quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Petrobras poderá fazer nova licitação para sondas

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, disse nesta quinta-feira que a empresa poderá convocar uma nova licitação para a fabricação de cinco sondas de perfuração. Isso acontecerá se a Petrobras não ficar satisfeita com a proposta que a empresa Ocean Rig, contratada para o serviço no início do ano, deveria ter apresentado hoje, prazo final estipulado pela petroleira. "O prazo vence hoje, não sei a empresa já entregou. A alternativa, se a proposta não agradar, vai ser uma nova licitação. Como ela vai ser e quando ela vai acontecer, não tenho ainda este dado. Esse assunto não vai se resolver à meia-noite de hoje", afirmou o executivo. Para Formigli, a proposta da Ocean Rig deverá ser "bem estruturada". "Certamente não deverá ser uma proposta simplória", afirmou. O diretor de Engenharia da Petrobras, José Antônio Figueiredo, revelou quarta-feira que a proposta da Ocean Rig será a de construir as sondas em parceria com a OSX, do empresário Eike Batista. Diante da demora da Ocean Rig em entregar a proposta para as cinco sondas, a presidente da Petrobras, Graça Foster, enviou recado ao setor de construção naval: "Só é possível atingir a curva de produção de petróleo se os estaleiros cumprirem com precisão o que foi assinado. Cada dia de sol ou de chuva é importante para que a gente consiga produzir o óleo necessário à continuidade da nossa empresa. Não pode atrasar", afirmou. A executiva apresentou os projetos de contratação de plataformas e sondas da estatal de 2012 a 2020, enfatizando que o seu trabalho é de continuidade dos projetos iniciados na gestão anterior. A presidente da Petrobras ressaltou que para alcançar a meta de produção de 4,2 milhões por dia de barris de petróleo e gás natural em 2020 será necessário contar com 38 unidades de produção. Estão previstas 50 novas sondas de perfuração.

Serra usa denúncia contra Russomanno em seu site pela primeira vez

A campanha do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, reproduziu em seu site oficial uma reportagem que acusa o líder nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), de pagar uma funcionária de sua produtora com dinheiro público. É a primeira vez que o candidato tucano usa uma denúncia em sua página na internet para atingir o candidato do PRB. O texto no site de Serra cita informações publicadas na última edição da revista Época, que aponta que Russomanno pagou uma indenização de R$ 205 mil a Fabiane Ensinas Brejan para encerrar um processo trabalhista contra Russomanno. A reportagem afirma que a funcionária recebeu salário pelo gabinete de Russomanno na Câmara dos Deputados entre setembro e dezembro de 2010, mas que trabalhava para a família do candidato e para serviços eleitorais. Na reportagem, Fabiane alega que doze funcionários da família de Russomanno também recebiam pela Câmara. Seu salário no gabinete era de R$ 3.141,62. A revista diz ainda que Fabiane sofreu assédio moral quando trabalhou para Russomanno. "Consta dos autos que Russomannno a ofendia, aos gritos, chamando-a de 'burra' e de 'anta'", diz o texto.

Juiz norte-americano nega pedido para tirar do ar filme de Maomé

O juiz norte-americano Luis Lavin negou nesta quinta-feira pedido de uma atriz para retirar o videoclipe de 14 minutos do filme "A Inocência dos Muçulmanos" do ar. O YouTube, divisão do Google, não vai ser obrigado a deixar de exibir o filme, que teria levado a violentos protestos em mais de 20 países, nos quais mais de 30 morreram. Entre os 30 vítimas fatais dos protestos contra o filme, está o embaixador norte-americano na Líbia, Christopher Stevens, de 52 anos, morto no ataque de um multidão armada de terroristas da Al Qaeda ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi na noite de 11 de setembro. O pedido foi feito pela atriz norte-americana Cindy Lee Garcia, que participou do filme e na quarta-feira entrou com uma ação judicial contra o possível produtor, Nakoula Basseley Nakoula, que vive nos Estados Unidos. Ela afirma estar recebendo ameaças de morte por causa do filme e diz que Nakoula a enganou sobre o conteúdo do enredo antes da produção. O juiz do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles rechaçou o pedido da atriz ao dizer que a terceira parte envolvida na questão, Nakoula, não recebeu uma cópia do pedido feito por ela. O juiz também citou uma lei federal americana que protege uma terceira parte em um pedido judicial. No filme, Maomé é retratado como mulherengo, falso e molestador de crianças. Só a representação do rosto de Maomé, para os muçulmanos, já é considerada uma blasfêmia.

Relator condena 12 e diz que parlamentares agiram como 'mercadoria'

O relator do ação penal do Mensalão do PT, ministro Joaquim Barbosa, reforçou nesta quinta-feira a existência da compra de apoio na Câmara dos Deputados, e disse que parlamentares agiram como "mercadoria" em troca dos benefícios pagos pelo PT. Barbosa concluiu seu voto, iniciado na segunda-feira, anunciando a condenação de 12 réus, acusados de terem participado e se beneficiado do esquema, entre eles o denunciante do Mensalão do PT, o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A análise da participação da cúpula petista, acusada de corrupção ativa, foi adiada para daqui duas semanas. O relator citou depoimento da presidente Dilma Rousseff, no qual ela disse "ter ficado surpresa com a rapidez que foi aprovada na Câmara dos Deputados o marco do setor energético". "Pode-se assim avaliar a dimensão das atribuições dos parlamentares, que funcionaram como verdadeira mercadoria em troca dos pagamentos milionários", disse Joaquim Barbosa ao concluir o voto. Barbosa reforçou que parlamentares condicionaram seu apoio ao governo mediante o pagamento de "vultosas quantias" pelo PT, rebatendo a tese da defesa dos réus de que os valores apontados na denúncia seriam para pagamento de dívidas de campanha ou caixa dois eleitoral. "As provas conduzem que os parlamentares acusados, valendo de suas funções... condicionaram seu apoio e o de suas bancadas ao recebimento de recursos para si e para seus partidos", disse o relator. "Partidos políticos não são vocacionados ao repasse de somas, de grande somas de dinheiro de um para o outro. Eles competem entre si. Teria que ser muito ingênuo para se acreditar nesta alegação", disse. Foram condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha os ex-deputados, pelo PP, Pedro Corrêa e Pedro Henry, e o assessor João Cláudio Genu; o ex-deputado pelo PL, atual PR, Valdemar Costa Neto, e o então tesoureiro do partido, Jacinto Lamas; e os então deputados pelo PTB, Roberto Jefferson e Romeu Queiroz, e o primeiro secretário do partido, Emerson Palmieri. Os deputado Bispo Rodrigues, do então PL, e José Borba, do PMDB, foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Barbosa condenou, ainda, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg, donos da corretora Bônus Banval, usada no esquema. O relator absolveu o réu Antonio Lamas.

Estados Unidos manda carta de alerta ao governo do Brasil contra elevações de tarifas

O governo americano alertou o Itamaraty que a elevação de tarifas de importação ameaça a cooperação entre os dois países no campo comercial. Em carta enviada ao chanceler Antonio Patriota pela Casa Branca, o governo americano apela para que o Brasil reduza as medidas consideradas pelos americanos como protecionistas. A carta é datada de 19 de setembro e assinada pelo representante de Comércio do governo Barack Obama, Ron Kirk. “No que se refere à cooperação bilateral, estou preocupado que elevações de tarifas repetidamente e cada vez mais focadas nos Estados Unidos irão afetar a percepção sobre nossa cooperação mútua para facilitar o comércio em produtos industriais”, diz o comunicado. Há duas semanas, o Brasil anunciou a elevação de impostos de importação para cem linhas tarifárias. O governo americano chega a insinuar que, se a política protecionista continuar, outros países adotarão barreiras contra as exportações nacionais.

Vem aí os aloprados do Lula? PT decide que campanha de Haddad será mais agressiva.

Com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa eleitoral de Fernando Haddad (PT) adotará tom mais agressivo na reta final da campanha eleitoral, com ataques a José Serra (PSDB) e investidas contra a imagem do líder das pesquisas, Celso Russomanno (PRB). Sob pressão dos petistas, a propaganda de Haddad será mais politizada, especialmente nas inserções, comerciais veiculados ao longo da programação das emissoras. A nova estratégia de comunicação foi desenhada na quarta-feira durante reunião com Lula e Haddad. E incluirá respostas mais contundentes ao PSDB, que usa o julgamento do Mensalão do PT em rádio e TV. Na quarta-feira mesmo o comando da campanha submeteu a testes alguns temas para explorar contra Serra. O cardápio variava da política de privatizações do PSDB ao Mensalão mineiro, passando pelo ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Vieira de Souza, apelidado de "Paulo Preto", que teria arrecadado recursos para a campanha do tucano à Presidência, em 2010. Quanto a Russomanno, a intenção da campanha do PT é minar a confiança do eleitorado, até mesmo em seu potencial político para administrar uma cidade com a magnitude de São Paulo. Ficou acertada ainda uma mudança na linguagem do programa, com o candidato falando mais diretamente com o eleitor. A propaganda de Haddad foi alvo de críticas durante reunião da coordenação da campanha. Também na avaliação da cúpula do PT não condiz com o partido a exibição de programa totalmente alheio ao bombardeio político da campanha. O próprio Haddad vinha pontuando suas queixas ao programa, por não expressar seu estilo pessoal em rádio e TV. Passada a apresentação do candidato e de seus apoiadores, defendeu Haddad, agora é o momento de mostrar por que seria melhor opção que os adversários. Além de propor mudanças no programa, Haddad terá a tarefa de administrar disputa interna pela condução política da campanha e evitar que a briga por poder contamine seu desempenho. No debate da segunda-feira passada, a presença de só dois parlamentares do PT na platéia foi interpretada como sinal de descontentamento.

PT organiza nota de partidos em apoio ao chefe Lula sem os aliados mensaleiros

O PT organizou a divulgação de uma nota oficial, com a cumplicidade de partidos da base de apoio ao seu governo, de Dilma Rousseff, para fazer a defesa de Lula, apontado por Marcos Valério como o grande chefe do Mensalão, que fazia reuniões nos Palácios do Planalto e da Alvorada. Obviamente, o PTB mensaleiro, o PR mensaleiro e o PP mensaleiro não foram convidados pelo PT pai do Mensalão para assinar a nota, divulgada nesta quinta-feira, que é a seguinte: "O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação. As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova. O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados. Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos. Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula. A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo. Rui Falcão, PT; Eduardo Campos, PSB; Valdir Raupp, PMDB; Renato Rabelo, PCdoB; Carlos Lupi, PDT; Marcos Pereira, PRB". Comento - Isso é uma monumental farsa. Para que fosse verdadeiro, exigiria que Lula desse um tiro no peito, como Getúlio Vargas, figura a quem o PT está tentando igualar Lula. Só para começar, o "mar de lama" existiu, sim, no governo de Getúlio Vargas, que acabou devido à liberdade de ação de seu guarda-costas, Gregório Fortunato. Agora, no governo Lula, o "mar de lama" de Getúlio Vargas foi suplantado em muitas vezes.

Marco Aurélio "Top Top" Garcia apela para Paraguai evitar “instrumentalizar” brasileiros para fim da suspensão do país do Mercosul

O assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio "Top Top" Garcia, apelou nesta quinta-feira para que o governo do Paraguai evite “instrumentalizar” os brasiguaios para obter o fim da suspensão do país no Mercosul e na União de Nações Sul-Americanas (Unasul). "Não gostaríamos que cidadãos brasileiros ou de dupla nacionalidade fossem instrumentalizados em função de política nacional”, disse o assessor especial, ao ser perguntado sobre como refletiu no governo o encontro do presidente paraguaio, Federico Franco, com os brasiguaios. Na terça-feira, ao reunir-se com os brasileiros, Franco recomendou que eles enviem mensagens aos parentes no Brasil informando que terão os direitos garantidos e preservados. Nos últimos anos, os brasiguaios se queixam de discriminação e perseguição pelos paraguaios. Franco aproveitou ainda para pedir à presidenta Dilma Rousseff para “ouvir” os “compatriotas”.

Governo anuncia no início de outubro pacote de medidas para portos e aeroportos

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, informou nesta quinta-feira que o pacote de medidas de privatização do governo petista de Dilma Rousseff para portos e aeroportos deve ser divulgado no começo de outubro, e não no final deste mês, porque “o modelo de concessão ainda não está definido”. Falta o governo concluir o processo de análise e tomar a decisão, disse ele, durante sessão especial do Fórum Nacional, promovida pelo Instituto Nacional de Altos Estudos, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. De acordo com Figueiredo, a concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim está entre as medidas a serem anunciadas. Ele ressaltou, porém, que o pacote é mais amplo que a privatização do Galeão: "Não é só isso. Essa é uma das ações".

