segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Presidente da Conab é acusado de fraude em prova da OAB

O Ministério Público Federal em Goiás denunciou o atual presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Evangevaldo Moreira dos Santos, sob acusação de envolvimento em fraudes no exame da OAB no Estado. A Procuradoria afirma que Evangevaldo atuou, em 2006, como "ponte" no esquema e também pagou para que um subordinado seu fosse aprovado na prova. Na época, o presidente da Conab comandava a Agência Ambiental do Estado de Goiás. Segundo a Procuradoria, Evangevaldo era "amigo íntimo de um dos membros da quadrilha que fraudava a prova". Conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal mostram que ele sabia como a quadrilha trabalhava e flagraram ele articulando a aprovação ilegal de seu funcionário, diz a Procuradoria. A denúncia, entregue à Justiça na semana passada, acusa outras cem pessoas de envolvimento no suposto esquema, que cobrava até R$ 15 mil para aprovar um candidato de forma fraudulenta. Advogado e pecuarista, Evangevaldo tomou posse na Conab em abril depois de ser indicado ao cargo pelo deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), líder petebista na Câmara.

ALL, Triunfo e Vetorial criam empresa em mineração e logística

As empresas de logística ALL e Triunfo Participações e a mineradora Vetorial anunciaram nesta segunda-feira a formação de uma joint venture, a Vetria, para criar um sistema integrado mina-logística-porto. Segundo fato relevante conjunto, a Vetria "atuará na exploração, beneficiamento, transporte, comercialização e exportação de minério de ferro por meio de um porto privado a ser construído em Santos (SP)". A ALL terá 50,38% da Vetria, enquanto a Triunfo ficará com 15,79% e os acionistas da Vetorial com 33,83%. "Para criar a solução integrada mina, logística e porto, a Vetria estima ser necessário investir aproximadamente R$ 7,6 bilhões", informaram as empresas, acrescentando que os recursos serão obtidos no mercado financeiro e com eventuais parceiros estratégicos.

Dólar capta instabilidade externa e sobe para R$ 1,865

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, seguindo a cautela dos mercados internacionais com o setor bancário em meio à crise da dívida soberana na Europa. A moeda norte-americana subiu 0,47%, a R$ 1,8652 para venda. Nesta terça-feira, o Banco Central divulga os números referentes ao balanço de pagamentos do País em novembro. A mediana das projeções de 13 analistas consultados é de déficit de US$ 6,8 bilhões, inflado por um aumento na remessa de lucros e por um enfraquecimento da balança comercial. Se o resultado se confirmar, pode ser a primeira vez desde maio em que o investimento estrangeiro direto deixa de cobrir o déficit brasileiro em transações correntes. A previsão do Banco Central é de IED de US$ 4 bilhões no mês.

Brasil quer aumentar lista de importados com imposto reduzido

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, em Montevidéu, ao chegar à cupula do Mercosul, que a principal demanda do Brasil é aumentar a lista de exceção, que contém produtos que pagam alíquotas de importação inferiores a 35%. "O Brasil já tem uma lista de cem produtos, e a Argentina também. Com a ampliação dessas listas os países do mercosul poderão se proteger das importações que causam danos a indústria regional", disse Mantega. O ministro acrescentou: "Com isso poderemos fazer uma defesa melhor no momento em que todos os países estão sendo invadidos por mercadorias de fora da zona comercial". Nessa nova lista, segundo Mantega, entrariam bens de capital, têxteis e químicos.

Europeus acertam repasse de 150 bilhões de euros para o FMI

Os países da zona do euro acertaram nesta segunda-feira reforçar o caixa do FMI em 150 bilhões de euros (US$ 195 bilhões) para ajudar as economias mais fragilizadas financeiramente do bloco, segundo informações passadas por um fonte diplomática. Segundo essa fonte, os ministros das Finanças, em conferência telefônica, concordaram na arrecadação dos 150 bilhões de euros. A meta inicial eram 200 bilhões de euros. A quantia restante, de acordo com o diplomata, pode vir de "outros países" fora do bloco econômico. O FMI anunciou nesta segunda-feira a aprovação de uma entrega de 2,9 bilhões de euros para Portugal, a terceira etapa de um empréstimo de 28 bilhões de euros aprovada em maio.

Procuradoria desiste de indenização de R$ 20 milhões contra a Zara

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo desistiu de cobrar a indenização de R$ 20 milhões contra a Zara. A empresa e seus fornecedores foram acusados de manter trabalhadores em regime análogo à escravidão após fiscalizações no começo do ano. Pelo novo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado na tarde desta segunda-feira, a Zara deverá investir R$ 3,4 milhões em ações preventivas na cadeia produtiva têxtil. O valor é o mesmo proposto pela empresa na primeira tentativa de acordo, no mês passado. Segundo o procurador Luiz Carlos Michele Fabre, a desistência ocorreu porque a varejista se comprometeu com a responsabilidade sobre fornecedores e terceirizadas. A morosidade da Justiça, no caso de uma ação judicial, também pesou para que o acordo fosse efetivado. Na proposta anterior, o valor seria destinado a programas que visam melhorar a vida do trabalhador. O documento tinha 47 cláusulas e também pedia o fim das subcontratações e das "quarteirizações". De acordo com o documento assinado, a Zara poderá responder judicialmente caso uma de suas fornecedoras ou terceirizadas sejam flagradas mantendo trabalhadores em condições não previstas na lei trabalhista. A empresa chegou ao Brasil em 1999 e tem, hoje, 46 fornecedores no País e 313 oficinas subcontratadas. Fornecedores e oficinas têm quase 11 mil funcionários. Atualmente, são 32 lojas em diversos shopping centers do País. Em 2010, foram vendidos 12,5 milhões de peças de confecção.

Para Dilma, política monetária tem margem de manobra

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que a inflação está sob controle e que a política monetária adotada pelo governo federal permite margem de manobra. "A inflação está sob controle e avançamos ainda mais em nosso esforço de consolidação fiscal com uma política monetária que permite margem de manobra em relação aos juros", disse a presidente em discurso durante almoço de confraternização com oficiais-generais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Dilma previu que o País terá crescimento econômico acompanhado de estabilidade. "Temos atraído volumes recordes de investimentos diretos externos e nossas reservas internacionais ultrapassam os US$ 350 bilhões. Temos também um colchão de liquidez sobre a forma de depósitos compulsórios no Banco Central da ordem de R$ 430 bilhões", acrescentou.

