segunda-feira, 5 de setembro de 2011

João Luiz Vargas diz que Operação Cartola é vazia e denunciará procurador Geraldo Da Camino na Assembléia

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, João Luiz Vargas, irá nesta terça-feira até a Assembléia Legislativa do Estado, para se encontrar com o presidente do Parlamento gaúcho, deputado estadual Adão Villaverde (PT), e com o presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado estadual Cassiá Carpes (PTB), para entregar uma denúncia formal contra o Procurador-Geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, Geraldo Costa Da Camino. João Luiz Vargas, que precisou deixar a presidência do Tribunal de Contas, acossado por denúncias de vinculação com o esquema corruptor desvendado pela Operação Rodin, que devassou as operações do Detran gaúcho, diz estar convencido de que o procurador Geraldo Costa Da Camino "não tem prova de nada" a respeito de outra operação rumorosa, e mais recente, que nasceu no Ministério Público de Contas, o Operação Cartola (ela foi denominada assim por Da Camino, como uma referência ao compositor Cartola). João Luiz Vargas vai denunciar Geraldo Costa Da Camino por prevaricação e violação dos direitos e garantias constitucionais de oito prefeitos gaúchos que ele mandou investigar no âmbito da Operação Cartola. Diz João Luiz Vargas: "Ele terá que mostrar as provas que o conduziram até a Polícia Civil, para mobilizar o aparato intimidador de 500 homens, e depois para excluir três dos prefeitos. Ele não tem prova alguma. Da Camino acha que é o xerife dos gaúchos". João Luiz Vargas nega que advogue para algum dos prefeitos investigados: "Não trabalho para nenhum deles. Sou apenas um cidadão gaúcho". João Luiz Vargas também pretende entregar um projeto de lei para que a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul elimine o caráter imperial do mandato do procurador geral Geraldo Costa Da Camino, que poderá perpetuar-se no cargo. João Luiz Vargas se penitencia por ter sido quem nomeou Da Camino para esse mandato.

Senadores criticam proposta de regulamentação da mídia

Senadores aliados e da oposição criticaram nesta segunda-feira a moção aprovada pelo 4º Congresso do PT, no fim de semana, que defende a "regulamentação da mídia". O discurso mais duro foi do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que considerou a postura do partido uma ameaça à liberdade de imprensa, digna de um "tribunal inquisidor". Para o peemedebista, o PT "ameaça" a imprensa com a discussão sobre a regularização da mídia quando vê algum integrante do partido lançado em episódios polêmicos, como a reportagem da revista "Veja" sobre a atuação do ex-ministro José Dirceu em um hotel de Brasília. Acusado de comandar o esquema do mensalão, José Dirceu, segundo a revista, atuou junto a políticos do PT pela queda do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil). "Não queremos uma imprensa governista. Já basta a cooptação que o governo fez dos chamados movimentos sociais, que viraram meros apêndices do PT. Toda vez que algum malfeito petista aparece nas páginas dos jornais e das revistas, a cúpula do PT se apressa em ressuscitar o chamado marco regulatório da mídia, nome pomposo para um verdadeiro tribunal inquisidor da comunicação que os petistas querem implantar no Brasil", disse Jarbas Vasconcelos. O senador Jarbas disse que a regulamentação da mídia vai contra a história do PT: "Se existe um partido político no Brasil que teve seu crescimento fortemente ligado à liberdade de imprensa, este foi o PT,o mesmo se aplica à trajetória do ex-presidente Lula. Não combina mais com o Brasil qualquer tentativa de cercear a liberdade de imprensa. Existem instrumentos disponíveis para que eventuais excessos e equívocos sejam punidos devidamente. É preferível uma imprensa cometendo excessos, e buscando reparar seus próprios erros, do que uma imprensa tutelada pelo poderoso de plantão". O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), disse que o PT propõe o marco para impedir denúncias de corrupção: "Quando as denúncias explodem nos principais veículos do Brasil fala-se em regulação da mídia, como se desejássemos amordaçar a imprensa para que a corrupção pudesse campear fagueira na clandestinidade do submundo do governo". Também da tribuna do Senado, sem citar diretamente o PT, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que a liberdade de imprensa é um preceito constitucional: "Falar em regulamentação da imprensa hoje é violar a Constituição. É lógico que liberdade rima com responsabilidade. Agora, nós não podemos, sob pena de violarmos a Constituição, falar em regulamentação da imprensa".

