sábado, 12 de março de 2011

Radiação vaza de usina nuclear japonesa após terremoto

Houve vazamento de radiação neste sábado de um instável reator nuclear japonês, localizado ao norte de Tóquio, disse o governo do país, após uma explosão ter arrebentado o telhado da instalação afetada pelo grande terremoto de sexta-feira. Tal descoberta levantou temores de que ocorra um desastroso derretimento da usina, que foi danificada durante o tremor de 8,9 graus de magnitude, o mais potente já registrado no Japão. "Estamos analisando a causa e a situação e tornaremos isso público quando tivermos mais informações," disse o secretário-chefe do gabinete do governo, Yukio Edano. Edano disse que é adequada a retirada de pessoas de um raio de 10 quilômetros do reator Daiichi 1, que tem 40 anos de funcionamento e está localizado em Fukushima. Imagens de televisão mostraram vapor saindo da usina, localizada 240 quilômetros ao norte de Tóquio. O terremoto causou um tsunami de dez metros de altura, que devastou cidades na costa nordeste do país. A explosão ocorreu enquanto a Tokyo Electric Power Co (Tepco), operadora da usina, trabalhava desesperadamente para reduzir as pressões no núcleo do reator. "Um aumento incontrolável na temperatura pode essencialmente fazer o núcleo se transformar em uma massa fundida que pode queimar o recipiente do reator", afirmou o serviço de informação de risco Stratfor em um relatório divulgado antes da explosão: "Isso pode levar à exposição de uma quantidade incontrolável de radiação nos edifícios de contenção que cercam o reator".  A emissora de televisão NHK e a agência de notícias Jiji disseram que a estrutura externa do edifício que abriga o reator aparentemente explodiu, o que pode indicar que o prédio de contenção já pode ter sido rompido. A operadora da usina liberou anteriormente uma pequena quantidade de vapor radiativo para reduzir a pressão e disse que o perigo era mínimo, pois dezenas de milhares de pessoas já tinham sido retiradas das adjacências. Veja abaixo o vídeo do momento em que explode a usina nuclear japonesa.

Família de colonos israelenses é assassinada por terroristas palestinos islâmicos na Cisjordânia

Elaf Fogel, 3 anos, assassinada na cama a facadas
Uma família de colonos israelenses foi assassinada na madrugada deste sábado na Cisjordânia durante um ataque terrorista palestino, segundo dirigentes israelenses que pediram à Autoridade Palestina a prisão dos culpados, também solicitada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon. De Nova York, Ban "condenou o chocante assassinato" de cinco membros de uma família israelense, ocorrido na sexta-feira na colônia de Itamar, na Cisjordânia. Ban "pede que os autores sejam levados ante a Justiça e que todo o mundo aja com contenção", acrescentou o porta-voz. "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exige que a Autoridade Palestina e sua direção ajude Israel a encontrar e punir os assassinos", informou mais cedo o gabinete do premier israelense em um comunicado. "Israel, por sua vez, agirá vigorosamente para defender a população israelense e castigar os assassinos", acrescentou Netanyahu que ordenou ao exército e serviços de segurança que "agissem em todas as direções para capturar os terroristas". O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, denunciou o ataque à colônia de Itamar do modo como os palestinos costumam reagir nesses casos, com condescendência: "Condeno o que aconteceu em Itamar da mesma forma como condeno os crimes contra palestinos. Nós rejeitamos categoricamente a violência". Ou seja, ele relevou e justificou o terrível ataque terrorista. As vítimas pertenciam a uma família composta por pai, mãe e três crianças, uma de 11 anos, outra de 3 anos e um bebê de três meses. Foram todos esfaqueados em casa, na cama. Outras duas crianças, de quatro e dois anos, que estavam na casa, escaparam da chacina. Outra filha do casal assassinado, uma menina de dez anos, descobriu a tragédia quando voltou tarde para casa naquela noite, avisando aos vizinhos em seguida. O exército israelense montou barreiras nas estradas da região de Nablus e se posicionou em grande número na cidade palestina de Awarta, perto da colônia de Itamar, e os soldados revistaram casas e interrogaram vários moradores. O ataque não foi reivindicado, mas todo mundo sabe que seus autores são membros da organização terrorista Brigadas Al-Qods, braço armado do Jidah islâmico em Gaza. Os facínoras terroristas islâmicos declararam em um comunicado que "esta operação é normal já que exprime o direito de resistência contra a ocupação israelense e seus crimes". Aí está, para terrorista islâmico "é natural" entrar sorrateiramente em casas de colonos e matar a facadas nenê de três meses e crianças de 3 e 11 anos que dormem em suas casas. É evidente que a chacina foi praticada por um comando de terroristas islâmicos.

