quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BLACK BLOC ADOTA O TERRORISMO DIGITAL

O repertório de ataques do Black Bloc entrou no terrorismo digital. Funciona assim: o prefeito Eduardo Paes, que se opõe ao que quer o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), teve seus dados privados publicados em um link na quarta-feira, e o mesmo aconteceu com a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e uma lista de autoridades, bem como parentes e pessoas próximas. O crime cometido na internet puxa um cordão de inconsequentes que reproduzem e repassam os dados. Estão todos, de forma solidária, enquadrados na lei 12.737 de 2012 – a lei Carolina Dieckmann, aprovada depois do famoso caso da divulgação de fotos íntimas da atriz. Em vigor desde 2 de abril deste ano, a lei tornou crime qualquer invasão ou divulgação indevida de dados particulares. Já foram autuados por esse tipo de delito os menores que divulgaram dados dos PMs do Rio de Janeiro. A pena é de até dois anos de prisão. A intenção do grupo é fazer com que todos se sintam previamente intimidados. A partir de agora, quem for contra o movimento e as intenções do Black Bloc e do Anonymous vai ter suas informações escancaradas na internet. Os dados que supostamente seriam da presidente Dilma foram divulgados na página “Black Bloc RJ” do Facebook. Os hackers publicaram um link que dá acesso a número de CPF, identidade, telefones e outras informações, como nomes dos pais, endereço, lista de bens e dados bancários. Os criminosos ainda cometeram outro delito. Há, no post que divulga dados da presidente, a informação “conforme declaração de Imposto de Renda”. Esse tipo de divulgação de dados fiscais é crime previsto na lei complementar 105/2001, com pena de um a quatro anos de prisão, mais multa. A lista divulgada pelo Black Bloc tem ao todo 490 nomes, com deputados, ministros e senadores. O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência, está entre os citados. Marina Silva também. E com eles um número incontável de parentes que nada têm a ver com o poder. Em páginas do Facebook ligadas ao Black Block e ao Anonymous, cresce a corrente que pede a libertação dos 64 presos e dos 20 menores apreendidos durante o protesto do Dia do Professor no Rio de Janeiro. Eles são chamados de “presos políticos” pelos manifestantes que apoiam o Black Bloc. Três dos detidos foram soltos nesta quinta-feira. Eles estavam presos na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, no Grande Rio. Renato Tomas de Aquino, Ciro Brito Oiticica e Gerd Augusto Castellões foram soltos no início da tarde. Ao sair, Oiticica afirmou que os manifestantes estão divididos em grupos de seis, em celas separadas dos demais presos. "Não fomos agredidos fisicamente, mas sofremos 'vitimizações'", declarou Oiticica, sem detalhar o que seriam “vitimizações”. Ele disse que foi detido apenas por estar sentado na escadaria da Câmara Municipal, na Cinelândia.

SUPREMO ACEITA DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO FEDERAL MINEIRO

O Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia contra o deputado federal Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG) por crime tributário. Ele é acusado de falsificar notas fiscais. A decisão da Corte, tomada nesta quinta-feira, foi unânime. O crime – repetido 910 vezes, segundo a acusação – teria sido cometido quando Santana era diretor da empresa RIMA Industrial: os promotores apontam que ele comprou carvão vegetal produzido a partir de vegetação nativa como se o produto fosse de origem plantada. Para sustentar a fraude, Bernardo de Vasconcellos utilizou várias notas fiscais falsas, daí o crime que o levou ao Supremo. O parlamentar alegou perseguição dos promotores; disse também que a ação era inválida porque o Ministério Público de Minas Gerais é o autor da investigação – o que tornaria ilícitas as provas, já que apenas a polícia poderia colher provas. A decisão do Supremo transforma o deputado em réu. O crime do qual o parlamentar é acusado tem pena de dois a cinco anos. Mas, no caso de Bernardo de Vasconcellos, a punição pode ser maior porque há agravantes apontados pelo Ministério Público.

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO DEVE RENDER AO PAÍS R$ 31,2 BILHÕES NESTE ANO

A União deve arrecadar neste ano 31,2 bilhões de reais com participações governamentais no setor de petróleo, segundo o novo diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Waldyr Barroso. Segundo o diretor, o montante se refere basicamente ao pagamento de royalties e participações especiais. Desse total, 16,1 bilhões de reais serão em royalties, 14,9 bilhões em participações especiais, além de 200 milhões de reais de outras fontes. O volume é próximo do que foi recolhido no ano passado, quando União, Estados e municípios arrecadaram 31,5 bilhões de reais em royalties e participações especiais. O primeiro leilão sob esse tipo de contrato, em que a União recebe pagamentos relativos ao lucro com o petróleo extraído da camada pré-sal, será realizado na próxima segunda-feira. Será licitada apenas uma área, Libra, que tem uma reserva de petróleo recuperável estimada em 8 bilhões a 12 bilhões de barris.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO NEGA PEDIDO DE PRISÃO DE 175 ACUSADOS DE INTEGRAR O PCC

