quarta-feira, 10 de julho de 2013

ESTAS UNIVERSIDADES NÃO TERÃO AULAS NESTE DIA DE "PROTESTO" A FAVOR DO GOVERNO PETISTA

Puc-RS - aulas suspensas
Uniritter/ Campus Porto Alegre e Canoas - aulas suspensas
Fadergs / Esade - aulas suspensas
Ufrgs - na dúvida
Unilasalle (Canoas) - aulas suspensas
Unisinos - aulas suspensas
Ulbra - aulas suspensas
Unipampa - aulas suspensas

VEJA OS BLOQUEIOS DE ESTRADAS QUE SERÃO MONTADOS NESTA QUINTA-FEIRA NO RIO GRANDE DO SUL

Rodovia ERS 40 - em Viamão
Rodovias RSC 287 e BR 471, nos trevos de Santa Cruz do Sul
Rodovia RSC 287 - no trevo de Venâncio Aires
Rodovia RSC 287 - em Santa Maria
Rodovia BR 386 - no trevo de Lajeado
Rodovia BR 290 - na ponte do Rio Guaíba
Rodovia BR 290 - em Rosário do Sul
Rodovia BR 290 - em Uruguaiana
Rodovia BR 116 - em Pelotas
Rodovia BR 116 - em Sapucaia do Sul ou São Leopoldo
Rodovia BR 116 - em Canoas
Rodovia ERS 344 - em Santa Rosa
Rodovia BR 385 - em Ijuí
Rodovia BR 101 - em Três Cachoeiras
Rodovia RSC 153 - em Passo Fundo
Rodovia ERS 122 - em São Sebastião do Caí
Rodovia BR 386 - em Nova Santa Rita
Rodovia ERS 401 - em Charqueadas
Rodovia 453 - em Caxias do Sul
Rodovia ERS 122 - em Caxias do Sul
Rodovia BR 392 - em Rio Grande
Rodovia BR 116 - em Porto Alegre, no entroncamento com a BR 290
Rodovia BR 385 - entre Passo Fundo e Lagoa Vermelha
Rodovia ERS 155 - em Santo Augusto
Rodovia BR 116 - em São Lourenço do Sul

MAIS DIFICULDADES PARA EIKE BATISTA, O BILIONÁRIO DE PAPEL

O advogado Marcio de Melo Lobo deu entrada nesta quarta-feira na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro com uma ação em que pede a indisponibilidade dos bens do bilionário de papel Eike Batista e da OGX. Lobo fundamentou sua ação em notícias sobre uma suposta insolvência de Eike e do grupo X. Na petição, o advogado pretende também evitar que a OGX faça qualquer transferência de recursos para outras empresas do grupo. Sergio Bermudes, advogado de Eike Batosta, reagiu: "É uma ação infundada. Pedir a indisponibilidade dos bens só cabe nos casos previstos na lei. E este não é o caso".

SANTOS DESISTE DE CONTRATAR ROBINHO POR FALTA DE ACERTO FINANCEIRO

O Santos anunciou nesta quarta-feira que desistiu da contratação do atacante Robinho, do Milan, por não ter acontecido acordo financeiro que possibilitasse a contratação do atleta revelado no clube. "Clube, jogador e o Milan tentaram chegar aos valores e condições que possibilitassem a transferência, mas, mesmo com o esforço de todos os lados, não foi possível alcançar os números. A soma da operação, entre pagamento ao time italiano e os salários do atleta, ainda está distante da realidade do futebol brasileiro", diz comunicado publicado no site do Santos. O clube paulista sonhava com Robinho para ocupar o lugar deixado por Neymar, negociado com o Barcelona. Segundo a imprensa italiana, o valor inicial pedido pelo Milan era de 8 milhões de euros (R$ 23 milhões), mas já havia caído para 6 milhões de euros (R$ 17 milhões). Além disso, Robinho já teria aceitado baixar sua pedida salarial para cerca de R$ 800 mil, quase a metade do que seria sua intenção inicial para jogar no Santos, como fez entre 2002 e 2005, e depois em 2010.

ARQUIDIOCESE TRANSFERE PARA O EXÉRCITO A SEGURANÇA DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Depois de conseguir passar para a Prefeitura do Rio de Janeiro a responsabilidade pelo serviço de atendimento médico durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o que gerou uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual, a Arquidiocese do Rio de Janeiro transferiu para o Exército a tarefa de garantir a segurança dos fiéis no Campus Fidei (Campo da Fé, em latim), em Guaratiba, na zona oeste. O terreno, de 3,5 milhões de metros quadrados, vai sediar a vigília e missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 27 e 28 de julho. Os dois eventos contarão com a presença do papa Francisco e devem atrair um público estimado em 1,5 milhão de católicos. Inicialmente, o serviço de vigilância dentro do câmpus seria pago com recursos privados pela Dream Factory Comunicação e Eventos. A empresa, por sua vez, foi contratada pelo Instituto Jornada Mundial da Juventude, organizador do evento católico. Seriam contratados cerca de 2 mil seguranças privados. Às Forças Armadas caberia apenas garantir a segurança nos acessos e no entorno do Campus Fidei, inclusive nos 13 quilômetros que serão percorridos a pé pelos peregrinos. Nos dois dias, será decretada Garantia da Lei de Ordem (GLO), o que dará plenos poderes às Forças Armadas para atuar com poder de polícia em um raio de sete quilômetros ao redor do Campus Fidei. A medida ainda precisa ser assinada pela presidente Dilma Rousseff. O general José Alberto da Costa Abreu, comandante da 1ª Divisão de Exército e coordenador de defesa da Jornada Mundial da Juventude, decidiu assumir a responsabilidade pela segurança dentro do câmpus há cerca de duas semanas, já que até então a Dream Factory não havia contratado uma empresa privada para o serviço. Os militares estavam preocupados com o tempo exíguo para o processo de seleção, levantamento de fichas de antecedentes criminais e treinamento dos vigilantes que seriam empregados. O Exército vai utilizar 1.500 homens que estarão fardados no interior do Campus Fidei. São militares da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), sediada em Juiz de Fora, que inicialmente ficaria de prontidão no quartel, mas que agora será deslocada para o Rio de Janeiro. A Força Nacional de Segurança também terá cerca de 1.300 no câmpus. Com mais essa tarefa, subiu para 10.200 o número de militares que serão mobilizados durante a Jornada. Inicialmente seriam 8.500 homens, quantidade que já havia sido aumentada para 9.700 por conta dos protestos que ocorreram no Rio de Janeiro e em várias cidades do País. Também haverá cerca de 600 militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada no altar onde ficará o papa Francisco. Eles se juntarão aos 80 agentes da Polícia Federal e aos homens do Corpo da Gendarmaria (polícia do Vaticano), que serão os responsáveis pela segurança pessoal do Papa Francisco.

PT BRIGA E HENRIQUE EDUARDO ALVES SUSPENDE INSTALAÇÃO DE GRUPO DA REFORMA POLÍTICA

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), suspendeu a instalação do grupo de trabalho para discutir a proposta de reforma política após um "curto-circuito" entre petistas. Prevista para ocorrer nesta quarta-feira, às 18 horas, a instalação do grupo foi adiada para a próxima semana, véspera do início do recesso parlamentar, porque os deputados Henrique Fontana (RS) e Cândido Vaccarezza (SP) disputam a coordenação do grupo. O grupo de trabalho foi anunciado após a confirmação do "sepultamento" da proposta de plebiscito encampada pelo Palácio do Planalto. Embora o PT insista na realização de um plebiscito ainda este ano e promete coletar assinaturas para um decreto legislativo convocando a consulta popular, o partido indicou Fontana para o grupo, mas Alves escolheu Vaccarezza. "Houve um curto-circuito aí e eu já suspendi a instalação dos trabalhos. Uma comissão que quer resolver, não pode começar não resolvendo ela própria", disse o presidente da Câmara.

DILMA MANDA INVESTIGAR TODOS OS ACORDOS DE INTELIGÊNCIA DO BRASIL

A presidente Dilma Rousseff mandou fazer uma varredura em todos os acordos de inteligência que órgãos do governo teriam com os Estados Unidos para ter certeza de que nada autorizava os americanos a monitorar comunicações de cidadãos brasileiros. A dúvida foi levantada depois que, em entrevista, o ex-embaixador do Brasil na China, Luiz Augusto de Castro Neves, afirmou que há uma coordenação de inteligência entre forças de segurança dos dois países. Nesta quarta-feira, a Presidência divulgou uma nota sobre as providências que foram tomadas pelo governo para investigar a denúncia de espionagem. Ao final, a garantia: "O governo brasileiro não autorizou nem tinha conhecimento das atividades denunciadas. A eventual participação de pessoa, instituição ou empresa do País nestas atividades é inconstitucional, ilegal e sujeita às penas da lei". O governo brasileiro sabe que há agentes de inteligência trabalhando no País. A colaboração e a troca de informações é feita, de maneira formal, entre a Agência Brasileira de Inteligência e órgãos como a CIA. Normalmente, os agentes, que vem como funcionários comuns das embaixadas, são acreditados na Abin e conhecidos do governo. De acordo com diplomatas, o Itamaraty também conhece esse trabalho, mas não tinha idéia de que poderia haver um monitoramento de informações à revelia do governo.

