domingo, 16 de outubro de 2011

Procurador de Justiça causa tumulto ao tentar furar bloqueio feito para passagem de Dilma na Capital

Um procurador de Justiça do Ministério Público causou tumulto na manhã de sexta-feira ao tentar furar o bloqueio de trânsito para a passagem da comitiva da presidente Dilma Rousseff até a Assembléia Legislativa, em Porto Alegre. Segundo a polícia, por volta das 10 horas, Roberto Claus Radke trafegava com um Nissan Frontier na rua General Bento Martins quando tentou ingressar na Rua Duque de Caxias, cujo cruzamento estava bloqueado para o deslocamento da presidente Dilma. Ao tentar forçar a passagem, discutiu com dois agentes de trânsito. Radke foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento do Departamento Estadual de Polícia Judiciária de Trânsito (DPTRAN), onde prestou depoimento por cerca de quatro horas. Segundo o delegado Leandro Bodoia Araujo, o teste do bafômetro apontou 0,52 miligrama por litro de ar expelido (o limite para caracterizar crime é de 0,33 mg/l). Após negar que havia ingerido bebida alcoólica, o procurador fez exame de sangue e urina, cujo resultado será conhecido em até 10 dias. Como tem foro privilegiado, a ocorrência foi encaminhada ao Ministério Público para apurar o caso de embriaguez, desacato e abuso de autoridade. Radke teve a carteira de motorista apreendida. Procurador de Justiça pode andar no goró às 10 horas da manhã, e discutingo com azulzinho?

VOCÊ É UM CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS? ENTÃO CALE A BOCA! OU: MUITOS JORNALISTAS ODEIAM A CLASSE MÉDIA QUE LÊ O QUE ELES ESCREVEM