Ministro Joaquim Barbosa condena réus do PTB por lavagem de dinheiro no processo do Mensalão do PT

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT, no Supremo Tribunal Federal, condenou por lavagem de dinheiro dois réus ligados ao PTB: os ex-deputados Roberto Jefferson e Romeu Queiroz. O relator entendeu que ambos dissimularam o recebimento de quantias milionárias por meio da SMP&B e do Banco Rural, o chamado “valerioduto”. Segundo Joaquim Barbosa, o esquema começou quando a presidência do PTB ainda era exercida por José Carlos Martinez, que já morreu, e prosseguiu quando Roberto Jefferson assumiu o posto. Os réus confirmam o recebimento das quantias, mas alegam que os valores eram frutos de um acordo com o PT para a quitação de dívidas de campanha. Joaquim Barbosa lembrou que Marcos Valério entregou pessoalmente a Roberto Jefferson R$ 4 milhões em espécie. Devido à opção de não proclamar seus votos no sexto capítulo, Joaquim Barbosa provocou dúvidas sobre a situação do ex-tesoureiro Emerson Palmieri. De acordo com o relator, ele participou ativamente das transações financeiras com o Banco Rural e com o grupo de Marcos Valério, mas não ficou comprovada sua "atuação relevante" na distribuição do dinheiro ao PTB. No final de seu voto, Joaquim Barbosa fez uma proclamação parcial dizendo que Palmieri era inocente de certa operação de lavagem de dinheiro, mas como o ex-tesoureiro foi denunciado dez vezes pelo crime, não ficou claro se a absolvição era para uma operação ou para todas.

Emprego com carteira assinada cai pela metade em agosto

A geração de empregos formais caiu quase pela metade entre agosto de 2011 e de 2012 e atingiu o nível mais baixo desde 2003, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quinta-feira. Em agosto deste ano, foram criados 100,9 mil postos no mercado de trabalho, diferentemente dos 190,4 mil em 2011. Em 2003, o balanço de agosto chegou a 79,7 milhões. O saldo atual é o resultado de 1,8 milhões admissões e 1,7 milhões demissões. De acordo com o secretário substituto de Políticas Públicas do ministério, Rodolfo Torelly, o resultado foi uma "surpresa", mas não chega a ser motivo de alarde , considerando o contexto da crise econômica mundial. Segundo ele, a queda pode ser atribuída ao comportamento instável e menos previsível do mercado em relação aos meses anteriores. "Quase todos os setores tiveram perda de dinamismo e geraram menos emprego que o normal ", disse. Para Torelly, setembro deverá demonstrar mais precisamente como ficará a evolução do emprego em 2012. O Ministério do Trabalho prevê que o próximo mês apresente índice maior que o de agosto, mas abaixo do de setembro do ano passado. A agricultura foi o setor que teve o pior índice de agosto, com saldo negativo de 16,6 mil postos, devido à perda de postos, em lavouras de café em Minas Gerais e no Espírito Santo. Em contrapartida, serviços foi o setor com melhor desempenho, com a geração de 54,3 mil empregos, seguido pelo comércio (31,3 mil) e pela indústria de transformação (16,4 mil). Os destaques foram os serviços em ensino, alimentação e na área médico-hospitalar.

Joaquim Barbosa condena ex-deputado do PMDB por corrupção ativa e lavagem de dinheiro

O ministro Joaquim Barbosa, relator do prcesso no Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, condenou nesta quinta-feira o ex-deputado federal José Borba, único réu filiado ao PMDB na época dos fatos, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo Joaquim Barbosa, o ex-parlamentar recebeu dinheiro em troca de fidelidade política ao governo do ex-presidente Lula, para apoio de projetos como os de reforma da Previdência e tributária, por exemplo. “Considero claro o interesse do PT em efetuar os pagamentos listados por Marcos Valério ao deputado José Borba na semana que justamente antecedeu a votação da reforma tributária”, disse Joaquim Barbosa durante seu voto. Ele citou parte do depoimento de Roberto Bertoldo, assessor do então deputado, em que diz que Borba liderava 57 deputados. “Não vejo como divorciar os pagamentos relacionados das atividades realizadas [no Congresso], razão pela qual considero materializado o delito de corrupção passiva em relação a esse réu”, disse o relator. Em relação ao crime de lavagem de dinheiro, o ministro disse que José Borba tinha consciência da origem ilícita do dinheiro e se valeu do sistema de lavagem de dinheiro montado pelos núcleos financeiro e publicitário.

Atraso na colheita da cana retarda produção de álcool e açúcar

O volume de chuvas maior que o normal no final do primeiro semestre do ano retardou a colheita da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do País, o que trouxe lentidão ao processamento do produto para a fabricação de álcool e de açúcar. A moagem da safra que, normalmente, termina em novembro, deverá prosseguir até o final da primeira quinzena de dezembro em pelo menos 33 usinas, informou nesta quinta-feira o presidente interino da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues. A entidade representa as empresas responsáveis por mais de 50% da produção nacional de cana e 60% de etanol. Novas projeções da Unica indicam que, até o dia 1º de setembro, foram processadas 307,60 milhões de toneladas, contra 339,51 milhões no mesmo período da safra passada. Com mais chuva no início da colheita, entre abril e junho, a produtividade por hectare apresentou melhor resultado, segundo Pádua. Em agosto, foram produzidas 76,6 toneladas de cana por hectare, contra 66,8 toneladas em igual mês do ano passado. O aproveitamento da cana para fabricação de álcool e açúcar, no entanto, diminuiu em 3,28% por causa da baixa no teor de sacarose. Até o início de setembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada da matéria-prima totalizou 129,49 quilos, montante menor que o registrado no ano passado (132,56 quilos). A revisão na estimativa da safra atual mostra que a moagem irá crescer 1,87%, passando de 509 milhões para 518,5 milhões de toneladas de cana. A produção de açúcar deverá ficar 1,21% abaixo do estimado no começo da safra, porém será 4,46% superior à obtida no ano passado, totalizando 32,7 milhões de toneladas.

Serra se descola de Haddad, mostra Datafolha, e o pânico chega às hostes petistas; a ordem é partir para a baixaria, com o endosso de Lula

Do jornalista Reinaldo Azevedo - O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, pode se preparar. Vem chumbo grosso do petismo por aí. Lula, como tem sido regra desde que deixou a Presidência, está abraçado a seu rancor. Ele mandou a população de São Paulo votar em Fernando Haddad. O povo está resistindo. Então a ordem é partir para a baixaria contra o adversário do PSDB. Segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira, o petista oscilou dois pontos para baixo em uma semana e tem agora 15% das intenções de voto. Serra oscilou um para cima e foi a 21%. Celso Russomanno, do PRB, passou de 32% para 35%. Desta vez, o instituto entrevistou um maior número de pessoas — 1.802 —, e a margem de erro é dois pontos para mais ou para menos, não de três. Assim, Haddad não está mais tecnicamente empatado com Serra. Se o segundo turno fosse hoje, o petista estaria fora do jogo. Bateu o desespero na campanha petista, e eles começaram a brigar. Há descontentamento com a campanha. Referindo-se ao porra-louca Marat, um dos jacobinos extremistas da Revolução Francesa, que adorava ver cortar cabeças, um contemporâneo moderado seu cravou uma frase: “Dêem um copo de sangue a este canibal que ele está com sede”. Os petistas, Lula especialmente, estão com sede e deram a ordem: é para partir pra cima de Serra e para tentar desconstruir também Russomanno — nesse caso, no entanto, com mais moderação. O PT tem medo do “bispo” Edir Macedo e da Rede Record. O alvo preferencial será mesmo Serra. Já volto ao assunto. Os petistas nunca ficaram fora do segundo turno na cidade em São Paulo desde que a eleição é disputada em duas etapas. Ainda falta muito tempo. Uma coisa, no entanto, é fato: Haddad corre o risco de ter o mais baixo desempenho da história do PT na cidade desde que foi restituída a eleição direta nas capitais. Em 1985, Jânio Quadros se elegeu com 39,3%, Fernando Henrique Cardoso ficou com 35,3%, e Eduardo Suplicy obteve 20,7%. Em 1988, Luíza Erundina foi eleita com 33% (não havia segundo turno). Em 1992, a esta altura do campeonato, Suplicy, que concorreu outra vez (perdeu para Maluf), tinha 24%. Em 1996, pouco mais de uma semana antes do pleito, Erundina aparecia com 21% (deu Celso Pitta). Em 2000, Marta Suplicy se elegeu no segundo turno e tinha, em 15 de setembro, 32%. Em 2004, contra Serra (eleito), ela aparecia com 33% no dia 11 de setembro. Em 2008, no dia 13 de setembro, a 17 dias do primeiro turno, Marta (de novo!) tinha 37% das intenções de voto. Kassab, que se elegeu, estavam com os mesmos 21% que Serra exibe agora. Escrevendo o parágrafo acima, ocorre-me uma coisa. Quantos analistas “isentos” vocês já leram a sustentar que o PSDB não se renova, que apresenta sempre os mesmos candidatos e coisa e tal? Com o PT seria diferente… Pois é: desde 1985, apenas quatro petistas disputaram oito eleições na capital: Suplicy (2); Erundina (2), Marta (3) e Haddad (1). Em 1985, Fernando Henrique Cardoso disputou pelo PMDB. Três tucanos disputaram sete eleições: Fábio Feldman (1), Serra (4) e Alckmin (2). Neste 2012, Lula, sob o aplauso entusiasmado de alguns analistas isentos como um táxi, decidiu inovar. Eis aí… Calma lá! Não! Não faço como os petralhas, que soltam rojão na véspera. Até porque esses 35% de Russomanno — que, hoje, venceria Serra e Haddad no segundo turno, segundo o Datafolha, por, respectivamente, 57% a 31% e 55% a 30% — não é dessas coisas que peçam comemoração. Mas dá para tirar uma conclusão ao menos: Haddad era, com efeito, um notório desconhecido da população paulistana. Para que se tornasse popular, teve de se escorar em duas mulheres, digamos, “fortes”, de personalidade marcante e caráter opiniático (Dilma e Marta), e, claro!, em Lula. Parece que o eleitorado não se convenceu até agora de que ele consegue caminhar pelas próprias pernas. Vem jogo pesado por aí. O PT já vazou para a imprensa que vai retomar a sua ladainha de sempre contra “as privatizações”. Como se Dilma não tivesse aderido ao programa… É bem possível que tente pegar carona nas sujeiras armadas por delinquentes em 2010, que motivaram a abertura de um inquérito pela Polícia Federal. Vai funcionar? Não sei! Os petistas estão bravos porque o tema do mensalão foi parar na campanha, como se houvesse nisso algum crime. É a estratégia do desespero. Em 2006, o PT tentou armar contra Serra o dossiê dos aloprados. Em 2010, o sigilo fiscal de pessoas de sua família foi quebrado por bandidos. Tratava-se de outra conspiração criminosa. Não fará mal nenhum aos tucanos lembrar, no ar, as vezes em que o partido tentou vencer no berro. É bom refrescar a memória do eleitor, por exemplo, com aquela montanha de dinheiro apreendida pela Polícia Federal… Preparam-se! O PT, que soube lavar como ninguém a reputação de figuras notórias da política como José Sarney e Fernando Collor, quer enlamear a do candidato do PSDB. Quando se é petista, isso faz todo sentido. Afinal de contas, por vários motivos, Lula está mesmo mais próximo de Sarney e Collor do que de Serra.

Lula em seu labirinto – PT vai à Justiça, na Paraíba, contra decisão tomada por Lula! É sério!

Como é mesmo? Os deuses primeiro tiram o juízo daqueles a quem querem destruir. Leiam esta nota deliciosa, de Lauro Jardim, na coluna “Radar”: Veja como as coisas andam mesmo mudadas para Lula e o PT. Na segunda-feira, Lula foi a estrela do programa de TV de Daniella Ribeiro (PP), a irmã do ministro Aguinaldo Ribeiro, que é candidata em Campina Grande (PB). O apoio de Lula à irmã de um ministro de Dilma Rousseff seria algo normal, não fosse por um detalhe: o próprio PT tem candidato à prefeitura na cidade e é, portanto, adversário da “candidata do Lula”. Como não poderia ser diferente, a aparição do “deus” petista no horário eleitoral da candidatura adversária fez o PT de Campina Grande pedir (e conseguir) a proibição da propaganda na Justiça Eleitoral. Que fase, Lula! O PT é uma máquina gigantesca de assalto — no sentido da “tomada” — ao estado, sob o comando inequívoco de Lula. Dentro dessa estrutura, ele atua como um autocrata: faz e desfaz, manda e desmanda, bota pra quebrar. No Maranhão, por exemplo, pôs o partido a serviço de Sarney, e quem reagiu foi afastado do comando. Em São Paulo, deu uma cotovelada em Marta Suplicy e nomeou Haddad, o Bell’Antonio, candidato à Prefeitura. E assim vai… Às vezes, acontece isso que se vê: o PT recorrendo à Justiça para tirar do ar um depoimento que Lula gravou espontaneamente.