MILITANTES DO BLOCO DE LUTAS E DO PASSE LIVRE INVADEM A CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE E ACAMPAM

Cerca de 50 militantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público e do Movimento pelo Passe Livre (um braço do PSOL) invadiram e decidiram acampar no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre, às 17h20 desta quarta-feira, interrompendo a sessão plenária, que precisou ser encerrada. Logo a seguir, os veredores foram compungidos a sentar no chão para "dialogar" com os militantes. Muito "cordatos", os vereadores concordaram com a intenção dos militantes invasores de permanecer no Plenário até a realização de uma assembléia. Os militantes exigem passe livre para estudantes e a abertura da contabilidade das empresas de ônibus de Porto Alegre. Essas empresas têm contratos eternos com a prefeitura, e nunca passaram por um processo de licitação, que a prefeitura se recusa a realizar. Qualquer criança do ensino fundamental sabe que a concorrência em uma licitação é capaz de derrubar os preços.

JUSTIÇA CONDENA 26 PESSOAS POR ADULTERAR LEITE

A Justiça Federal de Passos, no sul de Minas Gerais, condenou 26 pessoas por fazerem parte de um esquema para a adulteração de leite. São funcionários e diretores da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e que pegaram penas que variam de 2 a 17 anos de prisão. Eles foram investigados pela Polícia Federal que descobriu que soro e substâncias diversas, até soda cáustica, eram usados para aumentar a produção de leite. A polícia chegou até os acusados durante a Operação Ouro Branco, desencadeada no final de 2007. Foram citadas na ação 28 pessoas, das quais somente duas acabaram absolvidas. As demais, além da pena de prisão, terão de arcar com multas que chegam a 200 salários mínimos (mais de R$ 135 mil). A relação de condenados é extensa e vai desde o então presidente da cooperativa, Dácio Francisco Delfraro, até a um inspetor do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio da Silveira, responsável pela fiscalização.

MINISTRO PETISTA ALEXANDRE PADILHA DESISTE DE IR À ESPANHA CONTRATAR MÉDICOS APÓS ENXURRADA DE CRÍTICAS

O ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha, cancelou na tarde desta quarta-feira sua ida à Madri (Espanha) para tratar do programa Mais Médicos, que tem como objetivo “importar” médicos de outras nacionalidades para atuar em diversas unidades e áreas no Sistema Único de Saúde (SUS). A idéia vem recebendo diversas críticas; primeiro, o exercício da profissão de um médico estrangeiro no Brasil precisa antes de aprovação e habilitação pelo Conselho Regional de Medicina da região onde ele vai atuar, segundo, a obrigatoriedade do “serviço civil” no SUS de médicos recém-formados pode ser considerada inconstitucional, já que a Constituição prevê apenas a obrigatoriedade do serviço militar, vedando qualquer outra forma de trabalho forçado.

ARQUIVO NACIONAL VAI DIGITALIZAR DOCUMENTOS DA PETROBRÁS DA ÉPOCA DA DITADURA

O Arquivo Nacional vai digitalizar, ao longo dos próximos três meses, a documentação da extinta Divisão de Informações (Divin) da Petrobras, recentemente entregue pela empresa estatal à custódia do órgão federal, vinculado ao Ministério da Justiça. O acervo cobre um período de 30 anos (1962-1992), englobando, portanto, os anos da ditadura militar (1964-1985), durante os quais a Divin era encarregada de fazer investigações políticas dos empregados da Petrobras. De acordo com edital publicado no último dia 5 no Diário Oficial da União, o acesso à documentação será liberado dentro de 30 dias. Formado por documentos avulsos, encadernados e em microfilme, o acervo tem cerca de 132 mil itens. A lista abrange pareceres e relatórios de investigação sobre empregados da Petrobras, relação de funcionários demitidos, prontuários, relatórios de comissão de sindicância e fichas de controle de investigação político-social, incluindo dados sobre vinculação partidária e situação econômica. O edital possibilita que, no decorrer do prazo, o titular de informações pessoais contidas no acervo da Divin apresente um requerimento dirigido ao diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, solicitando a manutenção da restrição de acesso aos documentos que mencionam sua pessoa. Caso o titular das informações tenha falecido ou esteja ausente, caberá ao cônjuge, companheiro, descendentes ou ascendentes apresentar o requerimento.

DEPUTADO FEDERAL NATAN DONADON GANHA MAIS UM DIA NA CADEIA PARA APRESENTAR DEFESA NO PROCESSO DE CASSAÇÃO DO SEU MANDATO

Por uma questão regimental, o deputado federaç Natan Donadon (sem partido-RO), preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde o dia 28 de junho, ganhou mais um dia para apresentar defesa no processo de perda do mandado. O prazo inicial para apresentar suas alegações acabaria nesta quarta-feira. No entanto, como não foram feitas sessões ordinárias, apenas extraordinárias, que não valem para contagem do prazo, esta quarta-feira não pôde ser computada. Condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por peculato e formação de quadrilha, o deputado foi expulso do PMDB e na terça-feira a Mesa Diretora da Câmara passou a considerá-lo oficialmente afastado das atividades na Casa. Com isso, Donadon deixa de receber todas as remunerações referentes à atividade parlamentar, mas continua sendo considerado deputado federal.

CNI DEFENDE CONTENÇÃO DE GASTOS PÚBLICOS PARA ALIVIAR ALTA DOS JUROS

A elevação de 0,5 ponto percentual da taxa Selic (juros básicos da economia) é necessária para segurar a inflação, mas o governo poderia cortar gastos para diminuir a taxa dos juros sem prejudicar a produção. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nota sobre a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). No comunicado, a CNI ressaltou que o Banco Central agiu dentro das expectativas para conter a inflação que a entidade considera preocupante. “O cenário inflacionário preocupante, com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acima do teto da meta, justifica a ação dos condutores da política monetária”, avalia a entidade. A CNI ressaltou ainda que a recente alta do dólar contribui para pressionar a inflação e que a desaceleração nos preços administrados é provocada por causa das reduções pontuais de impostos, que só têm efeito no curto prazo e não se repetirão. A entidade pede que a equipe econômica reduza a expansão dos gastos públicos para facilitar a estabilização da economia. “É necessária uma revisão da combinação de políticas e uma readequação do ritmo de expansão dos gastos públicos às necessidades da estabilização, de modo a gerar condições de um ciclo de juros menos intenso e evitar que todo o ônus do controle inflacionário recaia sobre o setor produtivo”, destacou a nota.

BANCO CENTRAL AUMENTA JUROS BÁSICOS DA ECONOMIA PELA TERCEIRA VEZ SEGUIDA, PARA 8,5% AO ANO

Pela terceira vez seguida, o Banco Central reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 8,5% ao ano. "O comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano", justificou o Copom em comunicado. Em abril, o Copom iniciou um novo ciclo de alta nos juros básicos, depois de quase dois anos sem aumento, e elevou a Selic para 7,5% ao ano. Desde agosto de 2011, a taxa vinha sendo reduzida sucessivamente até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012, o menor nível da história. A Selic foi mantida nesse nível até março deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde julho do ano passado, o IPCA acumulado em 12 meses vem subindo. Em junho, o índice acumulado chegou a 6,7% e ultrapassou o teto da meta de inflação do governo. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2013 em 5,81%. Por outro lado, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu apenas 0,9% no ano passado e ainda está sob o efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 2,34% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. A estimativa foi reduzida pela oitava semana seguida. Usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), a taxa Selic serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o Banco Central contém o excesso de demanda, que se reflete no aumento de preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação. O aumento da taxa de juros também aumenta o volume da dívida interna brasileira.

POLÍCIA FEDERAL ESQUECEU EM UM GALPÃO EQUIPAMENTOS ADQUIRIDOS PARA O PAN-2007

A Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro guarda em seu depósito equipamentos que o governo comprou em 2007 para utilizar nos jogos Pan-Americanos de 2007. São quatro aparelhos de raio X e 110 detectores de metais. Custaram R$ 1 milhão, em valores da época. Esquecidos, aguardam há seis anos pela chegada de alguém que determine seu uso. Ao tomar conhecimento do descalabro, o procurador da República Fernando José Aguiar de Oliveira decidiu agir e cobrou ação da Polícia Federal. O delegado federal Fernando Durán Poch, diretor de Administração Logística, informou à Procuradoria que irá transferir o maquinário para a Infraero, estatal que administra os aeroportos.

