14 de fevereiro e reuniu 15 mil pessoas. No dia 12, uma marcha organizada pelo movimento saiu do ginásio e percorreu cerca de cinco quilômetros até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo declarado era a entrega de uma carta ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, com compromissos não cumpridos pela presidente Dilma Rousseff na área da reforma agrária. No decorrer da passeata, o grupo de sem-terra integrou-se a petistas acampados em frente ao Supremo desde as prisões do Mensalão do PT, ameaçando invadir a Corte. Na presidência dos trabalhos, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a sessão que ocorria no momento. Um cordão de isolamento feito por policiais e seguranças da Corte impediu os manifestantes de avançar em direção ao Supremo. Eles então se dirigiram ao outro lado da Praça dos Três Poderes, rumo ao Palácio do Planalto. Quando os sem-terra romperam as grades colocadas na Praça o conflito começou. A Caixa Econômica Federal e o BNDES afirmam que os patrocínios concedidos ao evento da Associação Brasil Popular (Abrapo) foram realizados para ampliar a visibilidade das empresas para o setor agrícola.

AÉCIO NEVES COMEÇA A DEFINIR EQUIPE DE CAMPANHA

Com o lançamento de sua pré-candidatura previsto para o fim do mês de março, em São Paulo, Aécio Neves (PSDB-MG) está prestes a concluir a formação da equipe que vai trabalhar em sua campanha eleitoral. Ainda há indefinições, mas os nomes que estão praticamente definidos mostram o peso de São Paulo e a influência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a candidatura à Presidência da República. Há até pessoas próximas ao ex-governador José Serra. O comando político estará a cargo de parlamentares tucanos, pelo menos enquanto não há alianças formalizadas com outros partidos: os senadores Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Cássio Cunha Lima (PB) e os deputados Duarte Nogueira (SP) e Carlos Sampaio (SP). Líder da bancada no Senado, Aloysio Nunes é amigo de Serra e aproximou-se de Aécio Neves no Senado Federal. É um dos nomes cotados para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa, assunto ainda em aberto. A missão de Duarte Nogueira será fazer ligação da eleição nacional com a de São Paulo, planejando atividades em comum com o governador Geraldo Alckmin, entre outras coisas. Já Carlão - como Carlos Sampaio é conhecido -, promotor de Justiça, vai coordenar o grupo de advogados responsáveis pelas ações jurídicas da campanha. A equipe de campanha será dividida em colegiados. Um deles será responsável pela comunicação. Outros grupos, separados por temas (segurança pública, saúde, agronegócio e política externa, por exemplo), estarão encarregados de ajustar a relação do candidato com os setores da sociedade. Esses grupos também darão subsídios para as falas de Aécio Neves e outros tucanos em entrevistas, debates e palestras. Esses colegiados setoriais também vão contribuir para a elaboração do programa de governo, tarefa que terá coordenação do governador Antonio Anastasia (MG). Ele deixará o governo para disputar o Senado. Até julho, a principal missão de Anastasia será comandar o plano de governo. Uma das áreas prioritárias na campanha tucana será a segurança pública. Para cuidar do núcleo encarregado do assunto, o senador convidou o sociólogo Claudio Beato, diretor do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O agronegócio ficará nas mãos de João Sampaio - presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo (Cosag-Fiesp) e ex-secretário estadual de Agricultura no governo José Serra - e do ex-ministro Alysson Paulinelli. Convidado para atuar na campanha de Aécio Neves, por indicação de Fernando Henrique Cardoso, Sampaio conversou com Serra, que não apresentou objeção. Paulinelli, mineiro, foi ministro da Agricultura de 15 de março de 1974 a 1979 (governo Ernesto Geisel), presidiu a Confederação Nacional da Agricultura e foi deputado federal por Minas pelo ex-PFL. Ministro da Saúde no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, Barjas Negri estará à frente do grupo da campanha de Aécio Neves responsável pelos assuntos relativos à saúde. Barjas foi secretário-executivo no ministério na gestão de Serra e o substituiu no cargo. Os dois têm boa relação e a competência de Negri é elogiada pelo ex-governador. Economista, foi coordenador de políticas sociais e planejamento do Estado de São Paulo na gestão Franco Montoro. Foi na equipe econômica de Fernando Henrique Cardoso que o presidenciável tucano buscou alguns dos principais colaboradores de sua campanha na área econômica. É considerada certa a participação de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, Edmar Bacha, integrante da equipe econômica que instituiu o Plano Real (no governo Itamar Franco), e José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. Também integram o núcleo formado por Aécio Neves os economistas Samuel Pessoa, professor da Fundação Getulio Vargas (RJ) e chefe do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), e Mansueto de Almeida Júnior, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e ex-coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1995-97). Foi assessor econômico do ex-senador Tasso Jereissati (CE), político próximo de Aécio Neves. Os temas relacionados à questão ambiental já estão sendo tratados pelo engenheiro e consultor José Carlos Carvalho - também ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso (Meio Ambiente) e ex-secretário do Meio Ambiente de Minas Gerais no governo de Aécio  Neves - e o ex-deputado Fábio Feldman, ex-secretário estadual de São Paulo (governo Mário Covas). Carvalho e Feldman reuniram dezenas de representantes do setor com o senador. Apresentam propostas para o plano de governo e para o partido na área ambiental. Para orientar a campanha nas questões de política externa, Aécio Neves convocou Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Londres e em Washington (governo Fernando Henrique Cardoso) e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, e Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Fernando Henrique Cardoso. Para não se submeter às decisões de um único marqueteiro na disputa pela Presidência da República, Aécio Neves decidiu formar um colegiado com profissionais da área de comunicação e marketing político de diferentes agências ou independentes. O publicitário Paulo Vasconcelos, que atuou em campanhas do PSDB de Minas Gerais, inclusive de Aécio Neves, é um nome tido como certo para estar à frente desse grupo. Ainda na área da comunicação, a campanha contará com um núcleo específico para as ações na internet, que vai trabalhar sob a coordenação do ex-deputado Xico Graziano, diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ele atuou na campanha de José Serra ao Palácio do Planalto em 2010, mas se afastaram. O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e a ex-deputada Rita Camata (ES) vão coordenar um grupo que vai discutir e propor ações na área social, como educação, assistência e inclusão. Eles comandam um núcleo social do PSDB, responsável pelo Portal Social do Brasil, criado para ser canal de discussão com a sociedade na área de políticas públicas. Andrea Neves, irmã do senador, será uma espécie de consultora, sobretudo na área de comunicação, mas sem função específica. Houve especulações de que ela coordenaria a campanha, o que foi negado pelo grupo próximo do senador.

