domingo, 15 de maio de 2011

Ferrovias no Brasil têm velocidade da época anterior à privatização

As ferrovias de carga pararam no tempo no quesito velocidade no Brasil. Em mais de uma década, desde a privatização, o Brasil não conseguiu sair da média de 29 quilômetros horários, bem abaixo de indicadores nos mercados concorrentes. Mais rapidez elevaria a capacidade da malha nacional. Os trens brasileiros são 34% mais lentos que os americanos e 62% menos velozes na comparação com os chineses, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Há casos no País em que as composições (locomotivas e vagões) não superaram a média de 15 quilômetros horários. É o caso, por exemplo, da Transnordestina, administrada pela Companhia Siderúrgica Nacional (esse é o trecho antigo que pertencia à Rede Ferroviária). A baixa velocidade é decorrente de uma série de fatores e não é fácil de ser resolvida, afirma o presidente do Instituto Ilos, Paulo Fleury. O primeiro obstáculo é o contrato de concessão. As empresas que administram as ferrovias argumentam que boa parte dos investimentos é de responsabilidade do governo federal.

Governador do Ceará lidera rally de protesto contra péssimas estradas federais

O governador Cid Gomes (PSB) cumpriu a promessa e participou neste domingo do Rally da BR, um protesto contra as péssimas condições das rodovias federais no Ceará. A largada ocorreu às 10h30min, de Sobral, na Zona Norte e percorreu 140 quilômetros até o municipal de Croatá pela BR-222. Dirigindo um veículo 4x4, ao lado do prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda (PT), Cid Gomes puxou um comboio que conta com pelo menos cem veículos, além de dezenas de motos, procedentes de Fortaleza e de toda a região. Carros da Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros escoltaram o comboio. Uma das rodovias em pior estado, a BR-222 possui 1.811,6 quilômetros . Liga Fortaleza à cidade de Marabá, no Pará e interliga os Estados de Piauí e Maranhão. Por causa dos buracos das BR, o governador Cid Gomes xingou o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento de "inepto, incompetente e desonesto". Cid Gomes também chamou de "laia" e "antro de roubalheira" o Ministério dos Transportes e o Dnit, órgão vinculado que é responsável pela manutenção das estradas federais.

Oposição cobra que Palocci explique o aumento de seu patrimônio

A oposição pediu esclarecimentos ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre sua incrível evolução patrimonial desde 2006, que cresceu 20 vezes nos quatro anos em que ele esteve na Câmara dos Deputadosm, período imediatamente posterior à passagem dele pelo Ministério da Fazenda, no governo Lula. Em 2010, Palocci comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões; um ano antes, um escritório de R$ 882 mil. Ambos os imóveis ficam na região da avenida Paulista, área nobre de São Paulo, e foram adquiridos por meio de uma empresa da qual o ministro é sócio principal (ele tem 99,9% do capital). O PSDB pediu que o chefe da Casa Civil preste esclarecimentos à sociedade. Já o Democratas instou a Receita Federal a se pronunciar sobre o caso. "É melhor o ministro esclarecer qual a renda da sua empresa, quais os serviços prestados e qual o lucro que obteve com ela. Como homem público, não tem razão para não dar explicações", disse o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). Já o senador José Agripino Maia (DEM-RN) afirmou que "a Receita deve se pronunciar a respeito". "Palocci precisa explicar a origem desse dinheiro", afirmou Rubens Bueno, líder da bancada do PPS na Câmara.

Ricardo Mansur é condenado por apropriação indébita

Ex-dono das lojas de departamento Mesbla, Mappin e do Banco Crefisul cujas falências foram decretadas no final de 1999 e início de 2000, o empresário Ricardo Mansur, de 62 anos, foi condenado a três anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de uma multa que a valores atuais ultrapassa R$ 5,8 milhões pelo crime de apropriação indébita previdenciária. Ele foi acusado de ter deixado de repassar à Previdência Social, entre dezembro de 1997 e junho de 1999, as contribuições recolhidas dos salários dos empregados da Mesbla. Em 2006 a dívida totalizava R$ 4,6 milhões que caberá ao INSS cobrar judicialmente. A condenação do empresário foi determinada pelo juiz Gilson David Campos, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no último dia 3 de maio. O juiz lhe concedeu a substituição da pena de reclusão por pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos. Na sentença, ele absolveu da mesma acusação Aluízio José Giardino, que, embora tenha sido empossado por Mansur diretor-presidente da Mesbla, em fevereiro de 1999, provou no processo jamais ter exercido tal cargo, o que descaracterizou sua responsabilidade pelo desvio dos valores recolhidos dos salários dos empregados. O processo começou em 2000, a denúncia do Ministério Público Federal foi recebida em agosto de 2006, mas Mansur demorou a ser encontrado pelos oficiais de Justiça e só apresentou sua defesa no início de 2008.

