sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Farmácia Popular de Lula vende remédio até para mortos

O Tribunal de Contas da União descobriu que farmácias credenciadas no programa "Aqui Tem Farmácia Popular", do governo federal, venderam remédios a pelo menos 17.258 mortos. O desvio, já comprovado, com as vendas fraudulentas, alcança R$ 1,7 milhão. O relatório dos auditores denuncia o completo descontrole do Ministério da Saúde na fiscalização das irregularidades. Muitos dos clientes que supostamente compraram os remédios a preços 90% mais baixos que os de mercado constam do Sistema de Óbitos do Ministério da Previdência há mais de dez anos. O documento cita diversos outros indícios de golpe. Em sua defesa, o Ministério da Saúde alegou que as vendas a mortos não chegam a 0,1% do total do programa. A auditoria foi feita por amostragem.

Empresa de auditoria receberá R$ 1 milhão do banco Panamericano

A Deloitte, auditoria dos balanços do Banco Panamericano, deverá receber R$ 1,139 milhão este ano pelos serviços prestados à instituição. O valor representa um acréscimo de 23% em relação aos R$ 925 mil pagos no exercício 2009. As informações constam de um documento enviado pelo Panamericano à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início deste ano. O chamado Formulário de Referência é uma exigência da autarquia para todas as companhias de capital aberto do País. O banco controlado pelo Grupo Silvio Santos lançou ações na Bolsa de Valores de São Paulo no fim de 2007. A Deloitte tem sofrido pesadas críticas por não ter detectado as fraudes contábeis que provocaram o rombo de R$ 2,5 bilhões no Panamericano. O Panamericano também conta com um comitê interno de auditoria, composto, na ocasião em que o Formulário de Referência foi enviado à CVM, por três pessoas: o advogado Carlos Corrêa Assi e os técnicos em contabilidade Jayr Viegas Gavaldão e José Roberto Skupien. O comitê foi criado em agosto de 2008 e, segundo o documento, cada integrante tem mandato de dois anos. As despesas com esse comitê não estão explicitadas no texto. O Conselho Fiscal, ao qual se subordina o Comitê de Auditoria, tem quatro integrantes e despesa prevista para 2010 de R$ 190,8 mil, praticamente o dobro dos R$ 99 mil do exercício 2009.

Palocci é cotado para assumir Ministério das Comunicações

A presidente eleita Dilma Rousseff ouviu sugestões, dentro do governo, para pôr Antonio Palocci no comando do Ministério das Comunicações, hoje dirigido pelo PMDB. A idéia de Dilma é turbinar a pasta, que abriga o Plano Nacional de Banda Larga e regulamenta as concessões de rádio e TV. A proposta de puxar Palocci para as Comunicações coincide com a decisão do PT de reivindicar para sua cota não apenas esse latifúndio como também a Saúde, hoje nas mãos do PMDB, além de pedir a retomada do Ministério das Cidades. Embute, ainda, o desejo de melhorar o relacionamento com a imprensa, desgastado no governo de Lula. Nos bastidores do Planalto, o comentário é o de que o ex-ministro da Fazenda, dono de estilo discreto e jeitoso, pode atuar como uma espécie de "embaixador" e fazer pontes entre o governo e a mídia. Palocci é aquele que foi demitido por Lula do Ministério da Fazenda quando a direção da Caixa Econômica Federal, subordinada a ele, estuprou a conta bancária do jardineiro Francenildo Santos, que havia deposto contra Palocci na CPI dos Correios.

IBGE diz que Rio Grande do Sul tem a menor taxa de casamentos do País

O Rio Grande do Sul tem a menor taxa de casamentos do País, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IBGE considera o número de uniões para cada 1 mil habitantes. Em 2009, o índice foi de 4,4%. Foram 37.466 casamentos nos cartórios gaúchos, 418 a menos que no ano anterior. Em Porto Alegre, também caiu o número. Foram 74 a menos. O supervisor de informações do IBGE no Rio Grande do Sul, Ademir Koucher, observa que o mês com mais casamentos é dezembro, apesar da tradição de que as noivas preferem maio. A taxa de casamentos mais alta é a do Acre: 11%, quase o dobro da média nacional. No Brasil, o número de uniões caiu 2% em 2009, após seis anos de expansão.

