sábado, 29 de maio de 2010

Veja revela o submundo da espionagem na campanha da petista Dilma Rousseff

Esta é a íntegra da reportagem da revista Veja que foi às bancas neste sábado desvendando o "bunker cibernético" da c Dilma, instalado numa mansão de muros altos no Lago Sul em Brasília. O título da reportagem é "Ordem na casa do Lago Sul". Segundo a revista, os grandes chefes da campanha petista tiveram que intervir para conter os famigerados "Aloprados" que já estavam preparados para reeditar os escândalos de 2006, quando os "homens da inteligência" do PT foram pilhados carregando uma mala com R$ 1,750 milhão para comprar um dossiê fajuto contra a oposição. Esse crime eleitoral não foi apurado até hoje. Não se sabe também a origem do dinheiro. Os acusados andam belos e formosos por aí. Vale a pena ler e conhecer os principais personagens que habitam o sinistro "bunker cibernético" de Dilma, inclusive o famoso marketeiro de Obama que já usa uma camiseta com a estrela petista. Diz a matéria: "Campanha é lama, irmão!" Este era o bordão usado por um operador de terceiro escalão do PT de São Paulo quando seu chefe-candidato perguntava se ele e a turma não estariam indo longe demais nas atividades de coleta de evidências potencialmente desastrosas para os adversários. O candidato foi aceitando a justificativa até que a lama estourou mesmo foi no colo dele. O PT nacional agiu de forma bem mais rígida com os companheiros sinceros mas radicais que estavam tentando montar em Brasília um esquema de espionagem de adversários e até de correligionários rivais baseados na ideia de que campanha é lama. Os companheiros mais afoitos foram ao mercado em busca das competências necessárias à execução das missões planejadas. Profissionais para esse tipo de trabalho abundam em Brasília, e eles foram contatados. São policiais, ex-agentes dos serviços de espionagem do governo e detetives particulares especializados em obter provas de adultério ou fazer varreduras ambientais e telefônicas para afastar a possibilidade de grampos. A turma começava a exercitar os músculos e testar suas rotinas subterrâneas quando o pessoal do andar de cima soube do que se passava naquela casa do Lago Sul protegida por muros altos e vigiada por seguranças. Desceu sobre eles então uma rajada de bom senso vinda do comando da campanha mandando parar com toda atividade de inteligência que se valesse de métodos ilegais. Houve gritos de "é para parar com isso já" e ameaças de demissão dos envolvidos nos planos. "Já tivemos problemas demais com esse tipo de coisa no passado, deixando que fosse muito longe. A ordem agora foi cortar tudo pela raiz de uma vez por todas", diz um dos mais próximos colaboradores de Dilma Rousseff, candidata do PT, de quem partiu a ordem irada para alagar os porões que, de outra forma, iniciariam suas operações. Dilma deixou claro a outro colaborador próximo sua posição sobre a questão: "Não é para fazer nada disso. Se fizer, demito. Mesmo assim, se aparecer sobre minha mesa, jogo no lixo sem ler". Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, dizia com amargura que algumas vezes ele se sentia de pés e mãos amarrados no exercício do cargo, como se desse ordens em um cemitério: "Ninguém embaixo ouve". Se na Presidência é assim, o que não seria em uma campanha presidencial? Em outras palavras, será que a estrutura montada na casa de Brasília, alugada por 18 000 reais, onde trabalham dezenas de pessoas, deu marcha a ré na linha de montagem de ilegalidades e passou a funcionar apenas como o braço de comunicação e internet da campanha? Ninguém pode responder com toda a certeza. O que se sabe é que a linha justa foi dada por Dilma Rousseff - e é sobejamente conhecida sua disposição, demonstrada no cargo de ministra, de garantir que abaixo dela as pessoas não se finjam de mortas para descumprir ordens. A casa do Lago Sul não deve assombrar mais durante a campanha se depender da atividade e - diga-se - competência da turma dos porões contatada pelos companheiros mais afoitos. Antes que viesse a ordem de cima para interromper as ações bem e mal-intencionadas, porém, foi uma festa de trapalhadas. Os espiões foram a campo bisbilhotar a vida de adversários políticos e até de petistas. Rui Falcão, vice-presidente do PT e deputado estadual paulista, entrou no radar da arapongagem amiga. Ele ficou sabendo e deu um espalho geral na turma da casa do Lago Sul. Falcão foi informado de que não se tratava de espionagem, mas de contraespionagem - ou seja, ele estava sendo investigado para seu próprio bem. Falcão não se convenceu. Até os telefones do coordenador da campanha, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, podem ter sido grampeados. Não se sabe bem se por espiões da casa ou do lado adversário. Pimentel não deu ao episódio muita importância. Diz ele: "Eu trabalho sempre com a hipótese de que todos os meus telefones estão grampeados. Isso não me preocupa, pois, como dizia o doutor Tancredo Neves, ‘telefone é para marcar reunião no lugar errado e não comparecer’".
