sábado, 23 de outubro de 2010

Médico que atendeu Serra pede retratação de Lula

O médico Jacob Kligerman, que atendeu o candidato tucano José Serra depois de o presidenciável ter sido atingido nesta semana por um objeto na cabeça, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, disse que espera uma retratação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente afirmou que tudo não passou de uma farsa e insinuou que o médico teria participado da fraude. Jacob, que é amigo pessoal de Serra, disse que, embora já tenha acionado seu advogado, aguarda um pedido de desculpas de Lula. "Aquilo não foi uma farsa, aquilo foi um atendimento médico. Eu senti a minha dignidade ofendida, pois eu estava praticando um ato médico. Tudo aquilo que eu disse no dia do acidente ocorreu. Eu quero uma retratação, pois minha dignidade médica foi ferida", disse. "O presidente merece respeito e eu também. Sou membro da Academia Nacional de Medicina. Pertenço a várias entidades estrangeiras da minha especialidade, portanto, seria muito difícil eu me prestar a ser partícipe de uma farsa", acrescentou Kligerman, que é oncologista e especialista em cabeça e pescoço. Ao condenar o que chamou de "factóide", Lula lembrou que Kligerman foi nomeado diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca) quando Serra foi ministro da Saúde. O médico se defendeu dizendo que foi diretor por merecimento. "O cargo não me foi dado politicamente, me foi dado por merecimento. Quando fui nomeado, eu era funcionário da instituição há 35 anos", afirmou o oncologista, que conhece o tucano há 40 anos. "Ele me procurou porque além de amigos, sou a referência médica dele na cidade. O fato de eu ser oncologista não me tira a experiência como médico em geral. Depois de examiná-lo, o encaminhei para outro hospital Samaritano justamente para fazer exames. Ele tinha de procurar os amigos. Iria procurar os inimigos?", questionou o médico, completando. "Outro que ele poderia procurar é o Paulo Niemeyer, referência na área neurológica, mas ele está fora do País".

Aécio Neves acusa que Lula virou "líder de facção política"

O ex-governador de Minas Gerais e senador eleito pelo PSDB no Estado, Aécio Neves, lamentou a postura do presidente Lula no episódio de agressão ao candidato tucano à Presidência, José Serra, na quarta-feira, no Rio de Janeiro. "O presidente se despe da condição de chefe de Estado para virar líder de facção política", acusou Aécio Neves, ao chegar a Teresina (PI) acompanhado pelo secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, para reforçar a campanha de Serra e do candidato tucano a governador do Piauí, Sílvio Mendes. "As agressões contra Serra são lamentáveis. A democracia pela qual tanto lutamos é um patrimônio maior que uma eleição ou um grupo político. O presidente da República, ao reagir de forma ofensiva a um candidato que foi efetivamente agredido, ao adentrar em discussões ou análise de relatórios da Polícia Federal de forma absolutamente equivocada, violenta as instituições de Estado, como vem fazendo em favor de sua candidata", disse ele.

TSE libera acesso à pesquisa Vox Populi para o PSDB

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou na tarde de sexta-feira o pedido impetrado pela coligação "O Brasil Pode Mais", do presidenciável José Serra (PSDB), e concedeu o acesso a planilhas e relatórios da mais recente pesquisa Vox Populi de intenções de voto, divulgada na na última terça-feira. A mostra, encomendada pelo portal iG, apontou a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, 12 pontos porcentuais à frente de Serra neste segundo turno. O resultado foi criticado pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que questionou a validade da pesquisa e a credibilidade do instituto.

Geraldo Alckmin diz que Lula dá mau exemplo ao "incitar violência"

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na sexta-feira que o presidente Lula dá "mau exemplo" e "incita a violência" ao não recriminar a agressão sofrida pelo candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, na última quarta-feira, durante campanha no Rio de Janeiro. Na opinião de Alckmin, ao ironizar o episódio, o presidente Lula "zomba da lei" e "faz piada com coisa séria". Em relação ao segundo turno das eleições presidenciais, Alckmin afirmou que no partido há clima de otimismo, pois pesquisas internas indicam empate, com a liderança de Serra em muitas capitais e Estados. "O que vemos é uma disputa acirrada, onde o Serra tem todas condições de ganhar as eleições".