Exportações do agronegócio batem novo recorde

As exportações do agronegócio nos últimos doze meses superaram um recorde histórico. Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os embarques do setor no período entre novembro de 2009 e outubro deste ano já somam US$ 73,88 bilhões. A dois meses do final de 2010, a previsão é de que o total exportado em 2010 ultrapasse US$ 74 bilhões. Em outubro, as vendas externas do agronegócio chegaram a US$ 6,99 bilhões, representando aumento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é o maior na série do décimo mês do ano. As importações aumentaram 24,1%, chegando a US$ 1,19 bilhão. Como resultado, o superávit da balança comercial foi de U$ 5,79 bilhões. Entre os setores que mais contribuíram para o avanço das exportações agropecuárias estão o complexo sucroalcooleiro (44,1%), café (62%), sucos de frutas (50,3%), animais vivos (58,8%) e complexo soja – farelo, grão e óleo – (28%). Neste último, as vendas totalizaram US$ 984 milhões. O valor exportado dos grãos, principal item da pauta do complexo, aumentou 38,3% em relação ao registrado em outubro de 2009 (de US$ 310 milhões para US$ 429 milhões). O volume comercializado para o Exterior aumentou 41,5% e os preços foram 2,2% inferiores. A receita das exportações de carnes aumentou 6,4%, passando de US$ 1,139 bilhão, em outubro de 2009, para US$ 1,213 bilhão, em outubro de 2010. A venda de carne bovina "in natura" foi o destaque, sendo 20,6% superior. A arrecadação com o produto, há um ano, foi de US$ 286 milhões e saltou, no último mês, para US$ 345 milhões. O valor das vendas para o Exterior do complexo sucroalcooleiro passou de US$ 1,011 bilhão para US$ 1,457 bilhão, resultado do aumento dos preços e das quantidades embarcadas de açúcar (17,6% e 33,4%, respectivamente). O valor exportado da commodity totalizou US$ 1,348 bilhão, 56,9% superior a 2009, e o do álcool diminuiu 28,3%, totalizando US$ 109 milhões. Na análise por país destaca-se o crescimento das vendas, em outubro, para: Indonésia (245,2%), Egito (161,4%), Irã (121,5%), Tailândia (84,6%), Espanha (79,7%), Japão (66,6%), Bélgica (65,7%), Coréia do Sul (51,1%); e Arábia Saudita (42,4%).

TSE libera ficha-suja e tira vaga do PT na Câmara dos Deputados

O Tribunal Superior Eleitoral liberou a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Mansur (PP-SP), que havia sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A decisão dá a Mansur uma cadeira na Câmara dos Deputados e tira uma vaga do PT, a do petista Vanderlei Siraque. A medida faz com que os 65 mil votos recebidos por Mansur em 3 de outubro sejam considerados válidos. A bancada paulista do PP na Câmara passa a ter três deputados, e a do PT cai para 23. Siraque havia obtido a cadeira por conta da expressiva votação recebida pelo humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca. Ao obter 1,3 milhão de votos para a coligação que reuniu o PR e PT em outubro, Tiririca permitiu a eleição de Siraque, que atualmente é deputado estadual. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo considerou Mansur como "ficha-suja" pois em 2004 o deputado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo sob a acusação de abuso de poder político nas eleições de 2000. Segundo a decisão de 2004, Mansur usou dinheiro público para imprimir e distribuir panfletos para promover sua reeleição à Prefeitura de Santos em 2000. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo declarou que essa condenação tornava o deputado inelegível até 2012 e indeferiu a candidatura dele. Mansur recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral. Ali, o ministro Arnaldo Versiani, relator do processo, fez uma interpretação da Lei da Ficha Limpa diferente. Para Versiani, pelo texto da lei, a condenação do Tribunal de Justiça paulista tornou o deputado inelegível até 2008, e assim liberou a candidatura dele. O Ministério Público e Nobel Soares (PSOL-SP), autor da impugnação contra Mansur, ainda podem recorrer contra a decisão ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Ainda há no Tribunal Superior Eleitoral casos de políticos considerados "fichas-sujas", como Paulo Maluf (PP-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que poderão alterar as bancadas na Câmara dos Deputados.