GOVERNO DILMA JÁ PATROCINOU 181 APAGÕES NO BRASIL

A revista Veja revela que já ocorreram 181 apagões durante o mandato da presidente Dilma Rousseff. Durante a campanha eleitoral ela jurou que os brasileiros e brasileiras não teriam esse tipo de contratempo durante o seu governo. Intempéries de gravidade inesperada e desastres ocorrem em todos os países. A reação a eles distingue os desenvolvidos dos protocivilizados. Há duas semanas, uma tempestade de gelo na cidade de Atlanta, no sul dos Estados Unidos, deixou milhares de pessoas presas, por horas, no trânsito, no trabalho e também nas escolas. As equipes de resgate e os serviços públicos não foram capazes de evitar o caos. Criticado pela reação falha, o governador do Estado da Geórgia, Nathan Deal, foi a público assumir a sua responsabilidade pelo transtorno. "Seremos muito mais agressivos para tomar as medidas necessárias com antecedência nas próximas tempestades", disse Deal. No Brasil, dias depois do apagão que deixou todo o Nordeste sem luz, cinco meses atrás, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, defendeu a necessidade de o governo ampliar o uso de um mecanismo de segurança destinado a dobrar a proteção contra falhas nas linhas de transmissão. Chamado de "N-2", o critério permite que o sistema continue a funcionar mesmo em caso de dois defeitos simultâneos. Hoje, apenas uma pequena fração da rede de transmissão, como a que faz a ligação à usina de Itaipu, opera com essa proteção adicional. O preço a pagar seria uma conta de luz mais cara, para financiar os investimentos necessários. O governo engavetou a proposta. Na terça-feira passada, dia 4, um apagão no meio da tarde deixou sem luz 6 milhões de pessoas de treze Estados, além do Distrito Federal, depois de um curto-circuito em duas das três linhas que levam energia da usina de Tucuruí, no Pará, às regiões Sudeste e Sul. Foi o 181° apagão com queda de no mínimo 100 megawatts desde o início de 2011, quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A causa do curto ainda não foi identificada, e uma das hipóteses a ser avaliadas será a queima em razão de um raio.