Americano é condenado a 15 anos de prisão em Cuba por "subversão"

O americano Alan Gross foi condenado a 15 anos de prisão neste sábado por um tribunal da ditadura de Cuba, acusado de crimes contra o Estado, veredicto que deve provocar nova tensões nas já abaladas relações diplomáticas entre Havana e Washington. O tribunal afirmou que os "promotores provaram" que Gross, agora com 61 anos, trabalhava em um "programa subversivo" dos Estados Unidos para "derrubar a revolução cubana". A sentença foi proferida uma semana depois do julgamento de dois dias de Gross em Havana. O americano, nascido em Maryland, foi preso em dezembro de 2009 enquanto trabalhava em um projeto pró-democracia da USAID (organização de ajuda internacional do governo americano). Segundo a família de Gross e o governo, ele trabalhava apenas na melhora do acesso à internet das famílias da comunidade judia de Cuba. A ditadura cubana só tem uma pior do que ela no mundo, que é a ditadura comunista da Coréia do Norte.

Alvaro Dias defende primárias no PSDB para eleição de 2014

O líder do PSDB no Senado Federal, senador Alvaro Dias, disse neste sábado que os problemas em torno das eleições para a presidência do partido, em maio, refletem na verdade a disputa do projeto político para 2014. Para Alvaro Dias, a criação de um colegiado de líderes, que teria a participação do ex-governador José Serra, e a manutenção do deputado federal Sérgio Guerra (PE) na presidência do partido não são o foco da divergência do PSDB. "O que de certa forma estimula o acirramento interno é o projeto 2014, não é a presidência do partido", admitiu o senador, após participar da missa em memória do décimo aniversário de falecimento do ex-governador de São Paulo, Mario Covas, no Mosteiro de São Bento, região central de São Paulo: "Eu não creio que essa criação de um colegiado seja o caminho, minha tese é outra". Para contornar as divergências entre lideranças tucanas, ele sugeriu a realização de primárias para a escolha do candidato do PSDB à Presidência nas eleições de 2014. Na avaliação dele, é preciso ampliar a participação popular no partido, e as primárias seriam a melhor forma para que isso ocorresse: "Nós temos no partido lideranças extremamente qualificadas e responsáveis, maduras, e isso nos autoriza a pensar na realização de primárias para a escolha do candidato para a Presidência da República, porque a questão é a Presidência da República. Se nós decidirmos sobre o modelo e a estratégia para a escolha do candidato a presidente da República, fica tudo mais fácil, e a administração dos eventuais e legítimos interesses e pretensões pessoais será muito mais eficiente". O senador defendeu que as primárias fortaleceriam o partido, facilitariam a tarefa da legenda de fazer oposição e deixariam o processo interno de escolha da direção do PSDB mais tranquilo.

Delator do Mensalão de Brasília presta novo depoimento

Em meio a rumores da existência de novos vídeos com flagrantes de corrupção no Distrito Federal, o delator do Mensalão de Brasília, Durval Barbosa, prestou depoimento de cerca de quatro horas à Procuradoria-Geral da República na sexta-feira. Autor das gravações e das revelações que derrubaram no início de 2010 o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM), Barbosa tem dado informações em troca de possível redução da pena em caso de condenação. A Procuradoria e a advogada do delator Durval Barbosa, Margareth Almeida, confirmaram o depoimento, mas disseram que a apuração corre sob sigilo. Procuradores envolvidos nas investigações afirmaram que o Ministério Público não trabalha com a hipótese de retirar a possibilidade de delação premiada a Durval Barbosa, como defende a OAB do Distrito Federal. "A parte dele está sendo totalmente cumprida. Os depoimentos têm sido cada vez mais frequentes", afirmou a advogada do delator Durval Barbosa. No começo do mês, veio à tona vídeo de 2006 em que a atual deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), filha do ex-governador Joaquim Roriz, aparece recebendo dinheiro do delator Durval Barbosa. Jaqueline é a primeira pessoa do chamado "grupo de Roriz" a aparecer nos vídeos gravados por Durval. A edição desta semana da revista Veja traz reportagem segundo a qual Barbosa apresentará mais vídeos ao Ministério Público implicando diretamente Joaquim Roriz e o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Segundo a revista, haveria gravação de uma conversa "nada ortodoxa" entre o petista Agnelo Queiroz e Barbosa na ocasião em que esse último teria lhe mostrado os vídeos de corrupção em Brasília. Em ocasiões anteriores, Agnelo Queiroz já havia confirmado o encontro, argumentado que não havia denunciado o escândalo por não ter garantias de que os vídeos eram reais, sem edição. A reportagem diz também que uma ex-assessora de Barbosa teria enviado pedido ao então chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho (hoje secretário-geral da Presidência), com lobby pela recondução de Leonardo Bandarra ao comando do Ministério Público do Distrito Federal.