Governo Dilma ataca dívida atrelada à Selic

O governo Dilma discute alternativas para desindexar boa parte da dívida pública da variação da taxa Selic. Uma das propostas em análise é utilizar a chamada "Libor brasileira", o índice recentemente criado pela BM&FBovespa, em substituição à Selic, como indexador da parcela flutuante da dívida pública. Os estudos são iniciais, mas se dependesse da equipe econômica o processo de desindexação começaria logo. O objetivo é desconstruir a Selic como referência do setor financeiro. Com isso, o governo acredita que fortaleceria a política monetária, reduziria o peso dos juros sobre a dívida e tornaria mais eficiente o combate à inflação. O problema é que esse processo, que será negociado com os detentores de títulos, tem custo, especialmente enquanto os juros estão em alta e não se sabe por quanto tempo ficarão no nível mais elevado, e qual será esse nível. Para trazer as taxas de juros a níveis inferiores é preciso enfrentar essa negociação e substituir a Selic como indexador de parte dos títulos públicos.

Testes apontam que bebês gerados em clínica de Abdelmassih são de outros pais

Condenado a 278 anos de prisão por crimes sexuais e foragido da Justiça, o médico Roger Abdelmassih é acusado agora de ter gerado bebês com espermatozóides de outros homens e de ter vendido óvulos de outras mulheres a pacientes que queriam engravidar. Segundo a revista Época, pelo menos três casais já descobriram que o DNA de seus filhos não é compatível com o do pai. Os casais prestaram depoimento ao Ministério Público do Estado de São Paulo e à Polícia Civil, que investigam os métodos praticados do médico há dois anos. A revista não diz quantos dos 8 mil bebês gerados na clínica de Abdelmassih podem ser filhos de outros pais biológicos. A matéria diz que o uso de óvulos ou espermatozóides de outras pessoas pode ajudar a explicar o sucesso do tratamento na clínica do médico. Em 2003, 47,1% dos procedimentos feitos por Abdelmassih resultaram em bebês, em comparação com 31,7% de casos de sucesso da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que reúne mais de 90% dos centros de reprodução humana latinos. Roger Abdelmassih está foragido desde o dia 6 de janeiro. Cerca de 60 mulheres afirmaram ter sofrido crimes sexuais durante consultas. O médico Roger Abdelmassih, um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do País, foi preso pela primeira vez no dia 17 de agosto de 2009.

Estados Unidos vão produzir mega-alagamento na Louisiana

Autoridades dos Estados Unidos estão se preparando para alagar uma área de mais de 12 mil quilômetros quadrados no sul do Estado da Louisiana para proteger de enchentes grandes cidades localizadas ao longo do rio Mississippi. As fortes chuvas das últimas semanas elevaram as águas do rio Mississippi para seu nível mais alto em décadas. Pelo menos 25 mil pessoas terão de deixar suas casas na região. A abertura das comportas da represa de Morganza deve ajudar a reduzir a pressão sobre as barragens que protegem as cidades de Baton Rouge e Nova Orleans. As cheias do Mississippi já provocaram enchentes em várias cidades a montante do rio. O Estado da Louisiana, próxima à vazante, enfrenta as piores enchentes desde 1927. Autoridades do Estado disseram na sexta-feira que as comportas seriam abertas em 24 horas. Segundo o governador da Louisiana, Bobby Jindal, a água será liberada aos poucos. A abertura das comportas deverá canalizar a água do Mississippi para a bacia do rio Atchafalaya, evitando o alagamento de cidades maiores. Segundo as autoridades locais, se as comportas não fossem abertas, a cidade de Nova Orleans poderia ficar sob até 6 metros de água.