APOIO A PROTESTOS CAI A SEU MENOR NÍVEL DESDE JUNHO

Caiu brutalmente o apoio da população aos protestos. Nem poderia ser diferente. Aliás, esses que vão às manifestações para promover depredações e arruaça, ainda que digam estar protestando contra o governo, são, na prática, seus maiores aliados. A cada vez que há um confronto violento, Gilberto Carvalho deve fazer uma oração. A violência é um bom modo de manter a população afastada das ruas. Não estou sugerindo, não, que o PT infiltre baderneiros só para provocar confusão. Seria uma burrice fazer isso. É que esses que se dizem ou se comportam como black blocs são primitivos e idiotas demais para entender como funciona a política.

Segundo pesquisa Datafolha, publicada pela Folha nesta segunda, apenas 52% apoiam os protestos. Esse índice chegou a ser de 81% no fim de junho. Por outro lado, saltaram de 15% em junho para 42% agora os que se opõem às manifestações. Quando os eventos são associados à Copa do Mundo, a adesão é ainda menor: 63% são contrários a manifestações durante a disputa, contra 32% que acham que têm mais é de ir para a rua (veja quadro publicado pela Folha).
Datafolha protestos fevereiro 2014
Sim, os números ainda são preocupantes para um governo que tem a obrigação de garantir a segurança de um acontecimento gigantesco. Como já afirmei aqui, essa é a principal pedra que Dilma tem no meio do caminho.
A pesquisa Datafolha traz um dado interessante: 72% dos entrevistados que têm curso superior dão seu apoio aos protestos, que cai para 37% entre os que só têm o ensino fundamental. Mundo afora, e não é diferente no Brasil, as camadas mais instruídas da sociedade e também as de maior renda tendem a ser mais críticas a governos e suas iniciativas porque lidam com uma massa maior de informações.
Ocorre que, no regime democrático, governos são eleitos pelas maiorias — e ninguém ainda inventou um sistema melhor do que esse. É claro que Dilma se sente um pouco aliviada ao perceber que a rejeição à Copa do Mundo não se alastrou, não ainda, de maneira importante, entre os mais pobres e menos instruídos — que formam, justamente, a maioria do país.
Uma coisa se pode afirmar com absoluta certeza: se os protestos tivessem se conduzido com respeito às regras da ordem democrática, haveria muito mais gente na rua. A entrada em cena dos black blocs e o clima de tolerância com o vale-tudo fizeram em favor da desmobilização das ruas o que os petistas nunca conseguiriam realizar. Os Marcelos Freixos e seus moleques amestrados são os maiores aliados, hoje, do governo Dilma. Por Reinaldo Azevedo

DILMA E AS PESQUISAS: SITUAÇÃO CONFORTÁVEL COM UMA COPA DO MUNDO NO MEIO DO CAMINHO

Duas pesquisas vieram a público neste fim de semana: no sábado, a do Ibope, com a avaliação do governo Dilma, e, no domingo, a do Datafolha, com simulações para a disputa presidencial. Dilma tem com o que se preocupar? Alguma preocupação sempre existe porque políticos tendem a gostar da unanimidade, o que é impossível. Antes dos protestos, iniciados em junho, a situação da presidente era, claro!, muito mais confortável, mas ela não foi a única a sofrer uma queda de popularidade.

