domingo, 28 de agosto de 2011

Propina no Ministério do Turismo era de até 60%

Com a Operação Voucher, a Polícia Federal trouxe a público o lado podre das relações entre altos dirigentes do Ministério do Turismo e organizações não governamentais de fachada. Mas o problema pode ser mais amplo do que a polícia mostrou. Em conversas reservadas, empresários, ex-funcionários de ONGs e do ministério relataram ao jornal O Globo que a taxa de desvio chega, em alguns casos, a 60% do dinheiro liberado. É a taxa de corrupção mais alta de Brasília. Supera até valores que seriam desviados em fraudes com obras da construção civil e contratos com empresas de informática. "Eu falo isso porque conheço a situação por dentro. O desvio é de 60%. Em alguns casos, nada é aplicado no projeto", disse um importante empresário ligado ao turismo. O filão desse novo mercado da corrupção seriam os cursos de qualificação profissional.

Olympikus convence o governo a impor sobretaxa de US$ 13,85 por par importado pela Nike, Adidas e Puma

A disputa no setor de tênis colocou em lados opostos a brasileira Vulcabras/Azaleia e as grifes globais, como a americana Nike e as alemãs Adidas e Puma, aliadas a marcas nacionais, lideradas pela Topper e Penalty. Por enquanto, quem está levando a melhor é a Vulcabras/Azaléia, dona da Olympikus, que conseguiu, por intermédio da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), convencer o governo a impor uma sobretaxa de US$ 13,85 para cada calçado importado da China. Agora, os demais fabricantes pretendem dar o troco. De posse de um estudo que mede o impacto econômico do setor, eles querem convencer o governo de que não são os vilões dessa história. Uma das medidas que pretendem ver adotadas é a possibilidade de fabricar, no Distrito Industrial de Manaus, os tênis de performance, comercializados acima de R$ 699,00.

Ex-secretário de Palocci em Ribeirão se muda para Itália

Ex-secretário de governo de Antonio Palocci, na prefeitura de Ribeirão Preto (1993-96), Rogério Buratti se mudou para a Itália. O advogado, que mantinha um escritório em Belo Horizonte, fixou residência na Europa há menos de um mês. Buratti foi um dos pivôs da máfia do lixo de Ribeirão Preto. Em 2005, acusou Palocci de ter recebido de uma empreiteira uma propina mensal de R$ 50 mil quando ainda era prefeito. O dinheiro, disse, serviu para financiar o PT. Em 2007, Buratti recuou das acusações. Em 2009, o Supremo arquivou a denúncia. No ano passado, a 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto livrou outros nove acusados de ligação com o caso.

Conab tem uma estrutura caótica e um passivo de R$ 1,7 bilhão

Um dos focos da corrupção detectada na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a terceirização do serviço jurídico da empresa, atinge 90% das cerca de dez mil ações do órgão que tramitam na Justiça. O passivo judicial envolve R$ 1,7 bilhão. Recém-empossado no cargo de procurador-geral da Conab, Rui Magalhães Piscitelli ficou estarrecido com o quadro que encontrou na instituição. A contratação de escritórios particulares para cuidar dos interesses da Conab é apontado por ele como o principal problema a ser resolvido. Em todo o País, a Conab contratou 12 escritórios de advocacia. O procurador disse que identificou indícios de irregularidades, como falhas banais no processos, e notificou órgãos como a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União para que façam a investigação. Escolhido pelo ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia Geral da União (AGU), Piscitelli é uma espécie de interventor na área jurídica da Conab. "Essa excessiva terceirização é motivo de minha indignação, meu desalento. Um órgão desestruturado nesse nível, nunca vi. É triste. Quando você consegue despachar um processo, aparecem outros nove, dez, contra a empresa. Dá um desespero... Mas sou um entusiasta", afirmou Rui Piscitelli. O procurador fez um relato que mostra a situação caótica do órgão e lamentou a falta de estrutura. Dos 70 procuradores da instituição no País, 20 estão lotados em outros órgãos, recebendo gratificações adicionais por outras funções, e outros 20 já contabilizam tempo para se aposentar. Três estados sequer têm um procurador. É uma estrutura insuficiente.

Marco Maia admite mais dois voos em aviões particulares

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), fez pelo menos quatro vôos em aviões particulares nos últimos quatro meses. Os valores das despesas somam, no mínimo, R$ 54 mil. Marco Maia adotou a versão de que tirou os recursos do salário que ganha como deputado federal, R$ 26,7 mil brutos, algo em torno de até R$ 20 mil líquidos. Ele reconheceu essas viagens depois de dois dias de contradições ao ser questionado sobre o assunto. Na quinta-feira, em entrevista gravada, afirmou que só havia feito uma viagem em vôo fretado, para Erechim e Gramado, em um avião do plano de saúde Unimed. Um vôo, aliás, que não havia sido pago sexta-feira. “Foi a primeira vez que utilizei um vôo particular”, disse na última quinta-feira. No mesmo dia, foi obrigado a mudar a versão e admitir que, no dia 4 de junho, viajou de Brasília para Goiânia e, de lá para Porto Alegre, em um jatinho de aluguel. Depois ele se desdisse novamente, quando surgiram as informações sobre as viagens dos dias 29 de abril e 24 de junho. A oposição criticou ontem o uso de jatinhos particulares por Maia. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), cobrou do presidente da Casa a explicação sobre a origem do dinheiro que tem bancado esses voos fretados. “Ele deve explicações em nome da função que ocupa”, disse Alencar. Como não tem colocado essas despesas na verba indenizatória, a que tem direito para custear o mandato, Maia adotou a versão de que tira do próprio salário o pagamento das aeronaves. O deputado do PSOL afirmou que é “inusitado” esse argumento do presidente da Câmara. “É um fato inusitado despender tantos recursos se você vive só da remuneração", disse o líder do PSOL. “Espero que ele explique a origem desses recursos. A única coisa que não pode ocorrer é empresários pagando viagens”, afirmou Alencar.

Polícia Federal indicia os 35 do ministério do Turismo

O relatório final da Operação Voucher está pronto. Pede o indiciamento de todos os 35 elementos do Ministério do Turismo presos no arrastão da Polícia Federal. Tem acusação para todo gosto. O petista Mário Moysés, por exemplo, será indiciado por estelionato; o número 2, Frederico Silva da Costa, por formação de quadrilha; e o peemedebista Colbert Martins, por peculato.

Correspondentes de bancos já respondem por metade do crédito do País

Sob o bombardeio de um projeto de lei do ex-ministro Ricardo Berzoini, apoiado pelos bancários, os 151 mil correspondentes dos bancos espalhados pelo País (papelarias, supermercados, açougues, vendas, lotéricas, cartórios, Correios, concessionárias de veículos) nunca tiveram papel tão importante e, sozinhos, já respondem por mais da metade do crédito concedido às pessoas físicas no País. É o que mostra estudo inédito preparado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). São cerca de R$ 394 bilhões injetados na economia sem passar por agências bancárias. Apesar da falta de dados para comparar a evolução da participação do correspondente na concessão de crédito, o presidente da ABBC, Renato Oliva, atribui a alta no volume de financiamentos para pessoa física nos últimos cinco anos, de 7% para 16% do Produto Interno Bruto, em grande parte, ao aumento expressivo do número desses agentes, de 64,37% no período. Segundo o Banco Central (BC), 94% da rede de correspondentes são operados por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal. A capilaridade é imensa: há mais de dez por 10 mil habitantes no Brasil (chega a 15 no Sul), contra 1,36 dos bancos formais (agências e postos de atendimento).

