segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deputado federal Alfredo Sirkis sofre infarto na Colômbia


O deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), de 61 anos, sofreu um infarto no domingo, à tarde, enquanto participava de um evento sobre o clima promovido em Bogotá, na Colômbia. Internado às pressas na Clínica de Marly, ele está na UTI, mas em situação estável. Sirkis vai ser submetido a um cateterismo e deve permanecer ao menos uma semana internado na Colômbia. Sirkis nunca havia sofrido problema cardíaco. Ele buscou atendimento médico ao sentir fortes dores no peito e então o infarto foi diagnosticado. Jornalista e escritor, Sirkis destacou-se na luta armada contra o regime militar (1964-1985). Ele esteve diretamente envolvido no sequestro do embaixador americano Charles Burke Ellbrick. Sirkis escreveu um livro, chamado "Os carbonários", sobre a luta armada, no qual não faz qualquer autocrítica do papel desempenhado pelas organizações militarizadas de esquerda, ao contrário do ex-deputado federal e também jornalista Fernando Gabeira, que promoveu uma auto-crítica em seu livro "O que é isso, companheiro".  

Ataque de Israel a centro de imprensa mata terrorista em Gaza


Mísseis israelenses atingiram nesta segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo, um prédio de Gaza onde estão instalados vários jornalistas estrangeiros, matando duas pessoas, inclusive um terrorista do grupo Jihad Islâmica. Testemunhas disseram que o local foi atingido por três mísseis, que lançaram destroços para o meio da rua e causaram um incêndio na loja. No mesmo prédio ficam as sucursais dos canais Sky News (Grã-Bretanha) e Al Arabiya (Arábia Saudita). A maioria dos jornalistas havia deixado o local no domingo, após o ataque inicial. A Jihad Islâmica divulgou nota identificando o militante morto como Ramaz Harab. Militares de Israel disseram que seu alvo foi um esconderijo usado por terroristas envolvidos no lançamento de foguetes contra Israel e que havia homens armados dentro do edifício bombardeado.

Exército libanês desmonta foguetes voltados contra Israel


O Exército libanês desmantelou nesta segunda-feira dois foguetes no sul do Líbano que, segundo fontes de segurança, estavam voltados para o território de Israel, que conduz uma ofensiva contra a Faixa de Gaza. Os foguetes, sobre lançadores, foram achados na localidade de Halta, a cerca de um quilômetro de uma instalação militar israelense no monte Hermon. Aparentemente, eles foram colocados no local depois que Israel iniciou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza, na semana passada. Soldados libaneses cercaram o local e interditaram várias estradas próximas. As fontes não informaram quem teria colocado os foguetes no local, mas é óbvio que é obra da organização terrorista Hizbollah, armada e apoiada pela ditadura nazista islâmica do Irã.

Sarney afirma que o Brasil banaliza o crime de homicídio e pede mudanças


O presidente do Senado, José Sarney, disse nesta segunda-feira que o crime de homicídio está banalizado. Para ele, é preciso alterar a atual legislação penal para que os criminosos parem de responder a este tipo de delito em liberdade. “No Brasil está acontecendo uma coisa terrível, que é realmente a banalização do crime de homicídio. A vida desapareceu como bem maior do ser humano”, disse Sarney. Ele defendeu o aumento de rigor na coibição de crimes de homicídio em suas várias formas e pediu aos colegas a aprovação do Projeto de Lei que traz essa mudança. “Temos a pior do mundo estatística, enquanto ocupamos o primeiro lugar com a terceira população do mundo e temos 12% de todos os homicídios. Isso já significa nossa posição”, justificou.

Aumenta a pressão para que fim do fator previdenciário seja votado


Com a promessa do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), de colocar em pauta, até o fim do mês, o projeto que extingue o fator previdenciário, as centrais sindicais pretendem aumentar a pressão pela aprovação da mudança. A Força Sindical já convocou trabalhadores para um ato de apoio nesta terça-feira na Câmara. A votação, no entanto, ainda depende de acordo entre os líderes dos partidos. A pressão pelo fim da regra é antiga. Em 2010, o Congresso chegou a aprovar uma proposta nesse sentido, mas o texto foi vetado pelo então presidente Lula. Para calcular a aposentadoria, o fator previdenciário leva em conta a idade do trabalhador ao pedir o benefício, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Quanto menor a idade da pessoa ao se aposentar, mais baixo será o valor a ser recebido. Como o governo não aceita o fim do fator atual sem uma compensação, voltou a ganhar força a fórmula 85/95, que em outros momentos já havia sido discutida e descartada. Pela proposta, que já foi aprovada pelo Senado, a aposentadoria integral poderia ser requerida quando a soma da idade do segurado com seu tempo de contribuição for 85, para mulheres, e 95, para homens.

Manutenção do crescimento econômico dobrará renda da população em 20 anos, diz secretário


A manutenção do crescimento da economia brasileira entre 4% e 5% ao ano permitirá ao País dobrar a renda per capita da população em 20 anos, disse nesta segunda-feira o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Segundo ele, depois de desacelerar no fim do ano passado e no início deste ano, o PIB voltou a registrar este ritmo no segundo semestre. O secretário relembrou o indicador de prévia do PIB divulgado pelo Banco Central na semana passada para destacar que a economia brasileira já se recuperou. “Os dados do terceiro trimestre indicam que o crescimento ficou em 1,15% (de julho a setembro). Se o ritmo for anualizado, isso representa 4,7% ao ano”, ressaltou Barbosa, durante a divulgação do balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. Para o secretário, a economia brasileira manterá a velocidade de crescimento no quarto trimestre. “As próprias avaliações do mercado indicam a manutenção do ritmo de expansão do PIB em uma faixa entre 4% e 5%”, disse ele.

Ministério Público Federal em Goiás pede a condenação de Cachoeira por quatro crimes cometidos 17 vezes


O Ministério Público Federal de Goiás propôs à Justiça Federal a condenação do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por quatro crimes cometidos 17 vezes. As práticas criminosas listadas pelo Ministério Público Federal são as seguintes: formação de quadrilha armada, corrupção, peculato e acesso indevido à informação sigilosa. De acordo com a 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, onde tramita o processo contra Cachoeira e mais sete réus, o prazo para a apresentação das alegações finais da defesa terminou nesta segunda-feira. Depois, o juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável pelo processo, terá 30 dias para proferir a sentença. Cachoeira está preso desde fevereiro na Penitenciária da Papuda, na capital federal.

Petista Miriam Belchior diz que atrasos em obras do PAC 2 são "regra do jogo"


A ministra do Planejamento, a petista Miriam Belchior, avaliou nesta segunda-feira que os atrasos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) fazem parte “da regra do jogo”. Em quase dois anos, metade do tempo previsto para a conclusão dos serviços, o programa, atingiu, até setembro, menos da metade das obras concluídas. Até o momento, 38,5% dos empreendimentos foram entregues. “O atraso da obra é da regra do jogo, tem que se verificar o tamanho proporcionalmente à obra. O que avaliamos é a criticidade, em alguns casos é mais sério que outro. Por exemplo, obra paralisada por decisão judicial, para nós é risco maior que a obra retomada com atraso, não tem mais sentido classificá-la como preocupante”, comentou. Para melhorara o “monitoramento”, o ministério adotou uma tabela de controle, considerando valores gastos, no qual considera que 92% das obras estão concluídas. “Se eu considerar valor, do nosso ponto de vista, este é o melhor critério para avaliar as obras do PAC, 92% estão concluídas”, disse a titular da pasta. A tabela, que considera valores, indica que 74% das obras estão com andamento adequado, 6% estão em estado de atenção e 2% em estágio preocupante. Mas, apenas 18% dos serviços estão concluídos.

Ney Latorraca pode deixar CTI nesta terça-feira


O estado de saúde do ator Ney Latorraca, 68 anos, vem melhorando consideravelmente nas últimas horas e o artista poderá deixar o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Casa de Saúde São José, no Humaitá, zona sul da capital fluminense, nesta terça-feira. De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira, o ator encontra-se sem febre e com boa condição clínica. Os quatro médicos que cuidam do paciente informaram que "caso não haja nenhuma intercorrência, Ney Latorraca deverá ser transferido para a unidade semi-intensiva". Latorraca está internado desde o dia 25 do mês passado, quando apresentou obstrução e inflamação nas vias biliares. O artista apresentou um quadro de inflamação generalizada, após ser submetido a uma cirurgia no dia 31 de outubro para desobstrução das vias biliares.