Ministro do Supremo devolve pedido de liberdade do terrorista Battisti a relator do caso

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, não analisou, como esperado, o pedido de relaxamento de prisão do terrorista italiano Cesare Battisti e mandou os autos do processo de volta ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes, no sábado. O pedido de relaxamento foi feito pelos advogados do terrorista italiano, Luis Roberto Barroso e Renata Saraiva. Joaquim Barbosa recebeu o pedido dos advogados porque Gilmar Mendes estava em viagem oficial aos Estados Unidos. O regimento determina que, em caso de pedidos urgentes (como relaxamento de prisão), esses devem ser analisados pelo "ministro imediato de antiguidade". Seria a ministra Ellen Gracie, mas ela também estava nos Estados Unidos, com o colega. O caso, então, acabou com Joaquim Barbosa no final da noite de sexta-feira. Battisti está preso desde 2007 por consequência de um pedido de extradição do governo italiano. No final de 2010, o ex-presidente Lula negou o envio do italiano ao seu país de origem no que parecia ser o fim de uma longa batalha jurídica. Mesmo assim, ele continuou preso. Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por crimes cometidos durante os anos 70: quatro assassinatos vis, covardes, cometidos como integrante da organização terrorista esquerdista PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Depois de anos fugindo, ele foi preso no Brasil, mas recebeu do então ministro da Justiça, Tarso Genro, refúgio político em 2009.  Naquele mesmo ano, o Supremo anulou o ato de Genro, considerando-o ilegal.

Marina Silva pedirá que procuradoria investigue a ela e ao seu marido

A ex-senadora Marina Silva (PV-AC) pedirá ao Ministério Público Federal que investigue ela própria e seu marido, o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima. Com a manobra, Marina Silva espera proteger o casal de acusações esbravejadas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na quarta-feira, ele afirmou que Lima havia fraudado contrabando de madeira. Por tabela, Marina Silva, à época ministra do Meio Ambiente, teria sido conivente com a irregularidade. O pedido de investigação será formalizado nesta segunda-feira, em reunião com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Marina Silva estava no plenário quando Aldo Rebelo, relator do novo Código Florestal, pôs Lima na berlinda, mas não se pronunciou no momento. Os dois políticos vêm se bicando por conta do projeto de reforma do código, criticado por ambientalistas e definido por Marina Silva como muito ruim.

TCU vê irregularidade em obra da Marinha

Auditoria do  Tribunal de Contas da União encontrou indícios de superfaturamento de R$ 9,1 milhões nas obras do estaleiro e da base naval de Itaguaí (RJ), complexo da Marinha onde serão construídos e operados quatro submarinos convencionais e um nuclear. A área técnica do tribunal apontou outras irregularidades, como a ausência de projeto básico, o que, segundo os auditores, contraria a Lei de Licitações; sobrepreço de R$ 15,4 milhões e execução orçamentária irregular. Orçado em R$ 5 bilhões, com término previsto para 2015, o projeto é tocado pela construtora Odebrecht. Auditores do Tribunal de Contas da União propuseram medida cautelar para que a Marinha retenha o valor correspondente ao indício de superfaturamento. A auditoria foi concluída em dezembro de 2010. O tribunal informou que não houve nenhuma cautelar concedida até o presente momento. A obra começou após a União contratar a Odebrecht com dispensa de licitação por intermédio da Marinha. Para isso, o governo federal se fundamentou no artigo 24 da Lei de Licitações, que permite "a aquisição de bens ou serviços por intermédio de organização internacional, desde que o Brasil seja membro e nos termos de acordo específico, quando as condições ofertadas forem manifestadamente vantajosas para o poder público". A contratação foi formalizada por meio da estatal francesa Direction des Constructions Navales et Services, que tem a tecnologia para a construção de submarinos nucleares. Segundo os auditores, o início das obras "se deu sem o projeto básico que abrangesse todo o objeto contratado". No documento, eles afirmam que a Marinha apresentou projeto apenas para a primeira fase, de terraplanagem e fundações, "metodologia que não possui amparo técnico e tampouco legal". Segundo eles, o projeto básico deve abranger toda a construção, conter levantamentos e soluções técnicas, de forma precisa e detalhada.