Dez dias depois de alta, Sócrates é internado novamente

No seu décimo dia de alta, o ex-jogador Sócrates, de 57 anos, foi internado novamente no hospital hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta segunda-feira, com hemorragia digestiva. Sócrates foi internado em 19 de agosto por causa de uma hemorragia digestiva alta. O problema foi provocado por uma hipertensão portal, que é uma pressão excessiva na veia porta, que leva o sangue do intestino para o fígado. Ele recebeu alta no dia 27, às 9 horas. Formado em medicina, atualmente Sócrates trabalha como comentarista na TV Cultura e é colunista do "Agora São Paulo", do Grupo Folha, e da "Carta Capital". Como jogador, ele foi um dos principais nomes da chamada "Democracia Corintiana" no início dos anos 1980 no clube paulista. Jogou também pelo Flamengo e pelo Santos, além do Botafogo-SP, onde começou e terminou a carreira. Sócrates tem cirrose hepática.

O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e o pianista Arthur Moreira Lima se filiam ao PSB

José Gomes Temprão, ex-ministro da saúde, e o pianista Arthur Moreira Lima, filiaram-se ao PSB nesta segunda-feira, durante a abertura do seminário nacional “A Crise Econômica Internacional e a Economia do Brasil”. José Gomes Temporão disse que a opção pelo PSB foi influenciada pelos resultados da gestão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido. “Tenho observado de perto a profunda e brilhante transformação que está sendo feita no nordeste brasileiro a partir de uma política clara, corajosa e incisiva. A questão da equidade, liberdade, democracia e igualdade estão muito presentes nessa região. Estou com muita vontade de contribuir para o partido”, declarou. Por sua vez, o pianista Arthur Moreira Lima afirmou estar “extremamente emocionado” por ingressar no partido. “Quero dizer que neste cenário atual, o partido tem tudo para crescer e atingir os seus nobres objetivos. Sinto-me honrado de fazer parte desta sigla. Farei o que puder para participar junto com todos os companheiros, nos projetos que possam melhorar o Brasil. Realmente aqui é minha casa”, disse.

Polícia prende um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas nos Complexos do Alemão e da Penha. Ele fugiu do local quando a região foi ocupada por militares, no fim do ano passado. Sandro Batista Rodrigues, de 41 anos, conhecido como Naíba ou NB, foi preso no sábado, mas a detenção só foi divulgada nesta segunda-feira. Foragido da prisão desde 2002, Naíba tinha 18 mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e roubo. Ele foi preso na casa de familiares no Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Segundo a polícia, atualmente ele seria responsável pelo tráfico de drogas em comunidades do local e também da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. As investigações apontam que Naíba aliciava para o tráfico mototáxis e mulheres que moravam nas comunidades, movimentando cerca de R$ 400 mil por semana.

Líder do governo descarta possibilidade de aumento no Judiciário

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), descartou nesta segunda-feira a possibilidade de o Congresso aprovar, neste momento, o reajuste para o Judiciário. Segundo ele, qualquer aumento será discutido em conjunto com as demais categorias do funcionalismo público. O Judiciário quer até 56% de reajuste para seus servidores e 14,7% para os ministros do Supremo, o que elevaria o teto do funcionalismo de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil. Os valores são considerados inaceitáveis para o governo. Os reajustes da Justiça tinham sido deixados de fora das previsões de receitas e gastos para 2012. Após os ministros do Supremo e o procurador-geral da República se revoltarem, a presidente Dilma Rousseff, então, enviou uma mensagem ao Congresso reincluindo os reajustes pedidos pelo Judiciário, mas fez uma série de críticas. Os aumentos causariam um impacto de R$ 7,7 bilhões nos cofres públicos, segundo o governo. Também há um outro projeto de lei pedindo aumento menor, de 4,8% para os ministros do Supremo. Mas nem esse conta com o apoio do governo. Vaccarezza ressaltou que sua posição foi tomada após conversas com a ministra Miriam Belchior (Planejamento). Mesmo com as negativas do governo, o deputado informou que cerca de dez entidades irão ao Congresso, no próximo dia 21, fazer pressão pelo aumento no Judiciário.