Ministério Público Federal inicia investigação de crime no banco PanAmericano

O Ministério Público Federal informou nesta sexta-feira que instaurou inquérito criminal na quinta-feira para apurar eventuais crimes relacionados aos recentes fatos noticiados a respeito do banco PanAmericano, pertencente ao grupo Silvio Santos e à Caixa Econômica Federal, e para acompanhar a fiscalização do Banco Central sobre a instituição financeira. Segundo o Ministério Público Federal, os procuradores Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Anamara Osório Silva são os responsáveis pela condução do procedimento investigatório criminal. Na quarta-feira o Banco Central havia comunicado ao Ministério Público Federal que havia indícios de crime no caso da instituição, praticados pelo grupo Silvio Santos e a Caixa Econômica Federal. O diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Alvir Hoffman, havia afirmado que "tudo indica que a investigação vai redundar em algo para o Ministério Público", em referência à Lei do Colarinho Branco. Até então, as investigações estavam na esfera administrativa. O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que deve colocar R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona "inconsistências contábeis". O Banco Central descobriu que o banco PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio, durante a administração compartilhada com a Caixa Econômica Federal. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário. Se quebrasse, a Caixa Econômica Federal teria um tremendo prejuízo. A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao Fundo Garantidor de Créditos, no "Proezão" que o governo petista e de Lula arrumou para o banco. O Banco Central caiu em cima de pelo menos seis bancos pequenos para averiguar como eles contabilizam as carteiras vendidas a outras instituições, após descobrir fraude no PanAmericano. O Banco Central precisa fazer investigações em Porto Alegre, nas operações de aquisições de carteiras de crédito que foram realizadas no Rio Grande do Sul.

Agora é o ápice, sai gibi de Lula, de gráfica contratada do Ministério da Educação


A Editora Sarandi, cujo principal cliente é o Ministério da Educação, do qual o chefe é Lula, acaba de lançar a vida do companheiro em quadrinhos. O texto é de Toni Rodrigues, autor dos livros infantis, e os desenhos, do argentino Rodolfo Zalla. A Sarandi arranjou um bom pretexto para transformar Lula em personagem de gibi: o lançamento da coleção “História do Brasil em Quadrinhos”. Não há qualquer interesse em disfarçar o caráter oficialista do negócio. A saga termina afirmando que o futuro de Lula ainda é uma página em branco, sugerindo a sua volta. No arremate, uma mensagem do próprio, tratando a si mesmo como um símbolo do povo brasileiro. É uma cascata política autopromocional. Foram impressos 37 mil exemplares, a R$ 4,50 cada. Na última vez em que se decidiu transformar Lula em “produto cultural”, o resultado foi um fiasco: o filme “Lula, O Filho do Brasil”. O título do gibi segue a pegada da megalomania nacionalista: “Luiz Inácio Brasileiro da Silva”.