O Poderoso Chefão

Há muitas histórias em torno das atividades do ex-ministro José Dirceu. Veja revela a verdade sobre uma delas: mesmo com os direitos políticos cassados, sob ameaça de ir para a cadeia por corrupção, o chefe da quadrilha do mensalão continua o todo-poderoso comandante do PT. Dirceu é um homem de negócios, mas continua a ser o homem do partido. O “ministro”, como ainda é tratado em tom solene pelos correligionários, mantém um “gabinete” num hotel de Brasília, onde despacha com senadores, deputados, o presidente da maior estatal do país e até ministro de estado — reuniões que acontecem em horário de expediente, como se ali fosse uma repartição pública. E agora com um ingrediente ainda mais complicador: ele usa o poder e toda a influência que ainda detém no PT para conspirar contra o governo Dilma — e a presidente sabe disso. O que leva personagens importantes e respeitáveis, como os que aparecem nas imagens que ilustram esta reportagem, a deixar seu local de trabalho para se reunir em um quarto de hotel com o homem acusado de chefiar uma quadrilha responsável pelo maior esquema de corrupção da história do Brasil? Alguns deles apresentam seus motivos: amizade, articulações políticas, análise econômica, às vezes até o simples acaso. Há quem nem sequer se lembre do encontro. Outros preferem não explicar. Depois de viver na clandestinidade durante parte do regime militar, o ex-ministro José Dirceu se tornou habitué dos holofotes com a redemocratização do país. Foi fundador e presidente do PT, elegeu-se três vezes deputado federal e comandou a estratégia que resultou na eleição de Lula para a Presidência da República. Como recompensa, foi alçado ao posto de ministro-chefe da Casa Civil. Foi um período de ouro para ele. Dirceu comandava as articulações no Congresso, negociava indicações de ministros para tribunais superiores, decidia o preenchimento de cargos e influenciava os mais apetitosos nacos da administração federal, como estatais, bancos públicos e fundos de pensão. Dirceu se jactava da condição de “primeiro-ministro” e alimentava o próprio mito de homem poderoso. Sua glória durou até que ele fosse abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, quando se descobriu que chefiava também um bando de vigaristas que assaltava os cofres públicos. Desde então, tudo em que Dirceu se envolve é sempre enevoado por suspeitas. Oficialmente, ele ganha a vida como um bem-sucedido consultor de empresas instalado em São Paulo. Mas é em Brasília, na mais absoluta clandestinidade outra vez, que ele continua a exercer o seu principal talento. A 3 quilômetros do Palácio do Planalto, Dirceu mostra que suas garras estão afiadas. Ainda é chamado de “ministro”, mantém um concorrido gabinete num quarto de hotel, tem carro à disposição, motorista, secretário e, mais impressionante, sua agenda está sempre recheada de audiências com próceres da República — ministros, senadores e deputados. As autoridades é que vão a José Dirceu. Essa inversão de papéis poderia se explicar por uma natural demonstração de respeito pelos tempos em que ele era governo. Não é. É uma efetiva demonstração de que o chefão ainda é poderoso. Dirceu tenta recuperar o prestígio político que tinha no governo Lula, usando como arma muitos aliados que ainda lhe beijam o rosto. Convoca-os como soldados, quando necessário, numa tentativa de pressionar a presidente Dilma a atender a suas demandas. Ou torná-la refém por meio da pressão dos partidos. Esse trabalho de guerrilha — e, em alguns momentos, de evidente conspiração — chegou ao paroxismo durante a crise que resultou na queda de Antonio Palocci da Casa Civil. Naquela ocasião, início de junho, Dirceu despachou diretamente de seu bunker instalado na área vip de um hotel cinco-estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas. Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Antonio Palocci e durante as quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e do seu grupo para influir nos acontecimentos que ocorriam naquela semana — acontecimentos que, descobre-se agora, contavam com a participação de figuras do próprio governo. Em 8 de junho, numa quarta-feira, Dirceu recebeu no hotel a visita do ministro do Desenvolvimento, o petista Fernando Pimentel. Conversaram por 28 minutos. Sobre o quê? Pimentel diz não se lembrar da pauta nem de quem partiu a iniciativa do encontro. Admite, no entanto, falar com frequência com o ex-ministro sobre o contexto brasileiro. É uma estranha aproximação, mas que encontra explicação na lógica que une e separa certos políticos de acordo com o interesse do momento. Próximo a Dilma desde quando era estudante, Pimentel defendeu, durante a campanha, a ideia de que a então candidata do PT se afastasse ao máximo de Dirceu. Pimentel e Dirceu estavam em campos opostos. Naquela ocasião, o atual ministro do Desenvolvimento nutria o sonho de se tornar o futuro chefe da Casa Civil. Perdeu a chance depois de Veja revelar que funcionários contratados por ele para trabalhar na campanha montaram um grupo de inteligência cujas tarefas envolviam, entre outras coisas, espionar e fabricar dossiês contra os adversários, principalmente o concorrente do PSDB à Presidência, José Serra. No novo governo, Pimentel foi preterido na Casa Civil em favor de Palocci. O mesmo Palocci que, no primeiro mandato de Lula, disputava com Dirceu o status de homem forte do governo e de candidato natural à Presidência da República. Um cacique petista tenta explicar a união recente de Pimentel com José Dirceu: “No PT, é comum adversários num determinado instante se aliarem mais à frente para atingir um objetivo comum. Isso ocorre quando há uma conjução de interesses.” Será que Pimentel queria se vingar de Palocci, a quem considerava um rival dentro do governo? Dois dias antes, na segunda-feira, Dirceu esteve com José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. Gabrielli enfrenta um processo de fritura desde o fim do governo Lula. A presidente Dilma não cultiva nenhuma simpatia por ele. Palocci pretendia tirar Gabrielli do comando da estatal. Gabrielli precisava — e precisa — do apoio, sobretudo do PT, para se manter no cargo. Dirceu é consultor de empresas do setor de petróleo e gás. Precisa manter-se bem informado no ramo para fazer dinheiro. É o famoso encontro da fome com a vontade de comer — ou conjunção de interesses. O presidente da Petrobras, que trabalha no Rio de Janeiro, chegou à suíte ocupada pelo ex-ministro da Casa Civil, no 16º andar do hotel, ciceroneado por um ajudante de ordens. Permaneceu lá exatos trinta minutos. Ao sair, o presidente da Petrobras, que chegou ao quarto de mãos vazias, carregava alguns papeis consigo. Perguntado sobre a visita, Gabrielli limitou-se a desconversar: “Sou amigo dele há muito tempo, e não enho que comentar isso com ninguém”. Naquela noite de segunda-feira, a demissão de Palocci já estava definida. O ministro não havia conseguido explicar a incrível fortuna que acumulou em alguns meses prestando serviços de consultoria — a mesma atividade de Dirceu.
Na terça-feira, horas antes da demissão de Palocci, Dirceu recebeu para uma conversa de 54 minutos três senadores do PT: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias. Esse último conta que foi ele quem pediu a audiência. Qual assunto? Falaram do furacão que assomava à porta da Casa Civil. “O ministro Dirceu nunca falou um ‘ai’ contra o Palocci. Pelo contrário, sempre tentou resolver a crise com a ajuda da nossa bancada”, garante Farias. De fato, a bancada foi decisiva — mas para sepultar de vez a tentativa de Palocci de salvar a própria pele. Logo após o encontro com Dirceu, os três senadores foram a uma reunião da bancada do PT e recusaram-se a assinar uma nota em defesa do então ministro-chefe da Casa Civil. Alegaram que a proposta não havia sido combinada com o Planalto. Existiam outros motivos para a falta de entusiasmo: o trio também estava insatisfeito com Palocci. Delcídio reclamava do fato de não conseguir emplacar aliados em representações de órgãos federais em Mato Grosso do Sul, seu estado natal e berço político. “Num momento tenso como aquele, fui conversar com alguém que está sempre bem informado sobre os acontecimentos”, explicou Delcídio sobre o encontro com o poderoso chefão. Pinheiro estava contrariado com a demissão de um petista do comando da Polícia Rodoviária Federal na Bahia. “O encontro foi para fornecer material para que ele publicasse um artigo sobre o projeto de lei que trata da produção audiovisual no país”, disse ele. Lindbergh Farias, por seu turno, ainda digeria as tentativas fracassadas de ser recebido por Palocci. No fim da tarde de terça-feira, o ministro-chefe da Casa Civil entregou sua carta de demissão. E teve início a disputa pela sua sucessão. Quando Gleisi Hoffmann já havia sido anunciada como substituta de Palocci, no mesmo dia 7 de junho, Dirceu recebeu o deputado petista Devanir Ribeiro. Foram 25 minutos de conversa. Já era sabido que, no rastro da saída de Palocci, Luiz Sérgio, um aliado de Dirceu, deixaria o ministério das Relações Institucionais. Estava deflagrada a campanha para sucedê-lo — e Dirceu queria emplacar no cargo o deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara. Procurado por Veja, Devanir, que é compadre do presidente Lula, negou que tivesse ido ao hotel conversar com Dirceu. Um lapso de memória, como deixa claro a imagem nesta reportagem. “Faz muito tempo que eu não o vejo.” Na quarta-feira, 8 de junho, pela manhã, as articulações de Dirceu continuaram a pleno vapor. Ele recebeu o próprio Vacarezza. Durante 25 minutos, trataram, segundo o líder, do congresso do PT que será realizado em setembro. “Converso com o Dirceu com regularidade. Como o caso do Palocci era palpitante, é possível que tenha sido abordado, mas não foi o tema central”, afirma o deputado — que, no início do governo Dilma, chegou a dar entrevistas como o futuro presidente da Câmara, mas acabou convencido a desistir de disputar o cargo por ter perdido apoio dentro do PT. A agenda do chefão não se limita aos companheiros de partido. Duas horas depois do encontro com Vacarezza, foi a vez de o senador peemedebista Eduardo Braga adentrar o hotel. Segundo o parlamentar, ele e Dirceu se encontraram por obra do acaso, no lobby, uma coincidência. O senador conta que aproveitou a coincidência para auscultar os ânimos do PT sobre o projeto do novo Código Florestal: “Queria saber como o PT se posicionaria. Ninguém pode negar que a máquina partidária petista foi arquitetada e construída pelo Dirceu. Ele respira o partido”. O PMDB também respira poder. Com o apoio de Dirceu, peemedebistas e petistas fecharam um acordo para pressionar o Planalto a indicar Vacarezza ao cargo de ministro de Relações Institucionais no lugar de Luiz Sérgio. A substituição nessa pasta foi realizada três dias depois da queda de Palocci. Informada do plano de Dirceu, a presidente Dilma desmontou-o ao nomear para o cargo a ex-senadora Ideli Salvatti. A presidente já havia sido advertida por assessores do perigo de delegar poderes a companheiros que orbitam em torno de Dirceu. Mas Dilma também conhece bem os caminhos da guerrilha política. Chamada de “minha camarada de armas” por ele quando lhe foi passado o comando da Casa Civil, em 2005, a presidente não perde de vista os passos do chefão. Como? Pedindo a algumas autoridades que visitam Dirceu em Brasília informações sobre suas ambições. “A Dilma e o PT, principalmente o PT afinado com o Dirceu, vivem uma relação de amor e ódio. Mas hoje você não pode imaginar um rompimento entre eles”, diz um interlocutor de confiança da presidente e do ex-ministro. E amanhã? Se Dilma se consolidar como uma presidente popular e, mais perigoso, um entrave a um novo mandato de Lula, o tal rompimento entra no campo das possibilidades. “Nunca a turma do PT foi tão lulista como hoje. Imagine em 2014”, afirma um cardeal do partido. Ele é mais um, como Dirceu, insatisfeito com o fato de a legenda não ter conseguido, como previra o ex-ministro, impor-se à presidente da República. Dilma está resistindo bem. Uma faxina menos visível é a que ela está fazendo nos bancos públicos. Aos poucos, vem substituindo camaradas ligados a Dirceu por gente de sua confiança. E o chefão não está nada contente com isso. Tanto que tem alimentado o noticiário com denúncias contra pessoas muito próximas à presidente, naquele tipo de patriotismo interessado que lhe é peculiar. Procurado por Veja, Dirceu não respondeu às perguntas que lhe foram feitas. A suíte reservada permanentemente ao “ministro” custa 500 reais a diária. Para chegar de elevador, é preciso um cartão de acesso especial. Cada quarto do andar recebe uma única cópia. Qualquer visita ao “ministro”, portanto, tem de ser conduzida ao andar. Esse trabalho de cicerone é feito por Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica, que foi assessor de Dirceu na Câmara dos Deputados até ele ter o mandato cassado. Hoje, o cicerone é empregado do escritório de advocacia Tessele & Madalena, que tem como um dos donos outro ex-assessor de Dirceu, o advogado Hélio Madalena. O advogado já foi flagrado uma vez de caso com a máfia — a russa. Escutas feitas pela Polícia Federal mostraram que, na condição de assessor da Casa Civil, ele fazia lobby para conceder asilo político no Brasil ao magnata russo Boris Berezovski (mafioso acusado de corrupção e assassinato). E Madalena foi flagrado outra vez na semana passada. É o seu escritório que paga a fatura do “gabinete” de José Dirceu. Na última quinta-feira, depois de ser indagado sobre o caso, Madalena instou a segurança do hotel Naoum a procurar uma delegacia de polícia para acusar o repórter de Veja de ter tentado invadir o apartamento que seu escritório aluga e, gentilmente, cede como “ocupação residencial” a José Dirceu. O jornalista esteve mesmo no hotel, investigando, tentando descobrir que atração é essa que um homem acusado de chefiar uma quadrilha de vigaristas ainda exerce sobre tantas autoridades. Tentando descobrir por que o nome dele não consta da relação de hóspedes. Tentando descobrir por que uma empresa de advocacia paga a fatura de sua misteriosa “residência” em Brasília. Enfim, tentando mostrar a verdade sobre as atividades de um personagem que age sempre na sombra. E conseguiu. Mas a máfia não perdoa.

