sábado, 2 de outubro de 2010

Presidente do Paraguai chega a São Paulo para tratar infecção de alto risco

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, retornou ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na tarde de sábado, após ser transferido em caráter de urgência. Ele deve receber tratamento para uma infecção de alto risco que o mantém internado desde quinta-feira em uma clínica em Assunção, segundo informou o ministro de Comunicações, Augusto dos Santos. Conforme o hematologista Alfredo Boccia, a infecção oferece alto risco a Lugo porque a quimioterapia baixou seu nível de glóbulos brancos no sangue. Lugo, de 59 anos, está sendo tratado de um câncer linfático em estado avançado desde agosto. O médico infectologista Eugenio Báez disse a jornalistas que exames de imagens confirmaram a presença de fluidos na região do pescoço após uma infecção dentária, e o presidente provavelmente deve ser submetido a uma drenagem cirúrgica. "Na faringe logo em frente à coluna há líquidos que têm características de um processo infeccioso... É uma área de muito risco porque existe a possibilidade de escorrer para baixo, onde estão os pulmões", disse Báez.

Dilma Rousseff ganha no Rio Grande do Sul

A pesquisa Methodus divulgada neste sábado no Rio Grande do Sul mostra que a candidata petista Dilma Rousseff lidera no Estado com 42,4%, seguida por José Serra, do PSDB, que tem 37%, e por Marina Silva, do PV, com 12,3% das intenções de voto. Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 45,8%; Serra, 39,9% e Marina, 13,3%. Na modalidade espontânea, Dilma tem 37,2%; contra 32% de Serra e 10,4% de Marina. Neste cenário, o percentual de eleitores indecisos ficou em 17%. Dilma Rousseff vai conseguir o que nenhum Lula alcançou no Rio Grande do Sul. Com esse resultado das urnas, o PMDB gaúcho está sendo varrido do cenário político no Estado, e a grande responsabilidade pela sua destruição é do senador Pedro Simon e de seus políticos que abandonaram a política pelos negócios.

Pesquisas Methodus e Ibope apontam vitória de Tarso no primeiro turno

Pesquisa do Instituto Methodus, divulgada neste sábado pelo jornal Correio do Povo, indica que o peremptório petista Tarso Genro deve ser eleito governador neste domingo. Tarso tem 51% das intenções de voto, seguido por José Fogaça, com 24,6%, e por Yeda Crusius, do PSDB, com 14,3%. Os indecisos ficam em 4,2%. Considerando-se apenas os votos válidos, Tarso tem 54,9%, Fogaça conta com 26,4% e Yeda, 15,3%. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 28 e 30 de setembro e está registrada no TSE como 33420/2010 e no TRE-RS como 50562/2010. Na espontânea, quando não são apresentados os nomes de candidatos para a escolha dos entrevistados,Tarso tem 42,5%, José Fogaça, 17,6%, e Yeda Crusius, 12%. No cenário espontâneo, 23,9% disseram ainda não saber em quem irão votar para o governo neste domingo. Tarso aparece a frente em Porto Alegre e no Interior do Estado. Entre os eleitores da Capital, tem 48% das intenções de voto, somando 20,3 pontos percentuais a mais que Fogaça, que tem 27,7%. Yeda obteve 11,3% das intenções de voto na Capital. No Interior do Estado, sem incluir as cidades da Grande Porto Alegre, Tarso aparece com 51,1% das intenções de voto, seguido por Fogaça, 24,2%, e Yeda, com 15%.Pesquisa Ibope divulgada neste sábado também indica a vitória no primeiro turno. Tarso tem 48% das intenções de voto, José Fogaça (PMDB), 26%, e Yeda Crusius (PSDB), 15%. A vantagem do candidato da Unidade Popular pelo Rio Grande cresceu quatro pontos. Considerando-se os votos váilidos, Tarso tem 52% e seria eleito no primeiro turno. Está vitória de Tarso Genro e do PT representam o fim da hegemonia e derrocada total do PMDB no Estado. O grande comandante da derrocada se chama Pedro Simon, presidente do partido, que cometeu todos os erros políticos possíveis e levou o partido à destruição. Como consequência, o partido deverá ser varrido também das bancadas federal e estadual. Para começar, também não elegerá senador, no caso o ex-governador Germano Rigotto. E sua bancada estadual corre o risco de ser diminuída à metade, enquanto o PT apresentará um vigoroso crescimento no número de representantes populares.

