domingo, 14 de fevereiro de 2010

DEM apóia intervenção no Distrito Federal e vice admite renunciar

A intervenção no Distrito Federal pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem apoio até de dirigentes do DEM, partido ao qual recentemente era filiado o governador José Roberto Arruda (sem partido), preso na quinta-feira acusado de tentar subornar testemunha no inquérito Caixa de Pandora. A medida, defendida pelo grupo do senador Demóstenes Torres (GO) e do deputado federal Ronaldo Caiado (GO), pode livrar o DEM do constrangimento de ver outro integrante, agora o governador em exercício, Paulo Octávio, ser removido do poder. O próprio Paulo Octávio admitiu no sábado que, diante dos problemas de governabilidade, pode renunciar ao cargo. "Não está descartada a hipótese de renúncia. Nada está descartado", afirmou o governador em exercício, depois de visita às obras da Linha Verde (reforma de um complexo viário de 13 quilômetros que liga Brasília a Taguatinga e outras cidades-satélite. Nos próximos dias, Paulo Octávio faz uma reunião com 12 partidos, inclusive os da oposição, para definir politicamente os próximos passos do governo do Distrito Federal. "Estou colocando toda a minha carreira política em jogo", afirmou ele. Apesar de ter renunciado à presidência do DEM-DF, Octávio é do partido e está ligado à fundação da legenda na capital do País.

Maior avião do mundo pousa pela primeira vez no Brasil

A maior aeronave do mundo, um avião modelo Antonov AN 225, chegou neste domingo ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). O AN 225 visitou a América Latina e o Brasil pela primeira vez para transportar três válvulas para a Petrobras. O avião gigante, projetado pelo programa espacial soviético, tem capacidade para 1,5 mil pessoas em sua área de carga, ou o equivalente a 250 t. A aeronave mede 84 metros de comprimento, tem uma envergadura de asa a asa de 88,4 metros, além de ostentar 18,1 metro de altura. O Antonov AN 225 é capaz de atingir 800 quilômetros por hora, com uma autonomia de vôo de 4,5 mil quilômetros, com carga máxima, ou 15,4 mil km, com tanques de combustível cheios. A tripulação é de sete pessoas.

Ditador Hugo Chávez anuncia acordo para comprar rede do grupo francês Casino

O ditador venezuelano Hugo Chávez anunciou no sábado que aceitou uma proposta do grupo francês Casino e comprará 80% de seu pacote acionário na empresa Cativen, proprietária dos desapropriados hipermercados Êxito e das lojas de conveniência Cada. O anúncio acontece vem menos de um mês depois do governo ocupar supermercados Casino e ordenar a nacionalização da rede francesa, desapropriando-a na marra, devido a acusações de que teria aumentado injustamente os preços na esteira da desvalorização da moeda. Comprar a cadeia de supermercados Cada dá a Chávez o controle sobre a distribuição de comida em um país marcado por racionamentos de alimentos básicos e até mesmo papel higiênico. O ditador esquerdopata decretou, em 2003, o controle dos preços dos produtos básicos e, em 2008, quando os preços dos alimentos subiram no auge do boom das commodities, decretou uma lei que dá controle estatal sem precedentes sobre a venda e distribuição de alimentos. Resultado é o desabastecimento generalizado de alimentos na Argentina. A questão dos preços dos alimentos entrou em foco novamente no mês passado, após uma forte desvalorização cambial que levou Chávez a desapropriar a cadeia de hipermercados Exito. Segundo o presidente, após a medida, os representantes da empresa francesa vieram "amistosos" e apresentaram ao governo a proposta de negócios. A oferta francesa permitirá ao Estado venezuelano adquirir 35 supermercados da rede Cada, oito centros de distribuição e uma frota de quase cem caminhões, informou o ditador Chávez. "Eles querem vender à Venezuela 80% das ações da Cativen. Gostei da proposta e autorizei o vice-presidente da República para iniciar o processo" de compra, declarou o ditador Chávez, que comanda o governo mais corrupto da América Latina.

Líder das Farc rejeita proposta de rendição feita pelo governo da Colômbia

O chefe militar das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína), o terrorista Jorge Briceño, rejeitou no sábado a proposta feita pelas autoridades do país, que pediram aos terroristas que abandonem às armas pela paz. "Com toda a sinceridade, sem ódios nem ressentimentos e com o respeito que todo revolucionário professa por seus adversários, lhe respondo: Não, muito obrigado", disse Briceño em uma carta, na qual responde à proposta feita recentemente pelo comandante das Forças Armadas colombianas, general Freddy Padilla de León. No mês de janeiro, Padilla propôs que Briceño, conhecido também como Mono Jojoy, se entregasse e abandonasse a atividade armada. Na ocasião, o general também disse que iria garantir a segurança de terroristas que possibilitassem uma eventual libertação de reféns. Atualmente, a organização terrorista e traficante de cocaína mantém 24 militares e policiais em seu poder.