Na TV, Serra explora mais uma vez escândalo do Mensalão do PT

Empatado tecnicamente com o petista Fernando Haddad na corrida pela prefeitura de São Paulo, o candidato do PSDB, José Serra, reforçou no programa do horário eleitoral gratuito na TV o julgamento do escândalo conhecido como Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal e a defesa pela ética na política. Ao mencionar as denúncias divulgadas pela revista Veja, como já tinha feito no horário eleitoral gratuito da última segunda-feira, o tucano afirmou em seu programa que as "negociatas" envolvendo o maior escândalo do governo do ex-presidente Lula aconteciam "dentro do Palácio do Planalto" e que é preciso rechaçar a prática "do submundo" da política. Em quase um minuto de discurso, Serra ressaltou que "a imprensa está fazendo novas revelações, e elas dão conta de que as negociatas eram feitas dentro do Palácio do Planalto" e que o "volume de dinheiro" em negociação era "muito maior" do que o imaginado. "O governo atuava no submundo buscando vantagens, subornando políticos, influindo em eleições e no Congresso", acusou. "É preciso dizer não. Não a esse tipo de atuação política, que não tem ética nem tem limite. Nós precisamos dizer claramente que não aceitamos esse tipo de comportamento. A Justiça está fazendo a parte dela. Nós devemos fazer a nossa", enfatizou o candidato no final de seu programa.

Diretor de jornalismo é o novo chefão da Globo

Acabou a bolsa de apostas sobre quem ocuparia a direção-geral da TV Globo, no lugar de Octávio Florisbal. A emissora distribuiu comunicado para anunciar que o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, empossará o atual titular da Diretoria de Jornalismo e Esportes da TV Globo, Carlos Henrique Schroder. No lugar de Schroder, ficará Ali Kamel, hoje seu subordinado direto. Florisbal passará a integrar o Conselho Administrativo das Organizações Globo, que sofrerá reformulação e terá seus membros definidos pela assembléia dos acionistas. A reforma inclui ainda a ampliação da área hoje sob o comando de Willy Haas, o homem do comercial, que passará a acumular a Direção de Negócios e de Comercialização da TV Globo, “com o propósito de apoiar o desenvolvimento do modelo brasileiro de publicidade”, informa o comunicado da Globo. “Willy levará sua competência de negócios para as diversas áreas da empresa e substituirá Schroder em suas ausências.” Ao colar Haas no trabalho do novo diretor-geral, um profissional oriundo do jornalismo e não da publicidade, Roberto Irineu sana a única ressalva que os acionistas tinham ainda em relação ao nome de Schroder: diplomático e com ampla visão da televisão como negócio e meio de informação, ele é o nome ideal para o cargo, mas não tem o mérito maior de Florisbal, que é a proximidade com o mercado de publicitários e anunciantes.

Vídeo com ameaça de ACM Neto a Lula é vetado por juiz

A coordenação de campanha do deputado ACM Neto (DEM) à prefeitura de Salvador conseguiu na Justiça a retirada, da propaganda eleitoral do petista Nelson Pelegrino, do vídeo e do áudio de trecho de um discurso que ACM Neto fez em 2005, na Câmara, no qual dizia que daria "uma surra no presidente da República". As imagens vinham sendo usadas pela campanha do petista Nelson Pelegrino desde a semana passada e a fala de ACM Neto foi citada pelo ex-presidente Lula em comício realizado na capital baiana, na sexta-feira. No palanque, Lula disse que "se esse cidadão (Neto) teve a coragem de dizer que queria bater no presidente, imagine o que ele não vai fazer com um camelô de Salvador". Na liminar, o juiz eleitoral Paulo Casali Bahia alega "desvirtuamento do contexto" do trecho exibido na campanha petista, para "transmitir ao eleitorado a idéia de que o impetrante seria capaz de praticar atos de agressão contra qualquer pessoa, sem qualquer justificativa ou fundamento". vídeo e do áudio de trecho de um discurso que ACM Neto fez em 2005, na Câmara, no qual dizia que daria "uma surra no presidente da República". As imagens vinham sendo usadas pela campanha do petista Nelson Pelegrino desde a semana passada e a fala de ACM Neto foi citada pelo ex-presidente Lula em comício realizado na capital baiana, na sexta-feira. No palanque, Lula disse que "se esse cidadão (Neto) teve a coragem de dizer que queria bater no presidente, imagine o que ele não vai fazer com um camelô de Salvador". Na liminar, o juiz eleitoral Paulo Casali Bahia alega "desvirtuamento do contexto" do trecho exibido na campanha petista, para "transmitir ao eleitorado a idéia de que o impetrante seria capaz de praticar atos de agressão contra qualquer pessoa, sem qualquer justificativa ou fundamento".

Queiroz Galvão diz ter maior interesse por leilão de pré-sal

A Queiroz Galvão Exploração e Produção, braço de petróleo da Queiroz Galvão, tem maior interesse pelo leilão de concessões de áreas de pré-sal, previsto para novembro de 2013, do que pela 11ª rodada, que deverá ofertar áreas convencionais, sendo a maioria em terra, disse na quarta-feira um dos diretores da empresa. "O pré-sal é o filé mignon brasileiro, com perspectivas de maiores descobertas e maior produtividade", disse Danilo Oliveira, diretor de produção da Queiroz Galvão Exploração e Produção, durante a Rio Oil & Gas. Oliveira disse que a 11ª rodada, que exclui o pré-sal, também atrai o apetite da empresa, mas ele avalia que este será um dos leilões mais disputados, em função da ausência de novas rodadas nos últimos quatro anos.

Serra chama campanha de Russomanno de "demagógica"

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, criticou as propostas do líder nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), e insinuou que seu adversário não está preparado para assumir a gestão da cidade. O tucano chamou sua campanha de "demagógica" e atacou principalmente seus planos para a área de saúde. "Não é gente que tem experiência, conhecimento para fazer algo positivo pela saúde. O risco é ter um colapso no sistema de saúde se as pessoas que forem cuidar não estiverem preparadas. Exige experiência e conhecimento. Vai muito além de uma campanha eleitoral demagógica", disse Serra, em entrevista após uma caminhada na Penha, zona leste da capital paulista. Com o objetivo de valorizar sua experiência como administrador, Serra tenta colar a Russomanno e Fernando Haddad (PT) a imagem de que as propostas de seus adversários são "mirabolantes".

Joaquim Barbosa diz que apenas o PL cooptou 23 deputados com o Mensalão do PT

O pagamento de mensalão a partidos da base financiou a compra do passe de deputados de outras legendas, inclusive da oposição. O relator do processo do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou que o repasse de recursos milionários pelo "partido do governo" ao PTB, PP e PL foi usado também para inflar a base de sustentação do governo Lula. O relator do processo afirmou que as bancadas do PTB e PL (atual PR) dobraram de tamanho no período em que receberam Mensalão do PT. Somente o PL, esmiuçou Joaquim Barbosa, cooptou 23 deputados no período. A bancada do PP cresceu 30%, conforme o relator, também no período em que os repasses eram feitos. Na segunda-feira, quando o tribunal começou a julgar os parlamentares beneficiados pelo mensalão, Joaquim Barbosa afirmou que o governo, por meio do PT, comprava os votos de deputados para garantir a aprovação de projetos de interesse do Executivo. E sepultou a tese encampada pelo ex-presidente Lula, pelo PT e pelos advogados dos réus de que o dinheiro serviu para o pagamento de despesas de campanha, gastos que configurariam a prática de caixa dois.

Candidato tucano do AM diz que Lula deveria se preocupar com mensalão

Poucas horas antes do comício da candidata do PCdoB à prefeitura de Manaus, senadora Vanessa Grazziotin, com a presença do ex-presidente Lula, o ex-senador Artur Virgílio Neto, que concorre pelo PSDB, disse que o petista deveria estar mais preocupado com o julgamento do Mensalão do PT que com as eleições municipais. "Me espanto muito que, neste momento do julgamento histórico do governo dele, ele esteja preocupado com a campanha. Começa a se desenhar um desastre para o governo dele no Supremo Tribunal Federal", afirmou Artur Virgílio. Em referência à reportagem da revista Veja segundo a qual o operador do Mensalão do PT, Marcos Valério, tem feito declarações que envolvem Lula no esquema, Artur Virgílio ironizou: "Para usar um termos deles, o Marcos Valério está socializando a responsabilidade". Em outra ironia, o tucano disse que será eleito prefeito e receberá Lula como convidado da prefeitura na capital amazonense. Questionado se entendia a participação do ex-presidente na campanha de Manaus como uma resposta aos embates que travou como líder do PSDB no Senado durante o governo Lula, Artur Virgílio disse esperar que não seja esta a motivação do petista. "Rancor não faz bem à saúde e eu orei muito pela saúde do ex-presidente Lula. Ele é sempre bem-vindo e, a partir de janeiro, toda vez que ele vier a Manaus será meu convidado oficial, convidado da prefeitura. Inclusive para assistir comigo aos jogos da Copa do Mundo, na tribuna de honra", brincou o tucano.

Roberto Jefferson diz que não deseja sofrimento nem a José Dirceu

O presidente nacional do PTB e deputado federal cassado, Roberto Jefferson, comprava remédios em uma farmácia no Rio de Janeiro enquanto o ministro-relator Joaquim Barbosa pedia sua condenação por corrupção passiva no plenário do Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira. Ele não acompanhou a leitura do voto. Voltou a dizer, no entanto, que não cometeu atos que caracterizem prática de corrupção. O denunciante do Mensalão do PT se mostrou solidário com os representantes do antigo PL (atual PR) que também tiveram suas condenações pedidas pelo ministro-relator. Disse que entendia o sofrimento pelo qual está passado até mesmo o deputado federal Valdemar da Costa Neto, presidente e líder da legenda na época do escândalo, com quem Roberto Jefferson protagonizou violentas trocas de acusação. "Não me regozijo. O sofrimento que estou passando imagino que é o mesmo que ele esteja vivendo. Ninguém gosta. Se eu não gosto para mim, não gosto para ninguém", afirmou o ex-parlamentar. "Nem para o Zé Dirceu", completou Jefferson, referindo-se ao ex-ministro da Casa Civil, apontado por ele como o mentor do esquema do Mensalão do PT.

Facebook tem 5,6 milhões de crianças em sua rede social

O Facebook tem um segredo, um número não revelado em seus volumosos documentos para tornar-se uma companhia de capital aberto, e agora apenas ligeiramente abordado por representantes da empresa. Estima-se que 5,6 milhões de clientes do Facebook, cerca de 3,5% de seus usuários norte-americanos, sejam crianças, as quais a companhia diz que estão banidas de participar da rede social. O Facebook e muitos outros sites proíbem pessoas abaixo de 13 anos por que o Ato de Proteção à Privacidade Online de Crianças (COPPA) exige que sites dêem tratamento especial para crianças com 12 anos ou menos. A lei busca evitar que análises obtenham informações pessoais de crianças ou utilizem os dados delas para fazer publicidade. Sites devem conseguir permissões dos pais antes de permitir que crianças entrem neles, e devem tomar medidas para proteger sua privacidade. O Facebook rejeita reconhecer que muitos de seus esforços para bloquear crianças não funcionam. A questão ganha relevância à medida que um regulador dos EUA, a Federal Trade Commission, finaliza as regras para restringir ainda mais companhias e sites cujo público-alvo são audiências infantis.