STF libera governador de Goiás de depor na CPI do Cachoeira


Liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, desobriga o governador de Goiás, Marconi Perillo, de comparecer a novo depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as atividades do grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo o ministro, a decisão liminar é preventiva, uma vez que não há convocação oficial de Perillo. A CPMI não deve ter nova fase de depoimentos, pois o relatório final deverá ser apresentado pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG) nesta quarta-feira. A defesa espera que a liminar do Supremo também possa ser usada para evitar o pedido de indiciamento do governador, mas a hipótese não foi analisada por Marco Aurélio Mello. Na liminar, o ministro argumenta que o governador pode se recusar a depor na CPI porque a Constituição rejeita “a possibilidade de comissão parlamentar de inquérito, atuando com os poderes inerentes aos órgãos do Judiciário, vir a convocar, quer como testemunha, quer como investigado, governador de Estado".

Grande São Paulo registrou 18 assassinatos desde sexta-feira


Pelo menos, cinco menores de idade foram baleados em mais uma noite e madrugada de violência em São Paulo e na região metropolitana. Desde a noite de sexta-feira, ocorreram pelo menos 18 assassinatos e mais sete pessoas ficaram feridas, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Cinco adolescentes, entre 14 e 17 anos, ficaram feridos a bala. Os ataques ocorreram depois da meia-noite desta segunda-feira, na Rua 14 de novembro, no Jardim Comunitário, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O eletricista Josivaldo da Conceição, de 24 anos, foi morto, o único maior de idade do grupo. A polícia ainda investiga quem são os autores dos crimes, conforme a secretaria. No bairro de Capão Redondo, periferia da zona sul da capital paulista, três jovens morreram em troca de tiros com a Polícia Militar (um tinha 17 anos e outro,16). Segundo a secretaria, os rapazes estavam em um carro que foi abordado pelos policiais e fugiram.  Durante a fuga, o motorista do carro bateu em veículos estacionados na Rua Pedro Faber. Um dos jovens desceu do automóvel e fugiu. Os demais atiraram contra os policiais e foram mortos. Em Cidade Dutra, também na zona sul, três pessoas foram alvos de disparos, sendo que duas morreram. Entre os mortos, estão Danilo Batista Mendes, 24 anos, e uma mulher ainda não identificada. Um homem de 21 anos ficou ferido. O caso ocorreu na Rua Taquariri. Um homem foi encontrado baleado na Avenida São João, zona central da capital. A Grande São Paulo tem 14 milhões de habitantes. O Rio Grande do Sul, com 10 milhões de habitantes, desde sexta-feira até domingo, registrou 26 assassinados. Quem é mais violento, São Paulo ou Rio Grande do Sul?

Governo petista do Rio Grande do Sul sepulta projeto da Odebrecht para a ERS-010


Com uma entrevista dos secretários petistas Carlos Pestana e João Victor Domingues, o incompetente governo do peremptório petista Tarso Genro descartou a construção da ERS-010, entre Porto Alegre e Sapiranga, na forma como foi proposta pela Odebrecht. Por desconfiar dos dados fornecidos pela construtora, o governo determinou a contratação de projeto básico para a ERS-10 e seus acessos. O governo petista tentará convencer o governo federal a assumir o prolongamento da BR-386, até o traçado da ERS-010 (ERS-429) e a ERS-449 (de São Leopoldo) e o contorno de Sapiranga. É uma inutilidade total, tomada na metade do governo, quando já não fará mais coisa nenhuma.

Hospital privado de Porto Alegre deixa de oferecer pronto atendimento 24 horas


O Mãe de Deus Center restringirá o atendimento a partir desta terça-feira, deixando de ter um pronto atendimento 24 horas. A mudança afeta todos os beneficiários de planos de saúde atendidos pelo Grupo Mãe de Deus. A instituição informa que o centro localizado no bairro Três Figueiras, na zona norte de Porto Alegre, manterá o centro cirúrgico 24 horas, serviços de diagnósticos, hemodiálise e especialidades médicas, que terão que ser previamente agendadas. Os pacientes que buscarem atendimento sem agendamento prévio serão avaliados e terão consultas agendadas com médicos especialistas. Em casos urgentes, a pessoa será encaminhada para o Hospital Mãe de Deus, no bairro Menino Deus. Em nota, o grupo hospitalar informa que o centro passará por ampliação de suas áreas, tais como o centro cirúrgico, a de atenção ambulatorial e as recepções. Após uma pesquisa realizada nos últimos dois anos, ficou claro que o perfil dos atendimentos é de baixa complexidade e que não há demanda noturna. Com isso, não faz sentido manter uma estrutura grande para atender a um número irrisório de pacientes, explicou o superintendente médico-assistencial do sistema de saúde Mãe de Deus, Fábio Leite Gastal. Segundo Gastal, houve apenas um atendimento de urgência na unidade no período das 22 horas às 7 horas neste mês.

Giovanni Luigi confirma permanência de Fernandão no comando do Inter


Apesar da enorme pressão sobre o técnico Fernandão, com os maus resultados em campo e os problemas no vestiário, o presidente Giovanni Luigi confirmou que o treinador permanece no comando da equipe, ao menos até o final de 2012. Após mais uma derrota, diante do Corinthians, a terceira consecutiva pelo Brasileirão, a entrevista concedida por Fernandão ao final do jogo, denunciando que o jogador Bolivar havia cometido um ato de disciplina, recusando-se a participar da concentração e do jogo ao lado de seus companheiros, foi o sinal mais evidente que, desta vez, ele havia atuado em acordo com os dirigentes. A confirmação dele no cargo, nesta segunda-feira, quando toda a imprensa esperava por sua demissão, e o afastamento de Bolívar dos treinamentos junto ao grupo titular, são o mais forte indício de que a diretoria resolveu agir de maneira severa dentro do departamento de futebol do clube, e que irá fazer uma limpeza no elenco, começando pelas estrelas.

Estado de Oscar Niemeyer se agrava com nova hemorragia


O estado clínico do arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, "apresentou agravamento", conforme o boletim médico divulgado no início da tarde de segunda-feira. Niemeyer está internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O boletim assinado pelo médico Fernando Gjorup informa que Niemeyer está com insuficiência renal e teve um novo episódio de hemorragia digestiva, já controlada. Niemeyer está lúcido e continua fazendo fisioterapia respiratória, segundo o médico. Na última sexta-feira, o arquiteto sofreu uma hemorragia digestiva que também foi controlada. O boletim médico divulgado sábado informou que o paciente teve uma piora na função renal. Ele foi internado no dia 2 de novembro.

Banco Central diz que mercado não acredita na retomada do crescimento econômico


O Banco Central revelou nesta segunda-feira que os representantes do mercado financeiro reduziram as previsões de crescimento da economia brasileira para 2012 e 2013, colocando em dúvida a retomada prevista pelo Ministério da Fazenda. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 recuou de 1,54% para 1,52%. Para 2013, a estimativa também caiu, passando de 4,00% para 3,96%. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2012 caiu de 5,46% para 5,45%, de acordo com a pesquisa Focus. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,44%. Para 2013, a projeção recuou de 5,40% para 5,39%. Há quatro semanas, estava em 5,42%. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,33% para 5,34%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas estava em 5,41%.

Sobre o Mensalão do PT – Texto sustenta que entrevista de jurista alemão foi distorcida e que ele jamais aceitaria atuar na defesa de José Dirceu


