segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Egito anuncia toque de recolher após 24 mortos em confronto

As autoridades egípcias decretaram neste domingo à noite um toque de recolher no centro do Cairo, após 24 pessoas terem morrido durante enfrentamentos entre manifestantes cristãos (coptas) e forças de segurança. "Toque de recolher das 02h00 da manhã às 07h00 (00h00 às 05h00 GMT) no setor de Maspero até a praça Abasiya", disse a TV egípcia. Os confrontos começaram na Maspero, em frente à sede da televisão estatal, no centro da cidade. A praça Abasiya, mais a leste, fica perto da principal catedral copta do Cairo. O confronto deixou 24 mortos e cerca de 200 feridos, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde. Civis armados com pedaços de madeira e facas foram à praça Tahrir e ao edifício que abriga a emissora de rádio e televisão do governo, onde começaram os confrontos entre o Exército e cristãos coptas, que protestavam devido ao incêndio de uma igreja em Edfu, no sul do país. Os manifestantes pediam a demissão do governador da província de Assuã, onde a igreja foi demolida, quando a violência teve início. Veículos do Exército foram ao local para tentar conter os conflitos, os mais graves no Egito desde a revolução que pôs fim ao regime de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro. Na praça Abdelmonem Riyad, próxima ao local dos confrontos, grupos de cristãos gritaram expressões como "com o espírito e o sangue nos sacrificamos pela cruz", e outros grupos, de muçulmanos, cantaram lemas como "Alá é grande", em um ambiente de grande tensão. As tensões sectárias entre a minoria cristã (cerca de 10% da população) e os muçulmanos vêm crescendo desde a derrubada do antigo regime. Os cristãos acusam o governo interino de não reprimir atos de violência contra eles.

Europa resgata banco vítima da crise e nacionaliza o Dexia

Os governos de França, Bélgica e Luxemburgo anunciaram neste domingo ter chegado a um acordo a respeito da nacionalização do banco Dexia. A instituição (o maior banco belga) é vista como primeira vítima da crise da dívida grega. A Bélgica deve pagar 4 bilhões de euros (cerca de R$ 10 bilhões) pela medida, que nacionalizará o braço do banco que opera no varejo. Mais detalhes dessa operação de resgate devem ser divulgados nos próximos dias. A situação financeira dos bancos europeus é um dos pontos de maior preocupação no bloco, diante da possibilidade do calote grego. Parte dessas instituições reúne papéis da dívida grega. Um colapso contaminaria toda a região do euro. A recapitalização é vista como uma forma de proteger os bancos. A nacionalização preocupa por aumentar a dívida da Bélgica, que já deve o equivalente a mais de 96% de seu PIB. A participação da dívida belga em relação ao PIB do país é menor apenas do que a grega e a italiana. A agência de classificação de risco Moody's alertou, na sexta-feira, que poderia diminuir a nota do país caso um resgate ao banco aumentasse o custo dos empréstimos. Hoje, a nota belga é Aa1, uma das mais altas. O Dexia já havia estado em grave apuro em 2008, quando precisou de outro resgate econômico, no ápice da crise financeira mundial. O banco tem exposição a dívidas globais estimada em US$ 700 bilhões (R$ 1,2 trilhão). Na semana passada, suas ações despencaram, à medida que a situação indicava o caminho do colapso.

Após guerra do petróleo, vem aí nova batalha dos Estados

Após a questão do pré-sal, os senadores abrirão nova guerra: pela equanimidade na distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), fomentado por 21,5% do Imposto de Renda e do IPI. Os parlamentares do Sul reclamam dos “generosos” índices de FPE para o Nordeste e vão apresentar projeto de outra tabela tão logo passe o debate dos royalties de petróleo. A tabela do FPE foi fixada em 1989, e deveria ser substituída por outra lei em 1992. Mas ninguém mais tocou no assunto. Bahia (9,39%), Ceará (7,33%) e Maranhão (7,21%) lideram o ranking de repasses.

No PSD, José Serra pode acabar na base alidade Dilma

Aliados de José Serra dão como certo seu ingresso no PSD até 2013. A ironia é que sua filiação ao partido de Gilberto Kassab pode colocá-lo na base de apoio do governo Dilma, mas o objetivo é garantir legenda para a disputa da presidência da República em 2014. José Serra estimulou a criação do PSD, e a filiação do amigo Henrique Meirelles o anima a seguir o mesmo caminho. Por enquanto, ele jura que continua tucano. O vazamento de pesquisa do PSDB mostrando que ele encolheu desde a eleição de 2010 afastou Serra em definitivo do senador Aécio Neves. José Serra acha que Aécio Neves conspira 24 horas por dia contra ele, por isso, só de birra, quer viabilizar mais uma candidatura presidencial. (CH)