Dilma não tem por que bater a cabeça na parede, não, embora exista, sim, um motivo de preocupação. Já explico. Não precisa ficar muito tensa porque, hoje, naquele que é o cenário mais provável da eleição, ela venceria no primeiro turno e com folga. Teria 47% dos votos, contra 17% do tucano Aécio Neves e 12% de Eduardo Campos, do PSB. É claro que esses números têm uma importância muito relativa. A presidente está na televisão todo dia; Aécio e Campos são bem menos conhecidos. Em tese ao menos, independentemente da qualidade da propaganda eleitoral, quando a campanha começar, eles têm mais a ganhar com a exposição do que ela (veja quadros, extraídos da edição da Folha).
Datafolha fev. cen a e b
Mas é evidente que os números para os adversários de Dilma não são bons. Aécio chegou a marcar 21% em outubro do ano passado, passou para 19% em novembro, e agora tem 17%, empatado com brancos e nulos, que chegam a 18%. Campos já chegou a 16%, caiu para 11% e agora está praticamente no mesmo lugar, com 12%. É bem verdade que Dilma, nesse levantamento, tem os mesmos 47% de novembro, mas a diferença é gigantesca.
A presidente vence em todas as simulações, menos em uma, que não vai acontecer. Já chego lá. Nem Marina Silva como a candidata do PSB tiraria de Dilma a vitória no primeiro turno: a presidente marcaria, nesse caso, 43%, contra 23% da ex-senadora — que já chegou a ter 29% em outubro de 2013. Nessa simulação, Aécio ficaria com 15%. Só para constar: em qualquer cenário, Lula também venceria no primeiro turno se fosse o candidato do PT: a sua melhor marca é 54%.
Datafolha fev cen c e d
Existiria, hoje, alguma hipótese de haver segundo turno? Sim, mas só num cenário impossível, em que Marina Silva fosse a candidata do PSB, e o ministro Joaquim Barbosa, do STF, entrasse na disputa. Nesse caso, Marina teria 17%; Barbosa, 14%, Aécio, 12%, e Dilma 40% — ou seja, seus adversários somariam 43%. Mas isso é coisa da Carochinha. Não vai acontecer. O candidato do PSB será Campos, e o ministro Joaquim Barbosa vai continuar no Supremo.
Dilma pode, então, nadar de braçada? Não é bem assim. A eleição ainda está longe, e há motivos para alguns cuidados. Segundo pesquisa Ibope, caiu de 43% para 39% os que acham seu governo bom ou ótimo — no Datafolha, são 41%. No Ibope, saltou de 21% em dezembro para 24% agora os que o consideram ruim ou péssimo — no Datafolha, são 21%. Esses números são ainda confortáveis, mas estão muito longe daqueles 57% a 60% de ótimo e bom que ela chegou a ter antes de junho. Tudo indica que não há mais tempo nem motivos para que a presidente recupere aquele patamar que a tornava inatingível. E há o fator Copa, de que falarei agora (veja quadros: o primeiro publicado pelo Estadão, e o segundo, pela Folha).
Ibope aval gov Dilma
Datafolha aval gov dilma
Copa do Mundo
A Copa do Mundo se transformou na variável do imponderável. Uma coisa é certa: sem ela, a situação de Dilma seria mais confortável. Aliás, quando o Brasil se lançou nessa aventura, ninguém imaginou que pudesse ser uma fonte permanente de dor de cabeça. Ao contrário: Lula apostou no evento como uma espécie de consagração da era petista.
A pesquisa do Ibope aponta, por exemplo, que é muito estreita a margem dos que acham que a Copa trará mais benefícios do que prejuízos: 43% contra 40%. Segundo o levantamento, 58% ainda apoiam a realização do torneio no Brasil, mas amplos 38% pensam que seria melhor que acontecesse em outro país. No Nordeste, o placar é amplamente favorável à realização do evento: 72% a 25%; na região Sudeste, no entanto, é de 49% a 46%.
Ora, as manifestações que hoje rendem dor de cabeça ao Planalto estão ancoradas justamente nos protestos contra o torneio. Ainda que seja uma simplificação, pegou a tese de que a realização da disputa no Brasil consome dinheiro que deveria estar sendo canalizado para serviços públicos precários, como saúde e educação.
O governo terá nas mãos uma operação de risco. Se tudo sair mais ou menos nos conformes, é possível que a grandiosidade do evento acabe mitigando as críticas e o descontentamento. Eventuais escorregões e trapalhadas, por outro lado, servirão para alimentar o sentimento de que a Copa do Mundo implicou um enorme desperdício de dinheiro púbico, sem ganhos para a população. O acontecimento pensado por Lula para ser a apoteose petista é hoje, em suma, a principal fonte de preocupação da candidata Dilma Rousseff. Pode ser a pedra do meio do caminho. Por Reinaldo Azevedo

LULA CRITICA O GOVERNO DILMA A INTERLOCUTORES "DAZELITE". O BARBA ADORARIA VOLTAR, MAS NÃO VAI!