"Não vamos nos intimidar", diz Serra na TV após tumulto

Após a polêmica sobre a agressão sofrida no Rio de Janeiro na última quarta-feira, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, usou na tarde de sexta-feira seu programa eleitoral na TV para enviar um recado à adversária petista Dilma Rousseff: "Não vamos nos intimidar." Com depoimentos de testemunhas e imagens da caminhada no Rio de Janeiro, a campanha usou praticamente todo o espaço para explorar o incidente e criticar os comentários do presidente Lula e da campanha petista. "Esse não foi mais um acidente de campanha, foi simbólico. Não é a primeira vez e não foi só nesta eleição", reforçou Serra. A campanha trouxe os depoimentos do pastor evangélico Paulo César Gomes, do médico que atendeu Serra, Jacob Kligerman, e da entrevista do perito Ricardo Molina à TV Globo. "Serra foi atingido duas vezes por objetos diferentes", afirmou o perito. A campanha listou os episódios em que petistas teriam agredido adversários, como o de 2000, em que o ex-governador Mário Covas foi agredido por manifestantes, e uma tentativa de impedir Serra de fazer campanha em 2004, quando disputava a Prefeitura de São Paulo, além de um discurso do ex-ministro José Dirceu em que diz que os tucanos "têm que apanhar na rua e nas urnas". "O Brasil precisa escolher um presidente que respeite a democracia", afirmou a apresentadora. 

ALL planeja investir R$ 700 milhões em 2011

A América Latina Logística (ALL) planeja investir R$ 700 milhões e registrar um crescimento nos volumes transportados de 10% em 2011, informou o presidente da companhia, Paulo Basílio. A estimativa não considera os novos projetos em estudo pela empresa, como o de transporte de minério de ferro no Mato Grosso do Sul e o do uso da malha ferroviária da companhia para transporte de contêineres. "Os projetos estão evoluindo e esperamos anunciar ao mercado novidades sobre um dos dois ainda este ano", afirmou o executivo, após participar da cerimônia que marcou o ingresso da ALL no Novo Mercado, segmento da BM&FBovespa que prevê práticas mais rigorosas de governança corporativa. Por uma questão regulatória, que exigia das empresas do setor a figura de um controlador com mais de 50% das ações com direito a voto, a ALL não podia fazer parte do Novo Mercado. A restrição acabou sendo flexibilizada no ano passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo Basílio, a entrada no Novo Mercado e o fim das limitações na estrutura de capital facilitam a estratégia de crescimento da companhia.

Berlusconi promete resolver crise do lixo em Nápoles em dez dias

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, prometeu na sexta-feira resolver a crise na coleta do lixo que afeta a província de Nápoles, no sul do país, em até dez dias. O primeiro-ministro culpou a má gestão da concessionária local e disse que a Defesa Civil assumirá a coleta. Segundo Berlusconi, o governo investirá 14 milhões de euros para coleta de lixo na região. Nos últimos dias, moradores de Terzigno entraram em confronto com a polícia para impedir o despejo de lixo em um lixão da cidade. Eles protestam contra as más condições do aterro, bem como os planos de abrir um local similar no Parque Nacional do Vesúvio.

Serra afirma que há uma crise nas pesquisas de intenção de voto

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) afirmou que há "uma crise nas pesquisas" de intenção de voto no País. Serra afirmou, em Porto Alegre, na sexta-feira, que as pesquisas têm errado "fragorosamente". "As pesquisas erraram incrivelmente no primeiro turno, o Ibope errou até na pesquisa de boca de urna. Há institutos sérios, como o Datafolha, e institutos menos sérios, que são mais alugados por partidos e por governos, como o Vox Populi. Mas hoje tá todo mundo meio perdido nessa matéria", afirmou Serra. Perguntado se poderia "virar" a tendência, mostrada por pesquisas de intenção de voto, que apontam a vitória de Dilma, o tucano disse que "não se vira resultado das pesquisas", mas "ganha-se o voto das pessoas".

