domingo, 8 de janeiro de 2012

Bancos da Arábia Saudita com medo de ataque cibernético israelense

A rede de televisão Al Arabiya anunciou neste domingo que os bancos do país aumentaram seu nível de segurança devido a preocupações sobre um ataque cibernético israelense contra os seus sistemas de computador. Segundo o relatório, a mudança veio após "a declaração do governo israelense de que ele vê o vazamento de detalhes do cartão de crédito dos seus cidadãos como uma violação da soberania israelense, o que é comparável a um ato de terror que deve ser retaliado". A rede de TV saudita afirmou que os departamentos de proteção de dados em vários bancos da Arábia Saudita aumentaram seus cuidados frente a um possível ataque a seus sistemas. No sábado, o ministro Uzi Landau , do Ministério das Infraestruturas Nacionais, discutiu o roubo online de milhares de cartões de crédito de Israel por um hacker saudita, dizendo: "Ele nos fez um favor. Ele derramou uma luz sobre uma rachadura existente, e é hora de o governo definir as regras de segurança para grupos online. O público deve ser protegido, e neste momento não está sendo protegido". Também no sábado, o vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Danny Ayalon, disse o estado israelense vê o ciber-ataques como "atos de terror" e deverá "retaliar com força contra hackers que minam a soberania cibernética de Israel".

Israel aprova lei prevendo educação gratuita para as crianças a partir dos três anos

O governo israelense aprovou neste domingo uma lei garantindo a educação gratuíta para crianças a partir de três anos de idade. Para permitir a aplicação da nova lei serão feitos cortes em todos os ministérios foram aprovados. Um acordo de última hora foi alcançado com o partido Shas, o que permitiu ser alcançada a maioria para a aprovação da lei, que teve 21 votos a favor e oito contra. Educação gratuita para crianças em tenra idade era uma parte importante do relatório da Comissão Trajtenberg para a Mudança Social e Econômica, que foi criada em resposta à maciça manifestação popular ocorrida durante o último verão em Israel. O governo aprovou as conclusões do relatório em outubro. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse após a aprovação da nova lei de educação gratuíta: "Estamos reparando uma distorção histórica e é uma grande bênção, antes de tudo, para as famílias jovens. Começando no próximo outono, um quarto de milhão de crianças receberão educação gratuita". Ele acrescentou que programa pós-escola será subsidiado para os pais que trabalham, independentemente do seu nível salarial, observando que "é uma bênção e um festa para Israel". "Nós decidimos sobre cortes no orçamento em vários ministérios, o que também nos dará a capacidade de aumentar o orçamento para o Ministério da Defesa", disse Netanyahu. "Vamos introduzir visibilidade e controle sobre o orçamento de defesa que irá melhorar a racionalização das Forças de Defesa de Israel e vai me ajudar, como primeiro-ministro, a monitorar o orçamento e tomar decisões informadas e equilibradas", disse ele.

DEM vai pedir para procurador investigar ministro da Integração

O líder do DEM no Senado, senador Demóstenes Torres (GO), afirmou neste domingo que pedirá para a Procuradoria-Geral da República investigar o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional). O senador disse que vai entrar com uma representação na terça-feira na procuradoria pedindo a abertura de um inquérito civil público contra o ministro. Bezerra está envolvido em suspeitas de favorecimento ao seu Estado, Pernambuco, e também ao seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), no repasse de recursos da pasta, além de acusações de nepotismo. "O ministro está descumprindo sua função. Faltou compostura a ele, que tem dado privilégio no repasse de recursos", disse Demóstenes Torres. Segundo o líder do DEM, a representação abordará três assuntos: o favorecimento, por parte do ministro, no repasse de recursos de combate a enchentes para Pernambuco, o privilégio dado ao seu filho na liberação do maior volume de emendas parlamentares da pasta em 2011, e as acusações de que Bezerra teria ignorado o decreto antinepotismo ao manter o irmão, Clementino Coelho, presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) durante quase um ano.

Grécia precisa de perdão maior da dívida

O perdão de 50% da dívida grega, parte do acordo feito com o país, não será o suficiente para colocar o grande déficit da nação em uma posição segura, afirmou um assessor do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, a um jornal grego. Bancos e fundos de investimento estão negociando com Atenas há semanas um projeto de troca de títulos da dívida, com o objetivo de cortar a dívida em relação ao PIB do país de 160% para 120% até 2020. Esse plano é parte importante de um segundo pacote de ajuda internacional à nação para que ela não corra o risco de moratória. O pacote totaliza 130 bilhões de euros. Sob o chamado "envolvimento do setor privado", investidores voluntariamente aceitarão um desconto nominal de 50% dos títulos gregos em troca de um misto de dinheiro e novos títulos. Mas as negociações travaram devido a discordâncias sobre o custo real do perdão. O ministro Clemens Fuest, que também é professor, afirmou que o corte na dívida grega deve ser maior do que os 50% acordados para ajudar o país a refinanciar suas dívidas: "Essa taxa veio com a idéia de que seria associada a um programa de consolidação econômica de longo prazo, que reduziria a dívida acumulada para 120% do PIB anual em 2020. Mas tal redução não é suficiente. Já tínhamos dívida de 120% no início da crise. Então a redução precisa ser muito maior do que 50%". A Grécia quer que investidores voluntariamente assinem o PSI para evitar um incidente de crédito no país, mas Fuest afirmou que isso coloca o acordo em risco e que a troca precisa ser compulsiva. "No meu ponto de vista, a Grécia já entrou em moratória. Eu acho que a melhor coisa seria se alguém honestamente dissesse que o governo grego não consegue pagar sua dívida. Dessa forma, um melhor acordo pode ser alcançado", disse ele.

