terça-feira, 1 de novembro de 2011

Operários da arena de Pernambuco param obras e se juntam aos de Brasília

Menos de duas semanas após a Fifa divulgar a tabela oficial do evento, a Copa de 2014 enfrenta paralisações em dois estádios que serão usados no Mundial. Nesta terça-feira, os operários da Arena Pernambuco cruzaram os braços em protesto contra a demissão de dois colegas, além de acusarem o responsável pela segurança local de assédio moral. Eles se juntaram aos funcionários do Estádio Nacional de Brasília, o atual Mané Garrincha, que iniciaram greve na última quarta-feira por melhores condições de trabalho. O consórcio levou o caso à Justiça, que não conseguiu chegar a um acordo na segunda-feira, data da primeira audiência de conciliação. A saída judicial, aliás, também será realizada em Pernambuco. Em nota oficial, a Odebrecht, construtora à frente das obras (assim como em São Paulo e Salvador, por exemplo), pedirá que o movimento deflagrado seja declarado ilegal. "A paralisação é totalmente descabida, uma vez que está em plena vigência acordo coletivo de trabalho firmado com este mesmo sindicato no último mês de setembro. Acordo que vem sendo cumprido integralmente pela empresa", diz o comunicado. A Odebrecht acrescenta que a demissão da dupla de operários "é uma decisão legítima dela, a quem compete avaliar o desempenho de seus colaboradores". Localizada no município de São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife, a Arena Pernambuco só vai receber a Copa das Confederações, em 2013, caso consiga cumprir o cronograma, assim como o estádio da Fonte Nova, em Salvador. Rio, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza já estão previamente confirmadas.

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