Tucanos comparam práticas do PT ao fascismo e querem punição judicial a Lula

A coligação do presidenciável José Serra (PSDB) vai entrar com representação na Procuradoria Geral da República contra Sandro Cezar, conhecido como Sandro "Mata Mosquito", candidato derrotado a deputado estadual pelo PT, e contra o diretor do SindSaúde, José Ribamar de Lima (veja na foto os dois abraçadinhos a Lula). A representação é para que a Procuradoria instaure um inquérito e puna os responsáveis pela organização da passeata que resultou em tumulto e agressões contra Serra na última quarta-feira, durante caminhada no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. Durante a caminhada, militantes do PSDB foram agredidos por baderneiros nazi-petistas chefiados pelos dois petistas. Serra foi atingido na cabeça por uma bobina de adesivo jogada contra ele. A representação acusa os dois de terem impedido a campanha de Serra de fazer propaganda eleitoral, prevista na lei, sem entrar no mérito da agressão. Aloysio Nunes, senador eleito por São Paulo, anunciou as medidas. "A versão do PT já foi completamente pulverizada pela análise das imagens. Fato incontestável foi que uma manifestação pacífica foi totalmente hostilizada e interrompida por uma tropa de choque", afirmou ele. Aloysio ainda comparou o episódio com o fascismo italiano: "Esta é uma tecnologia patenteada pelos fascistas na Itália do século 20, trocar o debate de idéias por porrada nos adversários".

Grupo de trabalho encontra ossos que podem ser de guerrilheiro do Araguaia

Foram encontrados na sexta-feira restos mortais em um cemitério no interior do Tocantins apontado como o local do sepultamento de um guerrilheiro do Araguaia. Os ossos estavam no cemitério de Xambioá (TO) e havia indícios de uma corda nos tornozelos. A cova foi apontada por coveiros da região como o local que teria os restos mortais de um guerrilheiro do PCdoB, que montou atividade terrorista na região na segunda metade da década de 60, antes da edição do AI5. As buscas do Grupo de Trabalho Tocantins começaram no cemitério no mês passado e desde segunda-feira se concentram na cova encontrada. Os trabalhos foram suspensos na tarde de sea-feira em razão de uma forte chuva. O corpo ainda está na sepultura, com terra para ser retirada. Não há prazo para quando os ossos serão examinados por legistas. Para a representante de familiares desaparecidos da comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos do governo federal, Diva Santana, o achado foi considerado um avanço nas buscas. "Ainda é preliminar porque é apenas um indício e deverá passar por uma análise técnica. Havia uma corda próxima, no que seria para amarrar braços ou tornozelos. Não acreditamos que é um alarme falso porque no caso desse corpo um coveiro informou que ali estaria enterrado um guerrilheiro", disse.

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Senado da França aprova polêmica reforma previdenciária

O Senado francês aprovou em votação final na sexta-feira a controversa reforma previdenciária que causou uma série de greves e protestos em toda a França. Os senadores aprovaram por 177 votos a favor e 153 contra a reforma que eleva de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria, depois que o governo usou uma medida especial para acelerar o processo de votação. O projeto ainda precisa que uma comissão parlamentar mista aprove as mudanças do texto original, antes que o conselho constitucional, a maior autoridade constitucional da França, dê a aprovação final. A reforma do sistema de aposentadorias na França, que é alvo de uma forte reação sindical  nas ruas, baseia-se no aumento da idade mínima para ter direito a se aposentar e para receber uma pensão integral, medidas adotadas por outros países europeus. A idade mínima passará de 60 para 62 anos a partir de 2018. Os anos de contribuição para receber a aposentadoria integral passarão de 40,5 a 41 em 2012 e 41,3 em 2013. A reforma eleva também de 65 para 67 anos a idade para receber a aposentadoria integral. Segundo o governo essas medidas são indispensáveis para preservar o sistema de aposentadorias vigente, segundo o qual as pessoas ativas financiam as pensões. Ele considera que a expectativa de vida cada vez maior obriga as pessoas a trabalhar por mais tempo.

Anatel informa que Brasil ultrapassou 191 milhões de celulares em setembro

O Brasil ultrapassou a marca de 191 milhões de celulares, segundo os dados divulgados na sexta-feira pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Desse total, 82,1% são pré-pagos. Só no mês de setembro, foram 2,04 milhões de habillitações, com crescimento de 1,08% em relação a agosto. Com os 191,47 milhões de acessos habilitados, o País chegou à densidade de 98,98 acessos a cada 100 habitantes e Rondônia ultrapassou em setembro a barreira de um celular por habitante. A Vivo continua líder, com uma participação de 30,14% do mercado. A Claro vem em seguida, com 25,47% do total. A TIM responde por 24,52% e a Oi, por 19,51%.