Aeroporto de Viracopos voltará a ter free shop

O aeroporto de Viracopos, em Campinas (interior de São Paulo), voltará a oferecer lojas de free shop ainda neste ano para os passageiros de vôos internacionais. Uma licitação foi aberta nos últimos dias para um pregão presencial, no dia 23. Desde o ano passado, Viracopos voltou a oferecer rotas internacionais para Portugal, por meio da TAP, e para os países do Cone Sul, pela uruguaia Pluna. Os vôos para o Exterior haviam sido interrompidos em 1986, quando as rotas foram transferidas, em sua maioria, para o aeroporto de Cumbica (Guarulhos, Grande São Paulo), inaugurado um ano antes. Atualmente, todos os dias partem vôos de Campinas para o Exterior. De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da União, a empresa vencedora terá 75 dias para iniciar a obra a partir da assinatura do contrato e 120 dias para a conclusão.

Funai não libera índia para ir à ONU criticar usina de Belo Monte

A Funai impediu o afastamento de uma socióloga indígena que iria a um encontro da ONU, no qual criticaria a usina hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no rio Xingu (PA). Azelene Kaingáng, filha de indígenas e funcionária da Funai em Chapecó (SC), falaria, nos dias 17 e 19 deste mês, no 10 Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, em Nova York. Azelene foi a todas as edições, com as despesas pagas por organizações não governamentais internacionais. O mesmo aconteceria agora. Apesar de funcionária do órgão federal, no qual atua como auxiliar administrativa, ela nunca representou o governo, mas sim os povos indígenas brasileiros. Em todas as outras vezes, a Funai permitiu seu afastamento da função para a viagem. Dessa vez, não. Se viajasse sem a permissão, ela poderia sofrer um processo administrativo e acabar demitida. Em memorando, o órgão se justificou afirmando que mandará outros dois funcionários ao fórum, e que não é do "interesse da administração pública a participação de outros servidores". Os enviados do governo terão as viagens e diárias pagas com verba pública. Os dois não falarão no lugar de Azelene. Se fosse, ela teria ao menos três espaços para expor sua opinião sobre a mega-usina. No dia 17, falaria na plenária do encontro. Dois dias depois, participaria de dois eventos paralelos. Segundo ela, sua idéia era explicar aos participantes "como o Estado conduziu as consultas públicas no processo de licenciamento de Belo Monte". Ações judiciais de ONGs e do Ministério Público Federal apontam essa como uma das principais falhas no rito da licença prévia à obra, cujo próximo passo é conseguir a chamada licença de instalação, que permite o início de sua construção. Ela também falaria sobre a recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) do mês passado para que o Brasil suspenda o licenciamento da usina. "Eu ia dizer que a medida da OEA não pode ser encarada como uma afronta ao Estado brasileiro", disse. Como essa é uma medida tomada por governo petista, todo mundo achará normal. Se fosse de qualquer outro governo, cairia o mundo.

Metade dos eleitores da classe C não tem memória da inflação

Cinco em cada dez eleitores da nova classe média, aptos a ir às urnas em 2014, não viveram o período de inflação elevada e, por isso, não têm memória da escalada de preços no dia a dia. São cerca de 35 milhões de pessoas, com renda familiar entre três e dez salários mínimos, que representarão 28% do eleitorado total nas próximas eleições presidenciais. Os dados fazem parte de uma projeção inédita feita pelo Instituto Data Popular, a partir de dados do IBGE. O estudo indica, segundo especialistas, que a intenção da oposição de explorar o crescimento atual da inflação pode ter efeito relativo. Também sugere que perderá força o tradicional discurso do PSDB de que o partido é o responsável pela estabilização da moeda, com a criação do Plano Real, e pela deflagração do processo de recuperação econômica. Em 94, quando o controle da inflação dominava o discurso político, todo o eleitorado da classe C estava familiarizado com o tema. "A nova classe média vota olhando para frente e não pelo retrovisor. É grata pelas conquistas recentes, mas votará em quem pode ser a melhor alternativa para manter sua qualidade de vida", avalia Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. Para o cientista político Amaury de Souza, porém, o fato de o eleitor não ter a lembrança da inflação não o afasta obrigatoriamente do tema: "A perda de renda afeta mais diretamente a classe C, principalmente se ela vir escoar por entre os dedos o que acabou de conquistar". Se houver aumento da inflação, o governo pode ser responsabilizado, e quem se beneficia é a oposição, afirma o sociólogo. Caso consiga combatê-la, o governo pode "capitalizar a seu favor". Para o cientista político Bolívar Lamounier, um dos debates mais importantes a ser feito é como oferecer condições para que essa nova classe média se sustente: "Somente pelo emprego, isso não vai ocorrer. Um dos caminhos é pelo empreendedorismo, mas ninguém está olhando para esse tema". A inclusão social causada pela explosão do consumo traz para a presidente Dilma um problema para lidar com o eleitor emergente: tem de controlar a inflação sem conter de forma severa o crédito. "O que está na mente desse eleitorado é o recado do ex-presidente Lula de que a crise era uma marolinha internacional e que o brasileiro deveria comprar. Dilma está em uma situação difícil ", diz o sociólogo Rudá Ricci.