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira pedido de liminar do Ministério Público Estadual solicitando a prisão de 175 pessoas apontadas como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a denúncia da promotoria, 115 deles já estão em presídios do País por participação em outros crimes, como tráfico de drogas e homicídio. No despacho, o juiz da 2ª Câmara Criminal, Ivan Marques, afirmou que o mandado de segurança não deve ser julgado por apenas um magistrado, mas, pelo colegiado, composto de três juízes. Os 175 acusados foram mapeados como membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) pela maior investigação já realizada pelo Ministério Público de São Paulo através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a facção criminosa. Durante três anos, promotores reuniram escutas telefônicas dos acusados. A denúncia do Ministério Público Estadual foi rejeitada para 14 dos 175 acusados, no fim de setembro. O juiz da Vara Criminal de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, considerou que as gravações não eram indícios suficientes para manter os suspeitos presos preventivamente, alguns deles não cumpriam pena. O Ministério Público Estadual entrou com um recurso na própria vara do interior, mas, ao mesmo tempo, acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo (instância superior) para que as prisões fossem decretadas. Os promotores defendem que o indeferimento do pedido de prisão preventiva irá comprometer uma eventual desarticulação do PCC, uma vez que a perspectiva é que o mérito do recurso contra a decisão de primeira instância demore mais de um ano. Outra medida para assegurar a condenação dos membros do PCC foi solicitada pela Secretaria de Administração Penitenciária para pôr líderes da facção no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

PETROLEIROS EM GREVE PÁRAM 15 PLATAFORMAS MARÍTIMAS; PEDEM SUSPENSÃO DO LEILÃO DO CAMPOD E LIBRA E 16,5% DE REAJUSTE

Trabalhadores da Petrobras iniciaram na madrugada desta quinta-feira greve geral que interrompe, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a produção em plataformas, refinarias, terminais e sedes administrativas da estatal em todo o País. Segundo a FUP, cerca de 39 plataformas da Bacia de Campos, responsável por 80% da produção da Petrobras, aderiram ao movimento. A produção está parada em 15 delas, segundo os sindicalistas. Um grupo de manifestantes também ocupou por oito horas a sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.  Os grevistas também fazem bloqueios em rodovias, como a Washington Luis, no Rio de Janeiro, que dá acesso à Refinaria Duque de Caxias (Reduc). De acordo o diretor da FUP, Leopoldino José de Oliveira, a adesão ao movimento é de 100% na refinaria. Segundo o sindicato, as plataformas onde os trabalhadores estão em greve estão sendo operadas por equipes de contingência da estatal, formada por gerentes e supervisores sem experiência operacional, “o que coloca em risco a segurança das equipes e das próprias unidades”, diz um comunicado encaminhado à imprensa. Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. O movimento teve início no primeiro minuto desta quinta-feira, durante a troca de turno nas plataformas e refinarias, e deve continuar até a próxima segunda-feira, quando será realizado, no Rio de Janeiro, o primeiro leilão de uma área de pré-sal no País. A principal reivindicação dos grevistas é a suspensão do leilão do campo de Libra, uma área que é considerada uma dos maiores reservas de petróleo do mundo. “Estamos estudando a realização de um grande ato, na segunda-feira, contra o leilão”, afirma Leopoldino José de Oliveira. Eles também pedem 16,5% de reajuste. Estão previstas manifestações em todo o País ao longo do dia. No Rio de Janeiro, às 17 horas, os petroleiros fazem uma passeata pelo centro. Os trabalhadores também reivindicam reajuste salarial de 12,5%, e a retirada da tramitação do Projeto de Lei 4330, que regulamenta a terceirização nas empresas. ”A Petrobras apresentou uma proposta de reajuste que foi rejeitada em assembléia pelos trabalhadores. Se a empresa não apresentar nova proposta, o movimento pode continuar mesmo depois do dia 21″, completou Oliveira. Além da Reduc, o sindicato contabiliza paralisações em Manaus (Reman/AM), Paulínia (Replan/SP), Mauá (Recap/SP), Mataripe (Rlam/BA), Gabriel Passos (Regap/MG), Paraná (Repar), Alberto Pasqualine (Refap/RS), Abreu e Lima (PE), além da SIX (unidade de Xisto/PR), da FAFEN (fábrica de fertilizantes/BA), Termorio (Duque de Caxias), usinas de Biodiesel e termoelétricas e campos terrestres de produção de petróleo na Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Há mobilização também em terminais da Transpetro no Amazonas, Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) Helder Queiroz, minimizou o impacto dos protestos de petroleiros. Queiroz disse que as manifestações são “um movimento legítimo da sociedade”, feito de forma democrática”. O diretor disse que foi do governo a decisão de destacar o Exército para garantir a segurança do leilão. Queiroz lembrou que o País passa por um ambiente agitado por causa dos protestos de rua, dando ênfase aos protestos no Rio de Janeiro. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que, atualmente, o campo de Libra é o maior campo descoberto no mundo. Questionado sobre se algo poderia adiar o calendário, Lobão disse que o leilão “está posto” para a próxima segunda-feira “e será realizado”.

JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO DECRETA PRISÃO DE 31 VÂNDALOS DOS BLACK BLOCS. ENTÃO AINDA HÁ JUÍZES NA BERLIM DE FRENTE PARA O MAR?

