quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Metrô paralisado na Região da Grande Porto Alegre

A onda de intenso calor que se abateu sobre o Rio Grande do Sul na última semana, e que produziu temperaturas de 40º na capital gaúcha, obrigou nesta quinta-feira a um corte seletivo no fornecimento de energia elétrica para o Trensurb, metrô de superfície que liga Porto Alegre a Novo Hamburo. Os trens ficaram parados desde O Trensurb está paralisado na Região Metropolitana devido a falta de energia elétrica. O problema é causado devido a chuva que atingiu as alimentadoras de luz. Segundo o gerente de operações da empresa, Rubem Pazim, os trens ficaram parados desde a Estação Mercado, no centro de Porto Alegre, até a estação principal de São Leopoldo.

José Dirceu intervém para tentar união PT-PMDB no Pará

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (deputado federal petista cassado por corrupção, réu na ação penal do Mensalão petista, esquema de corrupção montado pelo PT para comprar apoios políticos de parlamentares e partidos ao govenro Lula) esteve no último fim de semana em Belém para tentar convencer o PMDB do deputado federal Jader Barbalho a se coligar com o PT da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, pré-candidata à reeleição. O Pará é um dos Estados em que ainda não foi possível aplicar o plano do presidente Lula de lançar um candidato único governista. O mesmo ocorre em Minas Gerais e Bahia. Em conversa com Jader Barbalho, José Dirceu, que tem se empenhado em negociar alianças PT-PMDB pelo País, argumentou que a separação de palanques faz os dois lados perderem. O principal nome da oposição no Pará é o ex-governador tucano Simão Jatene (2003-2006). Após a conversa entre Jader Barbalho e José Dirceu, peemedebistas mantiveram o ceticismo em relação à união. Como se vê, é um festival de gente proba tentando se acertar.

CVM portuguesa diz que CSN deu garantias bancárias para comprar a Cimpor

A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) informou nesta quarta-feira que a CSN possui garantias financeiras para adquirir a cimenteira Cimpor, ao contrário do que informou nesta quarta-feira a direção da empresa. Em comunicado ao mercado, o comando da Cimpor pediu aos acionistas que rejeitassem a OPA (Oferta Pública de Aquisição) da CSN sobre a empresa, no valor de 3,86 bilhões de euros (US$ 5,55 bilhões). Entre os argumentos usados para pedir a rejeição está o fato de a CSN não ter dado garantias bancárias de que poderia bancar a compra de 100% das ações. Segundo a CMVM, a CSN apresentou a garantia bancária, que foi feita por um consórcio de bancos brasileiros formado por Itaú BBA (o braço de investimentos do Itaú-Unibanco), Bradesco e Banco do Brasil. Essas garantias, apontou a CVM portuguesa, estão sob custódia do BESI (Banco Espírito Santo de Investimento), que será responsável pela liquidação caso a CSN tenha sucesso na oferta hostil. "A responsabilização nestes termos, quer do BESI quer do sindicato bancário, preenche plenamente os preceitos legais, na medida em que as instituições em causa, que são bancos, disponibilizam os fundos para a liquidação e juntam o seu patrimônio ao do oferente na responsabilização pela liquidação perante os investidores, como acontece nas garantias bancárias em geral", explicou a CMVM. Além de garantir que a CSN possui as garantias bancárias para bancar a compra, a CMVM ainda alertou a direção da Cimpor que ela deve "cumprir de forma escrupulosa os deveres de lealdade e rigor" no que se refere "à qualidade da informação" que presta.

Votorantim compra participação na Cimpor e tenta barrar oferta da CSN

O grupo Votorantim adquiriu nesta quarta-feira, por meio de sua subsidiária Votorantim Cimentos, a participação de 17,28% na cimenteira portuguesa Cimpor que pertencia à concorrente francesa Lafarge. Porém, a conclusão do negócio vai depender da rejeição, por parte dos demais acionistas, da OPA (Oferta Pública de Aquisição) que a CSN fez sobre a empresa no final de janeiro. A Votorantim assinou ainda um acordo com o banco estatal português CGD (Caixa Geral de Depósitos) para se unirem dentro da Cimpor para impedir a compra da cimenteira pela CSN. A operação entre Votorantim e Lafarge ocorrerá através de uma troca de ações de valor não divulgado. "Em contrapartida pelas ações da Cimpor entregues nesta data, a Lafarge receberá ativos da Votorantim, a serem transferidos por meio de uma nova empresa a ser constituída para esse propósito específico", informou a Votorantim em nota. A oferta da CSN, no valor de 3,86 bilhões de euros (US$ 5,55 bilhões), também não agrada à direção da Cimpor. A Votorantim afirmou no comunicado que a compra da participação na Cimpor faz parte dos planos de internacionalização da Votorantim Cimentos, iniciada em 2001, quando comprou a empresa canadense St. Marys Cement. "Com essa negociação, a Votorantim Cimentos estará presente em 20 países, sendo relevante a presença atual da empresa na América do Norte, com unidades fabris de cimento, concreto e agregados na região dos Grandes Lagos e no Estado da Flórida. Na América Latina, além do Brasil, possui operações na Bolívia, Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai, nas quatro últimas com participação minoritária.