Embaixada brasileira em Washington foi grampeada

Telegramas inéditos, mantidos sob sigilo por mais de uma década, revelam que foram tensas e conflituosas as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos logo depois da redemocratização brasileira. Entre as informações que o jornal Folha de S. Paulo publicou neste domingo está que a embaixada brasileira em Washington foi grampeada. O embaixador brasileiro à época, Rubens Antonio Barbosa, relatou interceptação em telefones em despacho de 2001. Segundo Barbosa, a situação foi passada ao Departamento de Estado americano, mas não houve reação. Produzidas entre 1990 e 2001, as 261 mensagens confidenciais trazem acusações de espionagem, violação de correspondência e de bagagens de diplomatas, além de críticas à política norte-americana.

Itamaraty abre documentos para jornal Folha de S. Paulo

O Itamaraty abriu todo seu arquivo de documentos confidenciais produzidos entre 1990 e 2001 após pedido do jornal Folha de S. Paulo. Pela lei, esses papéis não mais estão protegidos por sigilo. Para liberar os telegramas, servidores do Itamaraty registraram em cada página dos papéis originais o carimbo "desclassificado de acordo com o Dec. 5.301 de 09/12/2004". Essa é a legislação em vigor que estabelece regras de acesso a documentos sigilosos. Papéis classificados como confidenciais devem ser liberados após dez anos, com a possibilidade de prorrogação por igual período. A reportagem solicitou acesso aos telegramas em 21 de junho, após o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmar, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, que "todas as informações" sobre seu governo estão inteiramente disponíveis. O jornal procurou os principais setores do governo que produzem e guardam documentos. Embora o prazo máximo de sigilo de vários dos arquivos já tenha expirado, papéis do Exército, da Marinha e do Gabinete de Segurança Institucional continuam em segredo, mesmo os produzidos sob Collor (1990-92). Dos órgãos consultados, apenas o Itamaraty autorizou a pesquisa. O atendimento ao público não é imediato, apenas agendado. Produzidas entre 1990 e 2001, as 261 mensagens confidenciais trazem acusações de espionagem, violação de correspondência e de bagagens de diplomatas, além de críticas à política norte-americana. Esses despachos integram um arquivo de 1 milhão de páginas trocadas entre o Itamaraty e as embaixadas do Brasil no Exterior. Por seis semanas, o jornal pesquisou o acervo, guardado em 650 caixas no subsolo do prédio do Itamaraty, em Brasília.

Eike Batista quer fazer três novas aberturas de capital

Novos "X" vão se somar à sopa de letrinhas empresarial de Eike Batista. O presidente da holding EBX afirmou no sábado, em evento da BM&FBovespa na serra paulista, que pretende realizar a abertura de capital de mais três empresas: a CCX, AUX e REX. A CCX será uma mineradora de carvão formada a partir do desmembramento de uma subsidiária colombiana da empresa de mineração do grupo, a MMX. Segundo Eike Batista, a expectativa é captar US$ 5 bilhões na abertura de capital. "O lançamento vai ocorrer em 2012 na BM&FBovespa e na Colômbia", disse ele. A AUX será outra mineradora especializada em ouro, uma espécie de retorno de Eike Batista à origem de seus negócios: sua primeira empresa, montada em 1981, era uma mineradora de ouro e diamante. A última companhia é a REX (Real Estate X), que atua no ramo imobiliário. "Os investidores entendem que riqueza não se gera em um trimestre. Meus projetos têm um tempo de maturação de três a quatro anos", afirmou ele. Segundo Eike Batista, seus projetos são tão lucrativos que não importa se atrasam um ou dois anos. "Por isso, o Carlos Slim (um dos homens mais ricos do mundo) vai ter problemas. Nossos ativos são à prova de idiotas", disse ele. O grupo EBX já captou US$ 24 bilhões por meio de aberturas de capital. Eike Batista defendeu a parceria que as empresas do grupo EBX têm realizado com companhias como a Usiminas e Vale na área logística e afirmou que está de olho na Petrobras. Segundo ele, a EBX tem grande interesse nas licitações para compra de equipamentos da estatal. Eike Batista prevê que até 2015 a produção combinada da Petrobras e da OGX, empresa de exploração de petróleo e gás do grupo, vai atingir 4,3 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da atual.

Estados Unidos anunciam a morte no Paquistão do número 2 da rede terrorista Al Qaeda

Segundo no comando da Al Qaeda, Atiyah abd al-Rahman, foi morto em 22 de agosto no Paquistão, afirmou no sábado uma autoridade dos Estados Unidos. O fato ocorreu em Waziristan, noroeste do Paquistão, onde oficiais acreditam que os membros da Al Qaeda estão se escondendo. A morte, que acontece pouco após o falecimento do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, teve alto impacto sobre a organização extremista, disse a autoridade norte-americana. "A morte de Atiyah é uma tremenda perda para a Al Qaeda pois dependia fortemente dele (Ayman al-Zawahri) para ajudar a coordenar e gerenciar a organização, especialmente depois de Bin Laden morrer", disse a autoridade. Zawari substituiu bin Laden como líder da Al Qaeda após o falecimento deste, também no Paquistão. "A valiosa coleção de materiais no complexo de bin Laden mostrou claramente que Atiyah estava profundamente envolvido na direção de operações da Al Qaeda mesmo antes do ataque. Ele tinha múltiplas responsabilidades na organização e será muito difícil de substituir", disse o funcionário dos Estados Unidos.