Os repórteres de VEJA procuraram quem parece ser o responsável pela casa do Lago Sul. Ele se chama Luiz Lanzetta e é dono da Lanza Comunicação, uma das empresas contratadas pelo PT para coordenar a área de produção dos programas de Dilma Rousseff. Lanzetta nega as intenções, mas não nega que recrutou gente da pesada com experiência em espionagem - ex-agentes dos serviços de inteligência, um delegado aposentado da Polícia Federal e até um ex-jornalista que teria conhecidos dotes investigativos. O grupo se reuniu pela primeira vez na área reservada de um tradicional restaurante de Brasília, ocasião em que se discutiram finanças e a maneira como seria feito o trabalho. Os pagamentos variavam de 15 000 a 30 000 reais por mês e seriam feitos em dinheiro vivo. Todos receberiam verba extra para custear as despesas operacionais. Do encontro saiu uma lista de "alvos", da qual constavam o ex-governador José Serra, candidato tucano à Presidência, e o deputado Marcelo Itagiba (PMDB), identificado pelos presentes à reunião como o "espião-chefe" da candidatura tucana. Mas como explicar que entre os alvos estava o companheiro Rui Falcão? Um dos participantes da reunião contou que Falcão era apontado como líder em uma conspiração interna para sabotar o trabalho o grupo que comandava a campanha. Nada mais se falou na sala reservada do restaurante. VEJA procurou saber por que Lanzetta montou um time com sujeitos com aquelas características. Assessores dele explicaram que tudo o que se falava aqui acabava saindo nos jornais. Foi feita, então, uma varredura, e ela encontrou evidência de grampos nos telefones de Fernando Pimentel e de três funcionários contratados. Pimentel corrobora a versão da contraespionagem interna e benigna sustentada por Lanzetta e reconhece que nem tudo são flores quando se monta uma campanha eleitoral complexa como a presidencial. Diz ele: "Houve de fato um atrito entre quem já estava na campanha e quem estava chegando. Além, é claro, de uma disputa empresarial". Qual a intensidade do atrito? Não se sabe, mas as fontes de VEJA que presenciaram os eventos mais de perto contam que, a certa altura, Luiz Lanzetta deu a dimensão da encrenca ao se referir ao ex-secretário de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, Valdemir Garreta, como "gordinho sinistro" e "ladrão dos Bandeirantes". Garreta seria a opção paulista para dirigir a campanha caso o grupo de Lanzetta fosse defenestrado. Depois da intervenção de cima, essas disputas terão de ser resolvidas sem arapongagem. Até porque mesmo o pessoal do ramo contatado pressentiu que não haveria um futuro muito glorioso na empreitada. "Aquilo ia acabar numa nova versão dos aloprados. Foi bom o negócio não ter dado certo", explica o ex-delegado Onésimo de Souza, convidado para chefiar a equipe que, segundo ele, nunca chegou a trabalhar de fato. Onésimo de Souza se referiu aos "aloprados", como ficaram conhecidos os trapalhões que se meteram a espionar adversários do PT na campanha estadual paulista de 2006. Talvez o contato com espiões trapalhões que não conseguem ficar de boca fechada seja um problema menor para a campanha do PT do que explicar o real papel de um misterioso frequentador diário da casa do Lago Sul - o empresário Benedito de Oliveira Neto. Ele não tem vínculos formais com o PT e oficialmente não faz parte da campanha do partido. Segundo informa o próprio comitê de campanha, Benedito custeou a vinda ao Brasil dos especialistas em internet que trabalharam na campanha vitoriosa do presidente americano Barack Obama. Meses depois do favor feito por Benedito, os luas pretas digitais americanos foram contratados oficialmente pelo PT. Até 2005, Benedito era diretor da pequena empresa do pai, a Gráfica e Editora Brasil - que naquele ano prestou serviços ao governo no valor de 494.000 reais. Nos dois anos seguintes, o faturamento da gráfica saltou para 50 milhões de reais ao ano. Benedito é agora também dono da Dialog, uma companhia de eventos que nos últimos dois anos se transformou em potência do ramo em Brasília. A Dialog faturou 40 milhões de reais em contratos com ministérios, agências reguladoras e a Presidência da República. A ascensão meteórica das empresas de Benedito chamou a atenção do Tribunal de Contas e da Controladoria-Geral da União, que passaram a investigá-la por suspeitas de manipulação e fraudes nas licitações. As investigações ainda estão em curso. Foi de Benedito a escolha da casa do Lago Sul para sediar o comitê de comunicação da campanha petista. Como se vê, toda a vigilância é pouca quando o objetivo é evitar que a campanha vire lama.