Preso Diretor-Gerente do FMI por agressão sexual

Dominique Strauss-Kahn

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi preso na tarde de sábado, no aeroporto John Kennedy, em Nova Iorque, quando se preparava para embarcar em um vôo da Air France com destino a Paris. Líder de todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais francesas do próximo ano, Dominque é acusado de ter atacado sexualmente, na sábado de sábado, uma arrumadeira do hotel Sofitel, onde estava hospedado, entre as ruas 44 e 45 West. Eram mais ou menos 16h45 em Nova Iorque (17h45 hora de Brasília) quando detetives da polícia aeroportuária erntraram de repente no vôo 23 da Air France, que estava pronto para decolar dali a 10 minutos com destino a Paris. Todos os passageiros estavam a bordo. Dominique Strauss-Kahn foi retirado do avião e levado para a unidade P.S.A. 5, que atende vítimas de casos especiais de agressões. A polícia investiga o que parece ter sido um "ataque brutal". Conforme pesquisa eleitoral na França, realizada pelo "Le Journal du Dimanche", Dominique aparece como vencedor absoluto da eleição do próximo ano. Jornais de Nova Iorque informam que Dominique sodomizou a arrumadeira. E que a obrigou a fazer sexo oral. Ele tinha um encontro neste domingo em Berlim com a chanceler alemã Ângela Merkel. Ele foi ouvido pela polícia, sendo mantido sob custódia, e depois conduzido perante um juiz.