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Os grupos próximos a José Dirceu — e não são poucos; como os demônios da Bíblia, são uma legião — alardeiam que o jurista alemão Claus Roxin, um dos formuladores da “Teoria do Domínio do Fato”, teria considerado que suas ideias foram mal aplicadas no julgamento do mensalão. E se chegou mesmo a noticiar que ele poderia ser contratado pela defesa de Dirceu. Pois é. O site Consultor Jurídico publica hoje um texto, de autoria de Luís Grego, Alaor Leite e Augusto de Assis — todos alunos de Roxin —, que vai na contramão do que se andou noticiando por aqui. O texto, que fala em nome do jurista, contesta abertamente a edição que fez a Folha da entrevista por ele concedida. Leiam.
Roxin faz esclarecimento ao público sobre Mensalão do PT
É de conhecimento geral que o professor Claus Roxin esteve no Rio de Janeiro para receber um título de doutor honoris causa da Universidade Gama Filho e para participar do Seminário Internacional de Direito Penal e Criminologia ocorrido na Escola da Magistratura entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, em convite formulado por intermédio do professor Juarez Tavares. Por ocasião dessa visita, alguns meios de comunicação pediram a concessão de entrevistas, o que foi feito de bom grado. Em nome do professor Roxin e a pedido dele, na condição de seus alunos, gostaríamos de repassar ao público brasileiro os esclarecimentos feitos pelo professor em relação a alguns fatos divulgados nos últimos dias. O professor manifesta, em primeiro lugar, o seu desgosto ao observar que a entrevista dada ao jornal Folha de São Paulo, concedida em 29 de outubro de 2012 e publicada em 11 de novembro de 2012, ocasionou grande repercussão, mas em sentido errôneo. As palavras do professor, que se referiam apenas a aspectos gerais da teoria por ele formulada, foram, segundo ele, transformadas, por conta exclusiva do referido veículo, em uma manifestação concreta sobre a aplicação da teoria ao caso conhecido como “mensalão”. O professor declara, ademais, sua mais absoluta surpresa ao ler, no dia 18 de novembro de 2012, notícia do mesmo jornal, em que consta que ele teria manifestado “interesse em assessorar defesa de Dirceu”.[2] O professor afirma tratar-se de uma inverdade. A redação final dada pela Folha de S.Paulo à referida entrevista publicada em 11 de novembro de 2012 é imprecisa, segundo o professor, as respostas não seriam mais do que repetições das opiniões gerais que ele já defende desde 1963, data em que publicou a monografia sobre “Autoria e domínio do fato” (Täterschaft und Tatherrschaft). A imprecisão deve-se ao título ambíguo conferido à matéria, que faz supor que houvesse uma manifestação sobre o caso ora em curso no Supremo Tribunal Federal brasileiro: “Participação no comando do mensalão tem de ser provada, diz jurista”. O professor não disse a seguinte frase a ele atribuída: “Roxin diz que essa decisão precisa ser provada, não basta que haja indícios de que ela possa ter ocorrido”, que é inclusive juridicamente duvidosa. A entrevista foi concluída com uma declaração posta fora de contexto, a respeito da necessária independência do juiz em face da opinião pública. Essa pergunta foi a ele dirigida não pela Folha de S.Paulo, e sim pelo magistrado aposentado Luiz Gustavo Grandinetti, na presença do professor Juarez Tavares, de Luís Greco e de Alaor Leite, estes dois últimos seus alunos. A Folha já havia terminado suas perguntas quando Grandinetti, em razão de uma palestra em uma escola para juízes (a EMERJ) que Roxin proferiria, indagou se havia alguma mensagem para futuros juízes, que, muitas vezes, sofrem sob a pressão da opinião pública. O professor respondeu a obviedade de que o dever do juiz é com a lei e o direito, não com a opinião pública. A Folha, contudo, ao retirar essa declaração de seu contexto, criou, segundo o professor, a aparência de que ele estaria colocando em dúvida a própria isenção e integridade do Supremo Tribunal Federal brasileiro no julgamento do referido caso. A notícia do dia 18 de novembro vai além, afirmando: “O jurista alemão disse à Folha que os magistrados que julgam o mensalão ‘não tem (sic) que ficar ao lado da opinião pública, mesmo que haja o clamor da opinião pública por condenações severas’”. O professor recorda que nenhuma dessas ambiguidades existe na entrevista publicada pela Tribuna do Advogado do mês de novembro, entrevista essa concedida, inclusive, na mesma ocasião, à mesma mesa redonda, que a entrevista concedida à Folha.[3] O professor declara tampouco ter interesse em participar na defesa de qualquer dos réus. Segundo ele, não só não houve, até o presente momento, nenhum contato de nenhum dos réus ou de qualquer pessoa a eles próxima; ainda que houvesse, o professor comunica que se recusaria a emitir parecer sobre o caso. Em primeiro lugar, o professor desconhece o caso quase por completo. Em segundo lugar, afirma que, pelo pouco que ouviu, o caso não desperta o seu interesse científico. O professor recorda que interesses políticos ou financeiros lhe são alheios, e que não foi sobre tais alicerces que ele construiu sua vida, sua obra e sua reputação. Por fim, o professor declara que não se manifestou sobre o resultado da decisão e que não tem a intenção de fazê-lo. Além disso, não está em condições de afirmar se os fundamentos da decisão são ou não corretos, sendo esta uma tarefa que incumbe, primariamente, à ciência do Direito Penal brasileira. Estes são os esclarecimentos que o professor Claus Roxin gostaria de fazer ao público brasileiro, na esperança de que, com a presente nota, possa pôr um fim a essas desagradáveis especulações. Munique, Alemanha. 18/11/2012

O que faziam três terroristas da Jihad Islâmica no “prédio da mídia”? Algum sabido consegue explicar?


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Aos 51 anos, eu ainda me dou ao espanto e ouso fazer algumas perguntas cujas respostas, segundo entendo, alguns dos coleguinhas já sabem. Pô, por que são tão egoístas? Nós todos queríamos conhecê-las! Como já constatamos, israelenses são seres naturalmente malvados, na exata proporção em que palestinos são boas pessoas. E, obviamente, se descarta, como estamos no terreno dos puros, que possa haver bons israelenses e maus palestinos. De jeito nenhum! Israel, com essa mania de se defender dos inimigos (onde já se viu uma coisa dessas?), atacou pela segunda vez um prédio, informa o mundo, que abriga “escritórios de mídia”. Uma coisa muito feia de se fazer mesmo, né? Neste segundo ataque, vejam que coincidência, morreu Ramez Hamez, que vem a ser, ora que surpresa!, comandante da Jihad Islâmica. Três outros integrantes do grupo foram feridos. A Jihad Islâmica é um bando terrorista financiado pelos companheiros do… Irã. O Irã é aquele país governado por aquele senhor que pretende… varrer Israel do mapa. Entendo! “Era só linguagem figurada…” Claro que era… Os coleguinhas que já sabem a resposta a sonegam. Eu, como não sei, continuarei a indagar: o que faziam do “prédio da mídia” três membros da Jihad Islâmica, que está operando em parceria com os ditadores do Hamas, que deram um golpe em Gaza e governam a população local debaixo de porrete? Eu faço a pergunta porque não sei a resposta. Quem julga sabê-la prefere não fazer a pergunta. É de omissões assim que se vai construindo a farsa da luta entre as supostas pombas palestinas e os supostos falcões israelenses. Como é que se pode falar de uma “solução negociada para Gaza” se grupos satélites do Irã operam livremente naquele território, colaborando, parece, com a própria “imprensa internacional”?
Muito cândido
Eu ando, claro, muito cândido e ouso perguntar o que não sei na esperança de ouvir respostas daqueles que sabem. Leio também que o presidente do Egito, Mohamed Mursi, um dos chefões da Irmandade Muçulmana — grupo que deu origem ao Hamas, que se considera, em seu estatuto, ainda parte da turma —, é considerado agora o grande negociador de uma eventual trégua entre Israel e o Hamas. Que bom! Não se imagina, por óbvio, que um judeu pudesse servir de mediador da crise porque lhe faltariam a natural neutralidade e a óbvia legitimidade que tem um representante da Irmandade Muçulmana, certo? Ignorante que sou em lógica elementar — razão por que espero lições dos mais sabidos do que eu —, indago por que os Hamas intensificou os ataques a Israel (com foguetes um pouco mais potentes do que os habituais, doados pelo Irã) justamente no momento em que a Irmandade chegou ao poder no Egito. Considerando os laços que os unem, Mursi, se gosta de paz, poderia ter servido de interlocutor antes do acirramento da crise, mas aparece para dar a sua contribuição à paz depois dela… Isso deve remeter a alguma sabedoria ancestral que escapa à lógica convencional. Os foguetes mais potentes de que dispõe hoje o Hamas não chegaram por mar em razão do bloqueio imposto por Israel (que remédio?). Também não chegaram pelo ar. Foram parar nas mãos do Hamas por terra — mais precisamente por meio dos túneis que ligam Gaza ao Egito — a área tem hoje uma das maiores concentrações de terroristas por “buraco quadrado” do mundo… O Hamas disse que negocia só se Israel suspender o embargo a Gaza. Acho que não vai acontecer, né? Se, com ele, os israelenses já têm de se haver com centenas de foguetes (disparados em nome da paz…), imaginem o que poderia acontecer sem ele. Nada disso espanta os coleguinhas que já sabem quem é bandido e quem é mocinho nessa história. Lá das fábulas infantis chega um conteúdo moral que dispensa a narrativa em espécie: os bons são sempre os mais fracos, e os maus, os mais fortes… É o fim da picada!