Gleisi diz que está "tranquila" quanto à indenização de Itaipu

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, declarou no sábado que está "muito tranquila" com relação à indenização de R$ 41 mil que recebeu da Itaipu Binacional quando deixou a empresa para ser candidata, em 2006. A indenização equivale a 40% do saldo para efeito de rescisão trabalhista, e só é paga quando o funcionário é demitido da empresa sem justa causa. A ministra procurou na sexta-feira o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e enviou carta na qual pergunta se a indenização que recebeu foi lesiva ao erário. Na consulta, ela se declara disposta a devolver o dinheiro, caso seja este o entendimento do órgão.

Governador de Mato Grosso é suspeito de compra irregular de terras

A Justiça Federal de Mato Grosso deu ordem de busca e apreensão de documentos em dois cartórios de Peixoto de Azevedo (MT) para investigar uma negociação de terras entre o governador do Estado e um cacique indígena. Silval Barbosa (PMDB) declarou que, em 2009, quando ainda era vice-governador, comprou 4.225 hectares do cacique da etnia terena Cirênio Reginaldo Francisco. A propriedade foi o mais valioso bem informado por Silval à Justiça Eleitoral em 2010: R$ 600 mil, equivalente a 30% de seu patrimônio. Em sua declaração, Silval diz que as terras foram adquiridas de Cirênio em parcelas. Em um vídeo em poder do Ministério Público Federal, o índio diz que jamais fez qualquer negócio com Silval: “Na dependência que nós estamos de dinheiro na nossa aldeia, se tivéssemos recebido R$ 600 mil nossa situação estaria muito melhor”, diz ele.

Guatemala autoriza extradição de ex-presidente Portillo aos Estados Unidos

Alfonso Portillo se transformará no primeiro ex-presidente da Guatemala a ser processado nos Estados Unidos, que o acusam de lavagem de dinheiro, por decisão da Corte de Constitucionalidade do país centro-americano, que na sexta-feira deu sinal verde a sua extradição. A autorização de entregar o ex-governante à Justiça americana foi ratificada unanimemente pelos magistrados do máximo tribunal, que, com uma decisão inapelável, rejeitou um recurso de Portillo, que buscava tirar efeito das sentenças anteriores, entre elas uma de 17 de março de 2010 que permitia a extradição. Portillo, de 60 anos, permanece preso desde 26 de janeiro de 2010 e deverá ser entregue à Justiça americana nos próximos 60 dias, de acordo com a legislação vigente. Em sua decisão, a Corte de Constitucionalidade pede à Justiça americana que, durante o processo judicial ao que será submetido Portillo, sejam respeitados seus direitos humanos, principalmente seu direito à defesa e ao devido processo legal. Os juízes guatemaltecos também recomendam à Corte do Distrito de Columbia, em Nova York, que o ex-líder não seja recluso em uma prisão onde estejam réus que já tenham sido sentenciados, para garantir sua segurança. A promotoria de Nova York promoveu a extradição de Portillo para processá-lo pela acusação de usar o sistema bancário americano para lavar mais de US$ 70 milhões que teriam sido desviados dos cofres do Estado guatemalteco.

Nações Unidas estudam enviar forças policiais à Líbia

A comunidade internacional poderá se ver obrigada a enviar rapidamente uma força policial à Líbia, onde circula um número elevado de armas de pequeno calibre, declarou na sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Ban manifestou também seu desejo de que melhorassem as relações entre a União Africana e o Conselho Nacional de Transição (CNT), que representa a rebelião líbia. A União Africana (uma entidade que reúne notórios ditadores) mantém sua rejeição a reconhecer o CNT, cujos partidários controlam a maior parte do país e da capital.

Ao menos 2.200 civis já morreram na Síria, alerta comissão da ONU

A comissão da ONU que esteve nos últimos dias na Síria monitorando violações de direitos humanos disse na sexta-feira que os civis do País precisam de "proteção urgente" contra o regime do ditador Bashar al Assad. Em comunicado, a missão formada na última semana por decisão do Conselho de Segurança da ONU afirmou que a população síria está "sob constante ameaça". Segundo o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, pelo menos 2.200 pessoas morreram na repressão aos protestos que, desde março, pedem reformas democráticas no país, controlado há 40 anos pela família Assad.

Chile publica lista com casos de tortura e mortes na ditadura

O governo chileno publicou na sexta-feira uma lista com novos nomes de vítimas de tortura durante a ditadura militar (1973-1990), elaborada pela Comissão Valech. A comissão recebeu 622 casos de presos desaparecidos e mortos políticos e outros 31.831 testemunhos de pessoas que declararam ter sido vítimas de prisão política e tortura. Com a avaliação dos casos, o órgão chegou a 9.795 torturados e 30 executados que se enquadraram nas exigências para a concessão de benefícios estabelecidos pelas leis 19.123 e 19.980, que prevêem pensão vitalícia, diplomas de estudo e atendimento de saúde gratuito. Em 2004, a mesma comissão reconheceu 27.255 vítimas das 32 mil que prestaram depoimento. Portanto, o número total de indenizados chega a quase 38 mil pessoas.

Preso homem suspeito de abusar sexualmente de 30 crianças em Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu na última quinta-feira, em Caçador (cidade localizada a 385 quilômetros a oeste de Florianópolis), um homem de 33 anos suspeito de abusar sexualmente de meninos. A corporação suspeita que nos últimos dez anos ele tenha abusado de até 30 garotos com idades entre 8 e 15 anos. Segundo a delegada responsável pelo caso, Patrícia Cristina Fronza, o suspeito, identificado como o caminhoneiro Márcio Azeredo, escolhia as vítimas no próprio bairro onde morava. Segundo a polícia, a prisão preventiva foi decretada porque o suspeito, ao saber que uma investigação havia sido aberta, passou a ameaçar as vítimas. Azeredo também é suspeito de ter tentado matar uma delas, disse a polícia.

Dilma vai receber prêmio de centro de estudos nos Estados Unidos

A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson de Serviço Público no dia 20 de setembro em Nova York. "A história da presidente Dilma Rousseff inspira milhões de mulheres em todo mundo a buscar posições de liderança em variados campos", disse a presidente do Woodrow Wilson Center, Jane Harman. No dia seguinte, vai abrir os debates da Assembléia Geral da ONU. O prêmio já foi dado para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2009), a médica Zilda Arns (2007) e o jornalista Ruy Mesquita. Já os empresários Maurício Botelho (2006) e Jorge Gerdau (2007) receberem o prêmio de Cidadania Corporativa entregue pela entidade.

Homem é preso nos Jardins com R$ 5,6 milhões em notas falsas

Um homem foi preso nos Jardins (zona oeste de São Paulo) no fim da tarde de sexta-feira com cerca de R$ 5,6 milhões em notas de R$ 50,00 falsas. Segundo a polícia, Flávio Rodrigues Dutra, de 50 anos, trabalha como vendedor de carros. Ele foi abordado na rua Bela Cintra quando estacionava um Ford Fiesta. Dentro do veículo estavam quatro malas com cerca de R$ 1 milhão cada uma. No porta-malas, a polícia encontrou outros quatro pacotes, que somaram R$ 1,6 milhão. No momento da apreensão, os policiais constataram que as cédulas eram falsas. O vendedor não explicou à policia a origem das notas, que apresentavam tarjas idênticas às do Banco Central.

Lula incentivou candidatura de Chalita em São Paulo, diz Temer

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse na sexta-feira que o ex-presidente Lula deu um incentivo à candidatura de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. Segundo Temer, em Araraquara, Chalita contou a ele sobre o encontro dos dois na última quinta-feira. "Foi muito boa a conversa. Chalita me relatou a conversa com o ex-presidente Lula, até recebeu incentivo para ser candidato", disse Temer. Lula é padrinho político da pré-candidatura do ministro Fernando Haddad (Educação) pelo PT.

Rolls-Royce pode investir US$ 60 mi em centro de treinamento

De olho na defasagem da formação de mão de obra no Brasil, a Rolls-Royce estuda a possibilidade de investir na construção de um centro de treinamento no Rio de Janeiro. O objetivo é não somente capacitar os próprios funcionários, mas os seus clientes. O investimento no centro poderá ultrapassar os US$ 60 milhões. A expectativa é que a decisão sobre o investimento saia dentro de até seis meses, informa o presidente para América do Sul, Francisco Itzaina. O centro no Brasil poderá receber inclusive funcionários de outras unidades da companhia fora do País. Atualmente, a Rolls-Royce tem quatro outros centros de treinamento, sendo dois no Reino Unido, um nos Estados Unidos e o outro em Cingapura. O centro de treinamento seria construído no terreno que acaba de ser adquirido pela Rolls-Royce para a construção de uma fábrica de turbogeradores, no Distrito Industrial de Santa Cruz. O terreno tem 103 mil metros quadrados, mas apenas cerca de 20 mil serão utilizados para a construção da unidade fabril.