Ainda há juízes na Berlim com vista para o mar? Ainda há juízes na Berlim da tardinha que cai e do barquinho que vai? Ainda há juízes na Berlim tropical? Que bom! A Justiça decretou a prisão preventiva de 31 dos 64 vândalos detidos nos tumultos de terça-feira. Já não era sem tempo!
Atenção, imprensa brasileira! Atenção, coleguinhas jornalistas de direita (uns três), de centro (uns cinco…) e de esquerda (quase todo o resto): existe LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO NO BRASIL, garantida pela Constituição. Nestepaiz, como diz aquele, ninguém é preso POR SE MANIFESTAR. O que não há no Brasil nem em nenhuma democracia do mundo é liberdade de quebrar, invadir, depredar. Os que foram presos em flagrante não são, pois, MANIFESTANTES. São vândalos, são membros de quadrilha, são membros de bando, escolham aí. Chamá-los de manifestantes corresponde a endossar a violência. Atenção, coleguinhas jornalistas que, à moda Kassab, “não são nem de direita, nem de esquerda nem de centro”: manifestantes não andam com estilingues, coquetéis molotov, porretes. Atenção, coleguinhas jornalistas que, à moda Marina Silva, não “são nem de oposição nem de situação, mas de posição”: manifestantes não cobrem a cara. Manifestantes mostram a cara. Assim, chega de chamar bandido de manifestante. Adiante. A Justiça vive um surto populista, como apontei aqui. Decisões absurdas, com justificativas ainda mais exóticas, vão se acumulando. O próprio Supremo Tribunal Federal precisa passar por uma desinfecção. Sugiro que o remédio sejam a Constituição, as leis e a lógica. O ministro Luiz Fux afirmou que descontar dias parados de grevistas agride o direito de greve. Errado! O direito de greve existe — sim, sou contra greve de servidores porque o povo paga o pato, mas deixo isso pra lá agora — com ou sem o pagamento. Quem decide paralisar o serviço está disposto a uma cota de sacrifício pessoal em nome do bem coletivo. Assim se deram historicamente as lutas sociais. O estado e as empresas não são cartório de despacho de reivindicações. Juízes têm a obrigação da razoabilidade. Recebe quem trabalha; quem não, então não. No caso da invasão da Reitoria da USP, um juiz decidiu, na prática, que a ação não só é aceitável como é justa — a direção da universidade é que levou um pito por conta de sua suposta intransigência. Até parece que não existem disposições regimentais vigentes a respeito da eleição de reitor. Existem. Não são cláusulas pétreas por certo. Podem ser mudadas. Mas é com marreta na porta que se argumenta? É com pé-de-cabra, meritíssimo? Os exemplos de populismo judicial são muitos, vão se acumulando. Espero que a decisão tomada agora pela Justiça do Rio de Janeiro represente um sopro de bom senso. Mas é preciso esperar para ver. Assim como setores da imprensa estão com medo de black blocs e assemelhados, também há setores do Judiciário que estão querendo fazer embaixadinhas para a torcida. Por medo ou por ideologia. A coisa começa a tomar dimensões preocupantes porque se eleva a escalada da violência, como sempre ocorre quando há impunidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, os black blocs já formam uma ala do sindicato dos professores, comandado pelo PSOL e pelo PSTU. A esquerda submarxista — quem é do ramo sabe que marxistas instruídos, eles existem, jamais se ligariam a bandoleiros dessa espécie (não é prurido moral, é questão política) — se juntou à violência doidivanas, sob o silencio cúmplice de idiotas que se negam a ver o óbvio. Alguns tolos acham que isso é ruim para Sérgio Cabral e se calam. Outros tolos acham que isso é ruim para Sérgio Cabral e para Dilma e também se calam. Quem tem algo entre as orelhas além de um enorme vácuo de idéias e princípios morais sabe que, caso prospere a desordem para valer, a desordem é sempre favorável ao status quo, que, então, se rearranja e passa a fazer o óbvio: fala em nome da ordem. Por Reinaldo Azevedo

PRESIDENTE DO PMDB GAÚCHO JÁ ADMITE, PEDRO SIMON VAI CONCORRER NOVAMENTE AO SENADO, SÓ PRETENDE SAIR DE LÁ AOS 92 ANOS

O presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, deputado estadual Edson Brum, já admite com todas as letras que o atual senador Pedro Simon será de novo o candidato do partido para a vaga do Estado no Senado Federal. Na nova configuração, o PMDB faria aliança com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o PSB, à Presidência da República. Depois da conversa que teve esta semana com o senador Pedro Simon, Edson Brum saiu convencido de que o velho político gaúcho vai concorrer novamente, e só pretenderia sair do Senado Federal após os 92 anos. Na quarta-feira, em Brasília, Pedro Simon participou da convenção do PSB, ao lado de Marina Silva e Eduardo Campos. Recentemente, Pedro Simon colocou a estrutura do PMDB gaúcho a trabalhar para realizar a coleta de assinaturas necessárias para o registro do partido de Marina Silva. Simon nunca grudou uma estopa sem pregos. Suas decisões sempre visavam a uma saída política pessoal assegurando a manutenção de seu mandato. A chapa do PMDB teria José Ivo Sartori para governador e Beto Albuquerque como vice. Assim, o PMDB do Rio Grande do Sul ficaria com Eduardo Campos e não com a petista Dilma Rousseff. A posição de Simon é compartilhada pela base do partido no Estado, mas alguns chefetes de destaque, como Mendes Ribeiro Filho e Eliseu Padilha, já se comprometeram com a dupla Dilma-Temer.

DESDE O INÍCIO DO ANO, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAÚCHO COZINHA JULGAMENTO DO PROCESSO DE IMPROBIDADE DA DEPUTADA ESTADUAL PETISTA STELA FARIAS, CONDENADA EM ALVORADA