Empresa do Legacy que bateu em avião da Gol terá que depositar R$ 500 mil como caução

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso determinou que a empresa americana ExcelAir Service Inc, proprietária do jato Legacy que se envolveu no acidente com o avião da Gol em setembro de 2006, deposite R$ 500 mil como caução para eventual condenação na Justiça. A empresa não tem bens ou representação fixa no Brasil, o que aumenta o risco de prejuízo em caso de condenação, de acordo com a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. O valor depositado serviria para garantir o cumprimento de uma possível sentença de indenização. O jato Legacy 600 da empresa se chocou com um Boeing da Gol quando sobrevoavam uma área do norte do Mato Grosso. Com a colisão, o Boeing da Gol caiu na floresta, matando as 154 pessoas a bordo. O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos aponta vários indícios de responsabilização dos pilotos da ExcelAir, Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, no acidente. A partir da notificação da Justiça, a empresa tem 30 dias para depositar os R$ 500 mil em conta judicial. Em dezembro de 2009, a empresa foi alvo de outra decisão semelhante. O juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, da 2ª Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo, determinou que ExcelAir depositasse R$ 300 mil como caução em outra ação movida por familiares de vítimas do acidente. Até agora, a empresa não foi notificada oficialmente dessa decisão. De acordo com o juiz, a demora acontece porque a convocação é por rogatória. Ou seja, é preciso expedir uma carta, enviá-la ao Ministério da Justiça e esperar que o órgão faça o pedido ao governo dos Estados Unidos, que é o responsável por notificar a companhia. Nesta semana, a juíza federal Vanessa Curti Perenha Gasques, que assumiu os processos criminais envolvendo os pilotos americanos, decidiu não proceder com sua absolvição sumária. Na decisão, a juíza afirma que "os elementos de convicção até aqui colecionados não permitem dizer que os fatos imputados aos pilotos não constituem crime. Pelo contrário, há indícios de autoria e materialidade".

Preso é encontrado morto na penitenciária de Catanduvas; é o 1º caso em unidade federal

O presidiário Renildo dos Santos Nascimento, de 27 anos, foi achado morto em sua cela individual na Penitenciária Federal de Catanduvas, oeste do Paraná, na manhã de sexta-feira. Segundo a assessoria do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça, esta foi a primeira morte de preso em penitenciária federal. O corpo de Nascimento foi localizado por agentes penitenciários durante o procedimento do café da manhã, por volta das 7h20. Conforme nota do Depen, o presidiário foi encontrado enforcado com uma corda feita de lençóis e roupas, presa à janela de ventilação. O juiz corregedor da Penitenciária, Nivaldo Brunoni, informou que vai determinar uma investigação para apurar a morte. Nascimento cumpria pena por tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídio. Estava preso na Penitenciária de Catanduvas desde setembro de 2009. Catanduvas foi a primeira Penitenciária Federal a ser inaugurada no País, em maio de 2006. O primeiro preso a ocupar o local foi o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. No Brasil, há outros três presídios federais: Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN). Se o presídio é de segurança máxima, e há câmeras por todos os cantos, como foi possível permitir a morte de um presidiário? O governo petista de Lula precisa dar uma explicação para isso.