Narcoterroristas da Colômbia saúdam eleição de Dilma

A organização Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, grupo terrorista e traficante de cocaína) saudou a eleição de Dilma Rousseff no Brasil. O texto foi divulgado pela Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), porta-voz dos facínoras colombianos. Leiam a íntegra: "Compatriota Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, Daqui, das montanhas da Colômbia, nossa cordial saudação, bolivariana, com o anseio de Pátria Grande. Permita-nos aderir à justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes pelo feito relevante de ter, pela primeira vez na história do Brasil, uma presidenta, uma mulher ligada desde sempre à luta por justiça. Presidenta Dilma, para você, nosso aplauso e reconhecimento. Sua ascensão à Presidência da República Federativa, somada à sua pública convicção da necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia, centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social. Estamos certos de que a nova Presidência do Brasil terá papel determinante na construção da paz regional e na fraternidade dos povos do continente. Atenciosamente, Secretariado do Estado Maior das Farc. O texto diz um pouco mais do que parece. Notem que a narcobandidagem alude à “convicção pública” de Dilma de que é preciso haver uma “saída política para o conflito interno da Colômbia”. O que isso quer dizer? O governo Lula não chega a ser um Hugo Chávez, que reconhece as Farc como “força beligerante”, isto é, como um movimento que luta por uma causa legítima. Mas também se nega a admitir o caráter terrorista do grupo, ainda que seus métodos falem por si mesmos. As Farc praticam atentados contra alvos civis e militares, seqüestros, extorsões, assassinatos e mantêm campos de concentração na floresta, onde estão centenas de “prisioneiros”, submetidos a condições subumanas. Sua principal fonte de financiamento é o tráfico internacional de drogas, a cocaína e o crack. A despeito disso, mais de uma vez, Lula exortou os “companheiros” a aderir à luta política, a se converter em “força democrática”. E, vejam só!, usou o PT como exemplo a ser seguido, como se as Farc tivessem hoje outra pretensão que não a de ser um elo na cadeia do narcotráfico. Movimento originalmente marxista, que aderiu à luta armada, a ideologia é só a fachada que lava a real atividade do grupo, a droga. No dia 1º de março de 2008, forças colombianas atravessaram a fronteira do Equador e atacaram um acampamento das Farc instalado naquele país, com a concordância do governo do filoterrorista Rafael Correa. Na operação, morreu Raul Reyes, um dos principais líderes do grupo. O Brasil, por intermédio do megalonanico Celso Amorim, liderou os esforços para condenar o então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, como se o continente não estivesse diante de um escândalo: um país dava apoio logístico a um grupamento terrorista. À época, Marco Aurélio "Top Top" Garcia, que chegou a participar de uma daquelas expedições organizadas por Chávez para “resgatar reféns” (uma pantomima), concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Figaro em que afirmava que o Brasil era “neutro” sobre o caráter terrorista ou não das Farc. Naquela operação de 2008, a Colômbia apreendeu dois laptops que eram usados por Reyes. Neles, havia troca de e-mails com seus comandados dentro e fora da Colômbia. Um deles era do tal “Padre Olivério Medina”, que mora no Brasil na condição de refugiado político. Numa das conversas, Medina diz ao interlocutor que sua mulher, a brasileira Angela Maria Slongo, seria contratada pelo governo federal, numa operação destinada a “protegê-la”. De fato, ela foi para a Secretaria de Pesca. Quem assinou a contratação foi Dilma Rousseff, esta cuja eleição é agora saudada. Medina é um homem importante na hierarquia do terror. Entre os e-mails, havia um outro em que se listavam aqueles que eram considerados os “amigos” das Farc no Brasil, a saber: José Dirceu, Roberto Amaral, Gilberto Carvalho, Erika Kokay, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Perly Cipriano (da Secretaria de Direitos Humanos), Paulo Vannuchi e Selvino Heck, assessor de Lula.

Conselho Nacional de Justiça decide que Tribunal de Justiça gaúcho pagou R$ 1,4 bilhão ilegalmente

Decisões administrativas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul permitiram o pagamento irregular de R$ 1,4 bilhão nos salários de juízes, desembargadores e técnicos do Judiciário. A conclusão faz parte de decisão do Conselho Nacional de Justiça, que decretou a nulidade de atos administrativos do tribunal, os quais inflaram a folha de pagamentos da magistratura gaúcha entre 1994 e 2009. Na última terça-feira, por unanimidade, os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça aprovaram o voto do relator José Adônis Callou de Araújo Sá e interromperam definitivamente os pagamentos irregulares. Estavam recebendo os pagamentos cerca de 800 juízes e desembargadores e 7.000 técnicos do Judiciário. As irregularidades começaram quando o Plano Real foi implantado. No momento da conversão da URV (Unidade Real de Valor) para a nova moeda, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul desobedeceu a medida provisória 434/94, mais tarde transformada na lei nº 8.880/94. Em vez de fazer a conversão usando a média salarial dos quatro meses anteriores a 1º de março de 1994 para definir os salários, como determinava a lei, o Tribunal de Justiça fez o cálculo tendo como base 29 de maio daquele ano. Assim, juízes e desembargadores tiveram os salários aumentados em 10,62%. Depois, dois atos administrativos, um de 1998 e outro de 2004, retroagiram a data da conversão para fevereiro de 1994, o que elevou em mais 16,12% a folha de pagamentos dos magistrados. Conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo apurou, em alguns casos, o extra já ultrapassou R$ 400 mil por juiz. A decisão do Conselho Nacional de Justiça amparou-se em relatório de técnicos do Tribunal de Contas da União de 2009. Como os pagamentos das restituições aos juízes já estavam suspensos por uma liminar do próprio Conselho Nacional de Justiça, a decisão afeta os montantes ainda não desembolsados referentes a juros de mora para os juízes e correções monetárias para os demais servidores. Apesar da ilegalidade, os juízes e funcionários não serão obrigados a devolver o dinheiro.