Jornalismo macabro: escondendo os cadáveres que não interessam com aqueles que interessam


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Escrevi na VEJA desta semana um artigo sobre os números da violência em São Paulo, comparando-os com o que acontece no resto no Brasil. O texto se segue a uma reportagem da revista que procura entender o que está em curso, em vez de fazer terrorismo, como virou moda. Alguns tontos me escreveram afirmando que tentei minimizar o problema. Que bobagem! Se eu negasse o surto de violência, ele deixaria de existir? Recuso, isto sim, é a espetacularização intelectualmente vigarista do que é um drama para muita gente. Não vou aderir à indigência política que toma conta desse assunto só para evitar a suspeita de que gosto de andar na contramão. Pra começo de conversa, eu não tenho o menor problema de ir no contrafluxo se achar que devo. Se os números e os fatos, além da convicção, me dão razão, aí é que não mesmo. Existe um recrudescimento da violência, provocado, tudo parece indicar, pelo crime organizado. Ocorre que setores consideráveis da imprensa deixaram de fazer reportagem e passaram a fazer militância. Pior: tornaram-se aliados objetivos dos criminosos. Vamos ver. Dado o número de homicídios dolosos no Brasil, foram assassinadas ontem perto de 130 pessoas no país. Outras tantas serão assassinadas hoje, e o mesmo vai acontecer amanhã. Onde estão os mortos do Rio Grande do Sul, do Rio, de Minas, da Bahia, do resto do país? Por que suas histórias não comovem? Por que se faz mais alarde justamente onde, proporcionalmente, menos se mata? “Porque existe uma guerra entre policiais e PCC em São Paulo, Reinaldo”, poderia responder alguém. Eis o problema! ESSA DITA GUERRA FOI INVENTADA PELO JORNALISMO DE TESE, NÃO PELA REPORTAGEM QUE SE ATÉM AOS FATOS. Jornalistas proclamam isso por aí sem que, no entanto, consigam apresentar evidências, a não ser depoimentos em off… Peguemos os casos dos tais motoqueiros matadores. O que textos sugerem nas entrelinhas ou se explicita em falas em off é que os ditos-cujos seriam policiais vingando a morte de colegas assassinados pelo PCC. Muito bem! Impressiona-me que editores e diretores de redação não se deem conta da barbaridade. Se se dá de barato, sem evidências, que motoqueiros que passam atirando são policiais vingando a morte de parceiros, a bandidagem vai fazer o óbvio: passará a matar sobre duas rodas para incriminar… policiais! O meu texto em VEJA evita a especulação irresponsável – e o mesmo faz a reportagem – para se ater aos dados, que estão sendo solenemente ignorados. Parece claro, a esta altura, o esforço para impor a São Paulo um outro “modelo” de segurança pública – como se a história depusesse contra o que está aí. É mentira! A Folha de hoje traz uma entrevista com Cláudio Beato, apresentado como especialista em segurança pública. Leiam esta pergunta e esta resposta:
Folha – São Paulo tinha uma política de segurança que era considerada exemplar. O que aconteceu para essa política desmoronar?
Claudio Beato – Não acho que ela está desmontando. Os números não apontam para uma situação dramática. O que está acontecendo é um aumento de homicídios. O que houve foi um investimento alto na última década, em que alguns departamentos, como o de homicídios, souberam aproveitar os recursos. Teve avanço grande na investigação, o que resultou na queda dos homicídios de mais de 70% em dez anos.
Beato, nesse trecho, teve o bom sendo de corrigir o perguntador. São Paulo, apesar do recrudescimento do número de homicídios, deve fechar 2012 com a mais baixa taxa do país, mas, para o repórter da Folha, a política de segurança pública “desmoronou”!
Os fatos
Há um esforço deliberado – resta saber com que propósito – para destruir a política de segurança pública de São Paulo, mais eficiente do que a de qualquer outro estado do Brasil. Vou à página 32 do Anuário de Segurança Pública 2012 e encontro lá, por exemplo, a tabela com os mortos por armas de fogo (números por 100 mil), um índice importante de criminalidade e também do bom ou do mau trabalho da polícia, a quem compete recolher as armas irregulares. São Paulo é um dos seis (APENAS SEIS) estados em que as mortes, por esse meio, estão abaixo dos dois dígitos: Acre: 8,5; Piauí, 7,1; Roraima, 6,4; Santa Catarina, 7,6; São Paulo, 8,3; Tocantins, 9. Nas outras 21 unidades, tudo nos dois dígitos. No Rio “pacificado”, é de 25,8! Em Alagoas, 55,2; na Bahia, 31,7. Na página 33 do Anuário, há outro gráfico interessante. Em São Paulo, 57% dos crimes de morte são cometidos por armas de fogo; no Rio, 72%; Em Pernambuco e Espírito Santo, 76%.
Gastos
A página 40 do Anuário traz a tabela com os gastos de segurança. Chega a ser uma piada ver o governo federal a dar pitaco na área. Eis os da União em 2011 no cotejo com 2010:
Gastos com ação policial
2010 – R$ 453.838.474,90
2011 -  R$ 468.744.253,45
Variação positiva:3,28%
Defesa civil
2010 – R$ 1.928.736.558,02
2011 -  R$ 654.811.931,53
Variação negativa: – 66,05%
Informação e inteligência
2010 –  R$ 90.736.851,48
2011 –  R$ 37.761.346,24
Variação negativa: -58,38%
Aí está o desempenho do buliçoso José Eduardo Cardozo. Comparemos os gastos da União com os de São Paulo para vermos quem pode dar aula a quem.
Gastos com ação policial
2010 – R$ 6.002.243.824,23
2011 – 10.464.184.037,60
Variação positiva:  74,34%
Gastos com defesa civil
2010 –  28.463.959,04
2011 –  28.901.986,61
Variação positiva:  1,54%
Gastos com inteligência
2010 – 201.367.938,30
2011 – 275.463.304,72
Variação positiva:  36,80%
José Eduardo também resolveu fazer declarações bombásticas sobre presídios. Pois é…  São Paulo tem 195 mil presos, cerca de 41% dos estimados 470 mil que existem no Brasil, embora só tenha 22% da população. Veja que escândalo vai na página 46 do anuário! Os gastos totais do país com custódia e reintegração chegaram a R$ 7.567.570.274,93 em 2011. Sabem por quanto respondeu a União? Por R$ 1.000.953.831,10 — menos do que em 2010: R$ 1.373.275.483,03. Em 2011, pois, os estados arcaram com R$ 6.466.616.443,18. Pois bem. Desse total, quanto ficou por conta de São Paulo, que tem apenas 22% da população do país? Resposta: R$ 3.841.336.810,01. Que mimo! O estado já tem 41% dos presos, certo? E ainda responde por 59,4% dos gastos com reintegração e custódia.
Crianças e adolescentes
Fui ao Mapa da Violência consultar um outro dado que costuma também ser índice de uma política de segurança pública ineficaz ou destrambelhada: o de morte de crianças e adolescentes. Está lá na página 50. São Paulo teve uma queda no número de crianças e adolescentes mortos (mais de um ano e menos de 19) de 78,2% entre 2000 e 2010, a maior do país. Na Bahia, por exemplo, cresceu 477%. Isso em números absolutos. Na página 51, há os mortos por 100 mil habitantes. Em São Paulo: 5,4. É a segunda menor do país: só perde para o Piauí. A redução, nesse caso, é de 76,1%.
Encerro
O estado está sob fogo cruzado. A campanha eleitoral começou com dois anos de antecedência. O engajamento de setores da imprensa é escandaloso. Ligue a televisão ou leia os jornais paulistanos e fique com a impressão de que São Paulo é hoje o lugar mais inseguro do país. Estamos diante de um dos momentos mais tenebrosos da cobertura jornalística, em que se escondem os cadáveres que não interessam com os cadáveres que interessam. E assim se faz pensando no mundo dos muito vivos…

Audiência Pública do Ministério Público discutirá destinação do "lixo" em Porto Alegre


O Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul realizam na próxima segunda-feira, às 18 horas, a audiência pública “A destinação do lixo em Porto Alegre e a perspectiva da incineração”. O objetivo é permitir que a sociedade tenha conhecimento das propostas e idéias sobre a destinação dos resíduos na capital gaúcha. Os debates acontecerão no Auditório do Ministério Público, localizado na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, nº 80). Representantes do Ministério Público do Rio Grande do Sul, do Ministério Público do Trabalho, da Prefeitura de Porto Alegre e do Movimento Nacional dos Catadores e Materiais Recicláveis serão alguns dos participantes da Audiência Pública. “A Política de Resíduos Sólidos brasileira levou 20 anos para ser debatida e aprovada e considerou não só a necessidade da proteção ambiental na forma como tratamos nossos resíduos, mas privilegiou a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis, além da economia dos recursos públicos. Precisamos ouvir a comunidade técnico-científica, acadêmica, juristas e catadores de materiais recicláveis sob pena de ficarmos depois lamentando retrocessos, notadamente ambientais e sociais”, afirma a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MP (Caoma), procuradora Marta Leiria Leal Pacheco.

