terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MANTEGA VOLTA ATRÁS SOBRE FREIOS ABS E AIRBAGS - MAS NÃO SOBRE IPI. OU: TODO CAMINHO É BOM PARA QUEM NÃO SABE AONDE VAI

A obrigatoriedade para que todos os veículos produzidos no País a partir de 2014 possuam airbag e freios ABS não será adiada, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira, acrescentando que o governo deve adotar (mais) medidas compensatórias para as empresas do setor. A informação havia sido adiantada na noite de segunda-feira, dias após o ministro ter afirmado que estudava adiar a obrigatoriedade devido ao temor de os itens impactarem a inflação — já que deverão encarecer os preços dos veículos. Entre as possíveis compensações está a redução da alíquota do Imposto de Importação para os dois itens, com o objetivo de tentar minimizar o impacto não só no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas também nas finanças das próprias montadoras, devido ao encarecimento dos preços dos automóveis. Segundo o Ministério da Fazenda, os itens devem tornar os carros brasileiros de 1 000 a 1 500 reais mais caros. Como forma de reduzir o impacto que a exigência pode ter nas vendas, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, informou que foi solicitado ao governo que a alíquota do imposto de importação seja reduzida a 2% para todas as fabricantes de autopeças sem similar nacional, começando pelos itens de segurança. Hoje, essas alíquotas estão entre 14% e 18%. Na semana passada, o ministro afirmou que estudava maneiras de impedir que a mudança nas regras de segurança tivesse impacto no preço dos veículos. Contudo, a proposta desagradou à presidente Dilma, que ordenou que Mantega recuasse de sua decisão.

IPI
O ministro, contudo, manteve ao menos uma das medidas previstas: o retorno do impostos sobre produtos industrializados (IPI) incidentes sobre os veículos. “Só posso antecipar que não haverá volta atrás na questão do IPI. O IPI vai subir mesmo, essa não é uma solução para o setor”, disse o ministro, acrescentando que será apresentado um conjunto de soluções na próxima segunda-feira. O retorno da alíquota do imposto será gradual. Atualmente, o IPI está em 2% e a alíquota normal chega a 7%. A perspectiva entre o empresariado é de que o tributo sobre carros populares passe, agora, para 3,5%, nível que deverá ser mantido, pelo menos, até março. Contudo, o governo ainda não divulgou qual será a nova alíquota. O governo também estudará uma exceção na obrigatoriedade para a Kombi, que poderá continuar a ser fabricada sem airbag e freio ABS, itens que não podem ser instalados neste modelo. Para outros, como os da Fiat, afirmou Mantega, não haverá essa exceção. O ministro adiantou ainda que as empresas se comprometeram em minimizar o desemprego nas linhas de veículos que forem afetadas com a medida, já decidida desde 2009, tempo que as montadoras tiveram para se adequar.

CONHEÇA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO COM OS 12 PONTOS PARA O BRASIL, DIVULGADO PELO PSDB

Abaixo, a introdução do documento do PSDB. A ela se seguem os links com as 12 questões elencadas pelo partido, que remeteriam a problemas essenciais do País. 