Decisão do Banco Central pode esconder preocupação com bancos e empresas

A decisão do Banco Central de cortar 0,5 ponto percentual nos juros que servem de referência para economia deixou em aberto uma possível preocupação do governo com a saúde financeira de bancos e empresas, em um cenário de menor crescimento. O questionamento, que tem ganho força nas mesas de operações de bancos e corretoras, vem do fato de que após a divulgação do crescimento de 0,8% da economia no segundo trimestre, as informações financeiras das instituições que operam no País são, atualmente, um dado que só o Banco Central dispõe e, portanto, poderia ter influenciado a decisão do Copom, na semana passada. A situação atual remete à polêmica vivida no segundo semestre do ano passado, quando a descoberta de fraudes no banco PanAmericano e a ameaça de uma crise nas instituições financeiras de pequeno e médio portes pesaram na decisão do Banco Central de interromper o ciclo de alta dos juros, às vésperas da eleição e sem um horizonte claro para inflação. Na época, a primeira interpretação foi de ingerência política. Os reais motivos que levaram os diretores aquela decisão só foram conhecidos, no entanto, no final de novembro quando o então presidente da instituição, Henrique Meirelles, antes de sair do governo, revelou o peso que o medo dos desdobramentos do caso Panamericano em reunião com economista teve para o Banco Central. Agora, a dúvida sobre razões financeiras (e não econômicas) reapareceram como um motivo que poderia justificar a posição surpreendente do Copom de se antecipar a um baque no crescimento em 2012, que ainda não seria garantido.

Entidade de juízes diz que aumento não prejudica Orçamento

A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) criticou em nota a afirmação da presidente Dilma Rousseff de que o aumento no salário do Judiciário pode prejudicar a execução de programas sociais. Segundo a entidade, a "premissa não está amparada em qualquer comprovante ou base fática". Na sexta-feira, Dilma criticou a proposta de aumento, afirmando que ela gera "incertezas sobre a evolução da economia brasileira em um contexto internacional já adverso". Ao enviar ao Congresso as previsões de receitas e gastos para 2012, o governo havia deixado de fora as propostas de reajustes da Justiça, que causam impacto de R$ 7,7 bilhões nos cofres públicos. O Planalto foi obrigado a recuar e a rever sua proposta orçamentária, após os ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República se revoltarem. Dilma, então, enviou uma mensagem ao Congresso reincluindo os reajustes pedidos pelo Judiciário, mas fez uma série de críticas. Ao citar que encaminhou a proposta "cumprindo dever constitucional", disse que "várias economias enfrentam problemas por sua situação fiscal, com alto endividamento e déficit públicos". "Há possibilidade de agravamento na situação econômica internacional em 2012, com risco de recessão em economias avançadas e forte volatilidade nos preços dos ativos financeiros", disse a presidente. Para a Ajufe, o argumento da presidente é maniqueísta: "Idêntico argumento poderia ter sido utilizado quando em dezembro do ano passado o Poder Executivo e o Poder Legislativo tiveram aumento salarial na ordem de 62%".

Em dia tenso, dólar atinge maior taxa desde março

O nervosismo com o cenário global se combinou ao parco volume de negócios na sessão desta segunda-feira para puxar os preços da moeda americana já pelo quarto dia consecutivo. Após variar entre R$ 1,660 e R$ 1,647, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,650 nas últimas operações desta segunda-feira, em um aumento de 0,85% sobre a cotação final de sexta-feira. Desde o dia 30 (data da última queda), as taxas subiram quase 4%. Trata-se da maior cotação desde 29 de março. Com o desabamento das Bolsas européias (somente o mercado alemão derreteu 5,27%), boa parte dos investidores optou por correr para o dólar, habitual refúgio em momentos de incerteza. A economia americana deu um susto nos mercados na semana passada, mostrando uma geração nula de empregos em agosto.

Para presidente do PMDB, sigla não se alia com PT na eleição em São Paulo

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta segunda-feira que "dificilmente" o partido estará junto com o PT na corrida pela prefeitura de São Paulo no próximo ano. Segundo ele, o partido não abre mão de lançar o deputado Gabriel Chalita na disputa. "A candidatura própria não tem volta. Ninguém vai abrir mão de lançar candidato. No primeiro turno, dificilmente estaremos juntos", disse ele. O PMDB se reúne no próximo dia 15 para definir a política de alianças para as eleições municipais. Chalita será um das estrelas do evento e vai discursar sobre a importância da educação para o País. Raupp disse que não há nenhuma estratégia para polarizar a campanha de Chalita com o discurso do ministro Fernando Haddad (Educação), que também disputa a indicação do PT.

