domingo, 27 de maio de 2012

PT assume a proteção de Ari Vanazzi, com dezenas de inquéritos nas costas, para a presidência da Famurs

Os prefeitos do PT no Rio Grande do Sul ignoraram todas as acusações produzidas nas últimas semanas no âmbito da Operação Cosa Nostra, da Polícia Civil, e indicaram na tarde de sexta-feira o prefeito Ary Vanazzi, de São Leopoldo, como o candidato do partido para a presidência da Famurs. Foi uma eleição apertadíssima: 61 x 56. Votaram os 62 prefeitos e 55 vice-prefeitos. O mandato é de um ano. O orçamento anual da Famurs é de R$ 6 milhões. Ary Vanazzi derrotou seu companheiro prefeito de Boqueirão do Leão, João Davi Goergen. A eleição da Famurs, que reúne todos os prefeitos do Rio Grande do Sul, acontecerá dia 30. Por acordo, o próximo presidente será de prefeito do PT. É absolutamente escandaloso que o PT gaúcho tenha aderido à prática de proteção de político seu que está sendo amplamente investigado por acusações de corrupção de toda ordem em São Leopoldo. E será ainda mais escandaloso os prefeitos gaúchos elegendo um colega que está sendo investigado como Ari Vanazzi. Parece que os gaúchos estão se esforçando para destruir toda sua história.

Oposição quer ouvir Lula na CPI sobre chantagem contra ministros do STF

O PSDB estuda formas de interpelar o ex-presidente Lula, que vem, diretamente ou com ajuda de interlocutores, cobrando de ministros do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do Mensalão do PT, que colocará no banco dos réus figuras de destaque do PT. Setores do partido discutem se a melhor formar de inquirir o petista é na Justiça ou convocando-o para depoir na CPI do Cachoeira. A estratégia será definida nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI em que pode ser decidida a convocação do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Se decidirem por chamá-lo para depor na CPI, será uma moeda de troca, para evitar a convocação do governador Marconi Perillo, e mais uma vez o PSDB estará traindo o povo brasileiro, como no caso da CPI dos Correios e do Mensalão do PT.

Zaffari anuncia compra do Moinhos Shopping e do Sheraton

O grupo supermercadista Zaffari, de Porto Alegre, confirmou no final da tarde deste domingo a compra do controle do Moinhos Shopping e do hotel Sheraton. O negócio foi fechado com o dono anterior, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter. O grupo avisou que a gestão dos dois empreendimentos seguirá inalterada, o que não quer dizer que não interferirá mais adiante. Leia o comunicado: "O Grupo Zaffari comunica a aquisição de participação no Fundo de Investimento Imobiliário Páteo Moinhos de Vento. A participação foi adquirida de empresas pertencentes ao empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que permanece como investidor do Fundo, o qual também conta com a participação de outros cotistas. O Fundo tem como objeto a exploração imobiliária do edifício onde estão localizados o Shopping Moinhos de Vento e o Sheraton Porto Alegre Hotel. A gestão desses dois empreendimentos seguirá inalterada". Atualmente, o Grupo Zaffari opera sete shopping centers sob a bandeira Bourbon Shopping, nos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Tucanos querem interpelar Lula

O PSDB prepara medidas contra o ex-presidente Lula, acusado de fazer chantagem contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para adiar o julgamento do processo do Mensalão do PT. "Não há ainda uma definição. Estamos apenas conversando. Mas até amanhã a gente troca idéias sobre qual vai ser o procedimento", informou neste domingo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Alguns setores do partido discutem interpelar o ex-presidente na Justiça, convocá-lo à CPI, bem como a Gilmar Mendes, e até propor uma acareação entre os dois. Uma estratégia será fechada nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI na qual pode ser decidida a convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo.

Bradesco negocia compra do Santander no Brasil

O Bradesco está próximo de fechar a compra das operações do Santander no Brasil. O negócio para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, passou a ser imperativo em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência. Se confirmada, a operação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil. Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco. Já o Banco do Brasil fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos (por ora, é a única instituição latino-americana a atingir essa marca) e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido. A princípio, os controladores do Santander dizem não ter a intenção de deixar completamente suas operações no Brasil, que hoje responde por mais de 30% do resultado global do grupo. A primeira informação que circulou no mercado dava conta do interesse do Santander de abrir mão de uma fatia entre 30% e 40% do seu capital no Brasil. Considerando as estimativas feitas por alguns executivos sobre o valor do banco (entre R$ 100 bilhões e R$ 160 bilhões, neste caso incluindo o ágio pago na aquisição do antigo ABN Amro/Real), a transação poderia chegar a R$ 64 bilhões. O Banco do Brasil estava entre os principais interessados e vinha negociando com a instituição espanhola. Mas as conversas esbarraram na falta de acordo sobre preço. Não se descarta no mercado a hipótese de o Bradesco, que é apontado até agora como a instituição com mais chances de fechar a negociação, abocanhar o controle total.