Candidata petista Dilma promete "o fim da opressão" discursando para mulheres trabalhistas

Ao discursar na noite de sexta-feira em encontro nacional de 600 mulheres do PDT, a candidata do PT à Presidência, a neopetista Dilma Rousseff (ela saiu do PDT, acusada por Leonel Brizola de haver traído o trabalhismo "por um prato de lentilhas") defendeu, em Belo Horizonte, a vitória de uma mulher nas eleições de outubro e prometeu "o fim da discriminação, desigualdade e opressão contra as mulheres". "Essa vai ser a campanha que vai levar pela primeira vez uma mulher à Presidência da República", afirmou Dilma às mulheres do PDT. A neopetista afirmou que chegou ao "cargo de maior relevância dentro do governo" quando foi ministra da Casa Civil: "Não significa que a gente tem que se conformar apenas com isso". Dilma listou o que chamou de "avanços" para as mulheres obtidos durante o governo Lula, como a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Lei Maria da Penha e o fato de o Bolsa Família ser repassado em nome das mulheres das famílias beneficiadas. "Atribuímos não ao homem, mas às mulheres, o recebimento do Bolsa Família. Quando se trata de família, o centro é a mulher", afirmou a neopetista Dilma Rousseff.

PT e PMDB brigam sobre escolha de candidato em Minas Gerais

A pouco mais de uma semana do prazo final para definir a candidatura única PT-PMDB ao governo de Minas Gerais, os chefes dos dois partidos brigaram nesta sexta-feira sobre o critério para definir a cabeça de chapa. Disputam a indicação o senador Hélio Costa (PMDB) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, o petista Fernando Pimentel (PT). Sem chegar a um consenso, os dois partidos haviam definido fazer pesquisas para verificar quem tem mais chances. As pesquisas devem ser feitas neste fim de semana. O senador Hélio Costa (PMDB) disse nesta sexta-feira que o ponto decisivo serão as pesquisas quantitativas que o colocam a frente do petista. Ele descartou "critério políticos" da decisão e disse que tem o aval dos presidentes do PMDB, deputado federal Michel Temer, e do PT, José Eduardo Dutra. Já o presidente do PT mineiro, deputado federal Edu Lopes, defendeu que o escolhido seja "o mais bem colocado do ponto de vista qualitativo", em referência às pesquisas que levam em conta características subjetivas do candidato. Lopes argumentou que Pimentel tem "mais chegada" que Hélio Costa, que já perdeu duas eleições para o governo mineiro. O ex-governador mineiro Newton Cardoso (PMDB), desafeto de Hélio Costa no partido, disse que o PT fará "corpo mole" caso não fique com a cabeça de chapa.

Candidato petista Agnelo Queiroz é denunciado por corrupção em Brasília


O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, não vai ter vida fácil até as eleições de outubro. Um obstáculo difícil será superar o adversário Joaquim Roriz (PSC), político popular que ficou quase 14 anos no poder e está na dianteira das pesquisas eleitorais realizadas até agora. Antes disso, o petista Agnelo Queiroz terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula. Uma investigação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, no início de abril (Operação Shaolin), prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete o petista Agnelo Queiroz com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público. No inquérito, o delegado afirma que o petista Agnelo Queiroz “teria se valido da condição de ex-ministro” para ser favorecido pelo esquema de corrupção. A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte. Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados. A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações atuaram em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério. De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs do comunista João Dias. Os investigadores afirmam que o comunista João Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006. Então secretário, o atual ministro Orlando Silva assinou com o comunista João Dias o contrato com a Febrak. Segundo uma testemunha, desse convênio teriam saído R$ 256 mil para Agnelo Queiroz, um ex-comunista (era membro do PCdoB). Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor do comunista João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo, que entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto. A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila: “O local onde ocorreu a entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000,00 e dado como gorjeta para Eduardo Cruz e para a testemunha. Uma coisa é certa: a narrativa fecha direitinho com os antigo hábitos de comunistas.

Advogado e ex-prefeito são condenados por subtração de processo do Foro

O ex-prefeito de Pomerode (SC), Henrique Drews Filho, e o advogado Lincoln Silveira, foram presos na última quarta-feira. O motivo foi o cumprimento de uma sentença em processo-crime movido pelo Ministério Público de Santa Catarina. Eles foram processados por roubo de processo do Foro da Comarca de Pomerode (SC). O ex-prefeito Henrique Drews Filho foi condenado à pena de dois anos e 10 meses de reclusão. Ele já está no presídio regional de Blumenau. Já o advogado Lincoln Silveira levou uma pena de três anos de reclusão, e foi recolhido ao presídio regional de Jaraguá do Sul. A pena é uma moleza, porque ambos foram condenados no regime semi-aberto. Em setembro do ano passado, o ex-prefeito Henrique Drews Filho já havia sido preso, em razão de outra sentença em processo-crime, por desvio de verbas públicas entre 1997 e 1998 (R$ 300 mil). Mas, este processo acabou anulado, com uma justificativa formal, a de que seu defensor dativo não tinha sido intimado para o julgamento. A nova prisão realizada se refere ao crime de subtração de dois volumes de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público contra Henrique Drews Filho, fato ocorrido em 21 de outubro de 2002. Daí dá para se ver como é célere a Justiça catarinense.

