sábado, 25 de fevereiro de 2012

Estação brasileira na Antártida acabou, diz militar

"A estação acabou", disse um oficial da Marinha lotado na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm), envolvida nas atividades brasileiras na Antártida, em telefonema cedo à uma pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que voltou da estação este ano. O militar teve a incumbência de informar os coordenadores de pesquisas sobre o incêndio ocorrido na madrugada deste sábado, na Estação Comandante Ferraz, base científica e militar brasileira na Antártida. Havia 60 pessoas na estação, metade delas pesquisadores de universidades nacionais, que escaparam ilesos. A estação foi destruída durante o incêndio que causou a morte de dois sargentos. Em nota, a Marinha não reconhecia nem as mortes nem a destruição da base. Informava apenas que dois militares estavam desaparecidos e que um terceiro teve ferimentos, mas não corre risco de morte. O fogo começou na praça das máquinas, onde funcionam os geradores da estação, e se alastrou com rapidez. A estação tem um formato contínuo. A praça das máquinas não é separada fisicamente dos alojamentos e demais ambientes.
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