sábado, 7 de novembro de 2009

Dassault nega redução de 40% em preço do Rafale para o Brasil

A fabricante francesa de armamentos Dassault negou na sexta-feira ter reduzido, a pedido do governo da França, o preço de seus caças Rafale em 40% nas negociações para vender a aeronave à FAB, como foi publicado no jornal francês "Libération". O Rafale disputa a preferência brasileira com o sueco Gripen e o americano F-18. Por meio de um porta-voz, a Dassault afirmou que essas informações "são falsas" e que a empresa "não costuma negociar em público". A redução de preços teria sido resultado de pressões do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que durante sua visita ao Brasil em setembro se comprometeu diante das autoridades brasileiras a oferecer um preço equivalente ao que as Forças Armadas francesas pagam pelos Rafale (quase 50 milhões de euros cada um). O valor inicial seria de 98 milhões de euros por aeronave. Segundo o "Libération", o corte nos preços pode ser insuficiente para que a França ganhe a disputa.

Gato é diagnosticado com gripe suína nos Estados Unidos

Um gato tratado em uma faculdade de veterinária do Iowa foi diagnosticado com gripe suína, informou um funcionário do departamento de Saúde do Estado, na quarta-feira. O gato doméstico foi tratado na faculdade de veterinária, informou o serviço de Saúde de Iowa. "Dois dos três membros da família dona do aninal sofreram estados gripais antes do gato adoecer", indicou a veterinária Ann Garvey. "Isto não é totalmente inesperado, já que outros vírus da gripe já foram encontrados em gatos no passado", acrescentou. Tanto o gato quanto seus donos já se recuperaram, segundo Garvey. O departamento de Saúde advertiu que pessoas que pegaram a gripe suína podem passá-la tanto para humanos quanto para algumas espécies de animais.

Estoques de minério de ferro nos portos chineses caem 2,4%

Os estoques de minério de ferro importado nos principais portos da China, o maior produtor mundial de aço e consumidor de minério, caíram 2,4% nesta semana, informou a consultoria Mysteel na sexta-feira. A demanda pelo minério de ferro permanece em um alto nível na China devido à produção recorde de aço do país nos últimos meses, ajudando a impulsionar os preços à vista para o minério. O minério indiano com 63% a 63,5% de conteúdo de ferro foi cotado entre US$ 97,00 e US$ 99,00 por tonelada na quinta-feira, ante faixa de US$ 93,00 a US$ 95,00 por tonelada há uma semana, com a possibilidade de alguns acordos acima de US$ 100,00. Do total de 66,52 milhões de toneladas de minério de ferro em estoque nesta semana, 22,58 milhões de toneladas eram provenientes da Austrália, 19,1 milhões do Brasil e 12,37 milhões da Índia.

Aplicações na poupança ultrapassam R$ 300 bilhões pela primeira vez

O total de recursos depositados na poupança encerrou outubro em R$ 302,45 bilhões, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central. É a primeira vez em toda a série histórica (iniciada em janeiro de 1995) que o estoque de dinheiro nesse tipo de investimento fecha um mês acima dos R$ 300 bilhões. No final do ano passado, o total de recursos depositados na poupança era de R$ 270,5 bilhões. Em outubro, os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques, resultando em uma captação positiva de R$ 1,04 bilhão. Foi o menor saldo registrado desde abril, mas, pelo sexto mês consecutivo, o saldo entre os depósitos e os saques é positivo. O resultado de outubro ficou bem abaixo do registrado em setembro, que foi de R$ 3,51 bilhões. O saldo no mês passado, porém, superou o de outubro de 2008, quando, no auge da crise financeira, a poupança registrou saldo negativo de R$ 284,1 milhões. No mês passado, os depósitos somaram R$ 82,75 bilhões e os saques, R$ 81,71 bilhões. Os rendimentos totalizaram R$ 1,48 bilhão.