Fraude pode ter causado prejuízo de R$ 50 milhões à prefeitura de São Paulo

Quatro pessoas acusadas de um esquema de fraude que pode ter causado um prejuízo de R$ 50 milhões à prefeitura foram presas na sexta-feira, em operação da Corregedoria Geral do Município, Polícia Civil e Ministério Público. Segundo o corregedor Edilson Bonfim, eles fazem parte de um esquema criminoso que falsificava documentos, deixando de pagar à prefeitura taxa para autorização de construção. A taxa em questão é a outorga onerosa, dispositivo que permite a construção de imóveis acima do limite previsto, mediante pagamento à prefeitura. Bonfim afirmou que construtoras da cidade estão envolvidas no esquema fraudulento, todas negam e alegam ser vítimas de intermediários. Foram presos acusados da formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica Natali Federzoni, dono de um escritório que fazia serviços de despachante às construtoras, o arquiteto Joel José Abraão da Cruz e os consultores Nivaldino Dionísio de Oliveira e Adriana Dionísio de Oliveira, da Nobre Engenharia.

Para Armínio Fraga, Brasil precisa criar condições para reduzir juros

O Brasil deve começar a criar condições para reduzir a taxa de juros para evitar pressões contra o câmbio. A afirmação é do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, atual presidente do Conselho de Administração da BM&FBovespa, que acredita que as providências tomadas pelo governo, como aumento de IOF para capital estrangeiro, são eficazes apenas no curto prazo. Apesar da ameaça de deterioração das economias dos Estados Unidos e da Europa, Fraga defende que o País está em condições de prolongar seu ciclo de crescimento. "Essa crise recente pegou o Brasil numa posição muito mais saudável", afirmou na sexta-feira durante evento da Bolsa, que reuniu vários nomes importantes da economia nacional. Ainda assim, ele afirmou que o governo precisa ser mais eficiente para construir um caminho gradual de redução de juros.

Queda no investimento ajuda a melhorar contas públicas

O aumento da arrecadação e a queda nos investimentos federais levaram o setor público a registrar economia recorde para pagar os juros da dívida até julho. O resultado pode ajudar o governo a alcançar o objetivo, anunciado pelo Ministério da Fazenda, de usar as contas públicas para segurar a inflação e abrir espaço para a queda da taxa básica de juros até o início de 2012. Ao gastar menos e arrecadar mais, o governo contribui para reduzir a demanda e tirar dinheiro da economia. Em sete meses, União, Estados e municípios economizaram o equivalente a 78% da meta de superavit primário para 2011. De acordo com o Banco Central, desde 2007 não se alcançava um percentual tão alto neste período. Nos últimos três anos, o aumento do gasto, principalmente no ano eleitoral, e a queda na arrecadação por conta da crise haviam reduzido essa economia, que chegou a ficar abaixo da meta. Analistas já vêm apontando para a piora na composição das contas públicas, mais dependentes da receita e da redução do investimento do que do corte de gastos com custeio e pessoal. Para Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora, o governo terá mais dificuldades a partir de agora para economizar. A desaceleração da economia vai afetar a arrecadação. Além disso, há concentração de gastos no final do ano e aumento do salário mínimo no começo de 2012. "Grande parte dessa melhora foi cancelamento de resto a pagar e atraso em investimentos do PAC. É uma composição ruim para o gasto público", afirmou.

Procurador-geral defende constitucionalidade da Ficha Limpa

O procurador-geral, Roberto Gurgel, apresentou uma parecer defendendo a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. A manifestação foi feita em ação declaratória de constitucionalidade que OAB entrou no Supremo Tribunal Federal. A entidade quer que o Supremo defina os termos da validade da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012. "O artigo 5º, LVII, da Constituição ('ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória'), que encerra o princípio da presunção de inocência, refere-se, literal e exclusivamente, à condenação penal", argumenta o procurador. "Ela eria inconstitucional se as hipóteses de inelegibilidade ali prevista se aplicassem a alguma eleição ocorrida em data anterior à sua vigência. Seria o caso, por exemplo, de se cassar o mandato de um vereador eleito em 2008, porque em 2007 foi demitido do serviço público em razão de processo administrativo disciplinar", diz em outro trecho. Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é essencial que o Supremo se manifeste sobre a constitucionalidade dessa lei para que não haja mais dúvidas sobre quem poderá ou não ser candidato.

Quase US$ 3 bilhões somem de fundo líbio

Cerca de US$ 2,9 bilhões (R$ 4,6 bilhões) em depósitos desapareceram do fundo soberano da Líbia, disse na sexta-feira o líder do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), Mahmoud Badi. Segundo Badi, as investigações apontam "uso indevido, desvio e má gestão do fundo", gerido pela Autoridade Líbia de Investimentos. O fundo, estabelecido em 2006 por Saif al Islam, filho do coronel Muammar Gaddafi, concentra investimentos na ordem de US$ 70 bilhões (R$ 112 bilhões). A Autoridade Líbia de Investimentos tem várias aplicações no Exterior, como ativos do banco italiano UniCredit, além de participação no clube de futebol italiano Juventus. O fundo líbio também tem participação no grupo Pearson, controlado do jornal britânico Financial Times. Badi disse que o CNT vai "utilizar todos os meios disponíveis e contatar todas as instituições com ligações com o fundo". Mais cedo, Ahmed Jehani, chefe da Equipe de Estabilização da Líbia, que faz parte do CNT, disse que a reconstrução da infraestrutura do país deve levar pelo menos dez anos. Segundo ele, a infraestrutura do país estava em condições deploráveis já antes do início do conflito, devido à "negligência". O Conselho de Transição, baseado originalmente em Benghazi, anunciou que metade de seus integrantes já estão em Trípoli, onde ainda há bolsões de resistência do regime. Segundo membros do CNT, as autoridades rebeldes se estabeleceram nos arredores da capital. O chefe do Conselho disse, no entanto, que figuras-chave do movimento rebelde ainda permanecem em Benghazi por questões de segurança.

Após oito anos, soja paraguaia volta a ser embarcada em Paranaguá

O porto de Paranaguá, no Paraná, voltou a escoar soja do Paraguai, após oito anos de interrupção do serviço. A administração do terminal informou que está atracado no local o navio Angelo Della Gatta Uno, que levará 20 mil toneladas de grão proveniente do país vizinho. O destino será Israel. Com a proibição do escoamento de soja transgênica por Paranaguá no começo da gestão do ex-governador Roberto Requião (PMDB), em 2003, exportadores paraguaios deixaram de usar o porto paranaense e buscaram outras alternativas para escoamento de grãos. O próximo embarque de soja paraguaia por Paranaguá está previsto para a primeira semana de setembro. Até o fim do ano, 100 mil toneladas de soja proveniente do Paraguai devem ser exportadas pelo Paraná. Para os próximos anos, o volume pode chegar a um milhão de toneladas.

PPS vai questionar Comissão de Ética sobre "carona" de ministro

O PPS pretende encaminhar nesta segunda-feira um pedido à Comissão de Ética da Presidência República para que se pronuncie sobre a suposta utilização de aviões de empresários pelo ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Segundo a revista "Época", o ministro viajou recentemente em um avião da construtora Sanches Tripoloni, que faz obras para o governo federal. O jornal "O Globo" de sexta-feira mostrou que o ministro também usou avião de um empresário ligado ao agronegócio e à construção de imóveis de luxo em 2009, quando era o titular do Planejamento. Bernardo admitiu que utilizou aeronaves de "várias empresas" no ano passado, no período de campanha eleitoral, mas que não se lembra os "prefixos e tipos, ou proprietários, dos aviões". "A situação do ministro é delicada, por conta deste mais novo episódio revelado, o que exige do órgão competente uma manifestação pública para dizer se houve infração ao Código de Conduta do Executivo", afirma, em nota, o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

Corpos se acumulam nos hospitais de Trípoli

A batalha pelo controle de Trípoli deixou os hospitais da capital líbia em situação caótica. Enquanto profissionais da saúde deixam a cidade, corpos em decomposição se acumulam nos centros médicos. Havia cerca de 200 corpos amontoados apenas no hospital de Abu Salim, dentro e fora do edifício. A maioria dos mortos são jovens que aparentemente estavam na frente de guerra. Há também corpos de mulheres e crianças. Um morador do distrito de Abu Salim, um dos mais atingidos pelos tiroteios, disse que os corpos estavam no hospital há cinco dias.

Rebeldes líbios tomam posto estratégico na fronteira com a Tunísia

Rebeldes líbios expulsaram soldados leais ao ditador Muammar Gaddafi do posto da fronteira com a Tunísia na noite de sexta-feira. Os rebeldes hastearam a bandeira verde, vermelha e preta do movimento na fronteira de Ras Jedir. O posto é estratégico para liberar as rotas de abastecimento que levam à capital Trípoli. Ainda na sexta-feira, um ministro do Conselho Nacional de Transição, o órgão político dos rebeldes líbios, disse que forças oposicionistas tinham cercado uma área em Trípoli onde Muammar Gaddafi e seus aliados mais próximos estavam escondidos, e que a presença do ditador estava sendo monitorada antes de uma tentativa de captura.