Ministro da Justiça acumula dois salários, mas disse que vai devolver o dinheiro

O ministro da Justiça, o "porquinho" José Eduardo Martins Cardozo, acumulou salários no Executivo federal e na Prefeitura de São Paulo por um mês. Cardozo é procurador municipal concursado desde 1982 e está atualmente licenciado da função para exercer o cargo no ministério. A assessoria do ministro confirmou o recebimento indevido e disse que o dinheiro referente ao salário da Prefeitura será devolvido. O valor a ser restituído não foi informado. O salário de um procurador municipal que ingressou na mesma época que Cardozo gira em torno de R$ 18 mil. Somado com o salário de ministro (que, em fevereiro, passou a ser de R$ 26.723,13), o "porquinho" Cardozo teria recebido cerca de R$ 35 mil naquele mês. O total excede o teto do funcionalismo público delimitado pelo salário de ministro do Supremo Tribunal Federal, que também é de R$ 26,7 mil. Segundo a assessoria de Cardozo, o recebimento do salário de procurador em fevereiro foi causado por um “erro de comunicação entre o ministério e a Prefeitura de São Paulo”. Em abril de 2007, ele havia pedido o afastamento da Prefeitura para exercer mandato de deputado federal. A licença valeria de fevereiro daquele mês até o dia 31 de janeiro de 2011 com prejuízo de vencimentos, ou seja, ele não iria receber pela função de procurador. Entretanto, as condições do afastamento foram modificadas no fim de janeiro, quando Cardozo já havia sido nomeado ministro: com as mudanças, a licença passou a ser remunerada. Ao tomar posse como ministro, o "porquinho" José Eduardo Martins Cardozo fez uma nova solicitação de afastamento (do cargo de procurador) até o fim deste ano, sem prejuízo de vencimentos. Isso significa que ele iria receber o salário de procurador por todo esse período.