No dia que a Polícia Federal apreende 500 quilos de cocaína, Lula se abraça com Evo Morales

No dia em que a Polícia Federal apreendeu meia tonelada de cocaína vinda da Bolívia, país governado pelo índio cocaleiro trotskista Evo Morales, que continua a ser o grande chefe dos cocaleros, Lula se abraça ao governante boliviano para tirar foto e comenta: “Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra”. O índio cocaleiro trotskista Evo Morales está no Brasil para o "3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações" (alguém sabe o que quer dizer esse treco?). E ele tem idéias bastante luminosas a respeito do assunto: “Precisamos salvar do capitalismo a humanidade e a natureza”. Segundo este poderoso pensador indígena aymará, o capitalismo criou “essa anticivilização”, que “está levando à destruição do planeta”. Para o índio cocaleiro trotskista Evo Morales, a riqueza da Europa foi construída com “o sangue e o ouro do nosso continente”. Foi aplaudidíssimo. Os bolivarianos Lula e Evo Morales já apareceram em fotos mais constrangedoras, como aquela famosa, do ano passado, em que Lula aparece com um colar de folhas de coca em volta do pescoço. Com as folhas de coca que Lula ostentou no pescoço fabricam-se aqueles 500 quilos de cocaína apreendidos nesta sexta-feira no Brasil. O índico cocaleiro trotskista Evo Morales é incentivador da produção da planta e líder dos produtores. Com a cocaína feita daquela planta que Lula exibiu em volta do seu pescoço, destrói-se as crianças brasileiras brasileiras que se encontram atiradas pelas calçadas, completamente devastadas pelo crack. Mas Lula abraçou-se a Evo Morales, tirando "sarrinho" da cara de José Serra, que denuncia a responsabilidade do governo trotskista boliviano no tráfico de cocaína para o Brasil. E uma parte do jornalismo brasileiro, muito significativa, que lota as redações de jornais, revistas, rádios, televisões e portais de internet, extremamente simpática ao petismo, e mais simpática ainda ao pó, resolveu cair de pau na declaração de José Serra sobre a desídia do governo boliviano no combate ao tráfico de cocaína para o Brasil. Esse petismo jornalístico amante do pó já começou a gerar especulações. A crítica à omissão do governo boliviano passou a ser vista como um sinal: se eleito, Serra mudaria o relacionamento do Brasil com a… América Latina! E, evidentemente, os jornalistas independentes do PT acham que isso é muito ruim. É óbvio, afinal a política externa brasileira não é mais política externa do Brasil, mas do Foro de São Paulo, organização que reúne partidos comunistas, revolucionários e o terroristas, fundada por Lula e pelo ditador cubano coma(andante) Fidel Castro. Que ninguém duvide: entre um governo que combate com dureza o tráfico de drogas, e outro que faz corpo mole, grande parte do jornalismo brasileiro, petista e muito amigo do pó, ficará com o que faz corpo mole. Isso parece ao petismo mais “progressista”, mais “esquerdista”, mais “pró-latino-americano”, mais a ver com os povos oprimidos. Na cabeça dessa gente, pobre, com alternativas de menos, trafica cocaína. E rico, com alternativas demais, cheira. É a chamada dialética da integração mediada pelo pó. Videversus recebe alguns questionamentos de leitores, perguntando porque as referências a Evo Morales como "indio cocaleiro trotskista", imaginando um viés preconceituoso. Não há nada de preconceito. Vamos por parte: 1) Indio - o próprio Evo Morales se apresenta como um índio, líder da etnia boliviana dos "aymarás"; 2) Cocaleiro - Evo Morales preside a Confederação Boliviana dos Produtores de Coca, é grande defensor do cultivo da coca, e da expansão da área plantada, especialmente em novas áreas junto à fronteira com o Brasil; 3) Trotskista - Evo Morales preside o MAS (seu partido, o Movimento ao Socialismo, de extração trotskista, produto em linha direta do ERP - Exército Revolucionário Popular - argentino; na década de 70, aboletado em Paris, o clone de chanceler Marco Aurélio "Top Top" Garcia, então dirigente da 4ª Internacional comunista, trotskista, enviava antigos