quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SUPREMO NEGA PEDIDO DE LIMINAR DO DEPUTADO FEDERAL BANDIDO PRESIDIÁRIO NATAN DONADON PARA RECUPERAR SALÁRIO E BENEFÍCIOS DE PARLAMENTAR

Apesar de ter o mandato salvo pelo plenário da Câmara dos Deputados, o deputado-presidiário Natan Donadon (sem partido-RO) teve recusado o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal para ter de volta o salário e os demais benefícios de parlamentar. A decisão liminar do ministro José Dias Toffoli foi divulgada nesta quarta-feira e ainda será apreciada pelo plenário da Corte. À Justiça, Donadon solicitou que voltasse a receber o salário de 26.723 reais, além de benefícios como verba de gabinete e verba indenizatória, que permitem o custeio dos gastos com o exercício do mandato, e ainda a recontratação de seus funcionários. Mesmo tendo a Penitenciária da Papuda, em Brasília, como a sua residência oficial desde o dia 28 de junho, o parlamentar condenado a mais de treze anos de prisão pediu ainda a devolução de seu apartamento funcional, local onde moravam seus familiares.

BRADLEY MANNING (QUER DIZER, SOLDADA CHELSEA MANNING), TRAIDOR, QUE PASSOU DADOS SECRETOS DOS ESTADOS UNIDOS PARA O WIKILEAKS, AGORA PEDE PERDÃO PRESIDENCIAL

O soldado americano traidor Bradley (Chelsea) Manning pediu perdão presidencial, disseram apoiadores do militar nesta quarta-feira. Manning foi condenado por uma corte marcial a 35 anos de prisão por repassar mais de 700.000 documentos secretos ao site WikiLeaks. No dia em que a sentença foi anunciada, 21 de agosto, sua defesa anunciou que ele solicitaria indulto ao presidente Barack Obama. Um site de apoio a Manning informou que o pedido foi apresentado pelo advogado David Coombs na terça-feira. “Peço que considere este assunto de perto e dê um passo positivo no sentido de proteger quem divulga informações para a imprensa tendo como objetivo o bem público”. A carta endereçada a Obama pede por uma redução de pena ou perdão presidencial. O pedido inclui uma carta de apoio da Anistia Internacional. O termo usado na solicitação identifica o sujeito que revela segredos podres da organização onde trabalha. Manning se pretende "pacifista", mas a opinião pública americana não sabe se aceita as justificativas para violar o compromisso profissional de preservar segredos de Estado. Manning foi considerado culpado de 20 das 22 acusações que pesavam sobre ele — entre elas espionagem, roubo de informação governamental e abuso de sua posição de analista no Iraque. E foi absolvido da denúncia mais grave — ajudar o inimigo com informações —, que poderia acarretar uma condenação à prisão perpétua. Um dia depois de conhecer sua sentença, o soldado emitiu um comunicado afirmando que gostaria de viver como mulher e ser chamado de Chelsea. Durante o julgamento, já havia sido divulgada uma foto em que Manning aparecia usando peruca e maquiagem. A imagem foi enviada em um e-mail para o sargento de seu batalhão com o assunto “Meu Problema”. E um psicólogo do Exército disse que o soldado enfrentava uma crise de identidade de gênero.

JUSTIÇA CONCEDE REGIME SEMIABERTO AO JORNALISTA PIMENTA NEVES, QUE MATOU A JORNALISTA SANDRA GOME COVARDEMENTE, À TRAIÇÃO, SEM CHANCE DE DEFESA

A Justiça concedeu progressão de pena para o regime semiaberto ao jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, a jornalista Sandra Gomide, covardemente, sem chance de defesa. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira. O crime aconteceu em 2000, quando Pimenta Neves matou Sandra com dois tiros em um haras em Ibiúna, no interior de São Paulo. Condenado em 2006 por homicídio doloso, o jornalista só começou a cumprir pena em 2011, quando se esgotaram todos os recursos. Em 2008, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena do jornalista para 14 anos, dez meses e três dias de prisão. A decisão de conceder regime semiaberto foi assinada pela juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté. No texto, a magistrada afirma que o condenado já cumpriu o tempo mínimo para ter progressão de pena e mantém bom comportamento no cárcere. Em seu parecer, a juíza explica que o regime semiaberto pode ser concedido “quando o preso tiver cumprido pelo menos um sexto da reprimenda do regime anterior e revelar bom comportamento carcerário”, o que corresponde ao caso de Neves, preso desde 2006. Portanto, ele vai para casa. A condenação a 19 anos é uma farsa, uma pilhéria.

MANIFESTANTES PLANEJAM PINTAR OS ROSTOS PARA DRIBLAR RESTRIÇÃO ÀS MASCARAS (MAS, A PINTURA É TAMBÉM UMA MÁSCARA)

A partir da decisão judicial que obriga os mascarados a apresentarem identificação aos policiais militares, manifestantes começam a preparar, no Rio de Janeiro, uma estratégia para tentar driblar a nova regra. Pelo Facebook, na página Anonymous RJ, começou na tarde desta quarta-feira um movimento defendendo o uso de tinta e maquiagem, como forma de ocultar identidades e impedir que policiais conduzam pessoas de rostos cobertos até uma delegacia. Maquiagem é também uma máscara. “Censuraram as máscaras, mas não as tintas. Basta pintar o rosto. Ninguém será preso! Vide a banda Kiss. Ficam totalmente diferentes com e sem a pintura”, escreveu uma jovem, na página da rede social. Um das publicações exibe imagens de tintas específicas para a pintura do rosto. A tintura é normalmente utilizada em pinturas de rosto de crianças e palhaços. O Ministério Público, que propôs à Justiça a obrigação de identificação dos mascarados, interpreta, no entanto, que o uso de tintas tem o mesmo efeito das máscaras, e sujeita os manifestantes às mesmas regras. A decisão, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, no entanto, não se refere ao uso de tintas. O texto autoriza a identificação civil e criminal dos que estiverem “usando máscaras, capuzes ou lenços em seus rostos, que se deslocarem, sob qualquer pretexto em manifestações populares”.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL REAFIRMA TER A PALAVRA FINAL SOBRE PENA DE MANDATO

