domingo, 6 de março de 2011

400 mil brasileiros compraram seu primeiro carro zero em 2010

Cerca de 400 mil consumidores brasileiros compraram o primeiro carro zero no ano passado, número equivalente ao total de veículos vendidos no Chile, Colômbia e Venezuela, juntos. Os "entrantes" no cobiçado mercado automobilístico, na avaliação de analistas, pertencem principalmente à chamada nova classe C, constituída por pessoas que melhoraram a renda salarial. Elas são responsáveis, em grande parte, pela continuidade do crescimento das vendas de automóveis, mesmo com a tentativa do governo de frear o consumo. Embora sejam dados parciais de 2010, obtidos em pesquisa feita em conjunto pelas montadoras, analistas acreditam que continuarão a ser replicados neste ano. Janeiro e fevereiro bateram recorde para esses meses, com 144 mil e 274 mil unidades vendidas, respectivamente.

Companheiro de Che Guevara em viagem de moto pela América Latina morre em Cuba

Alberto Granado, o amigo que acompanhou Ernesto Che Guevara na viagem de motocicleta por vários países da América Latina, faleceu no sábado em Havana, Cuba. Granado morreu aos 88 anos e foi velado na capital do país. Ele será cremado e suas cinzas serão espalhadas na Argentina, Cuba e Venezuela. O bioquímico foi fundador da Escola de Medicina de Santiago de Cuba. Nascido na Argentina, ele se fixou em Cuba em 1961. "Petiso", como era conhecido, acompanhou Guevara na viagem de moto de 29 de dezembro de 1951 a 26 de julho de 1952.

Petrobrás deve R$ 46 bilhões a bancos oficiais

A Petrobrás terminou 2010 com uma dívida líquida recorde de R$ 46,3 bilhões com BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, revelam dados coletados pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto de Almeida, no balanço mais recente divulgado pela empresa. Esse montante respondeu por quase 40% do endividamento total da estatal, que chegou a R$ 117,9 bilhões em 2010. O levantamento demonstra um crescimento exponencial da dívida da Petrobrás com BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal nos últimos três anos. Em 2006, a companhia tinha crédito a receber de R$ 2,55 bilhões com os bancos públicos. "Uma empresa do porte da Petrobrás não deveria recorrer aos bancos públicos, porque tira recursos de outros setores da economia", diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). De acordo com a diretoria da Petrobrás, o endividamento crescente reflete o apetite por novos projetos. Nos últimos quatro anos, os investimentos da Petrobrás mais que quadruplicaram, saindo de R$ 16,5 bilhões, em 2006, para R$ 76,4 bilhões, no ano passado. Foi uma mudança importante no perfil da petroleira, que desde o início dos anos 2000 privilegiava a redução da dívida e a remuneração dos acionistas. Com a descoberta do pré-sal, a Petrobrás elevou o endividamento até o limite para manter sua classificação como grau de investimento pelas agências de rating. O impulso foi tamanho que, para reduzir a alavancagem e garantir os projetos futuros, o governo fez recentemente uma megacapitalização na empresa. A dependência da estatal em relação aos bancos públicos cresceu na crise global. A turbulência secou o mercado de capitais e pegou a Petrobrás em ritmo acelerado de investimentos. O governo modificou as leis para permitir que a estatal tivesse acesso a crédito no Brasil e mobilizou seus bancos. Tradicional financiadora de habitação e saneamento, a Caixa chegou a criar uma área de petróleo. Na prática, é quase como se o dinheiro saísse do Tesouro direto para o caixa da Petrobrás, explicam os especialistas. Para garantir a capacidade de empréstimos do bancos públicos, o Tesouro fez aportes no BNDES e na Caixa Econômica Federal. Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou um novo empréstimo de R$ 55 bilhões ao BNDES. O problema é que a dívida da Petrobrás com os bancos públicos não caiu após a crise. Boa parte dos empréstimos são de longo prazo e vão se estender pelos próximos 20 anos. E mesmo linhas de curto prazo têm sido renovadas. Em 2010, a Caixa emprestou mais R$ 2 bilhões à Petrobrás. Entre os bancos públicos, o BNDES é o maior credor da Petrobrás. O balanço de 2010 da petroleira apontava uma dívida líquida de R$ 36,3 bilhões com o banco. É seguido pela Caixa Econômica Federal, com R$ 5,66 bilhões, e pelo Banco do Brasil, com R$ 4,35 bilhões. O BNDES também tem R$ 18,7 bilhões em ações da Petrobrás pelo seu braço de investimentos, a BNDESPar, e, graças a uma manobra do governo para reforçar o caixa, participou com R$ 24,75 bilhões da capitalização da estatal. Somados aos empréstimos, a exposição do BNDES à Petrobrás chega a R$ 80 bilhões.