Dorme desde o início do ano no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul o julgamento do recurso interposto pela deputada estadual petista Stela Farias à condenação de que foi objeto em primeiro grau no município de Alvorada. Quando foi prefeita da cidade, em junho de 2004, aplicou R$ 3 milhões do fundo dos servidores municipais, Funsema, sem autorização para isto, em um banco já sabidamente bichado, o Banco Santos, que quebrou logo depois. A apelação ainda não foi julgada por nenhuma das Câmaras Civeis, porque houve erro na distribuição para a 2ª Câmara, mas o Ministério Público já se manifestou no processo e quer que o Tribunal de Justiça do Estado mantenha as condenações. Se isto acontecer, Stela Farias será inscrita no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativairá e Inelegibilidades, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (http://www.cnj.jus.br/improbidade_adm/consultar_requerido.php ) e não poderá concorrer em 2014. A sociedade gaúcha está de olho, na espera que o processo da petista Stela Faria não seja como o de improbidade administrativa do deputado federal peemdebista Alceu Moreira da Silva, que levou 11 anos até ser alcançada uma sentença em segundo lugar. Por conta disso ele teve seu nome inscrito no dia 20 de maio de 2011 no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidades e não poderá concorrer no próximo ano. Veja o cadastro ficha suja do peemedebista Alceu Moreira da Silva no endereço a seguir: http://www.cnj.jus.br/improbidade_adm/visualizar_condenacao.php?seq_condenacao=3923 Ele está inscrito no cadastro do CNJ por "violação aos princípios administrativos". No caso da petista Stela Farias, o juiz de primeiro grau a condenou à suspensão dos direitos políticos por quatro anos e multa correspondente ao triplo da remuneração que ela recebia como prefeita de Alvorada. No caso de Alceu Moreira da Silva, para não ter leiloada sua mansão localizada no milionário e sofisticado condomínio Interlagos, localizado à beira da Lagoa do Peixoto, em Osório, ele teve que pagar quase 400 mil reais no último dia 31 de setembro de 2013. No caso da deputada estadual petista Stela Farias, ela também está com sua casa bloqueada para garantia de pagamento de dívida com o município caso perca o processo. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deve demonstrar se é político ou estritamente legal. Isso vai depender do imediato julgamento do processo de Stela Farias, assim como é exigido pelo Conselho Nacional de Justiça.

GREVE DOS PETROLEIROS É GERAL EM TODO O PAÍS, PODE FALTAR GASOLINA, ÓLEO E GÁS

No meio da tarde desta quinta-feira já era possível garantir que a greve dos petroleiros atinge todas as refinarias, terminais, plataformas, campos de produção e unidades operacionais da Petrobrás, conforme avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos. Os trabalhadores exigem o cancelamento do leilão do campo petrolífero de Libra para acabar com a greve. Como o leilão de Libra está marcado para o dia 21, a greve poderá perdurar até lá, o que significa que ocorrerá desabastecimento de gasolina, óleo e gás tão logo acabarem os estoques atuais.

VAI SAIR NO FANTÁSTICO, DOMINGO, MAS VOCÊS JÁ FICAM SABENDO AQUI, AGORA, A LISTA DE NEPOTISMOS CRUZADOS NO GOVERNO DE JOSÉ FORTUNATI; É UMA PARENTADA ENORME, DE POLÍTICOS RENOMADOS, MONTADA NOS CCs DA PREFEITURA DA CAPITAL GAÚCHA.

CONHEÇA A LISTAGEM DO APADRINHAMENTO E DO NEPOTISMO NA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE, QUE O FANTÁSTICO PROMETE MOSTRAR NO DOMINGO.

Governo de "coalizão", aquela montanha de partidos reunidos para nada, sem qualquer propósito, só serve mesmo para dar em porcaria. Nesse tipo de governo, todo mundo é contra todo mundo. Está cheio de "deep throats"
("gargantas profundas"). Este termo "deep throat" foi usado pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal Washington Post, para designar o informante privilegiado de dentro da administração do presidente Richard Nixon que lhes repassava informações, assegurando que tinha sido de integral conhecimento do presidente a invasão da sede da campanha democrata no edifício Watergate; isso ocorreu no dia 17 de junho de 1972; a longa investigação levou a renúncia forçada de Richard Nixon à presidência dos Estados Unidos; em 31 de Maio de 2005 o ex-vice-presidente do FBI, W. Mark Felt, revelou que era o "Garganta Profunda", o que foi confirmado por Bob Woodward e Carl Bernstein). Videversus também tém os seus "deep throats".

Aqui estão os principais nomes, cargos e padrinhos políticos que retratam como o prefeito José Fortunati repartiu cargos e salários entre os apaniguados. Esta listagem ainda mantêm todos os nomes apresentados nos cargos até o mês de setembro.

Diego Belmont – sobrinho da primeira-dama Regina Becker – é uma espécie de boy de luxo do casal :

Rubia Cantarutti – é cunhada do diretor adjunto do DEP;

Denise Rosado Cantarutti – DEP, sobrinha do ex-deputado estadual Berfran Rosado (alvo investigado na Operação Concutare, recente hóspede do Presídio Central de Porto Alegre);

Carlos Norberto Magalhães Fraga – Carris, ex-cunhado do deputado federal (licenciado) Mendes Ribeiro Filho (PMDB);

Pablo Mendes Ribeiro – secretário adjunto da SMTUR, suplente de vereador, filho do deputado federal Mendes Ribeiro Filho; 

Beto Fraga – ex-diretor da Câmara de Vereadores no período de Sebastião Melo (vice-prefeito);

Diego Alves Fidel – filho de Marílio Fidel, proprietária de creche terceirizada da
prefeitura.

Maria Salete Potrich Manfrói – filha de Cláudio Manfrói, do PTB, demitido
recentemente do Conselho da Procempa;

Thaís da Rosa Mallmann Machado - DMAE , tesoureira do diretório municipal de Porto Alegre do PMDB (filha do lobista Antonio Mallmann - experimentem uma pesquisa do nome dele no Tribunal de Justiça); 

Eduardo Costa Machado – casado com Thaís da Rosa Mallmann, diretor de TI do DMAE;

Juliana Cuchiarelli, PGM em desvio de função, foi chefe de gabinete do então vereador Sebastião Melo (PMDB);

Rodolfo Rospide Júnior – DMLU, filho do dirigente do PMDB , Rospide Netto (investigado no escândalo de desvio de recursos do marketing do Banrisul; ligado ao deputado federal Mendes Ribeiro Filho);

Carolina Beatriz Biolchi – irmã do deputado estadual Márcio Biochi, do PMDB;

Fernanda Piatelli , diretora administrativa do DMLU, atual namorada de André Carus, diretor do órgão;