Na semana seguinte à vergonhosa sessão da Câmara dos Deputados que preservou o mandato parlamentar do deputado federal bandido e presidiário Natan Donadon (sem partido-RO), ainda que ele esteja cumprindo sentença de mais de 13 anos de prisão, o Supremo Tribunal Federal reafirmou nesta quarta-feira que os deputados mensaleiros condenados no maior escândalo político do governo Lula devem perder o mandato. À Câmara, cabe apenas declarar a vacância do cargo, e não levar a voto sua cassação, como fez no caso Natan Donadon. O caso analisado nesta quarta-feira dizia respeito ao petista João Paulo Cunha (PT-SP), que presidia a Câmara dos Deputados quando os primeiros pagamentos do Mensalão do PT começaram a abastecer os bolsos de deputados da base governista. Em seu recurso, ele afirmava que havia contradição no acórdão do Mensalão do PT e não era possível concluir se a perda de mandato parlamentar era automática ou não. Por unanimidade, o Supremo manteve a decisão tomada no ano passado: cabe à Corte determinar a perda de mandato dos parlamentares. "Os cuidadosos votos proferidos pelos ministros não deixaram qualquer margem para dúvida, cabendo a esta Corte a decisão final sobre a perda dos mandatos eletivos, reservando-se à Câmara dos Deputados a providência meramente declaratória", afirmou o ministro Joaquim Barbosa, relator do Mensalão do PT. A condenação atinge, além de João Paulo Cunha, os deputados federais José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Com esse veredicto, a última – e remota – esperança de João Paulo Cunha são os chamados embargos infringentes. O recurso, cujo cabimento ainda vai ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, permitiria, em tese, que réus condenados que tiveram pelo menos quatro votos pela absolvição peçam um novo julgamento. Se acolhido o apelo, as defesas dos mensaleiros podem pedir a revisão na sentença que teve quatro votos contra a condenação - no caso de João Paulo, a sanção pelo crime de lavagem de dinheiro - e também tentar derrubar penas acessórias, como é o caso da perda de mandato. A eventual anulação da pena de João Paulo Cunha pelo crime de lavagem de dinheiro reduziria a sanção final de nove anos e quatro meses para seis anos e quatro meses, permitindo que o mensaleiro deixe o regime fechado e possa cumprir pena no semiaberto. "No caso dos embargos de declaração, estamos em uma via muito afunilada, que pressupõe que haja omissões ou contradições na sentença. Mas, no caso dos embargos infringentes, pode haver uma revisão ampla, e aí não há limites", disse o ministro Marco Aurélio Mello. "Se aceitar os infringentes, o tribunal, querendo, pode mudar tudo. Portanto, não está sepultado o tema da perda de mandato. Vai depender desses famigerados embargos infringentes", afirmou. "Os ministros entenderam que era inconcebível discutir perda de mandato em embargo de declaração. Mas, na hora em que forem julgar os embargos infringentes, pode prevalecer o posicionamento dos novos ministros, e isso poderá alterar a posição anterior", disse o criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende o deputado José Genoino no processo do Mensalão do PT.  Os novos ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki têm a interpretação de que a declaração da perda de mandato de um parlamentar condenado criminalmente cabe à Casa Legislativa a que ele pertence, e não ao Judiciário. Na segunda-feira, contudo, Barroso, em espantosa decisão liminar, suspendeu a sessão que poupou Donadon alegando que a regra não se aplica aos casos de condenação em regime fechado. Já nesta quarta-feira, Barroso e Zavascki aceitaram nesta quarta a tese de que esse tema não pode ser discutido na fase de embargos de declaração. Na sessão de quarta-feira, os ministros também decidiram reduzir a pena do ex-sócio da corretora Bônus Banval Breno Fischberg. A maioria do tribunal considerou discrepante a punição (cinco anos e dez meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro), uma vez que o sócio proprietário da corretora, Enivaldo Quadrado, foi penalizado em três anos e seis meses de reclusão. Para dirimir a contradição, os ministros reduziram a pena de Fishberg à mesma de Quadrado, livrando-o da cadeia. Os ministros também começaram a revisar o caso do ex-assessor do Partido Progressista (PP), João Claudio Genu, condenado a cinco anos por lavagem de dinheiro, enquanto os dois parlamentares do PP na época do escândalo - Pedro Corrêa e Pedro Henry - foram penalizados em quatro anos e oito meses pelo mesmo crime. O caso deve ser retomado nesta quinta-feira. Diante dessa interpretação da corte, o ministro Teori Zavascki pediu a palavra e surpreendeu os pares ao anunciar a retificação de parte dos seus votos anteriores. Ele argumentou que, como o Supremo considerou contraditórias as penas impostas a Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, também devem ser revistas supostas contradições anteriores. "O tribunal consagra que constitui contradição a incoerência objetiva do acórdão em atribuir penas diferentes com base nas mesmas premissas fáticas, ainda que para réus diferentes", disse. Zavascki afirmou que, com base na interpretação dada pela corte no caso de Breno Fischberg, poderiam ter a penas modificadas, pelo crime de formação de quadrilha, os réus Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Dirceu. Ele estendeu sua interpretação para os réus Delúbio Soares, José Roberto Salgado, José Genoino e Kátia Rabello, também condenados por quadrilha. Diante do novo cenário, o relator do Mensalão do PT, Joaquim Barbosa, propôs um "período de reflexão". A discussão pode ser retomada nesta quinta-feira. Na sessão plenária de hoje, o Supremo ainda negou recursos do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato e do ex-presidente do PP, Pedro Corrêa.

BLACK BLOCS SÃO PRESOS POR DEPREDAÇÃO EM PROTESTOS

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira três jovens acusados de depredação do patrimônio durante protestos no Rio de Janeiro. O grupo admitiu que é responsável por administrar a página Black Bloc RJ no Facebook e um deles, de 21 anos, disse ser um dos líderes do movimento. Outros dois menores foram "apreendidos". Um quarto maior de idade é considerado foragido, porque tem mandado de prisão expedido e está na Bolívia. Todos os detidos responderão por formação de quadrilha armada – crime inafiançável – e incitação à violência. “Eles usavam a rede social para convocar pessoas a fazer parte do movimento e ensinavam a criar artefatos perfurantes para serem usados nas manifestações. Não há dúvidas de que faziam parte de uma quadrilha”, declarou a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, em coletiva de imprensa no fim da manhã. Um deles ainda responderá por pedofilia, porque foram encontrado em sua casa materiais pornográficos com menores de idade. Os suspeitos, de classe média, foram identificados nas redes sociais por meio de investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Seus nomes não foram revelados, porque o processo corre em segredo de Justiça. Com eles, foram recolhidos ainda computadores, máscaras do filme "V de Vingança", máscaras de gás, uma faca e um artefato caseiro feito com pregos – que, segundo Martha Rocha, poderia ser usado para agredir policiais ou outros manifestantes. Os Black Blocs são identificados nas manifestações pelo uso de roupas pretas e por agir sempre com os rostos cobertos. Mas uma determinação da Justiça permite à polícia exigir a identificação de qualquer mascarado nas ruas. E a regra já começou a ser aplicada. Em um protesto chamado de “Baile de máscaras”, na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira, policiais pediram aos que estavam de rosto coberto que mostrassem o rosto e apresentassem documento de identificação. Dois jovens que se recusaram a colaborar foram detidos.