Sonho do automóvel vai continuar com a classe D

Claudio Silveira, sócio da empresa de consultoria e pesquisa Quorum Brasil, acredita que, em cinco anos, uma nova onda de consumo vai se somar à atual, movida pela classe C. "Está vindo aí a classe D, formada por pessoas ou famílias com renda mensal de R$ 1,2 mil, cujo segundo objeto de desejo é o automóvel, depois do imóvel", diz ele. A constatação foi feita em pesquisa realizada no fim do ano passado, cujo foco era o setor imobiliário. Foram entrevistadas 400 pessoas com idades entre 25 e 50 anos e ganhos na faixa pouco superior a R$ 1 mil. Nas respostas com múltipla escolha, 72% afirmaram que a casa própria é o principal objetivo, enquanto 45% citaram o automóvel. Na sequência, as principais metas são os estudos para progredir na vida (31%), viajar de avião (25%), guardar dinheiro no fim do mês (18%), casar e constituir família (9%), pagar dívidas (6%) e passear nos finais de semana (5%). "Trata-se de um público com demanda reprimida, cujo poder de consumo está crescendo", diz Cláudio Silveira: "Essas pessoas vão estudar mais, terão melhores empregos e vão alimentar o mercado nos próximos anos". Com base na análise, ele acredita que os setores da construção civil e automobilístico irão crescer o dobro em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dez anos.

Banco Central decreta liquidação de corretora de valores gaúcha e congela bens de donos

O Banco Central decretou a liquidação da corretora Atrium (corretora de pequeno porte com sede em Porto Alegre), o que na prática significa que a empresa não poderá mais operar e os bens das duas empresas do grupo serão usados para pagar dívidas. O anúncio do Banco Central foi feito na sexta-feira, no sistema do banco usado para comunicações com o mercado financeiro, chamado de Sisbacen. Como a liquidação é extrajudicial, não precisará passar por nenhuma corte para ser validada. Sofreram a liquidação a Atrium S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e Atrium Participações, Consultoria e Administração Ltda. O Banco Central também congelou os bens dos donos da Atrium e das pessoas que administraram a empresa nos últimos 12 meses. Os controladores da empresa que tiveram os bens indisponibilizados são Antonio José Gonçalves Fraga Filho e Mario Sergio Nunes da Costa. Os ex-administradores são Marco Antonio Fiori, Mario Sergio Nunes da Costa, Sergio Miyamoto e Valdir Massari.

Empresário americano é declarado culpado em julgamento em Cuba

O empresário americano Alan Gross foi considerado culpado no sábado de trabalhar para prejudicar a ditadura comunista de Cuba e agora poderá enfrentar 20 anos de prisão. Um painel de juízes chegou ao veredicto, que representa o mais recente revés entre o governo da ilha e o dos Estados Unidos, após dois dias de oitiva de testemunhas. Agora, decidirão sobre sua sentença, o que poderá levar alguns dias. Promotores pediram uma sentença de 20 anos para Gross, que está preso em Havana desde 3 de dezembro de 2009. Ele poderá apelar da decisão à Corte Suprema cubana. A ditadura totalitária dos irmãos sangnários Castro diz que Alan Gross, de 61 anos, distribuiu "sofisticados equipamentos de comunicações por satélite", para acesso à internet. E é verdade, ele estava em Cuba para distribuir telefones celulares satelitais para que membros da comunidade judaica em Cuba possam se comunicar com o Exterior, o que é proibido pelos sanguinários comunistas do governo cubano. Quer dizer, todo o "crime" do empresário judeu Alan Gross se constituiu em ser solidário com seus compatriotas em Cuba. O caso envenena de novo as relações da ditadura cubana com o governo dos Estados Unidos.