CHUVAS AFETAM PROCESSAMENTO DA CANA DE AÇUCAR NAS USINAS DO CENTRO-SUL DO PAÍS

O volume de cana-de-açúcar processado nas unidades produtoras da região Centro-Sul do País teve queda de 17,5% na segunda quinzena de junho na comparação com a quinzena anterior, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Na primeira quinzena do mês passado, foram processadas 35,8 milhões de toneladas e, agora, o volume caiu para 29,1 milhões de toneladas. Também houve redução (8,2%) em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume alcançou 31,7 milhões. Segundo a Unica, essa retração é justificada pelas chuvas que atingiram algumas regiões produtoras, o que dificultou a operacionalização da colheita e reduziu a oferta de matéria-prima para as usinas. No acumulado da safra (de abril a 1º de julho), por outro lado, o volume processado avançou de 128,38 milhões de toneladas, na safra 2012/2013, para 180,98 milhões de toneladas. O desempenho, no entanto, ainda é 16,11% menor em relação à safra 2010/2011, quando as usinas do Centro-Sul processaram 215,73 milhões de toneladas nesse mesmo período. Foi registrada novamente tendência de maior produção de etanol, verificada também nos levantamentos anteriores. A matéria-prima direcionada para produção de açúcar na segunda quinzena de junho representou 41,9%. No mesmo período da safra anterior, essa proporção era 47,79%. No acumulado desta safra, a produção de açúcar está em 41,85%, o que representa o menor percentual das últimas dez safras, excetuando-se apenas o período de 2008/2009, quando o índice foi menor. Apesar da retração na moagem, a produção de etanol aumentou 5,98% na segunda quinzena de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando 1,28 bilhão de litros. A produção de açúcar, por sua vez, teve redução de 16,36%, totalizando 1,5 milhão de toneladas, ante os 1,8 milhão de toneladas produzidos em igual período de 2012. Em relação ao etanol, o destaque na produção desta quinzena foi a alta de 17,9% no etanol anidro, em relação ao ano passado. A Unica avalia que esse indicador mostra que o setor está comprometido em atender ao aumento do nível de mistura de etanol na gasolina, que passou de 20% para 25% em 1º de maio deste ano.

GOVERNO USA EXPERIÊNCIA DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira, disse nesta quarta-feira que está pronto o esquema de organização para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 22 a 29 deste mês, no Rio de Janeiro. Elito acrescentou que as experiências obtidas com a Copa das Confederações, em junho, serão usadas para a jornada e a visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro e a Aparecida do Norte, no interior de São Paulo. “As lições foram aprendidas”, ressaltou o ministro. “Usaremos a estrutura organizada para a Copa das Confederações e com grande esforço de todos, queremos e torceremos para que tudo corra bem”, acrescentou. O Papa Francisco chega ao Brasil no dia 22 e fica até 28 de julho, último dia da Jornada Mundial da Juventude.

LÍDERES DA CÂMARA E DO SENADO FECHAM ACORDO EM TORNO DE PROJETO SOBRE RITO DE APRECIAÇÃO DE VETOS PRESIDENCIAIS

Os líderes governistas do Senado e da Câmara chegaram nesta quarta-feira a um acordo sobre mudanças no rito de apreciação de vetos presidenciais no Congresso Nacional. Em reunião da qual participaram governistas e oposicionistas, os parlamentares decidiram pela formulação de um projeto de resolução do Congresso que vai estabelecer que os vetos serão obrigatoriamente apreciados em até 30 dias após a publicação no Diário Oficial da União. Pelo acordo, o projeto determinará que a pauta do Congresso ficará trancada em caso de não votação dos vetos. As medidas serão aplicadas a todos os vetos publicados a partir de 1º de julho deste ano. No caso dos vetos anteriores a essa data, a deliberação seguirá os ritos que valem atualmente, portanto, continuarão dependendo de acordo de lideranças para entrar em votação. Os líderes partidários também decidiram que serão convocadas reuniões conjuntas da Câmara e do Senado uma vez por mês para apreciação dos vetos. As sessões ocorrerão preferencialmente na terceira terça-feira de cada mês e serão adiadas para o primeiro dia útil posterior caso caiam em um feriado.

BANCO CENTRAL E MINISTÉRIOS DA FAZENDA E DO TRABALHO EXPLICAM CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DO FGTS NA CÂMARA

Representantes do Banco Central e dos ministérios da Fazenda e do Trabalho deram explicações nesta quarta-feira em audiência pública na Câmara dos Deputados, sobre o cálculo da remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Sindicatos pedem na Justiça a reposição do que consideram uma perda de 88,3% na correção do fundo desde 1999. Segundo o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que também é presidente da Força Sindical, a reposição equivale a R$ 299,9 bilhões que seriam devidos pelo governo aos trabalhadores. A entidade e outras centrais sindicais questionam o cálculo da Taxa Referencial (TR), à qual está atrelada a remuneração do FGTS. De acordo com o deputado ela tem ficado abaixo da inflação e até zerada. “Desde setembro do ano passado está sendo aplicado zero na TR. Nas nossas contas, o governo roubou dos trabalhadores. Foi um assalto programado, organizado. Estamos entrando com processo no Brasil inteiro. Só da Força Sindical, tem mais ou menos mil sindicatos com ações na Justiça”, disse o deputado, autor do requerimento para convocação da audiência pública. O procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, argumentou que, pela própria natureza jurídica, a TR não segue os movimentos da inflação. “Desde a sua origem, em 1991, a TR não foi concebida como instrumento para refletir índice de inflação. Ela tinha o propósito de promover a desindexação da economia. Não há um dispositivo da norma que correlacione a TR à taxa de inflação”, disse. O procurador-geral do Banco Central destacou que a remuneração do FGTS pela TR mais adicional de 3% foi estipulada por decisão do Congresso Nacional. A TR é uma taxa de juros instituída pela Medida Provisória (MP) 294/1991, que depois se transformou na Lei n° 8.177/1991. Criada para evitar que a taxa de juros do mês corrente refletisse a inflação do mês anterior, a TR é usada para aferir o rendimento da caderneta de poupança e nos empréstimos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). É calculada pelo Banco Central por meio da aplicação de um redutor diário na Taxa Básica Financeira (TBF),  média ajustada que tem como base de cálculo as taxas médias de captação de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Recibos de Depósitos Bancários (RDBs) prefixados emitidos pelos 30 maiores bancos brasileiros, por volume de depósitos a prazo fixo. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio José Lenti Maciel, disse na audiência pública que não há manipulação da TR, porque o cálculo é transparente. “Se ultimamente a rentabilidade do FGTS está abaixo do índice de inflação, isso se deve não à TR. O Banco Central tem buscado dar transparência ao cálculo”, declarou. A representante do Ministério da Fazenda, Maria Carmozita Bessa Maia, coordenadora-geral de Gerenciamento de Fundos e Operações da Secretaria do Tesouro Nacional, ressaltou que haveria danos caso a correção do FGTS ocorresse de acordo com a inflação. “Refletirá necessariamente na majoração dos custos dos financiamentos habitacionais concedidos. Para um mutuário que desejasse um financiamento de R$ 100 mil a ser pago em 20 anos, caso a dívida fosse evoluída com base na inflação, seria R$ 393 mil, enquanto pela TR é R$ 211 mil”, disse. De acordo com o secretário executivo do Conselho Curador do FGTS no Ministério do Trabalho, Quenio Cerqueira de França, atualmente o ativo total do fundo é R$ 341,9 bilhões. O FGTS tem ainda R$ 260,6 bilhões em depósitos em conta vinculada. As aplicações são de R$ 205,5 bilhões e o patrimônio líquido de R$ 58 bilhões. A diferença de R$ 299,9 bilhões pleiteada na Justiça pelas centrais sindicais corresponde a 87,7% do ativo total do FGTS.

JUSTIÇA PAULISTA CONCEDE LIMINAR QUE OBRIGA FUNCIONAMENTO INTEGRAL DO METRÔ NO HORÁRIO DE PICO NESTA QUINTA-FEIRA

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) conseguiu nesta quarta-feira uma liminar na Justiça que obriga, em caso de paralisação dos metroviários nesta quinta-feira, o funcionamento integral das quatro linhas do sistema no horário de pico. A decisão da desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, exige o funcionamento de 100% dos serviços no horário das 6 às 9 horas e das 16 às 19 horas e de 70% nos demais horários. A magistrada estabeleceu multa diário R$ 100 mil ao sindicato para o caso de descumprimento da determinação judicial. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo faz assembléia neste momento para decidir sobre a adesão do setor ao Dia Nacional de Luta, convocado pelas centrais sindicais. Caso optem pela interrupção das atividades, cerca de 4 milhões de pessoas, que usam diariamente quatro linhas do metrô, devem ser afetadas.