EVO MORALES NÃO GOSTA DE VEJA. E É MUITO FÁCIL SABER POR QUÊ!

O presidente da Bolívia, Evo Morales, está bravo com a VEJA. A cada vez que alguém como Evo ataca a revista, creio que está a convocar as pessoas a fazer uma escolha: ou se fica, com efeito, com ele, seus amigos e tudo o que representam, ou se fica com os fatos, compromisso inamovível da revista. Por que Evo está furioso? Na edição de VEJA desta semana, há uma reportagem de Duda Teixeira intitulada “O embaixador da coca” (segue a íntegra neste post). Uma síntese:

1: O senador Roger Pinto Molina, que está no Brasil, começou a ser perseguido por Evo quando denunciou o comprometimento de membros do partido de Evo com o narcotráfico;
2: Consta das denúncias que o atual ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, e a ex-modelo Jessica Jordan entraram na casa do narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado, em Santa Cruz de la Sierra, no dia 18 de novembro de 2010. Os dois saíram cada um com duas maletas tipo 007;
3: Evo nomeou o advogado Jerjes Justiniano para embaixador no Brasil;
4: O embaixador é pai do advogado Jerjes Justiniano Atalá, que tem entre seus maiores clientes justamente funcionários do governo acusados de narcotráfico;
5: Atalá, o filho do embaixador, era sócio do também advogado americano Jacob Ostreicher, que investiu 25 milhões de dólares em plantações de arroz na Bolívia em parceria com a colombiana Cláudia Liliana Rodríguez, sócia e mulher de Maximiliano Dorado, o traficante brasileiro.
Achou pouco, leitor? Então mais uma:
6: Há um vídeo de quatro minutos que mostra o embaixador visitando a fábrica do narcotraficante italiano Dario Tragni, em Santa Cruz de la Sierra, no início de 2010. Na ocasião, Justiniano era candidato ao governo de Santa Cruz pela legenda do presidente Morales.
A braveza
Evo, como era de esperar, não gostou da reportagem. Ele é incapaz, porque não dá, de negar qualquer um dos fatos apontados na reportagem. Atuando em parceria com os “bolivarianos” da imprensa brasileira, regiamente financiados por dinheiro público, o presidente boliviano decidiu atacar a VEJA. Indagado nesta terça sobre o conteúdo da reportagem, o valente afirmou que nada tinha a dizer, a não ser fazer uma recomendação: que, “por higiene mental, as pessoas não leiam a VEJA”. Evo, por óbvio, não é o tipo de crítico do qual os criticados devam necessariamente se orgulhar porque, para tanto, lhe falta, digamos, dimensão. Mas não se duvide de que é uma evidência de que a revista, entre dois campos, escolheu o moral (o outro, por óbvio, é o inverso). Quem está pedindo que não se leia VEJA? 
- o homem que tomou dos brasileiros uma refinaria da Petrobras de armas na mão;
- o homem que incentivou e incentiva a expansão dos campos de produção de folha de coca, inclusive na fronteira com o Brasil;
- o amigo do “sacerdote” Valentín Mejillones, que abençoou sua posse em 2006, preso com 240 quilos de cocaína líquida;
- o homem que fez aprovar uma lei em seu país para legalizar os carros que foram roubados no Brasil;
- o líder que expandiu enormemente a produção de folha de coca no país, sob o pretexto de que a planta serve ao consumo ritual. Quando ele chegou ao poder, já se produzia o suficiente para que todos os bolivianos mascassem alguns quilos de folha por dia… E, como é sabido, boa parte da população urbana do país não pratica o tal “ritual”.
Assim, é compreensível que o presidente boliviano não goste de VEJA. Cá comigo, também acho que as pessoas devem fazer uma escolha entre o que Evo representa e o que VEJA representa. Segue a reportagem que tanto desagradou a esse gigante moral.
O embaixador da coca
O motivo primordial da perseguição política que levou o senador Roger Pinto Molina a pedir asilo na Embaixada do Brasil em La Paz foi um dossiê que ele entregou no Palácio Quemado, sede do Executivo boliviano, em março de 2011. O pacote trazia cópias de relatórios escritos por agentes da inteligência da polícia boliviana em que se desnudava a participação de membros do partido do presidente Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), e de funcionários de alto escalão do seu governo no narcotráfico. Alguns desses documentos posteriormente também foram obtidos por VEJA e serviram de base para a reportagem “A República da cocaína”, de 11 de julho de 2012. Neles, afirma-se que o atual ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, e a ex-modelo Jessica Jordan entraram na casa do narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado, em Santa Cruz de la Sierra, no dia 18 de novembro de 2010. Os dois saíram cada um com duas maletas tipo 007. A intenção do senador hoje refugiado no Brasil era que o presidente Morales mandasse investigar as denúncias, e assim contribuísse no combate à indústria da pasta de coca — matéria-prima contrabandeada para o Brasil para a produção de cocaína e crack — e à rede de corrupção ligada a ela.
Nenhum suspeito foi interrogado. Em vez disso, Morales iniciou a perseguição ao senador Pinto Molina e nomeou para o posto de embaixador no Brasil o advogado Jerjes Justiniano, que assumiu há um ano com a missão expressa de fazer frente às denúncias contra os narcofuncionários da Bolívia. Morales poderia ter escolhido alguém menos comprometido com o assunto para desempenhar esse trabalho. O filho do embaixador, o também advogado Jerjes Justiniano Atalá, tem entre seus maiores clientes justamente funcionários do governo acusados de narcotráfico. Pior do que isso. Atalá, que no passado dividiu o escritório com o pai, foi o advogado do americano Jacob Ostreicher, que investiu 25 milhões de dólares em plantações de arroz na Bolívia em parceria com a colombiana Cláudia Liliana Rodriguez, sócia e mulher de Maximiliano Dorado. Resumindo a história: o filho do embaixador defendeu o sócio da mulher do traficante brasileiro, aquele que recebeu em sua casa o ministro denunciado por Pinto Molina. Trata-se, no mínimo, de uma coincidência constrangedora para o papel que Justiniano veio desempenhar no Brasil.
Igualmente constrangedor é um vídeo de quatro minutos que mostra o embaixador visitando a fábrica do narcotraficante italiano Dario Tragni, em Santa Cruz de la Sierra, no início de 2010. Na ocasião, Justiniano era candidato ao governo de Santa Cruz pela legenda do presidente Morales. Ele foi derrotado na eleição, que ocorreu em abril. No tour pela fábrica de madeira Sotra, Justiniano percorreu as dependências do local ciceroneado por um Tragni falante e irrequieto. “Esta é uma das máquinas mais produtivas da América Latina”, disse Tragni, apontando para um de seus equipamentos. Justiniano perguntou: “Estão exportando para onde?”. O italiano respondeu orgulhoso que para Espanha, Itália, Estados Unidos e Alemanha. Participou também da visita amigável Carlos Romero, atual ministro do Governo da Bolívia e responsável pela segurança interna do país. O incrível desse episódio é que poucos meses antes, em novembro de 2009, a polícia encontrara na Sotra diversos recipientes com cocaína, somando 2,4 quilos. No quarto de Tragni, foram apreendidos uma balança e um liquidificador com vestígios de cocaína. Um dos conhecidos meios para transportar drogas usado pelos traficantes bolivianos é escondê-las dentro de compensados de madeira para exportação.
Em tempo: em outubro do ano passado, o ator americano Sean Penn foi nomeado por Morales como embaixador mundial da coca. Nem precisava. A Bolívia já tem Jerjes Justiniano despachando em Brasília. Por Reinaldo Azevedo