Russomanno se reúne com taxistas para pôr proposta "em pratos limpos"

Sem comunicar a imprensa, o candidato do PRB à refeitura de São Paulo, Celso Russomanno, reuniu-se na terça-feira com dirigentes do sindicato dos taxistas da capital para colocar em "pratos limpos" sua proposta de reduzir as tarifas de táxi. Sua sugestão, como classificou para os sindicalistas, consiste em baratear as viagens isentando do preço dos combustíveis os valores referentes ao ICMS. "Fiz questão de vir aqui para que a gente ponha as coisas em pratos limpos. Eu dei uma idéia, que é a de baixar o preço da gasolina e discutir com vocês a redução da tarifa proporcionalmente", explicou o candidato na reunião. Ele reclamou ter sido mal interpretado ao propor a idéia e disse que não faria a redução sem a consulta da categoria: "Como eu poderia impor alguma coisa de cima para baixo? Dizem que vou baixar a tarifa do táxi de cima para baixo, sem ouvir sindicato. Isso é um absurdo. Eu não faço as coisas assim". Russomanno considerou que a inversão do que ele fala na campanha ocorre porque lidera as pesquisas de intenção de voto. Para o candidato, tratam-se de "fofocas para desestruturar sua campanha".

Bombardeio de Israel mata dois terroristas do Hamas em Gaza

Israel matou na quarta-feira dois agentes palestinos de segurança na Faixa de Gaza, acusando-os de envolvimento no tráfico de armas e em ataques. Funcionários do grupo terrorista islâmico Hamas, que governa Gaza, disseram que um bombardeio aéreo atingiu um veículo depois do anoitecer na localidade de Rafah, matando dois funcionários que controlavam os túneis que dão acesso ao território egípcio. O Hamas inicialmente disse que havia três mortos, mas depois informou que foram duas vítimas fatais e um ferido em estado grave. Israel acusa o Hamas de usar os túneis sob a fronteira para contrabandear armas.

Lula faz primeira viagem internacional após ter tido câncer

Após participar de comício na noite de quarta-feira para a campanha de Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidata à prefeitura de Manaus, o ex-presidente Lula embarcou nesta quinta-feira para a Cidade do México, onde fará palestra no evento "México Século 21". Essa será a primeira viagem de Lula ao Exterior desde que descobriu um câncer na laringe, em 29 de outubro de 2011. A última viagem de Lula para o Exterior também foi ao México, em 25 de outubro do ano passado, quando recebeu o prêmio Amalia Solórzano. Segundo o Instituto Lula, o evento reunirá 10 mil estudantes universitários. Entre os conferencistas do encontro estarão o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair e o ex-técnico do Barcelona, Pepe Guardiola.

Mensaleiro petista José Genoíno diz que nunca jogou a toalha em sua vida

À espera de sua sentença, o ex-presidente do PT, José Genoino, ainda tem esperança de ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão petista. "Eu não joguei a toalha. Nunca joguei a toalha na minha vida", diz José Genoino, obrigado a parar de fumar depois do cateterismo feito na terça-feira, no Instituto do Coração (Incor). O exame das artérias coronárias foi considerado normal para a idade de Genoino, que tem 66 anos e é fumante há mais de 40. Mesmo assim, ele ainda terá de tomar medicamento para pressão alta por muito tempo. Os amigos do político, que foi um dos mais expressivos deputados federais do PT, e hoje é assessor do Ministério da Defesa, estão preocupados com o seu destino, mas ele garante que não entregou os pontos. "Sou inocente e não cometi nenhum crime. Fui só presidente do PT", afirma José Genoino. No processo do Mensalão do PT, a Procuradoria-Geral da República sustenta que o mensalão foi abastecido com R$ 55 milhões, que se somaram a R$ 74 milhões desviados da Visanet, fundo que tinha dinheiro público e era controlado pelo Banco do Brasil. Para a procuradoria, os empréstimos foram fajutos e Genoino virou réu por corrupção ativa e formação de quadrilha. "Eu nunca cuidei das finanças do PT e apresentei contraprova. Meu patrimônio é o mesmo há 30 anos. Confio na Justiça", afirma José Genoino. Para o ex-presidente do PT, a crise política que atingiu o governo Lula e dizimou a cúpula do partido, em 2005, foi como o Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 1968, que marcou o período mais duro da ditadura militar (1964-1985). Deputado por 24 anos, José Genoino não foi reeleito em 2010, mas é suplente. Pode entrar na vaga de João Paulo Cunha, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, caso seja absolvido pelo Supremo e o colega perca o mandato na Câmara. Hoje, porém, garante que só está preocupado com a saúde e com sua defesa.

Em Manaus, Lula ataca ex-senador Artur Virgílio

O candidato do PSDB à Prefeitura de Manaus, ex-senador Artur Virgílio, foi o alvo principal do raivoso e vingativo ex-presidente Lula em comício realizado na noite de quarta-feira, ao lado da senadora Vanessa Grazziotin, que concorre pelo PCdoB. Durante o ato na zona leste da capital amazonense, Lula lembrou os embates entre governo e oposição, quando ocupou a Presidência. No período, Arthur Virgílio foi o líder do PSDB e um dos maiores adversários do petista. "Nosso adversário é agressivo, daqui a pouco ele está falando em te bater em qualquer lugar", disse Lula. "Vocês sabem o quanto o meu governo e eu pessoalmente fui atacado e achincalhado. Em nenhum momento perdi a paciência. Sabia que não podia revidar as provocações grossas que recebi. Hoje eu compreendo por que o adversário da Vanessa um dia disse que ia me bater. Agora fico sabendo que ele já tinha batido em camelô aqui em Manaus". O ex-presidente se referia ao episódio de novembro de 2005, quando Virgílio, alegando que estava sendo vítima de ameaças, disse no plenário do Senado que "seria capaz de bater na cara" do então presidente caso algo acontecesse com a sua família. Em Manaus, Lula seguiu o mesmo modelo do discurso feito contra o candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, na sexta-feira passada. ACM Neto também chegou a ameaçar dar uma "surra" em Lula, em depoimento da tribuna da Câmara. O ex-presidente deixou claro que vencer o candidato tucano na capital amazonense será um prazer especial nestas eleições. "Vanessa, se você não fosse de um partido aliado, se eu nunca tivesse te visto e eu soubesse que teu principal adversário é quem é eu viria aqui te apoiar para derrotá-lo", disse Lula à candidata.

Padilha busca nos Estados Unidos investimentos para produção de medicamentos e vacinas no Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu se na quarta-feira com empresários norte-americanos no Conselho das Américas, em Washington, Estados Unidos, na tentativa de ampliar o complexo industrial brasileiro de medicamentos, equipamentos de saúde e vacinas. Ele explicou que a lista de prioridades do governo brasileiro inclui medicamentos biotecnológicos (fabricados com material de origem biológica) para o combate ao câncer, além de vacinas contra a dengue e contra o papiloma vírus humano (HPV), responsável por grande parte dos casos de câncer de colo do útero. Padilha lembrou que, na última segunda-feira, a presidenta Dilma Rousseff sancionou uma medida provisória que incentiva processos de transferência de tecnologia entre empresas privadas e laboratórios públicos. “Isso estimula a produção de medicamentos e vacinas no nosso país. Vamos mostrar ao conselho como funciona esse mecanismo. Nosso objetivo é trazer essa produção para o Brasil, garantir preços mais baratos e ampliar o acesso”, ressaltou o ministro. Na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Padilha apresentou detalhes do relatório da ONU que apontou avanços em políticas públicas brasileiras para a redução da mortalidade infantil. O documento destaca que o Brasil já alcançou os índices definidos pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB) em relação à mortalidade de crianças menores de 5 anos. Em 2011, a taxa no país era 16/1.000, uma queda de 73% em relação a 1990. “Não apenas atingimos, como superamos a meta de 2015. E apresentamos, em Washington, as ações que levaram a isso”, disse Padilha. Ele destacou ainda estratégias brasileiras como a decisão de introduzir no calendário vacinal imunizações contra a diarréia, a pneumonia e a meningite e a abertura de 1.200 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal dentro do Programa Rede Cegonha.

Em Manaus, Lula ataca ex-senador Artur Virgílio

O candidato do PSDB à Prefeitura de Manaus, ex-senador Artur Virgílio, foi o alvo principal do raivoso e vingativo ex-presidente Lula em comício realizado na noite de quarta-feira, ao lado da senadora Vanessa Grazziotin, que concorre pelo PCdoB. Durante o ato na zona leste da capital amazonense, Lula lembrou os embates entre governo e oposição, quando ocupou a Presidência. No período, Arthur Virgílio foi o líder do PSDB e um dos maiores adversários do petista. "Nosso adversário é agressivo, daqui a pouco ele está falando em te bater em qualquer lugar", disse Lula. "Vocês sabem o quanto o meu governo e eu pessoalmente fui atacado e achincalhado. Em nenhum momento perdi a paciência. Sabia que não podia revidar as provocações grossas que recebi. Hoje eu compreendo por que o adversário da Vanessa um dia disse que ia me bater. Agora fico sabendo que ele já tinha batido em camelô aqui em Manaus". O ex-presidente se referia ao episódio de novembro de 2005, quando Virgílio, alegando que estava sendo vítima de ameaças, disse no plenário do Senado que "seria capaz de bater na cara" do então presidente caso algo acontecesse com a sua família. Em Manaus, Lula seguiu o mesmo modelo do discurso feito contra o candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, na sexta-feira passada. ACM Neto também chegou a ameaçar dar uma "surra" em Lula, em depoimento da tribuna da Câmara. O ex-presidente deixou claro que vencer o candidato tucano na capital amazonense será um prazer especial nestas eleições. "Vanessa, se você não fosse de um partido aliado, se eu nunca tivesse te visto e eu soubesse que teu principal adversário é quem é eu viria aqui te apoiar para derrotá-lo", disse Lula à candidata.

Petrobras quer encontrar parceiros com maior experiência em refino

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse na quarta-feira que a estatal procurará, nas próximas rodadas de negociação, sócios ou parceiros com maior experiência de refino, e citou como exemplo a Petróleos de Venezuela (PDVSA). “Lamento que ela ainda não esteja conosco”, acrescentou. A estatal venezuelana deverá ser sócia da Refinaria Abreu e Lima, a Refinaria do Nordeste (Rnest), que está sendo construída em Pernambuco. “Com certeza, temos despertado o interesse de sócios e parceiros, mas isso é absolutamente confidencial. Precisamos conhecer o outro lado interessado, para que possamos definir nosso portfólio de projetos para a próxima rodada de negócios, que é muito bem-vinda”, disse a presidenta da estatal, após participar de audiência na Câmara dos Deputados. Ela também anunciou aos deputados federais que a previsão de investimentos da Petrobras para este ano é R$ 87,5 bilhões. Graça Foster acrescentou que o pré-sal brasileiro tem apresentado “potencial acima do esperado” e que isso tem favorecido o cenário.

Presidente do Ipea diz que Brasil reduz desigualdades “de forma acelerada”

Influenciado por uma “pequena melhoria na educação” e pelo crescimento do emprego formal, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, avaliou na quarta-feira que o Brasil está reduzindo “de maneira brutal” a desigualdade social. Porém, as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres ainda são altas e requerem mais investimentos em educação e em empreendedorismo. “A desigualdade está caindo de uma forma acelerada nos últimos dez anos. A metade mais pobre da população está crescendo cinco vezes mais rápido em termos de renda que os 10% mais ricos”, afirmou o dirigente. Para Neri, a redução da desigualdade já está mudando o perfil da sociedade brasileira. “A base da distribuição está com uma taxa de crescimento completamente diferente em relação à média da população. Em certo sentido, isso faz com que o Brasil se torne um país normal”, completou. Segundo Neri, a educação, “que é muito ruim, mas que se tornou menos ruim”, é um dos motores da queda da desigualdade, assim como o avanço do mercado formal. De acordo com o economista, o Brasil gera 2 milhões de emprego por ano, fazendo com que a queda de diferença de renda entre a população seja “mais sustentada” do que se tivesse atrelada a programas sociais ou de concessão de crédito, que podem sofrer alterações conforme as mudanças políticas.