OAB responde no Cade por tabelar honorários

A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça pediu, no dia 4 de novembro, a abertura de um processo administrativo contra a OABrasil no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O motivo é a fixação de valores míninos para a cobrança de honorários pelos advogados, feita em tabelas divulgadas anualmente pelas seccionais estaduais. Segundo a secretaria, a prática mostra indícios de cartelização e “restrição injustificada da concorrência”, por determinar pisos para cada tarefa. O Cade rejeitou um pedido semelhante há 12 anos. Por unanimidade, os conselheiros entenderam que as tabelas de honorários eram meramente indicativas, e que não havia indícios de infração à ordem econômica. O acórdão foi assinado pelo então presidente do órgão, Gesner Oliveira, em 28 de janeiro de 1998. Mas o colegiado pediu que o Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas fizesse um levantamento de tabelas de honorários e restrições à atuação de profissionais liberais em todo o País. Além do Conselho Federal da OAB, as seccionais de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Goiás também foram investigadas. Elas, no entanto, não figuraram no pólo passivo do pedido, porque a Secretaria de Direito Econômico atribuiu o controle da prática apenas ao Conselho Federal. O parecer da Secretaria de Direito Econômico se baseia em denúncia apresentada em 2005 pelo promotor André Luis Alves de Melo, do Ministério Público de Minas Gerais, e que levou a uma investigação que durou cerca de quatro anos. Segundo ele, a OAB pune advogados que cobram valores inferiores aos previstos nas tabelas, o que viola a livre concorrência. Ele defende que as tabelas deixem de usar o termo “mínimo” e adotem a expressão “referencial” em relação aos valores. Também propõe que os honorários cobrados em separações, divórcios e inventários não dependam mais do valor dos bens envolvidos. A diretoria da OAB nacional contesta as afirmações. Segundo o presidente do Conselho Federal, Ophir Cavalcante Junior, a entidade não impõe a prática dos honorários pré-fixados, mas publica as tabelas apenas como referência. “As seccionais estabelecem parâmetros mínimos que são apenas uma sugestão, um indicativo, em função de não se permitir a depreciação da profissão”, diz. É o que reforça o secretário-geral da entidade, Marcus Vinicius Coelho. “Não há qualquer julgado do Tribunal de Ética do Conselho Federal que tenha punido advogados pela prática de preço inferior ao das tabelas”, garante: “O valor serve apenas de referência aos juízes no arbitramento de honorários das causas". Cartelização no lixo, que é bom, esses membros do Cade não examinam, e aí ficam mexendo com abobrinhas, como a tabela de honorários da OAB.

União assumirá prédio da Ulbra de Tramandaí

A União informou nesta quinta-feira à Justiça do Trabalho de Canoas (RS) que assumirá o prédio do Hospital da Ulbra de Tramandaí, no Litoral Norte, e o edifício-garagem em Porto Alegre. A unidade de saúde será administrada pela prefeitura do município litorâneo, a fim de evitar o fechamento da entidade. A posição da União atendeu à decisão do juiz Luiz Fernando Bonn Henzel, da 3ª Vara do Trabalho de Canoas, o qual questionou a intenção inicial da União em adjudicar um prédio de garagens em Porto Alegre e permitir o leilão, e consequente fechamento, do Hospital de Tramandaí. De acordo com a Justiça, ainda será tratada a forma de liberação do valor. Cada um dos prédios foi avaliado em cerca de R$ 14 milhões. A quantia será utilizada para quitar os débitos trabalhistas da Ulbra com seus professores.

Pane no radar obriga avião da Iberia a voltar com o peremptório Tarso Genro a São Paulo

A aeronave da companhia Iberia que fazia o vôo 6820, com destino a Madri (Espanha), precisou retornar ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), no final da noite desta quinta-feira, após apresentar problemas técnicos. No vôo estava a comitiva do governador eleito do Rio Grande do Sul, o peremptório Tarso Genro (PT). Um dos integrantes da comitiva tuitou que o avião teve uma falha no radar após uma hora de vôo. Segunda a Infraero, o Airbus A340 decolou às 22h13, mas com cerca de uma hora de vôo a tripulação constatou o problema. Por medida de segurança, o avião retornou ao aeroporto. O pouso aconteceu às 23h53. Essa aeronave Airbus é do mesmo tipo da AirFrance que caiu no oceano Atlântico matando todos os passageiros e tripulantes, por conta de um defeito justamente no radar.