Sócio chinês alivia aperto no caixa da MMX, de Eike Batista

Pressionada por dívida de R$ 1,4 bilhão, por um caixa que mal cobria os débitos com vencimento em um ano e pela falta de dinheiro para deslanchar a produção, a mineradora MMX anunciou a conclusão de acordo que lhe trará um aporte de R$ 1,2 bilhão. A operação traz alívio para as finanças. A empresa controlada por Eike Batista anunciou que o governo chinês autorizou a entrada do grupo de mineração e siderurgia Wisco (Wuhan Iron and Steel Corporation) como seu sócio. Trata-se de desfecho de um acordo que começou a ser negociado no segundo semestre do ano passado. Como resultado, a MMX fará um aumento de capital (emissão de novas ações), com o objetivo de levantar até R$ 1,2 bilhão, R$ 739 milhões sendo aportados pelos chineses. Quando uma empresa emite novas ações, a prioridade de compra desses papéis é dos acionistas existentes, para dar-lhes o direito de não serem diluídos (ou seja, encolher em participação percentual no capital da companhia). Para garantir ao novo sócio chinês acesso a essa oferta, Eike e outros acionistas ligados a ele abrirão mão do direito de compra das novas ações, em favor da Wisco. Assim, o grupo de Eike perderá espaço no capital da MMX. Até agora, tem cerca de 65% e passará, depois da conclusão da emissão de novas ações, a 44%. Os chineses ficarão com os 21% restantes. Segundo a empresa, em setembro passado sua dívida chegava a R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 668 milhões com vencimento em até um ano. No caixa, havia R$ 63 milhões.

Amazônia terá torre de pesquisa de 320 metros para monitorar a atmosfera

Uma torre de 320 metros de altura será construída na Amazônia para monitorar a atmosfera e os gases-estufa. Com a torre, os cientistas esperam ter condições de fazer projeções mais confiáveis sobre os impactos das mudanças climáticas globais na Amazônia para os próximos 30 anos. A construção da estação de pesquisa, uma parceria entre Brasil e Alemanha, deve terminar no final do próximo ano e terá investimentos de R$ 24 milhões. No projeto Atto (Observatório Amazônico de Torre Alta), os cientistas farão as pesquisas 270 metros acima das copas das árvores. Hoje, as maiores torres usadas para pesquisas na região têm 67 metros. "A grande função das torres será mostrar com dados científicos a importância da floresta amazônica em termos de serviços ambientais e, com isso, incentivar as políticas públicas e desenvolver instrumentos para combater o desmatamento", diz Jochen Schöngart, pesquisador do Instituto Max Planck de Química, da Alemanha, que participa do projeto. Pelo Brasil, coordenam o projeto o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e a Universidade Estadual do Amazonas. O Atto terá a maior torre de observação atmosférica da América Latina. Outras quatro torres de 80 metros serão erguidas no entorno da principal. O complexo será construído dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, em Presidente Figueiredo, a 133 quilômetros de Manaus. No entorno da torre maior serão instalados radares e perfiladores atmosféricos de temperatura, umidade, aerossóis e sensores de medidas de concentração e fluxos de gases.

Apoio do Brasil ao Irã prejudica interesses nacionais nos Estados Unidos

O apoio do governo bolivariano de Lula ao Irã ameaça atrapalhar os interesses econômicos brasileiros nos Estados Unidos. O lobby pró-Israel no Congresso norte-americano deixou de apoiar a abertura do mercado dos Estados Unidos ao etanol brasileiro. “Estávamos nos esforçando para eliminar a tarifa sobre o etanol brasileiro, mas diante da aproximação do governo Lula com Ahmadinejad, paramos”, disse ack Halpern, um dos diretores do Congresso Americano Judaico. “Não podemos recompensar o Brasil com o vasto mercado norte-americano enquanto seu governo apóia um regime ditatorial, que nega o Holocausto e está enriquecendo urânio”, acrescentou Halpern. O Congresso Americano Judaico e outros grupos de pressão judaicos gastam milhões de dólares por ano em lobbies e pesquisas para combustíveis renováveis. Segundo fontes do Congresso, a relutância do governo brasileiro em endossar novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU foi a gota d”água. Essas organizações tinham se alinhado com o Brasil no lobby para derrubar a tarifa sobre o etanol, mas deixaram tudo em suspenso. “O Brasil precisa entender que o apoio ao Irã traz conseqüências”, diz Halpern. O lobby norte-americano pró-Israel foi um dos maiores doadores da campanha eleitoral do presidente Barack Hussein, em 2008. “Outros interesses do Brasil também podem ser afetados”, diz Bernard Aronson, ex-secretário adjunto de Estado para assuntos interamericanos. “Foi um enorme erro estratégico, o Brasil está jogando fora toda a boa vontade que havia com o País”, disse Aronson: “O Congresso segue a questão do Irã e da aproximação com o Brasil muito de perto. Isso está prejudicando muito a imagem do Brasil aqui". Segundo Aronson, o Brasil poderia ter seus interesses afetados. No ano passado, por exemplo, o senador Frank Lautenberg bloqueou a permanência do Brasil no Sistema Geral de Preferências, que concede vantagens tarifárias, por causa do caso do garoto Sean Goldman. “Esse é um exemplo de conseqüência.” Outro que já manifestou repetidas vezes sua insatisfação com a posição brasileira é o deputado democrata Eliot Engel, presidente do subcomitê do Hemisfério Ocidental da Câmara. O Comitê de Relações Públicas Americano-Israelense e outras organizações judaicas gastaram, no ano passado, US$ 4 milhões com lobby para leis como a de sanções contra empresas que vendem petróleo refinado para o Irã, que acaba de ser aprovada no Senado. A lei, de autoria do senador democrata Chris Dodd, impõe sanções a empresas que fornecem petróleo refinado ao Irã e companhias norte-americanas ou subsidiárias estrangeiras que estejam fazendo negócios com o setor energético iraniano.