Governo Dilma não teve problema político em 2011, diz Vaccarezza

A avaliação do primeiro ano de gestão da presidenta Dilma Rousseff é positiva, segundo o líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), que participou nesta segunda-feira da última reunião de coordenação política, no Palácio do Planalto. O encontro serviu para fazer um balanço das ações deste ano e da relação do Executivo com o Legislativo. De acordo com Vaccarezza, apesar de o governo ter enfrentado as trocas sucessivas de ministros, a gestão de Dilma "não teve problema político". "Troca de ministro não é crise de governo", avaliou. Na relação com o Legislativo, a avaliação também é positiva. "Na Câmara e no Senado, todas as questões que nós, governo, considerávamos importantes para o País, foram votadas", avaliou Vaccarezza.

Iraque impõe proibição de viagem a vice-presidente sunita

O Iraque proibiu que o vice-presidente sunita, Tareq Hashemi, saia do país, aumentando a crise política sectária logo depois da partida do último soldado norte-americano. A conclusão da retirada americana no domingo pôs fim a quase nove anos de guerra, mas deixou muitos iraquianos temerosos de que uma paz instável entre a maioria xiita e os sunitas possa entrar em colapso, reacendendo a violência sectária. "Recebemos a proibição de viagem para Hashemi", disse a autoridade da área de segurança, acrescentando que a proibição foi emitida por cinco juízes que investigam alegações contra o líder sunita. O primeiro-ministro, Nuri Maliki, um xiita, também pediu ao Parlamento um voto de desconfiança contra outro político sunita, Saleh Mutlaq, que é vice-primeiro-ministro, sob a acusação de que ele não tinha fé no processo político.

Líbano encontra quatro foguetes perto da fronteira com Israel

Autoridades das forças de segurança do Líbano afirmaram nesta segunda-feira que encontraram quatro foguetes próximo à fronteira do país com as Colinas de Golã, ocupadas por Israel. De acordo com as autoridades, os foguetes foram encontrados próximo à fronteira entre o Líbano, a Síria e Israel. As fontes disseram que ainda não estava claro se os foguetes estavam preparados para ataques. A descoberta desta segunda-feira ocorre uma semana depois de um foguete direcionado a Israel cair em território libanês, e quase um mês depois de foguetes lançados no Líbano atingirem Israel. Ainda não havia informações confirmadas sobre quem lançou os artefatos. A fronteira sul do Líbano está sob tensão desde que Israel e a organização terrorista Hezbollah se enfrentaram em uma guerra de 34 dias, em 2006.

Dilma defende aparelhamento das Forças Armadas

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que pretende investir no aparelhamento e na qualificação das Forças Armadas. Segundo ela, esse investimento é fundamental para diminuir as vulnerabilidades e para que o País possa assumir no cenário internacional a posição que pretende. "O País com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forças Armadas equipadas e qualificadas para o cumprimento de suas atribuições. Um país que pretende ter dimensão internacional tem que ter nas Forças Armadas um exemplo da sua capacidade e da sua competência", disse Dilma. "Uma política de defesa assertiva é necessária ao desenvolvimento econômico e também a uma política externa soberana. Para construir uma grande nação é fundamental dispor de capacidade na defesa dos interesses, pelo mais diversos meios", acrescentou ela durante a solenidade de apresentação de oficiais-generais recém-promovidos. Outra intenção da presidente é promover maior integração das três Forças, tendo o Ministério da Defesa como articulador institucional.

Investimentos em mineração têm alta de US$ 40 bilhões em 2011

O forte aumento da demanda de metais e minérios marcou o ano de 2011 e proporcionou um incremento anual de US$ 40 bilhões nos investimentos das mineradoras ao redor do globo. O preço recorde do ferro, ouro e outras matérias-primas permitiram aos grupos de mineração a obtenção de recursos que foram rapidamente investidos em novos projetos em distintas partes do mundo, dizem analistas do setor. "A maioria das empresas mineiras saíram da crise financeira mundial com balanços muito sólidos", disse Warren Edney, analista do sector no RBS (Royal Bank of Scotland). "Com todo esse dinheiro, podem investir muito", completou. Os gastos para investimento dos grupos de mineração alcançaram a soma recorde de US$ 140 bilhões no mundo este ano, contra US$ 100 bilhões um ano atrás e menos de US$ 40 bilhões em 2003, segundo o banco RBS. A alta dos preços das matérias-primas, no entanto, não foi tão sensível no segundo semestre, mas ainda assim a expectativa do mercado é de que os grupos mineiros continuarão prosperando. "A tendência da demanda de longo prazo continua sendo positiva", disse em novembro Tom Albanese, diretor do gigante anglo-australiano Rio Tinto. A Rio Tinto prevê investir US$ 12 bilhões em 2012 e a empresa brasileira Vale planeja realizar investimentos por um total de US$ 19 bilhões. Na segunda-feira, a Vale anunciou investimento US$ 5,930 bilhões na província argentina de Mendoza (oeste). O investimento será feito ao longo de 30 meses e estará destinado a construir o "Complexo Mineiro Industrial de Potássio Rio Colorado", em Malargüe, que permitirá a criação de 12 mil empregos e o recondicionamento de 900 quilômetros de ferrovias, segundo a presidência argentina.

OAB defende reajuste para magistratura e Ministério Público

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, defendeu nesta segunda-feira o reajuste para a magistratura e membros do Ministério Público. "Não se pode permitir que os juízes e membros do Ministério Público fiquem mendigando junto aos demais Poderes por um direito constitucional. A permanecer essa situação, haverá uma quebra à autonomia e à independência de um Poder da República, com grave repercussão para o equilíbrio do Estado Democrático de Direito", disse ele. A pressão da categoria ocorre porque o governo já avisou que não apóia o reajuste, principalmente por causa da instabilidade econômica internacional. A posição chegou a causar um desentendimento entre a presidente Dilma Rousseff e ministros do Supremo. Diversos projetos tramitam na Câmara propondo os reajustes. A proposta para os servidores é de mais de 50% de aumento em seus salários. Já para os ministros do Supremo duas propostas tramitam na Casa: uma que eleva os vencimentos dos atuais R$ 26.723,13 para R$ 30.675,48 e outro que prevê mais 4,8% de reajuste. Para a OAB, a postura que vem sendo adotada pelo Executivo, de impedir que os juízes recebam o reajuste constitucionalmente previsto, fere a autonomia do Poder Judiciário.