SENADOR TUCANO ADVERTE QUE FIM DO VOTO SECRETO EM QUALQUER CASO É UM TIRO NO OUVIDO DO PODER LEGISLATIVO, E ELE ESTÁ CERTO!

O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), líder do PSDB no Senado, emitiu uma dura e justa nota contra a aprovação, na Câmara, do fim de qualquer voto secreto no Congresso. Afirma o tucano: “O voto secreto na deliberação de vetos é um mecanismo tradicional de equilíbrio entre Legislativo e Executivo. A adoção do voto aberto, nesse caso, é um ato de ligeireza institucional. Da parte da oposição, é mais que tiro no pé: é tiro no ouvido. A Câmara aprovou voto aberto para escolha do Procurador-Geral da República e ministros do Supremo Tribunal Federal. Um tem atribuição de propor ação penal contra parlamentar federal, o outro, de julgá-lo. É colocar todos em situação de potencial suspeição. Chega a ser indecoroso”. Nunes Ferreira está certíssimo! Aquilo a que se assistiu na Câmara foi um descalabro. Há uma diferença entre respeitar o que há de saudável no espírito das ruas, que cobra mais seriedade dos políticos, e ter medo das ruas, atendendo a eventuais apelos de pura irracionalidade. O fim de qualquer voto secreto subordina o Legislativo ao Executivo. Nota: o Senado já aprovou uma PEC, de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que extingue o voto secreto só nos casos de cassação de mandatos. Aí, sim, se está diante de uma matéria relevante, que preserva a independência do Legislativo. De resto, notem: nem uma emenda nem outra serão aprovadas a tempo de cuidar dos casos que estão em debate. Não haverá tempo. Assim, ainda que a tramitação da emenda de Dias demore um pouco mais, será uma demora — de que seja votada com a máxima celeridade possível — que fará bem ao Congresso. A emenda aprovada na Câmara é só a estupidez movida pelo medo. Escrevi a respeito, nesta terça, o texto “Câmara aprova por unanimidade fim do voto secreto em todas as votações; é uma proposta tola, aprovada pelo medo“. Por Reinaldo Azevedo

QUERENDO OU NÃO, NÃO ESPECULO, O FATO É QUE ZAVASCKI AGORA TENTA MELAR O JULGAMENTO - ALGO DE MUITO ESTRANHO ESTÁ EM CURSO NO TRIBUNAL, E A PERSONAGEM-ENIGMA, OU NEM TANTO, SE CHAMA TEORI ZAVASCKI. OU: COMO TENTAR MELAR O JULGAMENTO E SALVAR MENSALEIROS

Deus do céu! Acompanhem.
1 - Roberto Barroso acolheu um embargo de declaração de Breno Fishberg, certo? Certo! Ele me pareceu correto.
2 - a defesa de Breno argumentava que ele e seu sócio, Enivaldo Quadrado, com as mesmas imputações, tudo em situação idêntica, haviam tido penas distintas;
3 - estava caracterizada, sim, uma contradição, o que foi reconhecido pela maioria;
4 - ao votar, Zavascki disse que não acolhia o embargo porque, se aceitasse esse instrumento para rever a pena, teria de fazer outras revisões;
5 - muito bem, Zavascki perdeu, e aí se deu o espetacular;
6 - o que fez Zavascki em seguida? Anunciou que estava revendo seu voto em outras situações e para outros réus;
7 - quais situações e quais outros réus?;
8 - aqueles que foram condenados por formação de quadrilha;
9 - o doutor considerou, então, que procediam as alegações das respectivas defesas de que as penas por crime de quadrilha tinham sido propositalmente exacerbadas;
10 - quem faz essa alegação? Todos os condenados por esse crime, o que inclui José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino;
11 - para Zavascki, naquela que seria uma revolução do direito e da aplicação das penas, a exacerbação máxima da pena de quadrilha não pode ser superior à exacerbação da pena dos demais crimes cometidos por um mesmo réu — na sua opinião, isso caracteriza uma “contradição”;
12 - anunciou, então, solenemente, que estava revendo o próprio voto, numa leitura que me parece escandalosa da decisão do tribunal, e acolheu todos os embargos de declaração interpostos pelos quadrilheiros. Ainda não fiz as contas para saber se isso muda alguma coisa. Com certeza, ele se junta pelo menos a Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Haverá mais revisões?
13 - Notem: o que Zavascki está chamando de “contradição” seria, na verdade, um novo julgamento — sem nem mesmo o embargo infringente. MAIS ESTRANHO DE TUDO – Zavascki, até onde acompanho, não tinha como saber que Barroso abriria a divergência do caso Fischberg. Em tese, então, a sua revisão de voto decorreu de um resultado da votação do plenário que ele não tinha como adivinhar. MESMO ASSIM, ZAVASCKI SACOU UM VOTO POR ESCRITO DE QUATRO OU CINCO PÁGINAS ANUNCIANDO QUE ESTAVA REVENDO A SUA DECISÃO SOBRE OS EMBARGOS DOS QUADRILHEIROS. Tudo aquilo foi redigido ali, em coisa de 10 ou 15 minutos, ou se estava diante de uma lição de casa levada para o tribunal?

