terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DE OLHO EM 2014, PETISTA GLEISI HOFFMAN DEIXA GOVERNO EM JANEIRO

A ministra-chefe da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, deve ser a primeira a deixar o cargo pela corrida eleitoral de 2014. Ela entra em férias no dia 13 de janeiro e, partir daí, irá se dedicar à sua candidatura ao governo do Paraná. O principal adversário de Gleisi hoffman no Estado é o governador Beto Richa (PSDB), que briga pela reeleição. No entanto, segundo o deputado federal André Vargas, porta-voz da ministra, a presença do senador Roberto Requião (PMDB) na corrida torna a disputa imprevisível. Em entrevista ao radialista Luiz Carlos Martins, na Rádio Banda B, Vargas diz que o peemedebista pode até tirar o governador Beto Richa (PSDB) do segundo turno, como aconteceu em Curitiba nas eleições de 2012, quando o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), aliado do tucano, ficou para trás. André Vargas interpretou os números da Paraná Pesquisas, onde, em um cenário mais crível, Beto Richa (PSDB) lidera com 43%, Gleisi Hoffmann (PT) tem 24% e Roberto Requião (PMDB) larga com 20%.

TUCANO JOSÉ ANÍBAL VOLTA A ATACAR O PETISTA JOSÉ EDUARDO CARDOZO: "ALOPRADO"

O processo movido pelo ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, por injuria, não freou a ira do secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal. Ele reafirmou, na segunda-feira, que José Eduardo Cardozo tentou "forjar" relatório encaminhado à Polícia Federal apontando o envolvimento de tucanos no escândalo do cartel do Metrô de São Paulo. "É delinquência o que fizeram contra nós, uma coisa de aloprados", afirmou José Aníbal. O documento em questão é um relatório do ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, que acusa três secretários de Alckmin – Edson Aparecido, Rodrigo Garcia e José Aníbal – de receber propina do esquema. Além disso, envolve o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o estadual Campos Machado (PTB). O ministro da Justiça apresentou queixa-crime contra o tucano no Tribunal Regional Federal da 3ª Região por ter utilizado "expressões injuriosas" sobre ele para rebater denúncias de corrupção em licitações de metrô do governo de São Paulo. "O ministro de Estado da Justiça não pode aceitar ser chamado de 'vigarista' e 'sonso', no sentido de dissimulado. Não pode aceitar ser chamado de membro de quadrilha e não reagir, ele não defende seu cargo, porque esse é um cargo de Estado. Acusar um ministro de vigarista é inaceitável e atinge o próprio cargo", disse Cardozo em entrevista coletiva. José Aníbal banca as acusações: "Mantenho tudo o que disse e acrescento: o ministro da Justiça deveria ter compostura. Não tenho temor de processo. Tenho pena dele", insistiu o secretário de Energia. O secretário tucano sugeriu, ainda, que Rheinheimer foi instruído pelo PT: "Não vou descansar enquanto não puser esse desqualificado na cadeia. Ninguém consegue encontrar esse bandido. Só o PT".

FIM DE ESTÍMULOS FISCAIS MUDA TIPO DE CRESCIMENTO - GOVERNO DILMA ELEVA IPI DE CARROS E MÓVEIS A PARTIR DE JANEIRO

O governo estendeu nesta terça-feira o prazo de recomposição das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e móveis, que não vão mais voltar integralmente a partir de janeiro, para até meados de 2014. Para automóveis 1.0, a alíquota do IPI passará a 3% em janeiro, ante o atual patamar de 2%. A programação do governo é elevar novamente o IPI para seu patamar integral de 7% em julho, mas a decisão final será tomada posteriormente, conforme informou o secretário-executivo interino do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira. Para automóveis acima de 1.0 a 2.0 flex, o IPI sobe para 9% a partir de janeiro, acima dos 7% em vigor. A programação do governo é subir novamente o tributo para 11% a partir de julho de 2014, mas também isso será decidido mais à frente. O aumento gradual do IPI a partir do início de 2014 vinha sendo informado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, diante da expectativa que existia de recomposição total das alíquotas do IPI em janeiro próximo. A alíquota do IPI foi reduzida no início de 2012, com a finalidade de estimular a economia brasileira e suas alíquotas começaram a ser recompostos em janeiro deste ano. Para veículos a gasolina acima de 1.0 a 2.0, o IPI passa a 10%, acima dos 8% de janeiro, com possibilidade de subir para 13% em julho. Para os veículos utilitários o imposto vai a 3% entre janeiro e junho ante 2% em vigor, com possibilidade de elevação para 8% em julho. O IPI de caminhões permanecerá em zero como forma de estimular o investimento no País. O governo também continua elevando gradualmente o IPI para móveis a partir de janeiro, com a alíquota subindo para 4% em janeiro, 1,5% a mais do que a em vigor. Em julho, o governo decidirá se o IPI de móveis voltará à alíquota integral de 5%. Segundo Oliveira, com essas mudanças no IPI, estendendo o prazo das recomposições das alíquotas, o governo terá arrecadação maior em 1,146 bilhão de reais na primeira metade do ano. O governo passa por um momento de dificuldade nas contas fiscais, com receitas afetadas pelas desonerações e pelo desempenho da economia, que ainda não deu sinais consistentes de recuperação.

GOVERNO QUER ACIONAR TERMELÉTRICA EM SANTARÉM EM JANEIRO

O Ministério de Minas e Energia publicou portaria nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União, reconhecendo a necessidade de geração de energia elétrica, no montante de 10 MW, de forma excepcional e temporária, no município de Santarém (PA). Para isso, a Usina Termelétrica Santarém (UTE Santarém) será acionada a partir de 1º de janeiro até que entre em operação a “solução estruturante para suprimento às cargas do Tramo Oeste”. Segundo a portaria, os custos fixos e variáveis para acionar a UTE deverão ser aprovados e autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e serão cobertos por meio do encargo destinado à cobertura dos Custos do Serviço do Sistema. Em reunião realizada em novembro deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou nota técnica referente à região oeste do Pará, denominada Tramo Oeste, relatando que o sistema de transmissão vinha apresentando “elevado carregamento e, em consequência, desligamentos de colapso de tensão”.