“O PSDB oferece à sua consideração as bases de uma nova agenda para o país. Uma agenda que tem como objetivo resgatar a enorme dívida social que o país ainda tem com milhões de cidadãos e garantir às novas gerações as condições para viver num Brasil mais justo, democrático e desenvolvido, onde riquezas que pertencem a todos estejam a serviço de todos. Um país em que o conhecimento, a renda e as oportunidades sejam distribuídos com justiça. Um país da integração e não da divisão. Onde a ação política não estimule o ódio e a intolerância, mas abra caminhos para uma sociedade solidária.
Um país que olhe seu futuro com mais esperança e tranquilidade. Sonhamos com um país em que os brasileiros desfrutem das liberdades – públicas e individuais –, de prosperidade e bem-estar. Que, de forma solidária, possam se reconhecer uns nos sonhos dos outros. Um país em que o governo exerça com responsabilidade e eficiência o seu dever de apoiar a população mais pobre e onde a livre iniciativa e o empreendedorismo sejam estimulados. Um país que acredite na capacidade de seus cidadãos serem independentes. Onde a democracia seja valor incontestável e os malfeitos, punidos. Em que o Estado cumpra seu papel, assegure melhor ambiente para o investimento e o desenvolvimento e garanta igualdade de oportunidades.
Um Brasil em que a educação seja verdadeira causa nacional, a estratégia central para a transformação do país. Onde o destino de cada criança não seja mais determinado pelas condições materiais de sua família ou pelo local em que nasce ou vive. Sonhamos com um país que participe ativamente da comunidade internacional, negociando com todos os continentes. Um país justo, inovador, sustentável, produtivo, integrado e moderno. E que valorize ainda mais a sua rica diversidade cultural.
Este documento é mais um passo de uma conversa que, pretendemos, seja com todos os brasileiros. A nova agenda que o PSDB propõe fundamenta-se no respeito às instituições do Estado democrático de Direito. É viabilizada por um ambiente econômico estável, competitivo e sustentável, que não se submeta a ideologias, livre de dogmas do passado. E se caracteriza por uma visão social libertadora, que defende a atuação do Estado na proteção e na garantia dos direitos de cada cidadão, acredita na força transformadora de cada pessoa e na obrigação dos governos de criar condições para que ela floresça. Ao longo deste ano, andamos por todas as regiões do Brasil.
Conversamos com os mais diversos segmentos da sociedade. Ouvimos. Percebemos que, por mais diferentes que sejam as circunstâncias de cada um, há um sentimento de inquietação e frustração comum a todos. Há um sonho e um desejo de mudança comum a muitos brasileiros. Há também, em cada canto deste nosso imenso país, a esperança e a aspiração por um Brasil melhor, mais justo, ético e fraterno. Um Brasil diferente.Para mudar – e melhorar – de verdade o Brasil, acreditamos que devemos partir da restauração de valores que vêm sendo aviltados no país nos últimos anos. São eles que orientaram a preparação deste documento. É abraçado a eles e aos sonhos de cada um dos brasileiros que queremos ampliar nossa caminhada de diálogos e debates.
O primeiro desses valores é a Confiança, que se manifesta na recuperação da crença do brasileiro na sociedade que construímos, no ambiente em que vivemos e produzimos. Para tanto, professamos nosso compromisso com o combate intransigente à corrupção, com a democracia, com a restauração da ética, com o respeito às instituições, com a recuperação da credibilidade perdida e com a construção de um ambiente econômico adequado para o desenvolvimento do país.
O segundo valor é a Cidadania, que reconhece e respeita os direitos dos cidadãos e a sua legitimidade em reivindicá-los. O poder público deve estar integralmente a serviço de todos os brasileiros, por meio de ações eficientes em segurança, transporte público, saúde e, em especial, educação. Só um Estado eficiente, justo e transparente é capaz de perseguir esses objetivos, devolvendo em forma de melhores serviços o que os cidadãos recolhem em tributos.
O terceiro valor fundamental é a Prosperidade, que entende que o bem-estar das famílias brasileiras deve ser o principal objetivo de uma política de desenvolvimento. Ela, a prosperidade dos brasileiros e do nosso país, exige do governo coragem, ação responsável e planejamento. Exige que o governante não se curve às conveniências do momento, mas priorize sempre seu compromisso com o futuro do país. Porque o futuro que teremos está sendo construído hoje. Queremos uma nação mais solidária, com estados e municípios tendo maior autonomia, com condições para que tanto o poder público quanto a iniciativa privada possam atuar para produzir mais riqueza, empregos e oportunidades para todos os brasileiros. Queremos criar as condições para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de toda a nossa gente.
Ao trazer à sua reflexão este documento, o PSDB propõe o início de um diálogo ainda mais amplo com a nossa sociedade. Aqui, você não vai encontrar propostas prontas para um futuro governo. Não vai encontrar pensamentos fechados, nem verdades absolutas. Aqui, você vai encontrar reflexões que são um ponto de partida para um grande debate. Aqui você poderá conhecer a abordagem que julgamos mais correta, as prioridades, os grandes desafios do país e o caminho que consideramos ser o melhor para superá-los. Vai encontrar nosso olhar crítico sobre o que está acontecendo no país, segmentado em 12 diferentes aspectos, e os pressupostos e as ideias com que acreditamos ser possível avançar em cada área. Sobre essas ideias, queremos dialogar com você. Com compromisso com os nossos princípios, queremos ouvir você. Conhecer e aprender mais. Argumentar, compartilhar opiniões, agregar sugestões e reflexões. E, ao fim da caminhada, esperamos ter um conjunto de propostas que possa ser oferecido aos brasileiros como a nossa contribuição para um Brasil melhor.
Vamos conversar?”
Faça o download do documento na íntegra neste link. (em PDF)