COMISSÃO DO SENADO AMERICANO APROVA TEXTO AUTORIZANDO BOMBARDEIOS NA SÍRIA

A Comissão de Relações Exteriores do Senado americano aprovou nesta quarta-feira uma resolução autorizando o uso da força militar na Síria. A ação é uma resposta ao suposto ataque químico do governo sírio que deixou mais de 1 400 mortos há duas semanas, segundo a Casa Branca. Esquerdopatas de todo o mundo ocidental, todos violentamente anti-americanistas, querem que os Estados Unidos ataquem o governo sírio e assim beneficiem as organizações islâmicas terroristas, jihadistas, que estão na oposição. Quanto o ditador Bashar Al Assad estiver fora do poder, então os esquerdopatas passarão a gritar contra o agressor americano. O jogo é conhecido, e o presidente americano, Barack Obama (que é descendente de muçulmano e com educação islâmica) presta-se a este serviço. O texto do Senado americano deverá ser analisado na próxima semana pelo plenário do Senado – e também precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados. A aprovação mostrou que os parlamentares estão divididos: foram 10 votos a favor e 7 contra. Amplamente debatida pelos integrantes da comissão, a resolução prevê que a intervenção ocorrerá pelo prazo máximo de 90 dias e impede o envio de tropas à Síria. É uma ação mais limitada do que a proposta originalmente pelo presidente, mas atende ao objetivo da administração Obama de realizar uma ação punitiva na Síria. Muitos congressistas, no entanto, temem que esta ação leve os Estados Unidos a mais uma guerra prolongada. Os termos da resolução foram divulgados na noite de terça-feira. A aprovação, nesta quarta-feira, veio depois de ter sido acrescentado um trecho indicando que a meta dos Estados Unidos é “alterar a dinâmica no campo de batalha” da guerra civil, no sentido de forçar Bashar Assad a concordar em negociar uma solução para o fim do conflito e uma transição para a "democracia", como se fosse possível o regime democrático em países dominados por grupos terroristas islâmicos, que querem impor a sharia. Isso é uma mentira absoluta. A emenda foi promovida pelo republicano John McCain e pelo democrata Chris Coons, que também defenderam que o governo amplie seus esforços para fornecer apoio letal e não letal aos rebeldes, informou o Wall Street Journal. Com maioria democrata, o Senado deverá passar a resolução na próxima semana. No entanto, o debate sobre a crise na Síria tem se mostrado uma questão bipartidária no Congresso americano. Na comissão, a maioria dos que votaram a favor foi democrata, mas também houve votos de republicanos. O grupo dos contrários à resolução também reuniu congressistas dos dois partidos. Os líderes da comissão, o democrata Robert Menendez, presidente do colegiado, e o republicano Bob Corker, pressionaram por um texto limitando a duração e a natureza dos ataques. Enquanto nomes como McCain defendiam que o escopo da ação fosse mais amplo, para atingir o regime. Uma alteração proposta pelo republicano Rand Paul, que liderava a oposição aos ataques, não avançou. Ela declarava que a autoridade do presidente para agir unilateralmente teria efeito apenas quando a nação fosse atacada, informou o jornal The New York Times. A aprovação ocorreu horas depois de o presidente Barack Obama afirmar que o mundo “não pode se calar diante da barbárie na Síria” e ressaltar que a ‘linha vermelha’ para o conflito não foi traçada por ele, mas pela comunidade internacional. “O mundo estabeleceu a linha vermelha quando os governos que representam 98% da população mundial assinaram um tratado proibindo o uso de armas químicas em guerras”. O secretário de Estado John Kerry esteve na Câmara dos Deputados nesta quarta para defender a intervenção. Ele afirmou que os extremistas correspondem a aproximadamente 15% a 25% dos cerca de 100 000 opositores ao regime. Apesar da imprecisão, a estimativa parece apontar para um cenário mais preocupante do que o demonstrado pelo secretário na terça, quando falou com senadores e afirmou que a oposição a Assad estava se tornando mais moderada. Kerry disse ainda que a chance de o ditador sírio usar armas químicas de forma rotineira é de “100%”, a menos que o Congresso endosse a ação militar americana. Obama reafirmou mais cedo que ele pode ordenar um ataque contra a Síria mesmo sem a autorização do Congresso, mas ponderou que o apoio dos congressistas vai tornar a resposta americana mais forte. O chefe do Pentágono, Chuck Hagel, também conversou com os deputados e defendeu que um ataque reduziria a capacidade militar da Síria. Disse ainda que os custos da operação seria de “dezenas de milhares” de dólares.

MÉDICO CUBANO CONFIRMA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS QUE PROGRAMA ESTAVA EM CURSO HAVIA MAIS DE UM ANO E DIZ QUE SEUS CONTERRÂNEOS SÃO EXPLORADOS

No dia 26 de agosto, publiquei aqui um post em que dava destaque a uma declaração do senador petista Humberto Costa (PE), feita no programa “Entre Aspas”, comandando pela jornalista Monica Waldvogel, na Globonews. Sobre a vinda dos médicos cubanos para o Brasil, ele afirmou: “Esse programa já vem sendo trabalhado há um ano e meio. Boa parte desses cubanos já trabalharam em países de língua portuguesa, não têm dificuldade com a língua. E, ao longo desse um ano e meio, eles vêm tendo conhecimento sobre o sistema de saúde no Brasil, doenças que existem aqui e não existem lá…” Ficava, assim, evidente que se tratava de uma articulação antiga do governo, que antecedia em muito as manifestações. Assim, quando Alexandre Padilha anunciou, em julho, que o governo estava desistindo do programa, estava apenas dando curso a uma mentira. Muito bem! Leiam agora o que informa Marcela Mattos, na VEJA.com:
*
Anunciado em julho como uma das principais soluções para o déficit da saúde brasileira, o programa Mais Médicos já era um velho conhecido dos profissionais cubanos. De acordo com o médico cubano Carlos Rafael Jorge Jimenez, seus conterrâneos tanto sabiam da proposta que já se preparavam estudando a língua portuguesa e as condições do Sistema Único de Saúde (SUS). Jimenez participou nesta quarta-feira de uma comissão geral realizada pela Câmara dos Deputados para discutir o programa federal. Também estiveram presentes o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Carlos Jimenez chegou ao Brasil há 14 anos por vias diferentes dos seus 4.000 conterrâneos — que o governo brasileiro pretender trazer até o fim do ano para atuar em regiões carentes. O profissional fugiu da ditadura cubana e, após uma passagem pela Bolívia, desembarcou no Ppaís. Assim como qualquer profissional estrangeiro, fez o exame de revalidação do diploma, requisito para estrangeiros poderem atuar no país, e estudou português. Jimenez teve o direito de trazer seus familiares para Aracaú, no interior do Ceará, onde trabalha no programa de atenção à família e recebe tratamento igualitário ao dos demais profissionais — realidade bem diferente da dos cubanos que integrarão o Mais Médicos. Apesar de ter fugido da ilha há mais de uma década, ele ainda mantém contato com colegas e amigos que ficaram por lá. Foi em uma conversa com um dos médicos que ainda moram em Cuba, que Jimenez recebeu a notícia de que os cubanos já sabiam da missão ao Brasil. Segundo o colega, eles foram avisados pelo Ministério da Saúde local e, então, começaram os preparativos. “Médicos de outros países vêm com família, livres. Os cubanos têm de deixar seus familiares, trabalham para receber 25%, 30% do salário, não podem sair de seus alojamentos e nem se comunicar com o resto das pessoas. Sou a favor do programa, mas que seja de uma forma correta, sem exploração". Até o final deste ano, o Brasil receberá 4.000 médicos cubanos, que serão distribuídos em 701 municípios, segundo acordo fechado entre o governo e a Organização Panamericana de Saúde (Opas). O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira que 91% dos profissionais cubanos estarão concentrados em regiões do Norte e do Nordeste do País. Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu as críticas de que o Brasil estaria impondo o regime ditatorial aos profissionais cubanos. “O que nós estamos trazendo não é o regime cubano, não é o seu modelo econômico ou de sociedade”, afirmou. “O que outros países fazem é trazer a experiência de atenção básica. Esse é um país democrático". Padilha usou como exemplo países como Portugal e Canadá para justificar a não-obrigatoriedade da revalidação do diploma para profissionais estrangeiros. Segundo ele, os países utilizam apenas o modelo que está sendo adotado no Brasil: a avaliação de três semanas na universidade. Após isso, os médicos podem atuar — mas apenas na atenção básica. Já o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, saiu em defesa da constitucionalidade do programa. Adams apontou que desde a criação houve 53 ações judiciais contra o programa. Todas, porém, foram negadas. “Do ponto de vista constitucional, não vemos nenhuma fragilidade, como vem sendo comprovado nas recorrentes decisões judiciais que vem sendo apresentadas”, apontou. Por Reinaldo Azevedo