Defesa descarta recorrer da decisão que manteve Arruda na prisão

A estratégia da defesa do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), é esperar que o pedido de liberdade seja analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. O advogado Nélio Machado afirmou na sexta-feira que "não seria conveniente" recorrer contra a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que negou o pedido de habeas corpus de Arruda. O advogado chamou o processo que resultou na prisão de Arruda de arbitrário e medieval. Segundo Machado, a decisão de Marco Aurélio foi parcial, porque o ministro não teve acesso à defesa do governador, que é acusado de subornar uma das testemunhas do esquema de arrecadação e pagamento de propina. Machado afirmou que, pela primeira vez, a defesa se "fará ouvir" sobre o caso no plenário do Supremo. "Meu esforço agora será buscar que este julgamento no plenário ocorra o mais rápido possível. A defesa vai ser ouvida pela primeira vez. Eu respeito muito o ministro Marco Aurélio, mas ele recebeu uma informação parcial. Ele não ouviu a defesa. Não tivemos direito ao contraditório", afirmou.

BNDES quer apoiar internacionalização de empresas

O BNDES está tomando providências para preparar no Exterior uma estrutura que permita prestar um apoio efetivo às empresas brasileiras que queiram se internacionalizar. O processo visa também a atrair investidores estrangeiros para o País. A informação foi dada na sexta-feira pelo chefe da área internacional do BNDES, Leonardo Botelho. Segundo ele, o primeiro passo para a nternacionalização do banco foi dado no ano passado, com a abertura da subsidiária BNDES Limited, em Londres. "A idéia é aumentar a presença do BNDES junto a mercados financeiros e a investidores internacionais para poder servir como um ponto de referência para informações sobre ambiente de negócios brasileiros e facilitar a internacionalização das empresas nacionais", afirmou. A subsidiária de Londres constitui, na definição de Botelho, um ponto de observação muito importante: "A partir de Londres, a gente já tem feito vários contatos com investidores e o mercado financeiro e tem visto o interesse dessas companhias no Brasil. E estamos começando a identificar oportunidades de negócios tanto no caminho do Brasil, na atração de investimentos, como na internacionalização das empresas". Botelho destacou que a subsidiária do BNDES no Reino Unido, apesar de ser uma empresa de participações, não atua com característica de instituição financeira. Isso significa que ela não pode conceder crédito às empresas: "A partir da subsidiária, a gente vai avaliar qual vai ser a estrutura mais adequada para o BNDES poder oferecer o suporte, seja via crédito ou participações, a empresas brasileiras que pretendam se internacionalizar".

Obama rejeita pressão chinesa e mantém encontro com dalai-lama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein, seguirá em frente com o plano de se reunir com o dalai-lama na próxima quinta-feira, apesar do apelo chinês para que o encontro com o líder espiritual dos budistas tibetanos fosse cancelado, informou na sexta-feira a Casa Branca. "Não ficou claro se seu pedido específico foi para que o encontro seja cancelado", disse a repórteres o porta-voz presidencial Robert Gibbs. "Se era isso que eles realmente queriam, o encontro será como estava combinado, na próxima quinta-feira. Mais cedo nesta sexta-feira, a China anunciou que exigia que os Estados Unidos suspendessem "imediatamente" o encontro. O dalai-lama é considerado pelo governo chinês como separatista, que procura maior autonomia para o Tibete. "A China se opõe firmemente à visita do dalai-lama aos Estados Unidos e a qualquer contato dele com líderes europeus", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu. Embora a China alegue que o Tibete é parte do seu território há séculos devido a uniões dinásticas, os tibetanos lutam pela independência. Defensores dos direitos humanos e organizações em todo o mundo defendem a integridade territorial do território tibetano e os trabalhos do dalai-lama para alcançar um acordo pacífico com a China. O dalai-lama deixou o Tibete após uma revolta frustrada contra a dominação chinesa, no fim dos anos 50. Todos os presidentes norte-americanos recentes receberam o dalai-lama, mas Obama deixou de recebê-lo no ano passado, durante uma visita a Washington, aparentemente para não atrapalhar sua visita à China, pouco depois.