Ameaça da Ford faz Ferrari mudar nome de carro pela segunda vez

Ferrari F-150 F1

A Ferrari mudou novamente o nome de seu carro para a temporada 2011 da F-1. Agora, ele passará a ser "Ferrari 150º Itália", sendo retirado o "F" e o "150th" presentes na denominação anterior, lançada em 28 de janeiro. A alteração foi feita para evitar qualquer outro problema com a Ford, que moveu uma ação judicial contra a equipe por batizar seu carro com o mesmo nome da famosa picape da montadora, F150. A escuderia quis homenagear os 150 anos da unificação italiana. Após a reclamação, a equipe passou a utilizar "F150th Italia". Na sexta-feira, a Ford anunciou que retirou o processo contra o time de Maranello, mas, para evitar maiores problemas, o time decidiu mudar mais uma vez o nome do carro de Felipe Massa e Fernando Alonso. A Ferrari explicou também que batizou o carro desta forma para deixá-lo completamente italiano, sem influência inglesa no nome.

Tiranete Hugo Chávez chega ao Brasil dia 28 para reunião com Dilma

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, virá ao Brasil no próximo dia 28 e se reunirá com a presidente Dilma Rousseff. A reunião faz parte do acordo firmado ainda no governo do ex-presidente Lula para que os presidentes das duas nações se reúnam trimestralmente com o objetivo de reforçar a relação bilateral. Segundo a fonte, não haverá mudança de rumos na relação bilateral e o encontro servirá para aprofundar as parcerias entre Brasil e Venezuela. Ainda não há detalhes sobre a pauta de discussões entre Dilma e Chávez, já que ela começou a ser construída nos últimos dias. Um dos interesses conjuntos dos dois países em território nacional é a construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. A Petrobras e a PDVSA (empresa petrolífera da Venezuela) são sócias no empreendimento.

Em oito anos, 3.022 servidores federais são expulsos por corrupção

De janeiro de 2003 a fevereiro de 2011, um total de 3.022 servidores foram expulsos da administração pública federal por envolvimento em práticas ilícitas. Segundo levantamento divulgado pela Controladoria-Geral da União, no total, 2.589 foram demitidos, 252 foram destituídos de cargos em comissão e 181 tiveram suas aposentadorias cassadas. O principal motivo das expulsões foi a obtenção de vantagens, respondendo por 1.604 casos, o que representa 33,17% do total. A improbidade administrativa vem em seguida, com 959 casos (19,83%), e as situações de recebimento de propina somaram 294 casos (6,08%). O governo petista com isso quer dizer que é honesto e transparente, mas até hoje não concluiu nada sobre a petista Irenice Guerra. E nem falou nada sobre os mensaleiros.

Indústrias de suco de laranja assinam ajustamento de conduta

TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado entre a Louis Dreyfus Commodities, a Fischer S.A. (ex-Citrosuco), duas das quatro maiores indústrias de suco de laranja do País, e o Ministério Público do Trabalho de Ribeirão Preto (cidade localizada a 313 quilômetros de São Paulo) obriga as empresas a cumprir com obrigações trabalhistas e sociais que não atendiam aos colhedores. No acordo com a Louis Dreyfus, a Procuradoria do Trabalho de Ribeirão determinou que a empresa ofereça transporte com segurança e qualidade aos funcionários dos pomares da fazenda em Piratininga. Os trabalhadores têm de ter água potável e fresca em quantidade suficiente e locais para refeição com mesas e cadeiras. Segundo o Ministério Público do Trabalho, as obrigações constam da norma regulamentadora 31, mas não vinham sendo cumpridas pela empresa. Já o TAC feito com a Fischer obriga o pagamento, a partir da próxima safra, de adicional de 50% da hora em itinerário, que é o tempo gasto pelo empregado de casa até o local do trabalho (e vice-versa) no transporte oferecido pelo empregador. Também na próxima safra, a Fischer deverá pagar adicional de 50% dos minutos que antecedem ou sucedem a jornada. Segundo a investigação da Procuradoria de Araraquara, a empresa não efetuava a remuneração aos colhedores de laranja.

Cuba libertará mais um preso que rejeita degredo imposto pela ditadura comunista sanginária

Cuba libertará um dos cinco presos políticos que rejeitaram a condição de partir para o degredo, conforme previa um acordo entre o regime comunista da ilha e a Igreja Católica local, disse a Arquidiocese de Havana na sexta-feira. Esses presos fazem parte de um grupo de 52 dissidentes beneficiados pelo acordo do ano passado. Mas só 47 deles aceitaram partir para o degredo, a maioria na Espanha. A libertação dos outros cinco tem motivado uma campanha da Anistia Internacional. "Em continuidade com o processo de libertação de prisioneiros, informa-se que se decidiu pela soltura de Pedro Arguelles Morán", disse a Arquidiocese em nota. Outros quatro dissidentes que se recusam a deixar Cuba permanecem detidos, mas a Igreja afirma que estes também serão libertados. Arguelles, de 63 anos, foi detido em 2003 numa onda de repressão a dissidentes que ficou conhecida como Primavera Negra. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por acusações de subversão contra o regime.

