sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dobra o número de brasileiros que retornaram do Exterior

O número de brasileiros imigrantes que retornaram do Exterior dobrou entre 1995 e 2005, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE com base no Censo de 2010. Ao todo, foram 174.597 pessoas que vieram, principalmente, dos Estados Unidos e do Japão. O período do levantamento não incidiu sobre a crise financeira mundial que surgiu nos Estados Unidos e atingiu o Japão, e tampouco sobre os recentes desastres naturais no Japão, que expulsaram milhares de japoneses nascidos no Brasil. Na década pesquisada, o total de imigrantes internacionais no Brasil aumentou 86,9%. Os Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais receberam mais da metade desses migrantes. Segundo os pesquisadores do IBGE, além da economia, o nascimento dos filhos dos imigrantes brasileiros pode ter contribuído para o retorno. Dentro do País, os gaúchos são os que mais retornam ao seu Estado.

Índice que reajusta aluguel sobe 0,85% em abril

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) acelerou em abril ao avançar 0,85%, ante variação positiva de 0,43% em março, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira. Os preços dos alimentos no atacado e do cigarro no varejo foram os principais responsáveis por puxar o índice para cima. Em 12 meses, o IGP-M avançou 3,65% e a taxa acumulada no ano é de 1,47%, de acordo com a FGV. Dentre os subíndices que compõem o IGP-M, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) avançou 0,97%, após alta de 0,42% em março. Segundo a FGV, contribuiu para a aceleração dos preços no atacado, medida pelo IPA, o índice relativo ao grupo bens finais, que avançou 0,78% em abril depois de ter subido 0,28% em março. Nesse grupo destacou-se o subgrupo alimentos processados, que subiu 1,43% depois de ter registrado deflação de 0,54% em março. Já o segmento bens intermediários registrou ganho de 1,13%, ante alta de 0,62% no mês passado. A principal contribuição para a taxa neste segmento foi do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que registrou alta de 1,26% em abril após variação positiva de 0,82% em março. Já o índice de matérias-primas brutas teve alta de 0,97% em abril, ante 0,31% anteriormente. Os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram soja em grão (7,07% para 11,76%), minério de ferro (-0,57% para 0,79%) e café em grão (-9,78% para -6,78%). O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,55% em abril, após avanço de 0,48% no mês passado. A principal contribuição para a variação de preços do varejo veio do grupo despesas diversas, cuja taxa avançou 2,29% depois de ter subido 0,07% em março. Nessa classe de despesa, destacou-se o reajuste dos cigarros, que passou de estabilidade para alta de 5,72%. Também foram registradas altas em saúde e cuidados pessoais (0,54% para 0,86%), vestuário (0,27% para 1,03%), alimentação (0,45% para 0,50%), transportes (0,22% para 0,31%) e comunicação (-0,26% para 0,06%). O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou alta de 0,83%, ante elevação de 0,37% em março. O grupo materiais, equipamentos e serviços mostrou alta de 0,58%, ante 0,42% no mês anterior. O índice que representa o custo da mão de obra passou de 0,32% em março para 1,08% em abril. Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. O cenário inflacionário é crucial para que o Banco Central defina sua política relacionada à taxa de juros, atualmente em 9% após corte de 0,75 ponto percentual na semana passada.

Senador Demóstenes Torres diminui gastos de seu gabinete em abril

O gabinete de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) imprimiu ritmo mais lento em seus gastos. O senador vinha usando R$ 20 mil da verba mensal de seu gabinete - R$ 11 mil para agência de propaganda para "apoio ao exercício do mandato". Em abril, ele gastou só R$ 2.971,00. Demóstenes é alvo de processo no Conselho de Ética do Senado após ter seu nome envolvido com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. As operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, flagraram conversas de Demóstenes com o empresário de jogos ilegais.

Carlinhos Cachoeira deu dinheiro para assessor do senador Demóstenes Torres, diz a Polícia Federal

Escutas telefônicas indicam que, em fevereiro, seis dias antes de ser preso, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entregou R$ 100 mil a um assessor do senador Demóstenes Torres (ex-DEM). No grampo, o empresário orienta a mulher a fazer o pagamento e a contar o dinheiro na frente do assessor. Segundo relatório da Polícia Federal, "ela diz que vai dar o dinheiro em notas de 50 que está embalado em plástico". Demóstenes responde a processo no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar e pode perder o mandato. Ele também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura seu envolvimento com Cachoeira.

Ministro do Supremo dá à CPI acesso a inquérito sobre Demóstenes

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, relator do inquérito que tramita na Corte para investigar as relações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, autorizou nesta sexta-feira que três comissões do Congresso retirem cópia integral dos autos da investigação. As comissões que tiveram acesso autorizado ao inquérito são a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada nesta semana no Congresso para apurar as relações do bicheiro com agentes públicos e privados; o Conselho de Ética do Senado, que também investiga se houve quebra de decoro parlamentar por parte de Demóstenes na relação com o contraventor; e a Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados. Dois deputados federais (Carlos Alberto Leréia, do PSDB-GO, e Sandes Júnior, do PP-GO) são alvos de apuração de suposta irregularidade nas relações deles com Cachoeira. Na decisão desta sexta-feira, o ministro Lewandowski alerta para que os parlamentares observem “restrições de publicidade” devido ao segredo de Justiça do processo. O ministro se baseou em casos semelhantes em que, apesar do sigilo, o Supremo compartilhou informações para viabilizar investigações. De acordo com a legislação brasileira, quebrar o segredo de Justiça é crime com pena prevista de dois a quatro anos de prisão e multa. A lei é citada na decisão que autorizou aos parlamentares o acesso ao inquérito. Lewandowski fez referências explícitas às interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que prendeu parte do grupo de Cachoeira. Conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, indicam que o senador teria usado o mandato para beneficiar o bicheiro. As suspeitas levaram à abertura de processo no Conselho de Ética do Senado para apurar se houve quebra de decoro parlamentar por parte do senador goiano.