Governo Serra prepara venda de seguradora

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enviou em outubro à Assembleia Legislativa projeto de lei pedindo autorização para negociar a Cosesp (companhia de seguros). Segundo ofício que justifica a proposta, há "decisão política" em não mais atuar no ramo de seguros. Se a Assembléia aprovar o projeto, a companhia pode ser vendida para uma empresa privada ou extinta. A maior venda do governo José Serra foi a do controle da Nossa Caixa ao Banco do Brasil. "A alternativa de alienação do controle acionário da Cosesp dependerá, por certo, da existência de interesse por parte de entidades privadas, que poderão, ao contrário do Estado, viabilizar outras potencialidades comerciais", escreveu o Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. Dois bancos estão fazendo uma análise da empresa. Segundo o secretário-adjunto da Fazenda, George Tormin, a Cosesp não tem vasta carteira de clientes, mas tem um patrimônio positivo. O governo não tem ainda previsão de quanto poderia ganhar. No inicio dos anos 1990, a Cosesp possuía sede, 22 filiais pelo País e 1.550 funcionários. Segundo documento da Fazenda, naquele momento a empresa tinha "um substancial volume de negócios". No início desta década, a empresa perdeu espaço. "Importante salientar que a Cosesp vem passando por um processo gradual de redução de suas atividades", argumenta Mauro Ricardo. Hoje, diz o documento, ela tem 40 empregados.

Lula rebate declarações de Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso

O presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, candidata petista em 2010, usaram na sexta-feira o congresso nacional do PCdoB, em São Paulo como um palanque eleitoral, com pesados ataques à oposição. Ao lançar Dilma Rousseff como candidata "que vai poder dar continuidade ao nosso projeto", Lula rebateu críticas do ex-presidente Fernando Henrique e do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto e cafona . Lula chegou até a comparar ações do PSDB às de Hitler no nazismo: "Eu peguei duas manchetes de jornais hoje. Uma dizia: 'Contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste'. Ou seja, é um pouco o que o Hitler dizia para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam, disse Lula para uma multidão de militantes do PCdoB. O principal alvo de Lula foi Fernando Henrique Cardoso, que no domingo passado falou em "subperonismo" no governo petista . "Um intelectual ficar assistindo a um operário que tem o quarto ano primário ganhar tudo o que ele queria ter ganhado e não ganhou por incompetência é muito difícil mesmo", disse Lula, sob aplausos dos comunistas idolatradores de Enver Hoxa e Nicolae Ceaseauscu no congresso do PCdoB. "O outro presidente pôde ficar três anos estudando na Sorbonne. Eu não. Eu tinha que provar a todo instante que podia governar o País. Se fracassasse, iríamos levar mais 150 anos para um operário governar novamente este País". Lula, ao estilo fidelista, discursou por 103 minutos e ironizou os que o chamaram de analfabeto: "Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação. Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. Sei que isso é intragável. O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar". Ele também retrucou a Caetano Veloso: "Tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro. A universidade não dá nada disso. A política é uma ciência que exige muito mais inteligência. De qualquer forma, a vida é assim. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura".

DEM dá palanque a Lula e Dilma Rousseff em evento em Brasília

O DEM montou um palanque para Lula e a candidata petista Dilma Rousseff na sexta-feira, em Brasília. Único governador do DEM, José Roberto Arruda (Distrito Federal) armou o palco para Lula e Dilma em um ginásio esportivo, com uma plateia de cerca de sete mil policiais e seus familiares. Em discurso que deixou até os petistas abestalhados pela quantidade de elogios, José Roberto Arruda foi pródigo em realçar a parceria com Lula e com Dilma Rousseff. Até parecia que ela ia assinar ficha no PT. O evento, com ares de campanha eleitoral conjunta do DEM com o PT, teve como mote a sanção do projeto de lei que altera o plano de carreira dos policiais militares e dos bombeiros do Distrito Federal. Os policiais do Distrito Federal são pagos com recursos federais pelo fato de Brasília ser a capital do País. Entre as mudanças está a facilidade para promoções, gratificações e a criação de uma jornada de 12 horas de trabalho para 60 de descanso. Segundo Arruda, candidato à reeleição, as promoções começam a ser postas em prática no próximo mês, e a meta é promover 12 mil policiais até dezembro de 2010. Quer dizer, o dinheiro recolhido de todos os brasileiros, em todos os Estados, serve para fazer campanha eleitoral em Brasília. Lula não está fazendo favor em dar dinheiro para policiais militares pelo País afora, mas é criminosos que contribua para formar uma elite policial em Brasília, utilizando-se do dinheiro de brasileiros de todo o País.

