terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

João Luiz Vargas volta a concorrer pelo PDT gaúcho

Três meses depois de renunciar à presidência do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, acusado de envolvimento na fraude do Detran e de pedir aposentadoria, o ex-conselheiro João Luiz Vargas se prepara para voltar à vida pública como candidato a deputado estadual, concorrendo pelo PDT, partido pelo qual já exerceu mandato de deputado estadual e presidiu a Assembléia Legislativa do Estado. João Luis Vargas, conforme apurado nos inquéritos da Operação Rodin, apesar de execer o cargo de presidente do Tribunal de Contas do Estado, já vinha participando de uma sequência de reuniões políticas no Interior, especialmente na região de Santa Maria e São Sepé. Os planos do ex-conselheiro doTCE têm causado constrangimento no PDT. Os trabalhistas estão em polvorosa, calculando os prejuízos à imagem do partido com a inclusão de um réu da Operação Rodin na nominata pedetista, principalmente em um partido que se apresenta como campeão da moralidade.

Procurador-geral de Justiça do Mato Grosso do Sul pode ser afastado do cargo

Está no Conselho Nacional do Ministério Público um pedido de intervenção e afastamento do procurador-geral Miguel Vieira por improbidade administrativa e prática criminosa do Ministério Público no Mato Grosso do Sul. A denúncia envolve também policiais, peritos e o Detran local, que há onze anos estariam obrigando a troca de motores “condenados”, sumindo com eles, sem investigação. Haveria também furto de peças e leilões ilegais de veículos, entre outras irregularidades confirmadas pelo corregedor-geral do Detran do Mato Grosso do Sul. A denúncia acusa membros do Ministério Público de “conluio e omissão, para proteger criminosos, após mais de uma década de apuração”. O Conselho Nacional do Ministério Público recebeu 9,5 quilos de documentos.

CSN prorroga prazo de oferta de compra de ações da Cimpor

A CSN prorrogou para o dia 22 de fevereiro o fim do prazo de sua oferta de compra de ações da produtora de cimento portuguesa Cimpor, informou a companhia brasileira em comunicado ao mercado nesta terça-feira. Originalmente, a oferta da CSN, de 6,18 euros (R$ 15,69) por ação da Cimpor, venceria na quarta-feira, dia 17 de fevereiro. A cimenteira portuguesa é alvo de uma disputa ferrenha entre grupos brasileiros, que inclui, além da CSN, a Votorantim e a Camargo Corrêa.

Brasil foi segundo maior exportador de ferro para a China em 2009

O Brasil foi o segundo maior vendedor de ferro para a China em 2009, quando enviou ao país asiático 140 milhões de toneladas do metal, um aumento de 41,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas chinesa. O principal vendedor de ferro ao gigante asiático foi a Austrália, com 260 milhões de toneladas, 42,9% a mais que em 2008. As exportações da Índia ocuparam o terceiro lugar, com 110 milhões, crescimento de 18% em relação a 2008, segundo informou nesta terça-feira a agência oficial "Xinhua". As importações totais de ferro do país asiático aumentaram em 41,6% no ano passado, atingindo 630 milhões de toneladas, com um custo de US$ 50,14 bilhões, número 17,4% menor que o de 2008. As importações de ferro de Brasil e Austrália somados representaram 64,4% do total de 2009. A maior siderúrgica chinesa, Baosteel, negocia atualmente os preços para 2010 com a Vale e com duas mineradoras anglo-australianas. Apesar dos grandes crescimentos registrados nas vendas brasileiras e australianas, os países que registraram as maiores taxas percentuais de aumento nas vendas de ferro à China foram África do Sul, Canadá e Ucrânia. Os sul-africanos venderam 34,13 milhões de toneladas do mineral para os chineses (aumento de 140% em relação a 2008). A Ucrânia vendeu 11,58 milhões de toneladas (aumento de 150%) e o Canadá exportou 8,65 milhões de toneladas (130%).

PTB pressiona Guido Mantega pela saída do presidente da Casa da Moeda

O presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, está sendo investigado pela Receita Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A Receita Federal o autuou em R$ 3,5 milhões por fraude no Imposto de Renda e de realização de operação irregular de câmbio no valor de US$ 1 milhão. Não bastassem as investigações dos três órgãos públicos, o responsável pela impressão de todo o dinheiro do País agora também está sofrendo a oposição firme de seu próprio partido, o PTB, que quer a sua demissão. Na terça-feira passada, os deputados federais Jovair Arantes (GO) e Nelson Marchezelli (SP) foram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedir a cabeça de Denucci. Mas, o ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, afirmou que ele fica no cargo.

Camargo Corrêa eleva para 31% participação na Cimpor

O grupo Camargo Corrêa fechou na segunda-feira a compra de mais 2,5% de ações remanescentes da construtora Teixeira Duarte na cimenteira portuguesa Cimpor. Com mais essa compra, a Camargo Correa se aproxima mais do controle da cimenteira. O negócio fechado consolida o grupo brasileiro como maior acionista individual da corporação e converte de vez a Cimpor em uma companhia de capital brasileiro, com o controle de 31,17% dos papéis com direito a voto. A Camargo Corrêa pagou R$ 16,44 por ação. O valor é maior do que a proposta feita pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) na sexta-feira, quando a empresa reformulou a oferta pública de R$ 14,54 por ação para R$ 15,69 por papel. Na primeira oferta pública da CSN, a companhia controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch apresentou uma oferta hostil por 50% mais uma ação ordinária da Cimpor. Na nova proposta, a companhia pretende adquirir agora apenas um terço. A empresa aguarda até esta quarta-feira a resposta dos acionistas à nova oferta.