A desgraça do Japão

How Israel could revolutionize the global energy sector

New data suggests Israel may not only have much larger gas resources than believed, but also the 3rd largest deposit of oil shale in the world. Libyan oil accounts for less than 2 percent of world oil production, yet the revolt against Muammar Gaddafi has managed to shoot up the price of oil to more than $100 per barrel in the last month. No one knows how long the internal instability in the Middle East will last, but according to the US Department of Energy, its share of the world’s total oil supply is expected to actually increase in the years ahead. Simply, the world is using up the reserves of non- Middle East oil more quickly. Moreover, of the trillion barrels of proven reserves still left, according to the CIA roughly 800 billion barrels are to be found in the Middle East and North Africa, especially in Saudi Arabia, Iran and Iraq. The implications for Israel of the West’s growing dependence on Middle Eastern oil are troubling, for obvious reasons. Yet there are two new developments in our energy sector that could well offset these trends and eventually alter our standing in the world, especially with respect to Europe. First, the gas discoveries in the Eastern Mediterranean, which began to produce commercial quantities of natural gas in 2004, are generally well-known. The Tamar field, which should begin production in 2013, is expected to supply all of Israel’s domestic requirements for at least 20 years. The Economist suggested in November 2010 that the recently discovered Leviathan field, which has twice the gas of Tamar, could be completely devoted to exports. All the undersea gas fields together have about 25 trillion cubic feet of gas, but the potential for further discoveries is considerably greater, given that the US Geological Survey estimates that there are 122 trillion cubic feet of gas in the whole Levant Basin, most of which is within Israel’s jurisdiction. After the Leviathan discovery these numbers could go up further. Perhaps for that reason, Greece has been talking to Israel about creating a transportation hub for distributing gas throughout Europe from the Eastern Mediterranean that will come from undersea pipelines. What is less well-known, but even more dramatic, is the work being done on this country’s oil shale. The British-based World Energy Council reported in November 2010 that Israel had oil shale from which it is possible to extract the equivalent of 4 billion barrels of oil. Yet these numbers are currently undergoing a major revision internationally. A new assessment was released late last year by Dr. Yuval Bartov, chief geologist for Israel Energy Initiatives, at the yearly symposium of the prestigious Colorado School of Mines. He presented data that our oil shale reserves are actually the equivalent of 250 billion barrels (that compares with 260 billion barrels in the proven reserves of Saudi Arabia). Independent oil industry analysts have been carefully looking at the shale, and have not refuted these findings. As a consequence of these new estimates, we may emerge as the third largest deposit of oil shale, after the US and China. Oil shale mining used to be a dirty business that used up tremendous amounts of water and energy. Yet new technologies, being developed for Israeli shale, seek to separate the oil from the shale rock 300 meters underground; these techniques actually produce water, rather than use it up. The technology will be tested in a pilot project followed by a demonstration stage. It will be critical to demonstrate that the underground separation of oil from shale is environmentally sound before going to full-scale production. The present goal is to produce commercial quantities of shale oil by the end of the decade. This particular project has global significance. For if Israel develops a unique method for separating oil from shale deep underground, that has none of the negative ecological side-effects of earlier oil shale efforts, that technology can be made available to the whole world, changing the entire global oil market. The effect of the spread of this technology would be to shift the center of gravity of world oil away from Iran, Saudi Arabia and the Persian Gulf to more stable states that have no history of backing terrorism or radical Islamic causes. (In the Arab world, Jordan and Morocco have the most significant oil shale deposits.) WHEN WILL the West begin to treat Israel as a powerful energy giant and not as a weak client state that must be pressured? In the case of the Saudis, when the US realized the true extent of their oil reserves, after America’s reserves in Texas and Oklahoma were depleted by World War II, it sought to upgrade its military and diplomatic ties with the Saudi kingdom even before its production capacity was fully exploited. The US-Saudi connection grew as massive infrastructure investments for moving Saudi oil to Western markets were made, like the Trans-Arabian Pipeline (TAPLINE). More capital was needed for the Saudi oil project. US companies, like Standard Oil of New Jersey (today, Exxon) and Standard Oil of New York (Mobil), joined Texaco and Standard Oil of California, the original holder of the Saudi oil concession, and created the ARAMCO consortium in the late 1940s. ARAMCO executives came to be regular guests at the State Department, where they could present the Saudi perspective. In time, Saudi Arabia’s status grew as its future position in world oil came to be appreciated. In the case of Israel, updated international reports verifying the true dimensions of both its undersea gas and oil shale should be forthcoming in the next year. Many more international companies are likely to take an interest in its energy sector at that time. Moreover, the full exploitation of these energy resources will require massive infrastructure investment for pipelines, liquified natural gas plants and new oil exporting outlets in the Mediterranean and Red Sea. Israel is uniquely situated by its geographical position and is able to direct its energy exports to either Europe or China and India. It may not have the capital to build this export capacity, but the involvement of foreign investors in these projects will give European and American banks new interests in developments. Western policies will not change overnight. Nonetheless, Israel needs to tell the full story of its newly emerging role in the world energy sector if it wants to begin to alter the way it has been handled internationally. The writer is president of the Jerusalem Center for Public Affairs and served as ambassador to the UN.