Sérgio Cabral defende aumento de 30% das alíquotas das petroleiras

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu nesta segunda-feira o aumento de 30% das alíquotas das empresas produtores de petróleo. A idéia é que essa elevação no imposto vá para os Estados não-produtores de petróleo. Sérgio Cabral apresentou essa proposta em reunião nesta segunda-feira com o ministro Guido Mantega (Fazenda). De acordo com ele, esse projeto pode ser uma das alternativas para solucionar o impasse da distribuição dos royalties entre os Estados produtores e não-produtores de petróleo. "Proponho elevação de 30% nas alíquotas das empresas produtoras. Não vejo problema na proposta, pois não compromete as receitas da União. É um valor adicional, que o Rio de Janeiro teria direito e abre mão. Isso daria mais de R$ 3 bilhões no ano que vem para os Estados não produtores", afirmou o "esperto" Sérgio Cabral. Ele também disse que Mantega prometeu enviar ao Congresso Nacional até o dia 15 de setembro um projeto do governo em relação a distribuição dos royalties do petróleo. Em proposta fechada com o governo na semana passada, o presidente do Senado, José Sarney, marcou para o dia 5 de outubro a votação da derrubada do veto do ex-presidente Lula a um projeto aprovado pelo Congresso em 2010, que tirava verbas de Estados produtores em benefício de não produtores. Inicialmente, o tema seria votado no dia 22 de setembro.

Jovens de classe média são presos por tráfico internacional em Santa Catarina

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira, em Florianópolis, oito jovens de classe média em operação de repressão ao tráfico internacional de drogas. A operação contou com cem agentes. Ao todo, a Justiça Federal em Santa Catarina expediu oito mandado de prisão, todos cumpridos. A Polícia Federal apreendeu 24 mil euros e R$ 2.600,00 em dinheiro vivo, seis veículos e duas malas com cocaína escondida em compartimentos internos. A Polícia Federal também comunicou à Interpol três mandados de prisões de suspeitos que estão no Exterior. Ainda de acordo com a Polícia Federal, as investigações mostraram que os suspeitos presos usavam "mulas" (pessoas contratadas para o tráfico) para levar cocaína até a Europa. Na volta, as mesmas "mulas" traziam ocultas em malas drogas sintéticas produzidas na Europa.

Centenas se reúnem na Suazilândia contra última monarquia africana

Cerca de 300 manifestantes dançaram e cantaram nas ruas da Suazilândia nesta segunda-feira no primeiro dia de uma semana de protestos contra o rei Mswati III, que representa a última monarquia absoluta no continente africano. A Suazilândia, no sul da África, está à beira da falência por conta de uma crise financeira que gerou uma série de manifestações neste ano, exigindo que Mswati aceite uma democracia multipartidária e resolva as dificuldades no orçamento que faz o reinado lutar para manter escolas e hospitais funcionando. O grupo pede que o governo cobre impostos da empresa real Tibiyo Taka Ngwane, essencialmente controlada por Mswati e, segundo os opositores, usada para financiar seu estilo de vida luxuoso, incluindo palácios onde vivem suas 13 mulheres. A empresa tem participação em quase todos os setores da economia, de hotéis à mídia. As manifestações estão sendo organizadas por uma coalizão de movimentos pró-democracia, chamada de Campanha pela Democracia na Suazilândia. Partidos políticos estão banidos do país desde 1973 e o rei Mswati acumula o controle do poder Executivo, Legislativo e Judiciário.