Supremo arquiva ação contra omissão do Congresso sobre direito de resposta

A ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 9) ajuizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj, um entidade quase clandestina, naturalmente petista, que quer instalar a censura à imprensa o País) e pela Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert) para questionar a omissão do Congresso Nacional no dever de regulamentação legal do exercício do direito de resposta. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão justificou o pedido com a decisão do Supremo de que a Lei de Imprensa não foi recepcionada pela Constituição de 1988. As entidades petistas questionavam, também, a proteção da família em relação ao conteúdo produzido e veiculado por rádio e televisão e a vedação de monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação. O fundamento de rejeição da Ação Direta de Inconstitucionalidade foi a ilegitimidade das petistas Fenaj e da Fitert para a propositura desse tipo de ação. “A ação direta de inconstitucionalidade por omissão poderá ser ajuizada pelos mesmos legitimados à propositura da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade”, explicou a relatora. “No âmbito das associações sindicais, apenas estão aptas a deflagrar o controle concentrado de constitucionalidade as entidades de terceiro grau, ou seja, as confederações sindicais, excluindo-se, portanto, os sindicatos e as federações, ainda que possuam abrangência nacional”.

Serra diz que Dilma foi "batalhadora" por privatização no Rio Grande do Sul

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou na sexta-feira que a petista Dilma Rousseff foi uma "batalhadora pela privatização" da CRT (Companhia Riograndense de Telefonia) na década de 1990. "As mentiras são muito grandes. Todo dia eu vejo na TV a minha biografia revisada", afirmou o tucano, durante entrevista à imprensa em Porto Alegre. "Vocês vêem essas coisas de privatização, onde, aliás, a candidata Dilma foi aqui no Rio Grande do Sul uma batalhadora pela privatização da CRT (Companhia Riograndense de Telefonia)". Dilma foi secretária de Minas, Energia e Comunicações do governo Alceu Collares (1991-1995), anterior ao de Antonio Britto (1995-1999), responsável pela privatização da companhia. Mas, as negociações para privatização começaram mesmo no governo Collares, que queria vender a companhia para a italiana Steti (hoje TIM). Durante o governo Brito, Dilma Rousseff trabalhou como consultora para a RBS, preparando a compra da CRT por este grupo de comunicação, em aliança com a Telefonica. "Não estou abominando o fato de trabalhar pela privatização, o que abomino é querer parecer o contrário", disse Serra. O tucano ainda criticou a rival por questioná-lo sobre seus projetos para a economia do País. "Parece brincadeira, ela que uma hora diz que o juro alto está bom, que uma hora o juro baixo está bom. Ela não tem propriamente posições, ela tem o que os marqueteiros instruem", afirmou. "Então é uma coisa inútil, inclusive, discutir economia com Dilma. Você pode estar certo que ela não tem idéia nenhuma a este respeito. Ela exigir de mim é até engraçado. Eu já tenho falado muito sobre isso", disse ele.

Estado do Amazonas vive situação de emergência devido à seca

O Amazonas continua pedindo socorro em função da seca que está enfrentando. A seca mudou a cara de Manaus com os deslizamentos de terra constantes em várias regiões. Neste final de semana continuaram as buscas aos dois trabalhadores desaparecidos, vítimas do desabamento no dia 17, no Porto do Chibatão, quando mais de 80 contêineres e carretas submergiram no Rio Negro. Mais da metade dos 40 municípios do Estado decretou situação de emergência. A Defesa Civil desde o início desde mês estão enviando kits de ajuda com água potável, alimentos, e medicamentos a todos os locais que sofrem com a seca. O Rio Negro que atingiu a marca de 13m80 na sexta-feira e continuava baixando, a caminho de superar a marca recorde dos 13m64 em 1963. A estiagem dos rios já deixou mais de 60 mil famílias desabrigadas ou que tiveram a vida modificada por conta desta situação. Mais da metade dos municípios do Estado já decretou situação de emergência. São eles: Alvarães, Altazes, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista dos Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro da Várzea, Coari, Envira, Fonte Boa, Guajará, Ipixuna. Também foi decretada emergência em Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins e Uarini.