Carlos Baltazar Ribeiro Azevedo – EPTC, casado com Luciana Provenzi, da Carris, e dirigente da Juventude do PMDB em Porto Alegre;

Plínio Zalewski - EPTC, está em desvio de função no gabinete do vice-prefeito Sebastião Melo (desconhecido quem atesta a sua fetividade);

Fernanda Busato, EPTC, filha do deputado federal Luiz Carlos Busato, presidente regional do PTB, atual secretário estadual de Obras do governo do peremptório petista Tarso Genro;

Domenica Rigotto – EPTC, parente do ex-governador Germano Rigotto, do PMDB;

Catia Lara Martins – FASC, filha do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, João Osório, ex-deputado estadual do PMDB;

Paulo Rogowski, PROCEMPA, guarda-costas do prefeito José Fortunati, em desvio de função;

Cláudia Campezatto, PROCEMPA, trabalha há muitos anos como secretária de absoluta confiança de Luiz Fernando Zácchia, está em desvio de função na SMAM;

Diego Buraldi, PROCEMPA, assessor do gabinete de José Fortunati e acusado de receber dinheiro vivo do escândalo do convênio odontológico da PROCEMPA;

Luciana Cristina Manfrói – PROCEMPA, parente, indicada por Cláudio Manfrói , do PTB;

Jayme Pimnet, PROCEMPA, indicado pelo PMDB;

Rejane Sebben Mello, PROCEMPA, mulher de Luiz Carlos Melo (PMDB), que foi chefe de gabinete do ex- governador Rigotto (atual chefe de gabinete do deputado estadual Frederico Antunes, do PP);

Edson Coelho Souza Reis, PROCEMPA, filho do presidente da ATP, Enio dos Reis (associação dos donos de ônibus);

Sabrina Ricco, PROCEMPA, indicada pelo PTB, pelo deputado federal Maurício Dziedricki;

Tanise Amália Pazzim, esposa do vereador Elisandro Sabino, PTB;

Carla Zambiasi, SMA, filha do ex-senador Sérgio Zambiasi, proprietário numero 1 do PTB gaúcho;

Rita Cássia Rocha Brum – SMA, esposa do vereador Paulo Brum, PTB;

Karina Pacheco Cardoso DÁvila – SMDA, adjunta, filha do vereador Nereu DÁvila (PDT);

Rogério Portanova Leal , SMF, primo do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB);

Otília Maria Herz Abreu, SMF, mulher de Renato Abreu, funcionário do Senado, gabinete de Pedro Simon (PMDB), do qual é um dos "eternos" assessores;

Daysi da Silva Fornari, SMGL, indicada do PPS, filha de João Carlos Fornari, do DMLU;

João Carlos Fornari,, DMLU, vereador do PPS no município de General Câmara;

Vânia Gonçalves de Souza, SMGL, cota do PP, filha do ex-governador Amaral de Souza;

Denize Souza Costa, SMGL, cota do PP, filha do ex-governador Amaral de Souza;

Fernando Fraga Mendes Ribeiro, SMIC, filho do deputado federal Mendes Ribeiro Filho;

Carina Bernardi, SMJ, cota do PP, filha do presidente do partido, Celso Bernardi.

UFRGS DÁ CALOTE NOS ESTUDANTES MONITORES, PRÓ-REITORIA ALEGA FALTA DE DINHEIRO, MAS TEM RECURSOS PARA PAGAR SHOWS DO PAPAS NA LÍNGUA

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul acaba de dar um calote nos estudantes que trabalham na Monitoria Acadêmica. O pagamento de R$ 400,00  por 80 horas mensais de trabalho é para muitos a única fonte de renda, visto que os horários desorganizados da Universidade dificultam a realização de estágio ou trabalho formal. O pagamento deveria ter saído dia 5, mas está atrasado desde então. O Pró-Reitor de Graduação enviou mensagem eletrônica para os quase 25 mil alunos da Ufrgs informando que não tem previsão de quando o pagamento será realizado. Segundo a informação a culpa é do MEC que não repassou as verbas. Acontece que o mesmo Próo-Reitor anuncia no site da pró-reitoria a realização de um show da banda de pop-rock do Papas da Língua, dia 21, gratuito para alunos, professores e funcionários da Ufrgs.

A LARGA ESTUPIDEZ DE PAULA LAVIGNE NO "SAIA JUSTA"

O programa “Saia Justa”, do GNT, convidou a empresária Paula Lavigne, presidente (!) do grupo “Procure Saber” e ex-mulher de Caetano Veloso, para falar sobre a polêmica das biografias. Quem assistir ao programa verá que esta senhora não sabe o que fala. A sua ignorância só não supera a sua arrogância e a sua truculência. Entre outras bobagens, tratou como valores equivalentes um artigo do Código Civil, o 20, que permite que biografados ou seus familiares interditem um livro, e os artigos 5º e 220 da Constituição, que asseguram a liberdade de expressão e vetam qualquer forma de censura. Ora, só existe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF porque se aponta justamente a inconstitucionalidade desse Arrigo 20. Se assim decidirem os ministros do Supremo, fim de papo. Para ser didático, dona Paula: a Constituição pode declarar sem efeito um dispositivo do Código Civil, mas um dispositivo do Código Civil não pode declarar sem efeito uma garantia constitucional. Entendeu ou quer um desenho?

