sábado, 28 de setembro de 2013

NÚMERO DE DOMICÍLIOS NO PAÍS CRESCE MAIS DO QUE A POPULAÇÃO

Enquanto a população brasileira aumentou 0,8% em 2012, com relação a 2011, o número de domicílios subiu 2,5%, chegando a 62,8 milhões. Na Região Norte, o crescimento foi 3,3%. Do total no Brasil, 17,7% são alugados, 7,1% cedidos e 74,8% eram próprios, sendo que 70% deles estavam quitados. Os dados foram divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012. Quanto ao número de moradores, os domicílios com menos pessoas aumentaram de quantidade, ao passo que os que têm mais moradores reduziram. Do total, 13,5% dos domicílios tinham uma pessoa, 24,4% tinham duas, 25,6% tinham três e 20,5% dos domicílios tinham quatro moradores. Residências com oito ou mais moradores representam 1,2%. Em 2011, 12,7% eram ocupados por uma pessoa, 23,9% por duas, 25,7% por três, 21% tinham quatro e os que tinham oito pessoas ou mais somavam 1,4%. O abastecimento de água chega a 53,4 milhões de domicílios, o que corresponde a 86,4%, crescimento de 0,8% em relação a 2011. A coleta de esgotos avançou 2,1%, chegando a 58% dos domicílios do país. Em 2002, 81,9% tinham água em casa e 46,4% tinham o esgoto coletado. No ano passado, 89,9% dos domicílios eram atendidos pela coleta de lixo, enquanto em 2002 a coleta chegava a 84,8% das casas. A rede elétrica está presente em 99,7% dos domicílios, ante 96,6% em 2002. Esses dados não incluem a área rural da Região Norte, por ter entrado na pesquisa apenas em 2004, impedindo, portanto, a comparação com anos anteriores. O serviço de telefonia cresceu 4,1% e chegou a 91,2% dos domicílios. Em 2012, 1,85 milhão (3%) tinham apenas telefone fixo, mostrando a tendência de queda nesse serviço, que foi 12,5% em relação a 2011. Por outro lado, o número de domicílios que têm apenas telefone celular subiu de 49,7% para 51,4%, somando 32,28 milhões de lares. E 36,9% têm telefone móvel e fixo. Quanto aos bens duráveis, 98,7% têm fogão e 96,7% tem geladeira, números que eram, respectivamente, 98,6% e 95,8% em 2011. A presença da máquina de lavar roupa passou de 51% para 55,1% e a televisão subiu de 96,9% para 97,2%. O aparelho de DVD está presente em 76% dos domicílios e o rádio caiu de 83,4% para 80,9%. Já o microcomputador, passou de 42,9% para 46,4%. Na questão da mobilidade, o número de domicílios com carro passou de 40,9% para 42,4%, e com motocicleta subiu de 19,1% para 20%.

RENDIMENTO REAL DO TRABALHADOR CRESCE 5,8% EM 2012, CONSTATA A PNAD

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507,00 em 2012, um ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425,00 de 2011 reajustados pela inflação. Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na sexta-feira. Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou aumento de 4,8% em relação a 2011 e registrou a maior média de rendimentos de trabalho (R$ 1.803). O Nordeste manteve-se com os piores rendimentos (R$ 1.044,00), apesar de ter sido a região com maior aumento no período (8,1%). A Região Norte teve o menor aumento (2,1%) e anotou média de rendimentos de R$ 1.192,00. O Sul registrou a mesma taxa de crescimento nacional (5,8%) e o rendimento médio chegou a R$ 1.639,00 enquanto os rendimentos do Sudeste subiram 6% e alcançaram R$ 1.707,00. O Índice de Gini do rendimento, que mede a disparidade entre os diferentes estratos de rendimentos de trabalho, apresentou uma redução de 0,003 ponto, ao passar de 0,501 para 0,498. Isso mostra que as pessoas com rendimento mais baixo tiveram ganhos relativamente superiores aos de renda mais alta.Entre as categorias de emprego, importantes ganhos foram observados no trabalho doméstico com carteira assinada (10,8%) e sem carteira (8,4%). Apesar disso, ambos continuam recebendo os piores rendimentos: R$ 811,00 (para os com carteira) e R$ 491,00 (para os sem carteira). Os militares e estatutários tiveram os menores ganhos (0,9%), mas continuam recebendo os maiores rendimentos médios (R$ 2.439,00).