Ministro do STJ exorbita do seu cargo e demite estagiário

O ministro presidente do Superior Tribunal de Justiça, o gaúcho Ari Pargendler, teve um momento de fúria e descontrole, na última terça-feira, exorbitou das funções do seu cargo e demitiu de forma atrabiliária um estagiário que só cometeu o azar de haver ficado atrás dele na fila do caixa eletrônico, esperando a sua vez para usar a máquina. O episódio foi registrado na 5ª delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal às 21h05 de quinta-feira. O boletim de ocorrência (BO), que tem como motivo “injúria real”, recebeu o número 5019/10. Ele é assinado pelo delegado Laércio Rossetto. O autor do boletim de ocorrência, e que foi efetivamente demitido do cargo no mesmo dia, é Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, até então estagiário do curso de administração na Coordenadoria de Pagamento do Superior Tribunal de Justiça. Marco Paulo estava imediatamente atrás do presidente do Tribunal no momento em que o ministro usava um caixa rápido, localizado no interior da Corte. A explosão do presidente do Superior Tribunal de Justiça ocorreu na tarde da última terça-feira quando fazia uma transação em uma das máquinas do Banco do Brasil. No mesmo momento, Marco se encaminhou a outro caixa - próximo de Pargendler - para depositar um cheque de uma colega de trabalho. Ao ver uma mensagem de erro na tela da máquina, o estagiário foi informado por um funcionário da agência que o único caixa disponível para depósito era exatamente o que o ministro estava usando. Segundo Marco, ele deslocou-se até a linha marcada no chão, atrás do ministro, local indicado para o próximo cliente. Incomodado com a proximidade de Marco, Pargendler disparou: “Você quer sair daqui porque estou fazendo uma transação pessoal". Marco respondeu: “Mas estou atrás da linha de espera”. O ministro: “Sai daqui. Vai fazer o que você tem quer fazer em outro lugar”. Marco tentou explicar ao ministro que o único caixa para depósito disponível era aquele e que por isso aguardaria no local. Diante da resposta, Pargendler perdeu a calma e disse: “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido, está fora daqui”. Até o anúncio do ministro, Marco diz que não sabia quem ele era. Fabiane Cadete, estudante do nono semestre de Direito do Instituto de Educação Superior de Brasília, uma das testemunhas citadas no boletim de ocorrência, confirmou o que Marco disse ter ouvido do ministro. “Ari Pargendler ficou olhando para o lado e para o outro e começou a gritar com o rapaz.  Avançou sobre ele e puxou várias vezes o crachá que ele carregava no pescoço. E disse: "Você já era! Você já era! Você já era!”, conta Fabiane: “Fiquei horrorizada. Foi uma violência gratuita”. Segundo Fabiane, no momento em que o ministro partiu para cima de Marco disposto a arrancar seu crachá, ele não reagiu: “O menino ficou parado, não teve reação nenhuma”. De acordo com colegas de trabalho de Marco, apenas uma hora depois do episódio, a carta de dispensa estava em cima da mesa do chefe do setor onde ele trabalhava. Demitido, Marco ainda foi informado por funcionários da Seção de Movimentação de Pessoas do Tribunal, responsável pela contratação de estagiários, para ficar tranqüilo porque “nada constaria a respeito do ocorrido nos registros funcionais”. O caso será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal porque a Polícia Civil não tem “competência legal” para investigar ocorrências que envolvam ministros sujeitos a foro privilegiado. Pargendler é presidente do Superior Tribunal de Justiça desde o dia 3 de agosto. Tem 63 anos, é gaúcho de Passo Fundo e integra o tribunal desde 1995. Foi também ministro do Tribunal Superior Eleitoral.

Quem é Marco, o estagiário ultrajado e demitido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça

O estudante Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, nasceu na Grécia, filho de mãe brasileira e pai africano (Cabo Verde). Aos dois anos de idade, após a separação dos pais, Marco veio para o Brasil com a mãe e o irmão mais velho. Antes de começar a estagiar no Tribunal fazia bicos dando aulas de violão. Segundo ele, a oportunidade de estagiar no Tribunal surgiu no início deste ano. O estágio foi seu primeiro emprego. “Não sei bem se foi em fevereiro ou março. Mas passei entre os 10 primeiros colocados e fui convocado para a entrevista final. O meu ex-chefe foi quem me entrevistou”, relembra. Marco passou a receber uma bolsa mensal de R$ 600,00 e mais auxílio transporte de R$ 8,00 por dia. “Trabalhava das 13 às 19 horas. Tinha função administrativa. Trabalhava com processos, com arquivos, com informações da área de pagamentos”, explica. No período da manhã, ele freqüenta a Escola de Choro Raphael Rabello, onde aprende violão desde 2008. À noite, atravessa de ônibus os 32 quilômetros que separam a cidade de Valparaíso de Goías, onde mora, da faculdade, em Brasília, onde cursa o quinto semestre de Administração. Sobre sua demissão do Superior Tribunal de Justiça, ele parece atônito: “Ainda estou meio sem saber o que fazer. Tudo aconteceu muito rápido. Mas já tinha planos de montar uma escola de música na minha região onde moro". Que tipo de julgamento isento você pode esperar de uma Justiça composta por juízes com comportamento desse estilo?