Rosa Weber toma posse no STF e diz estar pronta para qualquer processo

A nova ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Maria Weber, tomou posse no cargo nesta segunda-feira, no plenário da Corte. "Estou pronta para qualquer processo que chegue. Para isso, estou na magistratura há tanto tempo. Vamos enfrentá-los um a um, fazendo o devido estudo de cada um dos processos", disse. Rosa Weber disse que é "um dia de felicidade". "Estou muito feliz, extremamente honrada. É um dia muito importante para mim, depois de quase 36 anos de magistratura, estar chegando ao Supremo Tribunal Federal", afirmou. Escolhida pela presidente Dilma Rousseff, Rosa será a terceira mulher da história a se tornar ministra do STF. Ela ocupará a vaga deixada por Ellen Gracie, que decidiu se aposentar em agosto deste ano.

Inadimplência na Espanha bate maior nível desde 1994

Os créditos em atraso dos bancos espanhóis, um indicador importante de sua vulnerabilidade, alcançaram em outubro seu nível mais alto desde novembro de 1994, conforme estatísticas publicadas pelo Banco da Espanha nesta segunda-feira. Os créditos de pagamento duvidoso, constituídos principalmente pelas operações de financiamento imobiliário com maiores chances de atraso, atingiram 131,9 bilhões de euros em outubro, o que representa 7,42% do total da carteira de crédito do setor bancário, frente a 7,16% em setembro e 7,14% em agosto. O setor bancário espanhol, debilitado após a explosão da bolha imobiliária em 2008, é um dos focos de preocupação dos mercados a respeito da saúde financeira do país.

Presidente do Banco Central Europeu adverte sobre risco de abandonar o euro

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, advertiu os países da zona do euro mais afetados pela crise da dívida soberana sobre o alto risco de abandonar a moeda única, o que levaria a uma grande inflação, segundo o jornal "Financial Times" nesta segunda-feira. Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, Draghi defende que a saída da união monetária desestabilizaria as finanças desses países, enquanto seriam obrigados a aplicar medidas de ajuste orçamentário, com "uma posição muito mais fraca". Para o veículo, o simples fato de o presidente do banco europeu considerar a possibilidade de alguns países abandonarem o euro, algo que seu antecessor, Jean-Claude Trichet, considerava absurdo, reflete o alcance da crise no bloco. Segundo Draghi, que assumiu a condução do Banco Central Europeu em novembro, a ruptura da zona do euro teria também consequências imprevisíveis para os países que continuassem com a moeda. Os países que saíssem enfrentariam uma "grande inflação" e não poderiam evitar as reformas estruturais exigidas.

Manuscrito mais antigo com Dez Mandamentos é exposto em Nova York

O manuscrito mais antigo e conservado com as mensagens dos Dez Mandamentos que, segundo a fé judaica, Moisés recebeu no Monte Sinai, está exposto desde sexta-feira no Museu Discovery de Nova York. Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2.000 anos possui aproximadamente 45 cm de comprimento por 7 cm de largura e faz parte da mostra mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 artefatos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel. O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto. Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judéia. Os "Dez Mandamentos" são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental. Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York. A peça, que contém fragmentos do Deuteronômio, é datado entre os anos 50 e 1 a.C. e é um dos dois únicos manuscritos antigos com os Dez Mandamentos que existem atualmente. O outro manuscrito, conhecido como o Papiro Nash, está armazenado na Universidade de Cambridge. Apesar de estar fragmentado, a peça é datada entre o ano 150 e 100 a.C.

Síria assina acordo da Liga Árabe que autoriza visita de observadores

A Síria assinou nesta segunda-feira, no Cairo, o acordo da Liga Árabe que prevê a entrada de observadores internacionais no país, como parte do esforço internacional para pôr fim à repressão do regime sírio aos protestos populares que, desde meados de março, pedem a saída do ditador Bashar Assad. O ministro sírio das Relações Exteriores, Wallid Muallem, disse no Cairo que o acordo foi assinado após a Liga aceitar condições exigidas pela Síria. Um membro da organização confirmou que o vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faisal Mekdad, assinou o texto na presença do secretário-geral do bloco, Nabil Elaraby. Wallid Muallem afirmou que a assinatura do acordo é "o começo de uma cooperação entre nós e a Liga Árabe". Entre outros pontos, o acordo prevê a retirada das forças de segurança sírias das ruas, a libertação de prisioneiros políticos e o início do diálogo com a oposição, além da entrada de observadores internacionais no país para acompanhar a aplicação do plano. A Liga havia dado o prazo até quarta-feira para que a Síria assinasse o plano. Caso contrário, o grupo avaliava pedir uma ação do Conselho de Segurança da ONU para interromper a repressão do regime sírio ao levante popular.

Dominique Strauss-Kahn se diz pessimista quanto a futuro da zona do euro

O ex-chefe do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, voltou nesta segunda-feira à vida pública ao participar em um fórum econômico em Pequim, onde comparou a zona do euro a um barco prestes a afundar. Depois de mais de sete meses de escândalos pessoais, que o obrigaram a abandonar sua carreira política, Strauss-Kahn escolheu uma conferência sobre economia realizada na capital chinesa para recuperar seu status de especialista em macroeconomia. "Vemos os países europeus passar de um plano de resgate a outro, de uma cúpula vista como a última oportunidade a outra, sem admitir as perdas, sem permitir uma reativação do crescimento e fracassando em recuperar a confiança", afirmou ele. Dominique Strauss-Kahn, que foi convidado pelo grupo NetEase, um dos gigantes da internet na China, fez um discurso em inglês de 45 minutos em que se mostrou muito crítico quanto às medidas de resgate adotadas em Bruxelas. "Com o último temporal, parece que o barco já não é tão resistente", comentou, ao responder a uma pergunta sobre a situação da zona do euro: "O fato de que o euro continue em meio ao rio e que a união orçamentária não está consolidada o torna muito vulnerável e o barco parece a ponto de afundar. "Não creio que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, entendam bem e este é provavelmente um dos motivos que o sistema europeu tenha problemas para avançar", assegurou. Ele também afirmou que o governo chinês atuou "particularmente bem durante a crise de 2008 e 2009".