PORTO ALEGRE A CAMINHO DE TER UMA SUPER-OFERTA DE HOTÉIS

Porto Alegre deverá ter um enorme crescimento da oferta hoteleira até o final de 2016. Neste momento estão sendo aprontados os seguintes empreendimentos: Master, no Floresta Shopping (650 leitos); Hotel Açores, na rua Ernesto Alves (238 leitos); em construção - Master, na  Avenida Dom Pedro (200 leitos); Intercitty, na Avenida 24 de Outubro (260 leitos); Viverone Moinhos, na rua Dr. Valle (260 leitos); Express Suarez, na Rodoviária (260 leitos); Suarez, na Rua Sete de Setembro (120 leitos); Master, na Avenida Loureiro da Silva (200 leitos;  Ibis, na Avenida Júlio de Castilhos (990 leitos); Intercity, na Avenida Carlos Gomes (234 leitos); Ibis, na rua Caribaldi, (308 leitos); Intercity, na Avenida Loureiro da Silva (456 leitos); em projeto - Arena do Grêmio (470 leitos); Cais do Porto (450 leitos); Ibis, Assis Brasil (280); JMaster, Nilo Peçanha (478 leitos); Hyatt, PUC (340 leitos). Alguns grupos ainda não investiram em hotéis em Porto Alegre, como Hyatt, Goldsztein (Intercity da Loureiro da Silva) e M. Grupo (Inrtercity da 24 de Outubro e da Avenida Carlos Gomes). Se tudo acontecer como acredita o Convention Bureau, o ramo de hotelaria de Porto Alegre caminha com velocidade para uma crise sem precedentes, tudo em função da superoferta, o que já começa a resultar em queda na ocupação, portanto desaparecimento da lucratividade e aparecimento de prejuízos. Este ano, Porto Alegre oferece 9.069 leitos, mas apenas 4.876 serão ocupados. Em 2016, serão 11.062 leitos em oferta e ocupação de apenas 5.174. Naturalmente, esses números de quem pretende manter as reservas de mercado e os altos valores cobrados por hospedagem, com preços característicos de primeiro mundo, aplicados em terceiro mundo, com qualidade também de terceira.

PETISTA HENRIQUE FONTANA NEGA DENÚNCIA SOBRE COMPRA DE VOTOS PARA ELEIÇÃO DIRETA NO PT

O deputado federal petista gaúcho Henrique Fontana reafirmou nesta quarta-feira sua estranheza diante do forte crescimento de filiados aptos a votar no Processo de Eleições Diretas, PED, como dizem no partido,  que ocorreu na última semana de prazo para realizar contribuição financeira necessária para poder votar. Em 13 de agosto eram 184.893 filiados aptos e, em 30 de agosto, este número saltou para 780.688.  Disse ele, ao jornalista Políbio Braga: "Nunca falei em compra de voto no PED do PT, mas penas destaquei a repentina mudança dos números. O PED é extremamente positivo para o PT, mas devemos estar vigilantes para que eventuais mecanismos que possam distorcer a vontade real da nossa base social não interfiram no PED". Henrique Fontana integra a chapa Mensagem ao Partido, liderada pelo deputado paulista Paulo Teixeira.

MÉDICO DESISTE DO PROGRAMA DE DILMA E AFIRMA: "É UMA ABERRAÇÃO: TETO CAINDO, MUITO MOFO E INFILTRAÇÃO, UMA PAREDE QUE DÁ CHOQUE, SEM VENTILAÇÃO NO CONSULTÓRIO, SALA DE VACINA EM LOCAL INAPROPRIADO, FALTA DE MEDICAMENTOS"

Pois é… No ritmo em que vão as coisas, o país logo precisará de “Mais Médicos”… cubanos! As condições de trabalho no interior do país e nas periferias requerem mesmo a mão de obra escrava oriunda da ilha comunista. Os profissionais que conservam o seu direito de ir e vir e que são donos do próprio destino tendem a recusar os pardieiros que abrigam as unidades de atendimento. Leiam trecho de reportagem publicada nesta terça pela Folha. Volto depois.