APÓS REUNIÃO COM ÍNDIOS, GOVERNO MANTÉM DECISÃO DE REVISAR PROCESSO DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS

O governo petista de Dilma Rousseff decidiu manter a decisão de alterar o processo de demarcação de terras indígenas, mesmo depois de ouvir a posição contrária de lideranças de 19 etnias. Os índios foram recebidos nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff pela primeira vez desde o início do governo e deixaram claro que são contrários às mudanças. Em maio, o governo decidiu interromper, mesmo que temporariamente, a demarcação de terras indígenas em regiões de conflito encaminhadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para submeter os processos a pareceres da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A Funai é o órgão federal responsável por estabelecer e executar a política indigenista brasileira, o que inclui a elaboração dos estudos antropológicos necessários à demarcação de novas terras indígenas. No entanto, o governo argumenta que a avaliação de outros órgãos sobre a demarcação poderá reduzir os conflitos judiciais que surgem após a criação das reservas. A mudança desagradou aos indígenas e levou a uma onda de protestos pelo País. Na reunião desta quarta-feira com Dilma, os índios deixaram claro que são contrários às alterações, mas o governo não deve voltar atrás. “Nos posicionamos contrariamente à inclusão desses órgãos. Tem que ser como estava, como estabelece o Decreto 1.775, que é o marco regulatório que existe hoje. É isso o que defendemos”, disse a indígena Sônia Guajajara, que participou da reunião. Segundo ela, Dilma argumentou que é preciso “melhorar os procedimentos” de demarcação para evitar conflitos e disputas judiciais. O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, disse que o governo não pretende alterar o Decreto 1.775/96, que garante à Funai a prerrogativa da demarcação, mas confirmou que as regras serão alteradas por meio de uma portaria ministerial. A norma vai regulamentar a participação de outros órgãos do governo na criação de reservas. “O decreto que trata da demarcação não será alterado. O que haverá, e nós estamos discutindo, é uma portaria do Ministério da Justiça que busque garantir, primeiro, que sejam ouvidos outros órgãos, que se aperfeiçoe a instrução do processo de demarcação. E segundo, que nós, ainda na fase antes da decisão do Ministério da Justiça, possamos ter uma perspectiva de conciliação e de diminuição de conflitos na hora em que essa portaria baixar”, disse.

FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA FICARÁ POR MAIS 180 DIAS EM BELO MONTE

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, prorrogou a permanência da Força Nacional de Segurança (FNS) na região do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), por mais 180 dias.  A tropa está na região desde o fim de março. A prorrogação foi autorizada a pedido do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e publicada, por meio de portaria, na edição de terça-feira do Diário Oficial da União. De acordo com o texto, a presença da Força Nacional na região das obras da usina tem o objetivo de “garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, [os] serviços e [as] demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia”. A atuação da tropa federal nas obras de Belo Monte está sob investigação do Ministério Público Federal em Altamira após denúncias relacionadas ao tratamento dado por agentes da Força Nacional a trabalhadores da obra.

SENADO APROVA TEXTO ORIGINAL E REDUZ NÚMERO DE SUPLENTE

O Senado aprovou nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição que muda as regras para suplência de senador. O texto aprovado proíbe que os suplentes sejam parentes em primeiro e segundo grau ou por adoção ou ainda cônjuges dos senadores titulares. Também reduz de dois para um o número de suplentes de senador. O substitutivo à proposta original apresentado na terça-feira pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC) foi rejeitado e os senadores decidiram retomar a votação do texto original. O substitutivo rejeitado estabelecia que, em caso de vacância do cargo, o suplente seria convocado apenas para assumir temporiamente o cargo até que o novo titular fosse eleito nas eleições mais próximas. Mas o trecho gerou polêmica na sessão de terça-feira e foi o principal fator para a rejeição da proposta do senador Luiz Henrique. Com o texto original, as regras em caso de vacância permanecem como as atuais. O suplente assume até o fim do mandato de 8 anos. Atualmente, 16 senadores em exercício no mandato são suplentes. Eles substituem senadores que morreram, que exercem cargos no Poder Executivo ou que foram cassados. A votação da PEC nesta quarta-feira, com a retomada do texto original, ocorreu após reunião dos líderes partidários com o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Diante de um novo acordo em torno da proposta original, o texto foi aprovado com 60 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Apesar de se tratar de emenda constitucional, cujo rito de aprovação exige cinco etapas de discussão antes da votação em primeiro turno e mais três antes do segundo turno, os senadores fizeram acordo para que o texto fosse aprovado em duas votações na mesma sessão. A PEC agora seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.

CENSO VAI TRAÇAR DIAGNÓSTICO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MÉDICOS BRASILEIROS

A Associação Médica Brasileira anunciou nesta quarta-feira a realização de um censo para traçar um panorama sobre a situação de trabalho dos cerca de 400 mil médicos do País. Os profissionais vão responder, pela internet, até o dia 31 de agosto, a um questionário com 50 perguntas. O objetivo do Censo Médico 2013 é esclarecer questões como concentração destes profissionais em certas regiões brasileiras e também em determinadas especialidades. Segundo o presidente da AMB, Florentino Cardoso, os resultados do censo sairão no fim deste ano. Cardoso destacou, porém, que os dados não chegarão a interferir nas decisões do governo relativas ao Programa Mais Médicos, já que não haveria tempo hábil, pois a medida provisória (MP) tem validade de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60. A associação, no entanto, entrará com medidas judiciais contra a MP, que, para Florentino Cardoso, tem pontos inconstitucionais. Para o presidente da AMB, o problema da saúde brasileira não se resume à falta de médicos. Ele citou como exemplo um dado que vem sendo divulgado pelo governo federal para justificar a criação do Programa Mais Médicos, de que o Brasil tem 1,9 médico por mil habitantes, enquanto outros países, como a Inglaterra, a Argentina e a Itália têm mais de três. Florentino ressaltou que cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória e Brasília chegam a ter mais de quatro médicos por mil habitantes e, mesmo assim, o atendimento continua precário. “O governo enviesa números para a população achar que, quanto mais médicos, mais bem assistida ela será, o que não verdade.” Ele criticou também a contratação de médicos estrangeiros, sobretudo cubanos, afirmando que, apesar de Cuba ser um dos países com maior densidade de médicos, mais de 6 por mil habitantes, a saúde do país não é um paraíso. Na opinião de Florentino, no Brasil, o problema da concentração de médicos nos polos mais desenvolvidos está mais ligado a condições de trabalho e à falta de acesso à atualização profissional. Segundo ele, estudos indicam que o que mais atrai o médico brasileiro para os grandes centros, em primeiro lugar, é a necessidade de manter-se atualizado.

RENAN CALHEIROS DIZ QUE INSISTIRÁ NA REDUÇÃO DE SUPLENTES, MESMO COM A REJEIÇÃO EM PLENÁRIO

O presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros, não descartou mudanças nas regras para suplência da Casa, mesmo com a rejeição de terça-feira, no plenário do Senado, do projeto que reduzia o número de vagas para suplentes e definia limitações para o cargo. “Qualquer emenda constitucional para ser aprovada precisa, no Senado, de 49 votos. Como o Senado é composto por alguns suplentes, isso dificulta politicamente a equação. Acho que vamos ter oportunidade para dar essa resposta à sociedade no momento certo”, disse Renan Calheiros. Dezesseis senadores em exercício, atualmente, são suplentes que substituem parlamentares que morreram, foram cassados ou estão exercendo cargos no Executivo. No plenário, a discussão durou mais de três horas e, mesmo com o acordo entre os líderes firmado antes da sessão, apenas 46 senadores aprovaram o projeto que precisaria de 49 votos favoráveis.

POLICIAIS FEDERAIS PROTESTAM NO RIO DE JANEIRO CONTRA A CORRUPÇÃO

Cerca de 50 agentes da Polícia Federal fizeram na manhã desta quarta-feira um protesto contra a corrupção e para pedir que a presidente Dilma Rousseff inclua a segurança pública nos pactos firmados com governadores e prefeitos. A manifestação começou em frente ao prédio da Polícia Federal, na Praça Mauá, zona portuária da cidade, de onde o grupo seguiu para a Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, onde se concentraram em frente à Igreja da Candelária. Com o lema "Abaixo à corrupção e à impunidade, segurança tambem é prioridade", os agentes levaram cartazes com os dizeres "A Polícia Federal também precisa de reforma" e "A polícia é do povo e não do governo". "Nós queremos que a segurança pública seja discutida, assim como saúde e a educação. Precisamos fazer uma reforma profunda na questão da investigação policial. O inquérito policial é uma coisa arcaica, burocrática, que não atende às necessidades da população. Só 10% dos crimes têm solução”, disse Valéria Manhães, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de Janeiro. Os policiais pretendem reunir 10 mil assinaturas para levar ao Congresso Nacional, no próximo dia 16, com o objetivo de pressionar deputados e senadores a implementar a Frente Parlamentar de Segurança. Os agentes também defendem a valorização das demais carreiras das polícias: “A Polícia Federal não é só feita de delegados. Eles são só 15% do corpo de funcionários. Temos agentes altamente capacitados, mas há uma fuga de talentos porque muitas vezes é difícil fazer investigações profundas e amplas”.