Gigante americana especializada em declaração de IR chega ao Brasil

O crescimento do número de brasileiros que declaram Imposto de Renda (foram 24,4 milhões neste ano, 57% mais que em 2002) atraiu para o Brasil uma gigante norte-americana do setor. A H&R Block, que já atua no Canadá e na Austrália, além dos Estados Unidos, inicia operações no Brasil no começo de 2012. A empresa vai fazer as declarações para os clientes de forma a aumentar a restituição, diminuir o valor a ser pago ou evitar a malha fina, tudo de acordo com a legislação vigente. A companhia, que tem foco em pessoas físicas, conta atualmente com 25 milhões de clientes e faturamento global de US$ 3,8 bilhões. Para entrar no Brasil, a empresa fez uma joint venture com o Grupo Semco. Cada um detém 50% do controle. "Queríamos um parceiro local, que tivesse contatos e conhecesse a cultura", diz Eduardo Wurzmann, presidente da H&R Block no Brasil. A empresa espera fazer as declarações de 30 mil contribuintes. O investimento inicial, entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões, servirá para a abertura de duas lojas na capital paulista, a instalação de software próprio e a contratação de cerca de 200 contadores. O serviço é contratado e pago pelo contribuinte interessado (no Brasil, R$ 120,00 a R$ 150,00, mais R$ 20,00 por formulário extra, como o de renda variável e o de atividade rural). "Oferecemos garantias, como o pagamento da diferença se o contribuinte verificar que poderia ter recebido restituição maior ou pago imposto menor dentro de suas comprovações, ou se ele cair na malha fina por problema no preenchimento da declaração", diz Wurzmann. Valdir Jorge Mompean, presidente da Abracont (Associação Brasileira dos Contabilistas), diz que as garantias oferecidas pela H&R "são de praxe" na maioria dos escritórios de contabilidade.

Montadora sueca Saab declara falência

A montadora sueca Saab declarou falência formalmente nesta segunda-feira, anunciou um tribunal, ao fim de um longo processo de dois anos para tentar salvar a marca. "Executivos da Saab compareceram à sede do tribunal e apresentaram os documentos para pedir que sejam considerados em falência", afirmou uma fonte da corte do distrito de Vaenersborg. O tribunal examina o pedido. O site do tribunal informou em uma nota que três empresas ligadas a Saab apresentaram os documentos: SAAB Automobile Aktiebolag, Saab Automobile Tools AB e Saab Automobile Powertrain. "A corte pretende analisar os pedidos e indicar um representante do processo rapidamente", afirma uma nota do tribunal. O diretor gerente da Saab, Victor Muller, deve comparecer à corte, ao mesmo tempo que os juízes decidirão se mantêm ou cancelam a proteção contra a falência de três meses a favor da Saab que foi implementada durante as negociações para salvar a empresa.

Mercadante, que maquiou o próprio currículo, está pronto para assumir o Ministério da Maquiagem

Do blog do jornalista Reinaldo Azevedo: Tudo indica que será mesmo Aloizio Mercadante o sucessor de Fernando Haddad no Ministério da Educação. É… Entre todas as pastas, a mais maquiada é, sem dúvida, a de Haddad. A multiplicação das universidades federais, na escala anunciada, já demonstrei aqui, é uma farsa. Haddad conseguiu desmoralizar o antigo provão, hoje chamado “Enade”, e o Enem. O desempenho do governo federal no ensino técnico é uma lástima, e houve uma brutal desaceleração no processo de ingresso de alunos no ensino médio. O que vai bem, à sua maneira, é a transferência de recursos públicos para as mantenedoras privadas por intermédio do Prouni. Haddad é aquele que deu sinal verde para a distribuição do chamado “kit gay”, aquele, sabem, que dizia que um adolescente bissexual tem “50% a mais de chance” de ter com quem “ficar” num fim de semana. O erro, como sabem, não é só de ética, mas também de matemática. O certo seria, se fosse, 100%… Mercadante, sob esse estrito ponto de vista, é um substituto à altura. Nestes dias em que voltam a ficar em evidência os quadrilheiros especializados em dossiês, cumpre lembrar o dos aloprados. O objetivo, também naquele caso — parece ser uma obsessão dessa gente — era destruir a reputação de José Serra, então adversário de Mercadante na disputa pelo governo de São Paulo, em 2006. Se a polícia não estivesse monitorando a canalha, o assunto teria sido noticiado como se verdade fosse, restando a Serra protagonizar o “outro lado”… O homem que levava a mala de dinheiro — R$ 1,7 milhão — era Hamilton Lacerda, braço-direito do atual ministro da Ciência e Tecnologia e futuro ministro da Educação. Ninguém foi punido. Ah, sim: Lacerda deixou o PT, mas já está de volta. Dilma gostou da atuação de Mercadante, especialmente na reta final da campanha de 2010. Ele foi um dos defensores da estratégia de endurecimento com a oposição, insistindo que era preciso advertir a população e os mercados (!!!) para o “risco” que representava a eventual eleição de Serra!!! Grande sujeito! Mercadante é aquele rapaz que conseguiu convencer Lula de que o Plano Real seria um desastre… Felizmente, Lula acreditou… Mercadante tem tudo para dar seqüência à obra maquiada de Haddad, até porque se tornou notável por maquiar o próprio currículo, não é mesmo? No dia 16 de agosto de 2006, eu o peguei no pulo. Cito trecho: No debate da TV Gazeta, aquele que ninguém viu - ou quase, o candidato do PT ao governo de São Paulo disse: ‘Fiz mestrado e doutorado em economia na Unicamp”. Ops! Não fez, não. Vai ter de mostrar o canudo. Mas, para mostrar, terá de fabricar um primeiro. Busquem lá as informações na universidade: ele até acompanhou algumas aulas do doutorado, mas foi desligado do programa. Vaidoso que é, até pode se considerar um doutor honorário - em economia ou no que quer que seja. Mas doutor em economia pela Unicamp, ah, isso ele não é. Esses petistas… Ou fazem a apologia da ignorância, como o Apedeuta-chefe, ou tentam exibir galardões intelectuais que não têm. Muito bem! A coisa ficou feia pra ele. Mas, em 2010, ele deu um jeito. Conseguiu apresentar a sua “tese de doutorado” no cartório da Unicamp. E, agora, é um falso doutor oficial. Por que escrevo assim? Rememoro. A sua “tese” versava sobre a economia no governo Lula. Huuummm… Tema amplo! Convidou para a banca Delfim Netto, João Manoel Cardozo de Mello, Luiz Carlos Bresser Pereira e Ricardo Abramovay. E deitou falação à vontade em defesa das conquistas do governo petista, em tom de comício, atacando, como não poderia deixar de ser, o governo Fernando Henrique Cardoso. Até os camaradas ficaram um tanto constrangidos e se viram obrigados a algumas ironias. Informou a Folha: Coube ao ex-ministro Delfim Netto, professor titular da USP, a tarefa de dar o primeiro freio à pregação petista. “Esse negócio de que o Fernando Henrique usou o Consenso de Washington… não usou coisa nenhuma!, disse, arrancando gargalhadas. “Ele sabia era que 30% dos problemas são insolúveis, e 70% o tempo resolve". Irônico, Delfim evocou o cenário internacional favorável para sustentar que o bolo lulista não cresceu apenas por vontade do presidente: “Com o Lula você exagera um pouco, mas é a sua função”, disse. “O nível do mar subiu e o navio subiu junto. De vez em quando, o governo pensa que foi ele quem elevou o nível do mar…” “O Lula teve uma sorte danada. Ele sabe, e isso não tira os seus méritos”, concordou João Manuel Cardoso de Mello (Unicamp), que reclamou de “barbeiragens no câmbio” e definiu o Fome Zero como “um desastre”. À medida que o doutorando rebatia as críticas, a discussão se afastava mais da metodologia da pesquisa, tornando-se um julgamento de prós e contras do governo. Só Luiz Carlos Bresser Pereira (USP) arriscou um reparo à falta de academicismo da tese: “Aloizio, você resolveu não discutir teoria…”. Ricardo Abramovay (USP) observou que o autor “exagera muito” ao comparar Lula aos antecessores. “Não vejo problema em ser um trabalho de combate”, disse: “Mas você acredita que o País estaria melhor se as telecomunicações não tivessem sido privatizadas?”