Dilma vai mudar direção da Chesf por causa do apagão

Já está certa a mudança, em breve, no comando da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). O motivo é o apagão que deixou 46 milhões de consumidores no escuro em oito Estados no início de fevereiro. Insatisfeita com o incidente, a presidente Dilma Rousseff quer mudanças na presidência, atualmente ocupada por Dilton da Conti Oliveira, indicado pelo PSB, e diretorias da empresa. No governo não há dúvidas de que o apagão foi provocado por um erro de operação durante o restabelecimento da subestação Luiz Gonzaga, em Pernambuco. As negociações entre PT, PMDB e partidos da base aliada serão retomadas nos próximos dias. Além da Chesf, a Eletronorte também terá alterações no comando da empresa. Até mesmo a Eletrosul, que já é dirigida por um nome ligado ao PT, Eurides Luiz Mescolotto, indicado pela ex-senadora e atual ministra da Pesca, Ideli Salvatti, é alvo de brigas dentro do partido. Mesmo onde já houve troca na presidência (caso da Eletrobras e Furnas), os cargos de diretoria dessas estatais são alvo de uma disputa feroz entre os partidos. O governo ainda não divulgou o Relatório de Análise de Perturbação (RAP) do apagão do Nordeste, e o motivo é porque o Ministério de Minas e Energia ainda não recebeu as informações da Chesf.

Governo vai gastar R$ 43 mil em canudos de papelão para o envio da foto oficial de Dilma Rousseff

O governo federal abriu nesta sexta-feira uma licitação para contratar uma empresa fornecedora de canudos de papelão, para embalar as fotografias oficiais da presidente Dilma Rousseff com a faixa presidencial. O Planalto decidiu enviar 12.000 fotos da presidente para todo o Brasil que irão substituir as fotos do ex-presidente Lula em repartições públicas. Em Brasília, essas imagens já foram distribuídas. Agora, a missão é distribuir pelos outros 26 Estados, em uma média de 461 fotos por Estado. O custo da licitação dos canudos está estimado em R$ 43 mil. Fora isso, há o custo não divulgado da impressão das fotos e do envio às repartições. Segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência, “historicamente, as fotos dos presidentes são distribuídas aos órgãos que fazem a solicitação”. Em 2003, afirma a Presidência, foram enviadas 14 mil fotos de Lula. No segundo mandato, 11 mil. Não existe qualquer legislação que determine que um quadro com a foto da presidente deva ser pendurado nas salas de funcionários públicos. O desperdício de dinheiro público dispensa comentário.

Radiação vaza de usina nuclear; premiê do Japão manda retirar moradores

O governo japonês confirmou o vazamento na usina nuclear Fukushima Daiichi Nº 1, e indicou que a concentração de material radioativo escapando das instalações já está oito vezes maior do que o normal. Em seguida, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, ordenou a retirada emergencial de moradores em um raio de 10 quilômetros em torno das instalações. A usina, localizada na região de Fukushima, no leste do Japão, teve seu sistema de resfriamento danificado pelo terremoto de magnitude 8,9 e subsequente tsunami que atingiram o país. A medição do nível de radiação que escapa da usina, feita pela Agência de Segurança Industrial e Nuclear do governo japonês, sugere que o vazamento tenha proporções maiores do que as previstas anteriormente pelo ministro da Indústria, Banri Kaieda. Ele havia admitido a possibilidade de um pequeno vazamento de material radioativo na usina nuclear de Fukushima Daiichi após o governo decidir liberar vapor com teor radioativo como medida emergencial para reduzir a pressão sobre os reatores. A agência de segurança nuclear disse que o elemento radioativo no vapor a ser liberado não iria afetar o ambiente e nem oferecer risco à saúde. 45 mil pessoas vivem no local e serão deslocadas. Mais cedo um porta-voz da Tokyo Electric Power Co (TEPCO) disse que a pressão dentro da usina estava aumentando e já ultrapassava 1,5 vez a capacidade prevista, com o risco de um vazamento de radiação. Especialistas já haviam alertado para um risco de vazamento caso o nível de água no reator de Fukushima caísse, aumentando a temperatura do combustível nuclear. Os reatores fechados devido ao terremoto são responsáveis por 18% da capacidade de geração de energia nuclear do Japão. A energia nuclear produz cerca de 30% da eletricidade consumida no país. A TEPCO disse que três dos seis reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi estavam ativas no momento do terremoto. As outras três, fechadas para manutenção, não correm risco de vazamento. As províncias mais atingidas pelo terremoto e subsequente tsunami foram Miyagi, Iwate e Fukushima, onde o número de brasileiros é cerca de 800. Os japoneses continuam vivendo cenas de pânico com dezenas de réplicas, tremores secundários, normalmente de menor magnitude. Às 4h30 deste sábado, um tremor de magnitude 6,6 atingiu uma ilha ao noroeste de Tóquio. Outro de magnitude similar afetou as cidades de Nagano e Niigata às 3h59. O primeiro-ministro Naoto Kan disse a políticos que eles precisam "salvar o país" após o desastre, que segundo ele causou danos profundos em toda a faixa norte. O tremor dividiu uma rodovia perto de Tóquio e derrubou vários prédios no nordeste japonês. Um trem estava desaparecido na região litorânea atingida pelo tsunami. Um navio que levava cem pessoas foi levado pelo tsunami, de acordo com a agência Kyodo, e imagens de TV mostraram a força da água, escurecida pelos destroços, carregando casas e carros e levando embarcações do mar para a terra. Usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e em uma grande siderúrgica. Cerca de 4,4 milhões de imóveis ficaram sem energia no norte do Japão. Impressionantes imagens de TV mostraram o tsunami carregando destroços e incêndios em uma grande faixa litorânea perto de Sendai, que tem cerca de 1 milhão de habitantes. Sendai, a 300 quilômetros de Tóquio, registrou cenas horrorosas. Navios foram erguidos do mar e jogados no cais, onde ficaram caídos de lado. A gigante eletrônica Sony, um dos maiores exportadores do país, viu-se obrigada a fechar seis fábricas. Houve vários tremores secundários após o terremoto principal. Em Tóquio, os edifícios sacudiram violentamente. Uma refinaria de petróleo perto da cidade estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.