GREVE DE ESTIVADORES DEIXA 13 NAVIOS PARADOS NO PORTO DE SANTOS

Treze navios deixaram de ser descarregados nesta quarta-feira no Porto de Santos em razão da paralisação dos estivadores do primeiro turno de trabalho (das 7 às 13 horas), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O trabalho foi retomado no turno que começou às 13 hotas. A Codesp informou que 22 navios que têm operações mecanizadas foram descarregados normalmente. É o caso, por exemplo, do carregamento de álcool e derivados de petróleo, que utilizam tubulações, e de grãos, como milho, trigo e soja, que são operados por esteiras. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, reivindica que a Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) volte a contratar os trabalhadores por produção, por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), e não com vínculo empregatício. De acordo com César Rodrigues Alves, primeiro-secretário do sindicato, cerca de 500 trabalhadores aderiram ao movimento. O sindicalista explica que eles preferem atuar de maneira avulsa porque ganham por produção e podem atuar em diferentes empresas. "A Embraport começou a operar agora e havia um acordo de que eles seguiriam o regime de contratação que já é comum aqui, por meio do Ogmo, mas eles não estão cumprindo", explicou.

MINISTRO PETISTA ALEXANDRE PADILHA DIZ QUE TRABALHO NO SUS VAI FORMAR MÉDICOS COM VISÃO HUMANISTA E SEM DEPENDER DE MÁQUINAS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira que a criação do segundo ciclo do curso de Medicina vai ajudar os médicos formados no Brasil a ter uma visão mais humanista e a não depender tanto de "máquinas e equipamentos" para atender os pacientes. A medida integra o Programa Mais Médicos, lançado esta semana pelo governo federal, e prevê que os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. Os estudantes receberão remuneração do governo federal e terão autorização temporária para exercer a Medicina, além de continuar vinculados às universidades. "Hoje ele faz seus dois últimos anos em um hospital altamente especializado e a gente sabe que a maior parte dos problemas de saúde deve ser resolvida fora dos hospitais. Então queremos oferecer à população médicos mais bem formados, com uma visão mais humanista, que saibam examinar uma pessoa e não fiquem dependente só de máquinas e equipamentos", disse ele.

PRIMEIRO LEILÃO DE ENERGIA DA EPE DESTE ANO TEM 68 PROJETOS CADASTRADOS

Sessenta e oito projetos se inscreveram na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, para participar do primeiro leilão de energia A-5, marcado para o dia 29 de agosto. O A-5 é uma modalidade de leilão que contrata a energia que começará a ser produzida em cinco anos. De acordo com informação da EPE, do total de empreendimentos cadastrados, 30 são usinas termelétricas a biomassa, das quais 13 estão localizadas em São Paulo. Vinte são pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e 12 são usinas hidrelétricas. As termelétricas a carvão totalizam quatro, enquanto as térmicas a gás natural somam apenas dois projetos. A capacidade instalada dos 68 empreendimentos inscritos atinge 7.552 megawatts (MW) de energia. Em termos de geração, a maior oferta no leilão é apresentada pelo Rio Grande do Sul (1.488 MW). A EPE avalia que, entre as 12 usinas hidrelétricas cadastradas, apenas uma (a de Sinop, em Mato Grosso, com 400 MW de potência instalada) deverá entrar neste primeiro leilão, porque tem a licença ambiental prévia exigida no processo de habilitação técnica. As demais, que ainda não obtiveram a licença, poderão ser incluídas no segundo leilão de energia A-5, programado para 13 de dezembro deste ano.

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA TEXTO DE MEDIDA PROVISÓRIA QUE CONCEDE BENEFÍCIOS A ATINGIDOS PELA SECA

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto da Medida Provisória (MP) 610, que concede uma série de benefícios para municípios atingidos pela seca, especialmente aqueles localizados no Semiárido, que engloba oito Estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais. A medida provisória, que ainda precisa ser votada no Senado, também autoriza o pagamento de um adicional de até R$ 560,00 no benefício a ser recebido pelos agricultores que aderiram ao Fundo Garantia-Safra referente ao período 2011/2012 e que foram atingidos pela estiagem do último ano. A proposta legislativa já havia sido aprovada na terça-feira pela comissão especial mista do Congresso criada para analisar o texto. O pagamento será feito em até quatro parcelas mensais de R$ 140,00 subsequentes ao pagamento das parcelas adicionais autorizadas na Medida Provisória 587. Entretanto, o pagamento fica suspenso se coincidir com o pagamento do Fundo Garantia-Safra referente ao período 2012/2013. A MP também autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a comprar até 550 mil toneladas de milho em grão para venda direta aos pequenos agricultores de aves, suínos, caprinos, bovinos e ovinos que estejam na região da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Também para os agricultores da área da Sudene, foram concedidas condições especiais para a quitação de dívidas de até R$ 100 mil contratadas pelos produtores rurais até 2006, inclusive eliminando do saldo devedor as multas ou sanções por inadimplemento e concedendo descontos que vão de 40% a 85%, a depender do valor da dívida.

MINISTRO DA DEFESA ADMITE VULNERABILIDADE DO SISTEMA DE COMUNICAÇÕES NO PAÍS

O ministro da Defesa, o petista Celso Amorim, admitiu nesta quarta-feira que há "vulnerabilidade" no setor público brasileiro no que se refere à segurança cibernética. Celso Amorim defendeu o esforço conjunto de várias áreas do governo e da sociedade civil para dar mais segurança à troca de informações no País. Segundo ele, até a comunicação entre autoridades públicas, como ministros e parlamentares, está ameaçada. “A situação em que nos encontramos hoje realmente é de vulnerabilidade. A mera detecção de quem se comunica com quem já é uma informação de valor analítico para qualquer adversário que se tenha fora do País”, ressaltou o petista Celso Amorim. O ministro lembrou que, às vezes, a “simples troca de e-mails” entre dois senadores e dois ministros pode ser acessada por terceiros. Para o petista Celso Amorim, a vulnerabilidade é causada pela falta de um sistema de segurança nos softwares usados pelas autoridades públicas e pelos servidores. Ele disse que, na maioria das vezes, os computadores são de fabricação estrangeira e que há casos em que as empresas fabricantes têm contratos para fornecer as informações existentes nos softwares aos países de origem. O ministro reforçou que é necessário um esforço conjunto em busca de soluções para a fragilidade existente.

REPASSE DE R$ 3 BILHÕES ATENDE A REIVINDICAÇÃO DE PREFEITOS, CONFORME MINISTRA PETISTA

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o repasse emergencial de R$ 3 bilhões aos municípios, anunciado nesta quarta-feira pelo governo, para custeio de serviços públicos corresponde a 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff ao participar da 16° Marcha dos Prefeitos. O aumento do FPM reivindicado pelos prefeitos ficava entre 1% e 2%. Durante discurso na marcha, a presidenta anunciou os R$ 3 bilhões, mas não fez qualquer declaração sobre o aumento do FPM. Diversos prefeitos pediram da plateia que ela abordasse o assunto e, insatisfeitos, vaiaram Dilma ao final do discurso. Sobre a reivindicação, a ministra disse que os recursos emergenciais equivalem à demanda dos prefeitos, não atendendo na forma, mas sim no valor. “A presidente tem o compromisso com a responsabilidade no sentido de que qualquer vinculação de recursos a mais neste momento não seria adequado, dada a situação econômica internacional, a questão da responsabilidade fiscal, do controle da inflação. Mas ela teve a sensibilidade de repassar o equivalente que eles estavam solicitando”.

STF RECEBE DEFESA DA UNIÃO PARA A LEI GERAL DA COPA

A presidente da República, Dilma Rousseff, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal documento com a defesa da Lei Geral da Copa, que está sendo questionada judicialmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a análise da Advocacia-Geral da União, não há inconstitucionalidade no texto, que deve ser mantido integralmente. Um dos pontos questionados pelo Ministério Público é a responsabilização civil da União, perante a Fifa, pelos danos decorrentes de acidentes de segurança relacionados ao evento. Segundo esse item da Lei Geral da Copa, a medida só não será aplicada se a Fifa tiver motivado o problema. De acordo com a AGU, a interpretação da Procuradoria Geral da República é equivocada, pois o texto vincula a responsabilização da civil da União às regras contidas na Constituição Federal. O órgão alega, ainda, que a União somente assumirá esse ônus caso seja responsabilizada pelos fatos. Quanto à isenção de custas processuais concedidas à Fifa, a AGU defende que a regra foi criada segundo compromissos assumidos pelo Brasil quando o País se candidatou para recepcionar o evento. Para a União, não se pode falar de tratamento desigual de contribuintes porque o benefício tem “motivação e duração especial”. A Procuradoria Geral da República também questiona o pagamento, desde abril, de prêmio e auxílio mensal aos ex-jogadores que participaram das copas nas quais o Brasil saiu vencedor, em 1958, 1962 e 1970.