Colégio que vazou questões do Enem fiscalizou pré-teste da avaliação federal em 2010

Há pouco mais de um mês, a Polícia Federal informou ao Ministério da Educação, por intermédio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que tem em mãos depoimentos que indicam que o vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 foi maior do que admite a pasta. O MEC nada fez até o momento. Mas essa não é a única informação alarmante que consta do inquérito em curso da PF que apura o vazamento, a que VEJA teve acesso com exclusividade. Outra revelação que sai da investigação preocupa ainda mais. Segundo testemunhos obtidos pela PF, os problemas no Enem 2011 provavelmente começaram mais de um ano antes da aplicação da prova, quando um pré-teste que calibraria as questões da avaliação federal foi realizado no Colégio Christus, de Fortalelza - o mesmo que vazou as 14 questões do exame neste ano. Contradizendo o MEC e o bom-senso, os fiscais daquele pré-teste foram contratados pelo próprio Christus. Como diz o velho ditado, é como deixar a raposa vigiando o galinheiro. Caso se confirmem os relatos colhidos pela PF, trata-se de um assustador descaso das autoridades responsáveis pelo Enem - o MEC, em última instância - durante uma etapa que, até agora, passara incólume às trapalhadas do ministério: a elaboração da prova. A feitura do Enem obedece à chamada Teoria de Reposta ao Item (TRI), pela qual todas as questões a serem apresentadas na prova devem ser previamente testadas. O objetivo dessa etapa, conhecida como pré-teste, é verificar o grau de dificuldade das questões. Só depois de testadas, elas seguem para um banco de dados (o do Enem tem 6.000 testes, quando o indicado seriam 20.000) e, posteriormente, são usadas em avaliações como o exame do ensino médio. O processo todo, é claro, deve ser rigorosamente controlado pelos responsáveis pelo exame (Inep e, portanto, o MEC), para que os testes não cheguem às mãos de estudantes. É uma forma de colocar em prática o princípio da isonomia - segundo o qual todos os participantes devem estar submetidos às mesmas condições ao realizar a prova. Os colégios devem ficar igualmente distantes: de acordo com o MEC, professores não podem sequer manter contato com os inspetores. Contudo, segundo depoimentos colhidos pela PF, foi justamente o que ocorreu no pré-teste realizado em outubro de 2010 no Christus. À PF, Francisco Ferreira Quetez, funcionário da Cesgranrio - fundação contratada pelo Inep para aplicar o pré-teste juntamente com o Cespe, da Universidade de Brasília (UnB) - admitiu ter terceirizado a fiscalização da prova. O subcontratado foi (adivinhem…) o Colégio Christus. Em depoimento no dia 4 de novembro ao delegado Nelson Teles, que preside o inquérito do vazamento, Quetez afirmou que não dispunha de fiscais para vigiar o pré-teste do Enem no Christus. “Cheguei a falar para a Cesgranrio que não tinha condições de recrutar fiscais em razão das provas serem aplicadas em dias úteis”, disse. A solução encontrada foi a pior possível, segundo confirma depoimento de Maria das Dores Rabelo, funcionária do Christus e responsável por coordenar a aplicação do pré-teste. No trecho a seguir, ela narra um encontro entre representantes de colégios e o funcionário da Cesgranrio. “No final da reunião, o senhor KETTZ (sic) informou que estava encontrando dificuldade de encontrar fiscais para participar desse pré-teste e perguntou quem ali presente teria condições de recrutar esses fiscais.” A orientação é que fossem recrutados profissionais sem vínculos com o colégio. Na prática, aconteceu o contrário. Todos os fiscais contratados pelo Colégio Christus para o pré-teste mantinham laços profundos com a instituição: alguns eram ex-alunos, outros estudam lá até hoje. Cinco deles foram encontrados pela PF. Marcus Venicius Recamonde, de 29 anos, foi aluno do cursinho pré-vestibular do Christus entre 2003 e 2004. Naira Montesuma, de 26, cursou o ensino médio no Christus e atualmente frequenta as aulas de direito na Faculdade Christus. A irmã dela, Liara Montesuma, de 23, foi estudante do colégio entre 2002 e 2006 e agora faz fisioterapia na faculdade. Hilario Torquato, de 26, estudou toda a vida no Christus: hoje, é estudante de medicina da mesma faculdade. A situação de Naisane de Sousa, de 24, é semelhante, com a diferença de que ela cursa fisioterapia.