BETO ALBUQUERQUE PEDE DEMISSÃO DO GOVERNO TARSO GENRO

Beto Albuquerque, secretário pede demissão 

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) pediu demissão na tarde desta segunda-feira da Secretaria de Infraestrutura do governo do peremptório petista Tarso Genro, no Rio Grande do Sul. Beto Albuquerque não tinha mais outra saída, depois que a coluna Página 10, uma espécie de Diário Oficial informal do Palácio Piratini, publicou na edição desta segunda-feira uma nota afirmando que não haveria ninguém para tentar convencer o parlamentar socialista a permanecer no governo. Para bom entendedor, foi um recado direto para ele, do tipo: "Zero Um, pede para sair". Era sair ou sair. Na mesma edição da coluna Página 10, saiu outra nota que deu consistência para o pedido de demissão de Beto Albuquerque da Secretaria de Infraestrutura. A nota informava que o governo inodoro, insípido e incompetente do peremptório governador petista Tarso Genro enviou à Assembléia Legislativa, no meio do pacotão de fim de ano, dois projetos que são devastadores. Por meio deles, o peremptório petista Tarso Genro quer autorização da Assembléia gaúcha para colocar no caixa único do Estado os recursos dos dois fundos destinados aos pagamentos de obras. Ou seja, as obras, todas, vão parar. Os gaúchos podem começar a rezar para "Agnus Dei", o cordeiro de Deus, porque os empreiteiros vão ficar a ver navios, e milhares de operários serão demitidos. As empresas não receberão pelas obras que estão tocando. Nesse cenário, Beto Albuquerque não seria nada além de uma vistosa Rainha da Inglaterra a ornar o governo do petismo guasca. A demissão de Beto Albuquerque é o mais eloquente sinal do vazio do governo do peremptório petista Tarso Genro, de seu total imobilismo, de sua total inutilidade, da incompetência absoluta. O Rio Grande do Sul ainda vai conhecer, com Tarso Genro, a mais devastadora crise econômico-financeira, se prosseguir no tranco atual. O funcionalismo pode se preparar para dias muito angustiantes.

GOVERNO DO PEREMPTÓRIO TARSO GENRO PREPARA DESVIO DE RECURSOS DAS OBRAS PARA PAGAR 13º SALÁRIO


"Agnus Dei", tende piedade de nós. O governo do peremptório petista Tarso Genro prepara mais um golpe para aprofundar o rombo das contas públicas do Estado do Rio Grande do Sul. Ele quer autorização legislativa para desviar recursos de dois fundos, com destinação carimbada de recursos, para o caixa único. Assim ele poderá reunir dinheiro para pagar o 13º salário do funcionalismo. Veja o que diz a coluna Página 10, de Zero Hora: "Depois do atraso, por dois meses consecutivos, no repasse dos R$ 5,8 milhões da parcela autônoma das escolas estaduais, o Piratini decidiu transferir para o caixa único algumas contas onde são depositados recursos com vinculações específicas, como investimentos em obras. O projeto de lei que processa essa operação – concebida para levantar recursos que garantam o pagamento do 13º salário do funcionalismo e de outras despesas da máquina – foi enviado à Assembleia sem alarde, em meio às mais de 30 propostas protocoladas pelo Executivo em regime de urgência, instrumento que força a votação pelos deputados em 30 dias. O texto do projeto de lei transfere para o caixa único as contas do Fundo de Investimentos Urbanos e do Fundo de Reforma do Estado, criado na década de 1990. Para ter condições de aplicar os recursos já em dezembro, a proposta do Piratini afirma que serão utilizados os saldos contabilizados até novembro de 2012. Repassando os valores para o caixa único, o governo desfaz a vinculação constitucional – que obriga a aplicar a verba em determinado fim – e libera o uso do montante em custeio da máquina e pagamento da folha do funcionalismo". Os empreiteiros gaúchos podem se preparar para o calote, podem ir correndo ao banco solicitar dinheiro, porque o governo do peremptório Tarso Genro já disparou o petardo.

Governo do peremptório petista Tarso Genro resolve renovar denúncia da "banda podre" das policias gaúchas


O governo do peremptório petista Tarso Genro resolveu renovar um suposto enfrentamento com o jogo do bicho, e envolvendo policiais civis e militares. É a volta da denúncia da "BANDA PODRE". Lembram-se disso, no governo Olívio Dutra? Depois, na CPI da Segurança, descobriu-se que o PT, por meio de Diógenes de Oliveira, tinha deliberado canalizar todas as arrecadações do jogo do bicho para o partido. Está tudo em gravação que foi divulgada na CPI, feita pelo ex-chefe da Polícia Civil do governo petista, delegado Luiz Fernando Tubno. Ou seja, a "BANDA PODRE" não estava na Polícia Civil, nem na Brigada Militar, estava no PT, que queria se financiar com o dinheiro arrecadado do jogo do bicho. Esse jogo é conhecido. Ojo..... ojo..... estão começando a acontecer coisas estranhas no governo do peremptório petista Tarso Genro. Como seu governo é um desastre total na área de segurança público, como é um governo que foi o pior de todos os Estados do País no último ano, em termos de recursos investidos na área, ele trata de atacar as "BANDAS PODRES" de policiais civis e da Brigada Militar para mascar a situação de descaso da sua administração com a segurança dos gaúchos. Eestá muito ruim a situação.... Esse jogo já foi jogado, esse jogo é conhecido no Rio Grande do Sul.