COMÉRCIO PREVÊ ALTA DOS JUROS E REDUZ PREVISÃO DE CRESCIMENTO PARA 2013

O crescimento das vendas do comércio no segundo semestre de 2013 deverá ficar abaixo do esperado pelo setor, que previa um aumento de 6,15% em relação ao ano passado. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) reduziu a previsão, nesta quarta-feira, para 5%, mas admite uma queda maior para 4,5%, dependendo da elevação da taxa de juros pelo Banco Central. Esses percentuais foram revelados pelo presidente da CNDL, Roque Pelizzaro Junior, ao fazer um balanço sobre os dados de junho do indicador mensal do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo ele, as informações do SPC Brasil revelam uma “leve variação” positiva de 0,67% nas vendas, caracterizada pelo estudo apresentado como uma desaceleração pelo terceiro mês consecutivo e, que na comparação com o mesmo mês de 2012, é o menor crescimento anual já registrado desde janeiro do ano passado. Os números de junho, de acordo com Pelizzaro, mostram uma estagnação do ritmo do comércio, provocados por inflação alta, dólar mais caro, juros mais altos, baixa produção industrial, as expectativas frustradas de vendas durante a Copa das Confederações aliadas as manifestações populares que ocorreram no País durante os jogos. Para o dirigente da confederação, “no melhor dos cenário", o setor trabalha "com uma inflação que deve fechar o ano no intervalo da tolerância da meta e que, ainda assim, continua sendo muito alta”. Ele acrescentou que a desaceleração nas vendas é atenuada pelo aumento da renda real e o baixo índice de desemprego. Diante desse quadro, Pelizzaro disse que o aumento da taxa de juros servirá para complicar a situação e “o remédio pode matar o doente”.

HANDEBOL TERÁ PATROCÍNIO DE R$ 9,4 MILHÕES PARA A OLIMPÍADA DE 2016

O handebol brasileiro ganhou patrocínios de R$ 9,4 milhões do Banco do Brasil e dos Correios para melhorar a preparação das seleções masculina e feminina para as Olimpíadas de 2016. O banco destinará R$ 4,4 milhões, e os Correios, R$ 5 milhões. Do total de R$ 9,4 milhões, R$ 6,4 milhões serão alocados no Plano Brasil Medalhas, que prevê R$ 1 bilhão para a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. Os demais R$ 3 milhões serão destinados à formação de jogadores de handebol. “Em 2016, o Brasil sentirá muito orgulho do seu handebol. Esse novo momento para o esporte só é possível porque já há uma base formada, com atletas de grande qualidade técnica. Com o apoio do Banco do Brasil e dos Correios, temos a perspectiva de dar estabilidade e continuidade a esse trabalho tanto na base, ou seja, na formação de novos atletas, quanto na expectativa da participação nas Olimpíadas, quando queremos duas seleções fortes”, disse nesta quarta-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante a cerimônia de lançamento dos patrocínios. Esteve presente no ato a jogadora Alexandra Nascimento, eleita a melhor jogadora de handebol do mundo em 2012 pela Federação Internacional de Handebol. A ponteira Alexandra comentou: “Esses convênios dão mais vontade de treinar para uma Olimpíada em casa. Os patrocínios dão mais estrutura para os atletas e vão ajudar muito na nossa evolução em busca de uma medalha olímpica".

CNA ESTIMA REDUÇÃO DE 48 MILHÕES DE HECTARES DE ÁREA AGRICULTÁVEL DEVIDO A DEMARCAÇÕES

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, disse nesta quarta-feira que o País corre o risco de diminuir em 48,8 milhões de hectares o tamanho da área de produção agrícola, entre 2011 e 2018, caso sejam mantidas as médias de demarcação de terras indígenas e de unidades de conservação ambiental dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Isso, segundo ela, representaria, no período, uma perda de R$ 204,6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), considerando o preço de R$ 4,19 mil por hectare. “Se continuarmos aumentando essas áreas, a exemplo dos governos anteriores, diminuiremos a área de produção do País em quase 50 milhões de hectares. Mantendo essa média, em 2031 o País terá perdido todas as áreas de produção agrícola e em 2043 todo o território nacional seria ocupado por unidades de conservação e terras indígenas”, disse Kátia Abreu. De acordo com números apresentados pela CNA, a média de demarcação de unidades de conservação ambiental dos quatro mandatos FHC-Lula, foi 3,16 milhões de hectares para unidades de conservação ambiental por ano, enquanto a de terras indígenas foi 3,75 milhões de hectares/ano. “O problema é que quase todas essas demarcações são obras de ficção porque o rito não foi completado, já que os produtores não foram indenizados no prazo de cinco anos contados a partir da expedição de um decreto. E olha que esse prazo foi definido por uma lei de 1941, quando sequer havia aparatos tecnológicos como o GPS”, argumentou a presidenta da CNA. Para Kátia Abreu, não será fácil cumprir com as indenizações sem que o órgão responsável pelo ressarcimento, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tenha aumentado seu orçamento que, em 2012, foi R$128 milhões. “O ICMBio estima um passivo de 19,5 milhões de hectares referentes a terras ainda por indenizar. Se essa indenização for feita tendo por base o preço definido pelo Incra, de R$ 1,27 mil por hectare, serão necessários 209 anos para pagá-la. Se considerarmos o preço de mercado, de R$ 5,5 mil por hectare, serão necessários 836 anos”, argumentou Kátia Abreu.

SAÍDAS DE DÓLARES SUPERAM ENTRADAS EM US$ 780 MILHÕES NA PRIMEIRA SEMANA DO MÊS

O mês de julho começou com saldo negativo das entradas e saídas de dólares do País. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, nos cinco dias úteis da semana passada, o saldo ficou negativo em US$ 780 milhões. A saída de dólares permanece maior do que a entrada, como registrado em junho (saldo negativo de US$ 2,636 bilhões). De janeiro até a primeira semana de julho, o saldo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 8,754 bilhões, com resultado negativo do segmento financeiro em US$ 8,687 US$ bilhões e positivo do comercial, em US$ 17,441 bilhões. Na primeira semana de julho, o resultado negativo veio do segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), US$ 1,362 bilhão. O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou saldo positivo de US$ 582 milhões, na semana passada. No último dia 3, o Banco Central eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o Exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O Banco Central derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo. De acordo com os dados do Banco Central, as operações de pagamento antecipado ficaram em US$ 798 milhões, na primeira semana de julho. As operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) chegaram a US$ 690 milhões. Esses valores estão incluídos nas exportações, que totalizaram US$ 4,027 bilhões. As importações ficaram em US$ 3,445 bilhões, na primeira semana de julho. Além dessa medida para estimular a entrada de dólares no País e, com isso, ajudar a reduzir a cotação da moeda, o Banco Central retirou o depósito compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair. O Banco Central também tem feito operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, para tentar suavizar a alta do dólar.

COMISSÃO DO SENADO APROVA DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA PARA ALUGUÉIS E FINANCIAMENTOS HABITACIONAIS

Quem paga aluguel para imóveis residenciais poderá deduzir parte da despesa do Imposto de Renda (IR) se o projeto que tramita no Senado continuar seguindo no ritmo de aprovação pelos senadores. Nesta quarta-feira, a proposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais e depende agora da análise da Comissão de Assuntos Econômicos, em decisão terminativa. O texto ainda prevê que a dedução do IR pode ser estendida às pessoas que pagam financiamento para casa própria, com gastos de até R$ 20 mil por ano. A constitucionalidade do texto já recebeu o aval dos senadores. O relator da proposta, senador José Agripino (DEM-RN), destacou que o projeto vai beneficiar principalmente o cidadão de menor renda e pode contribuir para que mais pessoas tentem comprar um imóvel próprio.

PEDIDOS DE OITO ESTADOS PARA PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA SOMAM R$ 52 BILHÕES

Os pedidos de recursos para investimentos em mobilidade urbana de oito Estados somaram R$ 52 bilhões, disse nesta quarta-feira a ministra do Planejamento, a petista Miriam Belchior (aquela de Santo André, lembram?). O montante ultrapassa os R$ 50 bilhões liberados para ações de melhoria do transporte público de massa. De acordo com ela, com as propostas apresentadas, o governo vai decidir como será feita a divisão dos recursos, anunciados pela presidenta Dilma Rousseff, no último dia 24, em resposta às manifestações populares por melhorias nos serviços públicos. “Encerramos esse ciclo de reuniões e vamos parar para fazer o balanço”, disse. Segundo ela, ainda está indefinida a origem os recursos para os investimentos e os procedimentos a serem adotados para liberação do dinheiro para os Estados. Ainda falta definir também se outros Estados serão ouvidos. Miriam Belquior destacou ainda que o anúncio deve ocorrer em breve e que propostas com projetos prontos terão prioridade. “Aqueles pedidos com projetos prontos poderão mais rapidamente se transformar em obras”, comentou. Durante a manhã, a titular do Planejamento e o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, receberam o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. Eles pedem R$ 4,5 bilhões ao governo federal. Estado e prefeitura apresentaram proposta única. Segundo Eduardo Campos, o pleito contempla investimentos em transporte sobre trilhos (monotrilho), veículo leve sobre trilhos (VLT) e corredores exclusivos para ônibus. O governador enfatizou que todos os projetos apresentados podem ser iniciados até 2014. “Trouxemos uma proposta que dialoga com o plano diretor de transporte urbano da região metropolitana. Todas essas propostas temos condição de colocar em obras até o primeiro semestre do próximo ano, algumas delas podemos ter obras ainda em 2013”, garantiu. O encontro marcou o fim da primeira rodada de reuniões entre o governo e estados. Neste primeiro momento, foram recebidos os representantes dos governos do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Paraná. É tudo obra de papel, projeto eleitoreiro de fim de governo.