Consultoria privada, paga por empresários, levanta todos os dados do governo federal

Uma das maiores consultorias empresariais do mundo, a McKinsey & Company, ganhou acesso a dados produzidos por ministérios, submeteu servidores da Presidência a questionários sobre desempenho e vem atuando desde outubro do ano passado sob um manto de sigilo em duas salas do Palácio do Planalto. Tanto poder concentrado rendeu aos ocupantes das salas 101 e 103 do Anexo do Planalto o apelido de “Casa Civil do B”. O objetivo da consultoria, contratada por um grupo de empresários, é sugerir ferramentas de avaliação e monitoramento de políticas públicas. A atuação dos dez consultores destacados pela McKinsey para o trabalho reflete o estilo e ritmo que a presidente Dilma Rousseff tenta impor ao Executivo federal, segundo fontes palacianas. Por ordem da titular do Planalto, além da estrutura normal da Casa Civil, está em gestação um sistema de monitoramento em tempo real dos programas prioritários do governo. A McKinsey não foi escolhida por concorrência pública, nem sequer aparece no Diário Oficial da União: a consultoria faz parte de um acordo de cooperação técnica da Casa Civil com o Movimento Brasil Competitivo (MBC). Segundo assessores, Dilma tenta, com a medida, aperfeiçoar a gestão do serviço público e tornar a atuação de gestores mais transparente, com acompanhamento online de obras e projetos. Dados do Planejamento confirmam que em seu primeiro ano de governo Dilma quase dobrou o gasto com consultorias externas, de R$ 593 milhões para R$ 1,2 bilhão. A parceria com a McKinsey foi sugerida no dia 7 de julho do ano passado, durante uma reunião de seis horas entre os empresários da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade e a ministra Gleisi Hoffmann. O órgão serve para debater soluções para a gestão pública, sendo integrado pelos empresários Abílio Diniz, Antonio Maciel Neto e Henri Philippe Reichstul. O industrial Jorge Gerdau preside o grupo. Dilma vetou o gasto de dinheiro público com a consultoria, mas aceitou que empresários do MBC custeassem o trabalho, estimado em R$ 7 milhões. A McKinsey passou, a partir daí, a receber informações sobre os principais projetos do governo. A Casa Civil nega acesso a dados sensíveis, mas informou que a consultoria tem a praxe de assinar acordos de confidencialidade em todos os seus contratos. Nos bastidores, servidores de carreira questionam a versão da equipe da ministra Gleisi e dizem que os consultores conseguem dados e têm acesso a autoridades de alto escalão enquanto recebem salário do setor privado, criando conflitos de interesse. A agenda de Gleisi registra seis encontros com a consultoria. A McKinsey não analisa só programas considerados prioritários pelo Planalto, mas também a própria Casa Civil. No ano passado, todos os funcionários de carreira foram submetidos a questionário pela consultoria. O procedimento gerou críticas e protestos internos. O objetivo, dizem fontes do Planalto, era verificar o desempenho e a necessidade de alguns cargos na estrutura da Casa Civil.