Consultor da Fifa visita Itaquerão e elogia obras

O Corinthians informou que o consultor da Fifa, Charles Botta, visitou na sexta-feira o terreno onde está sendo construído o Itaquerão, na zona leste de São Paulo. Segundo o clube, Botta elogiou o progresso das obras. "Estou muito impressionado com o avanço das obras desde a última vez que estive aqui em abril. O andamento da construção me deixou muito satisfeito", declarou Botta ao site oficial do clube. De acordo com comunicado do Corinthians, Botta é responsável pelas vistorias técnicas dos estádios da Copa-2014. O dirigente da Fifa sobrevoou o área da futura arena e depois andou pelo canteiro das obras. Outros seis dirigentes estiveram presentes na visita. Quatro deles do comitê responsável pela Copa: Carlos de La Corte, consultor de estádios, Rodrigo Manzalli, consultor para São Paulo, Roberto Siviero, gerente-geral de estádios, e Raquel Verdemacci, secretária-executiva do Comitê Paulista. Emanuel Fernandes, secretário de planejamento e desenvolvimento do Estado de São Paulo, e Gilmar Tadeu, secretário do município de São Paulo, foram as outras autoridades presentes.

Procurador defende abertura de ação contra Jaqueline Roriz

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou um parecer pela abertura de uma ação penal contra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal por ter sido flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão de Brasília. O inquérito, que começou a tramitar em março, está sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa. O advogado da deputada, José Eduardo Alckmin, questionou o momento escolhido pelo procurador para apresentar seu parecer. "Parece estranho que isso venha justamente às vésperas do julgamento do processo por quebra de decoro parlamentar", disse o advogado. Ela também responde a um processo na Câmara dos Deputados.

Dilma discutirá gastos sociais com centrais sindicais

A presidente Dilma Rousseff deve receber representantes das centrais sindicais nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, para tratar de tema referente aos investimentos na área social. "Estamos preocupados com a redução dos investimentos na área social. Não podemos permitir cortes fundamentais para a diminuição das desigualdades sociais e erradicação da pobreza, como educação e saúde", destaca Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT). Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) informa que os gastos do governo federal na área social alcançaram R$ 566,2 bilhões no ano passado, o maior em 15 anos. Em números já corrigidos, os recursos aplicados em setores como assistência social, saúde, educação, saneamento, previdência e habitação tiveram um crescimento real de 161,5% desde 1995 (R$ 216 bilhões). Em relação a 2009, os gastos no ano passado subiram 7,1%.

PR vai atrás de Chalita e Netinho de Paula para eleição em São Paulo

Depois de divulgar nota dizendo que "buscará alternativas" para a eleição a prefeito de São Paulo em 2012, o PR começa a marcar reuniões com o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) e o vereador Netinho de Paula (PCdoB), ambos pré-candidatos, informou na sexta-feira o vereador Antônio Carlos Rodrigues, presidente do conselho político do diretório nacional do PR. Até então, o PT era o principal aliado do PR para a eleição de 2012. Os diretórios municipais dos dois partidos fizeram acordo em maio, no qual o PR, principal alvo da "faxina" do governo federal, indicaria o vice da chapa. Rodrigues disse que a legenda não foi mais procurada depois disso. "Se não têm interesse no nosso apoio, então não temos mais compromisso", afirmou o vereador que, entretanto, não nega a possibilidade de novo acordo com o PT.

Suspeito de chefiar organização de sonegação é liberado

O empresário Ismael César Cavalcanti Neto, um dos suspeitos apontados pela Polícia Federal de chefiar uma organização que sonegou R$ 1 bilhão em tributos, foi libertado em Salvador na última quinta-feira. Ismael é irmão do presidente do grupo Sasil, Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti, que continua preso. O caso ganhou notoriedade porque, entre os bens sequestrados pela Justiça Federal, está uma ilha de 20 mil metros quadrados, na baía de Todos os Santos, próximo a Salvador. Ismael estava preso desde o dia 17, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Alquimia, que teve como alvo um suposto esquema de sonegação fiscal para beneficiar a Sasil, uma das principais distribuidoras de produtos químicos e polímeros do Brasil. A investigação começou em 2002. O inquérito de mais de 22 mil páginas detalha uma suposta fraude com o uso de mais de 300 empresas, boa parte delas empresas de fachada tendo como sócios "laranjas" ou companhias offshore situadas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe. As empresas de fachada, diz o inquérito, simulavam operações de compra e venda com a Sasil. Como o imposto gerado nas movimentações era devido pelas firmas em nomes de laranja, nada era recolhido. De acordo com o inquérito, uma das estratégias para as empresas de fachada continuarem em operação era mudar a sede delas para outros Estados no momento em que a Receita apertasse o cerco. Com isso, diz o relatório, a organização criminosa procurava gerar controvérsia quanto ao foro jurídico adequado para a discussão do débito com o fisco, atrasando a efetiva cobrança. Segundo a Polícia Federal, contadores, advogados e até um ex-fiscal fazendário davam suporte ao grupo comandado pelos irmãos Cavalcanti para operacionalizar o esquema. Paulo Sérgio Cavalcanti só foi preso na segunda, quando desembarcou no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, voltando da Espanha. Seu filho, Paulo Sérgio França Cavalcanti, também apontado como um dos chefes do esquema, também foi preso ao desembarcar de um vôo vindo da Espanha.

Sem-terra desocupam fazenda de laranja da Cutrale

Militantes da organização terrorista clandestina MST desocuparam na manhã de sexta-feira a fazenda Santo Henrique, da Cutrale, em Borebi (SP). A propriedade havia sido invadida na última segunda-feira como parte das ações da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, organizada pela Via Campesina, que reúne o MST e a CPT (Comissão Pastoral da Terra). A mesma área já havia sido invadida pelo MST em 2009. Na época, os militantes destruíram parte do pomar e depredaram máquinas agrícolas.

TPI está pronto para emitir primeira sentença com fechamento do caso Lubanga

O processo do ex-rebelde congolês Thomas Lubanga, acusado de recrutar meninos para serem soldados entre 2002 e 2003 na República Democrática do Congo, ficou pronto, na sexta-feira, para sentença no TPI (Tribunal Penal Internacional), que pela primeira vez desde sua criação concluiu um de seus julgamentos. Lubanga afirmou em suas palavras finais que não se "sentiu identificado com os fatos" e explicou que agiu movido por "um espírito de reconciliação". Ao término da audiência, os juízes indicaram que necessitarão de um tempo "razoável" para emitir sua decisão, a qual, caso siga o modelo aplicado em outros tribunais internacionais, pode demorar vários meses. Em dois anos e quatro meses de julgamento, os magistrados escutaram os depoimentos de 36 testemunhas por parte da Promotoria e de 24 pela da defesa. As crianças explicaram o "horror" vivido ao terem que lutar nas milícias rebeldes, obrigadas a matar conhecidos em uma idade na qual mal podiam compreender o que estavam fazendo. A promotoria acusa Lubanga de recrutar menores de 15 anos da etnia hema, na região de Ituri, os quais, segundo disse o procurador-geral Luis Moreno Ocampo durante o julgamento, "tiveram que empunhar armas com até 9 nove anos de idade", além de serem transformados em escravos sexuais de seus comandantes.

Consultoria revisa safra de cana para 498 milhões de toneladas

A consultoria Kingsman revisou pela quarta vez sua estimativa de safra de cana-de-açúcar para o Centro-Sul do Brasil, região que representa 89% da cana processada no País. Segundo a empresa, a moagem deve atingir 498 milhões de toneladas, queda em relação à terceira estimativa feita em julho, de 525 milhões de toneladas. No ciclo passado, o Centro-Sul processou 557 milhões de toneladas da matéria-prima. A produção de açúcar deverá cair para 30,63 milhões de toneladas, ante os 31,87 milhões de toneladas estimados em julho e os 33,5 milhões de toneladas do ciclo anterior. Para o etanol, a Kingsman estima que a produção alcançará 20,2 bilhões de litros, ante os 22,3 bilhões de litros previstos em julho e 25,3 bilhões de litros realizados na safra anterior.

Ciro é condenado a pagar R$ 100 mil de indenização para Collor

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) foi condenado a pagar uma indenização por danos morais de R$ 100 mil ao senador Fernando Collor (PTB-AL). A decisão foi tomada no dia 8 de agosto pelo juiz Marcos Roberto de Souza Bernicchi, da 5º Vara Cível de São Paulo. Collor processou Ciro Gomes por conta de uma entrevista feita em 1999. Nela, o ex-presidenciável diz que o ex-presidente Lula deveria ter chamado o senador de "playboy safado" e "cheirador de cocaína" nas eleições de 1989. Ciro Gomes afirmou ainda que teria dado uma "porrada" em Collor. "O fato, incontroverso, é apenas um: o autor (Collor) teve exposta sua honra em razão de declaração do réu que lhe imputou a pecha de cheirador de cocaína e safado", diz o juiz na decisão. Segundo Souza Bernicchi, "não existe qualquer dúvida de que tais expressões tenham sido proferidas com intenção clara de ofender o autor, mesmo porque escapam plenamente a qualquer campo do debate político e ingressam em seara pessoal que jamais deve ser exposta".