DESEMPREGO NO BRASIL FICOU EM 6,1% EM 2012

O Brasil registrou taxa de desemprego de 6,1% em 2012, inferior aos 6,7% de 2011. Os dados são da Pesquisa Nacional  por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra o desemprego em todo o território nacional, diferentemente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do próprio IBGE, que analisa apenas as seis principais regiões metropolitanas do País e apontou taxa de 5,5% em 2012. De acordo com a Pnad, todas as regiões registraram queda nas taxas de desemprego, com destaque para a Sudeste, onde o índice passou de 7% em 2011 para 6,1% em 2012. O Sul teve o menor índice de 2012 (4,1%). Já o Nordeste teve a maior taxa (7,6%). Nas regiões Centro-Oeste e Norte, os índices foram 5,2% e 6,3%, respectivamente, no ano passado. A Pnad também mostrou que a taxa de desemprego continua mantendo o padrão de 2011 em relação às faixas etárias: quanto maior a faixa de idade, menor o desemprego. A taxa entre 15 e 17 anos ficou em 21%. Entre os jovens de 18 a 24 anos foi 13,2%. Entre 25 e 49 anos, cai para 4,8%, atingindo 2,2% para a faixa de 50 anos ou mais. O contingente de desempregados passou de 6,6 milhões em 2011 para 6,2 milhões em 2012, uma queda de 7,2%. Desse total, em 2012, a maioria era mulher (57,8%), jovem de 18 a 24 anos (34,6%), negro (59,9%) e sem o ensino médio completo (53,1%). A população ocupada cresceu 1,6%, ao passar de 92,5 milhões de pessoas em 2011 para 93,9 milhões em 2012. A maioria está empregada no setor de serviços, que apresentou crescimento de 2,2% em relação a 2011 e continuou sendo o principal setor do mercado de trabalho, com 42,4 milhões de pessoas (45,2% do total da população ocupada). A população ocupada se dividia em 2012 em empregados no setor privado (50%), trabalhadores por conta própria (20,8%), empregados no setor público (12,1%), trabalhadores domésticos (6,8%), trabalhadores na produção para próprio consumo (3,8%), empregadores (3,8%), não remunerados (2,7%) e trabalhadores na construção para o próprio uso (0,1%).

MAIS DE 80 MILHÕES DE BRASILEIROS JÁ TÊM ACESSO À INTERNET

O número de brasileiros que acessam a internet subiu 6,8% em 2012, em relação a 2011. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 83 milhões de pessoas, com 10 anos ou mais, declararam ter acessado a rede mundial de computadores, o que corresponde a 49,2% da população na faixa idade. No ano anterior, foram 77,7 milhões. O aumento no número de internautas foi verificado em todas as faixas etárias. No grupo de 15 a 17 anos, a proporção chega a 76,7%. O número de pessoas que têm telefone celular também aumentou. Passou de 115,4 milhões para 122,7 milhões, crescimento de 6,3%, considerando o grupo com 10 anos ou mais.

APROVAÇÃO DO GOVERNO DILMA VOLTA A SUBIR E ALCANÇA 54%, APESAR DA DESAPROVAÇÃO SER QUASE GERAL A TODAS AS ÁREA DE ATUAÇÃO DO GOVERNO

O percentual da população que aprova a maneira como a presidente Dilma Rousseff governa o País registrou um crescimento de 9%, ao passar dos 45% registrados em julho para 54% em setembro. Em março, antes das manifestações de junho, este índice chegou a seu ápice: 79%. Entre os que desaprovam, o índice caiu de 49%, em julho, para 40% em setembro. A confiança na presidente também cresceu e registra 52% ante os 45% de julho. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom subiu de 31% em julho para 37% em setembro. Em março, este índice estava em 63%. É o que mostra a pesquisa CNI-Ibope. De acordo com a pesquisa, a expectativa com relação ao restante da gestão subiu 5% entre os que consideram o governo ótimo ou bom (39%). Para 33%, a gestão é regular. Os que têm expectativas negativas (ruim ou péssimo) caiu de 31% em julho para 23% em setembro. Em março, 65% consideravam ótima ou boa a expectativa com o governo. A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dias 14 e 17 de setembro.

STJ DEFINE QUE VÍTIMAS DE TRÂNSITO PODEM ESCOLHER CIDADE PARA AÇÃO DE COBRANÇA DO DPVAT

As vítimas de acidentes de trânsito agora podem optar por acionar judicialmente a seguradora para pedir a indenização do seguro Dpvat de acordo com a cidade em que for mais conveniente. Segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça, a competência para decidir sobre o caso pode ser da Justiça do local do acidente, da cidade onde mora o requerente ou de onde mora o réu. A falta de clareza sobre essas opções levou, pelo menos, uma pessoa, a reclamar por uma revisão da Justiça, depois que a seguradora responsável pelo pagamento do seguro obteve vitória, em ação de cobrança, argumentando que o pedido foi protocolado no Rio de Janeiro, fora da cidade onde a vítima morava, São Paulo, mesmo local onde ocorreu o acidente. Em decisão ocorrida na terça-feira, ministros do Superior Tribunal de Justiça decidiram em favor da consumidora e definiram que agora a regra vale para todos os casos semelhantes, mesmo nos processos que foram suspensos. “Como o seguro Dpvat tem finalidade eminentemente social, é imprescindível garantir à vítima do acidente amplo acesso ao Poder Judiciário em busca do direito tutelado em lei”, diz o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão. “Essas alternativas já existiam, mas não é incomum as seguradoras alegarem exceção de incompetência”, disse a advogada cível Simone Cerqueira.