sábado, 1 de fevereiro de 2014

JOSÉ FORTUNATI LIBERA FROTA DE ÔNIBUS ESCOLARES PARA O TRANSPORTE COLETIVO EM PORTO ALEGRE DURANTE A GREVE GERAL DE MOTORISTAS E COBRADORES COMANDADA PELO PSOL

Sem vislumbrar solução a curto prazo, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), decidiu na manhã deste sábado que todos os ônibus e vans escolares licenciados para operar na capital gaúcha poderão fazer o transporte coletivo de passageiros na cidade enquanto durar a greve dos motoristas e cobradores, comandada pelo PSOL, da filha do governador, Luciana Genro, e que tem o apoio do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. São 600 veículos registrados para o transporte escolar, e que estão inativos, devido às férias nas escolas. Esses ônibus escolares estão autorizados a trabalhar junto com os lotações que ciruculam na cidade.

O SANTO GRAAL DE TARSO GENRO

Demétrio Magnoli, doutor em geografia humana e especialista em política internacional, autor entre outros livros de "Gota de Sangue - História do Pensamento Racial" (ed. Contexto) e "O Leviatã Desafiado", assina o artigo devastador em que desnuda as tentações totalitárias do nano governador petista do Rio Grando do Sul, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro, no artigo publicado neste sábado no jornal Folha de S. Paulo, em que o compara, sem vacilações, o fascista italiano Benito Mussolini, o "Duce". Leia a íntegra do artigo:
"O Santo Graal dos comunistas foi a URSS e seu sistema de "repúblicas populares". As insurreições na Hungria (1956), na Tchecoslováquia (1968) e na Polônia (1980) secaram o poço do encantamento. A queda do Muro de Berlim e a implosão da URSS quebraram o cálice sagrado. No último quarto de século, desorientados, os filhos do "socialismo real" empreendem a busca por um novo Graal. Como tantos outros, Tarso Genro encontrou-o na China (em "Uma perspectiva de esquerda para o Quinto Lugar", artigo escrito em uma língua estranha, longinquamente aparentada com o português). As suas elucubrações teóricas não têm interesse intelectual, mas merecem um exame político. O governador do Rio Grande do Sul enxerga na experiência recente da China uma inspiração para a marcha do Brasil rumo ao estatuto de potência mundial. O que a China tem de especial? Um "sujeito político (Partido-Estado)" que "cria o mercado e suas relações", num processo em que "estas relações novas recriam o sujeito (Partido-Estado), que será permanentemente outro". É isso, explica-nos, que falta ao Brasil: um ente de poder capaz de reinventar a sociedade e guiar o povo até o futuro. Décadas atrás, um tanto tristonhos, incontáveis socialistas deploravam o poder totalitário do Partido Comunista da URSS, mas o justificavam como um mal necessário pois, no fim das contas, aquele era o motor político da economia socialista. Genro, pelo contrário, não apela ao socialismo (uma "fantasia histórica") para justificar o poder absoluto do Partido-Estado: basta-lhe um horizonte "chinês" de crescimento econômico e progresso social. E a democracia? A China triunfa graças a um "regime político não democrático para os nossos olhos", ensina o líder petista, reproduzindo os argumentos oficiais do Partido Comunista Chinês, que justifica a tirania pela invocação ritual da cultura e da tradição. A democracia é o regime no qual os governantes não podem tudo – e aí está o problema do Brasil, na opinião de Genro. Na sua descrição, o "mercado" malvado sabota a redução dos juros, a abominável "grande imprensa" bloqueia o aumento do IPTU e os demoníacos "cronistas no neoliberalismo abrigados na grande mídia" manipulam a opinião pública. A expressão política de opiniões conflitantes e interesses divergentes que nos acostumamos a chamar de democracia representa, aos olhos de Genro, uma intolerável balbúrdia. É preciso, para libertar a "utopia concreta presa com âncoras pesadas no fundo real da sociedade capitalista", instaurar uma ordem nova na qual o sujeito da História (o "Partido-Estado") possa conduzir a nação até o futuro redentor. O "levantar âncoras", propõe Genro, encontra-se na convocação de "uma nova Assembléia Nacional Constituinte no bojo de um amplo movimento político inspirado pelas jornadas de junho", mas "com partidos à frente". Esqueça, por um momento, que as "jornadas de junho" não seriam as "jornadas de junho" se tivessem "partidos à frente". Nosso pequeno, mas esperançoso, pretendente a Duce sonha com uma "marcha sobre Brasília" liderada pelo partido que exerce o poder. "Penso que as esquerdas no país devem abordar programaticamente estas novas exigências para o futuro, já neste processo eleitoral". Genro sabe perfeitamente que sua "utopia concreta" terá impacto nulo sobre a campanha de Dilma, que continuará focada em firmar alianças com o PMDB, o PP e o PSD, renovar os compromissos com as altas finanças e reforçar a parceria com os "movimentos sociais" estatizados. O vinho de seu cálice sagrado destina-se, exclusivamente, ao consumo interno do PT e de sua área de influência militante: é um antídoto ideológico contra as imprecações lançadas por correntes esquerdistas inquietas com o "giro à direita" do lulismo. Mas serve, ainda, para iluminar o lado escuro da alma do partido que nos governa".

TRIBUNAL ORDENA PUBLICAÇÃO DE LISTA DE OBRAS DE ARTE DO TESOURO NAZISTA ENCONTRADO NA ALEMANHA

Um tribunal alemão ordenou nesta sexta-feira que seja fornecida à imprensa uma lista de obras de arte encontradas em 2012 na casa de um homem com cerca de 80 anos, muitas das quais roubadas de colecionadores judeus pelos nazistas. O Tribunal Administrativo de Augsburg ordenou que a Promotoria envie ao jornal Bild, que interpôs um recurso nesse tribunal, a lista com "uma descrição detalhada e as dimensões das obras". Também ordenou que a promotoria de Augsburg especifique quais são essas obras, para que seus potenciais proprietários sejam contactados. O tribunal destacou o "grande interesse que o caso Cornelius Gurlitt despertou na opinião pública" e acrescenta que, dado os elementos que o público já conhece sobre os quadros encontrados, o argumento de "sigilo fiscal" utilizado pela promotoria carece de sentido. "O público já conhece os nomes dos proprietários dos quadros, bem como seu endereço ou patrimônio artístico aproximado", de acordo com o tribunal administrativo. A promotoria de Augsburg disse que vai recorrer da decisão. O caso Gurlitt veio à tona em novembro do ano passado, quando foi revelado que cerca de 1.400 obras de arte, incluindo pinturas de Henri Matisse e de Pablo Picasso, tinham sido encontradas em seu apartamento em Munique (sul) em 2012. Algumas dessas obras de arte foram roubadas pelos nazistas de colecionadores judeus.