O debate prosseguia. Paula tentava desesperadamente arrumar um argumento. Dizia que ela e seu grupo estavam injustamente sendo acusados de censores, sem conseguir explicar, no entanto, por que aquilo que defendem não é, afinal de contas, censura. Pouco se lhe dá que a tal lei impeça, como tem impedido, de se contar parte da história do Brasil e que inexista restrição parecida em qualquer democracia do mundo. E daí? O Brasil atrasado pode lhes parecer um bom lugar quando se trata de defender o que consideram seus próprios interesses.
A jornalista Barbara Gancia é uma das integrantes do “Saia Justa”. Fez o que as pessoas razoáveis fazem nas democracias. Combateu a censura, citou os dispositivos constitucionais e lembrou que existem leis para punir abusos. Sem saída, Paula Lavigne apelou.
— Barbara, você é gay assumida, né?
— Sou.
— Qual é o nome da sua namorada?
— Marcela.
— Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que estou falando, você não está entendendo na teoria e agora viu na prática como é ruim ter a privacidade invadida!
Retomo
Paula Lavigne é vulgar e preconceituosa. E o é, como diz uma das minhas filhas, num “nível novo”, que pode escapar a uma análise mais ligeira. Vamos lá. Agora parte da minha biografia: Barbara é minha amiga há 21 anos. Nunca escondeu o que não tinha de ser escondido. Nesses anos, jamais vi alguém, por mais que a detestasse ou que estivesse furioso com suas opiniões, recorrer à sua sexualidade para tentar vencer o debate, como se fosse um argumento eficiente. Querem a evidência incontornável de que se tratou de preconceito? É simples: se Barbara fosse heterossexual, o diálogo seria impossível, não é? Imaginem:
— Barbara, você é heterossexual assumida, né?
— Sou.
— Qual é o nome do seu namorado?
— Paulo.
— Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que estou falando, você não está entendendo na teoria e agora viu na prática como é ruim ter a privacidade invadida!
É asqueroso! No mundo de dona Paula Lavigne, os gays devem ser menos livres para ter opiniões do que os heterossexuais, ou ela logo quer saber qual é o nome do “namorado” ou da “namorada”… O mais patético é que Barbara respondeu o que lhe foi perguntado sem constrangimento, mas Paula insistiu em ver ali a suposta violação incômoda de uma intimidade — violação que não havia porque não se cuidava de nenhuma informação secreta. Mas ainda não cheguei ao fundo do pântano ético desta senhora.
Digamos, só para efeitos de pensamento, que a homossexualidade de Barbara fosse um segredo guardado a sete chaves, bem como o nome da sua namorada. Ora, quem é que estava a falar no programa como a guardiã do “direito à intimidade”? Entendo. Paula só estava tentando ser didática e sagaz.
Não é a primeira vez
Trinta anos depois, essa gente aprendeu muito pouco. Em 1983, furioso com uma crítica que Paulo Francis lhe fez, Caetano, ex-marido de Paula Lavigne e um dos entusiastas da censura, chamou o jornalista de “bicha amarga” e “bonecada travada”. Nos recentes embates que tive com ele, lembrei a baixaria. Caetano tentou se explicar, e a emenda saiu bem pior do que o soneto. Segundo disse, a parte negativa da caracterização era “travada”, não “bicha”. Ah, bom! Paula Lavigne acha que Barbara Gancia não poderia jamais ter aquela opinião sendo gay. E Caetano acha que uma bicha só é digna se for “destravada”. Poderia ser dito de outro modo: “Já que é bicha, que seja destravada”. Não sei se ele tem exigências também voltadas aos heterossexuais.
O mesmo Caetano, descontente com um texto de Mônica Bergamo, colunista da Folha, sobre autorização para Maria Bethania captar patrocínio pela Lei Rouanet, resolveu especular sobre a vida privada da jornalista, acusando-a de “parceira extracurricular” com um colega. Escrevi sobre o despropósito. A Lei Rouanet é um instrumento público de fomento à cultura. Saber quem tem e quem não tem acesso à vantagem é de interesse do conjunto dos brasileiros. Mas o cantor tomou a coisa como pessoal. E ainda escreveu: “Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão”. Em suma: Caetano acha que não precisa “ser discreto e sóbrio” com a vida de pessoas privadas, mas quer uma lei que censure a biografia de pessoas públicas.
Num embate recente com Mônica no Twitter, Paula Lavigne mandou ver esta delicadeza:
Paula Lavigne Mônica Bergamo
Ela se desculpou, e parece que a jornalista aceitou as desculpas. Não estou aqui a tomar as dores de ninguém. Mônica sabe se defender — assim como Barbara. Estou é evidenciando um estilo. Sei o quanto me custa de aporrinhação e de xingamentos os mais estúpidos as críticas que faço à chamada “lei que pune a homofobia”. Trata-se, em muitos aspectos, de mais uma agressão à liberdade de expressão sob o pretexto de defender uma minoria. Precisamos é que as leis que existem para punir todas as formas de agressão sejam devidamente aplicadas. E com celeridade — inclusive as que coíbem os crimes contra a honra.
O que me espanta ao relatar esses casos é ver a ligeireza com que esses “descolados” — que jamais serão chamados de “homofóbicos” — podem recorrer à sexualidade desse ou daquele ou a supostos aspectos da vida privada de desafetos para tentar vencer um debate sobre temas que são de interesse público. Se há coisa que não me interessa — e desconfio que interesse a bem pouca gente — é a vida venturosa de Caetano Veloso, de Djavan ou de Chico Buarque. Espantoso é que esses senhores, sob o pretexto de preservar a sua intimidade, defendam uma lei já tornada obsoleta pela Constituição, que permite, e isto é inegável, até a censura prévia.
Paula Lavigne, no seu estilo sem limites, em conversa com O Globo, afirmou que Barbara teria pedido ao GNT que cortasse trechos do programa. Estranhei. Telefonei para Barbara.
— Você pediu isso?
— Reinaldo, eu vou fazer uma cópia da mensagem que enviei ontem para a Mariana Koehler, que é a diretora do Saia Justa.
Minutos depois, chegava ao meu celular a mensagem que Mariana recebeu na noite de terça-feira. Assim:
“Bom dia, flor:
Não se preocupe comigo na hora de editar, tá tudo tranquilo, faça o que for melhor pro programa. Confio 100% no seu bom senso. Manda bala e vamos em frente!”
É MAIS SEGURO PARA A HUMANIDADE QUE PAULA LAVIGNE TENTE CENSURAR BIOGRAFIAS. IMAGINEM SE ELA FOSSE UMA BIÓGRAFA…
Encerro lembrando que esses patriotas costumam reclamar ainda da imprensa brasileira. Com raras exceções, o jornalismo que se pratica no Brasil preserva, sim, a intimidade de personalidades públicas — inclusive dos artistas. É claro que, de vez em quando, aparecem um Lula ou outro para protestar. O agora ex-presidente ficou furioso quando a imprensa noticiou que a Gamecorp, empresa de Lulinha, um de seus filhos, recebeu um aporte de R$ 5 milhões da então Telemar. Segundo o petista, tratava-se de “assunto privado”. Errado! A Telemar era detentora de uma concessão pública e tinha como sócio o BNDES. Se ela dá dinheiro para a empresa do filho do presidente da República, a notícia é do interesse de todos os brasileiros.
Lula, Chico Buarque e Caetano Veloso acham que biografia boa é biografia autorizada. Estão a um passo de achar que jornalismo bom é jornalismo autorizado.
Se não é assim, Paula Lavigne logo pergunta:
— Você é gay, né?
Por Reinaldo Azevedo