Ditador Hugo Chávez promove oitava troca de ministro desde dezembro

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, promoveu no último final de semana a oitava troca de ministros do governo nos últimos meses. O último a sair foi o ministro do Comércio, Eduardo Samán. Homem-chave nas expropriações promovidas pelo governo, é considerado aliado fiel de Chávez. "Samán é um companheiro e cumprirá outras funções em defesa do consumidor e do povo", disse Hugo Chávez. O novo titular da pasta é Richard Canán, ex-vice-ministro de Economia Agrícola. Analistas relacionaram a saída a prováveis divergências internas no governo sobre a expropriação da rede de supermercados francesa Éxito, acusada de "especulação" após a desvalorização da moeda local.

DEM adia encontro para decidir sobre expulsão de Paulo Octávio

O DEM vai deixar para a próxima semana a reunião da Executiva Nacional que decidirá sobre a expulsão do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio. Com isso o partido ganhará tempo para unificar sua posição. Entre os dirigentes do partido, a intervenção no diretório em Brasília é dada como certa, mas a expulsão do governador ainda é dúvida. Vai depender dos apoios que ele conseguir atrair e do destino que a Câmara Legislativa dará aos pedidos de impeachment contra ele. Arruda também enfrenta três pedidos semelhantes, que serão colocados sob análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa na quinta-feira. É por isso que esses partidos não têm a mínima credibilidade atualmente, porque vacilam em hora que não se presta a tergiversações. A análise é vista como uma forma de tentar forçar a renúncia de Arruda. Se Paulo Octávio não for processado e conquistar o apoio de Lula, avaliam democratas, a tese da expulsão se enfraquece, assim como a possibilidade de uma intervenção federal. E eles manterão no poder um político que é acusado de ampla corrupção. Se isso não é conivência com a corrupção, qual é o nome então?

Distrito Federal paga R$ 10,4 milhões a empresas de Paulo Octávio

O Distrito Federal pagou ao menos R$ 10,4 milhões para empresas do governador interino, Paulo Octávio (DEM), veicularem publicidade oficial. O levantamento mapeou as verbas repassadas por agências de publicidade a empresas das Organizações Paulo Octávio, conglomerado de comunicação que inclui emissoras de rádio e TV. O governo do Distrito Federal e o conglomerado de comunicação de Paulo Octávio afirmam que a distribuição da verba observa a audiência das emissoras. Que tal, hein?!!!

Investigação descobre 150 leis secretas da ditadura de Pinochet no Chile

Uma investigação realizada pelo projeto jornalístico "ArchivosChile" e pelo jornal "La Nación" revelou na segunda-feira 150 leis secretas ditadas pela ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990) e denunciou que durante 20 anos o governo de centro-esquerda da Concertação não as desclassificou. Os documentos contêm informações sobre grandes aumentos do pessoal militar e transferências financeiras em favor de instituições militares e seus membros. "No entanto, de acordo com os especialistas consultados, a maioria destas leis já foram superadas pelo tempo e não existiria aparentemente necessidade ou justificativa de continuar o segredo", acrescentou o estudo. A investigação revelou outros assuntos, como modificações da Lei de Cobre para garantir um alto fluxo de dinheiro para o uso militar, a existência de salários extras para pessoal militar (pelo menos na Marinha) e empréstimos do Banco Central em nome do próprio Augusto Pinochet. Neste contexto se destacam duas leis secretas de 12 de agosto de 1980, que autorizam Pinochet "a contrair obrigações" de 1.864.087.000 xelins austríacos, que então equivaliam a cerca de US$ 250 milhões. Segundo o texto, seria o próprio ditador quem "fixaria o destino dos recursos". Também foram divulgados detalhes sobre as atribuições da Direção de Inteligência Nacional (Dina, o aparelho repressor da ditadura) e sua posterior substituição pela Central Nacional de Informações (CNI). A investigação destaca que o "ArchivosChile" e o "La Nación", de tendências governistas, tiveram acesso a estas leis secretas que, na época, foram "publicadas" em edições restritas do "Diário Oficial" e estiveram ocultas até hoje.

Venezuela rejeita oferta colombiana de provisão de energia

O vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, descartou na segunda-feira uma oferta colombiana de provisão de energia, e afirmou que, até maio, o serviço elétrico será normalizado no país, imerso em uma grave crise energética que prejudica a população com frequentes blecautes. O vice do ditador Hugo Chavez disse que o governo "trabalha para gerar seu próprio sistema elétrico", e que a oferta colombiana não seria necessária. "No mês de maio o sistema elétrico do país será normalizado", acrescentou o vice-presidente venezuelano, após recusar a oferta feita pelo ministro de Minas e Energia colombiano, Hernán Martínez. Jaua também descartou que o governo pretenda aplicar medidas adicionais às já decretadas, para enfrentar a crise do setor elétrico, que começou em meados de 2007 e aumentou nos últimos meses. O vice-presidente fez essas declarações durante a inauguração de dois de quatro novas unidades de geração termelétrica no estado de Vargas, limítrofe a Caracas, que abastecerão a capital. Chávez decretou na semana passada estado de "emergência elétrica", o que permitirá que ele repasse recursos originalmente destinados a outros setores.