Dilma diz a associação do vôo 447 que "protesta" ao entrar em Airbus

Em encontro com familiares das vítimas do vôo 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009 matando 228 pessoas, a presidente Dilma Rousseff brincou com o fato de o avião presidencial ser um Airbus, mesma fabricante envolvida no acidente. "Eu sempre protesto quando entro no Aerolula. E o piloto sabe disso", afirmou a presidente, segundo os familiares presentes. O Aerolula é do modelo A319, enquanto o do vôo 447 era um A330. Dilma recebeu das mãos dos familiares um relatório de 750 páginas elaborado por uma associação de pilotos franceses e técnicos alemães. A Associação dos Familiares das Vítimas do Vôo 447 pediu a ela formalmente que o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) receba o documento e entre nas investigações sobre o acidente. Segundo o representante da associação, Nelson Marinho, o grupo pede a reabertura das investigações brasileiras, suspensas desde que o BEA (Birô de Investigações e Análises), do governo francês, assumiu a investigação sobre a tragédia. Eles também rechaçam os resultados da investigação apresentados até agora, que apontam falha dos pilotos, e fazem severas críticas ao Airbus A330.

Rocha Mattos tem pena reduzida em condenação da Anaconda

O ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos teve uma das penas sofridas durante a Operação Anaconda reduzida em decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. A decisão também beneficiou o policial federal César Herman Rodrigues, investigado na mesma operação. Em 2006, o ex-juiz foi condenado a 8 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de falsidade ideológica, peculato e prevaricação. A sentença foi do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça, essa pena cai para seis anos e três meses. Para os ministros do tribunal, o Tribunal Regional Federal aplicou de forma errada agravantes para o aumento da pena.

BHG adquire participação em cinco hotéis em Belém do Pará

A BHG (Brazil Hospitality Group) firmou um acordo com o grupo MB Capital para aquisição de participação em cinco hotéis em Belém do Pará. A operação acrescentará 1.010 apartamentos à carteira de hotéis da companhia, entre próprios e administrados. Pelo acordo, a BHG passará a deter 21,3% do hotel padrão econômico Soft Inn Plus Batista Campos e 86,2% do Gran Solare Connext. Com previsão de entrega no ano que vem, a empresa terá 49% do Soft Inn Hangar e 72,4% do Expresso XXI Hangar. A operação também envolve a administração do futuro Royal Tulip Bolonha, que será inaugurado no primeiro trimestre de 2013. Após a conclusão da parceria, o número de apartamentos administrados pela BHG alcançará 7.065 unidades. A BHG iniciou suas atividades na região norte do País em dezembro de 2010 e destaca que o Estado do Pará tem sido beneficiado com grandes investimentos públicos e privados, o que aumenta a demanda por turismo corporativo na região.

Agricultor morto no PA era suspeito de homicídios

O agricultor e sindicalista assassinado na quinta-feira em Marabá, no sudeste do Pará, já havia sido preso por duplo homicídio e era investigado sob suspeita de mais dois assassinatos, disse o delegado José Humberto de Melo, da Delegacia de Conflitos Agrários. A Polícia Civil disse que suspeitava que a morte de Valdemar Barbosa de Oliveira, de 54 anos, estava ligada à invasão de uma fazenda em Jacundá, no ano passado. Ele liderou o acampamento de famílias rurais na área e já havia denunciado ameaças por parte do dono da propriedade. Para o delegado, o assassinato também pode ter sido motivado por acerto de contas. A vítima foi atingida por dois tiros após ter sido abordada por dois homens em uma moto quando andava de bicicleta na zona urbana da cidade.

Consumo nacional de energia sobe 3,7% em julho

O consumo nacional de energia elétrica na rede subiu 3,7% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 35.069 gwH (gigawatts-hora), segundo dados divulgados na sexta-feira pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O aumento foi puxado pelas classes residencial e comercial. Na indústria, o consumo de energia ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,3% frente ao registrado um ano antes. Segundo a EPE, o consumo residencial cresceu 7,9% no mês, com recuperação em todas as regiões. As taxas variaram de 5,3% (Norte e Centro-Oeste) a 9,1% (Sudeste). Já o consumo comercial e de serviços subiu 8,3%, em parte por conta da base de comparação reduzida. A relativa estagnação na demanda industrial, que responde por 43% do consumo total, está relacionada à evolução da produção física por regiões.

Tesouro contribui para queda de juro, diz secretário

Após registrar o melhor superávit primário do governo central para meses de julho, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o governo está dando sua contribuição para o Banco Central baixar o juro. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne na próxima quarta-feira para decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic. O secretário anunciou que, em julho, União, Banco Central e Previdência Social economizaram R$ 11,2 bilhões ao pagamento de juros da dívida pública. O valor é recorde para o período, desde o início da série iniciada em 1997 pelo Tesouro. Augustin disse ainda que o governo não está preocupado com as várias reivindicações salariais, porque não há espaço para novos reajustes com impactos significativos nas despesas públicas.

Brado Logística fecha a compra de 145 vagões da AmstedMaxion

A Brado Logística, empresa que atua no mercado de contêineres criada a partir da parceria entre ALL (América Latina Logística) e Standard Logística, sacramentou a aquisição de 145 vagões produzidos pela AmstedMaxion. Os equipamentos, cuja compra já havia sido anunciada pela companhia, serão entregues entre o próximo mês e novembro. O modelo, Spine Car de 80 pés, foi desenvolvido especialmente para a Brado e tem capacidade para 130 toneladas, o dobro do volume transportado via ferrovia. Em nota, o presidente da Brado Logística, José Luis Demeterco, disse que o projeto alia aumento de capacidade de atendimento e maior competitividade. A Brado possui atualmente 1,3 mil vagões. Nos próximos cinco anos, pretende investir R$ 1 bilhão, 80% dos quais em material rodante.

Metade da população dos Estados Unidos será obesa até 2030

Artigo publicado na sexta-feira no periódico "Lancet" calcula que, até 2030, os Estados Unidos terão mais 65 milhões de obesos, além dos atuais 99 milhões. Se as projeções do estudo se confirmarem, 50% da população americana será composta por obesos em 19 anos. No Reino Unido, esse número passará de 15 milhões para 26 milhões, diz o trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade Columbia, em Nova York, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Isso significaria mais 7,8 milhões de pessoas com diabetes nos Estados Unidos e mais 6,8 milhões de casos de doenças cardíacas e derrames. O trabalho destaca também o crescimento da obesidade no Brasil, em especial entre as mulheres das classes mais baixas. De acordo com os pesquisadores, esse números vão se tornar realidade caso não haja uma forte intervenção para barrar o crescimento da obesidade mundo afora. O estudo coloca como motivo para o ganho de peso da população a crescente oferta de alimentos ricos em calorias e a falta de eficácia de medidas individualizadas, como dietas, na redução de peso em grande escala.

Desembarques em aeroportos brasileiros batem recorde em julho

O número de desembarques domésticos em aeroportos brasileiros bateu recorde em julho, atingindo 7,426 milhões, o maior patamar da série histórica, iniciada em 1990, com alta de 22% ante o mesmo período do ano passado. O resultado supera em 8,17% o recorde anterior, registrado em janeiro (6,866 milhões de desembarques). "Se o ritmo de crescimento for mantido, deveremos ultrapassar os 77 milhões de desembarques ao fim de 2011, superando 2010 em 9 milhões", prevê o ministro do Turismo, Pedro Novais. De janeiro a julho, foram 45,365 milhões de chegadas, 20,97% a mais do que o montante registrado nos primeiros sete meses de 2010. O levantamento da Infraero mostra ainda que os desembarques internacionais também bateram um novo recorde, considerando apenas meses de julho, com 855.739 chegadas, um acréscimo de 14,68% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano (5,214 milhões), houve alta de 18,23%.

PSDB homenageia Fernando Henrique em programa

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve ser homenageado no programa do PSDB de São Paulo que irá ao ar em setembro. O presidente do partido, Pedro Tobias, considera que foi "um erro" esconder o ex-presidente nas últimas campanhas eleitorais. Nas eleições de 2010, o PSDB foi acusado de "esconder" Fernando Henrique Cardoso para tentar evitar comparações com a gestão do então presidente Lula, que conquistou seus maiores índices de aprovação em 2010.

Em 7 meses, governo atinge 82% da meta do superávit de 2011

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou saldo de R$ 66,9 bilhões nos sete primeiros meses do ano. Esse valor corresponde a 81,8% da meta para todo o ano, que é de R$ 81,7 bilhões, segundo divulgação do Banco Central na sexta-feira. No ano, as receitas líquidas somaram R$ 471,266 bilhões, crescimento de 20,9% ante os 18,4% registrados nos sete primeiros meses do ano. Já as despesas totais subiram 11%, ante 17,8% no ano passado. O resultado só foi alcançado pela redução no ritmo dos investimentos, que nos sete primeiros meses do ano apresentaram queda de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar do recuo, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que nos próximos meses os investimentos devem ter uma elevação. "O investimento vai acelerar. Essa é a nossa expectativa", afirmou o secretário. Em julho, o governo central teve superávit (resultado antes do pagamento dos juros da dívida) de R$ 11,2 bilhões, contra R$ 10,6 bilhões em junho. O Tesouro Nacional teve saldo de R$ 13,3 bilhões, enquanto o Banco Central e a Previdência Social registraram déficit de R$ 67,2 milhões e R$ 2,084 bilhões, respectivamente. A receita líquida total passou de R$ 69,680 bilhões em junho para R$ 77,790 bilhões em julho. O aumento da receita se deve, em parte, ao pagamento de quase R$ 6 bilhões em impostos feitos pela Vale em julho.