Do site do jornalista Reinaldo Azevedo: "Algo de muito grave aconteceu em Pinheiros, um bairro de classe média de São Paulo. Contei a história num post de anteontem. Um grupo de moradores recorreu ao Ministério Público Estadual para impedir que um albergue seja transferido para a região onde moram. Não só seu pedido não foi nem sequer considerado como seis dos signatários foram denunciados pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes (falarei sobre ele no post abaixo deste) à Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Lopes os associou a “higienistas nazistas”. É um troço espantoso! Há pelo menos 15 anos tenho alertado de forma sistemática — nos cinco recentes, neste blog — para a contínua degradação das instituições no Brasil, que servem cada vez menos ao “cidadão-todo-mundo” — que também é o “cidadão-ninguém” — e se subordinam cada vez mais a uma pauta que é, na essência, ideológica, política e, freqüentemente, partidária. Os desvios estão em todo canto. Antes que o estado de direito se consolidasse no Brasil, no período pós-ditadura, os entes do estado passaram a obedecer a comandos que são estranhos aos princípios consolidados na Constituição — aquele texto que assegura que todos os homens são iguais perante a lei e livres para se expressar. Essa degradação é fruto do contínuo trabalho de aparelhamento desses entes pela militância partidária. Os direitos individuais são cotidianamente sacrificados no altar do falso igualitarismo, e já não se pode mais ter a certeza de que serão reparados pela Justiça, defendidos pela imprensa — com as exceções honrosas de sempre — ou socorridos pelo Ministério Público. Ao contrário: em nome daquela tal igualdade, está sendo ressuscitado no País o que a redemocratização havia banido: o delito de opinião. As esquerdas modernas (”modernas” porque contemporâneas, não porque atualizadas), incapazes de impor a sua vontade pelas armas, conforme o credo original, tentam impô-la pela guerra de valores. Mas não se contentam em contestar aqueles de que discordam, em evidenciar a eventual falência de seus argumentos, em desmontar o que consideram falsas evidências! Nada disso! Essas são, afinal, práticas dos que acreditam no debate: os liberais; essa é, afinal, a moral de seus adversários. A delas é outra: como se consideram monopolistas do bem e da caridade, querem é silenciar aqueles de que discordam, bani-los do espaço público, esmagá-los. A simples discordância é tomada como um ato de agressão à “verdade”, ao “humanismo”, à “dignidade humana” — obviamente, são elas a definir o conteúdo de cada uma dessas palavras-gaveta, onde cabe qualquer coisa. Pensemos um pouco na enormidade do ato do promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, um sujeito chegado a polêmicas. Homem sem dúvida atento às conquistas da modernidade, como atesta o vistoso brinco que costuma adornar a sua propensão aos holofotes, submeteu direitos assegurados pela Constituição a inédito obscurantismo. Duvido que se tenha visto algo parecido da ditadura militar ou do Estado Novo. Nem o AI-5 cassou o direito de os cidadãos encaminharem petições ao Estado; nem o mais discricionário dispositivo legal da história republicana chegou tão longe. Li a reportagem no Estadão. Não se ouviu um só advogado, um só jurista, ninguém!, para lembrar que o promotor estava cassando um direito legítimo de todo brasileiro. A rigor, poder ou não peticionar contra o Estado, sem risco de represálias, define se estamos ou não sob um regime de força. O jornal, que lembra cotidianamente (e faz bem!) estar sob censura num episódio envolvendo a família Sarney, não só trata o promotor como uma espécie de paladino da igualdade como carrega nas tintas para caracterizar os moradores como preconceituosos insensíveis. O doutor lhes tirou um direito; o jornal lhes tira a dignidade. Mais uma vez, aquela patuscada patética sobre uma estação de Metrô em Higienópolis veio à tona. Todos os moradores do bairro seriam, para usar expressões de Ribeiro Lopes, “pequeno-burgueses furiosos” ou “aristocratas”. Naquele caso, como escrevi aqui, rapidinho o preconceito estúpido da imprensa contra gente decente avançou para o anti-semitismo neonazista, já que o bairro certamente tem uma maioria de judeus. “Ainda há juízes em Berlim” - Vivo repetindo aqui essa expressão, que é cara à boa tradição do direito, a que preserva os indivíduos da ação do Estado. Aliás, as sociedades mais desenvolvidas, que conseguem tratar com dignidade seus cidadãos, são justamente aquelas em que a limitação aos direitos individuais é a exceção, não a regra; são justamente aquelas em que a Justiça realmente tem os olhos vendados — para que não possa distinguir um ricaço de um mendigo, um rei de um moleiro. Essa é a frase-símbolo justamente daquela prerrogativa que Ribeiro Lopes quer cassar: recorrer contra a vontade do Estado. A história é interessante. Remete a um caso que se tornou famoso. Estamos em 1745, na Prússia. Um moleiro tinha o seu moinho nas cercanias do palácio do rei Frederico 2º, déspota esclarecido, amigo dos intelectuais. Um dos puxa-sacos do soberano tentou removê-lo dali, porque julgava que aquilo maculava a paisagem. Ele se negava a sair. Frederico o chamou para saber a que se devia a sua resistência. E ele, então, teria dito a célebre frase: “Ainda há juízes em Berlim”. Para o moleiro, a Justiça, aquela com a qual contava, não haveria de distingui-lo do rei. É isso aí. A história parece verdadeira. A frase é coisa de escritor. É de autoria de François Andrieux, que escreveu, em versos, o conto O Moleiro de Sans-Souci. Os dias não andam particularmente felizes para o estado de direito. Não é raro que se ouça no próprio Supremo Tribunal Federal uma argumentação que se distancia da letra da lei, do que lá vai explicitado, para fazer uma justiça que seria “mais humana”, “assentada na igualdade”, preocupada em “promover reparações históricas”, determinada a tratar “desigualmente os desiguais” para fazer justiça social, ainda que isso se opere à custa da violação de direitos de uma das partes. O caso das ditas cotas raciais nas universidades públicas é eloqüente o bastante para dispensar explicações. Há muitos anos recorro a uma ironia para definir o que poderia ser chamado de preconceito contra a maioria, muito presente na imprensa e nos órgãos aparelhados do estado: o verdadeiro negro no Brasil é o branco, heterossexual e católico. Vou ampliar. O verdadeiro negro do Brasil é o branco, classe-média, pagador de impostos, heterossexual e católico. Ninguém quer saber dele. É um sem-ONG, um sem-poder público, um sem-Justiça, um sem-direitos, um sem-imprensa — MUITOS JORNALISTAS ODEIAM A CLASSE MÉDIA QUE LÊ O QUE ELES ESCREVEM. E, a ser como pretende o promotor Ribeiro Lopes, deve vir ao mundo já amordaçado. Ou ainda vai em cana. Você tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser pode e será usado contra você".