Lula negociará com centrais reajuste para os aposentados

Depois do desgaste experimentado com a tática de impedir a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que previa a extensão do reajuste dado ao salário mínimo a todas as faixas de benefícios do INSS, o governo bolivarian o de Lula corre contra o tempo para fechar um acordo antes de quarta-feira, quando as principais centrais sindicais do País estarão em Brasília para a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora. O presidente Lula deverá negociar pessoalmente com as centrais, para evitar que o assunto fique em pauta no ano eleitoral de 2010. Nesta sexta-feira, três ministros e líderes governistas se reuniram para encontrar uma saída política, já que um acordo fechado em agosto, prevendo um reajuste de 6% em 2010 para aqueles que ganham benefícios acima do salário mínimo, nunca foi oficializado.

Governo monta farsa sobre as tumbas dos guerreiros do Araguaia

O jornalista Carlos Brickmann, na coluna que manda por e-mail e aloja no seu site, desmascara a esperta malandragem do governo bolivariano Lula sobre a luta armada que travaram comunistas e militares no Araguaia. É que o governo bolivariano de Lula resolveu investir R$ 13,5 milhões em propaganda, pedindo que a população o ajude a identificar as sepulturas dos guerreiros mortos, passando com isto a falsa idéia de que ele, governo, não sabe onde é que estão todos enterrados. Jair Krischke, conselheiro e fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, de Porto Alegre, pôs o dedo na ferida: "A União não tem condições morais de pedir ajuda à população se não abrir seus próprios arquivos". Ora, é só abrir seus arquivos e vai poupar conversa fiada e os R$ 13,5 milhões que quer gastar. Diz a nota: por que deve o governo gastar R$ 13,5 milhões em propaganda, pedindo informações sobre os desaparecidos na luta do Araguaia, se o próprio governo mantém seus arquivos em sigilo? Esta é a pergunta dos parentes que querem sepultar dignamente seu mortos. "A União não tem condições morais de pedir ajuda à população se não abrir os arquivos”, diz Jair Krischke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos. "É uma encenação para a sociedade. O governo não abre os arquivos e vem com essa campanha pífia. Estão tentando tirar a responsabilidade do Estado e repassar para a população”, diz Cecília Coimbra, do grupo Tortura Nunca Mais, ex-presa política. Além dos desaparecidos no Brasil, 32 pessoas sumiram no Exterior, sem que o governo bolivariano de Lula se mova para achar os corpos.

Lacalle sobe 13 pontos no Uruguai e encosta no tupamaro Mujica

Pesquisa divulgada na sexta-feira para as eleições de segundo turno do Uruguai indicam que o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional, cresceu 13% e encostou no candidato do governo, da Frente Ampla, o tupamaro José Mujica. No primeiro turno Lacalle teve 29% dos votos. Na pesquisa divulgada na sexta-feira ele saltou para 42% (45% pela margem de erro). Já o candidato governista teve 48% no primeiro turno e na nova pesquisa oscilou apenas 1%, indo para 49% (46% pela margem de erro). Dos consultados, 9% estão indecisos ou preferiram não revelar suas intenções de voto. A margem de erro é de 3%. O segundo turno das eleições uruguaias será realizado no dia 29 de novembro.

Segurança de fazenda é baleado por terroristas do MST

Um segurança de uma das fazendas da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, pertencente ao grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, no Pará, foi atingido por um tiro na quinta-feira. A informação foi divulgada pela própria empresa. Segundo a agropecuária, o tiro foi disparado por um terrorista do MST. A empresa informou que o segurança foi atingido quando fazia ronda na fazenda Ceita Corê, em Xinguara (PA). O projétil atravessou o vidro do carro onde o profissional estava e atingiu o colete, que o protegeu. Na sexta-feira a Polícia Civil do Pará abriu inquérito para investigar os responsáveis pela destruição da fazenda Maria Bonita, em Eldorado dos Carajás (PA), que também pertence à Agropecuária Santa Bárbara Xinguara e foi ocupada por milicianos da organização terrorista MST. A agropecuária acusa a organização terrorista MST de destruir casas, colocar funcionários da fazenda na rua e atear fogo em tratores e maquinário. Além disso, os terroristas mataram dezenas de cabeças de gado e fecharam a rodovia PA-150 em diversos pontos.