O Barba, bem mais jovem, e o seu umbigo: não é de hoje que ele é o centro do mundo
O Barba, bem mais jovem, e o seu umbigo: não é de hoje que ele é o centro do mundo
O Apedeuta anda criticando o governo Dilma em conversa com interlocutores. Primeira pergunta: ele quer voltar? A segunda: há a possibilidade de ser ele o candidato do PT? A terceira: as críticas fazem sentido?
Pois é… Vou começar pela mais fácil.. Sim, Lula adoraria voltar. Eu diria até que, intimamente, ele não pensa em outra coisa. Mas sabe que isso é muito difícil — diria mesmo ser impossível hoje. Num cenário de catástrofe, não tenham dúvida de que o salvador da pátria se apresentaria.
Mas isso não está no horizonte. Ademais, Dilma não exibe números espetaculares segundo os institutos de pesquisa, mas é franca favorita à reeleição — e no primeiro turno, segundo os números de hoje. Talvez, lá no fundo do peito, nos seus desejos mais recônditos, mais profundos, o ex-presidente até torcesse para que ela despencasse e se mostrasse uma candidata de alto risco. Mas isso não aconteceu. Botá-la em escanteio seria visto como um gesto truculento e, na verdade, desnecessário.
Então sintetizo agora duas respostas numa só: querer, ah, isso ele quer muito. Mas não pode. Não tem como tirar Dilma do meio do caminho.
Lula virou uma espécie de psicanalista de alguns setores descontentes com o governo. Tem recebido uma verdadeira romaria — inclusive de alguns pesos pesados da economia — que lhe pedem para voltar. Desde José Rainha — um dissidente esquerdista do MST, que agora fundou seu próprio movimento — a alguns pesos pesados do PIB, a romaria dos que vão a Lula é grande.
E ele não se furta ao papel absurdo de presidente paralelo. Ouve as reclamações, tranquiliza o interlocutor, promete providências e, como se nota, deixa vazar críticas à sua sucessora. Lula, como sempre, está descumprindo uma promessa. Tinha anunciado que seria um ex-presidente discreto e silencioso, como nunca antes na história deste país, para usar um bordão seu. E, como nunca antes da história deste país, é um ex-presidente que tem ambição de continuar governando.
O chefão petista considera — a Folha de hoje traz uma reportagem a respeito — o governo Dilma centralizador demais e avalia que ela se afastou dos empresários. Acha a gestão pesada, lenta. Acredita também que a atual equipe econômica já deu o que tinha de dar — vale dizer: Guido Mantega. As suas críticas, afinal de contas, procedem?
Depende. Tomadas as coisas como são, a resposta é “sim”. Mas Dilma faz algo muito diferente, ou deixa de fazer alguma coisa, na comparação com o seu antecessor, o próprio Lula? A resposta é “não”. Então o que foi que mudou? A realidade internacional. Deem a Dilma a mesma economia mundial que Lula tinha, com a China crescendo em ritmo alucinante, com o preço das commodities primárias nas alturas, e ela se sairia melhor. Deem a Dilma um cenário de corrida do dinheiro para os países emergentes para fugir da crise americana e europeia, e ela se sairia melhor. Acontece que esses eventos não vão se repetir.
Dilma está pegando a fase final das “virtudes” do modelo lulista, ancorado no consumo. O déficit de US$ 11,591 bilhões nas contas externas em janeiro começou a ser fabricado no governo Lula. O rombo certo na balança comercial em 2014 — o primeiro em 13 anos — também começou a ser fabricado no lulismo. O papel cada vez mais modesto da indústria no PIB e um déficit de US$ 110 bilhões do setor no ano passado têm a digital indelével de… Lula!
Pergunte-se: que reforma estrutural importante ele encaminhou? O que efetivamente fez pelo investimento em infraestrutura? Em vez de privatizar aeroportos e estradas, por exemplo, passou oito anos demonizando as privatizações por motivos estritamente políticos, por proselitismo ideológico vigarista. A crise da Petrobras, para citar um caso emblemático, é uma das heranças malditas que Lula deixou para a sua sucessora.
O governo Dilma é, sim, a meu juízo, muito ruim — mas não é pior do que era o de Lula. O que mudou de modo importante foi a conjuntura internacional, e o PT não estava preparado para isso.
Encerro apontando a absoluta falta de pudor político de um ex-presidente da República que se dá ao desfrute de manter reuniões com empresários e de fazer vazar as suas críticas, constrangendo a sua sucessora. Ainda que Dilma não se elegesse nem síndica de prédio em 2010 sem o seu apoio, o fato é que ela é a atual presidente da República.
No fim de 2010, Lula afirmou que iria gastar seu tempo como ex-presidente cozinhando coelho em seu sítio, em Ribeirão Pires. Pelo visto, anda mais ocupado alugando a orelha para tubarões.Por Reinaldo Azevedo