Um promotor chegado aos holofotes. E um caso vexaminoso de plágio

Maurício Antonio Ribeiro Lopes — o promotor que rejeitou um pedido de moradores de Pinheiros e ainda encaminhou os nomes de alguns deles à polícia, fazendo proselitismo sobre luta de classes — é, vamos dizer assim, uma pessoa controversa. Ficou no pé do então deputado eleito Tiririca (PR-SP) para que este provasse ser alfabetizado. Parece que a notoriedade do palhaço excitou o “legalismo” do então promotor eleitoral - agora ele é da “habitação”. O homem tem opinião sobre tudo. Já se posicionou contra o projeto Nova Luz, opôs-se à construção de um túnel, afirmou que a internação compulsória de moradores de rua viciados em crack é só mais um “higienismo social” e vai por aí. Também protagonizou um rumoroso caso de plágio: nada menos de 38 páginas de sua tese de livre docência da Faculdade de Direito da USP foram, como posso dizer?, chupadas do trabalho de um colega seu. A história é feia. Ribeiro Lopes era também o promotor eleitoral que queria cassar o mandato do prefeito Gilberto Kassab considerando crime eleitoral o que o Tribunal Superior Eleitoral dizia que crime não era. Mas ele achava que sim, ora essa! O promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes é uma figura conhecida e polêmica no mundo do direito. Entre os vários episódios controversos de sua carreira está a investigação por acusação de plágio de parte de sua tese de livre-docência, aprovada em 1998. O processo aberto na corregedoria do Ministério Público terminou antes de chegar a uma conclusão - foi arquivado porque a eventual falta funcional estaria prescrita. Na apuração de outra falta, o promotor conseguiu anular um procedimento que lhe aplicou pena de suspensão, afirmando, entre outras coisas, que estava em depressão e era incapaz de se autorrepresentar.

PM chama Orlando Silva de “bandido” em blog e diz que ministro tentou falar com ele antes da publicação da reportagem de VEJA

O PM João Dias Ferreira, que, em entrevista à VEJA, acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de comandar esquema criminoso no ministério, não só não recua como avança. Leia a reportagem do jornal Folha de S. Paulo: "O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, chamou-o neste domingo de “bandido”, em mensagem postada em seu blog na internet. Numa mensagem dirigida ao ministro, Ferreira afirmou: “Você está equivocado, eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso!” O soldado da PM, que em 2006 foi candidato derrotado a deputado distrital pelo PCdoB em Brasília, também fez uma ameaça à direção nacional do partido, que soltou no sábado uma nota em apoio ao ministro. “Sugestão: era bom o PCdoB nacional ficar calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente". Em entrevista publicada ontem pela “Veja”, o soldado Ferreira afirma que Orlando Silva tinha participação direta num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que distribui recursos a ONGs para projetos de incentivo à prática de esportes por jovens. Ferreira citou como testemunha das irregularidades um funcionário de sua rede de academias de ginástica, Célio Soares Pereira. Ele afirmou à “Veja” ter entregado dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008. Na manhã deste domingo, Ferreira também afirmou em seu blog ter sido procurado na última sexta-feira, um dia antes da publicação da reportagem em “Veja”, pelo secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do ministério, Ricardo Leyser Gonçalves. “E se tu (Orlando) não deves nada, porque mandou seu secretário nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?” Os comunistas também perderam a moral? Ou comunismo e comunistas sempre foram assim?