Petista Antonio Palocci multiplicou por 20 o seu patrimônio em quatro anos

Semanas antes de assumir o cargo mais importante do governo Dilma Rousseff, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) comprou um apartamento de luxo em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Um ano antes, Palocci adquiriu um escritório na cidade por R$ 882 mil. Os dois imóveis foram comprados por uma empresa da qual ele possui 99,9% do capital. Em 2006, quando se elegeu deputado federal, Palocci declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio estimado em R$ 375 mil, em valores corrigidos pela inflação. Ele tinha uma casa, um terreno e três carros, entre outros bens. Com o apartamento e o escritório, Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio nos quatro anos em que esteve na Câmara, período imediatamente posterior à sua passagem pelo Ministério da Fazenda, no governo Lula. Nos quatro anos em que exerceu o mandato de deputado, Palocci recebeu em salários R$ 974 mil, brutos. A quantia é insuficiente para pagar os dois imóveis que ele adquiriu. Os dois já foram quitados. Palocci diz que as compras foram feitas com recursos da sua empresa, a Projeto Administração de Imóveis. O ministro da Casa Civil não quis identificar seus clientes nem informou o faturamento da empresa. Palocci abriu a Projeto com sua mulher, Margareth, no dia 21 de julho de 2006, duas semanas depois de encerrado o prazo que tinha para entregar sua relação de bens à Justiça Eleitoral. Por esse motivo, a empresa não apareceu na declaração. Segundo os registros da Junta Comercial, a Projeto foi criada como consultoria e virou administradora de imóveis dois dias antes de Palocci chegar à Casa Civil. O ministro disse que os dois imóveis que comprou são os únicos que a Projeto administra. A empresa tem como sede o escritório que Palocci comprou antes do apartamento. Ele foi adquirido em 11 de dezembro de 2009 e fica em um prédio na região da avenida Paulista, uma das áreas mais valorizadas da capital. O apartamento fica perto dali, nos Jardins, bairro nobre da zona sul. Ocupa um andar inteiro do edifício, tem quatro suítes e 502 metros quadrados de área útil, mais cinco vagas na garagem. Palocci comprou o apartamento direto da construtora e pagou o imóvel em duas parcelas, uma de R$ 3,6 milhões e outra de R$ 3 milhões. A propriedade foi registrada no nome de sua empresa em 16 de novembro de 2010. Segundo vizinhos, Palocci mora atualmente no apartamento. Os moradores do prédio pagam taxa de condomínio de R$ 3.800,00 mensais. Ao assumir, todo ministro deve informar seus bens à Controladoria-Geral da União e ao Tribunal de Contas da União, além de autorizar o acesso às suas declarações de Imposto de Renda. Na autobiografia "Sobre Formigas e Cigarras", lançada em 2007, Palocci se descreveu como um homem de "poucos bens" e manifestou "indignação" com "boatos" que circularam sobre suas finanças pessoais no passado. Palocci deixou o cargo de ministro da Fazenda em março de 2006, depois de se envolver no escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que trabalhou em uma casa (a Mansão da Turma de Ribeirão Preto) que Palocci frequentava com amigos e lobistas em Brasília. Em 2006, o ministro vivia em uma casa em Ribeirão Preto, no interior paulista. Em sua declaração à Justiça Eleitoral, ele estimou em R$ 56 mil o valor da casa, que ainda pertence a Palocci. Corretores da cidade calculam que o imóvel vale R$ 550 mil hoje.

Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância

Um livro didático para jovens e adultos distribuído pelo Ministério da Educação a 4.236 escolas do País reacendeu a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua. Um capítulo do livro "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, diz que, na variedade linguística popular, pode-se dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado". Em sua página 15, o texto afirma: "Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico". Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos. "A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs. "Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos", continua. Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que "cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio". O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs. "Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando 'nós vai' porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural", diz: "Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar".

Ibama chama agentes do Brasil todo para a Amazônia

A explosão no desmatamento na Amazônia fez o Ibama suspender todas as suas operações de fiscalização no País para concentrar esforços na contenção da derrubada. O governo acredita que o pulo nos índices de desmate é resultado da perspectiva de afrouxamento da legislação com o novo Código Florestal. A determinação do Ibama foi baixada na segunda-feira passada, em um memorando às superintendências de todo o País. Essa parece ser mais uma medida terrorista do governo Dilma no momento em que o Congresso Nacional se prepara para votar o projeto de lei do Código Florestal. O documento determina que todas as operações de fiscalização do PNAPA (o plano anual de operação do Ibama) que não tenham relação com o combate ao desmatamento na Amazônia sejam suspensas. Para 2011, o programa tinha 1.300 operações previstas. "Não adianta combater o tráfico de animais, por exemplo, se o habitat deles foi para o saco", diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl: "Foi a decisão mais lógica. Temos de estancar a hemorragia em Mato Grosso". Agentes dos Estados também estão sendo deslocados em massa para a Amazônia. Segundo Trennepohl, há cerca de 520 homens na região agora. O número deve crescer, já que só do Rio Grande do Sul, nesta semana, serão deslocados mais 60 agentes. O governo foi surpreendido pela retomada da devastação, principalmente em Mato Grosso. Dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a serem divulgados nos próximos dias sugerem um repique sem precedentes desde o final de 2007, quando o governo baixou o embargo de crédito aos desmatadores. O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, recusou-se a fornecer o dado, alegando que ele ainda está sob verificação: "O gato subiu no telhado. Falta ver o tamanho do pulo". A expectativa em relação à mudança no código, em discussão no plenário da Câmara, é considerada pela área ambiental do governo um dos principais fatores por trás da aceleração da derrubada. Como já é tradição na Amazônia, o setor produtivo se antecipa a decisões do poder público e derruba a floresta.