Petistas intimidaram e xingaram Dom Luiz, bispo de Guarulhos, que recebeu ameaças

Do jornalista Reinaldo Azevedo: "Vocês sabem o que penso. Entendo absurda a liminar concedida pelo ministro Henrique Neves, do TSE, que permitiu à polícia federal apreender o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto. A impressão do texto foi encomendada por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos. O PT tentou acusar uma espécie de conspiração, afirmando que se tratava de uma iniciativa do PSDB, já que uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao partido. Os petistas só se esqueceram de informar, como noticiou este blog, a empresa imprimiu material de campanha para outros partidos - inclusive para o PT. Num deles, uma central sindical exortava seus filiados a votar em Dilma, o que é ilegal. Pois bem. Dom Luiz concedeu uma entrevista ao repórter Kalleo Coura, da VEJA, em que desmoraliza mais uma farsa petista. Foi ele quem realmente encomendou a impressão do texto, não o PSDB. Sem receio de defender os princípios da Igreja de que é bispo, reafirma a sua posição contrária ao aborto, diz que se sentiu censurado e reitera que os fiéis não devem votar na petista Dilma Rousseff por causa de suas idéias, favoráveis à descriminação: “Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, dizendo-se contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável”. Dom Luiz revela também que os petistas tentaram intimidá-lo: “Fui agredido por militantes do PT que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado”. Sem receio, Dom Luiz avisa: “Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções”. Leia os principais trechos da entrevista.
Veja - Foi o senhor quem decidiu imprimir dois milhões de cópias do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”?
Dom Luiz - Sim. Fiz isso para tornar conhecida a minha posição política em defesa da Igreja e da vida. Essa publicação visava justamente defender a vida de seres humanos que não pediram para nascer e não têm condições de se defender. Trata-se de um documento oficial, assinado por três bispos. Não era um panfleto. É um documento autêntico da igreja.
Veja O senhor se sentiu censurado com a apreensão dos folhetos?
Dom Luiz - Claro que sim! Foi um ato totalmente antidemocrático, uma agressão à minha pessoa. Afinal de contas, eu tinha autorizado a publicação. Essa cassação impediu não só a impressão do documento como sua distribuição. Sinto que fui perseguido. O governo fala tanto em liberdade de expressão, mas esta apreensão foi um atentado a um princípio constitucional. A minha opinião foi censurada.
Veja - O senhor defende explicitamente que os fiéis não votem em Dilma Rousseff?
Dom Luiz - Minha recomendação é essa por causa das idéias favoráveis ao aborto que ela tem. Em 2007, numa entrevista, ela chegou a dizer que era um absurdo a não-descriminalização do aborto no Brasil. Então ela é favorável a isso. Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, se dizendo contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável.
Veja - O PT chegou a dizer que havia “indícios veementes” de participação do PSDB nas encomendas dos folhetos. Isso ocorreu?
Dom Luiz - Em circunstância nenhuma eu agi de acordo com orientações partidárias. Eu falei, repito, assino e afirmo: “Não tenho partido político”. Eu sou um ser político, sim, mas não partidário. Se tomei partido nesta eleição, não foi a favor do PSDB, foi contra o PT e a Dilma. As razões são claras: sou contra o aborto e a favor da vida. Não fui procurado por partido político nenhum! Fui apenas agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado.
Veja - Como foi isso?
Dom Luiz - Recebi cartas anônimas. Uma delas dizia: “O Celso Daniel foi assassinado, tome cuidado”. Fiz um boletim de ocorrência por causa disso, mas não tenho medo. Se fizerem qualquer coisa contra mim, será um tiro no pé. Será pior para eles.
Veja - É papel de um bispo se posicionar politicamente?
Dom Luiz - O papel do bispo é orientar os seus fiéis sobre a verdade, sobre a justiça e sobre a moral. Ele deve apresentar a verdade e denunciar o erro. Foi o que fiz. Tenho todo o direito - e o dever - de agir do modo que agi. Não me arrependo de ter falado o que falei. Faria tudo de novo! Se surgir um candidato que seja contra os princípios morais, contra a dignidade humana e contra a liberdade de expressão, irei me levantar de novo.
Veja - O senhor irá continuar distribuindo documentos similares aos apreendidos?
Dom Luiz - Se a Justiça liberar, vou. De qualquer forma, vou continuar manifestando minha opinião. Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções.