No governo petista, BNDES já distribuiu US$ 5,3 bilhões na América Latina

Desde 2003, o Brasil já distribuiu na América Latina US$ 5,3 bilhões em financiamentos do BNDES para a construção de hidrelétricas, estradas, portos e corredores de ônibus. De 1997 a 2008, esse montante chega a US$ 7,21 bilhões. A generosidade brasileira nem sempre é retribuída com agradecimentos. O recente episódio ocorrido na Bolívia, a suspensão da construção da estrada de Villa Tunari, também financiada pelo BNDES, é apenas mais um na longa lista de problemas locais que envolvem, de alguma forma, o Brasil. Há cerca de dois meses, o ministro de Setores Estratégicos do Equador, Jorge Glass, veio ao Brasil pedir a participação do BNDES em obras de infraestrutura no valor de US$ 30 bilhões. Foi o primeiro contato depois que a Câmara de Comércio Exterior aprovou a retomada de operações do Brasil com o país andino. Nos últimos três anos, o Equador ficou sem receber um tostão brasileiro, desde que seu presidente, Rafael Correa, decidiu ir à Corte Internacional de Comércio questionar, em 2008, o pagamento de um empréstimo de US$ 243 milhões para a construção da hidrelétrica de San Francisco. O próprio Glass, na época assessor de Correa para assuntos da dívida externa, chegou a dizer que o contrato com o BNDES tinha “vícios de ilegalidade”. Apesar da natural condescendência brasileira com os vizinhos, a ação equatoriana, na visão do Itamaraty, passou dos limites. Na recente crise boliviana, em que indígenas moradores da reserva Tipnis entraram em confronto com a polícia em protestos pela suspensão da estrada que cortaria suas terras, o governo brasileiro se manteve distante.

Bancos públicos ignoram efeitos da crise e reduzem reservas contra calote

Mesmo com a crise batendo à porta, os bancos públicos parecem não estar muito preocupados com um eventual aumento da inadimplência. Enquanto os bancos privados separaram mais de R$ 1 bilhão apenas em agosto para reforçar a proteção contra calotes, instituições controladas pelo governo reduziram suas provisões em R$ 36 milhões no mês. Dados do Banco Central mostram que, no último trimestre, bancos particulares separaram R$ 1,00 em provisão para cada R$ 9,10 emprestados. Já os públicos reservaram R$ 1,00 para cada R$ 34,90 em novos financiamentos. Bancos públicos e privados chegam ao atual estágio da crise com estratégias bem diferentes para se preparar contra uma eventual piora da saúde financeira dos clientes. Desde o início do ano, instituições privadas têm aumentado as provisões em ritmo mais forte que as operações de crédito. Nos públicos, acontece exatamente o contrário: empréstimos crescem mais que as provisões contra calote.

Governo petista gasta em assistência social mais do que o dobro do que investe

O governo federal petista gastou, no ano passado, 17% do Orçamento com transferências de dinheiro à população de baixa renda ou desempregada. Foram R$ 114 bilhões repassados diretamente às mãos de 31,8 milhões de pessoas. Se forem incluídos programas de transferência de renda de menor escala, o volume de verbas repassadas atinge R$ 116 bilhões. Isso é mais do que o dobro de todo o investimento da União somado, no total de R$ 44,6 bilhões, incluindo a parcela para construção de estradas e obras de infraestrutura. O custo dos benefícios sociais em espécie reflete apenas parte da chamada rede de proteção social brasileira. Estão na lista: aposentadoria rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Renda Mensal Vitalícia (RMV), seguro-desemprego, abono salarial e Bolsa Família. Eles consomem 3,1% do PIB. Os cálculos foram feitos a partir de números levantados pelo economista especializado em contas públicas Raul Velloso. O peso dos diferentes mecanismos de transferência de renda no Orçamento federal divide opiniões entre especialistas. De um lado, há quem considere as despesas exageradas, praticamente um empecilho para o desenvolvimento, enquanto outros vêem a necessidade até de aumentar gastos para reduzir a pobreza e a desigualdade. Para Velloso, o governo gasta demais e deixa à míngua a rubrica de investimentos. Pior, repassa dinheiro a quem não está na base da pirâmide e não precisaria de tamanha ajuda governamental. A crítica não se dirige ao Bolsa Família, mas a benefícios como a aposentadoria rural e o BPC, que pagam um salário mínimo mensal. Embora atendam menos pessoas, têm orçamento maior do que o Bolsa Família. O economista considera insustentável o sistema de reajuste do salário mínimo adotado no governo Lula, que atrelou o índice não só à reposição da inflação, mas ao crescimento do PIB. Ele frisa que a fatia do Orçamento destinada a investimentos caiu de 16%, em 1987, um ano antes da Constituição, para 6,8%, em 2010.”Que país faz isso? Estão comprometendo o futuro em matéria de crescimento e emprego. Estão dando mais hoje e tirando emprego lá na frente”, resume Velloso.