Médicos questionam infraestrutura e exigências e abandonam programa
Por Daniel Carvalho e Nelson Barros Neto:
A carreira de Nailton Galdino de Oliveira, 34, no programa Mais Médicos, bandeira de Dilma Rousseff (PT) para levar atendimento de saúde ao interior e às periferias, durou menos de 48 horas e exatos 55 atendimentos. Alegando estar impressionado com a estrutura precária da unidade em Camaragibe (região metropolitana do Recife), onde atuou por dois dias, pediu desligamento. “É uma aberração: teto caindo, muito mofo e infiltração, uma parede que dá choque, sem ventilação no consultório, sala de vacina em local inapropriado, falta de medicamentos”, afirmou.
Casos de desistência como esse frustraram parte dos municípios que deveriam receber anteontem 1.096 médicos brasileiros da primeira etapa do programa (os estrangeiros só vão começar depois). A Folha encontrou exemplos espalhados pelo país, com justificativas variadas alegadas pelos profissionais –incluindo falta de infraestrutura, planos profissionais e pessoais e desconhecimento de algumas condições. Na prática, as desistências de brasileiros devem reforçar a dependência do programa por profissionais estrangeiros. Um balanço da segunda rodada do Mais Médicos mostra baixa adesão de novos interessados na bolsa de R$ 10 mil por mês. Houve só 3.016 inscrições — mais de metade de formados no exterior. Enquanto isso, a demanda por médicos ultrapassou 16 mil — menos de 10% foi suprida na primeira etapa. O ministro Alexandre Padilha (Saúde) disse que, após a nova fase, deve pensar “outras estratégias” para atrair mais médicos. Ele comparou as baixas às dificuldades cotidianas de contratação.
(…)
Voltei
Aí vai uma síntese do caráter deletério do programa Mais Médicos. O governo queria espalhar os doutores Brasil afora, mas sabia, e sabe, que inexiste a estrutura física para abrigar esses profissionais. Não é por acaso que o Ministério da Saúde não consegue a chamada “interiorização” dos médicos. Sentindo-se aviltados, acabam recusando o trabalho; outros tantos, como se lê acima, desistem quando constatam o cenário miserável em que terão de trabalhar. Eis que surgem, então, os cubanos. Acostumados com situações até mais precárias do que as que encontrarão aqui; impossibilitados de dizer “não” ao regime que os exporta — a alternativa é ficar na ilha e receber US$ 35 por mês; impedidos de construir uma carreira no Brasil porque suas respectivas famílias ficaram em Cuba, e o visto provisório não lhes dá o direito de exercer outra atividade que não aquela do “contrato”; sabedores de que é inútil tentar desertar ou, como ameaçou o governo, serão “devolvidos”; submetidos ao regime férreo de obediência ao comunismo; postos, mesmo aqui no Brasil, sob a tutela de agentes cubanos, que são seus verdadeiros chefes, então os doutores de Fidel ficarão — com parede dando choque, mofo, sem ventilação… Mais: eles não reivindicarão nada. Ficarão longe de qualquer associação ou órgão de classe. Pronto! O modelo é perfeito. Na campanha do ano que vem, Dilma e Padilha se orgulharão do seu feito. A ditadura cubana receberá, em valores de hoje (e tomando 4 mil médicos como referência) US$ 200 milhões por ano, na expectativa de que chegue a US$ 500 milhões, já que se fala lá em Brasília na contratação de até 10 mil cubanos — uma leva grande viria dos que atuam hoje na Venezuela. É um negócio bom para todo mundo, até para esses profissionais de Cuba — afinal, mesmo recebendo só uma pequena parcela dos R$ 10 mil, a alternativa é muito pior. Sem precisar prestar contas a quem quer que seja, a ditadura receberá a dinheirama. E sempre há, não custa relembrar, a chance de que parte dela volte na forma de financiamento de campanha, né? Será que os nossos patriotas fariam uma coisa feia como essa?
Informa ainda a Folha: “Em Vitória da Conquista (BA), dos cinco médicos que deveriam ter começado, três já desistiram. Na região metropolitana de Campinas, dos 13 selecionados, 5 pediram para sair. Na capital paulista, 1 de 6 voltou atrás. Em Salvador, 5 dos 32 convocados já abandonaram, assim como 11 dos 26 profissionais previstos em Fortaleza. No Recife, 2 desistências foram confirmadas de um total de 12 médicos selecionados.”
O sistema de saúde de que Padilha é o chefe máximo é incompatível com um regime de homens e mulheres livres. Por Reinaldo Azevedo

NA DEMOCRACIA, OS QUE USAM MÁSCARAS QUEREM DITADURA, VIOLÊNCIA OU AS DUAS COISAS REUNIDAS. IDENTIFICÁ-LOS É UM DEVER DO ESTADO DE DIREITO. OU: NINGUÉM TÃO TIPICAMENTE "BURGUÊS" COMO O "ANTIBURGUÊS"

Numa ditadura, usar máscaras significa um ato de resistência. Não é certo, não é necessariamente assim, mas é possível que os que lutam contra uma tirania queiram uma democracia. É bom não esquecer que, na Síria, por exemplo, há terroristas combatendo um carniceiro. Mas sigamos: não há como censurar os que usam máscaras para se opor a facínoras. Mas respondam aqui a este jornalista que é cotidianamente torturado pela lógica: por que alguém usa máscaras numa democracia? Os rapazolas e as moçoilas que andaram sendo molestados ideologicamente por professores que nunca leram Marx, mas que se apresentam como especialistas no pensamento de um delinquente como Slavoj Zizek, dirão que o direito à rebelião acompanha o homem como o ar que ele respira. Alguns outros que se querem liberais em economia, mas libertários nos costumes e valores, pensam mais ou menos como Zizek. No fim das contas, os dois lados acreditam que podem chegar a resultados opostos recorrendo aos mesmos instrumentos e valores. Há uma boa chance de que os dois lados estejam errados, então… Enquanto isso… Bem, enquanto isso, não é aceitável que delinquentes, adicionalmente covardes, recorram a máscaras para sair por aí quebrando tudo. Em nome de quê? De quais valores? Então eles acham que os políticos são trapaceiros e ladrões e, por isso, quebram bancos? Então eles acham que os serviços públicos são ruins e, por isso, quebram lojas de departamentos ou concessionárias de carros? Então eles acham que o capitalismo é um erro histórico e, por isso, resolvem impedir o direito que têm as pessoas de ir e vir? Então eles acham que a imprensa não é boa e, por isso, querem censura?