Acusados de corrupção em comissões do Congresso ameaça a democracia, diz professor Roberto Romano

A volta de personagens envolvidos em escândalos de corrupção aos holofotes da cena política é um atentado à idéia de República, para Roberto Romano, professor de ética e filosofia política da Unicamp. Ele atribuiu o fato ao “anacronismo absolutista” da sociedade brasileira, em que há diferenças de direitos entre o cidadão comum e os ocupantes de cargos públicos. Nos últimos dias, réus em processos foram nomeados para comissões na Câmara dos Deputados. O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), réu no processo penal do Mensalão do PT, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça , uma das mais importantes da Casa. Paulo Maluf (PP-SP), procurado pela Interpol, Valdemar da Costa Neto (PR-SP), também réu no Mensalão do PT, e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no processo do Mensalão mineiro, foram escolhidos para integrar a comissão da reforma política. “Quem faz a lei não pode responder por uma acusação de desrespeitar a lei”, afirma Roberto Romano. Tais nomeações, diz, geram uma “ameaça ao Estado democrático de direito”: “A situação mostra a fragilidade da nossa República. É uma República quase de fachada".

Violência no mundo árabe pode levar petróleo a US$ 200,00 o barril

O preço do barril de petróleo pode dobrar e alcançar US$ 200,00 muito acima do recorde de US$ 147,00 de julho de 2008, caso a revolta no mundo árabe prossiga, adverte o ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Alan Duncan, na edição de sábado do jornal The Times. Duncan, especialista em petróleo, afirmou que o preço pode chegar a 250 dólares caso os extremistas aproveitem a instabilidade no mundo árabe para bombardear os reservatórios, oleodutos ou as reservas da Arábia Saudita. "Eu digo ao governo há dois meses, 200 dólares é possível se as coisas continuarem mal", declarou ao Times. O barril de petróleo fechou na sexta-feira com cotação acima de US$ 104,00 em Nova York, alimentando ainda mais o temor de que uma disparada dos preços da energia afetem a recuperação econômica mundial.

Argentina retoma Carnaval proibido pela ditadura há 35 anos

Os argentinos percorreram as estradas do país rumo aos centros turísticos para comemorar o Carnaval, proibido pela ditadura há 35 anos e restaurado pelo governo da presidente Cristina Kirchner. As bandas retornaram aos bairros de Buenos Aires e de outras grandes cidades, enquanto as estradas ficaram cheias de turistas que se dirigiram a balneários e a Gualeguaychú, localidade do nordeste argentino que nos últimos anos se transformou na "capital" nacional das festas. O "Carnaval federal da alegria", decretado em novembro pela peronista populista Cristina Kirchner, conta com músicos de 65 municípios de todo o país, o que disparou o turismo interno, como queria o governo. Os hotéis de Mar del Plata, a 400 quilômetros de Buenos Aires, e de outros balneários vizinhos, tiveram 80% de sua capacidade ocupada, enquanto localidades turísticas do centro e do nordeste do país superaram 60%, segundo operadoras de turismo. As festividades de Carnaval foram proibidas em 6 de junho de 1976 pelo então presidente Jorge Videla, atualmente condenado a prisão perpétua por crimes contra a humanidade e processado por roubo de bebês filhos de desaparecidos durante a ditadura.

Estre Ambiental compra a empresa Cavo do grupo Carmargo Correa e passa a faturar 1,1 bilhão de reais por ano