"Bandido bom é bandido morto", diz deputado reagindo a denúncias de violência envolvendo policiais

"Bandido bom é bandido morto". Assim o líder do PSDB na Assembleia Legislativa de Goiás, Túlio Isac, reagiu às críticas que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, Mauro Rubem (PT), fez na terça-feira à política de segurança pública do governador Marconi Perillo. "Deixa a polícia trabalhar, deputado", disse Isac durante sessão da Assembleia Legislativa. Da tribuna, ele defendeu o aumento do número de policiais e a criação de uma força de elite: "Carregue as armas e meta bala nos vagabundos que atormentam a vida dos trabalhadores". Minutos antes, também da tribuna, Mauro Rubem tinha classificado o governo do Estado de omisso em relação a possíveis desmandos policiais. Embora sem comentar especificamenteos casos, Isac defendeu os PMs goianos, dizendo que os bandidos não hesitam em reagir à ação policial e que, se a corporação não age com rigor, ninguém visita as famílias das vítimas dos criminosos, que permanecem à solta. "Hoje, o policial não pode sacar a arma. O policial só pode atirar se o bandido atirar primeiro e errar", disse Isac. Segundo ele, se bandidos houvessem sido "aniquilados", o radialista e comentarista esportivo Valério Luiz "ainda estaria vivo". Filho do comentarista esportivo Manoel de Oliveira, Luiz foi morto a tiros em julho deste ano. O crime ainda está sendo apurado. Na época, o pai do radialista chegou a dizer que perdeu o filho para o futebol. Dias depois, o então comandante de Missões Especiais da Polícia Militar, tenente-coronel Wellington Urzêda, foi afastado do caso após a mulher de Luiz ter questionado o fato de, até pouco antes do crime, o militar fazer parte da diretoria do Atlético Goianiense. A gestão dele tinha sido duramente criticada pelo radialista. Na semana passada, Urzêda foi afastado temporariamente do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Goiás e está sendo investigado por denúncias de envolvimento em um grupo acusado de responsável pelo desaparecimento de várias pessoas nos últimos 11 anos.

Comissão Nacional da Verdade vai investigar as atividades da Operação Condor

A Comissão Nacional da Verdade vai investigar as atividades da Operação Condor, aliança estabelecida formalmente, em 1975, entre as ditaduras militares do Brasil, da Argentina, do Chile, Paraguai, Uruguai e da Bolívia para vigiar e até eliminar opositores. A Comissão formalizou, na segunda-feira, a criação de um grupo de trabalho específico para tratar da questão. Com a criação do GT, a comissão poderá abordar alguns fatos controversos. Entre eles, as mortes dos ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek. Goulart.

Preferência da Eletrobras será fazer usinas com reservatórios, diz diretor da estatal

O diretor de Geração da Eletrobras, Valter Cardeal de Souza, defendeu na quarta-feira, no Rio de Janeiro, a volta da construção de usinas hidrelétricas com reservatórios no Brasil. Cardeal diz que a estratégia da Eletrobras é fazer usinas de fontes renováveis. “A preferência sempre será de usinas com reservatórios”. O diretor da Eletrobras disse que 88% da matriz elétrica nacional provêm de fontes que não emitem gases de efeito estufa. A energia hidrelétrica, de acordo com estudo da Agência Internacional de Energia, é a que menos emite. “São 6 quilos de gás carbônico por megawatt-hora. Depois, vem a eólica, com 13 quilos por MWh, chegando no carvão a quase uma tonelada”. O diretor da Eletrobras explicou que não se trata de briga entre usinas a fio d'água e com reservatório, mas “de uma forma inteligente de discutir como se faz”. Ele disse que o lago formado pelos reservatórios é uma fonte de vida. “O lago produz mais alimentos que o rio. Obviamente, ele avança um pouco na bacia de acumulação e alaga algumas terras adicionais, mas, nesse lago, a aquicultura é uma realidade internacional. Podemos produzir proteína para o mundo todo”. Cardeal disse que a Usina de Tucuruí (PA) produz proteína que é levada para o Peru e, depois, para o Japão: “Produz mais peixe que o próprio rio”. Cardeal disse que a Eletrobras está estudando todos os rios: “Estamos estudando mais de 40 mil MW”. O diretor, entretanto, não quis citar quais os rios a estatal está avaliando.

Para ministro relator, Roberto Jefferson também era mensaleiro

Denunciante do maior escândalo político do governo Lula, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi colocado na quarta-feira no mesmo patamar dos mensaleiros e condenado pelo relator, Joaquim Barbosa, por corrupção passiva. Embora tenha delatado o esquema corruptor do Mensalão do PT, o deputado cassado nunca admitiu ter se valido do esquema de compra de votos de deputados. Apesar de ter recebido 4 milhões de reais diretamente das mãos do publicitário Marcos Valério, Roberto Jefferson afirmou que o montante não era propina, e sim recursos acertados com o PT nas eleições municipais de 2004. Para Joaquim Barbosa, no entanto, Roberto Jefferson é tão mensaleiro quanto os políticos do extinto PL (atual PR) e do PP, todos já condenados pelo relator em seu voto. “A partir de dezembro de 2003, o próprio Roberto Jefferson aceitou receber recursos pagos pelo PT para conduzir o apoio de seus correligionários em projetos de interesse do governo”, disse o ministro. Em voto, deixou claro: assim como os demais partidos, o PTB acertou sua participação no esquema criminoso em troca de propina. “Os repasses e as promessas de pagamento feito pelo PT exerceram forte influência sobre a fidelidade dos deputados do PTB, tendo em vista a importância das somas envolvidas e o consequente desejo de receber o dinheiro em troca de apoio político”, disse o ministro. A “soma elevadíssima” (foi acertado repasse total de 20 milhões de reais, embora nem tudo tenha sido pago) acarretou, conforme explicou Joaquim Barbosa, no crescimento exponencial de deputados filiados ao PTB. Em seu voto, Joaquim Barbosa fez um relato histórico dos apoios políticos do PTB nas últimas eleições. Em 2002, os petebistas se aliaram ao então candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes. E lembrou que, com a vitória do petista Lula, no entanto, a legenda foi uma das primeiras a aceitar o Mensalão do PT. “Embora em 2002 o PTB tenha apoiado o candidato do PPS às eleições presidenciais, Ciro Gomes, concorrente do candidato do PT, o presidente do PTB foi em 2003 um dos primeiros beneficiários de pagamentos periódicos em espécie”, disse o ministro. “Quando passou ele próprio a ser beneficiário, Roberto Jefferson tinha consciência de que os pagamentos eram feitos em troca da consolidação da base parlamentar”, completou. Conforme o ministro, Roberto Jefferson tinha conhecimento de longa data da distribuição de recursos por vias criminosas. A prática foi acertada, em um primeiro momento, pelo então presidente petebista, José Carlos Martinez, já morto, e sabia da sistemática de corrupção para o pagamento de mesadas a congressistas. A denúncia do Ministério Público Federal aponta que Roberto Jefferson e o tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, receberam 4 milhões de reais pessoalmente de Marcos Valério em duas parcelas. Os pacotes de dinheiro, envoltos em fitas do Banco Rural e do Banco do Brasil, seriam parte de uma promessa de 20 milhões de reais do Mensalão do PT. Ainda conforme a Procuradoria-Geral da República, Palmieri foi incumbido de negociar o pagamento dos 16 milhões de reais restantes e acompanhou Marcos Valério em uma viagem a Portugal para reuniões com executivos da Portugal Telecom. Palmieri foi condenado na quarta-feira por corrupção passiva. “Trata-se de recursos com claro potencial para determinar a continuidade do apoio do PTB na Câmara e juntamente o apoio da maior parte dos parlamentares do partido. Impensável admitir-se que repasses efetuados dessa forma, por meio da estrutura criminosa, seriam harmonizáveis com o sério exercício da função parlamentar pelos beneficiários”, disse o relator. Ao analisar a participação do PTB no Mensalão do PT, o ministro Joaquim Barbosa também considerou o ex-deputado Romeu Queiroz culpado por corrupção passiva. O ex-parlamentar, que conseguiu se livrar da cassação ao auge do escândalo, admitiu ter recebido pouco mais de 100 000 reais, mas alegou tratar-se de doação da empresa Usiminas à campanha de 2004 “para repasse segundo os interesses partidários”. Para Barbosa, no entanto, existem provas contundentes de que Queiroz vendeu seu apoio político no Congresso Nacional “em troca dos recursos que o PT vinha oferecendo aos aliados”. Na hierarquia do Mensalão do PT, o Ministério Público diz que coube a Romeu Queiroz indicar o assessor José Hertz, do PTB mineiro, para sacar dinheiro do valerioduto e negociar a continuidade da distribuição de propina após a morte de José Carlos Martinez.

E tudo segue a toque de caixa para nomeação de novo ministro do Supremo

O Senado vai votar na semana que vem a indicação do ministro Teori Zavascki para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Como a Casa vai realizar votações na terça e quarta-feira para análise da MP do Código Florestal, também será incluída na pauta a votação da indicação de Zavascki. O ministro será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça na terça-feira. No mesmo dia, a comissão vota a sua indicação. Em seguida, é a vez do plenário da Casa votar o nome de Zavascki, o que vai ocorrer até quarta. “Eu tinha feito o compromisso de que, se houvesse a convocação do Senado para a votação do Código Florestal, eu iria fazer a sabatina do ministro. Falei com ele por telefone e confirmamos a sabatina na terça-feira”, disse o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). A votação abre caminho para que Zavascki participe do julgamento do mensalão no STF, embora o ministro tenha declarado que ainda vai “decidir o assunto”. A análise do processo deve acabar só em novembro. Questionado na semana passada se é comum a participação de juízes em julgamentos já iniciados nos tribunais superiores, ele disse que existem casos. “Nós temos muitos casos em que em tese é possível, mas não conheço o regimento interno do Supremo”, disse. O artigo 134 do Regimento do STF determina que não pode participar da votação ministros que não acompanharam a leitura do relatório e os debates, mas abre uma brecha ao permitir a participação daqueles que se acharem “esclarecidos” sobre o tema. “Não participarão do julgamento os ministros que não tenham assistido ao relatório ou aos debates, salvo quando se derem por esclarecidos”, afirma o texto do regimento. A orientação do Palácio do Planalto aos governistas é acelerar a votação da indicação no Senado para evitar que o Supremo fique com apenas 10 ministros durante o julgamento – o que permite casos de empate. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), relator da indicação de Zavascki na CCJ, apresentou em tempo recorde o seu parecer na semana passada recomendando a aprovação do nome do ministro. Renan levou apenas um dia para elaborar e apresentar seu relatório à comissão. Como o relatório foi apresentado na última quarta-feira, os senadores não podem mais pedir o adiamento da votação quando entrar em pauta. A agilidade na apresentação do relatório é incomum na Casa. Última ministra indicada pelo governo, Rosa Weber teve que aguardar 23 dias da sua indicação até a leitura do relatório favorável ao seu nome na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No caso de Zavascki, a presidente Dilma Rousseff levou onze dias para fazer a indicação em substituição a Cezar Peluso, que deixou o Supremo ao completar 70 anos. Na semana passada, Zavascki visitou senadores no tradicional corpo a corpo para a sabatina. Ele é ministro do Superior Tribunal de Justiça, conhecido por colegas pela discrição e rigor no respeito aos ritos processuais.

É o conteúdo do voto dos mensaleiros que determina se houve corrupção passiva? A resposta é “não!” Mensaleiro pode ter sido corrupto até votando contra o governo; esse debate é ridículo e ignora a lei

Do jornalista Reinaldo Azevedo - O deputado Odair Cunha (PT-MG), hoje relator da CPI do Cachoeira, é coautor de um estudo demonstrando não haver correspondência entre o recebimento de dinheiro e o voto dos mensaleiros. A síntese é a seguinte: os petistas não se alinhavam com o governo por dinheiro, uma vez que era o partido do poder. As demais legendas ora votavam, ora não, e é impossível estabelecer uma correspondência entre a dinheirama e o voto. Reitero: isso é absolutamente irrelevante! Todos os parlamentares tinham a expectativa do ato de ofício. A rigor, o ponto terminal da atividade representativa é mesmo esta: o voto. O recebimento de qualquer vantagem, especialmente por meios ilícitos, como foi o caso, se dá em razão da expectativa desse ato de ofício. Se o deputado ou senador que levou a grana cumpriu ou não a expectativa de quem pagou, isso é, no que diz respeito à essência do crime, irrelevante. Só tem importância para se definir se a pena terá ou não agravante. No caso de o voto ter sido efetivamente dado, então a punição tem de ser aumentada. Nunca será demais lembrar o Artigo 317 do Código Penal, que define e pune a corrupção passiva: Art. 317 – Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. § 1º – A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. § 2º – Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. Como se nota, todos os parlamentares mensaleiros podem e devem ser punidos pelo caput do Artigo 317. Todos estão sujeitos a penas de 2 a 12 anos. Caso fique evidente que eles efetivamente deram um voto — praticaram, além da expectativa, o ato de ofício — em troca de dinheiro, aí a pena de tem de ser aumentada em um terço. Assim, é pura pilantragem teórica e exercício de direito criativo essa história de que é preciso provar que o parlamentar votou em troca de dinheiro. Não é! A única coisa que precisa ser provada — e está provadíssimo! — é que aquela turma recebeu benefícios ilegais. Afinal, quando o fez, estava investida da expectativa do ato de ofício. Ponto final! Absolver os então parlamentares de corrupção passiva nesse caso significa uma coisa só: aposta na impunidade. Até porque, relembro, um parlamentar pode receber o dinheiro ilegal e até trair o seu financiador. E daí? O fato de ser infiel e enganar o seu patrono não faz dele um homem decente, não é mesmo? O que o caput do Artigo 317 pune não é o larápio fiel. Pune o larápio. Sem adjetivo. A propósito: um parlamentar eleito que não tenha nem mesmo tomado posse pode praticar corrupção passiva, como deixa claro o Artigo 317. Logo, essa conversa — se votou ou não votou em razão do dinheiro — é puro diversionismo. Ministro que levar a sério aquele levantamento do PT estará apostando na impunidade.