Oposição do Uruguai quer campanha por reforma educacional

O Partido Colorado, opositor ao governo uruguaio do tupamaro José Mujica, encaminhará uma campanha de coleta de assinaturas para promover mudanças no sistema educacional do país caso sua bancada não consiga aprovar o pacote no Legislativo. Segundo o líder da legenda, Pedro Bordaberry, houve "um acordo há um ano e meio e nada foi tratado". "Se antes do fim do ano não se aprovarem as medidas, no ano que vem sairemos para juntar assinaturas para que as pessoas se pronunciem", afirmou. Entre as principais reformas no setor que os colorados defendem está a instalação de uma universidade pública no interior do país, que seria a segunda no Uruguai, a revogação da atual lei de educação, a criação de um instituto de avaliação de todos os níveis de educação e o controle de gastos "supérfluos" no sistema. Bordaberry também citou a proposta de estabelecer um mínimo de 200 aulas por ano. Atualmente, as instituições de ensino uruguaias são obrigadas a dar no mínimo de 150 a 160 aulas por ano. Já foram apresentados no Parlamento três projetos para a criação de uma universidade, mas até hoje não houve debate sobre o tema. O Partido Colorado também quer coletar 250 mil assinaturas para convocar um plebiscito para reduzir a maioridade penal no Uruguai, que hoje é de 18 anos. A campanha conta com apoio de um setor do Partido Nacional, também de oposição conservadora, que já reuniu 210 mil assinaturas.

Balanço aponta queda nos casos de malária no Brasil

Depois de pequena alta nos casos de malária em 2010, houve uma redução de 31% nos registros da doença no primeiro semestre deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado, aponta balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde. O levantamento diz respeito a nove Estados na região da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará), que concentra 99% dos casos de malária do País. De janeiro a junho, foram feitos 115.708 registros da doença na região. Em 2010, foram 330 mil casos no total, uma alta de 8% em comparação com o ano anterior. O ano passado interrompeu o movimento de queda que vinha desde 2005, quando mais de 606 mil casos foram notificados. Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde de ministério, a combinação de alguns fatores explicam a redução este ano, como a ampliação do atendimento nas primeiras 48 horas de manifestação da doença e o aumento da rede de diagnóstico no País. Uma das estratégias contra a doença será a distribuição de 1,1 milhão de mosquiteiros impregnados com inseticidas. O custo unitário é de R$ 13,00 e eles devem ser distribuídos entre os 47 municípios mais vulneráveis à doença, todos na região da Amazônia Legal.

Filhos de Gaddafi deixam cidade cercada, dizem opositores

Dois filhos do coronel Muammar Gaddafi que estavam abrigados em Bani Walid (a sudeste da capital Trípoli) abandonaram a cidade, que está cercada por forças ligadas ao Conselho Nacional de Transição (CNT), segundo informou à BBC nesta segunda-feira um dos líderes do grupo. Mustafa Abdul Jalil, chefe do CNT, que já controla a maior parte do país, disse que Saif al Islam e Mutassim Gaddafi estavam bloqueando a rendição da cidade, uma das quatro do país que ainda estão sob controle de forças pró-Gaddafi. As outras são Al Khufra, Sebha e a cidade natal de Gaddafi, Sirte. Os filhos de Gaddafi teriam deixado a cidade no sábado em direção ao sul do país. Combatentes alinhados ao CNT, que cercaram Bani Walid (a 150 quilômetros de Trípoli) no domingo, disseram inicialmente que as negociações de paz com as forças leais a Gaddafi haviam falhado e que uma ofensiva contra a cidade poderia ocorrer a qualquer momento. Mas Abdul Jalil disse que, agora que se tem conhecimento de que os filhos de Gaddafi deixaram o local, o diálogo se manterá aberto até o fim do novo ultimato imposto às cidades, no sábado, "para evitar mais derramamento de sangue".

Banda larga chega a quase 50% das casas em locais com TV a cabo

As recentes medidas regulatórias tomadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para permitir uma maior abertura do mercado de TV a cabo, como o fim do limite de outorgas e o estabelecimento do preço de R$ 9 mil para as licenças, vão possibilitar o aumento do acesso em banda larga no País. A conclusão é de um estudo feito por dois especialistas em regulação da Anatel e pelo coordenador-geral de Análise Econômica da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Alexandre Henriksen. A pesquisa dos impactos da oferta de TV a cabo sobre a penetração de banda larga nos municípios brasileiros faz parte do 15º Boletim Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, a presença de uma empresa que oferece TV a cabo aumenta em 35% a base de clientes de banda larga em um município. A penetração domiciliar da banda larga chega a 48% nos municípios em que há outorga de TV a cabo. Já nos municípios em que há oferta de banda larga, mas não há outorga de TV a cabo, a penetração domiciliar fica em 19%. "A presença de outorga de TV a cabo em um município está intimamente relacionada ao número de acessos em banda larga, uma vez que a tecnologia do cable modem representa um eficaz concorrente da tecnologia xDSL (internet via telefone fixo)", informa um dos artigos da pesquisa. Atualmente, pouco mais de 270 municípios brasileiros contam com ofertas de serviços de TV a cabo.