Israel leva 430 presos palestinos para perto do local de troca

Sob forte esquema de segurança, Israel levou cerca de 430 prisioneiros palestinos até um presídio no deserto de Negev neste domingo, em uma preparação para que sejam trocados na terça-feira pelo soldado israelense Gilad Shalit, mantido refém pelos terroristas islâmicos do Hamas há cinco anos. A troca de prisioneiros, que acontecerá perto da região do deserto egípcio do Sinai, deve pôr fim a uma saga que se tornou uma obsessão para os israelenses durante os cinco anos de cativeiro de Shalit. Israel publicou uma lista de todos os 477 prisioneiros que deverão ser libertados junto com Shalit, na primeira fase de um acordo mediado por Egito e Alemanha, abrindo caminho para que aqueles que se opõem à sua libertação apresentem uma apelação legal em 48 horas. "A menos que a Suprema Corte intervenha, ou que alguém em Gaza enlouqueça, parece que o acordo será cumprido daqui a dois dias", disse Yaakov Amidror, conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Entre os que figuram na lista de soltura estão palestinos presos por ataques nos quais morreram dezenas de israelenses. Pelo menos cinco prisioneiros estão presos desde a adolescência. Outros quarenta e sete palestinos previstos para serem libertados na terça-feira foram transferidos para uma prisão no centro de Israel.

Líder do PSDB diz que denúncias contra comunista ministro do Esporte são gravíssimas

O deputado federal Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, classificou neste domingo de "gravíssimas" as denúncias levantadas contra o ministro dos Esportes, o comunista Orlando Silva, feitas por um ex-militante de seu partido, o PCdoB. O tucano afirmou que no início desta semana a oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) irá entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo que o caso seja investigado. O ministro foi acusado, em reportagem da revista "Veja", de receber verbas desviadas por ONGs beneficiadas com recursos de sua pasta. "Em fevereiro, o PSDB já havia feito uma representação sobre as denúncias de direcionamento de verbas do programa Segundo Tempo para entidades ligadas ao PCdoB. Agora, porém, a situação é muito mais grave porque envolve diretamente o ministro", disse Nogueira.

Terrorista palestino marido de brasileira vai morar no Brasil após libertação

O terrorista palestino Tawfic Abdallah, marido da brasileira Lamia Maruf, um dos mil prisioneiros palestinos que serão libertados em troca do soldado israelense Gilad Shalit, virá morar no Brasil assim que for autorizado. A informação foi dada pelo advogado da família. O nome de Tawfic Abdallah faz parte da lista oficial, divulgada neste domingo por Israel, dos 477 prisioneiros palestinos que serão os primeiros a serem libertados em troca de Shalit. Segundo o advogado Airton Soares, Lamia Maruf só irá rever o marido, Tawfic Abdallah, quando este receber autorização israelense para deixar a região e vir residir em São Paulo. Embora tenha passaporte palestino, reconhecido no Brasil, a família de Abdallah resolveu esperar a autorização de Israel para sair do país. Lamia, que foi deportada em 1997, também não pode voltar a Israel para rever Abdallah. Abdallah e Lamia haviam sido condenados à prisão perpétua em Israel pela acusação de assassinar o soldado israelense David Manos, em 1984. Ela cumpriu 11 anos de cadeia em Israel. Logo depois da publicação da lista, as autoridades começaram a deslocar as 27 prisioneiras que serão libertadas para a cadeia Hasharon, e os 450 prisioneiros para a cadeia de Ktziot, no sul de Israel. Assim que for liberado, Abdallah deve seguir para a aldeia de Dir Balut, onde vive sua família, na Cisjordânia, a apenas 40 minutos de Tel Aviv. Tawfic Abdallah, foi preso com a mulher, a brasileira Lamia Maruf, em 1986, dois anos depois do assassinato do soldado israelense David Manos. A pista que levou as forças de segurança israelenses a prenderem o casal foi o fato de que o carro utilizado para o sequestro do soldado foi alugado com o passaporte brasileiro de Lamia. Os restos mortais do soldado foram encontrados em 1986, em uma caverna próxima à aldeia de Dir Balut, onde o casal morava, no norte da Cisjordânia. De acordo com a acusação, Lamia estava dirigindo o carro, quando o soldado Manos, que estava pedindo carona, foi sequestrado. Embora tenha afirmado não ter envolvimento no assassinato, Lamia também foi condenada à prisão perpétua, da qual cumpriu 11 anos, até ser libertada em fevereiro de 1997, quando o então premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, assinou o acordo de Hebron com o lider palestino Yasser Arafat. Uma das cláusulas do acordo foi a libertação de todas as prisioneiras palestinas que estavam detidas naquela época em cadeias israelenses. Lamia foi solta, juntamente com outras 25 prisioneiras, porém foi imediatamente deportada para o Brasil, onde se reuniu com sua filha, Patricia. O Brasil, sob o regime petista, está se tornando em uma grande central do terrorismo internacional, com amplas ligações com o terrorismo islâmico.