Banco Central lança nova família de notas do real em tamanhos diferentes

O Banco Central lançou nesta quarta-feira a segunda família de cédulas do real, moeda criada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, que liquidou com a inflação no Brasil. As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. Os tamanhos serão diferentes, a de R$ 2,00 é a menor, a de R$ 5,00 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro. A nova série de notas entrará em circulação gradualmente até 2012, mas as notas em circulação continuarão a valer até a substituição integral. A frente da cédula, porém, está visualmente mais limpa, mantida a efígie da República. A cédula ganhou, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal. A nota de R$ 100,00 tem uma garoupa no verso e ganhou na frente figuras que remetem ao mar. No verso, as figuras de animais foram modificadas e estão agora na horizontal. A nota de R$ 50,00 por exemplo, traz a mesma figura da onça pintada, agora deitada sobre uma pedra. As notas ganharam também novos itens de segurança. As notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 começam a circular já no primeiro semestre. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que as mudanças nas cédulas do real foram feitas por segurança contra falsificação e para acompanhar a tendência de outros países. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reforçou a necessidade de atualização tecnológica e disse que, apesar das mudanças, foram preservadas as características das cédulas. A troca das cédulas antigas pelas novas, segundo Meirelles será feita "naturalmente", de acordo com o desgaste das primeiras. "As duas famílias vão conviver. Não é necessário que a população vá ao banco trocar as notas", afirmou o presidente do Banco Central. "A mudança é necessária porque temos que emitir cédulas que sejam mais seguras, que possam evitar procedimentos de falsificação que podem ocorrer com cédulas mais simples", afirmou Guido Mantega. Nas notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 foi incluída uma faixa holográfica com desenhos personalizados por valor o que, de acordo com o Banco Central, é um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação existentes. O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central e pela Casa da Moeda do Brasil. As notas atenderão ainda a uma demanda dos deficientes visuais, já que poderão ser identificadas por seus tamanhos diferentes e terão marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às já existentes. A Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas moedas. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro. A impressão das novas moedas de real custará entre 25% e 28% a mais, de acordo com o Banco Central. Isso significa que o custo anual poderá subir dos atuais R$ 300 milhões para R$ 384 milhões.

Yeda Crusius apresenta balanço e mostra investimentos de seu governo

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), apresentou um balanço de seu governo em 2009, em discurso na Assembléia Legislativa do Estado, nesta quarta-feira, e mostrou que sua administração, para melhorar a qualidade da educação pública (que o sindicato petista Cpers vem destruindo ao longo dos últimos 25 anos), investiu nos últimos três anos R$ 124 milhões em obras escolares e mais de R$ 10 milhões na instalação de espaços informatizados nas escolas. Também foram promovidas capacitações de professores, somando um investimento de R$ 24,4 milhões, além de avaliações externas da aprendizagem dos estudantes gaúchos e a criação de centros de referência em Educação Profissional. A partir do Programa Estruturante Boa Escola para Todos, o governo de Yeda Crusius realizou, entre 2007 e 2009, 1.900 obras nas instituições de ensino. Os investimentos integram as ações do Projeto Escola Legal, além de reivindicações feitas em Consultas Populares de gestões anteriores. Até dezembro do ano passado, foram implantadas 534 salas para uso de tecnologias da informação e comunicação em atividades pedagógicas. Para o início de 2010, serão entregues mais 476 ambientes informatizados finalizando a meta de instalação de 1.000 novos espaços previsto no Projeto Sala de Aula Digital. Desde 2007, cerca de 27 mil professores participaram de formações continuadas, sendo 16.600 mil dentro do Projeto Professor Nota 10. Neste ano está programada a qualificação de 21.400 educadores, visando à implementação dos cadernos de Referenciais Curriculares Lições do Rio Grande. O material lançado pelo governo busca orientar as escolas na elaboração dos planos de estudos, respeitando as habilidades e competências cognitivas dos estudantes em cada uma das séries/anos da Educação Básica. Quanto às ações referentes à melhoria da aprendizagem dos alunos, mais de 500 mil alunos foram avaliados por meio de três edições do Sistema de Avaliação do Rendimento Escola do Rio Grande do Sul (SAERS).