Dilma quer abrir "caixa-preta" de montadoras e cortar lucros

Da Folha - Após a batalha da presidente Dilma Rousseff contra os juros dos bancos, o governo abrirá em breve outro front: quer que as montadoras de veículos no País abram as contas e margens de lucro. O Executivo avalia que dá incentivos a um setor sem conhecer a real situação financeira das fabricantes. Por isso, deseja "sair do escuro" e, eventualmente, cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo, quando houver incentivos federais, como os anunciados na segunda. Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus balancetes. Interlocutores de Dilma disseram que, após as medidas emergenciais para reduzir os estoques de carros, o próximo passo é atuar para, se for o caso, reduzir o "spread" das montadoras. Trata-se de uma investida semelhante à do Planalto junto aos bancos, ação que teria rendido, conforme pesquisas extraoficiais de opinião, alguns pontos percentuais a mais na aprovação de Dilma. Integrantes da cúpula do governo estão convencidos de que o carro brasileiro é caro não só pelo elevado nível de imposto (cerca de 30%, conforme Anfavea). Afirmam que, se os custos nacionais são altos, a margem de lucro das fabricantes também é. Em 2009, sob o impacto da crise externa, houve prejuízo das montadoras em suas sedes, mas não no Brasil. Representantes do setor serão chamados a Brasília para negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória. O clima não é de guerra, mas a diferença de preços de carros no país e no mundo incomoda. Na Argentina, o Renault Duster 2.0 4x4 é vendido pelo equivalente a R$ 56.883,00. No Brasil, custa R$ 61.470,00. Em parte, essa diferença é explicada pela carga tributária e pelo "custo Brasil" (logística e mão de obra). Mas estudos de consultorias apontam lucro até duas vezes superior à média mundial.

Analistas afirmam que consumo sustenta economia no início do ano

O consumo está sustentando a economia neste início de ano, dizem economistas. Mesmo com as famílias mais endividadas, o aumento da renda e a força do setor de serviços indicam que o consumo cresce. Deve ser a única notícia positiva em meio a uma atividade em ritmo lento. No primeiro trimestre, o consumo das famílias deve ter crescido, segundo estimativa da FGV (Fundação Getulio Vargas), 0,9% ante os últimos três meses do ano. O Itaú projeta alta de 1,2%. Expansão tão forte em um trimestre não se vê desde 2010. Mas o consumo não deve repetir o feito de 2009, quando ergueu a economia. Dessa vez, é preciso que os investimentos também cresçam. E aí está o desafio do governo. Parte do avanço acelerado que ocorreu em 2009 e 2010 se deveu ao aumento da ocupação formal, que possibilitou o incremento do crédito. O volume de empréstimos passou de 40% do PIB, em 2009, para 50% neste ano. Com as famílias mais endividadas, bens de venda a prazo, como automóveis, sentem a parada para readequação dos orçamentos. Vendas nos setores de supermercados, de vestuário e de serviços estão crescendo, assim como o consumo de energia elétrica. Segundo analistas, o consumo crescerá acima da média da economia. Na próxima sexta-feira, o IBGE divulgará os dados da atividade no primeiro trimestre. O resultado não será motivo de comemoração.

Justiça determina o bloqueio dos bens do presidente da Eletrosul

A Justiça determinou, no último dia 18, o bloqueio dos bens do presidente da Eletrosul, Eurides Luiz Mescolotto. Outros quatro gerentes e nove funcionários da estatal também tiveram seus bens bloqueados. A liminar ordena "a indisponibilidade de bens em nome de todos os réus até o valor de R$ 86.093,17". Em 2009, a Eletrosul havia contratado, naquele ano, a empresa Newfield Consulting para a prestação de consultoria na área de planejamento e gestão. A empresa, então, subcontratou a nora de Mescolotto, Maria Solange Fonseca, casada com Filipe Mescolotto, filho do presidente da estatal com a ministra Ideli Salvatti. O Ministério Público denunciou a improbidade administrativa, entrando com uma ação civil pública de indenização por dano moral. No dia 18 de maio, então, a Justiça decidiu, em primeira instância, bloquear os bens dos réus envolvidos na contratação da Newfield. Segundo o coordenador do Sindicato dos Eletriciários de Florianópolis e Região, Mário Jorge Maia, o contrato com a consultoria foi de R$ 320 mil. A empresa Mescolla Comunicação e Planejamento também é alvo da determinação. A Eletrosul se posiciona dizendo que a contratação de consultoria especializada na área de planejamento estratégico corporativo e de comunicação social, realizada em 2009, seguiu rigorosamente as normas internas de seleção de fornecedores e obedeceu plenamente a lei de licitações vigente.

Tuaregues e islamitas se unem para controlar norte do Mali

Rebeldes tuaregues e o grupo rebelde islâmico Ansar Dine concordaram no sábado em unir forças e criar um estado islâmico de transição no norte do Mali. O movimento Ansar Dine e o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (tuaregue) proclamam a sua dissolução em Azawad (norte do Mali)", diz o texto da nota. Os dois movimentos criaram o conselho transitório do estado islâmico de Azawad. Em Gao, uma das grandes cidades do norte do Mali, onde os líderes dos movimentos negociavam nas últimas semanas, e em Tombouctou, o acordo foi recebido com tiros para o alto, segundo seus habitantes.