ROBERTO JEFFERSON ESTÁ PRESO

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) se entregou à Polícia Federal e foi preso em sua casa em Comendador Levy Gasparian, no interior fluminense, por volta de 12h20 desta segunda-feira, horário em que policiais federais receberam o mandado de prisão contra o delator do mensalão. A prisão tinha sido determinada na sexta-feira, mas só no fim da manhã saiu o mandado de prisão. Desde o começo da madrugada de sábado, policiais aguardavam a ordem de prisão para levar Jefferson à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Ele foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão no processo do mensalão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Antes de ser preso, Jefferson ainda se despediu dos leitores de seu blog em uma mensagem. Afirmou que não se arrependia de nada e citou a canção My Way, de Frank Sinatra, para afirmar que faria tudo novamente. “Não me arrependo de nada do que fiz e que faria tudo novamente, pois não me ajoelhei, eu fiz tudo do meu jeito, como canta Frank Sinatra em My Way”, disse o ex-deputado federal.
Enquanto esperava pelo cumprimento do mandado de prisão, Jefferson chegou a reclamar da demora para a chegada do mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Essa expectativa não me deixa dormir. Eu deito, mas não durmo, mas está tudo em paz. É o destino. É angustiante, mas faz parte da luta”, disse Jefferson a jornalistas.
Ele chegou a brincar com a situação. “Deus só dá carga para quem pode puxar. Sou ‘harleyro’ e botafoguense, acostumado a sofrer”, acrescentou, em referência a suas duas maiores paixões, o clube alvinegro e as motos Harley-Davidson. No domingo, para aproveitar os momentos finais de liberdade, Jefferson saiu para passear com uma moto Harley Davidson. Vestindo capacete, jaqueta de couro e calça jeans, ele ficou fora de casa por cerca de três horas. “Estou desfrutando os momentos finais da minha liberdade. Quanto a vocês, curtam sua liberdade, que é o bem mais precioso que vocês têm”, disse.
O ex-deputado foi o último condenado do mensalão, com pena de prisão, a ter a reclusão ordenada pelo STF. Ele chegou a pedir para cumprir a pena em regime domiciliar, alegando que precisa se recuperar da retirada de um câncer no pâncreas com dieta específica e medicamentos. Laudo solicitado pela Justiça disse que a situação de saúde de Jefferson permitia o cumprimento da pena em presídio comum, como os outros condenados do mensalão.
No julgamento do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal, afirmou que Jefferson, então presidente nacional do PTB, recebeu recursos do esquema do valerioduto – foram prometidos 20 milhões de reais e pagos pelo menos 4 milhões de reais – em troca da compra de apoio politico de deputados no Congresso Nacional. Apesar de ter recebido 4 milhões de reais diretamente das mãos do publicitário Marcos Valério, Jefferson sustentava a tese de que o dinheiro nunca foi propina, e sim recursos acertados com o PT nas eleições municipais de 2004.