DEPUTADO FEDERAL JERÔNIMO GOERGEN AVISA, É CANDIDATO AO GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL EM 2018

Jerônimo Goergen, candidato ao governo em 2018

Fui encontrar o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) no final de uma manhã de sexta-feira, em Porto Alegre. Ele estava se preparando para cair na estrada, para adicionar mais cerca de 2.000 quilômetros de estrada. É sempre assim, o carro, novo, já acumula mais de 170 mil quilômetros em um ano e meio. Ele conhece todos os lugares, mantém relacionamentos em todas as cidades, faz votos em quase todos os municípios, embora a sua região mais forte eleitoralmente seja a chamada Celeiro. Jerônimo Goergen já se considera preparado para dar o salto em sua vida. Vai concorrer novamente a um mandato de deputado federal, em 2014, mas avisa antecipamente: será seu último mandato de parlamentar. Depois disso ele quer disputar uma eleição majoritária, pretende ser candidato a governador do Rio Grande do Sul em 2018.
Videversus – Lê-se os jornais e se vê o seu nome sempre envolvido com reivindicações do setor primário. Não é uma atuação parlamentar muito concentrada sobre só uma temática?
Joerônimo Goergen – Eu sou um deputado identificado com o setor primário, já fui chefe de gabinete de ministro da Agricultura, Pratini de Moraes. Você deve estar se referindo à notícia do crédito presumido, da monetização, como nós chamamos. Eu aproveitei a Medida Provisória 575, do governo Dilma, e contrabandeei uma emenda minha. O governo faz as compensações e não devolve o dinheiro para as empresas. Com a emenda estamos autorizando a empresa a pagar outros tipos de tributos com os créditos a que tem direito, já que ela não recebe, e como o governo deve, é uma forma de as empresas não quebrarem. No setor leiteiro tem cerca de 500 mil empregos em risco, se não acertarem o que as empresas têm pra receber. E olha que o Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de leite do Brasil.
Videversus – Qual a sua posição diante da progressão da falta de representatividade na atividade política?
Jerônimo Goergen - Elegemos sempre o menos pior, acabamos elegendo gente despreparada. No Rio Grande do Sul, do meu ponto de vista, acabamos tendo uma acefalia na política. O cidadão está enraivecido com a política, e ao mesmo tempo ele não se dá conta que o voto é a única forma de mudança. Hoje eu estava escutando na rádio sobre o custo das campanhas para vereador em Porto Alegre, e são contas surrealistas.
Videversus – Não lhe assusta o incrível nível de abstenção do eleitorado, já quase ultrapassando 30 por cento do eleitorado?
Jerônimo Goergen - Nós temos essa abstenção grande, e  temos também a hipocrisia daqueles que têm obrigação de formar opinião, e fazem de conta que não estão vendo os erros, e apóiam aqueles que estão errando. A ausência do eleitor no voto é um grave erro. Não se tem democracia sem o eleito, principalmente sem parlamento. Mas, esta abstenção é, sem duvida, motivada pelo descrédito na política.
Videversus – Essa é a questão. Esse nível de abstenção tão grande não deslegitima o poder político?
Jerônimo Goergen – Primeiro, o modelo que nós temos hoje já não representa mais o eleitorado. Eu tenho a bandeira do agronegócio, me identifico com o agricultor, então consigo manter uma certa representatividade, mas nós não representamos mais a sociedade. O modelo que nos elege é o modelo do voto pessoal, de um voto estrutural, é um modelo completamente errado.
Videversus – Então, qual a reação diante dessa situação crítica?
Jerônimo Goergen - Nós estamos discutindo lá no Congresso Nacional alguma mudança. Ainda não temos a leitura do que é o ideal, mas se encaminha para o seguinte modelo. A Assembléia Legislativa, a Câmara Municipal e o Congresso não representam a sociedade no modelo atual. Então nós estamos encaminhando uma questão. Primeiro: a unificação das eleições, isso já é um consenso, fazer todas de uma vez só. A próxima eleição de prefeito passará para dois anos.
Videversus – Mas, isso não é muito pouco?
Jerônimo Goergen - Se nós tivéssemos o financiamento publico de campanha.... Você não tem financiamento público sem voto em lista. Nós teríamos um modelo de lista, e os partidos organizariam as posições, e nós iríamos para uma eleição na qual o eleitor votaria, por exemplo, no número 11, ou no 1133. A cada 200 mil votos, o partido colocado um nome da sua lista como deputado. Digamos que um determinado partido faz 850 mil votos. Então este elegeria quatro deputados, e os restantes 50 desapareceriam. Não se teria mais a sobra, que é exatamente o que motiva a ocorrência de aberrações nas eleições atuais. A escolha passaria a ser por voto nominal. Para você não ter um cara com 20 mil votos eleito, e uma Luciana Genro com cento e poucos mil votos sem mandato. Então tu vai no voto exato, usa os primeiros nomes da lista.
Videversus – Os votos descartados não seriam válidos?
Jerônimo Goergen – Não, não é assim. As legendas elegeriam candidatos a cada 200 mil votos redondos. As sobras elegeriam deputados pelo número de votos, fora das listas. Com isso se acabaria com essa nanicagem na política, hoje nós temos lá deputados federais com 17 mil votos, e outros com 77 mil votos. Assim se diminuiria o número de partidos. Com isso as campanhas seriam institucionais, e aí se teria uma mobilização nas eleições. Eu teria o interesse de ganhar eleição de diretório tal, por que aquele diretório poderia me jogar para dentro da lista. Resumindo este é o modelo que esta lá em discussão.
Videversus – E este não é um modelo que beneficiaria exatamente o maior interessado nele, o PT?
Jerônimo Goergen - Na lista sem isto o PT seria o grande beneficiado. O eleitor não vota no 11 porque é do PP, mas vota no 13 que é do PT. Mas, se acabar com o voto nominal, os nossos partidos, que não têm densidade, se igualariam. Hoje o candidato do PT é o cara que mais tem condições de renda, ou quem está no governo tem mais capacidade de arrecadação. O Henrique Fontana admitiu, disse que tem gente que oferece dinheiro para ele, porque é líder do governo e tem influência. As campanhas para nós são caríssimas. Eu gastei 1 milhão e 300 mil. Fiz um empréstimo e pago 8.500 reais por mês. Ganho um total liquido de 19.700 reais. E faltam 85 prestações da minha campanha até agora, porque eu não tinha “arrecadação”. Então esta estrutura tem que mudar, porque motiva, por sobrevivência, a que os políticos aceitem as ofertas espúrias.
Videversus – Não é muito dinheiro para manter uma representação político-partidária que cada vez tem menos poder de representação?
Jerônimo Goergen – De fato, tem uma parte do Congresso, composta por uns 50 ou 60 deputados federais, que são os que movimentam isso ai. Eu estou tentando entrar nesse grupo. Tem outros que ficam para marcha de manobras, para ganhar dinheiro. E os partidos pequenos não querem mudar, porque vão perder para os partidos maiores. Então esta é a dificuldade de uma mudança, que eu considero urgente. É a principal mudança para o Brasil, porque já está sucateado o modelo político nacional. No nosso caso de deputado federal, existe outro agravante, que são as emendas parlamentares. Isso para mim gera uma ditadura democrática. O sujeito vai para a Câmara dos Deputados, sabendo que vai enfrentar uma gigantesca estrutura financeira. Eu mesmo, só consegui me eleger porque meu partido fez coligação, de outro jeito eu também estaria fora. Em Brasília os caras entram para dentro das medidas provisórias, para votar de acordo  com aquilo que vão ganhar para aprovar ou não. São 15 milhões de reais de emendas que nós temos por ano. Se tu não apresentas emendas, tu aparece para o eleitor como não tendo feito coisa alguma. O parlamentar é medido pelo tamanho da emenda que apresentou. A menor emenda é 100 mil reais, e para obra a menor é de 250 mil reais. Hoje nós temos a venda de emendas como uma realidade. E pior, o dinheiro não é de execução obrigatória. Este dinheiro das emendas é apenas uma indicação, não significa que o governo vai liberar o dinheiro. E, quando chega o final de ano, o parlamentar enlouquece, como eu vou enlouquecer, para empenhar esses recursos, para eles não ficarem perdidos. Como tudo, é o governo que autoriza, e se eu brigar com o governo, o governo não vai empenhar a minha emenda. Se eu não empenhar minha emenda, o prefeito, que já publicou a notícia no jornal da sua cidade, já fez promessas aos seus munícipes, ele vai enlouquecer comigo. Então ele não vai mais votar em mim se eu não conseguir liberar as emendas. Aí, o resultado é que o parlamentar diz “amém” para o governo, o prefeito e o vereador nem se importam se é a Dilma ou Serra que é o presidente, porque eles querem é se reeleger. E assim se gerou o fim da oposição no Brasil.
Videversus – Então não adianta criar financiamento público de campanha, porque os parlamentares continuarão reféns do Poder Executivo?
Jerônimo Goergen - O financiamento é um grande problema, mas ao meu ver, com relação ao debate político, as emendas parlamentares é que acabaram com ele. O maior crime que existe é este negocio das emendas. Nós, do PP, estamos com uma emenda constitucional, tentando, no mínimo, transformar isso em execução obrigatória. O ideal é que isto acabasse e o dinheiro fosse repassado direto para o município. Minha expectativa é que este modelo aprimorado possa passar, com a unificação das eleições, o financiamento publico. Isso significaria um passo adiante.
