domingo, 6 de dezembro de 2009

FGV é acusada de desvio de verba em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo ajuizou ação em que acusa a Fundação Getúlio Vargas de se associar a assessores de alto escalão da gestão Marta Suplicy (PT) na prefeitura paulistana para fraudar e superfaturar em 338% um contrato de R$ 21,8 milhões firmado pela entidade com a Prefeitura de São Paulo, em 2003. A FGV foi contratada para modernizar o sistema de informática das escolas municipais e implantar novos sistemas de gestão pela então secretária da Educação, Maria Aparecida Perez, mulher do deputado federal Carlos Zarattini (PT). Além de Maria Aparecida, também foi denunciado na ação o então gerente da Prodam (empresa municipal de informática), Raphael Pacheco. Após deixar a prefeitura, ele foi nomeado pelo governo Lula diretor de Negócios da Dataprev, uma estatal federal ligada ao Ministério da Previdência.

Delator Durval Barbosa usou tecnologia de espião para gravar o governador Arruda

Fama de chantagista, dezenas de processos, inquéritos criminais e ações de improbidade milionárias nas costas, o policial civil e ex-secretário Durval Barbosa cedeu à Polícia Federal o próprio corpo como instrumento para captar as gravações que atingiram o governo de José Roberto Arruda (DEM-DF). Em troca, queria o benefício da delação premiada, sem ter recebido nenhuma garantia de que terá os benefícios da delação, pois as denúncias que fez, gravou e filmou dizem respeito a autoridades que têm direito a foro especial e, portanto, tramitam no Superior Tribunal de Justiça. Barbosa conhecia o ambiente onde seria feita a gravação, desfrutava da confiança do governador (que já fora abalada no passado, mas havia sido restabelecida) e, na retaguarda, contava com a Polícia Federal. O mais provável é que Durval Barbosa tenha usado o que há de mais simples: uma câmera de vídeo adaptada ao botão do paletó, no qual também foi instalado um microfone imperceptível. Na parte de dentro do paletó, o dispositivo foi conectado a um aparelho de MP4, com bateria com autonomia de quatro a oito horas de gravação. Foi assim que chegou à residência oficial do governador em Águas Claras, no dia 21 de outubro, e iniciou um bate-papo com o então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel. O governador chegou quase uma hora depois, por volta de 13 horas, e quis ficar a sós com Barbosa. Na ocasião, apenas se falou no pagamento à base aliada, para o qual haveria R$ 400 mil disponíveis e aos quais se juntariam outros R$ 200 mil com o mesmo destino, tudo bancado por empresas que mantinham contrato com o governo. Ao deixar o local, Barbosa se dirigiu à Polícia Federal. Lá, devolveu o equipamento. As imagens e sons captados foram repassados a um computador para transcrição, o que se transformou em um relatório de 53 páginas incluído no inquérito.

Lindberg Farias rompe com a direção nacional do PT

Autodeclarado candidato do PT ao governo do Estado do Rio de Janeiro em 2010, o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, anunciou o rompimento com a direção nacional do partido. "A direção nacional do PT passou do ponto. Interrompemos qualquer possibilidade de chegarmos a um consenso", afirmou Lindberg. Ele se referia à visita ao Rio de Janeiro do presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), que deu entrevista na sede estadual com o deputado federal Luiz Sérgio (RJ), candidato à presidência do diretório. "Eles vieram aqui para nos esmagar. Telefonaram para militantes, para todos os deputados. Havia gente importante do partido atuando de forma quase desesperada. Vieram de um jeito que consolidou a idéia da candidatura própria. Aqui é a resistência heóoica", disse Lindberg Farias. Luiz Sérgio disputa a eleição contra o vice-presidente estadual, Lourival Casula, apoiado por Lindberg e favorável à candidatura própria à sucessão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). Alinhado com Lula e a candidata petista Dilma Rousseff, Luiz Sérgio defende o apoio à reeleição do peemedebista.

Ex-petista Salazar vai depor contra deputados Pont e Bohn Gass no dia 16 na Assembléia gaúcha

Oito dos 12 deputados da Comissão de Serviços Públicos da Assembléia do Rio Grande do Sul resolveram convidar para depor o ex-tesoureiro da DS (Democracia Socialista, grupelho trotskista do PT gaúcho). Paulo Salazar vem denunciando desvio de valores que seriam praticadas pelos deputados estaduais petista Raul Pont e Elvino Bohn Gass, dos quais foi funcionário. Salazar acusou-os publicamente por confisco de salários, lavagem de dinheiro, caixa 2 e prática de diárias frias na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O depoimento sairá dia 16, às 11 horas.

Conselheiro do Tribunal de Contas de Brasília é afastado do cargo

Domingos Lamoglia, conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ex-chefe de gabinete do governador José Roberto Arruda, foi afastado do cargo por 90 dias. Ele assumiu como conselheiro do Tribunal há menos de três meses, indicado para o cargo pelo próprio Arruda. Lamoglia, quando ainda era chefe de gabinete do governador, aparece, no vídeo, ao lado de Omézio Pontes, então assessor de imprensa de Arruda. Durval Barbosa é quem coloca R$ 100 mil na pasta aberta por Omézio Pontes. Em outro trecho do vídeo, Lamoglia mostra que não ficou satisfeito e pede mais dinheiro. "Você me ajuda em mais quanto", diz ele. E Durval Barbosa responde: "Só Deus né".