AÉCIO NEVES LANÇA BASES DE CAMPANHA ELEITORAL À PRESIDÊNCIA E DIZ ESTAR "PRONTO PARA O DEBATE"

O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e potencial candidato à sucessão de Dilma Rousseff, lançou nesta terça-feira um documento com 12 princípios que devem guiar a campanha presidencial do partido em 2014. O lema usado pelo tucano foi “Para mudar de verdade o Brasil”. O ato foi realizado na Câmara dos Deputados e teve a presença de cerca de 300 pessoas. Só Aécio Neves discursou. As propostas foram divididas em três eixos: “confiança”, “cidadania” e “produtividade”. Boa parte das iniciativas anunciadas é abstrata, como “educação de qualidade como direito da cidadania” ou “superação da pobreza e construção de novas oportunidades”. O tucano também disse que vai manter os médicos cubanos trazidos pelo programa Mais Médicos e prometeu pagamento do salário de 10 000 reais diretamente aos profissionais, e não ao governo cubano: “Eles receberão aqui os 10 mil reais e os colocarão na sua conta bancária, porque nós não financiaremos uma ditadura por meio de um programa meramente eleitoreiro”. O senador também prometeu trabalhar pela redução da carga tributária e pelo aumento da eficiência na máquina estatal. Disse que vai dar mais autonomia a Estados e municípios, ao mesmo tempo em que pretende aumentar a atuação do governo federal na área da segurança pública. Aécio Neves pontuou seu discurso com uma ou outra palavra mais forte contra o governo da presidente Dilma: “O legislativo hoje se curva e está de cócoras para o poder absoluto do governo central”, afirmou, criticando o relacionamento da petista com os deputados e senadores. O senador também elogiou o colega de partido José Serra, que nesta segunda-feira sugeriu que a Executiva do partido lance o senador mineiro à Presidência da República: “É um gesto em direção à unidade partidária. Só que o PSDB tem uma agenda e vai definir o momento de lançamento a partir da sua direção partidária, ouvindo, obviamente, cada um dos Estados”.

E UM BLOGUEIRO LULO-PETISTA FEZ O PRIMEIRO ROTEIRO DO LIVRO DE TUMA JÚNIOR, QUE COMPROMETE GRAVEMENTE O ...... PT!. LEIAM O E-MAIL

Quem diria!? Paulo Henrique Amorim, que se mostra um lulo-petista mais ortodoxo do que caixinha de Maizena (para lembrar Luis Fernando Verissimo, um “autêntico”), participou ativamente do livro de Romeu Tuma Jr., intitulado “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”. O delegado acusa o governo petista de montar uma máquina para fabricar e esquentar dossiês contra adversários. O autor chega a agradecer a colaboração de Amorim e Mino Carta… Acreditem, meus caros! Eu realmente não leio o que escrevem aqueles que se dizem “blogueiros progressistas” e afins. Vejam o quanto produzo e em quais frentes. Não tenho tempo a perder. Mas, é claro, fico sabendo, de vez em quando,  de uma coisa ou outra. Leitores enviaram comentários para o blog afirmando que  Amorim acusou Tuma Jr. de mentiroso. Pois é… Liguei para o delegado. “Paulo Henrique Amorim diz não ter nada a ver com o livro. Acho que ele ficou com receio da reação dos petistas. Afinal, a Caixa Econômica Federal é anunciante lá no blog dele…”

— Como não tem nada a ver? Eu comecei a fazer o livro com ele.
— Mas ele já era um defensor fanático do PT, com anúncio da Caixa Econômica Federal?
— Já!
— E por que ele está dizendo isso agora?
— Sei lá. Foi ele quem fez o primeiro roteiro do livro pra mim.
— O roteiro?
— É.
— Sugeriu os casos também sobre os quais o senhor deveria escrever?
— Tudo!
— No seu livro, o Gilberto Carvalho não se sai nada bem no caso Celso Daniel.
— Foi sugestão dele. Recomendou que eu falasse do Greenhalgh também…