Safra agrícola gaúcha já tem pesadas perdas irreversíveis por causa da seca

Embora a agropecuária corresponda a menos de 10% da composição do chamado PIB do Rio Grande do Sul, o chamado complexo agrobusiness (produção, comercialização e industrialização) soma 45% do bolo da economia do Estado. E o que acontece no campo gaúcho, causa impacto grande em toda a economia estadual. O ano de 2012 será ruim para a economia do Rio Grande do Sul, inevitavelmente. Há falta de chuvas e só a cultura do arroz é irrigada no Estado. Porém, mesmo sendo irrigada, está faltando água. O diretor da empresa Brasoja, Antonio Sartori, viajou cerca de mil quilômetros pelo Interior do Estado nos últimos dias apenas para visitar as lavouras e conversar com dirigentes de cooperativas e empresas da área do agrobusiness. E ele resumiu da seguinte forma o que viu: "A última safra somou o recorde 29,5 milhões de toneladas. Mas, esta que se aproxima já registra uma quebra de 5,1 milhões de toneladas em relação a anterior. Isto é irreversível. Já está perdido. A coisa só não ficará pior se chover. Mas não vai chover". Em Tupanciretã, constatou Antonio Sartori, não chove há 20 dias, e o município é o maior produtor de soja do Rio Grande do Sul. O 8º Distrito de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira suas projeções para janeiro, fevereiro e março, e elas são pessimistas. Pelas suas previsões, choverá abaixo do mínimo necessário para que se complete o processo de polinização e crescimento das plantas.

Câmara dos Deputados começa a limitar poderes de investigação do Ministério Público

Ainda depende do Plenário e até de novo exame pelo Senado Federal, mas abriu caminho, com enorme apoio, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público no Brasil. Os casos de vedação são aqueles de prerrogativa exclusiva da Polícia Civil e Polícia Federal. O advogado criminalista gaúcho Amadeu Weinmann esclarece melhor a intenção da PEC 37: "Passa a ser vedado ao Ministério Público a investigação de crimes que a Constituição declara ser de competência de cada uma das polícias, como aqueles contra a ordem política e social, os ocorridos em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresa públicas, e de outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional". Conforme o advogado Amadeu Weinmann, há uma enorme importância na decisão dos deputados federais: "No inquérito policial, há um contraditório e os indicados são ouvidos. No caso do Natal Luz, de Gramado, os réus simplesmente não tiveram conhecimento do que estavam sendo investigados e de que estavam sendo acusados. Uma investigação totalmente fechada. Em uma país civilizado, não seria necessário editar uma lei para que outra fosse cumprida".

Justiça gaúcha decide, está proibido desconto de 14% na previdência estatal

O deputado estadual Giovani Feltes, líder da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, não teve dúvida ao afirmar na tarde desta segunda-feira: "Foi um tigre de papel". Ele se referia ao Pacotarso, o pacote de medidas que o governador petista Tarso Genro enviou para o Parlamento, no início do ano e do seu governo. Nesta segunda-feira, um dos principais ítens do Pacotarso, o aumento da alíquota de desconto do salário dos funcionários para a previdência pública, de 11% para 14%, foi absolutamente fulminado, por 25 a 0, no julgamento no Pleno do Tribunal de Justiça do Estado. Com essa medida, o governo do petista Tarso Genro pretendia aumentar a arrecadação em 300 milhões por ano, tirando do bolso do funcionalismo público.

PSB ameaça sair do governo, caso Tarso Genro não apóie Beto Albuquerque contra Bordignon

O principal líder do PSB no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, que é deputado federal e ocupa a principal secretaria estadual, a de Infraestrutura e Logística, já está autorizado pelas Executivas nacional e gaúcha do seu partido para romper e sair do governo do PT, caso até o final de semana o governador petista Tarso Genro não dê sinais públicos de apoio ao nome do socialista para conselheiro da Agergs. "Preteou os olhos da gateada", disse um dos mais importantes líderes do PSB no Estado, referindo-se ao clima entre PSB e PT no Estado, depois que o líder do PT na Assembléia, deputado estadual Daniel Bordignon, com o apoio de colegas da bancada, começou a atacar pessoalmente o secretário Beto Albuquerque. Beto e o PSB reagem timidamente, apostando no apoio de Tarso Genro, que não veio até agora. O PSB está em rota de colisão com o PT em várias cidades do Estado, sobretudo em Gravataí, terra de Bordignon, e Porto Alegre, porque na Capital os socialistas apóiam a comunista Manuela D'Ávila para a prefeitura. O petista Daniel Bordignon briga com o PSB, mas na verdade está de olho voltado para o peemedebista Marco Alba, seu colega deputado estadual. Ocorre que Marco Alba é candidato à prefeitura de Gravataí, que foi dominado pelo PT de Bordignon durante 16 anos. Marco Alba deu forte suporte para o impeachment da prefeita petista Rita Sanco, que foi apoiado pelo PSB local. É por essa razão que Daniel Bordignon, o qual se auto-denomina de "o mito do Vale" (Vale do Gravataí), agora promove uma vendetta contra o PSB, ao vetar o nome do socialista Ayres Apolinário para a Agergs. A bancada estadual do PT parece disposta a apoiar seu líder no veto. Se fizer isto, o próprio governador petista sairá desmoralizado, porque a indicação de Ayres Apolinário para a Agergs é da iniciativa de Tarso Genro.

Ministro da Justiça vai além das sandálias e faz defesa inaceitável de Fernando Pimentel

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou defender nesta segunda-feira o ministro do Desenvolvimento, o petista Fernando Pimentel, que recebeu R$ 2 milhões com sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos Ltda, em 2009 e 2010. Segundo ele, as acusações contra Pimentel estão relacionadas a atividades privadas e anteriores a chegada dele no governo federal. “Não vejo cabimento que se coloque isso pra frente. Não vi nada que pudesse macular a imagem do ministro Fernando Pimentel, que é uma pessoa de uma história política intocável”, disse Cardozo, depois de participar da solenidade de posse da nova ministra do Supremo, Rosa Maria Weber. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), informou na sexta-feira que vai protocolar nesta semana requerimentos de informação para Pimentel e o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre os compromissos que tiveram em Genebra, na Suíça. O PSDB cita o fato veiculado pela imprensa de que Pimentel faltou às reuniões onde era esperado na Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Duarte Nogueira solicitará nos requerimentos cópia da agenda dos ministros no evento, além de relatório das atividades, informações sobre a composição da comitiva, quem participou das conferências e os custos da viagem. Dilma já deixou claro que Pimentel não precisa prestar contas a ninguém sobre fatos de sua “vida privada”, anteriores ao governo. Dilma chama de “vida privada” a “consultoria”— que, até agora, não foi nem mesmo demonstrada — prestada a um “cliente” que tinha interesses na Prefeitura de Belo Horizonte, de onde o agora ministro tinha acabado de sair, deixando lá seus aliados. A consideração de Dilma é, evidentemente, um pé no traseiro da moralidade pública, mas chega a ser menos escandalosa do que a de José Eduardo Cardozo. Não dá. Este senhor é ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal. Eu sei que ele tem partido, claro! Mas é preciso se comportar com um mínimo de isenção. Infelizmente pra eles, tanto o presidente da CNI, Robson Andrade, como o próprio Pimentel, foram flagrados dizendo o oposto da verdade. Eis o padrão petista de atuação. Os adversários, até que não provem o contrário, são sempre culpados. Os aliados, mesmo contra as evidências, são sempre inocentes.