Planalto atua para evitar rachas na base

Com insatisfações de todos os tipos na base aliada, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) esteve na última quinta-feira no Congresso para avisar que o governo não vai aceitar que disputas internas nos partidos interfiram na manutenção de ministros. Ideli se reuniu com deputados na tentativa de "harmonizar" a base na Câmara. Um dos temores da ministra é que os governistas "insatisfeitos" dêem quorum para a instalação de uma CPI da Corrupção que investigaria suspeitas de irregularidades em ministérios do governo. A ministra contou ainda que há uma determinação da presidente Dilma Rousseff para tentar harmonizar a base na Câmara, mas preservando a independência das legendas, sem interferência partidária. Em relação aos problemas internos dos partidos, a maior preocupação do governo é com o PP, cuja bancada passa por um racha. O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse durante a semana que "vai terminar em sangue" a briga interna no PP pelo controle da pasta.

ABN Amro vai cortar 2.350 postos de trabalho antes da venda

O nacionalizado grupo financeiro holandês ABN AMRO está cortando 2.350 postos de trabalho, cerca de 9% de sua força de trabalho, enquanto o governo prepara a instituição para voltar ao controle privado. O banco informou que do total de cortes, que devem ocorrer nos próximos três a quatro anos, 1.500 ocorrerão por redundâncias. Muitos dos cortes vão ser em operações de apoio, como tecnologia da informação, mas muitas posições em banco de varejo e em "private banking" também serão reduzidas. A instituição disse que vai assumir 200 milhões de euros em encargos antes de impostos por conta das redundâncias. Bancos globais anunciaram quase 50 mil cortes de postos de trabalho nos meses recentes em razão do cenário econômico e mudanças regulatórias.

Novo ministro da Agricultura usa boné da Via Campesina

Dois dias após ser empossado como ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho se encontrou na quinta-feira com a Via Campesina, organização clandestina ligada ao MST (organização terrorista clandestina), e usou o boné da organização. Antes de Mendes Ribeiro Filho, o ex-presidente Lula, no exercício de mandato, e a presidente Dilma Rousseff, na campanha eleitoral à Presidência da República no ano passado, também usaram o boné. Lula e Dilma foram criticados pelos ruralistas, que entenderam o gesto como apoio a um movimento que promove ilegais invasões de terras. Os integrantes das Via Campesina pediram a anistia das dívidas dos produtores rurais que pegaram crédito do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), que atualmente estão em R$ 30 bilhões. Eles também querem o assentamento imediato de 60 mil famílias.

Governo pode retomar jazidas de minério

O governo passará a ter poder de retomar áreas de mineração de empresas que não honrarem compromissos de pesquisa e exploração. Pela proposta do novo código do setor prestes a ser concluída, as jazidas que voltarem às mãos da União poderão ser licitadas. Trata-se de um maior controle sobre os recursos minerais nacionais e sua produção. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, o Ministério de Minas e Energia estuda como instituirá o regime de licitação para exploração de novas minas. O objetivo é alterar a regra para obtenção de grandes jazidas pelas empresas. Hoje, leva a área quem pedir primeiro no balcão do Departamento Nacional de Produção Mineral. O marco regulatório permitirá que o Estado retome projetos que não cumprirem obrigações contratuais.

Custo da construção acumula alta de 6,3% no ano, aponta FGV

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção - M) registrou variação de 0,16% em agosto, com desaceleração ante o resultado contabilizado no mês anterior (0,59%). No ano, a alta acumulada chegou a 6,31% e, nos últimos 12 meses, a 7,71%. O indicador é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e é um dos componentes do IGP-M, usado como referência no reajuste da maioria dos contratos de aluguel em andamento. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou alta de 0,25%, acima do mês anterior (0,35%). Já o grupo mão de obra apresentou quase estabilidade (0,06%) em agosto, ante acréscimo de 0,84% em julho. A desaceleração foi consequência de impactos decrescentes de reajustes salariais ocorridos em Porto Alegre, onde a taxa passou de 8,06% para 0,47%.

Lula tenta atrair Chalita para candidatura de Haddad em São Paulo

Padrinho da pré-candidatura do ministro Fernando Haddad (Educação) à prefeitura de São Paulo pelo PT, o ex-presidente Lula começou na última quinta-feira uma operação em busca do apoio do indicado do PMDB, Gabriel Chalita. Lula convocou o deputado para uma reunião de quase duas horas, na qual voltou a defender a união dos partidos governistas contra a hegemonia do PSDB no Estado. Chalita prometeu conversar com o petista, mas disse não ter ouvido um apelo para abandonar a disputa. "Sou amigo do Haddad. Quem quer que seja o candidato do PT, vamos sentar e discutir. Mas o PMDB não vai abrir mão de ter candidato", disse ele ao deixar a sede do Instituto Lula. "PT e PMDB são partidos da base. Temos uma relação estreita e elegante", afirmou. Chalita foi à reunião acompanhado da filha de Lula, Lurian Cordeiro da Silva, que ele empregou como sua assessora parlamentar no dia 2. Petistas próximos ao ex-presidente dizem que Haddad e Chalita têm perfis parecidos e disputariam o mesmo eleitorado. Ambos são jovens, nunca concorreram a um cargo majoritário e atuam na área de educação.

PT recorre a empresário para criar "conselhão" em Campinas

O PT recorreu ao empresário da construção civil Juan Quirós para a montagem, em Campinas, de um "conselhão" nos moldes do criado por Lula na Presidência. Com o colegiado, os petistas tentam dar legitimidade ao prefeito Demétrio Vilagra, que teve seu afastamento aprovado pela Câmara um dia depois de tomar posse em substituição ao prefeito cassado Dr. Hélio (PDT). Após o afastamento, Vilagra conseguiu liminar na Justiça que o mantém no cargo. O juiz Mauro Fukumoto, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Campinas suspendeu o afastamento temporário do prefeito, assim como os trabalhos da comissão processante da Câmara Municipal de Campinas para apurar a conduta do petista e que poderia levar à cassação dele. O afastamento e a comissão foram aprovados na noite da última quarta-feira pela Câmara Municipal.

CBF convida Lula para visitar seleção

Um jantar em São Paulo na noite da última quarta-feira selou a aproximação entre Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e o ex-presidente Lula. Mano Menezes, técnico do time nacional, também participou do encontro, que foi realizado em meio à má fase da seleção brasileira e de ruídos no relacionamento entre a cúpula da CBF e o governo federal, sobretudo com a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. No jantar, ficou acertada uma visita do ex-presidente do Brasil à seleção brasileira, antes do final deste ano.

Beto Richa usou helicóptero emprestado por empresário

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), também utilizou aeronave emprestada por empresário para um deslocamento em São Paulo no dia 4 de maio. O fato passaria despercebido se o helicóptero Bell 206L, prefixo PP-JFR, não tivesse sofrido uma pane técnica, necessitando fazer um pouso forçado no Campo de Marte. Segundo o governo, o helicóptero tinha sido emprestado pelo empresário Jair Rosa, de Cornélio Procópio, no norte paranaense, mas radicado na capital paulista. Richa tinha saído de Curitiba para uma reunião no banco de investimentos BTG-Pactual, que não tinha sido divulgada antecipadamente. Ele aproveitou para realizar exames médicos no Hospital Sírio-Libanês. Durante o deslocamento à sede do banco, o helicóptero apresentou problemas técnicos.

Ministra petista Ideli Salvati apresentou emenda para ONG de assessor

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) apresentou duas emendas parlamentares, quando exercia o mandato de senadora pelo PT, em benefício de uma ONG ligada a um assessor seu no Senado. As emendas, no valor total de R$ 200 mil, foram apresentadas na elaboração dos orçamentos de 2008 e 2010. As verbas foram carimbadas para a entidade Cesap (Centro de Elaborações, Assessoria e Desenvolvimento de Projetos), sediada em Florianópolis. A ONG foi criada em 2003, e teve como sócio-fundador Claudionor de Macedo. Em 2004, ele assumiu o cargo de assessor parlamentar de Ideli no Senado, e pediu afastamento de suas atividades na organização. Segundo a ministra, Claudionor seguiu “apenas como membro colaborador” da ONG durante o período em que trabalhou diretamente para Ideli no Senado. Hoje, Claudionor voltou ao quadro de dirigentes da entidade. As emendas de Ideli para a ONG de seu assessor resultaram na assinatura de dois convênios. O primeiro foi assinado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 31 de dezembro de 2008, no valor de R$ 158,5 mil. Dois anos depois, em 28 de dezembro de 2010, outro convênio foi assinado com a Cesap, desta vez com Secretaria de Políticas para as Mulheres, no valor de R$ 110.320,00. Dos valores acertados, R$ 148 mil já foram pagos para a entidade.