— É mesmo?
— Sugeriu  que eu demonstrasse o real papel do Zé Dirceu no caso Daniel Dantas; do Tarso Genro…
— Que coisa! E por que pulou fora depois?
— Sei lá. Acho que ficou com medo de perder o patrocínio da Caixa e a fama de amiguinho do governo.
— O senhor tem provas disso?
— Tenho o e-mail que ele me mandou com o roteiro.
— O senhor pode me passar?
— Claro que eu posso. Só que você apaga os endereços porque eu tenho ética.
— Apago.
Segue o e-mail. Volto em seguida.
E-mail Paulo Henrique 1
 E-mail Paulo Henrique 2
E-mail Paulo Henrique 3
Encerro
Na campanha eleitoral de 1998, Paulo Henrique Amorim comandava reportagens que acusavam Lula de pesadas irregularidades na compra de seu apartamento de cobertura em São Bernardo. Para ler mais a respeito, clique aqui. Lula ganhou até direito de resposta, como se vê no vídeo abaixo.
Amorim não gostava nada do petismo. Depois virou um lulo-petista fanático, mais precisamente, a partir de 2003. Deve ter tido seus motivos. Em 1998, Lula era da oposição. Em 2003, virou governo. E por que ele próprio sugeriu, quando já era um “blogueiro progressista”, um roteiro que pode ferrar com a vida de muito petista graúdo caso se faça uma investigação a sério das denúncias que lá estão? Sei lá… Tenho uma hipótese: quanto mais denúncias houver contra petistas, mais necessários se tornam os blogueiros que os defendem, entenderam? É uma espécie de lei de mercado. Deve crescer a demanda por seu “trabalho”, o que valoriza a mão de obra… Essa é, reitero, apenas uma hipótese. A outra já diz respeito a coisas como  caráter, convicção, fidelidade, lealdade etc. Aí cada um faça o seu próprio juízo. Os leitores de Amorim, havendo quem o leia, devem ficar numa crise existencial terrível: confiam no blogueiro que leem ou naquele que fez um roteiro para Romeu Tuma Jr.? Por Reinaldo Azevedo

PROMOTOR QUER TAXISTAS FORA DOS CORREDORES E AMEAÇA PROCESSÁ-LOS. OU: EIS O HOMEM QUE PROPÕE NEGOCIAÇÃO COM QUEM USA COQUETÉIS MOLOTOV E AMEAÇA COM CADEIA OS PACÍFICOS