OGX, de Eike Batista, é a primeira empresa privada nacional a produzir no mar

Com quase cinco meses de atraso em relação ao plano original, a OGX, do empresário Eike Batista, começará a produzir petróleo na bacia de Campos (litoral do Rio de Janeiro) no dia 28. No início do ano a data prevista era dia 23. Será a estréia, como operadora, de uma empresa privada brasileira na produção "offshore" (no mar) do Brasil. O último obstáculo para o início da operação foi vencido no dia 2, com a concessão, pelo Ibama, da Licença de Operação para a empresa. Antes disso, condições climáticas e problemas em equipamentos causaram o atraso, segundo a companhia.

Caixa Econômica Federal paga R$ 29 milhões por mês ao grupo Itaú

Ao mesmo tempo em que negocia com o governo federal um aporte de recursos para reforçar sua atuação em 2012, a Caixa Econômica gastou R$ 29 milhões por mês para uma empresa do concorrente Itaú prestar um serviço que ela poderia estar fazendo há pelo menos cinco anos. Contratada sem licitação, a empresa Orbitall, que pertencia ao grupo Itaú até o dia 28 de dezembro, quando foi vendida, garantiu desde 2002 um espaço cativo com sucessivas prorrogações do contrato para processar cartões dos clientes da Caixa Econômica Federal. O acerto da Orbitall com o banco foi aditado 40 vezes em nove anos e considerado pelos fiscais do Tribunal de Contas da União, no final de 2009, "antieconômico" e classificado como "um irregular ciclo de contratação, com prejuízos reais".

Associação de juízes do Rio Grande do Sul critica ação contra CNJ

O movimento de entidades de juízes para limitar os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça recebeu mais uma crítica da própria magistratura. O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, João Ricardo dos Santos Costa, diz que as entidades da magistratura que questionaram no Supremo Tribunal Federal a atuação do CNJ adotaram "reação desprovida de estratégia". Segundo ele, a ação "somente atingiu a credibilidade do Judiciário perante a opinião pública". O CNJ está no centro de uma crise no Judiciário devido à discussão sobre o seu poder de investigação sobre os próprios magistrados. Recentemente, dois ministros do STF atenderam a ações da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), entre outras entidades, e suspenderam investigações do conselho contra tribunais. Para Costa, as associações deveriam ser parceiras do CNJ na elaboração de políticas para o Judiciário. Ele também atribui o desgaste ao CNJ e ao STF. Mas diz que a AMB deveria cobrar publicamente os tribunais que não cumprem seu papel correcional. Costa diz que o presidente da AMB, Nelson Calandra, tomou posse em dezembro com a bandeira de valorização da magistratura: "Um ano após a posse, chegamos a um descrédito jamais visto". A manifestação de Costa foi precedida pelo abaixo assinado de 27 juízes federais contra a agressividade das notas públicas da Ajufe (juízes federais) criticando a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon.

Obama pede proteção a cristãos coptas no Egito

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu na sexta-feira proteção para a comunidade copta e outras minorias do Egito. "Tal como demonstraram os eventos no Egito e em outros países, a proteção das pessoas de todas as fés e a possibilidade de culto são cruciais para uma sociedade pacífica, inclusiva e próspera", disse Obama em comunicado sobre a celebração do Natal copta. O documento afirma que Obama e sua mulher, Michelle, "desejam aos cristãos ortodoxos coptas nos Estados Unidos e em todo o mundo um Feliz Natal". O presidente reafirmou "o compromisso dos Estados Unidos para trabalhar em prol da proteção dos cristãos e outras minorias religiosas em todo o mundo". Esses comentários ocorrem quando começou a ser implementado no Egito um plano para proteger as igrejas egípcias diante da missa de Natal liderada pelo patriarca Shenuda III na Catedral de Abbassiya do Cairo, com a presença pela primeira vez dos líderes islâmicos. Os cristãos coptas, que representam de 6% a 10% da população egípcia, têm seu próprio calendário, no qual o Natal ocorre em 7 de janeiro.