OLHEM SÓ, O PMDB DE PORTO ALEGRE FAZ DE TUDO PARA COLOCAR ZACHIA NO SEU COMANDO; UMA PERSONAGEM MUITO ENFRONHADA REVELA TODAS AS TRAPALHADAS PARA VIDEVERSUS, PARECE COISA DE AMADOR

Recebi no anoitecer desta quarta-feira um relato muito detalhado feito por uma personagem muito familizarizada com as idas e vindas da sucessão no diretório municipal do PMDB de Porto Alegre, cuja eleição deve acontecer neste sábado. A pedido, mantenho em sigilo a autoria das informações. Acompanhem, dá um romance.
"1. Após decisão da bancada de vereadores do PMDB em escolher Prof. Garcia como presidente da Câmara em 2014, representando o partido, o vereador Valter Nagelstein saiu dizendo corredor afora que a partir daquele momento "o ar seria irrespirável na Câmara";
2. Mesmo assim, Valter Nagelstein implorou ao "ficha suja" (*) Luiz Fernando  Zachia, Ernesto Teixeira, o "Português", e Mendes Ribeiro Filho, uma sobrevida, querendo levar a decisão para o partido, sempre vendendo a idéia de que fora prejudicado em 2004 quando concorreu a vice-prefeito na chapa de Mendes Ribeiro Filho; entretanto, Valter Nagelstein sempre esquece que o PMDB é seu terceiro partido, antes foi do PDT de seu pai e depois do PPS, em 2000, quando foi candidato a prefeito;
3. Quase que Valter Nagelstein arrumou um quarto partido; quis ir para o PROS; exigiu, como é do seu feitio, a presidência municipal e ser o único candidato a deputado estadual pelo PROS de Porto Alegre em 2014; ouviu do vereador Bernardino Vendruscolo que esse lugar já estava ocupado e ocupado por ele mesmo, Bernardino;
4. Tentou ainda o SOLIDARIEDADE, porém ouviu de Claudio Janta que o partido era de sindicalistas, sim, porém não de sindicalista patronais; Valter Nagelstein tem negado, porém todos na Câmara Municipal viram-no sentar-se insistentemente ao lado de Claudio Janta, tanto que ameaçou o vice-faz-de-tudo Sebastião Melo de sair do PMDB;
5. A estrategia montada pelo grupo de Zacchia: marcaram um almoço na sexta-feira na sede do partido, quando os grupos de Zachia, Ernesto, Cechim e Pablo Melo perceberam que poderiam não fazer os 20% exigidos pelo estatuto; Ernesto Teixeira confessou, em um "petit comité", que estava criado o conchavão, que eles apelidaram de acordão em nome da unidade do PMDB;
6. Sexta-feira pela manhã, na inauguração do SES Sarandi, agentes políticos, tipo arrapongas, principalmente do DMLU, PROCEMPA, EPTC e CARRIS, juntaram-se, de repente, em um toque de prontidão, todos ingressaram nos carros-locados da Prefeitura e rumaram para o diretório do PMDB na Avenida João Pessoa; o vice-prefeito ficou apavorado com a falta de comprometimento e o engarrafamento causado pelos inúmeros carros que se amontoaram na saída antecipada, pois o evento nem teria começado;
7. Pablo Melo foi à reunião mesmo que seu pai tenha lhe recomendado o contrário; Idenir Cechim e Professor Garcia foram para ouvir uma proposta indecorosa; as chapas da vereadora Lourdes Sprenger e Doutor Raul nem foram convidadas, até porque são a única oposição real ao atual modelo de carguismo; Roni Marques continua falando sozinho e querendo eleição direta para presidente do partido, mesmo que tenha somente o seu voto;
8. Mal começara a reunião, foi implementado um novo método de distribuição dos cargos da executiva para o acordão, qual seja: sorteio através de cargos colocados em papéizinhos em um copo, tudo muito parecido com a máfia italiana; Zachia anunciava qual grupo receberia o cargo, tirava do copo um papelzinho e lia o cargo, o premiado se levantava e era aplaudido, quase ovacionado;
9. Porém aí começou a cair o império do carguismo, pois Professor Garcia recebeu um telefonema, parecido com "mensagem a Garcia", que o levou a chamar o colega vereador Idenir Cechim para fora do ambiente, e retornaram com a decisão de não mais participar do conchavão;
10. Aí foi a vez do Pablo Melo receber um telefonema, parecido com o do Professor Garcia, dizendo o interlocutor que estava fora da chapa e de qualquer acordo com o grupo de Zachia. Aí foi a chapa Unidade de Base que recuou;
11. As versões do rompimento do acordão se sucederam, Pablo Melo cantando de galo, Cechim botando a culpa na Juventude, e Zachia, Mendes Riberiro Filho, Ernesto Teixeira, André Carus e Valter Nagelstein vendo sua "grande" cartada ir ladeira abaixo;
12. Veio a correria para busca de autorizações e assinaturas, pois nenhum das três chapas estava inscrita, apenas a de Raul e Lourdes que havia sido inscrita no dia anterior; foi muito telefonema e carro para lá e para cá, para conseguir o mínimo de documentos; em razão da pressa, muitas assinaturas foram invalidadas;