Jatinho de Marina Silva na campanha é o mais luxuoso

Marina Silva (PV) tem voado pelo Brasil em um jato Falcon 2000 Easy, tinindo de novo, emprestado por um misterioso empresário. Custa US$ 50 milhões. É mais luxuoso que o Legacy, fabricado pela Embraer, do seu candidato a vice, Guilherme Leal. O jatinho usado por Marina Silva tem sala de estar, bar, cozinha, DVD, telefonia por satélite, sofás e cama de casal, e comissária de bordo. O suficiente para humilhar os “simplórios” Citation, utilizado por Dilma Rousseff, e o Learjet, usado por José Serra.

PTB desiste de Serra a dois dias da eleição

A campanha do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, perdeu o apoio do PTB a dois dias da eleição presidencial. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, declarou na quinta-feira que não votará no tucano e liberou correligionários de seu partido para apoiarem o candidato que desejarem. Na verdade, nem o PTB, nem seus filiados, em nenhum momento, em nenhum lugar do Brasil, entraram em algum momento em campanha. O PTB, ao lado do DEM e do PPS, era um dos principais partidos aliados aos tucanos na corrida presidencial. O apoio ao PSDB, referendado em convenção em junho, serviu principalmente para engordar o tempo de TV de Serra. O apoio do partido rendeu 46 segundos por bloco na propaganda de Serra. "A coisa azedou desde a convenção. Eu não quero mais. Quem joga sozinho perde sozinho", declarou Jefferson. Questionado sobre a razão de fazer o anúncio na véspera da eleição, afirmou: "Isso tem de ser feito na hora certa. Reagi na hora que tinha de reagir".

TSE nega registro de candidatura do socialista João Capiberibe

A ministra Carmen Lúcia Antunes Rocha, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o registro da candidatura de João Capiberibe (PSB), que concorre ao Senado pelo Amapá. João Capiberibe foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2004, acusado de compra de votos na eleição de 2002. Apesar da decisão, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá decidiu que vai divulgar o total de votos recebidos por João Capiberibe no dia das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral determinou que os candidatos com problema no registro das candidaturas terão seus votos computados, mas o total não deve ser divulgado nos boletins eleitorais. Os candidatos sem registros devem ter os votos zerados. Esses votos só serão contabilizados caso o Supremo Tribunal Federal pela legalidade das candidaturas. Tanto Capiberibe como a mulher, Janete Capiberibe, que concorre a deputada federal pelo PSB e teve o registro indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral na quarta-feira, já recorreram da decisão. Capiberibe foi acusado em 2002, junto com a mulher, de comprar votos por duas parcelas de R$ 26,00.

TSE nega registro de candidatura do líder do PP na Câmara de Deputados

O Tribunal Superior Eleitoral manteve vetada a candidatura do atual líder do PP na Câmara dos Deputados, o deputado federal João Pizzolati (SC). O tribunal considerou, por 4 votos a 3, que o candidato é "ficha suja", por ter sido condenado por improbidade administrativa em 2007. Sua candidatura havia sido barrada pelo Tribunal Regional Federal de Santa Catarina, mas ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral. Os ministros entenderam que seu caso se enquadra nos casos de inelegibilidades previstos na Lei do Ficha Limpa. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina por ser dono de uma empresa que fez contratos considerados fraudulentos com o a prefeitura de Pomerode (SC) entre 1997 e 2001.