Líder supremo do Irã ameaça acabar com eleição direta para presidente

O Irã pode acabar com o cargo de presidente eleito por voto direto, disse neste domingo o líder supremo, o nazista aiatolá Ali Khamenei, no que pode ser um alerta para que o ditador nazista islâmico Mahmoud Ahmadinejad e possíveis sucessores não ultrapassem os seus poderes executivos limitados. O comentário de Khamenei acontece enquanto Ahmadinejad luta contra críticas constantes dos conservadores de linha dura que o acusam de estar sob o domínio de conselheiros "divergentes" que querem minar o papel do clero islâmico, incluindo a função do líder supremo. Khamenei lançou a sugestão, o que seria a maior mudança na Constituição do Irã em duas décadas, durante um discurso abrangente, dizendo que não seria "nenhum problema" eliminar o cargo de presidente eleito diretamente, se isso fosse considerado necessário. "No momento, o sistema de governo do país é presidencial, um governo em que o presidente é eleito diretamente pelo povo, e esse é um método bom e eficaz", ele disse a uma platéia de acadêmicos na província de Kermanshah. O Irã, onde o clero derrubou a ditadura secular do xá Reza Pahlevi, acabou se tornando outra ditadura, teocrática. Os iranianos vivem sob o tacão de um regime nazista islâmico.

Jornal espanhol El Pais diz que Dilma precisa combater corrupção no Brasil

O jornal espanhol "El País" publicou neste domingo uma análise sobre Dilma Rousseff, na qual diz que a presidente conseguiu se firmar como líder e agora "não resta nenhuma dúvida de quem manda no Brasil". No entanto, de acordo com o jornal, Dilma precisa continuar a combater a corrupção no Brasil, já que apesar de "a maioria aprovar os passos que ela dá nesse sentido, como combater os supersalários dos políticos", sabe-se que uma "ampla reforma é necessária". "Há um ano, Dilma Rousseff era um mistério, agora é a líder indiscutível do Brasil", aponta o jornal. "A presidente não atenuou sua imagem nem sua maneira de trabalhar, apesar dos que argumentavam que a sociedade brasileira valoriza o carisma e a proximidade de sus líderes. Dilma continua a ter gênio forte, exigir um trabalho extenuante de seus colaboradores, calá-los com apenas um olhar e rejeitar fotos em família", acrescenta o El Pais. Como se vê, é uma matéria laudatória de um jornal esquerdista espanhol, que não vê nada do que efetivamente acontece no Brasil e com o Brasil.

Jornalista cubano é o primeiro desertor de sua delegação em Guadalajara

O jornalista Daniel Anaya, de 35 anos, integrante da equipe de imprensa do Instituto Nacional de Esportes de Cuba, abandonou a delegação e é o primeiro desertor do país nos Jogos Pan-Americanos. Anaya trabalhava como repórter fotográfico e deixou o grupo logo depois da chegada a Guadalajara, no dia 9. Segundo o portal Café Fuerte, um site de notícias e informações que cobre Cuba e Miami, Anaya confirmou que entrou nos Estados Unidos depois de cruzar a fronteira com o México. Os cubanos que passam a fronteira norte-americana têm direito a aderir à lei de Ajuste, vigente desde 1966, na qual o governo local os acolhe e em um ano lhes dá residência no país. Nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, vários cubanos desertaram. A mais chamativa foi a dos campeões mundiais de boxe Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que o governo petista de Lula e do ministro da Justiça de então, de maneira infame, prendeu e recambiou para a ditadura de Cuba, utilizando-se de um jatinho da PDVSA, que o ditador caribenho Hugo Chavez enviou às pressas.

Brasil aposta em satélite com parceria da África do Sul e Índia

O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória. Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe. De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.