Lula diz que "a surra que a gente quer dar neles é na urna"

O presidente Lula disse que os adversários de Dilma Rousseff (PT) fazem jogo sujo e que a militância não deve aceitar provocações "porque a surra que a gente quer dar neles é na urna". Na verdade, o chefe supremo da SA nazi-petista tenta agora consertar os estragos da pregação ao vivo, que está sendo mostrada nos programas de José Serra, com o mensaleiro José Dirceu, um dos chefes da campanha de Dilma, dizendo que é preciso varrer a pau os tucanos das ruas. Lula discursou após carreata ao lado da candidata petista à sucessão presidencial em Carapicuíba, na Grande São Paulo, e chamou de "ilação" o noticiário sobre a agressão sofrida por José Serra (PSDB). "Ilação" é a mãe do badanha. Veja na foto o nome da "ilação", os agressores de Serra abraçados com Lula. "Eu queria que vocês levassem em conta que tentaram fazer uma ilação para dizer que nós somos violentos. E a prova maior de que petistas não são violentos é que eu perdi em 89, eu perdi em 94, perdi em 98 e cada vez que eu perdi não havia da minha parte ataque e nem jogo sujo contra o adversário. Mas eles, do PSDB, que falam em democracia, não sabem perder", afirmou Lula. Ele se porta como o nazista Ernst Rohm.

Aécio Neves afirma que "não se pode passar a mão na cabeça de agressor"

Em entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado, em Maceió, o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) criticou os comentários do presidente Lula sobre a agressão sofrida pelo presidenciável José Serra (PSDB) durante passeata no Rio de Janeiro, na última quarta-feira, farsa petralha que foi complemente desmoralizada pelo Jornal Nacional da Rede Globo na quinta-feira. Na sexta-feira, o chefe das violências petistas, presidente Lula, voltou a acusar Serra de ter armado uma "farsa" e simulado a agressão. "Independente do que atingiu o candidato, ele foi atingido por um objeto contundente e foi impedido de fazer campanha", disse Aécio Neves: "Não se pode subjugar a democracia". Para o senador eleito, o episódio parece pequeno, mas é "pedagógico": "Não se pode passar a mão na cabeça de um companheiro que faça isso. Se amanhã uma pessoa do meu partido, o PSDB, impedir um adversário do PT de fazer sua campanha pacificamente, eu vou externar publicamente a minha condenação, a minha reprovação, e não foi isso que aconteceu", disse ele. Em sequência, Aécio Neves fez referência a Lula: "Quando um chefe maior do partido, um político, passa a mão na cabeça, minimiza aquilo que aconteceu, independente do que atingiu o candidato, isso pode estimular que outros atos na mesma direção ocorram".

Polícia Federal trava inquérito sobre doações de fantasmas ao PT

Quase três anos depois de ter sido aberto para apurar doações de R$ 500 mil ao PT, por empresas ligadas ao caso de fraude fiscal da Cisco, o inquérito da Polícia Federal segue inconcluso. Mas o que se poderia esperar da KGB petista, a polícia política do PT? As doações foram feitas por duas empresas fantasmas, segundo a Polica Federal, que também foram usadas pela Cisco para fraudar importações, apuração que resultou em uma das maiores autuações da Receita, de R$ 3,3 bilhões. As duas empresas que deram dinheiro ao PT não existem, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O inquérito foi aberto em 4 de dezembro de 2007 no rastro da Operação Persona, que apurava fraudes em importações pela Cisco. Seu objetivo é apurar corrupção ativa (quem deu o dinheiro) e passiva (quem recebeu). No mês passado, a Justiça bloqueou os bens da Cisco e pessoas ligadas ao caso para garantir o pagamento da autuação bilionária. No curso da Operação Persona, de 2006, escutas feitas pela Polícia Federal (a KGB petista) apontaram que um diretor da Cisco combinava que daria dinheiro ao PT em troca de um contrato de R$ 9 milhões com a Caixa Econômica Federal. Uma revendedora da Cisco, a Damovo, obteve o contrato da Caixa Econômica Federal. Na mesma época, em setembro de 2006, às vésperas das eleições presidenciais, duas empresas desconhecidas, ABC Industrial e a Nacional Distribuidora de Eletrônicos, doaram R$ 250 mil cada uma para o PT. As empresas são as mesmas que, segundo a denúncia aceita pela Justiça, foram usadas pela Cisco na fraude. Elas não têm capacidade para doar essas quantias, segundo as investigações.