Espantoso atrevimento

Do jornalista Reinaldo Azevedo - É espantoso o atrevimento dessa gente! Nas conversas que manteve com seus interlocutores, Marcos Valério deixou mais do que claro: ele havia recebido dos petistas a garantia de que não seria molestado pela Justiça. Os ministros do Supremo que têm vergonha na cara — e, hoje, eles são uma maioria esmagadora — não aceitam ser tutelados por Lula porque, de fato, no estado de direito, essa tutela pertence à Constituição e às leis. Aqueles aos quais é dado ter a última palavra no que concerne às leis são primariamente indicados para o cargo pelo presidente da República porque este é um dos ofícios do chefe do Executivo, constitucionalmente definido. Ao Senado cabe indicar ou reprovar o nome. O ministro que chega à Corte não está investido nem da vontade do presidente nem da vontade dos senadores. Sua investidura decorre da origem popular do mandato daqueles dois outros Poderes. Ministros do Supremo, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, servem ao povo, dentro dos parâmetros da Constituição e dos demais códigos legais. Ministros do Supremo, em suma, não são corruptos passivos que praticam atos de ofício em benefício de um corruptor ativo — ainda que em nome da ideologia ou de um partido. Lula jamais vai entender isso. Não porque lhe falte instrução formal. Ele é mais autoritário do que propriamente ignorante. E é também um sem-limites. A Brasília e a corredores do STF já chegaram seus ódios e seus vitupérios, sua desmesura no uso de palavrões — comum, diga-se, mesmo em conversas amenas —, suas iras santas. Porque ele próprio nunca se reconheceu como um devedor das instituições, estava firmemente convencido de que os ministros que nomeou deviam vassalagem a ele, não ao estado democrático e de direito. É o que leva o deputado André Vargas a fazer aquela declaração boçal. A sociedade com a qual Lula sonha não é muito diferente da de Chávez. O petismo só escolheu outro método: o da boca do caixa. O PT está em seu terceiro mandato presidencial. A oposição no Brasil é a menor — acreditem! — da América Latina (e de todo o mundo democrático). Até Chávez, Rafael Correa, Cristina Kirchner e Evo Morales têm mais adversários nos respectivos Parlamentos do que o PT. Mesmo assim, os petistas alimentam um permanente sentimento de derrota. Para que experimentassem mesmo a sensação de vitória, seria preciso ter juízes e imprensa debaixo do chicote. E não terão. O Brasil que se preza, acreditem, já derrotou o país dos petralhas.

Genoino compara jornalistas a torturadores

Do jornalista Reinaldo Azevedo - Os petistas são mesmo seres singulares. Ficamos sabendo que o deputado André Vargas (PT-PR), que é secretário de Comunicação do PT, acha que julgamentos transmitidos pelo Supremo ameaçam a democracia. Huuummm… Catia Seabra, da Folha, informa-nos que José Genoino, que presidia o PT e foi avalista de empréstimos picaretas feitos ao PT, compara a imprensa a… torturadores! Entendo. Já relatei aqui ser ele aquele petista que, no programa Roda Viva, negou até mesmo a existência de caixa dois no partido. Depois chorou falando sobre seu passado. Leiam trecho da reportagem da Folha. Volto depois: O preso político no regime militar, o ex-presidente do PT José Genoino comparou a experiência do mensalão à da ditadura. Só que, em vez de pau de arara, disse, o instrumento de tortura é a caneta. Irritado com reportagem da Folha segundo a qual seu estado de ânimo preocupa os petistas, Genoino fez seu desabafo pouco antes de passar por um cateterismo no InCor (Instituto do Coração): “O que estou vivendo hoje eu passei durante a ditadura. Os torturadores usavam pau de arara. A tortura hoje é a da caneta. É a ditadura da caneta”. Assessor especial do Ministério da Defesa, Genoino ficou contrariado com a informação -relatada por petistas e confirmada por sua assessoria jurídica- de que pedira aos advogados que preparassem uma procuração permitindo que a mulher administre suas contas caso seja condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na conversa, Genoino disse que teria de trabalhar com a hipótese de prisão -ideia rechaçada por seu advogado, Luiz Fernando Pacheco. Ontem Genoino voltou a negar a existência da procuração. Segundo ele, a reportagem causou tristeza e a ruptura entre ele e o suspeito de ser a fonte da informação: “Quero que você esqueça que existo, que me esqueçam". Segundo o InCor, após um cateterismo para avaliação das coronárias, foi descartada necessidade de angioplastia: “O resultado do exame foi considerado normal para a faixa etária do paciente”. (…) Voltei Folgo em saber que Genoino está bem do coração ao menos. Pelo visto, as idéias é que não andam no lugar — um risco quando se é assessor do Ministério da Defesa. Especialmente porque o ministro é Celso Amorim. Jornalistas como torturadores, é? Que medo! Vai que Maria Rita Kehl resolva investigar a imprensa na Comissão da Verdade!!! Entendi. Os petistas descobriram os dois males do Brasil: a Justiça e a imprensa. Sem eles, o partido exerceria a “verdadeira democracia”.

Russomanno se irrita ao ser questionado sobre a Universal

Depois de fugir de dois debates, Celso Russomanno deu nesta quinta-feira a mais clara demonstração do quanto perguntas sobre sua ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus o incomodam. O candidato do PRB bateu boca, ao vivo, com o apresentador do jornal local da Rede Globo, César Tralli, ao ser questionado se seguiria a orientação da entidade para administrar a cidade. Metade da entrevista de oito minutos foi gasta com a discussão. “De jeito nenhum, eu sou católico. Nós estamos em um estado laico. Não existe interferência da igreja na administração pública. Eu não vou perseguir nenhuma igreja”, disse o candidato, afirmando que há ateus e pessoas de todos as religiões em sua equipe. O apresentador insistiu no assunto e Russomanno perdeu a fleuma. “César, eu posso te pedir um favor? Vamos falar sobre São Paulo? Discutir religião não leva a nada. Eu não me digo católico. Eu sou o que sou". O jornalista insistiu que os apoios e a história de um candidato interessam ao eleitor. “Eu quero falar de saúde, educação, deixa eu terminar!”, apelou Russomanno, engatando um discurso ensaiado com suas promessas de campanha. O apresentador então lembrou ao candidato que aquilo não era programa eleitoral, mas uma entrevista, ao que Russomanno reagiu: “Você é tão jornalista quando eu, César. Começamos juntos e trabalhamos juntos". O candidato do PRB perdeu a oportunidade ainda de explicar por que fez um acordo com uma funcionária que o acusava de pagar salário com verba da Câmara dos Deputados sem que ela prestasse qualquer serviço em seu gabinete. Irritado, Russomanno disse que a história estava encerrada: “Isso não acrescenta nada. Vamos falar sobre São Paulo".

PT cobra mudança no marketing de Haddad

A estratégia de comunicação de Fernando Haddad (PT) virou objeto de desavença entre o núcleo político e o marketing da campanha. Petistas cobram “resposta à altura” aos ataques de José Serra (PSDB) e ofensiva para “desconstruir” o líder Celso Russomano (PRB). O coordenador de comunicação, José Américo, defendeu um tom mais emotivo na TV em reunião realizada na terça-feira. Paulo Alves, da equipe do publicitário João Santana, discordou. Segundo participantes, ele foi voto vencido, mas ainda não há consenso sobre as mudanças necessárias, que terão que ser submetidas ao ex-presidente Lula. A principal cobrança é por uma linha mais agressiva nas inserções de TV, onde Haddad tem sido mais atacado por Serra com referências ao Mensalão do PT. Os petistas não devem mencionar o escândalo, mas vão preparar o candidato para contra-atacar. Também há pressão para contestar as credenciais de Russomanno em defesa dos eleitores mais pobres. A performance de Haddad no debate de terça-feira na TV Cultura foi considerada ruim. Ele ouviu críticas por abrir brecha para Serra acusar o governo Dilma de entregar o Ministério da Cultura a Marta Suplicy para socorrê-lo. A política de comunicação não é a única fonte de divergência na campanha. A centralização de poder nas mãos de João Santana e do coordenador Antonio Donato contraria os petistas. Américo e Donato negam divergências. Haddad recorre sem sucesso à Justiça para tentar esconder que tem o apoio de José Dirceu e Paulo Maluf; diz que ser associado aos dois é… “degradante”! O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, pelo visto, quer disputar o cargo com o apoio de José Dirceu e Paulo Maluf, mas pretende esconder isso do eleitor. O primeiro fez parte do grupo que montou o comando de sua campanha. O outro pertence à coligação e certamente terá uma fatia de poder caso o petista vença. Sabem o que é mais curioso? Haddad também acha esses apoios… “degradantes”. A campanha de Fernando "Kit Gay" Haddad (PT)declarou à Justiça Eleitoral ser “manifestamente degradante” para ele ser associado aos colegas de partido José Dirceu e Delúbio Soares e ao deputado federal Paulo Maluf (PP), que integra sua chapa. A declaração foi feita para justificar ao Tribunal Regional Eleitoral um pedido para que a corte proibisse a exibição de uma propaganda produzida pela campanha de José Serra (PSDB), seu rival. A peça tucana vincula o petista aos três personagens. Nela, Haddad aparece ao lado de fotos de José Dirceu, Delúbio Soares e Paulo Maluf. “Sabe o que acontece quando você vota no PT? Você vota, ele volta”, repete o narrador a cada personagem exibido. “A publicidade é manifestamente degradante porque promove uma indevida associação entre Fernando Haddad e pessoas envolvidas em processos criminais e ações de improbidade administrativa”, afirmam os advogados do petista, Hélio Silveira e Marcelo Andrade. “Haddad não é réu naquela ação penal originária do Supremo. Não pode por isso ter sua imagem conspurcada por episódios que são totalmente estranhos à sua esfera de responsabilidade", dizem dos advogados do PT. O texto diz ainda que “sempre que teve poder de nomeação”, quando era ministro, Haddad “nunca nomeou Delúbio, Maluf ou Dirceu”. A Justiça negou o pedido do PT. O juiz Manoel Luiz Ribeiro afirma que “não se há que falar em degradação e ridicularização quando se estabelece a ligação entre o candidato e outros filiados a seu partido ou a partido coligado, ligação esta de conhecimento público e notório”. “Da mesma forma que um candidato pode ser beneficiado pelo apoio de correligionários bem avaliados pela população, pode ele ser prejudicado pela associação feita a políticos não tão bem avaliados”, conclui o juiz.

Russomanno, vejam que coisa!, exige encontro com Dom Odilo para participar de debate promovido pela Arquidiocese… E o rapaz ainda é apenas um candidato…

Principal líder católico de São Paulo, o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, recusou-se a receber Celso Russomanno (PRB) antes do debate promovido pela arquidiocese entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. A audiência com o religioso era uma tentativa de Russomanno para encerrar a recente polêmica entre sua campanha e a igreja. Ele pediu na quarta-feira a conversa com Scherer para discutir a recente ofensiva da Arquidiocese de São Paulo contra sua candidatura, condicionando a ida ao debate promovido pela arquidiocese ao encontro com o cardeal. No final da tarde, o arcebispo respondeu ao deputado estadual Campos Machado (PTB), coordenador político da campanha de Russomanno, que está com a agenda “muito carregada” e que estudaria uma data para recebê-lo “nos próximos dias”. A resposta foi mal recebida no comitê de Russomanno, que não deve ir ao debate. “Se ele ainda vai estudar, esse atraso vai impedir que a verdade venha à tona. A gravidade do fato merecia que a gente se reunisse o quanto antes”, disse Machado. Cerca de uma hora antes da resposta de dom Odilo, Russomanno havia dito que só iria ao debate depois de falar com o cardeal. “Minha equipe acha prudente eu não ir para um debate onde não sei o que vai acontecer, então vai depender de o dom Odilo me receber”, afirmara o candidato.