Péssima notícia, em decisão liminar, ministro do Supremo esvazia poderes do CNJ

Em decisão liminar concedida nesta segunda-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o poder “originário” de investigação do Conselho Nacional de Justiça contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais. A liminar concedida pelo ministro deve ser levada a plenário na primeira sessão do próximo ano, no início de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema. Até lá, no entanto, as funções da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça estarão esvaziadas. Ficarão prejudicadas aquelas investigações que tiveram início diretamente no conselho, antes que tenham sido analisadas nas corregedorias dos tribunais onde os juízes investigados atuam. Como está previsto na Constituição, o Conselho Nacional de Justiça pode ainda avocar (determinar a subida de) processos em curso nas corregedorias, desde que comprovadamente parados. O ministro afirmou que o conselho deve se limitar à chamada “atuação subsidiária”. Em outras palavras, o que não pode é iniciar uma investigação do zero, fato permitido em resolução do Conselho Nacional de Justiça, editada em julho deste ano, padronizando a forma como o conselho investiga, mas que foi questionada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). “A solução de eventual controvérsia entre as atribuições do Conselho e as dos tribunais não ocorre com a simples prevalência do primeiro, na medida em que a competência do segundo também é prevista na Constituição da República”, diz o ministro em sua decisão: “A atuação legítima, contudo, exige a observância da autonomia político-administrativa dos tribunais, enquanto instituições dotadas de capacidade autoadministrativa e disciplinar". Foi exatamente este assunto que colocou em lados opostos o presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Cezar Peluso, e sua corregedora, Eliana Calmon. O primeiro defendia exatamente a função subsidiária do conselho, enquanto a última afirmava ser fundamental a atuação “concorrente” e “originária”. Eliana Calmon chegou a dizer que o esvaziamento dos poderes do Conselho Nacional de Justiça abriria espaço para os chamados “bandidos de toga”. A ação da AMB está na pauta do Supremo Tribunal Federal desde o início de setembro, mas os ministros preferiram não analisar o tema, exatamente por conta desta polêmica. Como a última sessão do ano aconteceu durante a manhã e os ministros só voltam a se reunir em fevereiro, Marco Aurélio Mello decidiu analisar sozinho uma série de pedidos feitos pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Além desta questão, o ministro também suspendeu mais de dez outras normas presentes na resolução do Conselho Nacional de Justiça em questão. Entre elas, uma que permite a utilização de outra lei, mais dura que a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), para punir magistrados acusados de abuso de autoridade. Outra regra, que também foi suspensa, dava direito a voto ao presidente e ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça. Não há mais esperança para os brasileiros. O Supremo não poderia ter dado um pior presente de Natal para os brasileiros.

Substituto do coronel acusado de matar juíza é preso por corrupção

O comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em São Gonçalo, foi preso na manhã desta segunda-feira. O coronel Djalma Beltrami é acusado de envolvimento com traficantes de drogas do Morro da Coruja, onde é realizada uma operação da Polícia Civil. Beltrami foi escolhido para substituir, no comando da unidade, o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de ser mandante da morte da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada por policiais militares em agosto. O oficial foi preso em frente ao batalhão. A prisão de Djalma Beltrami expõe uma nova crise na corporação. Mais alto cargo do 7º BPM, ele está entre os 13 acusados de recebimento de propina do tráfico de drogas naquela cidade. A Polícia Civil obteve os 13 mandados de prisão na Justiça, pelo indício de recebimento de cerca de 160 mil reais por mês. A operação para capturar os policiais militares acusados de corrupção mobilizou 100 homens da Polícia Civil. Houve troca de tiros entre os agentes e criminosos em uma praça em frente ao Morro da Coruja, onde foram procurados alguns dos acusados. Chefes do tráfico na região, os bandidos conhecidos como Gaguinho e Piloto estão entre os procurados. O 7º BPM entra, assim, de maneira trágica, para a galeria de feitos inéditos na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Não se tem notícia de comandantes de batalhões presos sob acusação de corrupção ou outro crime. As prisões de oficiais, aliás, são raras na PM fluminense. Também partiu desta unidade o único assassinato encomendado de um magistrado de que se tem notícia no Brasil.

Ditador comunista norte-coreano Kim Jong-il morre aos 69 anos

O ditador comunista norte-coreano, Kim Jong-il, morreu no último sábado, aos 69 anos, segundo informou nesta segunda-feira a televisão estatal do país comunista, a KCTV. Em uma transmissão especial, a emissora informou que Kim morreu às 8h30 locais ( 21h30 de sexta-feira em Brasília) durante uma viagem de trem, vítima de um "problema cardíaco" devido a uma "grande tensão física e mental". Segundo informações da KCTV, o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, irá sucedê-lo no comando do estado comunista. Kim Jong-un, que teria cerca de 30 anos de idade, já havia consolidado sua posição como futuro líder da Coréia do Norte em setembro do ano passado, quando foi nomeado publicamente general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores. O ditador norte-coreano tinha sofrido uma apoplexia em agosto de 2008 e desde então havia numerosos rumores sobre seu estado de saúde. Especulações sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano já vinham ocorrendo há algum tempo. Acredita-se que Kim tenha sofrido um derrame em 2008. No entanto, ele tinha aparecido relativamente saudável em fotos e vídeos recentes em viagens à China, à Rússia e pelo país. A Coréia do Sul colocou suas Forças Armadas em "alerta máximo" e o presidente do país, Lee Myung-bak, convocou uma reunião do conselho de segurança nacional, após a notícia da morte de Kim. Kim Jong-il era visto no Ocidente como um líder de perfil excêntrico.

Primeiro navio petroleiro da era Lula vai afundar se não for consertado no Exterior.