Socialite Marta Suplicy diz que regulação da mídia não é censura

A senadora Marta Suplicy disse nesta segunda-feira que ainda não tem opinião formada sobre a proposta de regulação da mídia defendida por seu partido, o PT, mas afirmou que a discussão, na sua opinião, não representa uma tentativa de censura. "Não é uma proposta de censura. A mídia fica muito rebelada diante de qualquer possibilidade de censura, e eu entendo isso por conta de anos de censura que o Pais viveu", disse. Ela afirmou que o tema é "delicado", mas que o PT "sempre avança" em temas controversos, razão pela qual qualificou a discussão como "interessante". Marta Suplicy lembrou que o PT nasceu lutando contra a ditadura e a censura, e, portanto, não apoiaria uma proposta para restringir a liberdade de imprensa. "Não entendo por que estamos tão apavorados", afirmou.

Dnit exonera seis servidores no Paraná por infrações

O Diário Oficial da União publicou na edição desta segunda-feira a demissão de seis servidores do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), no Paraná, após apuração de infrações pelos servidores. Ronaldo de Almeida Jares, Marcelo José Leal Gasino, David José de Castro Gouvêa, Omir Mello Ferreira, Emerson Cooper Coelho e José Roberto Bilobran foram demitidos depois de denúncias de irregularidades em contratos de obras no Estado. De acordo com a portaria publicada, a demissão foi motivada pela prática das infrações que implicam "valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública"; "proceder de forma desidiosa", que significa desleixo, indolência, preguiça, negligência, além de provocarem "lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional". Os demitidos não poderão mais retornar ao serviço público. Desde o começo do mês de julho, o Ministério dos Transportes enfrenta acusações de corrupção que já provocaram a renúncia de Alfredo Nascimento do comando da pasta e o afastamento de diretores e funcionários que também estariam envolvidos nas irregularidades.

Marta Suplicy diz que "sempre" teve 30% e Haddad, 2%

A senadora Marta Suplicy (PT) disse ter ficado "contente" com a pesquisa Datafolha em que lidera a disputa pela prefeitura de São Paulo em 2012. A socialite Marta Suplicy procurou demonstrar naturalidade diante dos cenários em que aparece com índices que variam de 29% a 31% e seu principal oponente no PT, o ministro Fernando Haddad (Educação), não sai de 2%. "Eu nunca saí da liderança. Eu sempre tive 30% e ele sempre teve 2%", afirmou na manhã desta segunda-feira, ao chegar a um seminário sobre regiões metropolitanas organizado por ela na Universidade Mackenzie. A socialite petista Marta Suplicy rejeitou a avaliação de que seu desempenho se deva a recall de sua gestão e das outra eleições que disputou: "Não é uma questão de recall, e sim de obras realizadas na cidade". Ela evitou polemizar sobre a preferência do ex-presidente Lula pela candidatura de Haddad: "Comigo Lula nunca falou. Ele fala de outras formas, mas nunca falou diretamente: 'Olha, Marta, eu não quero que você seja candidata'". A socialite Marta Suplicy afirmou que nunca esteve em "conflito" com Lula, de quem disse ser amiga antes mesmo da fundação do PT: "É uma característica do Lula sempre analisar o cenário e dizer o que acha melhor. Às vezes deu certo e às vezes não deu". Ela voltou a negar que pretenda desistir de sua pré-candidatura e afirmou que as eventuais ausências nas caravanas que o PT promove nos bairros se justificam por compromissos pessoais.

Paquistão diz ter capturado importante líder da Al Qaeda

O Paquistão informou nesta segunda-feira que seu principal serviço de inteligência capturou um "líder sênior da rede terrorista Al Qaeda", cujo nome é Younis Mauritani. Segundo o Paquistão, ele era responsável por conduzir operações internacionais e havia recebido uma ordem de Osama bin Laden, morto no início deste ano, de atingir interesses econômicos americanos, europeus e australianos. O serviço militar disse em comunicado que mais dois outros operadores seniores da Al Qaeda também foram capturados.