Serra abre seis pontos sobre Haddad, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha finalizada nesta quarta-feira mostra que o tucano José Serra abriu seis pontos de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), saindo da situação de empate técnico com o petista. Agora, ele é o segundo colocado na corrida à Prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno (PRB) continua líder, com 35% das intenções de voto. Serra oscilou um ponto para cima - agora tem 21%, enquanto Haddad variou dois para baixo e agora tem 15%. O tucano está 14 pontos atrás de Russomanno, que subiu três pontos em relação à pesquisa da semana anterior. Gabriel Chalita (PMDB) manteve os 8% da pesquisa anterior. Soninha Francine (PPS) oscilou de 5% para 4%. Desta vez, o Datafolha fez 1.802 entrevistas, o que resulta em uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Nas anteriores, a margem era de três pontos. Na pesquisa da semana passada, 45% dos eleitores disseram que o julgamento do Mensalão do PT pode influenciar o voto. Os resultados de agora sugerem que as tentativas de associar Haddad aos réus do processo, feitas principalmente por José Serra, podem estar dando resultado. Além da oscilação negativa, a primeira de Haddad desde junho, a rejeição ao petista subiu de 19% para 23% em uma semana. Com isso, Haddad empatou com Paulinho da Força (PDT) no posto de segundo mais rejeitado da disputa. Serra ainda lidera nesse critério (44%).

Charlie Hebdo, tablóide satírico francês, coloca mais lenha na fogueira ao satirizar Maomé em charges

As embaixadas e escolas francesas no estrangeiro estão com dispositivo de segurança reforçado. Algumas, em mais de 20 países de maioria muçulmana, poderão ser fechadas nesta sexta-feira, dia do culto sagrado no Islã. Na Tunísia, as aulas estão suspensas a partir desta quinta-feira e permanecerão assim até segunda-feira. Trata-se de uma precaução do Quai d’Orsay, o Ministério de Relações Exteriores da França. Por que? Circulou hoje na França a edição semanal do tablóide satírico Charles Hebdo. A edição cuja capa é o desenho de um judeu ortodoxo empurrando uma cadeira de rodas na qual está sentada uma figura trajando túnica e turbante. Ambos dizem, “Não se deve zombar”, debaixo do título "Intocáveis 2", em referência ao recente sucesso de bilheteria do cinema francês. Às 9 horas em Paris não havia mais um só exemplar dos 75.000 a 2,50 euros colocados a venda nas bancas. A publicação, esgotada em poucas horas, trouxe nas páginas interiores caricaturas de Maomé. Uma delas retrata o profeta do Islã deitado na cama e parafraseando a personagem fogosa, interpretada por Brigitte Bardot, no filme cult, “O Desprezo” ("Le Mepris"), dirigido por Jean-Luc Godard, em 1963: “E meu traseiro, você gosta do meu traseiro?” Outras imagens legendadas são mais vulgares. A edição do Charlie Hebdo com caricaturas de Maomé circula em um momento tenso, seguido à difusão no Youtube do filme “Innocence of Muslims” (“A Inocência dos Muçulmanos“, em tradução livre do inglês). O filme foi usado como justificativa para 28 assassinatos: 12 deles aconteceram em um ataque suicida em Cabul, no Afeganistão, invasões a representações diplomáticas e violentos protestos antiocidentais, em países de maioria muçulmana. Stephane Charbonnier, conhecido pelo apelido “Charb”, e diretor do Charlie Hebdo, afirmou em entrevista à emissora de rádio francesa RTL que a publicação das caricaturas no tablóide podem gerar polêmica e avançou sua posição: “Se começamos a questionar o direito de caricaturar ou não Maomé, se é perigoso ou não fazê-lo?, a questão seguinte será se poderemos representar os muçulmanos no jornal? Depois vamos perguntar se podemos mostrar seres humanos?, etc, etc. E no final, não mostraremos mais nada. Neste caso, a minoria de extremistas que agitam o mundo e a França terão ganhado". Não é a primeira vez que o Charlie Hebdo, considerado ideário “anarquista de esquerda”, causa furor na França, onde vive a maior comunidade de muçulmanos da Europa: 6 milhões, pouco menos de 10% da população total do país. O jornal satirico tornou-se protagonista frequente no caloroso debate que tenta definir a fronteira da liberdade de expressão e a provocação ofensiva. Criar polêmica é quase a razão de sobrevivência do tablóide de tiragem reduzida (45.000 exemplares por semana, 11.000 assinantes), mas configura também a oposição entre a velha tradição anticlerical francesa e outra ainda mais antiga, a do Islã, que não admite nem representação figurativa de Alá. Em 2006, o tablóide reproduziu as caricaturadas de Maomé publicadas primeiro no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Elas encetaram protestos de muçulmanos e vandalismos por parte dos mais radicais, matando pelo menos 50 pessoas. Organizações muçulmanas francesas atacaram a publicação na Justiça. O tablóide foi inocentado. Em novembro do ano passado, as vésperas de publicar uma edição entitulada “Charia Hebdo”, a redação do Charlie Hebdo, situada no vigésimo distrito de Paris, foi incendiada e o site do tablóide pirateado. Desde o anúncio da publicação das caricaturas, os arredores da sede do tablóide estão protegidos pela tropa de choque da polícia francesa, a Companhia Republicana de Segurança (CRS). Durante a inauguração da ala de Artes do Islã, no Museu do Louvre, o presidente François Hollande, sem fazer nenhuma referência especifica, lamentou “o obscurantismo que aniquila os princípios e destrói os valores do Islã, provocando a violência e o ódio. A polícia francesa estuda se autoriza uma manifestação programada para sábado, em Paris e no resto da França, em protesto contra o filme e as caricaturas. A 15 de setembro ocorreu uma primeira manifestação, não autorizada, nos arredores da embaixada dos Estados Unidos, em Paris. Foram detidas 152 pessoas, principalmente salafistas. A mesma edição do Charlie Hebdo que circulou na quarta-feira irá novamente às bancas nesta sexta-feira, aumentando a tiragem para 200.000 exemplares. O recorde de vendas do tabloide aconteceu em 2005, quando da reprodução das caricaturas do jornal dinamarquês: 480.000 exemplares. O site do tablóide na internet está bloqueado.

Nova sátira a Maomé alimenta debate sobre liberdade de expressão

Embalados por uma nova e explosiva controvérsia, desta vez, provocada pela publicação de várias caricaturas ridicularizando o profeta Maomé no jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, uma publicação esquerdista, intelectuais, ativistas e políticos do Ocidente e do mundo islâmico se dividiram sobre a questão fundamental: onde está a linha divisória entre a liberdade de expressão e a violência? Em uma das caricaturas, o profeta está nu. A publicação causou mais furor no mundo muçulmano e transformou a França em alvo do radicalismo islâmico. O governo reforçou a segurança na sede do jornal, em Paris, e mandou fechar embaixadas, consulados e escolas francesas em cerca de 20 países muçulmanos na sexta-feira (dia de orações), por temer algo parecido ao que aconteceu em Benghazi, na Líbia, na semana passada, quando o embaixador americano Christopher Stevens foi assassinado por fanáticos islâmicos da Al Qaeda supostamente por causa de um filmete produzido nos Estados Unidos, considerado ofensivo a Maomé. O serviço diplomático europeu reforçou a segurança.

Juro do cartão crédito no Brasil é de 238% ao ano

Apesar da queda dos juros básicos da economia, que estão no seu menor patamar histórico, os brasileiros ainda pagam a maior taxa média no cartão de crédito. Levantamento em nove países (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela, México, Estados Unidos e Reino Unido), além do Brasil, mostrou que o País cobra 238,30% ao ano. O número é mais de quatro vezes o registrado pelo Peru, o segundo colocado, com taxa de 55%, muito próxima aos 54,24% do Chile. A Argentina é o quarto país com a maior taxa, de 50%, seguido por México (33,8%), Venezuela (33%) e Colômbia (29,23%). Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a taxa é muito inferior, de 16,89% e 18,7%, respectivamente. O estudo incluiu dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), da Proteste e dos sites Index Credit Cards e Money Facts, dos Estados Unidos e Reino Unido, respectivamente.

Julgamento do Mensalão do PT tem nova divisão no capítulo sobre compra de apoio no Congresso

O julgamento do Mensalão do PT terá uma subdivisão no capítulo sobre compra de apoio no Congresso Nacional entre 2003 e 2004. O subfatiamento do Capítulo 6, confirmado nesta quarta-feira pelo relator Joaquim Barbosa, pode atrasar em alguns dias a análise das acusações de corrupção ativa, que envolvem o núcleo político. Até agora, Joaquim Barbosa concluiu o julgamento das acusações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha envolvendo réus ligados ao PP e ao PL (atual PR). Na sessão desta quarta-feira, ele começou a falar sobre os réus do PTB e concluirá essa etapa nesta quinta-feira, juntamente com as considerações envolvendo o PMDB. Inicialmente, o relator havia programado continuar seu voto falando sobre os dez acusados do crime de corrupção ativa, mas achou melhor dar uma pausa e abrir a votação dos itens já analisados por ele aos demais ministros. A subdivisão foi acertada nesta quarta-feira de manhã, em uma ligação telefônica do relator para o revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Nas contas de Joaquim Barbosa, seu voto terminará nesta quinta-feira, na primeira metade da sessão, e o revisor poderá votar em seguida. Lewandowski, por sua vez, calcula que terminará seu voto na próxima quarta-feira, permitindo aos demais ministros encerrar essa etapa até o final da próxima semana. O julgamento dos crimes de corrupção ativa começaria, segundo essas previsões, no dia 1º de outubro, mesma semana do primeiro turno das eleições municipais. Segundo Barbosa, a única motivação para a subdivisão do capítulo em análise é o cansaço, pois ele faz a leitura ininterrupta de seu voto desde a última segunda-feira.

PV espera que prefeita rejeitada deixe o partido

O diretório nacional do PV espera que a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, avaliada com 92% de reprovação, deixe o comando do partido no Rio Grande do Norte e peça desfiliação assim que terminar o mandato. A sigla avalia que o desgaste da prefeita tem prejudicado até candidatos de outros Estados, onde adversários usam a má-fama de sua gestão para alegar que os verdes não sabem administrar. Recordista de rejeição no País nos últimos 20 anos, Micarla já anunciou que, tão logo termine seu mandato, deixará a política. (Claudio Humberto)

Receita Federal confisca jatinho de banqueiro

A Receita Federal decidiu declarar o “perdimento” de um jatinho do banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual, um dos investigados pela aquisição de aviões no Exterior em nome de empresa aberta em paraíso fiscal, registrando-os depois nos Estados Unidos. Segundo fonte da Receita, o “perdimento” inclui mais dois jatos, e os três serão incorporados a órgãos públicos como Policia Federal. O comprador do jatinho fazia contrato de “trust” com banco americano, que fingia ser o dono e dava “direito de uso” da aeronave ao cliente. A manobra permitia aos donos de jatinhos, como o banqueiro André Esteves, “economizar” os 34% de IPI e ICMS devidos no Brasil. A Receita admite que não é ilegal ter empresa em paraíso fiscal, nem o contrato de “trust”, mas o objetivo seria “esconder o real dono do jato”. Em junho, operação da Receita e da Polícia Federal apreendeu 12 aviões, no valor total de R$ 560 milhões, com sonegação estimada em R$ 192 milhões. (Claudio Humberto)

Petrobras terá resultado positivo em 2012, afirma Graça Foster

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a estatal "certamente" terá resultado positivo em 2012, apesar do prejuízo de R$ 1,3 bilhão registrado no segundo trimestre deste ano. Graça Foster fez a afirmação durante audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle, em conjunto com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Ela explicou aos parlamentares as razões que levaram a companhia a registrar esse prejuízo no segundo trimestre e atribuiu o fato a quatro fatores: depreciação cambial, que afetou a dívida da empresa, boa parte dela dolarizada; queda da exportação, motivada por paradas operacionais; descoberta de poços secos e subcomerciais; e queda na margem de derivados. Segundo Graça Foster, "74% da dívida da Petrobras é contratada em dólar. A indústria de petróleo e gás é dolarizada do início ao fim da cadeia", disse a presidente da estatal. "Quando tivemos uma depreciação do real, a dívida cresceu e tivemos um resultado financeiro menor", enfatizou. Graça disse ainda que a Petrobras exportou menos petróleo no período, devido a uma série de paradas programadas. Disse que elas foram feitas para que a companhia possa crescer de forma sustentável nos próximos anos. A presidente da Petrobras lembrou ainda que a empresa também teve paradas no Campo de Frade, onde a Chevron provocou um acidente, com queda de 15 mil barris por dia. Ao repassar os números e cifras do plano de investimentos da companhia para os próximos anos, Graça Foster disse que a ordem é produzir petróleo para gerar receita e permitir à companhia fazer investimentos. "Os investimentos serão, primeiro, em refinarias e petroquímica, depois, em gás e energia", afirmou ela.