Pesquisas apontam que peronista populista Cristina Kirchner deve se reeleger no primeiro turno

A presidente da Argentina, a peronista populista Cristina Kirchner, pode ser reeleita no primeiro turno das eleições gerais do dia 23 com mais de 50% dos votos e uma vantagem de mais de 35 pontos, afirmam as últimas pesquisas eleitorais. Diferentes consultorias afirmaram que o socialista Hermes Binner, governador da província de Santa Fé, que ficou em quarto nas eleições primárias de agosto, será o candidato da oposição com a melhor classificação, alcançando entre 14 e 17% dos votos. Pelo terceiro posto brigam o radical Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín (1983-1989), e o peronista dissidente Alberto Rodríguez Saá, governador da província de San Luis há oito anos. Em três das quatro enquetes publicadas no sábado pelo jornal "Clarín", Rodríguez Saá tem entre 9 e 10,2% das intenções de voto, na frente de Alfonsín, que deve obter entre 6,8 e 9,1% dos votos. Entretanto, a pesquisa da empresa de consultoria OPSM situa o radical na frente do peronista com 13 e 8%, respectivamente. O peronista dissidente Eduardo Duhalde, que presidiu a Argentina entre 2002 e 2003, acumularia entre 4,6 e o 6,3% dos votos, segundo as pesquisas. Os outros dois candidatos, Elisa Carrió e o Jorge Altamira, não chegam a 6% dos votos em conjunto.

Hospital informa que operação de ministro da Agricultura foi bem sucedida

Os médicos que cuidam do ministro da Agricultura, deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB), informaram que foi bem sucedida a cirurgia de retirada de um tumor em seu cérebro. Ele foi operado na manhã de sábado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "A cirurgia transcorreu sem intercorrências e alcançou plenamente seus objetivos", diz boletim assinado pelos médicos Antonio Carlos Onofre de Lima e Paulo Cesar Ayroza Galvão. Mendes Ribeiro Filho foi transferido para a UTI, para ser monitorado. A equipe médica afirmou que aguarda o resultado de exames para definir os próximos passos do tratamento.

Brasil está entre os dez principais exportadores mundiais de arroz

A busca de novos mercados, associada às ações do governo para desova da atual supersafra, coloca o Brasil entre os dez principais exportadores mundiais de arroz, mercado liderado pela Tailândia, seguida do Vietnã. De janeiro a setembro, o País vendeu o recorde de 875 mil toneladas para o mercado externo. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento e consideram as diversas variedades do produto, desde o arroz para semeadura até o beneficiado. Esse volume corresponde à exportação de 1,1 milhão de toneladas do produto com casca, base de cálculo mais comum utilizada por produtores, e representa aumento de 175% em relação ao volume exportado em igual período de 2010. Em dólares, o aumento é ainda mais expressivo, passando de US$ 118 milhões em 2010 para US$ 395 milhões neste ano, em uma alta de 235%. Além do maior volume, o resultado foi favorecido pelo aumento da cotação do produto no mercado internacional. A tonelada, que era vendida por US$ 450,00 atualmente está acima de US$ 600,00. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional, com 54% da safra.

Justiça iraniana confirma condenação de cineasta a seis anos de prisão

A Justiça iraniana confirmou a condenação do cineasta Jafar Panahi a seis anos de prisão e 20 anos de proibição para dirigir filmes, viajar ou dar entrevistas, apesar da mobilização internacional a favor desse célebre artista. Panahi, que continuava em liberdade no sábado, foi condenado em dezembro de 2010 por "atividades contra a segurança nacional e propaganda contra o regime", depois de ter iniciado a filmagem de uma obra sobre os distúrbios que se seguiram à fraudada reeleição do ditador nazista islâmico Mahmoud Ahmadinejad em junho de 2009. O cineasta, de 51 anos, conhecido por suas fortes sátiras sociais, é um dos diretores da "nova onda" iraniana, mais conhecidos no exterior, onde recebeu diversos prêmios, como nos festivais de Cannes, Berlim e Veneza. O veredicto da apelação "foi emitido há duas semanas, mas ainda não foi aplicado, e Jafar Panahi continua livre até o momento", afirmou membro de sua família. A advogada do cineasta é Faridé Gairat. Sua prisão em março de 2010, sua detenção durante três meses e depois sua condenação em dezembro passado provocaram a reprovação dos meios artísticos e políticos ocidentais, que se mobilizaram para pedir a anulação das acusações contra este cineasta.