Almeida Lima deixa PMDB para ingressar no PPS

O deputado federal Almeida Lima decidiu deixar o PMDB para ingressar no PPS. A mudança é uma baixa na bancada do governo na Câmara. "Vou direto para a oposição", disse ele. Almeida Lima estava descontente com o partido desde o ano passado, quando o PMDB negou a ele uma vaga na chapa para o Senado em Sergipe. O hoje deputado tentaria a reeleição. A transferência de Almeida Lima deixa vaga a presidência da Comissão de Reforma Política, cargo indicado pelo PMDB. O deputado saiu com críticas ao PMDB, que seria hoje uma "sublegenda do PT", e ao governo, que, segundo ele, "tem o DNA da corrupção". "Esse é um governo de continuidade", disse. Pelo PPS, Almeida Lima deve ser candidato a prefeito de Aracaju em 2012, o que não conseguiria no PMDB.

Brasil exporta 568 mil empregos

A crise global provocou profundas mudanças na balança comercial da indústria. Desde o início da turbulência, a queda nas exportações e o aumento nas importações de manufaturados custou 568 mil empregos industriais no País, conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Fiesp estimou os empregos diretos e indiretos gerados pelas exportações e perdidos via importações. O cálculo aponta que, em 2008, o comércio internacional rendia à indústria 388 mil empregos. De janeiro a junho deste ano, o resultado foi negativo em 180 mil vagas. O número acima é a soma dos dois valores. Para Júlio Sérgio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil se tornou alvo para empresas ao redor do mundo, que desenvolveram canais de venda desde o início da crise e agora colhem os frutos: “O marco da entrada de importados no Brasil é 2011". O saldo de empregos no comércio exterior piorou em relação a quase todos os parceiros comerciais, com exceção de Mercosul e África. A China foi a responsável pela maior perda de vagas. No primeiro semestre, o Brasil exportou 236 mil empregos industriais para o gigante asiático. Com a crise global, exportadores europeus e americanos também elevaram suas vendas para o Brasil. O País exportou 64 mil vagas para os Estados Unidos e 35 mil vagas para a União Européia de janeiro a junho deste ano. O comércio com o Mercosul, no entanto, gerou um saldo positivo de 62 mil empregos. O levantamento da Fiesp aponta que o setor têxtil e o de confecção é o mais prejudicado pelo comércio exterior. No primeiro semestre, a queda das exportações e o aumento das importações custou 186 mil vagas. É o dinamismo do mercado local que mantém a geração de empregos no setor, embora em ritmo bem mais lento que no ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as tecelagens e confecções geraram 5 mil novos empregos no primeiro semestre, contra 17 mil no mesmo período de 2010. Em maio e junho, no entanto, o saldo foi negativo em 600 vagas.

PIB mostra vácuo entre produção e demanda interna

O forte crescimento da demanda interna, que desde a crise de 2008 vem sustentando a economia nacional, se distanciou perigosamente da produção. A taxa anualizada da chamada “absorção doméstica” (consumo das famílias + gastos do governo + investimentos e estoques) está em 5,6%, enquanto o crescimento anualizado do Produto Interno Bruto (PIB) até o segundo trimestre do ano foi de apenas 3,2%. Traduzindo: a produção brasileira enfraqueceu e corre risco de perder competitividade; a demanda interna ganhou mais força e mantém pressionada a inflação. “O repique do segundo trimestre pode refletir um comportamento indesejado da demanda”, diz Paulo Levy, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os dados do PIB divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele lembra que o efeito do câmbio sobrevalorizado está norteando o desempenho da economia, desestimulando a produção de bens comercializáveis e incentivando o setor de serviços, que cria menos valor agregado do que a indústria e a agricultura. “A demanda não é exatamente o problema, mas sim as condições para ampliação da oferta com produtividade e competitividade”, diz ele. Os dados coletados pelo IBGE mostraram que os produtos importados estão suprindo o aumento do consumo. A indústria de transformação nacional parou. E a estagnação desse segmento amplo (que transforma matéria-prima em bens, sejam eles máquinas, bens de consumo ou intermediários, como aço) foi classificado como “preocupante” pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). “Isso confirma que o principal setor da indústria brasileira (composta ainda pela extrativa, construção e distribuição de eletricidade, gás e água) está sendo fortemente afetado pelo menor ritmo da economia brasileira e pelo avanço das importações de manufaturados”, diz o relatório do instituto, que prevê que esse desempenho pode afetar os demais setores da economia.