companheiros do POC - Partido Operário Comunista - para que fossem praticar ações armadas na Argentina, como o ex-deputado estadual petista Flávio Koutzii e a jornalista Maria Regina Pilla; Marco Aurélio "Top Top" Garcia é fundador e inspirador do Foro de São Paulo, dirigido por Lula, cujos programas são divulgados na própria página na Internet do site da Presidência da República). Todo mundo na grande imprensa petista faz questão de desconhecer "olímpicamente" esta central internacional revolucionária comandada por Lula e pelo petismo. Faz parte do programa do "internacionalismo comunista" defender totalitaristas comunistas como Evo Morales, mesmo que eles estejam no centro de execução de políticas que resultam na morte de milhares de joves brasileiros a cada ano, vitimados pelo crack. E a neopetista Dilma Rousseff, que critica José Serra, ainda tem a cara de pau de vestir camiseta de campanha contra o vício do crack, justo aquele crack que é feito com a cocaína vagabunda que é exportada pela Bolívia do indío cocaleiro trotskista Evo Morales para o Brasil. Vejam a seguir como os jornalista petistas e pó(zistas) tratam as críticas de José Serra ao império boliviano da cocaína e do crack que devastam o Brasil. É uma colagem de títulos da homepage da editoria “Poder”, do site da Folha Online, que dizem respeito aos dois principais candidatos à Presidência. Segue abaixo. Avaliem vocês mesmos. A repetição se dá porque, às vezes, um mesmo texto está em áreas diferentes. E olhem que excluí as notícias em que o presidente Lula aparece pontificando sobre isso e aquilo. O mais curioso é que a patrulha petista na Internet chama Serra de “o candidato da mídia”. O que segue abaixo fala por si. Faça seu próprio exercício. Marque com um D o que parecer negativo para Serra, com um S o que parecer negativo para Dilma e com um N o que for neutro. Depois veja o resultado. E olhem que o a edição impressa do jornal Folha de S. Paulo não está na conta.
( ) Bolívia rechaça acusação de José Serra sobre tráfico;
( ) Serra incriminou sem provas, diz Dilma;
( ) Dilma e Serra têm promessa igual à saúde;
( ) Aécio vê “piada” em apelo e repete que tentará Senado;
( ) Para Dilma, fala de Serra “demoniza” a Bolívia;
( ) Convenção do PSDB pode aprovar Serra e adiar vice; Aécio (foto) descartou seu nome;
( ) Serra jogou dinheiro fora;
( ) Pressão para Aécio ser vice de Serra é maior entre aliados de Anastasia;
( ) CBF se dá melhor com PT do que com PSDB;
( ) Bolívia rechaça acusação de Serra sobre cumplicidade de Morales com tráfico;
( ) Serra se exime de culpa e diz que responsabilidade por programa de TV é do DEM;
( ) Assessor de Lula rebate Serra e o classifica de “exterminador da política externa”;
( ) Dilma diz que Serra incriminou governo da Bolívia sem provas;
( ) Bolívia rechaça acusação de Serra sobre cumplicidade de Morales com tráfico;
( ) Serra se exime de culpa e diz que responsabilidade por programa de TV é do DEM;
( ) Dilma e Serra prometem tirar do papel emenda que dá mais dinheiro para saúde;
( ) PT irá processar DEM por propaganda com Serra
( ) Dilma diz que população do Sul do país é “mais crítica” e demora mais para decidir voto;
( ) PMDB rompe com PT no Pará e Jader tentará voltar ao Senado;
( ) Futuro tesoureiro da campanha de Dilma é condenado em SP
Mas, dá para entender. Afinal de contas, o jornal Folha de S. Paulo é aquele que acaba de colocar como "ombudsman" a irmã do ex-porta-voz de Lula, o jornalista André Singer, e filha do economista Paul Singer, secretário de uma das inúmeras secretarias da Presidência do governo Lula, e fundador do PT. Também passou a escrever no jornal, como colunista, Claudio Weber Abramo, membro da maior e mais conhecida clã petista do Brasil, a dos Abramo. Tanto que a fundação do PT se chama Perseu Abramo. Ele é dirigente da organização petista (simpatizante ao extremo) Transparência Brasil, fundada também por outro petista, Francisco Whitaker, que dirige o tal movimento Ficha Limpa. Este movimento procura realizar outro dos objetivos do PT e do petismo, qual seja, o da democracia direta.