MINISTRO PETISTA ALEXANDRE PADILHA VAI À ESPANHA DIVULGAR PROGRAMA QUE PREVÊ CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS

O ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha, embarca para a Espanha com o objetivo de divulgar o Programa Mais Médicos, lançado na terça-feira. A iniciativa prevê a contratação de médicos estrangeiros para atuar em municípios do interior e nas periferias de grandes cidades, caso as vagas abertas não sejam totalmente preenchidas por profissionais brasileiros. Padilha informou que a viagem faz parte de missões programadas pelo governo brasileiro para fechar acordos de cooperação técnica com universidades e com os ministérios da Saúde da Espanha e de Portugal. "Esses dois países sinalizaram que têm muitos médicos brasileiros que querem voltar ao Brasil e médicos de lá que têm interesse em participar do programa e atender no Brasil por um período, na atenção básica na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior", disse Padilha, após participar, nesta quarta-feira, do "Bom Dia, Ministro", programa produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O ministro enfatizou que o governo também trabalha para divulgar o programa entre os médicos brasileiros, que serão prioritários no preenchimento das vagas. Ele lembrou que os médicos interessados em participar do programa podem se inscrever para a primeira chamada de profissionais até o dia 25 de julho, e ressaltou que as inscrições continuarão abertas para convocações posteriores. Já os municípios que desejam receber o reforço dos médicos devem se inscrever até o dia 22 deste mês. Eles terão que informar ao Ministério da Saúde o déficit desses profissionais e apontar as unidades de saúde que estão prontas e em condições de funcionamento, mas que enfrentam falta de médicos. Sobre a criação do segundo ciclo do curso de Medicina, outra medida prevista no Programa Mais Médicos, o ministro reiterou que o objetivo é melhorar a formação dos profissionais brasileiros. Ele negou que o governo pretenda resolver problemas no atendimento na rede pública com a medida, pela qual estudantes que entrarem no curso a partir de 2015 terão que atuar por dois anos na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. "Não tem nenhuma relação com o atendimento à saúde, mas com a melhor formação do profissional. Não queremos médicos que só conheçam um pedaço do paciente. Antes de se especializarem, é preciso que eles tenha uma visão mais integral das pessoas, que saibam acompanhá-las melhor por dois anos e não entrem precocemente na especialização", disse. Padilha também reforçou que, nesse período de dois anos, os estudantes não serão deslocados para regiões distantes do local onde estudam, mas atuarão em unidades da rede pública ligadas às suas instituições de ensino, na própria cidade ou em regiões metropolitanas dos municípios onde estão localizadas. Ao ser questionado sobre a possibilidade de a atuação obrigatória no SUS ser estendida a outras categorias da área de saúde, o ministro enfatizou que o programa do governo, enviado ao Congresso por meio de medida provisória, prevê a determinação apenas para os estudantes de Medicina. Ele acrescentou que possíveis mudanças na grade curricular do curso de Medicina a serem implementadas a partir de 2015 serão analisadas pelo Conselho Nacional de Educação até o fim do ano.

PROCURADORIA DO EGITO MANDA PRENDER CHEFE DA IRMANDADE MUÇULMANA

A Procuradoria do Egito mandou prender nesta quarta-feira o chefe da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badia, acusado de estimular a violência em frente à sede do Quartel-General da Guarda Republicana, durante confrontos entre policiais e manifestantes, na segunda-feira, quando 51 pessoas morreram e 435 ficaram feridas. A organização nazista Irmandade Muçulmana era o principal apoio ao governo deposto de Mouhamed Mursi. A Irmandade Muçulmana é a mãe de todas as organizações terroristas islâmicas. Durante a 2ª Guerra Mundial foi aliada de Adolf Hitler. A Procuradoria emitiu um mandado de detenção para Badia e mais nove integrantes da organização e do Gama Islamiya, um grupo associado. O argumento é que os líderes instigaram a "a violência, os assassinatos e os confrontos sangrentos" em frente ao Quartel-General da Guarda Republicana, uma unidade de elite. Badia já tinha um mandado de detenção por incitar à violência, emitido na semana passada após a queda de Mursi. Na ocasião, ele discursou aos simpatizantes para que mantivessem os protestos na tentativa de retorno do presidente deposto. As forças de segurança egípcias acusaram os manifestantes de terem iniciado os confrontos, enquanto a Irmandade Muçulmana disse que os militares é que começaram os embates com tiros. Desde os confrontos, 652 pessoas foram detidas por suspeita de homicídio, posse ilegal de armas e explosivos, ameaças à segurança pública e cortes de estrada, segundo a Procuradoria.

DILMA VAI A ENCONTRO DE PREFEITOS, PROMETE LIBERAR 3 BILHÕES, E TOMA VAIAS

Após um discurso tenso de 30 minutos, a presidente Dilma Rousseff encerrou no início da tarde desta quarta-feira sua participação na 16ª Marcha dos Prefeitos sob vaias e gritos de parcela dos participantes, que protestou pedindo mudanças no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Dilma, que ainda discursava, desabafou: "Vocês, como prefeitos e prefeitas, sabem; e eu, como presidenta, sei, que não tem milagre, e que fazer milagre na gestão pública não é verdade. Acho que precisamos fazer um esforço para o que é emergencial".

CONGRESSO DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE REÚNE 1,5 MILHÃO DE ASSINATURAS PARA PEDIR RECURSOS PARA A ÁREA

O 29º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde terminou na manhã desta quarta-feira com o ato político feito pelo Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública – Saúde + 10. O movimento reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas para pedir ao Congresso a aprovação de projeto de lei de iniciativa popular que vai garantir o repasse de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde. “Os 10% das receitas públicas para a saúde vão garantir o acesso à integridade, à qualidade e à saúde a todos”, diz o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Figueiredo Nardi. O objetivo do evento foi garantir a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, para marcar a data da votação do projeto. Ele se comprometeu a receber no dia 5 de agosto representantes do movimento: “Vou receber de forma significativa o documento que vai se tornar pauta prioritária do País”.  Cerca de 5 mil gestores municipais, estaduais e federais, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde de todo o País participaram do evento e usaram cartazes que pediram melhorias na saúde pública. O prefeito de Petrópolis (RJ), Rubens Monteiro, entregou para o presidente do Conasems um documento com 1.500 assinaturas pedindo a aprovação do projeto de lei de iniciativa popular: “Hoje nós estamos sendo as vozes de milhares de brasileiros que se encontram nas filas dos hospitais, aguardando por vagas, aguardando por exames. Nós sabemos, como gestores municipais, que os recursos que foram de alguma maneira faturados não são suficientes para responder toda a demanda”.

ÍNDIOS VOLTAM A BLOQUEAR FERROVIA NO MARANHÃO EM PROTESTO PELAS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO À SAÚDE

Índios de diversas etnias bloquearam novamente, na noite de terça-feira, a Estrada de Ferro Carajás, em protesto pelas condições do atendimento à saúde indígena no Maranhão. O bloqueio ocorre em trecho próximo à Aldeia Maçaranduba, no município de Alto Alegre do Pindaré, a cerca de 300 quilômetros da capital, São Luís. A mobilização reúne cerca de 200 índios das etnias Krenjê, Tenetehara, Awá-Guajá, Apãniekra, Ramkokramekra, Gavião e Krikati. Para os índios, a ocupação da ferrovia é a única forma de obter uma resposta do Poder Público. Esta é a segunda vez, em menos de uma semana, que os índios bloqueiam a ferrovia. Eles alegam que o governo federal ainda não atendeu suas reivindicações de melhorias na área de saúde. As más condições de saúde levaram os índios, no último dia 24, a ocupar a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em São Luís, onde permaneceram durante dez dias. Entre as reivindicações está a substituição dos coordenadores do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Licínio Brites Carmona e Antônio Isídio da Silva, sob o argumento de que eles não levam em consideração as demandas dos líderes indígenas. Na última quinta-feira, os índios ocuparam a ferrovia, desocupada sábado, após acordo entre os líderes do movimento e representantes da Justiça, do Ministério Público Federal e da Vale. De acordo com a cacique da Aldeia Maçaranduba, Marcilene Guajajara, a Vale comprometeu-se a fazer a interlocução com o governo a respeito do pleito dos índios. O prazo para uma resposta, "positiva ou negativa", terminou na terça-feira. "Nós já recorremos ao promotor, à Justiça, a tudo quanto foi gente, e eles só falam em reunião e nada de resolver a nossa situação. Sabermos que a Vale é um empresa muito grande, e que o governo escuta o que eles pedem", disse Marcilene Guajajara. Ela informou que os índios vão manter o bloqueio enquanto esperam um retorno do governo federal.