Perito Ricardo Molina divulga laudo sobre vídeo da agressão sofrida por José Serra

E surge o relatório do perito Ricardo Molina que confirma o que já foi divulgado pela Rede Globo a respeito da agressão sofrida pelo candidato José Serra, na quarta-feira, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, quando uma horda de petistas tentou impedir que o candidato da oposição fizesse campanha nessa localidade carioca. O caso determinou um turbilhão de mentiras, depois que o "jornalismo companheiro" do SBT escamoteou a agressão dando destaque para uma bolinha de papel que teria sido jogada sobre o candidato. Ocorre, como mostrou depois o Jornal Nacional, que a agressão que causou edema na cabeça de José Serra e o deixou tonto, ocorrera após a cena enfocada pelo SBT. O vídeo do  SBT inundou a internet com a tropa de ataque do PT ridicularizando Serra e minimizando a covarde agressão perpetrada pelo bando de fascistas da tropa de choque de Lula e seus sequazes. O grupo de ataque petista avançou sobre o candidato e seus partidários que faziam uma caminhada pacífica em campanha de rua. Houve, sim, um atentado contra José Serra, e isto é um fato gravíssimo. Mais grave ainda é o presidente do País zombar de José Serra, ato com o qual concedeu um alvará para a violência dos seus fascistas, o que é vergonhoso e inaceitável. Leia o laudo: "1) Os dois vídeos analisados retratam situações totalmente distintas, separadas no tempo e no espaço. 2) O vídeo em www.youtube.com/watch?v=IZEaxdlxpvu mostra um objeto leve e]disforme, semelhante a uma bolinha de papel atingindo a parte posterior da cabeça do candidato. O candidato aparentemente não tem reação alguma e continua com os braços levantados e caminhando em direção à rua. 3) O vídeo em www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/817575-veja-video-dotumulto-em-que-jose-serra-é-atingido-no-rio.shtml mostra outro momento, no qual o candidato é atingido na região fronto-parietal direita por um objeto semelhante a um rolo de fita larga (crepe ou assemelhada). Alguns momentos depois o candidato leva a mão à cabeça próximo ao ponto no qual o objeto o atingiu. 4) A possibilidade de o objeto "fita" ser um artefato digital aleatório pode ser na prática descartada, em função dos seguintes aspectos: (a) o objeto tem contornos bem definidos; (b) o objeto encontra-se, em sua maior parte entre a cabeça do candidato e a objetiva da câmera (celular), não podendo, pois, ser um efeito de iluminação que se originasse da região atrás do candidato; (c) a região mais iluminada do objeto é compatível com a direção de onde se origina a luz".

Médico que atendeu Serra quer retratação e pedido de desculpas de Lula

O médico Jacob Kligerman, que atendeu o candidato à Presidência, José Serra (PSDB), após ele ter sido atingido por um objeto na cabeça, disse que espera uma retratação do presidente Lula, que afirmou que tudo não passou de uma farsa e insinuou que o médico teria participado da fraude. Jacob, que é amigo pessoal de Serra, disse que, embora já tenha acionado seu advogado, aguarda um pedido de desculpas de Lula: "Aquilo não foi uma farsa, aquilo foi um atendimento médico. Eu senti a minha dignidade ofendida, pois eu estava praticando um ato médico".

No Rio Grande do Sul, Serra critica "braço direito gaúcho" de Dilma

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou na noite de sexta-feira sua adversária Dilma Rousseff (PT) citando Valter Cardeal, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras e braço direito da petista no setor elétrico. "Nunca botei braço direito meu fazendo maracutaia no governo. E são vários braços direitos de Dilma, inclusive um gaúcho. Como é que chama? Cardeal. Fazendo os maiores negócios", discursou Serra a militantes, em encontro político em Gravataí. A oposição quer que seja investigada a informação que liga Cardeal a uma fraude em um empréstimo internacional milionário. "O PT é o mais privatista do que os tucanos porque usa as empresas estatais para uso privado deles", afirmou Serra: "Vou estatizar as estatais". Escuta da Polícia Federal aponta que Valter Cardeal atuou contra investigação da Controladoria-Geral da União na estatal elétrica. O grampo foi feito, com autorização judicial, em 10 de setembro de 2008. Quatro meses antes, Cardeal havia, com base em auditoria da Controladoria Geral da União, sido denunciado ao Superior Tribunal de Justiça pela Procuradoria da República, acusado de formação de quadrilha, gestão fraudulenta e desvio de recursos do Luz para Todos. Cardeal permaneceu no cargo e ainda teve sua defesa paga pela Eletrobras, que contratou um escritório de advocacia por R$ 1 milhão.