Promotor Ribeiro Lopes
Maurício Ribeiro Lopes! Esse é o nome dele. É promotor. Do Ministério Público de São Paulo. Ele gosta de polêmicas. Ele procura a notícia. Ele é conhecido no meio jurídico — não por bons motivos. Lembro tudo daqui a pouco. Eu sei reconhecer um homem moderno quando vejo um que não se orienta por critérios muito convencionais.  Lopes se reuniu nesta terça-feira com o secretário de Transportes da capital, Jilmar Tatto. O promotor decidiu dividir com Fernando Haddad a responsabilidade de administrar a cidade. Deu um prazo de 45 dias para a Prefeitura proibir a circulação de táxis nos corredores. Ou proíbe ou ele promete entrar com uma ação pública contra o município para ver se consegue impor a proibição. Calma! Ele ainda não acabou. A coisa é mais complexa do que parece. Trata-se de uma ação coordenada entre setores do Ministério Público paulista e os xiitas de Fernando Haddad, que querem impor, na marra, o que chamam a “coletivização” do transporte público. Como costuma acontecer no socialismo, a idéia não é fazer com que todos vivam bem — ainda não nos libertamos do reino da necessidade, como poderia dizer o velho Marx, aquele que elaborou uma teoria sobre as sociedades sentado sobre furúnculos. Imaginem a dor. Quem consegue ser feliz e pensar felicidades sentindo o tempo inteiro dor no traseiro? A analgesia ainda era pouco desenvolvida. Doía e pronto. Como costuma acontecer no socialismo, a ideia é fazer com que todos vivam igualmente mal. Para um socialista, a solução de um problema costuma sair da sua generalização. Mas volto ao ponto. A culpa principal é da Prefeitura. Foi ela quem encomendou um estudo picareta demonstrando que a retirada dos táxis dos corredores aumentaria a velocidade dos ônibus. Agora o tal Lopes exige a retirada em nome do povo, dos pobres, dos coletivos, entendem? A exemplo de toda solução proposta pelas esquerdas, o resultado será pior para todos, incluindo os pobres, já que os passageiros de táxis não verão um bom motivo para deixar seu próprio carro em casa.
Processar quem protesta
Nesta segunda-feira, os motoristas de táxi promoveram um protesto na cidade. Lopes foi indagado sobre a possível — e justa — reação dos motoristas. Sabem o que ele responde? Disse que pretende processar o sindicato. O doutor Lopes acha que determinados grupos sociais não têm o direito de se manifestar. Ele é useiro e vezeiro nessa prática. Lopes é aquele rapaz que, ao receber uma petição de um grupo de moradores de Pinheiros que não queria um albergue na sua rua resolveu processar… os moradores! Sim, ele os acusou de racismo; ele os comparou a nazistas. Escrevi, então, a respeito. O texto está aquiAssociações de sem-teto põem fogo em áreas da cidade dia sim, dia também. São Paulo virou um pátio dos milagres, com movimentos de caráter ideológico a estimular ocupações irregulares. Há líderes de invasores com casa própria, carro etc. Maurício Ribeiro Lopes nunca quis saber se sua prática é justa ou não, é legal ou não. Os taxistas, no entanto, segundo ele, devem ser proibidos de se manifestar. Quando Lopes concorda com a reivindicação, ele não indaga se a lei está sendo respeitada ou não. Quando ele discorda da reivindicação, aí ele quer criminalizar quem se manifesta.
Homem exótico
Este Lopes é mesmo um homem que cultiva valores, vamos dizer, exóticos. Tem opinião sobre tudo. Já se posicionou contra o projeto Nova Luz (extinto por Haddad), opôs-se à construção de um túnel, afirmou que a internação compulsória de moradores de rua viciados em crack é só mais um “higienismo social” e vai por aí. E já foi protagonista de um caso de plágio escandaloso: nada menos de 38 páginas de sua tese de livre-docência da Faculdade de Direito da USP foram copiadas do trabalho de um colega (leia mais a respeito). A livre-docência foi cassada pela instituição. Ele parece, definitivamente, se orientar por critérios muito particulares do que sejam moralidade, legalidade e decência. Quando o movimento Passe Livre promoveu as três primeiras manifestações contra o reajuste de ônibus em São Paulo — nos dias 6, 7 e 11 de junho —, Ribeiro Lopes afirmou que era preciso negociar com os valentes. Atenção! A turma já havia recorrido ao quebra-quebra, a coquetéis molotov e ao espancamento de policiais. Mas o promotor queria “negociação”. Os taxistas não quebraram nada. Lopes quer colocá-los na cadeia. Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES COM SEU MARQUETEIRO, E O NOVO NOME SÓ SERÁ DEFINIDO NO PRÓXIMO ANO

O senador Aécio Neves (MG), que será o candidato do PSDB à Presidência da República, rompeu com seu marqueteiro, informam na Folha desta terça-feira Natuza Nery e Vera Magalhães. O desenlace, consta, foi amigável. Renato Pereira tem um bom currículo na área. Fez as campanhas recentes de Sérgio Cabral — inequivocamente bem-sucedidas (o desastre posterior não tem nada a ver com ele) — e assinou um trabalho verdadeiramente hercúleo: conduziu, em 2012, a campanha de Henrique Capriles contra Hugo Chávez na Venezuela. Vencer era impossível, mas o desempenho do adversário do tirano foi muito bom: 44%. Pereira sabe como enfrentar ditaduras de opinião…

Informa a Folha:
“Nos bastidores, mesmo quando as chances de cancelamento do contrato já eram grandes, o senador se mostrava satisfeito com o resultado do seu programa partidário, veiculado em setembro, produzido por Pereira. Mas o pré-candidato pouco adotou os conselhos do marqueteiro para o segundo semestre. Tucanos afirmam que Renato Pereira insistia para que Aécio Neves rodasse o Brasil com uma agenda mais distante da política tradicional, enquanto o senador se concentrava em agendas partidárias.”
Má notícia
É, sem dúvida, uma notícia ruim para os tucanos, não tanto pela saída de Pereira — que dizem ser uma pessoa competente. O ponto é outro: fica claro que o PSDB ainda está em busca de um discurso e de uma estratégia. Até agora, como se nota, ainda não conseguiu ajustar o tom.
Escreve ainda a Folha:
“Aécio definirá a equipe em 2014. Aliados do senador gostariam que ele recorresse à dupla Rui Rodrigues e Paulo Vasconcellos, que fez as campanhas do partido em Minas desde 2002.”
Vamos ver. Uma coisa é certa: é um erro querer transportar para a esfera nacional a realidade regional. Sem conhecer Pereira, a recomendação de que se fugisse da “agenda tradicional” parece correta. Ou por outra: é preciso levar a disputa também para a esfera dos valores — que é o que se faz em qualquer país democrático do mundo. Sem encontrar esse eixo, não se constrói uma alternativa. E, até agora, ele não existe. Por Reinaldo Azevedo