Roberto Jefferson recebe alta hospitalar

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, teve alta nesta quarta-feira do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o último dia 12 para tratamento de um quadro de infecção intestinal e desidratação. De acordo com nota, o médico José de Ribamar Saboia de Azevedo, responsável pelo paciente, avaliou "que ele se encontra em condições clínicas favoráveis para receber alta", sem dar mais detalhes. Na nota emitida na terça-feira, o médico do ex-deputado explicou que ele recebeu antibiótico venoso durante o tratamento. Roberto Jefferson foi submetido a uma cirurgia para retirada de tumor no pâncreas, no mesmo hospital, no dia 28 de julho, recebendo alta no dia 5 de agosto. Na época, foi divulgado que o oncologista Daniel Tabak daria início ao tratamento de quimioterapia do tumor em quatro ou cinco semanas, com medicação aplicada de forma intravenosa. A previsão era de que o tratamento durasse seis meses e seria feito em casa.

TST decide que 40% dos funcionários dos Correios terão de trabalhar durante greve

O Tribunal Superior do Trabalho estipulou nesta quarta-feira que 40% dos funcionários em cada agência dos Correios devem manter as atividades, apesar da greve da categoria. Caso a determinação não seja cumprida, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) será multada em R$ 50 mil por dia. As partes (funcionários e direção da empresa) têm até o meio-dia da próxima segunda-feira para se manifestarem sobre o andamento das negociações. Caso não haja retorno, o dissídio será encaminhado à ministra Kátia Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho. A federação manifestou insatisfação em relação à decisão da ministra Maria Cristina Peduzzi, que conduziu a audiência de conciliação entre as partes, que acabou sem acordo. Segundo Maria Cristina, foi considerada a proximidade do período eleitoral e a necessidade de manutenção dos serviços. De acordo com a Fentect, cerca de 84% dos funcionários aderiram à paralisação, o equivalente a 117 mil dos 120 mil empregados. Segundo os Correios, 9% dos trabalhadores bateram ponto nesta quarta-feira. Dos 35 sindicatos filiados à federação, 25 estão parados. Com a decisão do TST, devem trabalhar, no mínimo, 48 mil funcionários.

Indústria pode perder peso com novo PIB, prevê IBGE

A indústria pode perder peso no PIB brasileiro sob a nova metodologia de cálculo, afirmou Wasmália Bivar, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE desenvolve atualmente um Projeto de Revisão do Sistema de Contas Nacionais, que altera a metodologia de cálculo do PIB brasileiro. De acordo com as alterações, serviços terceirizados pelas empresas passariam a integrar a indústria, o que poderia fazer o setor ganhar corpo no PIB. Entretanto, Wasmália diz que é possível que a indústria perca peso porque, com as mudanças, a atividade de edição e impressão passará a integrar o setor de Serviços. "Na nova classificação, algumas atividades que eram da indústria passaram a ser serviços. O resultado final depende da contabilidade dessas mudanças. A gente não vai divulgar um dado. Vamos divulgar uma série. A comparação da indústria sob o novo cálculo não vai ser com a indústria da antiga série, será com a própria indústria da nova série. Seria uma comparação espúria", explicou Wasmália. A presidente do IBGE afirmou ainda que as alterações no cálculo do PIB não devem ter a magnitude das efetuadas em 2000.

BNDES deve investir R$ 10 bilhões no setor de óleo e gás em 2013

O BNDES irá financiar o setor de óleo e gás em R$ 10 bilhões em 2013, informou o superintendente de Petróleo e Gás da instituição, Rodrigo Bacellar. O valor supera os R$ 8 bilhões que serão direcionados ao setor em 2012, que, por sua vez, representam mais do que o dobro dos R$ 3,5 bilhões liberados em 2011. Em 2013, os financiamentos terão como foco projetos de construção de plataforma e de embarcações de apoio à atividade marítima. Estas embarcações irão atender à demanda de áreas de exploração e produção de óleo e gás licitadas no passado, inclusive no pré-sal. Bacellar informou que apenas a Petrobras deve ter 14 navios-plataforma (FPSO) financiados pelo banco. Em 2012, prevalece o crédito para a modernização de refinarias, principalmente para prepará-las para a produção de óleo diesel com menor teor de enxofre. Também há um grande número de projetos de embarcações de apoio e gasodutos sendo financiados, de acordo com o superintendente do BNDES.

Decisão judicial extingue processo da Arena do Grêmio

Uma decisão do juiz Juarez Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Regional da Tristeza, publicada nesta quarta-feira, extinguiu um processo que tramitava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul sobre a compensação dos impactos ambientais causados pela obra da Arena do Grêmio, no bairro Humaitá, O inquérito aberto pela Promotoria Ambiental do Ministério Público do Rio Grande do Sul contestava os valores destinados pela construtora OAS para compensação ambiental. Questionava, ainda, sobre os riscos para os futuros moradores do local em relação à qualidade da água no subsolo da Arena, considerada imprópria para uso de acordo com o laudo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) feito pela OAS. Um dos motivos que desencadeou o questionamento do Ministério Público foi a informação de que a água no subsolo da Arena é inadequada para o consumo humano, e o abastecimento do local será feito por captação via rede pública, ficando proibida a perfuração de poços artesianos.

Ministro Joaquim Barbosa diz que Valdemar Costa Neto recebeu R$ 8,8 milhões do Mensalão do PT

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente do antigo PL, deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), se valia de quatro formas para lavar os recursos recebidos do esquema. Segundo o relator, ficou comprovado o repasse criminoso de R$ 8,8 milhões dos R$ 10,8 milhões que a Procuradoria-geral da República disse que o ex-presidente do PL, atual PR, recebeu do propinoduto petista. Joaquim Barbosa citou cada uma das maneiras de repasse de recursos do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério, a pedido do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, para Valdemar Costa Neto. Em um deles, foram entregues a ele R$ 6 milhões por meio de uma corretora, a Garanhuns. Em outra modalidade, o ex-tesoureiro do partido, Jacinto Lamas, entregou R$ 1 milhão ao político. No terceiro formato, foi o irmão de Jacinto, Antonio Lamas, quem deu a Valdemar Costa Neto a quantia de R$ 350 mil. Na última forma, o próprio parlamentar recebeu pessoalmente R$ 1,5 milhão. O ministro disse que o ex-vice-presidente do extinto PL, Bispo Rodrigues (RJ), também usou um esquema de lavagem de dinheiro para receber R$ 150 mil do propinoduto petista. No dia 17 de dezembro de 2003, disse o relator, o ex-parlamentar enviou o motorista do partido, Célio Marques, para pegar a verba na agência do Banco Rural em Brasília. A verba, afirmou Joaquim Barbosa, foi entregue a Bispo Rodrigues pessoalmente. O relator rebateu a versão apresentada pela defesa dos dois políticos de que os recursos serviram para saldar débitos eleitorais. "Se os réus pretendessem apenas pagar as dívidas de campanha, por que recebiam recursos de forma tão sofisticada?", questionou. No caso de Valdemar Costa Neto, o ministro também desconsiderou a versão apresentada pelo parlamentar, durante a instrução do processo, de que tomou um empréstimo pessoal de R$ 5 milhões para quitar as dívidas do partido. Joaquim Barbosa disse que, se o dinheiro era para pagar despesas do PL, porque assumiu a dívida pessoalmente. O relator disse que o repasse dos recursos é uma "grave interferência no exercício na função parlamentar". E que é "inegável" que os pagamentos serviram para Valdemar Costa Neto orientar a bancada do partido para votar a favor dos interesses do governo petista.

Ataque ao consulado de Benghazi foi terrorista

Matthew Olsen, diretor de uma unidade de combate ao terrorismo dos Estados Unidos, classificou nesta quarta-feira de "terrorista" o ataque de 11 de setembro praticado contra o consulado americano em Benghazi, afirmando que ele foi efetuado "de maneira oportunista". Há uma semana, autoridades americanas multiplicam as declarações, algumas vezes contraditórias, sobre o ataque armado que custou a vida do embaixador Chris Stevens e de três funcionários americanos. Interrogado por uma comissão do Senado, Olsen, diretor do Centro de Luta Antiterrorista, declarou que seus quatro compatriotas "tinham sido mortos durante um ataque terrorista contra o consulado". Ele afirmou, entretanto, que foi um "ataque praticado de maneira oportunista". "O ataque contra o nosso posto diplomático em Benghazi começou, evoluiu e ganhou corpo com o passar das horas", explicou o chefe da organização intergovernamental de combate ao terrorismo. Olsen mencionou um possível envolvimento da rede Al-Qaeda. "Temos indicações segundo as quais indivíduos envolvidos no ataque podem ter conexões com a Al-Qaeda, ou com a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (Aqmi)", disse ele.

Relator Joaquim Barbosa vota pela condenação de Roberto Jefferson por corrupção passiva

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, votou nesta quarta-feira pela condenação do presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo crime de corrupção passiva. O relator disse que os acusados ligados ao partido, como Roberto Jefferson, o ex-vice-líder Romeu Queiroz e o ex-presidente José Carlos Martinez (morto em outubro de 2003), receberam do PT mais de R$ 5 milhões nos dois primeiros anos do governo Lula. Para o ministro, o repasse a Roberto Jefferson, mesmo ele tendo sido o responsável pelas denúncias de existência do esquema, tinha como objetivo a compra de apoio político. "O réu recebeu recursos oferecendo em troca a fidelidade e o apoio do partido em votações na Câmara", ressaltou ele. Joaquim Barbosa lembrou que o PTB apoiou, nas eleições presidenciais de 2002, o então candidato do PPS, Ciro Gomes, contra Lula (PT). O ministro disse que a defesa do presidente do PTB não conseguiu comprovar a versão de que os R$ 4 milhões recebidos do PT serviram para quitar dívidas de campanha. Segundo ele, Roberto Jefferson recusou-se a informar como utilizou o dinheiro, não há recibo da transferência e não falou sequer quem eram os beneficiários. "Os recursos não se destinaram a pagar despesas de campanha. O acusado Roberto Jefferson distribuiu dinheiro, tal como acusou Pedro Henry e Valdemar Costa Neto de terem feito", afirmou Joaquim Barbosa, referindo-se, respectivamente, ao ex-líder do PP e o ex-presidente do PL (atual PR). O relator disse que o acordo entre o PTB e o PT envolveria o pagamento de R$ 20 milhões. Em 2005, o então tesoureiro trabalhista, Emerson Palmieri, viajou com o publicitário Marcos Valério para Portugal a fim de obter os R$ 16 milhões restantes do acerto. O ex-advogado das empresas de Marcos Valério, Rogério Tolentino, também participou da viagem. O publicitário, segundo o ministro, foi um emissário do PT e Palmieri foi indicado por Roberto Jefferson, a pedido do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. A idéia era a Portugal Telecom antecipar 8 milhões de euros para que os dois partidos pudessem saldar as dívidas da campanha municipal do ano anterior. Joaquim Barbosa disse que Roberto Jefferson sabia da existência do duto de transferência de recursos desde a época em que Martinez presidia o PTB e ele era o líder da bancada na Câmara. Ainda assim, destacou o relator, quando assumiu a presidência do partido, após a morte de Martinez em 2003, passou ele próprio a receber. "Mesmo que, como alega a defesa, o senhor Roberto Jefferson não tivesse aderido à prática periódica de pagamentos, o crime de corrupção passiva estaria cometido", afirmou o ministro, ao ressaltar que o destino dado aos recursos é irrelevante para a caracterização do crime. Para o relator, o repasse dos recursos ao presidente do PTB tinha como "claro potencial" o apoio do partido aos projetos de interesses do governo. O ministro também votou pela condenação do ex-vice-líder do PTB, Romeu Queiroz, pelo crime de corrupção passiva. Ele recebeu R$ 350 mil do esquema montado por Marcos Valério e Delúbio Soares. Queiroz admitiu ter pedido dinheiro ao então ministro dos Transportes, Anderson Adauto, então no PL (atual PR). O ministro votou também pela condenação de corrupção passiva de Emerson Palmieri, ex-tesoureiro do PTB, por ter intermediado os repasses a Roberto Jefferson e Romeu Queiroz.