Sistema fajuto de monitoramento online da coleta de lixo de Porto Alegre engana moradores da cidade

Videversus realizou na tarde desta sexta-feira o monitoramento do sistema de acompanhamento por GPS da coleta de lixo de Porto Alegre, apresentado pelo prefeito da cidade, José Fortunatti, na tarde da última quarta-feira, como uma grande conquista de sua administração. Conclusão imediata: o sistema é uma grande empulhação. E isto será demonstrado a seguir, pelas imagens do próprio sistema desenvolvido pela Procempa (Companhia de Processamento de Dados da Prefeitura de Porto Alegre) para o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana). Em primeiro lugar, uma constatação óbvia: o sistema entregue para a consulta dos internautas pode ser tudo, menos online. Ele só é atualizado a cada meia hora. Mesmo assim, Videversus constatou que um dos 42 caminhões utilizados na coleta diurna da Qualix-Sustentare ficou parado na rua Bangu, durante quase toda a tarde. Outro dos caminhões, estacionou na rua Júlio Verne, e também ficou quase toda a tarde ali. Para os contribuintes de Porto Alegre e usuários do sistema de monitoramento da coleta de lixo, os caminhões estavam nessas ruas fazendo o recolhimento do lixo. Afinal, aparecem na tela do computador, no site do DMLU, como se estivessem em serviço. Doce engano. A empulhação pode ser desfeita por qualquer contribuinte ou internauta, com a simples consulta ao próprio site do DMLU, ao verificar os dias de coleta na cidade. Ocorre que as ruas Julio Verne e Bangu não têm coleta na sexta-feira. Portanto, o que os caminhões da Qualix-Sustentare faziam nessas ruas, na tarde desta sexta-feira? Bem, isso o sistema não informa para o internauta, que permanece sendo enganado pela Prefeitura de Porto Alegre. Somente uma consulta telefônica ao setor de fiscalização do DMLU, no começo da noite desta sexta-feira, confirmou a empulhação. Ou seja: o caminhão da rua Bangu estava estacionado, quebrado, em uma oficina de molas. Estava no "moleiro". Já o caminhão da rua Julio Verne estava também quebrado, encostado em outra oficina, recebendo reforma das suas bombas hidráulicas (sistema coletor do veículo). Da forma como o site apresentado pelo prefeito José Fortunatti está disponibilizado na Internet, ele não passa de um joguinho eletrônico muito fraco e incompetente, que serviu apenas para uma jogada de marketing político do prefeito. Na sua entrevista coletiva de quarta-feira última, à tarde, ele não fez qualquer menção ao fato de que o contrato assinado entre Qualix-Sustentare e prefeitura de Porto Alegre, assinado pelo atual diretor-geral Mário Moncks, em novembro de 2007, exigia da contratada a instalação do sistema de monitoramento da coleta de lixo por GPS, com disponibilização do sistema para a fiscalização do DMLU. Durante mais de três anos, a empresa Qualix fraudou ostensivamente esta cláusula contratual, com o beneplácito da prefeitura de Porto Alegre. Esta fraude está sendo investigada pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público estadual. Com a crise pré-falimentar da Qualix-Sustentare, que chegou a paralisar atividades de coleta de lixo em Porto Alegre, o editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, avisou à prefeita interina, vereadora Sofia Cavedon (PT), que substituía Fortunatti em suas férias, em fevereiro, que ocorria esta fraude do GPS, o que impedia que poder público e cidadãos pudessem fiscalizar a execução dos serviços. Sofia Cavedon assegurou ao jornalista Vitor Vieira que iria até a garagem da empresa Qualix -Sustentare para verificar in loco esta situação. Ao contrário, ela chamou ao gabinete de prefeito as diretorias do DMLU e da Qualix-Sustentare para anunciar que em poucos dias o sistema seria implantado. Ela também não deu um pio sequer sobre a fraude continuada de mais de três anos na execução desta cláusula contratual do GPS. Agora acompanhe a empulhação do sistema nas imagens abaixo.
Veja o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu, às 15h13m, na imagem do sistema do DMLU, captada por Videversus às 15h53m