SNOWDEN AGORA QUER ASILO NO BRASIL..... E DEIXA CLARO QUE É PARA CONTINUAR LUTANDO CONTRA OS ESTADOS UNIDOS. QUE VÁ PARA CARACAS!


Snowden: ele prefere Banânia, embora Venezuela, Nicarágua e Bolívia já tenham se oferecido
Snowden: ele prefere Banânia, embora Venezuela, Nicarágua e Bolívia já tenham se oferecido
O pilantra Edward Snowden, o delator do chamado “esquema de espionagem” da NSA, a agência americana, agora quer asilo no Brasil. Bolívia, Nicarágua e Venezuela já lhe ofereceram guarida. Mas ele prefere Banânia. Deve gostar de caipirinha, jabuticaba e pororoca. Redigiu uma carta, que fará parte de uma campanha do site de petições Avaaz, mais uma das organizações multinacionais criadas pelo multibilionário George Soros — aquele que financiou a campanha em favor da legalização da maconha no Uruguai. Segundo informa Fábio Zanin na Folha de hoje, Glenn Greenwald, o jornalista americano, ex-correspondente do Guardian, que mora no Rio, vai liderar a campanha. Foi ele o primeiro a divulgar os documentos roubados — o nome é esse — por Snowden.
Na carta, afirma:
“Muitos senadores brasileiros pediram minha ajuda com suas investigações sobre suspeita de crimes contra cidadãos brasileiros. Expressei minha disposição de auxiliar, quando isso for apropriado e legal, mas infelizmente o governo dos EUA vem trabalhando muito arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo”.
Ou por outra: ele se oferece abertamente para, tendo asilo no Brasil, fazer proselitismo contra um país com o qual mantemos relações diplomáticas. Talvez ignore as nossas leis. Asilados e refugiados não podem participar de manifestações políticas em nosso território. Aliás, todos os países do mundo têm legislação parecida. Snowden, é bom que fique claro, é um traidor de sua própria pátria. Ele trabalhava para uma agência de Inteligência. Imaginem se outros países estimulassem agentes brasileiros a entregar segredos do Brasil. Tipos assim são párias internacionais. Ele foi recebido na Rússia por razões óbvias. Em muitas décadas, os EUA não ficavam numa situação tão difícil com seus aliados. E isso é tudo o que queria o protoditador Vladimir Putin. Espero, sinceramente, que o governo Dilma não ceda à tentação, embora tenha cá meus temores. A política externa brasileira, sob o comando do PT, padece de um antiamericanismo primitivo, tosco e mixuruca, que já se revelou mais de uma vez. O que o Brasil ganharia dando abrigo a Snowden? Apenas relações mais tensas com os EUA. A troco de quê? Mas é compreensível que o espião faça essa essa aposta: “Pô, vou pra lá; eles recebem até terroristas!”. Deve esperar o mesmo tratamento de herói dispensado a Greenwald, que vai liderar a campanha, em parceria com o brasileiro David Miranda, seu namorado. O jornalista americano já usou o Brasil como plataforma de sua luta contra o governo dos EUA. Agora, quer que o país dê guarida a um espião traidor. É o fim da picada! A Venezuela de Nicolás Maduro o que quer. Ele que vá para Caracas! Por Reinaldo Azevedo

JUÍZES DENUNCIAM CAOS NA PAPUDA DESDE A CHEGADA DOS MENSALEIROS, APONTAM RISCO DE REBELIÃO EM RAZÃO DOS PRIVILÉGIOS DE QUE GOZAM OS CRIMINOSOS DE PEDIGREE E PEDEM AFASTAMENTO

Pois é… O óbvio sempre se lembra de acontecer. Juízes denunciam ameaça de rebelião na Papuda? Motivo? Os privilégios de que gozam os mensaleiros — os criminosos aristocratas. Antes que chegue lá, lembro algumas coisinhas.