O navio petroleiro João Cândido está tirando o sono da Petrobras. Exibido na campanha presidencial de Dilma como o símbolo da retomada da indústria naval, está encalhado no porto de Suape desde agosto de 2010, com problemas nas soldas. O Atlântico Sul, estaleiro contratado para construí-lo, apenas confirma que o navio não vai mais ficar pronto em dezembro. É o terceiro adiamento do prazo de entrega. Na Petrobras o que se diz é que os defeitos do casco não podem ser sanados no Brasil. O problema, agora, é saber quem vai arcar com o ônus de rebocar o navio pelo oceano para ser reparado no Exterior. (Veja)

Brasileiro vai às compras de fim de ano cheio de dívidas

Os brasileiros vão às compras neste Natal endividados como nunca, mas com renda suficiente para assumir novos compromissos. Projeções da MB Associados indicam que o grau de endividamento, medido pela relação entre o estoque de dívidas e a renda anual das famílias, atingiu 43,2% este mês, 4 pontos porcentuais acima dos 39,2% de dezembro do ano passado. No entanto, o orçamento familiar não foi tão castigado, segundo a consultoria. A parcela do salário mensal comprometida com o pagamento das prestações passou de 19,4%, em dezembro de 2010, para 22,4%, agora, representando uma alta de 3%. "O consumidor se sente confortável em eventualmente tomar mais crédito, já que tem a perspectiva de continuar empregado e tendo aumento de renda, principalmente diante da elevação de 14% no valor do salário mínimo", diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Apesar de recorde, o nível de endividamento no Brasil ainda é relativamente baixo quando comparado com o de outros países, observa o economista. No Reino Unido, o endividamento correspondia a 171% da renda líquida das famílias em julho deste ano. No Canadá e no Japão, essa relação era de 148% e 126%, pela ordem. Isso é mania de economista, de achar que é baixo o nível de endividamento. Pois foi esse endividamento, para compra de casas, que levou à crise dos subprimes nos Estados Unidos e detonou a crise mundial de 2009. Essa crise afetou os Estados, que agora estão em crise, especialmente os da Europa, ameaçando jogar o mundo inteiro em um grande processo recessivo.

Israel cumpre acordo e liberta 550 prisioneiros palestinos

Israel soltou neste domingo 550 prisioneiros palestinos, completando a segunda fase do acordo que permitiu a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, mantido refém da organização terrorista Hamas durante cinco anos. O maior contingente de prisioneiros entrou na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Jovens palestinos atiraram pedras nas tropas israelenses durante a libertação. Os soldados se defenderam jogando bombas de efeito moral e disparando balas de borracha. Um grupo de 41 presos chegou à Faixa de Gaza. A Suprema Corte israelense havia levantado o último obstáculo, na sexta-feira, rejeitando os recursos contra essas libertações. Segundo o acordo acertado com os islamitas palestinos da organização terrorista Hamas, com a mediação do Egito, Israel soltou em 18 de outubro um primeiro grupo de 477 presos palestinos no mesmo dia da libertação de Gilad Shalit, sequestrado e mantido refém durante mais de cinco anos pela organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza. O acordo previa a libertação de um segundo grupo de 550 presos palestinos ao longo de dois meses. Entre os presos libertados neste domingo está o franco-palestino Salah Hamouri, de 26 anos. O jovem foi detido em março de 2005 e em 2008, um tribunal militar israelense o condenou a sete anos de prisão por planejar o assassinato do rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido ultraortodoxo Shass. Cerca de metade dos prisioneiros cumpriam pena de quatro anos ou menos. Um terço deles haviam sido punidos com sentença de menos de dois anos, em geral, por atos como atirar pedras e coquetéis molotov ou por possuir armas. Um grupo de cerca de 10% da segunda leva de prisioneiros cumpria sentenças de mais de dez anos por terem cometido atentados ou tentativa de atentados a bomba.

Israel lança licitações para construir 1.028 casas em colônias

O ministério da Habitação israelense informou neste domingo várias licitações para a construção de 1.028 novas casas em três colônias de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia ocupada. Essas obras são uma consequência "da candidatura palestina à ONU em setembro" passado, disse um porta-voz do ministério. As licitações para empresas de construção envolvem 500 residências em Har Homa, um bairro de colonização da Jerusalém Oriental, além de outras na Cisjordânia: 348 no assentamento israelense de Beitar Ilit e 180 no de Givat Ze'ev. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu acelerar a colonização em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia em represália pela iniciativa palestina de se tornar membro pleno das Nações Unidas e a recente entrada da Palestina na Unesco.

Ex-presidente tcheco Vaclav Havel morre aos 75 anos

O ex-presidente tcheco Vaclav Havel morreu neste domingo aos 75 anos. Dramaturgo, defensor dos direitos humanos e opositor do regime comunista tcheco, ele estava doente há anos. Uma pneumonia mal curada na prisão e um câncer de pulmão lhe trouxeram diversos problemas de saúde. Havel passou cinco anos na prisão durante a era comunista, antes de 1989. Ele foi operado, em dezembro de 1996, de um câncer do pulmão direito. Além de uma bronquite crônica, sofria também de problemas cardíacos e intestinais. Segundo sua porta-voz, Sabina Tancevova, ele morreu enquanto dormia. Durante os últimos meses, Havel passava a maior parte do tempo em sua casa de campo, situada a 150 quilômetros de Praga, depois de ter sido hospitalizado em março por uma pneumonia grave. A doença foi acompanhada por diversas complicações, como perda de equilíbrio, fraqueza da memória e a perda de peso. No sábado da semana passada, Havel se reuniu em Praga com o dalai-lama, chefe espiritual dos budistas tibetanos, antes de voltar para sua casa de campo. Havel foi o primeiro presidente eleito democraticamente após a "Revolução de Veludo", que deu fim a 40 anos de repressão na ex-Tchecoslováquia. Durante seu mandato, supervisionou a transição do país para a democracia e a divisão, em 1993, em duas nações: República Tcheca (que Havel continuou a presidir) e Eslováquia. Ele ficou no poder de 1989 a 2003.

Espanha cria "banco podre" estatal para absorver dívida

O futuro premiê espanhol, Mariano Rajoy, que assumirá o cargo na quarta-feira, planeja criar um "banco podre" estatal para salvar as instituições financeiras do país. O objetivo da medida seria livrar os bancos espanhóis (que estão entre os mais vulneráveis da Europa) de dívidas consideradas impagáveis, para que possam aumentar a concessão de empréstimos. A medida é considerada crucial para tirar a Espanha da crise no médio prazo, mas vai comprometer os planos de reduzir de 6% do PIB para 4,4% o déficit fiscal em 2012.