Ora, ora…
É claro que eu apoio a decisão da Justiça que confere à polícia o direito de obrigar que manifestantes mascarados se identifiquem. Se, com efeito, for posta em prática, acaba essa folia. Eu detesto gente covarde. Olhem aqui: eu não me arrependo das ideias que tive, do que pensei, do que defendi. Mas me arrependo, sim, do que, hoje, me parece besteira. Invadi reitoria e prédio administrativo da universidade etc. e tal. O Brasil, formalmente, ainda era uma ditadura — “A Ditadura Esculhambada” (o livro que Elio Gaspari não escreveu…), mas, mesmo assim, não usei máscara. Apanhei com a cara que eu tinha. Nessas e em outras circunstâncias. Esse negócio de usar máscara para quebrar prédios públicos e privados é uma mistura de pós-marxismo mal digerido, ministrado por alguns professores universitários do miolo mole, com o que chamo geração Toddynhyo & Sucrilho pós-construtivista. Jamais diga “não” ao monstrinho, ou ele começa a quebrar a casa… Qual é? Mostrem a cara, corajosos! O que querem? Fazer revolução quebrando banco de dia e dormir na caminha quente arrumada pela mamãe à noite? Trotski, já lembrei aqui, era filho de um latifundiário. Quando decidiu que queria pôr fim ao czarismo e ao capitalismo nascente na Rússia, renunciou a tudo e foi morar no casebre de um jardineiro. Eu não gostava da ditadura. Lutei contra ela e arquei com as consequências. E era uma ditadura. Os mascarados não gostam da democracia? Pois que lutem contra ela, então, mas arcando com as consequências. Num regime democrático, costuma ser apenas a aplicação de Leis, também democraticamente pactuadas. E aproveito o ensejo para, mais uma vez, lastimar a militância da OAB-RJ, que vem tendo um posicionamento lamentável. Em vez de se portar como babá de baderneiro, deveria se aplicar à defesa do estado de direito. E eu quero saber qual é o dispositivo legal que permite que pessoas usem máscaras para sair barbarizando por aí. A eventual truculência da polícia não serve de desculpa. Não! Eu não gosto de Sérgio Cabral. Não! Eu não estou entre os que admiram a suposta “genialidade” de José Mariano Beltrame, o secretário de Segurança Pública. Fui quase um monopolista da crítica a ambos durante um larguíssimo período. Mas eu os reprovo nos marcos da democracia. Cabral foi eleito pela população do estado do Rio de Janeiro e só pode ser apeado do poder segundo as regras do regime democrático. Não havendo um processo judicial que o justifique, vocês terão de esperar ou a sua renúncia, que é ato volitivo, ou as eleições. E fim de papo! Os mascarados têm todo o direito de lutar pela anarquia ou por uma ditadura. Mas a democracia tem o direito e o dever de se defender. O resto é uma soma indigesta de submarxismo delinquente com libertarismo de manual.
PS – Se, hoje, todos os mascarados fossem identificados, vocês ficariam espantados ao descobrir a quantidade de professores universitários que há entre eles. “Pobres da periferia e dos morros?” “Vítimas da violência habitual da polícia que decidiram reagir?” Uma ova! Já fui muito pobre. Pobreza não é categoria de pensamento, eu sei. Mas também sei quais são as suas urgências. Só sai quebrando tudo por aí, de caso pensado, quem acredita que os bens materiais nos desviam, como é mesmo?, da verdadeira “essência” do ser. Para ser idiota a tal ponto, é preciso não ter ou jamais ter tido qualquer dificuldade com… os bens materiais. Não é o caso dos pobres. Estes podem até se revoltar quando são maltratados por serviços públicos, como o transporte urbano precário, por exemplo. Mas não criam uma estética e uma ética da violência. Isso, com raras exceções, é um traço de classe, típico dos filhos dos endinheirados. Assim, poucas coisas são tão tipicamente “burguesas” quanto ser um antiburguês! Por Reinaldo Azevedo

O PETISTA LUIZ MARINHO, PREFEITO DE SÃO BERNARDO E AMIGÃO DE LULA, CONTRATA O HOMEM DA MALA PRETA DO ESCÂNDALO DOS ALOPRADOS

Não tem jeito. Petista nunca fica na chuva. Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante, é aquele rapaz que foi flagrado em 2006 carregando a mala preta de dinheiro — havia lá R$ 1,7 milhão — para pagar o dossiê inventado por vigaristas contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. Se a tramoia tivesse prosperado, o principal beneficiário seria Mercadante, que estava em segundo nas pesquisas de intenção de voto. A esmagadora maioria dos envolvidos na tramoia era composta de homens de confiança de Luiz Inácio Lula da Silva. Nem o agora ministro da Educação nem o Apedeuta sabiam de nada, certo? O mais impressionante: o escândalo mensalão tinha estourado havia pouco mais de um ano. Hamilton Lacerda era filiado ao PT de São Caetano. Decidiu afastar-se do partido durante algum tempo e coisa e tal. Mas o petista Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e um dos porta-vozes de Lula, estava à procura de um homem de reputação ilibada para comandar o consórcio das sete cidades do ABC. A notícia está na Folha de hoje. O próprio Lacerda especula sobre a escolha: Fui uma pessoa pública, tenho contatos no PT, mas acredito que minha nomeação foi técnica”.

Eu também acredito, é claro!
Lacerda tem um salário de R$ 9.587,21 por mês. Informa a Folha: “No mês passado, a presidente Dilma Rousseff anunciou R$ 2,1 bilhões do PAC para a região. O consórcio receberá R$ 5 milhões para contratar o projeto de um centro de controle de ope000rações de corredores”.
Encerro
E no que deu aquela investigação? Em nada! Havia o crime, havia os criminosos, havia a prova. Só não houve o castigo. Afinal, eles são petistas. Por Reinaldo Azevedo

SURGE O NOME DO DIPLOMATA SURGE AUTOR DE EMAILS MANDANDO EMBAIXADOR SABOYA "ENROLAR" NO CASO DO ASILO DO SENADOR BOLIVIANO ROGER PINTO MOLINA

Do tipo astuto, que se incluiu entre os eventuais substitutos de Antonio Patriota, o embaixador Antonio Simões deve aparecer como o cabeça de e-mails de instruções a Eduardo Saboia, encarregado de negócios da Emkbaixada do Brasil em La Paz, para “enrolar” o caso do pedido de asilo e de salvo conduto para o senador bolivano Roger Pinto Molina, sem empenho em negociar solução séria. Ele é subsecretário-geral de América do Sul, responsável pelos assuntos de Bolívia no Itamaraty. Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), acha que Antonio Simões é apenas um peão no tabuleiro. O problema, para Ferraço, é que a política externa brasileira está submetida aos interesses ideológicos de governo e não aos de Estado. Ou seja, o Itamaraty se tornou um departamento do Foro de São Paulo.

ITAMARATY PODE SER OBRIGADO A BARRAR NEPOTISMO DA FAMÍLIA PETISTA PATRIOTA NA ONU

O Ministério das Relações Exteriores admitiu nesta terça-feira ter de realizar “ajustes administrativos” em uma aberração de nepotismo explícito, prestes a se instalar na Missão do Brasil junto às Nações Unidas. Designado para chefiar o posto, o ex-chanceler Antonio Patriota pode ser obrigado a se livrar do irmão, embaixador Guilherme Patriota, e da mulher dele, conselheira Erika, que há um mês assumiram posições na repartição. A lei proíbe subordinação direta entre familiares, por isso o Itamaraty já admite que o casal Guilherme e Erika Patriota pode ser removido. A assessoria chegou a sustentar que o Itamaraty acha “normal” que Antonio Patriota chefie irmão e cunhada em Nova York, mas recuou. Outro membro da família Patriota, Tânia Cooper Patriota, mulher do ex-chanceler, é também funcionária das Nações Unidas. O petista Antonio Patriota não terá vida fácil na sabatina do Senado: o relator, senador Aloysio Ferreira Nunes (PSDB-SP), já criticou as “patacoadas” de sua gestão.