No dia 5 deste mês, afirmei:
“Se houver uma rebelião na Papuda, o culpado é o Zé Dirceu; os culpados são os senadores que foram lá [visitar mensaleiros]; os culpados são os deputados que foram lá. São os culpados políticos por uma eventual rebelião”.
O vídeo está aí. Volto em seguida.
No dia seguinte, em post neste blog escrevi:“Afirmei isto no debate da VEJA.com, na quinta-feira, e reitero: os companheiros mensaleiros do PT — na verdade, parece que só eles importam (ver texto abaixo) — estão fazendo um esforço brutal para provocar uma rebelião na Papuda. Se acontecer, serão eles os únicos culpados.”
Leiam, agora, o que informa Vinicius Sassini, no Globo Online. Volto depois:
Três juízes que atuam na Vara de Execuções Penais (VEP) em Brasília, responsável pelos processos das prisões dos condenados do mensalão, pediram para ser removidos da Vara em razão dos conflitos surgidos desde a chegada dos condenados ao Complexo da Papuda. Entre os motivos elencados nos pedidos, encaminhados à Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, está a iminência de ocorrer uma rebelião e uma tentativa de fuga na próxima terça-feira, dia 24, véspera de Natal. Eles também denunciam a existência de uma suposta sabotagem por parte de agentes penitenciários com o objetivo de prejudicar a Vara de Execuções Penitenciaria. Os pedidos dos juízes foram remetidos ao primeiro vice-presidente, desembargador Sérgio Bittencourt, no último dia 9. Dois dias depois, o desembargador negou a remoção dos juízes e encaminhou à Presidência do Tribunal de Justiça, “com urgência”, as denúncias de rebelião, fuga e sabotagem. Os juízes escreveram no pedido de remoção que magistrados, promotores de Justiça e defensores públicos constataram a tensão no sistema prisional desde a chegada dos mensaleiros à Papuda, principalmente em razão das regalias concedidas a eles pela administração penitenciária. Entre esses privilégios estava um dia especial de visitas, as sextas-feiras, medida derrubada pelos juízes substitutos da Vara de Execuções Penitenciárias.
Situação de caos no sistema prisional
A argumentação dos juízes para serem transferidos da VEP se baseia na situação que consideram “de caos” do sistema prisional desde a chegada dos condenados do mensalão. As detenções ocorreram em 15 de novembro, e, diante dos conflitos deles com o juiz titular da VEP, Ademar Silva de Vasconcelos, os magistrados já alegavam a necessidade de remoção da Vara. Os primeiros pedidos nesse sentido foram feitos ainda em novembro e negados pela Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, a quem cabe decidir sobre remoções de juízes. Há poucos dias, diante da ampliação da tensão nos presídios da Papuda, inclusive com uma suspeita de sabotagem por parte de agentes prisionais, os magistrados voltaram a pedir remoção.
(…)
Pelo menos três fontes independentes teriam alertado um dos juízes sobre a possibilidade de rebelião na véspera do Natal. A unidade onde detentos estariam arquitetando a revolta é o Centro de Detenção Provisória (CDP), que fica ao lado do Centro de Internamento e Reeducação (CIR), dentro do Complexo da Papuda. É numa cela especial do CIR onde estão presos o ex-ministro José Dirceu; o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares; o ex-tesoureiro do PL (hoje PR), Jacinto Lamas; e os ex-deputados Romeu Queiroz, Pedro Corrêa, Bispo Rodrigues, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry. Também é dada como certa, no pedido remetido à cúpula do Tribunal de Justiça, que os agentes tentarão uma sabotagem com a finalidade de atrapalhar a atuação da Justiça.
(…)
Voltei
Os irresponsáveis fizeram de tudo para levar o caos à Papuda. Além dos políticos que foram fazer romaria para visitar os criminosos, a Secretaria da Segurança Pública do Distrito Federal é corresponsável pela tensão porque passou a administrar um sistema de privilégios. Se o pior acontecer, os senadores e deputados petistas que foram visitar os mensaleiros devem ser escalados para negociar com os presos. Por Reinaldo Azevedo