quarta-feira, 8 de junho de 2011

Exploração de áreas protegidas renderia R$ 10 bilhões por ano

As áreas naturais protegidas do Brasil poderiam render a nada desprezível quantia de R$ 9,8 bilhões por ano se fossem administradas com mais afinco, de acordo com levantamento divulgado na terça-feira em Brasília. A conta inclui apenas possíveis lucros com visitação de turistas, extração sustentável de recursos (como madeira e borracha) e estoques de carbono, que tendem a se tornar cada vez mais valorizados no mercado internacional com o aquecimento global. O estudo recebeu a chancela do Pnuma, principal órgão ambiental da ONU, e foi coordenado por Rodrigo Medeiros, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Frickmann Young, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e Fabio França Silva Araújo, do Ministério do Meio Ambiente. No trabalho, os especialistas levam em conta o fato de que a diversidade das unidades de conservação no Brasil permite, em muitos casos, um uso criterioso da mata, o chamado manejo florestal. Seguindo critérios como tamanho mínimo de árvores abatidas, tempo de crescimento das espécies e impacto do corte sobre o resto da mata, é possível realizar uma exploração madeireira de baixo impacto. A lei já permite concessões para esse tipo de atividade em unidades de conservação como as Flonas (florestas nacionais), embora a ideia ainda esteja engatinhando. E foi com base na Flona do Jamari (RO) que os pesquisadores calcularam o potencial desse mercado para todas as florestas nacionais e estaduais da Amazônia: até R$ 2,2 bilhões anuais, mais do que todo o mercado atual de madeira nativa do Brasil. Atividades extrativistas de baixo impacto, como obtenção de castanha-do-pará e borracha, somam mais de R$ 50 milhões a esse número. Outro potencial inexplorado, segundo a pesquisa, é o dos parques nacionais. De 67 existentes hoje, apenas 18 cobram ingresso dos visitantes e monitoram seu fluxo. Usando dados de locais bem conhecidos, como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), e estimativas do aumento do turismo nos próximos anos por conta de eventos como as Olimpíadas de 2016, os pesquisadores afirmam que seria possível obter até R$ 2 bilhões por ano. A principal aposta para o futuro, no entanto, envolve a emissão evitada de gás carbônico, principal causador do aquecimento global.

Irmão do locador do apartamento-mansão de Palocci é ligado ao PCC

O ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) alegou não ser responsável pelos atos do dono do apartamento onde ele mora, em São Paulo, mas precisa escolher melhor seus parceiros de negócios. O locador, Gesmo Siqueira dos Santos, que foi filiado ao PT, teve postos lacrados por vender gasolina adulterada e seu irmão Gildásio, foragido, é acusado pelo Ministério Público de usar postos de gasolina no ABC para lavar dinheiro do PCC, organização criminosa de presídios paulistas. Gildásio Siqueira Santos foi sócio de hospital em Santo André, onde bandidos do “Primeiro Comando da Capital” se reuniram, em 2008. Gesmo Siqueira dos Santos foi executado, este ano, pela Fazenda Nacional, que cobra R$ 3,5 milhões por sonegação fiscal.