Justiça Federal extingue mais uma ação contra Daniel Dantas

A Justiça Federal encerrou na semana passada mais uma novela envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. O juiz Flávio Oliveira Lucas, da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação subscrita pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza e Lauro Cardoso. As acusações eram basicamente as mesmas que seriam ressuscitadas na chamada Operação Satiagraha anos depois. A ação extinta ficou famosa por ter sido produzida em um computador da Nexxy Capital, empresa pertencente a um adversário de Dantas, o empresário Luís Roberto Demarco, o mesmo investigado em inquérito por corrupção ativa no Supremo Tribunal Federal, em que os ex-delegados Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda respondem por corrupção passiva. Outro réu no mesmo processo é o empresário e blogueiro Paulo Henrique Amorim, também implicado por ter trabalhado na produção dessa opereta policialesca. Na sentença, o juiz Oliveira Lucas descreve a ação apresentada pelo Ministério Público como "confusa, truncada, pouco lógica e recheada de reprodução de reportagens, principalmente publicadas na revista Carta Capital". O juiz desqualifica também o conteúdo da inicial que, diz ele, "parece ter sido fortemente influenciada por fatores outros, que não o mero exercício do direito de demandar em juízo". O juiz estranha que o objetivo principal da ação tenha sido "declaradamente" o de obter a lista de clientes do Opportunity, mas cujo ajuizamento serviu para a "obtenção de peças sigilosas perante juízos situados no Brasil e fora dele". Para o juiz, que assumiu o caso recentemente, "o fato é que a petição inicial deveria ter sido indeferida" de plano por ser um processo "natimorto", totalmente descabido e ter acarretado, inutilmente, "despesas suportadas pelo Erário e, ainda, perda de tempo de todos os funcionários públicos, incluindo aí o Magistrado e o membro do parquet , responsáveis pela prática de atos processuais". O desfecho desta ação guarda semelhanças com outras investidas que envolvem os mesmos personagens. A tese da defesa de Daniel Dantas é a de que a questão se resume a uma guerra empresarial como tantas outras.

Conflito entre moradores e tropa do Exército deixa um ferido no Rio de Janeiro

Um conflito entre soldados do Exército e "moradores" do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou pelo menos uma pessoa ferida e outras três detidas, no início da noite deste domingo. A confusão começou depois que os militares abordaram um grupo de pessoas que fazia uma festa em uma rua no morro da Alvorada. O som da festa estava alto, e os soldados determinaram que o volume fosse diminuído. Diante da resistência dos "moradores", os militares desligaram o som. Foi o estopim para a revolta. Houve enfrentamento entre "moradores" e militares, que dispararam tiros de borracha e usaram spray de pimenta para dispersar a multidão. A tal de "pacificação" promovida pelos governos federal e estadual nas favelas de morros do Rio de Janeiro é uma piada. As forças policiais e do Exército ocuparam alguns morros e afugentaram os traficantes no primeiro momento. Logo a seguir, os membros do tráfico retomaram a venda de drogas, agora com proteção policial, e seus outros negócios, como o gato de televisão a cabo, a venda de botijões de gás e o transporte por meio de motos. Agora a bandidagem ensaia retomar os morros, e usa festas para promover confronto com os militares. O conflito é inevitável, porque soldado do Exército é treinado para atirar tão logo seja confrontado. Soldado não é policial. Isso ainda vai dar enormes bolos antes da Copa do Mundo e da Olimpíada. Nenhuma política de segurança no Rio de Janeiro será correta e eficaz enquanto não prender toda a malta de traficantes. Os bandidos, com o assassinato da juíza Patrícia Acioli, e com a impunidade já verificada pelo cometimento neste crime, agora partirão para matar mais juízes, promotores e políticos, entre outros. É só questão de tempo. Eles estão fazendo os ensaios dos primeiros movimentos.