Hugo Chávez nomeia ministro acusado pelos Estados Unidos de ter ligação com o tráfico

O ditador venezuelano Hugo Chávez nomeou na sexta-feira como ministro da Defesa o general Henry Rangel Silva, acusado pelos Estados Unidos de participar do tráfico de drogas. "Hoje torno pública sua designação como novo ministro da Defesa da República neste templo sagrado diante da Virgem de Coromoto", disse Chávez durante uma missa ao ar livre em Guanare, no estado Portuguesa, transmitida por rede de rádio e TV. No mesmo ato foi nomeado o general José Gregorio Pérez Escalona como novo comandante da Aviação venezuelana. "Vamos aplaudir o novo ministro da Defesa designado, Rangel Silva, e o novo comandante-geral da Aviação bolivariana, o major-general Pérez Escalona", completou. Em 2008, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos congelou os bens de Rangel Silva, então diretor do serviço de inteligência venezuelano (Disip), após acusá-lo de ter vínculos com a guerrilha colombiana Farc e o tráfico de drogas. O militar foi promovido em 2010 a general em chefe, máximo grau militar na Venezuela, por disposição de Hugo Chávez dias depois de ter declarado em uma entrevista que os militares estavam "casados" com o projeto político do presidente, a quem juravam "lealdade completa".

Congresso de ginecologia em Israel cria polêmica ao vetar médicas

Um congresso de ginecologia que será realizado em Jerusalém vem provocando uma onda de protestos por proibir a participação de médicas e por obrigar as mulheres do público a ficarem separadas dos homens. A notícia vem à tona em meio a uma polêmica crescente no país sobre a segregação das mulheres imposta por judeus ultraortodoxos. ONGs de direitos humanos e cidadãos seculares estão pressionando os médicos que deveriam fazer palestras no congresso para cancelarem sua participação. A organização do encontro, que discutirá questões de fertilidade e começará no dia 16, incluiu na lista de palestrantes apenas médicos homens e rabinos. O congresso é organizado pela instituição Puah - nome em hebraico formado com as iniciais das palavras 'fertilidade' e 'Halachá' -, que presta aconselhamento a casais judeus religiosos que sofrem de problemas de fertilidade. A organização engloba rabinos e médicos para garantir que nenhum procedimento viole a Halachá, o conjunto de leis da religião judaica. Uma das ONGs que mais criticou o congresso é a secular Israel Livre, que divulgou nomes e e-mails dos médicos escalados para palestrar, pedindo que as mulheres "boicotem ginecologistas que boicotam as mulheres". Yuval Yaron, diretor do departamento de Diagnóstico Genético Pré-Natal do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, já cancelou sua participação. "Impedir mulheres de fazer palestras no congresso contradiz totalmente os valores segundo os quais fui educado", afirmou o médico: "Além de ser um exemplo claro de segregação, não convidar mulheres para falar em um congresso sobre medicina da mulher também é um absurdo do ponto de vista profissional". O rabino Menachem Burstein, diretor do Puah, minimizou a polêmica e disse que graças ao instituto a legislação rabínica aceita inovações da medicina e assim possibilita o avanço da saúde das mulheres ultraortodoxas. "Infelizmente há elementos que se aproveitam de maneira cínica e agressiva do clima público atual", afirmou Burstein em referência à polêmica na sociedade israelense sobre a segregação das mulheres. Nas últimas semanas se intensificou em Israel o debate público sobre a segregação das mulheres em ônibus, calçadas e instituições públicas, praticada em várias cidades, especialmente onde há grandes concentrações de habitantes ultraortodoxos, como Jerusalém, Beit Shemesh e Elad.

Justiça obriga Inep a apresentar redação do Enem com nota alterada

A Justiça Federal de São Paulo divulgou na sexta-feira que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) está obrigado a apresentar uma cópia autenticada da prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que teve sua nota alterada. O aluno, que recebeu zero na redação, conseguiu na Justiça, pela primeira vez desde o novo formato do Enem, a revisão de sua nota. O estudante, inconformado por ter tido a prova anulada sob o argumento de que fugiu do tema, recorreu aos tribunais com a ajuda de sua escola, a Lourenço Castanho, em São Paulo. Após a revisão, a nota passou de zero para 880 pontos (o valor máximo é 1.000 pontos). "Não obstante a ausência de previsão de vista da prova dissertiva em um exame de cognição sumária, típica desta fase processual, aparentemente houve algum equívoco pois segundo o rascunho apresentado do caderno de questões o impetrante não se encaixaria nas hipóteses de anulação da prova, quais sejam, se houvesse impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação", afirmou a juíza federal substituta Luciana Jacó Braga, na decisão do dia 28 de dezembro. Após a determinação para que o órgão apresentasse a cópia da prova no prazo de cinco dias, a Procuradoria Federal do Inep encaminhou à Justiça Federal em São Paulo um pedido de reconsideração da decisão. No documento, do dia 30 de dezembro, o instituto informa que houve "ocorrência de erro material quando da correção das provas de alguns alunos participantes do Enem, dentre as quais a redação do próprio impetrante, que teve sua prova devidamente corrigida e a nota consequentemente alterada". No Rio de Janeiro, a Justiça Federal concedeu a outros três estudantes o direito de terem acesso à redação corrigida do último Enem e a possibilidade de uma nova avaliação do desempenho.