Veja o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu, às 15h47m pelo sistema do DMLU, coletado por Videversus às 16h01m
Veja agora o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu, às 16h15m pelo sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 16h33m
Agora veja o mesmo caminhão da Qualix-Sustentare parado na mesma rua Bangu, às 16h58m pelo sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 17h01
Veja o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu às 17h26m pelo sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 17h30m
Veja agora o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu, às 17h54m no sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 18h04m
Veja o caminhão da Qualix-Sustentare parado na rua Bangu às 18h28m, no sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 18h51m
E agora veja a última constatação desta sexta-feira da situação do caminhão da Qualix-Sustentare localizado na rua Bangu, às 21h17m no sistema do DMLU, na imagem coletada por Videversus às 21h33m
Localize a rua Bangu no Google Earth
Veja a primeira página coletada por Videversus do Sistema de Rastreamento da Frota de Coleta do DMLU, com a reprodução da página denominada "Consulta de coleta de lixo orgânico", e com a consulta do nome do logradouro, rua Bangu. Atente bem, ali diz que se trata de "coleta de lixo orgânico", o que obviamente o caminhão da Qualix-Sustentare não estava fazendo parado na rua Bangu. Mas, o sistema o apontava como estando em realização da tarefa de coleta de lixo orgânico.
A imagem a seguir confirma que o caminhão da Qualix-Sustentare estava mesmo na rua Bangu.
E a imagem abaixo, coletada da página "Coleta de lixo orgânico por logradouro", do site do DMLU, diz que a coleta nessa rua Bangu ocorre a partir das 7 horas, às terças, quintas e sábados. Portanto, mais um agravante, por qual razão essa caminhão aparecia no sistema do DMLU como estando em tarefa de coleta de lixo, quando não era dia de coleta na rua Bangu?
Como se vê, e pode ser comprovado por qualquer um, o sistema anunciado com fanfarras pelo prefeito José Fortunatti, em entrevista coletiva, na última quarta-feira, não passa de uma grande empulhação. Um outro exemplo comprova isso: durante boa parte do dia e da noite, qualquer pessoa pode entrar no site do DMLU (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/coleta/coleta.php) e constatar que uma parte significativa da frota de 43 caminhões de lixo da Qualix-Sustentare se encontra na rua Nove de Junho, no bairro Partenon. O que eles fazem lá? Ora, esse é o local da nova garagem da Qualix-Sustentare, que pertencia à empresa PRT, que coletou lixo em Porto Alegre antes da atual contratada. Localize no Google Earth usando o localizador Latitude 30° 3'50.87"S Longitude 51° 9'46.64"O. Veja abaixo a localização da nova garagem da Qualix-Sustentare.

Exibir mapa ampliado
A prefeitura de Porto Alegre também não informa aos internautas porque se concentram tantos caminhões na Avenida Bento Gonçalves, na Estrada João de Oliveira Remião e na Estrada Afonso Lourenço Mariante. É que esse é o trajeto para a Estação de Transbordo de Porto Alegre, onde o lixo é embarcado em grandes caminhões para ser conduzido até o seu destino final, no Aterro da Sil, em Minas do Leão. município localizado a 120 quilômetros de Porto Alegre.