13. Às 21 horas tinha-se quatro chapas inscritas: chapa 1 - Democracia e Ética na Política, com Doutor Raul e vereadora Lourdes Sprenger, mas com a costura feita por Luiz Carlos Severo desde fevereiro, tendo buscado diversos militantes históricos que foram ao longo do tempo esquecidos ou que largaram o partido depois de tantos desmandos, assim como candidatos a última eleição de vereadores, e como proposta principal, Ficha Limpa com combate permanente à corrupção; chapa 2 - PMDB Unido, com Zachia no comando supremo e os subcomandantes Ernesto Teixeira, André Carus e Mendes Ribeiro Filho, levando Valter Nagelstein como contrapeso, esta chapa apresentou propostas somente na segunda-feira, afinal, além de Zachia, com problemas na Justiça Federal, tem Zilmino Tartari, que está sendo investigado pelo MP/RS e TCE em relação à Procempa, e Pancinha, investigado pelo TCE em relação a adesivagem dos ônibus da Carris; é a chapa que tem o maior número de CCs, também conhecida com a chapa do nepotismo, pois está cheia de esposas e irmãs de parlamentares e aspones; chapa 3 - Força 15,  comandada por Idenir Cechim e Prof. Garcia, esta não apresentou proposta ainda, tem como integrante Adel Goldani, que recentemente foi exonerado da prefeitura; chapa 4 - Unidade de Base, é comandada por procuração por Pablo Melo, tendo como autor intelectual Plinio Zaleski (ex-Secretaria de Governança, hoje como secretário-executivo da comissão do Código de Posturas, é também quem redige os artigos do vice-prefeito), formada por diversos CCs e o que restou da Juventude; a chapa de menor número de CCs é a 1, que não tem integrantes da atual executiva e tem o maior número de mulheres inscritas na chapa;
14. Ninguém avisou ainda o Senador Simon que seus discipulos estão com Zachia, dentre eles: Renato Abreu, André Carus, Daniel Kieling, Gusmão e Rospide.
15. No sábado retrasado houve eleição do núcleo municipal da Juventude do PMDB, Pablo Melo já havia tirado Thyago Duarte da disputa e mantido Luciana Provenzi no cargo; entretanto, Luciana, esposa de Baltazar do comunitário, acabou o traindo e caindo na chapa de Zachia e Carus; no domingo, Pablo Melo deu o troco em André Carus, ligou direto para o prefeito José Fortunati e denunciou o uso da máquina pública, que estaria sendo utilizada no DMLU, através de telefonemas para filiados do PMDB a cata de autorizações e eleitores; o prefeito Fortunati  chamou André Carus e o descascou, sendo que André Carus contra-atacou com um email enviado por uma das secretárias do gabinete do vice-prefeito; aí fechou o rolo, e Melo avisou todo mundo que abriria sindicância para apuração de qualquer fato relacionado com uso de telefones, celulares, carros-locados e não cumprimento do horário de trabalho, assim como coação ou cooptação de CCs; era só o que faltava para o prefeito; há quem diga que o PMDB se contaminou com outros partidos, embora a pratica seja de longos anos;
16. A conta que todas as chapas fazem é de no máximo 750 votantes, em um universo de 17.000 aptos a votar, porém ninguém mais quer saber de política;
17. A chapa continuista fará entre 250 e 300 votos, pois perderam CCs que aderiram àss chapas 1 e 4; as outras três chapas, que agora são de oposição total ao império do carguismo, farão entre 150 e 200 votos, portanto serão maioria.
19. Valter Nagelstein hoje pela manhã (quarta-feira) tentou outro lance teatral, renunciar a sua reeleição, porém, primeiro que não é reeleição, pois Melo apenas se licenciou como vice-prefeito, não houve renúncia; Valter Nagelstein está no exercício da presidência; segundo, já conta com o ovo da galinha antes de ela botar o ovo;
20. Ao meio-dia no almoço "Tá na Mesa" da Federasul, no qual o palestrante era José Ivo Sartori, viu-se André Carús convidar Tiago Simon para sentar na sua mesa; mas, Tiago optou por sentar junto com a vereadora Lourdes Sprenger; não foram localizados no almoço Zachia, Ernesto Teixeira e Mendes Ribeiro Filho; a ausência de Mendes Ribeiro talvez se explique porque o PMDB gaúcho tende a não apoiar a reeleição de Dilma Rousseff.
É isso aí. Confira no sábado!!!"
Conferirei, com certeza.
PS - uma observação: Luiz Fernando Salvadori Zachia não é "ficha suja", porque não foi condenado em nenhum processo; ele é apenas réu no processo da Operação Rodin, e foi hóspede do Presídio Central na Operação Concutare.