CONASEMS AVALIA COMO "AVANÇO" O TREINAMENTO DE MÉDICOS EM CIDADES CARENTES

O presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Figueiredo Nardi, disse nesta quarta-feira que o envio às cidades carentes de médicos recém-formados não resolverá o problema dos atendimentos nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), mas representa um “avanço” neste sentido. Ele participa, na capital federal, do 29º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde que debate os problemas e possíveis soluções para a saúde pública.  Na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff lançou o Programa Mais Médicos, que prevê a contratação de profissionais brasileiros e estrangeiros para atuarem em municípios carentes do País, já selecionados pelo Ministério da Saúde. O programa estabelece também que, a partir de 2015, os médicos terão que realizar dois anos de treinamento em instituições de saúde pública, após os seis anos de ensino acadêmico. “O médico em treinamento ficará dois anos na atenção básica, na medicina da família, na urgência e emergência, ligado à instituição formadora”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente do Conasems, no entanto, ressaltou que o programa “pode não resolver todo o problema da saúde pública do Brasil, porque há muito mais a fazer do que só colocar médicos nas unidades básicas de saúde, mas o programa é um dos encaminhamentos para o avanço, para a solução e a melhoria do acesso da população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Segundo Nardi, a maior reclamação da população é a falta de médicos nas unidades básicas. “A população hoje reclama pela falta de médicos para atender no SUS e reclama com razão, e esse programa vai dar oportunidades aos médicos e estudantes de medicina atuarem no Brasil, de Norte à Sul”. Para ele a prioridade da saúde é a contratação de médicos mas, também, é preciso adequar as unidades de saúde. “Se trata de um programa de melhorias, de qualidade, de construir unidades básicas com equipamento, condições humanas de trabalho e condições de exercício profissional em todo o país, em cidades grandes mas, também, em municípios pequenos”, frisou o presidente do conselho.

FRACASSO DA POLÍTICA ECONÔMICA DO PT TRAZ DE VOLTA OS CONSELHOS DO FMI

O Brasil foi o país que sofreu a maior redução na previsão de crescimento para 2014, segundo o FMI.O Fundo também disse que o avanço do PIB neste ano será menor do que estimava, mas, apesar da piora do cenário, afirmou que o governo não deveria recorrer a novas medidas de estímulo. "A política macroeconômica precisa ser cuidadosa. Usar estímulo monetário agora seria errado na nossa opinião, pois a inflação já está acima da curva", disse Thomas Helbling, chefe da Divisão de Estudos Econômicos do FMI: "O governo deveria manter a meta fiscal". O FMI reduziu em 0,8 ponto percentual a previsão de crescimento do PIB brasileiro no ano que vem, para 3,2%. Para este ano, o FMI estima avanço de 2,5%. Em abril, a previsão era de alta de 3%. Apesar das revisões para baixo, o Fundo ainda espera um crescimento mais forte do que os analistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus, que projetam uma expansão de 2,34% em 2013 e de 2,8% em 2014."Depois de uma década de rápido crescimento, o Brasil atingiu sua capacidade e tem obstáculos no caminho, especialmente em infraestrutura e mão de obra", afirmou Helbling.

PMDB PÕE O GOVERNO DILMA NA PAREDE

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ameaçou o governo e se comprometeu a trabalhar para o Congresso retomar a votação de vetos presidenciais. Henrique Eduardo Alves subiu o tom após o PT trabalhar para dificultar a aprovação do orçamento impositivo para a execução de emendas parlamentares, uma das principais bandeiras do peemedebista. Na terça-feira, Dilma havia pedido que o Congresso não votasse vetos com impacto econômico e fiscal. O Planalto teme a chamada "pauta bomba" de votação dos vetos.O fim do fator previdenciário e a revisão de um crédito tributário, por exemplo, podem custar R$ 280 bilhões, quase sete vezes o Orçamento da cidade de São Paulo para este ano.

LULA NO COMANDO

O ex-presidente Lula desembarcou na terça-feira em Brasília para discutir a situação política com Dilma Rousseff.O encontro aconteceu a dois dias da prometida paralisação dos trabalhadores, e com as maiores centrais sindicais do País divididas sobre continuar ou não apoiando o governo.O último contato pessoal, conforme assessores, ocorreu em São Paulo, no 18 de junho. Depois, Lula viajou para o Exterior e só voltou na semana passada. Segundo auxiliares, eles ainda não haviam se reunido após pesquisa Datafolha apontar o desmoronamento da popularidade de Dilma, no fim de junho. Se encontros da dupla são regulares, o desta terça-feira foi tratado com extrema reserva, chegou mesmo a ser negado de forma enfática por diversos interlocutores. A  expectativa de petistas era de que eles discutissem a difícil relação do Executivo com o Congresso. Interlocutores de Lula têm dito que o ex-presidente havia recomendado a Dilma mudanças no primeiro escalão do governo e reclamado da articulação política, em seu momento mais frágil nesses dois anos. Durante os protestos de junho, Dilma perdeu 27 pontos percentuais de sua popularidade. A desidratação alimentou, nos bastidores do PT e da base aliada, a defesa do "volta, Lula". O ministro petista Gilberto ("Gilzinho", aquele de Santo André) Carvalho (da Secretaria-Geral da Presidência), descartou que Lula tenha qualquer intenção de voltar ao Planalto. "Quem já viveu aqui neste palácio, como eu estou vivendo há 11 anos, já viu o balão subir e descer tantas vezes que a gente tem que ficar sereno. Quem viu 2005, quando já era proclamado por vários editorialistas que o Lula tinha acabado, que não teria reeleição, tem que ter muita serenidade agora", completou.

DEPOIS DA DERRUBADA DA CONSTITUINTE EXCLUSIVA E DO PLEBISCITO, CUT E PT QUEREM PARAR O BRASIL PARA PROTESTAR A FAVOR DO GOVERNO

As principais centrais sindicais chegam divididas ao "Dia Nacional de Lutas" em relação ao apoio ao governo Dilma Rousseff. O movimento, que coloca os trabalhadores na rota de protestos, promete paralisar São Paulo e algumas das principais cidades do País nesta quinta-feira. Os trabalhadores fizeram uma série de reuniões para definir uma pauta comum de reivindicações, mas temas sensíveis ao governo Dilma, como o plebiscito e o combate à inflação, dividem os líderes sindicais. A falta de consenso resultou na inclusão somente de assuntos de interesse direto dos trabalhadores, como a redução da jornada, o fim do fator previdenciário e ainda o combate à terceirização dos postos de trabalho. A CUT (a pelêga Central Única dos Trabalhadores) queria o apoio das demais centrais à consulta popular para uma reforma política, encampada pelo PT e pelo governo. Mas sindicalistas ligados à Força Sindical e à CSP-Conlutas vetaram a idéia. A pelêga CUT levará a proposta isoladamente. Por outro lado, as duas centrais de oposição querem debater o combate à inflação e defendem mudanças na equipe econômica. "Vamos pedir a cabeça do ministro Guido Mantega. Queremos mudança na política econômica e redução na inflação, que corrói o salário do trabalhador", disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical. A pelêga CUT nega que defenda a proposta do governo, mas confirma que é a favor da consulta popular sobre temas de interesse da sociedade. Os sindicalistas não falam em número de pessoas nas manifestações, mas sim no total de trabalhadores que vão aderir à paralisação. Na avaliação da Conlutas, se o Metrô de São Paulo parar 5 milhões de passageiros serão afetados, o que amplificaria o alcance do ato. Pelo menos 600 mil servidores públicos do Executivo e do Judiciário paulista também vão aderir. Petroleiros, professores, comerciários, químicos e metalúrgicos de diferentes centrais também vão parar, asim como os estivadores do porto de Santos. Militantes do PT prometem ir às ruas para pedir a reforma política, o que tem irritado as centrais, exceto a CUT. Dirigentes do partido, pedindo reserva do nome, disseram que militantes petistas vão participar tendo "a pauta das centrais" como foco principal e que o debate sobre a reforma política nunca foi colocado como prioridade no ato, mas que não podem impedir a militância de tratar sobre o tema, se desejarem.