Pressionado pelo partido, Paulo Octávio deixa presidência do DEM no Distrito Federal

Pressionado pela Executiva Nacional, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octavio, deixou na sexta-feira a presidência do diretório regional do DEM. Em carta, Paulo Octavio, que também é acusado de envolvimento no esquema de corrupção, afirma que a decisão é para garantir maior liberdade de atuação no governo e ampliar o diálogo com outros partidos. Segundo o secretário-geral do DEM no Distrito Federal, Flávio Couri, Paulo Octavio não está incluído na decisão da Executiva Nacional de que seus filiados que ocupam cargos no governo do Distrito Federal devem deixá-los até a próxima quarta-feira. "O Paulo Octávio é uma exceção porque ocupa o governo. Neste caso, não há como o partido exigir isso", disse ele.

FMI pede que governos reduzam mais a dívida pública

O chefe dos economistas do FMI (Fundo Monetário Internacional), Olivier Blanchard, pediu na sexta-feira aos governos que sejam mais ambiciosos na redução da dívida pública, para que tenham margem de manobra em tempos de crise. "O ensinamento da crise é claramente que os objetivos em matéria de níveis de dívida devam ser mais exigentes do que aqueles observados antes", explicou Blanchard, coautor de um trabalho de pesquisa intitulado "Repensar a política macroeconômica". Ele não mencionou um país ou índice, mas considerou que alguns Estados membros se equivocaram ao não reduzir suficientemente suas dívidas públicas durante o período de forte crescimento antes da crise. Esta crise "mostrou a importância de se ter margem no orçamento, uma margem de manobra durante os períodos difíceis", declarou Blanchard. "Algumas economias avançadas, que entraram na crise com níveis de dívida altos e vários compromissos não financiados, tiveram pouca margem para recorrer a uma política orçamentária e hoje enfrentam ajustes difíceis", acrescentou. "Isso nos faz pensar que temos que voltar a examinar os objetivos de dívida em relação ao PIB. Talvez devamos apontar para níveis muito mais baixos do que os de antes da crise", considerou.

Morre general cubano que lutou ao lado de Che Guevara

O general de brigada cubano de origem chinesa Moisés Sio Wong, que combateu sob o comando do facínora Ernesto Che Guevara na revolução chefiada pelo genocida Fidel Castro há meio século, morreu na quinta-feira. Filho de um chinês, Sio Wong morreu após uma "penosa doença", segundo a imprensa estatal. Ele se juntou ao Exército rebelde em 1957, em Sierra Maestra e, depois do triunfo revolucionário (1959), trabalhou sete anos com Raúl Castro, atual ditador de Cuba, o segundo da dinastia assassina dos Castro em Cuba, e ocupou altos cargos nas Forças Armadas e no Estado, incluindo o comando das reservas militares estratégicas. A gerontocracia cubana vai se acabando um a um.

Supremo decide não analisar pedido de regime semiaberto para Suzane von Richthofen

O Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao habeas corpus em que Suzane von Richthofen pedia para cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. A decisão foi tomada nesta quinta-feira pelo ministro Ricardo Lewandowski. Isso significa que o Supremo não analisará o pedido, e que Suzane, atualmente presa em regime fechado na penitenciária feminina de Tremembé, a 147 quilômetros de São Paulo, terá que aguardar o julgamento do benefício pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que já negou o pedido em caráter liminar. Em dezembro, o Superior Tribunal de Justiça também negou pedido de liminar em habeas corpus, que novamente pedia a progressão para o regime semiaberto. No pedido apresentado ao Supremo em janeiro, a defesa de Suzane sustentou que ela tinha condições favoráveis para progredir de regime, e que especialistas constataram que a jovem tem "personalidade propensa à ressocialização". A "anjinha" matou pai e mãe, Manfre e Marísia, em 2002, junto com os irmãos Cravinhos, seu namorado Daniel e o irmão dele, Cristian. A "anjinha" foi condenada a 38 anos de cadeia, o que é uma monumental hipocrisia da lei e da Justiça brasileiros, porque constitucionalmente ninguém pode cumprir pena superior a 30 anos. Com menos de oito anos de cadeia, ela já quer sair livre da Silva. Não é mesmo uma maravilha a Justiça brasileira?