Videversus – Por que não adotar logo o voto distrital?
Jerônimo Goergen - No meu ponto de vista, a imprensa tem que nós ajudar, porque em alguma coisa tem que se dar um passo. O voto distrital, para mim, é o melhor modelo. O meu eleitor é formador de opinião. Fui dirigente partidário, presidente da juventude. Eu tenho municípios aos quais não voltei depois da eleição, e já tenho dois anos de mandato nesta legislatura. Minha cidade de origem é Palmeira das Missões, embora eu sempre tenha morado em Santo Augusto. Eu fiz 10 mil votos na região Celeiro, 7 mil votos na Zona da Produção, 6 mil votos na grande Santa Rosa, 4 mil votos nas Missões, e ai veio pingando. Eu não um parlamentar tão presente nas bases como deveria. Mas, aí vem uma outra distorção, se nós não visitarmos a base, o eleitor cobra a nossa ausência. Entretanto, ele também quer nos ver lá no plenário da Câmara.
Videversus – Então, quando vai mudar esse quadro?
Jerônimo Goergen – Acho que na hora em que a nossa economia desandar um pouco. Todo o carisma do Lula e da Dilma está concentrado em cima do bolso do cidadão. A hora em que o povo se der conta do endividamento que nós estamos vivendo na economia nacional, da inflação que está subindo, talvez ele passe a se manifestar
Videversus – Quer dizer que, se não houver mudança na economia, não há esperança de mudar o cenário político dominante dos últimos dez anos?
Jerônimo Goergen – Depende muito do perfil de candidato. Você vê o Aécio Neves, tem toda tendência que eu dê apoio a ele para a Presidência da República. Mas, eu, como possível apoiador de sua candidatura, ainda não o vejo como alguém que está se postando como a candidato a presidente do meu País. O Eduardo Campos, quando teve a chance de crescer, usou a maquina do Estado para eleger a mãe ministra do Tribunal de Contas, e depois ela ficou morando em um apartamento funcional. Isso dá para ver para onde nós estamos indo...
Videversus – Mas a sociedade leva em conta aspectos como esses?
Jerônimo Goergen - A sociedade esquece isso tudo, chega na hora da eleição e não vai lembrar disso. A Dilma não tem gestão. Se tu não tem debate, o que pesa para o eleitor? O eleitor pensa assim: “São tudo ladrão, ou não votar, ou deixar como está”, e é por isso que o PT esta ai, conduzindo a Presidência. Temos uma economia aparentemente estável, ou seja, o cidadão compra um carro, um apartamento, compra tudo, sem colocar “um pila” na frente. Então..... não mexa com isso. Foi isso que banalizou a consciência cidadã do brasileiro. É minha leitura.
Videversus – Quer dizer que isso é que dita o comportamento do político?
Jerônimo Goergen - Os políticos sabem disse e sabem que precisam de recursos para manipular aquele voto descontente. E com esses recursos ele acaba tendo mais votos. Por que a maioria dos secretários se elege com campanhas milionárias? Porque usam a estrutura do poder para manter relacionamento, que compensa.
Videversus – Isso quer dizer que as eleições são, de certa forma, pré-determinadas, para não se usar termo mais forte?
Jerônimo Goergen - As eleições são, de certa forma, compradas. Podem não ser compradas no bolso, mas na “estrutura”. Às vezes o eleitor vota naquele que fez uma janta, ou no que mais tem placas nas ruas, ou no que se vende. Tem denuncias de venda de votos em vários municípios do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Videversus – Esse quadro não reflete, também, a falta de lideranças na política, que sejam respeitadas, que imponham respeito ao eleitor?
Jerônimo Goergen - Hoje nós não temos mais lideres como antigamente. O eleitor ia em Santo Augusto, falava com meu pai, que é líder da comunidade, e ele falava com as pessoas, e conseguia voto. Hoje a liderança tá bem reduzida. O Facebook e o Twitter tornaram todo mundo líder. Você dá uma opinião no Twitter que pode parar na Folha de São Paulo. Hoje a nossa dificuldade de liderar alguém é enorme. O cidadão é capaz de não lembrar um nome de deputado, nome do ministro... nem a Dilma sabe.
Videversus – E está criando mais um ministério....
Jerônimo Goergen – Sim, está criando mais um. Na teoria é bom, para cuidar da micro e pequena empresa, que são 90% das empresas do Brasil. Mas, hoje, por exemplo, para discutir o biodiesel, nós temos o ministério de Minas e Energia, o ministério da Agricultura, mas somos obrigados a ir na Casa Civil para discutir. Quem governa o Brasil hoje é o Ministério da Fazenda, esses outros ministérios não têm poder nenhum.
Videversus – Nesse cenário, qual a sua projeção para o futuro político?
Jerônimo Goergen - Eu tenho uma meta. Não disputarei três eleições seguidas para deputado federal. Sou candidato a deputado federal, em 2014, mas em 2018 quero disputar a eleição majoritária. Meu plano é o Governo do Estado do Rio Grande Do Sul.
Videversus – Mas, agora, o seu partido tem a Ana Amélia Lemos?
Jerônimo Goergen – É verdade, hoje nós temos a Ana Amélia Lemos, que é nosso principal nome. Com a entrada da Ana Amélia no cenário, mudou o meu plano. Na eleição passada, quando estávamos discutindo a alternativa para a sucessão de Yeda Crusius, o partido chegou a aventar o meu nome, tanto para concorrer ao governo do Estado quanto para formar a chapa como vice. Meu nome aparecia até em pesquisa. Quer dizer, eu já tive meu nome especulado. De lá para hoje, eu só amadureci. Desistir de ser secretario do Estado porque eu quis, por causa do aumento de imposto. Esta é uma atitude rara, e infelizmente o eleitor esquece. E quase não me elegi por causa desta atitude. Poderia não ter sido eleito, por não ter ficado com a estrutura da secretaria a meu serviço. Eu estou me preparando para um dia ser cobrado. Naquele momento, entre várias questões, a palavra que eu dei, que jamais aumentaria imposto, poderia ser esquecida na minha próxima eleição, mas no meu futuro, não. Um dia irei a debate com alguém que já tenha aumentado imposto, e eu levarei isso como uma diferença. Meu projeto é em 2018 estar à disposição do meu partido para eleição majoritária. Quando começaram a discutir meu nome para ser vice da Yeda Crusius eu deixei arrastar por uns 40 dias, e perdi voto, porque muita gente imaginava que eu pudesse ser o vice e deu a palavra para outro candidato a deputado federal.
Videversus – Isso não significou um grande erro do partido?
Jerônimo Gorgen - Um erro do PP gaúcho ao longo do tempo é que nós temos um processo autofágico, ao invés de prestigiar alguém, nós engolimos todos. Por isso nós nunca temos um nome com consistência, e os nomes que podem, não vão, ou não se preparam com antecedência. Lá na frente, para ninguém dizer que foi de ultima hora, eu estou me preparando para estar à disposição. Estarei com 40 anos e acho que é uma idade boa.
Videversus – Diante de uma tão notória crise de representação política no País, porque os parlamentares não votam uma consulta ao povo, para saber o que ele está querendo?
Jerônimo Goergen - Na proposta inteira, da comissão que é comandada e relatada pelo Henrique Fontana, é previsto um referendo. Nós não votaremos uma reforma política. Sabe por que? Vamos votar alguns itens para que seja criado um ambiente para que a reforma política exista. O Brasil não sabe qual o melhor modelo. Pode ser que a gente vote três itens, que resulte em uma grande porcaria, mas vai fazer com que tenha que ser consertada a porcaria. Deixar como esta é que não dá, porque tudo que falei até agora, como o financiamento, vai continuar piorando, apodrecendo.
Videversus – E a atividade política, enquanto isso, vai minguando?
Jerônimo Goergen - Lá no congresso só se aprova o que o governo quer. Pode ter um projeto de lei consistente, mas se o governo achar que não é, então não passa. Por isso os deputados acabam legislando por meio das medidas provisórias. Às vezes, essas emendas provisórias têm um artigo original, e acabam com 50. Isso demonstra a falta de gestão, o erro do processo legislativo. Paralelo a isso tem a força incomum do presidente da Câmara e do presidente do Senado, que pautam votações, independente do que os lideres querem. Veto não é analisado no Congresso há 10 anos. Então a Presidência da República veta uma matéria e por decreto preenche. Foi o caso do Código Florestal. E outro grande exemplo disso veremos agora no caso dos royalties. Tem ainda a força do lideres de bancadas, que é muito menor que a do presidente da Câmara, mas o líder às vezes vota em nome de uma bancada inteira. Essa força enterra o processo de debate.
Videversus – Este não é um quadro desolador para a cidadania?
Jerônimo Goergen - Ética não deveria ser plano de governo, mas virou.  Tivemos líderes respeitáveis aqui no Rio Grande do Sul que apoiaram gente que estava indiciada na Policia Federal nos episódios da Operação Solidária..... Tu precisas ter o Supremo Tribunal Federal para dizer que o cara é ladrão? Tem gente que sabe que o cara é ladrão e endossa a ladroagem. Ao mesmo tempo que o Parlamento não representa a sociedade, lá dentro está a sociedade. O que é um esquema no Brasil? É aquilo para o que tu não fostes convidado para entrar, porque se tu fosses convidado, então não era esquema, era um negocio. Hoje você tem que tentar ser pragmático, e muitas vezes não sabe o que é certo o que é errado. Nessas muitas viagens que eu fiz aqui, na campanha eleitoral, quantas vezes eu dormi em um hotel pago pela Câmara, fiz uma reunião no sindicato rural e depois fui a um comício? Como se separa isso?