O jornal Valor Econômico deu “furo nacional” na sexta-feira, noticiando a compra da Cavo Engenharia Ambiental pela Estre Ambiental. A junção das duas empresas resulta no maior conglomerado nacional de limpeza, com uma receita estimada de R$ 1,1 bilhão. Dia a matéria assinada pela jornalista Vera Brandimarte: “Em intensas negociações que consumiram toda a madrugada, a Estre Ambiental, do empresário Wilson Quintella Filho, fechou a compra da Cavo Serviços e Saneamento, empresa de saneamento ambiental do grupo Camargo Corrêa. A operação, estimada em mais de R$ 500 milhões, foi estruturada e financiada pelo BTG Pactual”. No portfólio das empresas Estre Ambiental aparecem oito unidades, sendo elas: stre Ambiental (empresa que atua na gestão de resíduos e possui seis centros de gerenciamento de resíduos no Brasil - CGR Paulínia, CDR Pedreira, CGR Terrestre – Piaçaguera, CGR Guatapará, CGR Itapevi e CGR Fazenda Rio Grande). A Resicontrol é a empresa do grupo – Estre e AG Angra – que atua na gestão de resíduos industriais e urbanos, possuindo cinco unidades, sendo elas localizadas em Tremembé-SP, Sorocaba-SP, Paulínia-SP, Balsa Nova-PR, Americana-SP. Água & Solo é a empresa do grupo que atua com consultoria e auditoria ambiental e no diagnóstico e remediação de solos e águas. Oxil é a empresa que atua na manufatura reversa. Estação Ecologia é uma empresa que atua na reciclagem de resíduos da construção civil. E a Estrans é a empresa que atua na gestão de resíduos na Argentina. Pollydutos é a empresa que faz a instalação e manutenção de dutos para o transporte de gás, petróleo, gasolina e outros produtos destinados a geração de energia. Estre Petróleo e Gás é a empresa constituída para atuar em serviços de perfuração e recuperação de poços de petróleo e/ou gás com fornecimento de sondas terrestres, com atuação no Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. A Cavo Serviços e Saneamento S/A possui o percentual de 38% na empresa de propósito específico Logística Ambiental de São Paulo (Loga), uma das duas concessionárias que faz a coleta e destinação final do lixo urbano de São Paulo. Somente nos dois últimos anos de 2009 e 2010 o consórcio Loga faturou o valor total de R$ 575.380.237,25 dos cofres públicos da prefeitura de São Paulo. Ainda consta no portfólio da Cavo que a empresa detém 54% de participação na UTR – Unidade de Tratamento de Resíduos S.A (empresa que realiza o tratamento de resíduos de saúde em São Paulo) e ainda 49,99% de participação na empresa Essencis Soluções Ambientais, que possui as unidades de Essencis SP-CTR Caieiras e CTR Itaberaba, a Essencis PR- CTR Curitiba, a Essencis MG-CTR Betim, a Essencis RJ- CTR Magé, a Essencis SC-CTR Joinville, e a Essencis Manufatura Reversa (são todos aterros sanitários). Com a aquisição da Cavo Serviços e Saneamento S/A a empresa Estre Ambiental passa a ter uma receita anual de um bilhão e cem milhões de reais, e uma capacidade de atuação, além das áreas de energia, petróleo, gás e meio ambiente, na gestão de resíduos e na execução dos serviços de limpeza urbana de cidades brasileiras. Na área de serviços de limpeza urbana a Cavo Serviços e Saneamento S/A mantém contrato com a prefeitura de Curitiba. Com esta operação, houve um enorme incremento da concentração nos serviços de coleta e destinação final de lixo (aterros) no Brasil. O que antes era um cartel, composto por não mais de 12 empresas, agora está a caminho de se tornar um monopólio. O principal acionista da Estre é o empresário Wilson Quintela.

Alckmin negocia ampliar em R$ 15 bilhões o tamanho da dívida de São Paulo

O governo paulista negocia com o Tesouro Nacional autorização para ampliar em R$ 15 bilhões o tamanho da dívida do Estado. Segundo integrantes da administração, o objetivo é captar R$ 15 bilhões em novos empréstimos ao longo dos quatro anos do mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A contratação desses novos empréstimos depende, porém, de autorização do governo federal para ampliação do limite de endividamento do Estado de São Paulo. Hoje, o teto fixado para novas dívidas do Estado de São Paulo é de R$ 15 bilhões. O dinheiro seria destinado a obras no Estado, como as do Metrô e do Ferroanel. Atualmente, uma das preocupações no governo Alckmin é garantir recursos para uma meta ambiciosa de investimentos: R$ 80 bilhões em quatro anos. O secretário de Fazenda, Andrea Calabi, não quer falar sobre a articulação com o governo federal para o alcance do projeto. Integrantes do governo dizem que o Estado cumpre os requisitos necessários para ampliação do teto de endividamento. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida pode chegar até duas vezes o valor da receita líquida do Estado. Em São Paulo, essa proporção é de 1,53. Além disso, o serviço da dívida (como as despesas com amortização) consome anualmente menos de 11,5% da receita, que é outro limite fixado por lei.