Alckmin troca chefia de estatal por apoio de Maluf em 2012

Para atrair o apoio do PP nas eleições de 2012, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu entregar a presidência da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) a um economista indicado pelo deputado federal Paulo Maluf, cardeal da sigla em São Paulo. Antonio Carlos do Amaral Filho deve tomar posse no dia 1º de junho. A aprovação de seu nome selou acordo que estava sendo costurado entre Alckmin e Maluf. De olho na sucessão do prefeito Gilberto Kassab, o governador trabalha para ampliar o número de aliados de seu partido. Nessa empreitada, dá preferência a legendas cujo tempo de televisão é expressivo. A estratégia de Alckmin é asfixiar o partido que será criado pelo prefeito, o PSD. A sigla de Kassab, que disputará a primeira eleição sem tempo no horário eleitoral gratuito, dependerá da coligação com outras legendas. O acerto de Alckmin com Maluf acentuou crise interna do PP. O ex-deputado Celso Russomanno, que concorreu ao governo do Estado no ano passado, já é pré-candidato à prefeitura.

Passageiros de Porto Alegre terão segunda viagem gratuita nos ônibus a partir de julho

Os usuários do transporte coletivo de Porto Alegre terão um ganho econômico significativo no deslocamento pelas linhas de ônibus da capital gaúcha. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) confirmou para 1º de julho o início da gratuidade para a segunda viagem, desde que realizada em até 30 minutos após o primeiro deslocamento. Atualmente, a cobrança é de 50% sobre a tarifa de R$ 2,70. A nova realidade no sistema de ônibus valerá para qualquer linha, inclusive as mais longas, e abrangerá todos os segmentos de usuários que utilizam o cartão TRI, principalmente os estudantes, que pagarão apenas R$ 1,35, por dois deslocamentos. Atualmente, 500 mil pessoas utilizam ônibus diariamente em Porto Alegre, correspondendo a 1 milhão de viagens por dia. Destas, 400 mil pessoas pagam passagem diariamente.

Governo gaúcho prorroga vacinação contra a gripe

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul decidiu orientar os municípios gaúchos a prorrogarem a Campanha de Vacinação Contra a Gripe até o dia 20 de maio. A vacinação, que terminaria na sexta-feira  o Estado, havia atingido apenas 58% de cobertura da população dos grupos de risco, o equivalente a 1.111.119 doses aplicadas. Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Marilina Bercini, o objetivo da prorrogação é atingir a meta de 80% de cobertura dos grupos. "Vamos dar mais uma semana de oportunidade para as gestantes, crianças de seis meses a menores de dois anos, profissionais de saúde, indígenas e idosos buscarem sua imunização e se protegerem da influenza e, principalmente, de suas complicações", disse ela. As doses protegem contra dois tipos de gripe sazonal e contra a gripe A (H1N1), que em 2009 provocou o óbito de 297 gaúchos.

Novo presidente da CNBB diz que ascensão social reduz número de evangélicos

O novo presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Raymundo Damasceno Assis, disse na sexta-feira que a ascensão social de quase 30 milhões de pessoas nos últimos anos as tornou mais "críticas". Por conta disso, disse ele, a presença evangélica na população do País teria caído. "Elas começam a ler mais, a estudar mais, e por isso são mais críticas em relação a muitas posturas hoje na sociedade", afirmou, após o encerramento da 49ª Assembléia Geral da CNBB, em Aparecida (SP). D. Raymundo Damasceno Assis não soube precisar a fonte das informações, mas afirmou que a nova classe média, ao mesmo tempo em que se afastou das igrejas evangélicas, se aproximou da Igreja Católica. Segundo o Datafolha, a população católica perdeu fieis na última década, enquanto a população evangélica cresceu. No sábado, ao tomar posse como presidente da CNBB pelos próximos quatro anos, ele assumiu como principal desafio fortalecer o papel missionário da Igreja Católica no País. D. Raymundo Damasceno Assis disse que as paróquias precisam sair do "comodismo" e buscar fiéis. Atualmente, o principal alvo da Igreja Católica são os jovens. Uma das estratégias para conquistá-los é o uso da internet e das redes sociais, como defendeu o cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, durante a assembléia. Já d. Raymundo Damasceno aposta fichas também na escolha do Brasil para sediar a jornada mundial da juventude em 2013, que terá a presença do Papa Bento 16.