Governadora Yeda Crusius condecora Paixão Côrtes e ministro Gilson Dipp

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), homenageou nesta quinta-feira, no Palácio Piratini, duas personalidades gaúchas que se destacaram no desempenho de suas atividades e tornaram-se merecedores da gratidão, do reconhecimento do Estado e da comunidade gaúcha. Foram contemplados, com a outorga da Comenda da Ordem do Ponche Verde, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp e, com a medalha Simões Lopes Neto, o escritor e folclorista, João Carlos D'Aviva Paixão Côrtes. "É uma solenidade que representa muito para o nosso Estado, pois significa o reconhecimento do gaúcho. Na cultura, nossa celebração está na expressão autêntica do gaúcho, na figura de Paixão Cortes. No campo da Justiça, nosso reconhecimento público a uma atividade desempenhada de forma brilhante pelo ministro Gilson Dipp, dignificando o Judiciário brasileiro", afirmou a governadora. A medalha Simões Lopes Neto foi instituída por decreto em 1972. É concedida a personalidades que se distinguem por atuação excepcional no campo da cultura, artes, letras, ciências, educação e magistério. É o caso de Paixão Côrtes, ícone da cultura gaúcha, modelo do monumento "Laçador", símbolo de Porto Alegre. O folclorista também é o idealizador da "Chama Crioula", do "Candeeiro Crioulo" e idealizador da "Semana Farroupilha". "É um momento de júbilo da nossa cultura, justamente porque sempre busquei minha inspiração e formação em Simões Lopes Neto", afirmou Paixão Cortes, emocionado, ao receber a condecoração. Gilson Dipp considerou a iniciativa uma homenagem ao Judiciário brasileiro, uma vez que, seu desempenho como corregedor foi considerado modelar em atividade vulnerável no País: "O gaúcho é comedido em homenagens. O reconhecimento público de uma atividade pouco simpática, significa demonstrar que o Judiciário brasileiro avançou, através do diálogo, de um trabalho de visibilidade, transparência, adotando medidas concretas que beneficiaram à população", comentou ele. A Ordem do Poncho Verde foi instituída também há 38 anos, para homenagear personalidades nacionais e estrangeiras, que por motivos relevantes, seja pela ação ou devotamento à causa do bem comum, da paz, da fraternidade, se tornem dignas de gratidão e reconhecimento do Estado e do povo.

Diretor do STF afirna que não há delírio em reajuste de 56% ao Judiciário

O diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Alcides Diniz, afirmou nesta quinta-feira que "não há delírio algum" na proposta de reajuste do Poder Judiciário da União em 56%. Segundo ele, a implantação deve impactar em R$ 6,7 bilhões os cofres públicos, beneficiando 107 mil servidores, incluindo aposentados, inativos e pensionistas. A afirmação rebate a crítica do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que afirmou esta semana que falar em um aumento de 50% com uma inflação de 5% é "meio delirante". Diniz também afirmou que entende a posição do ministro do Planejamento: "Ele é gestor, tem que ficar em posição de defesa. Ele está cumprindo seu dever e nós o nosso. Se algo não for feito, o Judiciário vai entrar em colapso". Alcides Diniz afirmou que a expectativa é que a negociação com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) ocorra ainda este ano. Segundo o diretor-geral do Supremo, o aumento não é destinado à recomposição de perdas inflacionárias, e sim para manter em seus quadros os funcionários que preferem migrar para outras carreiras em busca de melhores salários: "Hoje, o Judiciário não consegue manter seus quadros de pessoal em função da defasagem da remuneração, que está muito aquém de outras carreiras públicas no Executivo, no Legislativo e no Tribunal de Contas da União". O último reajuste dos servidores do Judiciário, de cerca de 50%, foi concedido em 2006 e pago em seis parcelas semestrais.

Governo de Yeda Crusius já concluiu em tempo recorde a ponte nova de Agudo

Já foram concluídas as obras da ponte de aço de Agudo, no Interior do Rio Grande do Sul. Agora a data para inauguração da obra só depende da agenda da governadora Yeda Crusius (PSDB). A ponte de Agudo é uma obra inédita da engenharia gaúcha. Ela custou R$ 40 milhões. Jamais uma ponte de 420 metros de comprimento foi construída em tão pouco tempo no Rio Grande do Sul. Foram onze meses desde que a ponte antiga caiu até ficar pronta a nova, que será entregue em dezembro.