Videversus – Na sua opinião, ainda dá para dizer que o Rio Grande do Sul é um Estado altamente politizado?
Jerônimo Goergen - Nós temos na nossa formação uma tese estilo dupla Grenal, PMDB vs. Arena. Se a idéia é tua, eu não gosto, quero te derrotar. Eu percebo claramente em Brasília que os nordestinos se unem, que os paulistas são pragmáticos, que os cariocas sabem para onde querem ir, que  o Nordeste trabalha para tentar crescer. Nós aqui, se eu estou mal, e o outro está bem, é porque um está rico porque o outro está mal. No Rio Grande do Sul, por ser o Estado mais antigo, nós chegamos a um esgotamento de espaço, de competitividade. O Brasil cresceu, e nós gaúchos demos esta competitividade para outros Estados. Fomos nós que colonizamos o Norte, parte do Nordeste. Nós produzíamos porco para o Brasil comer, hoje o Brasil produz porco, tem maquina agrícola igual. Isso nós perdemos pelo crescimento do Pais, é uma realidade. Há quantos anos nós não escolhemos um governador pelo preparo dele? Vou pegar do Britto pra cá... Elegemos Antonio Britto elegemos governador pela morte do Tancredo. Eu considero que o Britto foi um baita governador, só que não fez gestão, e teve um governo com muitas dúvidas no ponto de vista ético, mas, tirando estas duas coisas, era um governo que sabia o rumo. Privatizou, mas tinha um rumo. Depois o Rio Grande do Sul se assustou, pela arrogância que dizem que ele tem. Efetivamente, não é um cara muito simpático mesmo. Se assustou e elegeu o Olívio Dutra, também pelo carisma dele, não pelo preparo. O que o Olívio fez? Um governo para os deles. O PT tem esta característica, ou tu é dele ou não é dele. Do susto do Britto para o Olívio, ainda pegou Rigotto, que dormiu deputado federal e acordou governador. No meu ponto de vista, um homem de boas relações, mas que fez um governo fraquíssimo. Nós elegemos uma mulher preparadíssima que governou com o pé?. Aquilo que sabíamos que ia ter que ser feito, ela pedalou tudo. Por que não reelegem os governadores? O governo da Yeda Crusius, que foi muito bom em termos gerenciais, penalizou todo um grupo partidário, que envolvia PMDB, PTB, PP, PSDB, DEM. Destruiu tudo, nós ficamos sem rumo nenhum. O Tarso Genro, que usou a maquina, para descaracterizar todo mundo, ganhou o governo no primeiro turno. Naquele contexto, o Fogaça tava apagado, a Yeda ninguém queria ver. Tarso assume o governo e faz, no meu ponto de vista, o governo mais incoerente da historia do Rio Grande do Sul. O governo do Olívio ao menos foi coerente, ele prometeu trabalhar para o MST e para os dele, e esqueceu do resto. Não estou dizendo que seja certo, mas não foi incoerente. Já o Tarso Genro, tudo o que dizia antes que tinha que ser feito, não faz. Vai passear na Europa, assistir filme. Dizer que vai buscar investimento em Paris..... ora..... Ele volta e vai andar de ônibus pelo Rio Grande do Sul. Talvez vá encontrar as estradas esburacadas, a falta de valorização dos professores, a catástrofe da saúde, e é capaz de nós, os eleitores gaúchos acharmos isso tudo legal. Agora, na hora da votação do projeto dos royalties do pré-sal, aí eu não vi o Tarso Genro em Brasília. E, antes eu vi Tarso Genro no Rio de Janeiro dizer que o apoio ao Rio de Janeiro era mais importante. Sobre o Código Florestal.... eu não ouvi a palavra dele. Das questões da agricultura tu não vê o Tarso Genro se manifestando, a não ser fazendo discurso, dizendo que vai ajudar, e não levar nada à Brasília. Este é o cenário, estamos quebrados.
Videversus – Podemos esperar, então, que Jerônimo Goergen, no governo do Rio Grande do Sul, em 2018, vai resolver a grave crise do Estado?
Jerônimo Goergen – Não se imagine que eu, governador, chegarei ao Palácio Piratini e, na base da caneta, vá resolver tudo. Mas, precisamos ter um projeto claro de gerenciamento, podendo partir do modelo da Yeda Crusius, que é interessante. Mas, resolveremos na política. É preciso termos alguém que sente com as figuras representativas do Estado e pergunte o que tem que ser feito. Veja um exemplo: estávamos discutindo telefonia e luz elétrica. A OAB comprou a tese da telefonia, mas na luz elétrica nós fomos liderados por São Paulo. Este perfil político nosso acaba fazendo que nós tenhamos uma política mole aqui no Rio Grande do Sul. Vai durante a campanha e briga, mas na hora de fazer um bom debate não tem....
Videversus – Como fica o PP para 2014?
Jerônimo Goergen - O PP em 2014... O PP neste meio tempo teve um nome que não veio do meio político. Veio da televisão, assim como o Lasier Martins virá também. Nós, políticos, estamos deixando de nos posicionar, estamos buscando gente de outras áreas. A nossa postura política não convence o gaúcho de que nós podemos ir para algum lugar, então temos que buscar jornalista, atriz de televisão, etc... Nesse cenário, a Ana Amélia é, sim, uma candidata competitiva. Neste cenário que estamos vivendo hoje, de eleger governante no desespero, nós estamos levando cada vez mais despreparo para o governo do nosso Estado, e os problemas acabam não sendo solucionados.
Videversus – E o Brasil está vivendo mesmo uma maravilha que dispense a existência de uma oposição atuante?
Jerônimo Goergen - Eu penso que o Brasil vive uma crise econômica muito maior do que o governo transmite. Só não é tão grave porque nós produzimos alimentos. O mundo preciso do perfil do que nós produzimos. Nós aumentamos o consumo interno, e o mundo compra o que nós temos para vender. E ai vem uma desorganização do governo, faltou ração aqui para dar para os porcos e paras galinhas. Faltou o grão, mas o Brasil preferiu mandar embora para segurar esta crise. Segura a crise, sim, mas promovendo a quebra da Petrobras, e promovendo a falta de comida para os bichos, e com o consumo interno que nós temos aqui melhorando. Isso não se sustentará por muito tempo, pois não tendo gestão no Brasil, nós temos um custo publico enorme, e este custo não significa que tenha resultado para o cidadão. Temos uma máquina pública que não consegue atender a demanda da sociedade, que é quem paga esta máquina, que aumenta seu custo para que tenha resultado efetivo. Veja o erro do pré-sal.... nós vamos usar uma riqueza que poderia resolver o problema da educação, resolver o problema da segurança, e que vai virar dinheiro para cobrir o rombo que o Estado brasileiro tira da mão dos municípios. Não vai ter nenhum resultado.
Videversus – Quer dizer que as expectativas de mudança são escassas?
Jerônimo Goergen - Se nós continuarmos elegendo pessoas como eu citei aqui, a crise no Rio Grande do Sul não terá saída. O Brasil não tem gestão e não tem visão estratégica. Até pouco tempo nós ouvíamos dizer que éramos autossuficientes em petróleo, mas importamos 15% do diesel que nós consumimos. Ai o Lula e a Dilma criaram o biodiesel. As usinas cresceram, 5% de mistura, com ganho ambiental, com agregação de valores, e o governo hoje não sabe se quer manter o programa de biodiesel. Então, dinheiro investido foi jogado foram em coisas que não foram tocadas adiante. O Brasil acaba, por falta de planejamento, gastando mais e gastando mal. Ai entra a necessidade da gestão.
Videversus – Não é um paradoxo, que um Estado tão rico como o Rio Grande do Sul, viva em uma situação de tão grave crise?
Jerônimo Goergen - O Rio Grande do Sul é riquíssimo, está sentado, por exemplo, sobre uma grande Petrobras, que são as imensas reservas de carvão. E do carvão pode se produzir a gasolina, o óleo diesel, o querosene de aviação, o gás e mais 27 subprodutos para a indústria petroquímica. E tudo isso com um grau de pureza maior do que o apurado no refino do petróleo. Mas, eu prefiro que não mexam nisso, se não tiver uma estratégia definida para tratar desse tema. Se for para mexerem mal no que pode ser nossa redenção, então que deixem como está. O Brasil hoje é comandado desta forma. No Rio Grande do Sul o governo liderou alguma discussão em relação ao tema do carvão? Nunca. Nós temos muita coisa para fazer. Somos um Estado que se diz rico, mas tem 80 municípios sem ligação por asfalto. Ninguém segura o Brasil, no entanto a forma como nós conduzimos a vida do País sai muito caro. Poderíamos alcançar nossos objetivos muito mais rápido, gastando menos, se tivéssemos planejamento. Na política nacional, na reforma que vai acontecer ou não, precisamos retomar o idealismo.
Videversus – Para isso, não seria necessário devolver auto-estima aos brasileiros?
Jerônimo Goergen - O Brasil perdeu, ou talvez nunca teve, uma autoestima, pelo perfil da nossa colonização. O Brasil precisa se enxergar como gente grande, como gente de futuro, ter um pouco mais de orgulho daquilo que nós podemos construir e isto vai gerar uma indignação com os erros dos políticos, dos juízes, dos jornalistas, de todos nós. E é esta indignação, que a Argentina demonstra ter, e que nós, pelo efeito econômico, não temos neste momento, que vai transformando o País em uma sociedade submissa, onde projetos políticos, projetos eleitoreiros, projetos ideológicos, ganham espaço, se alimentam da coisa publica que é paga pelo próprio cidadão.