Justiça do Peru condena ex-aliados do ditador Fujimori a 25 anos de prisão

Um tribunal peruano condenou nesta sexta-feira a 25 anos de prisão Vladimiro Montesinos, chefe do serviço secreto do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, e o ex-comandante geral do Exército, Julio Salazar Monroe. Outros 20 militares receberam penas diferentes por envolvimento nos mesmos crimes. Em uma audiência pública, o tribunal, presidido pela juíza Inés Villa Bonilla, considerou todos culpados dos crimes de homicídio qualificado e desaparecimento forçado de pessoa. Os envolvidos, todos presos, foram condenados pela chacina de 15 pessoas em um solar de Barrios Altos, centro de Lima, em 1991; pela morte de nove camponeses na Província de El Santa (norte) e pelo desaparecimento do jornalista Pedro Yauri, na cidade de Huacho (norte). A pena de 25 anos foi imposta ao ex-general Juan Hermoza Ríos, que foi presidente do Comando Conjunto das Forças Armadas durante a maior parte do governo Fujimori (1990-2000), e ao ex-comandante geral do Exército, Julio Salazar Monroe. O chefe operativo desse grupo, o ex-major Santiago Martin Rivas, recebeu também uma pena de 25 anos de prisão. O tribunal determinou que Rivas ordenou a execução das 15 vítimas no solar de Barrios Altos e que inclusive foi ele quem iniciou os disparos. Os demais militares receberam sentenças de 15 e 25 anos. A pena contra Montesinos é semelhante à imposta em abril do ano passado ao ex-ditdor Fujimori, considerado autor intelectual do Grupo Colina, ao qual também é imputada a morte de nove estudantes e de um professor da Universidade de La Cantuta, e que é alvo de um julgamento paralelo. Montesinos já tinha recebido uma pena de 20 anos por tráfico de armas para a guerrilha das Farc (organização terrorista e traficante de cocaína na Colômbia), mas como no Peru as condenações não são cumulativas, será aplicada a mais alta, ou seja, a recebida nesta sexta-feira. Durante a audiência, em tom desafiante, os militares sentenciados cantaram o hino do Exército em coro. Todos integraram o chamado Grupo Colina, um destacamento clandestino integrado por oficiais e subalternos do serviço de inteligência do Exército. Quanto à matança de Santa, a Primeira Sala Penal Especial estabeleceu que também foi provado que o destacamento sequestrou um grupo de nove camponeses, e que também matou o jornalista Pedro Yauri.

Lula e Dilma absolvem mensaleiro João Paulo, que é réu no Supremo

Do blog do jornalista Ricardo Setti: "Réu no Supremo Tribunal Federal por ter participado do Mensalão — e acusado pelo procurador-geral da República, entre outros crimes, de “formação de quadrilha” --, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) está distribuindo pela internet um vídeo em que o presidente Lula e a presidenciável Dilma Rousseff o elogiam, ignorando, como se o absolvessem, as gravíssimas acusações a que responde perante o mais alto tribunal da República. “Tem um companheiro que toda vez que [sic] a gente puder ajudá-lo, a gente tem que ajudar, que é o companheiro João Paulo Cunha, por tudo que ele sofreu nesse período” diz no vídeo, em comício pró-Dilma em Osasco (SP), o presidente Lula. “Por tudo o que ele sofreu” presume-se que seja enfrentar a CPI do Mensalão e, depois, o processo movido pelo procurador-geral da República e aceito pelo Supremo. No final do comício, ao microfone e às câmeras da equipe de campanha do deputado, Lula pede, explicitamente: “O João Paulo precisa ser eleito e deve ser eleito com uma grande votação porque o João Paulo é um extraordinário companheiro, um extraordinário deputado. Portanto, vote em João Paulo para deputado federal”. Ao mesmo microfone, Dilma profere seu voto de absolvição no mensaleiro: “João Paulo, toda a sorte do mundo para ti, você merece. Você é um guerreiro. Sorte, e tenho certeza de que você será um grande deputado”.