Sindicato peronista pelego de Kirchner sitia jornais ”Clarín” e ”La Nación”

Menos de 48 horas antes do início da 65ª assembléia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que começou na sexta-feira, em Buenos Aires, as instalações dos jornais Clarín e La Nación foram bloqueadas pelo sindicato peronista pelego dos caminhoneiros, liderado por Pablo Moyano, filho de Hugo Moyano, secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), organização mafiosa aliada do governo da presidente Cristina Kirchner. O bloqueio protagonizado pelos caminhoneiros, que impediram a saída de mais de 700 mil exemplares de jornais e revistas, começou na madrugada da quarta-feira e estendeu-se ao longo do dia. Não houve intervenção policial para a retirada do bloqueio. De sexta-feira, e até a próxima terça-feira, representantes da SIP debaterão as leis sobre a mídia que governos bolivarianos das Américas aplicaram nos últimos anos e que geraram restrições à liberdade de imprensa. A paralisação da venda de jornais argentinos na quarta-feira foi o resultado do bloqueio ordenado por Moyano, cujo objetivo formal era o de conseguir 300 filiados adicionais para seu sindicato. Segundo Moyano, as empresas não cumpriram o acordo de incluir os funcionários que trabalham com a distribuição de jornais e revistas no sindicato dos caminhoneiros. Analistas políticos viram no bloqueio aos principais jornais do país o objetivo de reafirmar a determinação da administração peronista populista de Cristina Kirchner de pressionar os meios de comunicação argentinos com posturas críticas sobre o governo.

Governo Lula quer dar poder de polícia às Forças Armadas

As Forças Armadas deverão ganhar mais poder de polícia e proteção legal para realizar operações típicas de manutenção e garantia da lei e da ordem. Essas mudanças fazem parte da proposta de novo texto para a Lei Complementar 97. Em operações de vigilância na fronteira e demais ações ordenadas pelos poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica podem revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito. O projeto de lei, em fase final de formatação na Casa Civil, após aprovação do presidente bolivariano Lula e do parecer favorável do Ministério da Justiça e da Advocacia-Geral da União, fortalece de maneira explícita o cargo de ministro da Defesa. Ele passa a ter comando operacional sobre as três Forças, que ficam efetivamente subordinadas ao poder civil. Na prática, o texto acaba com a concentração de poder nos comandos. A proposta, que respalda a Estratégia Nacional de Defesa e deve ser enviada ao Congresso ainda neste mês, também enfrenta uma antiga reclamação dos militares, quando são convocados para atuar em ações repressivas, como a subida de morros ou trabalhos de proteção social na época das eleições. Agora fica claro que a tropa, nessas ações, desempenhará “atividades militares”. Diante de eventuais incidentes, seus integrantes serão julgados por tribunais militares, e não pela Justiça comum, como ocorre hoje. Alguns soldados, que fizeram vigilância nas favelas e participaram em 1994 e1995 das Operações Rio I e Rio II, respondem até hoje a processos na Justiça comum, quando estavam sob ordens do Exército. Sem proteção legal, são obrigados a pagar seus próprios advogados nos tribunais civis. Os soldados que estão no Haiti, na Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah), são protegidos por legislação especial: fazem trabalho de polícia, mas na condição de militares.

Novo senador tem 200 ações na Justiça

O novo senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que assumiu no lugar do cassado Expedito Junior (PSDB-RO), conhecido no norte do País como “tubarão do transporte", comanda a empresa Eucatur, que responde a cerca de 200 processos na Justiça de Rondônia, Paraná e Amazonas. São ações por danos morais, sonegação de impostos, entre várias outras acusações. Poderosa no ramo de transporte e turismo, a Eucatur é da família do novo senador. O novo senador disse que deixou o comando da empresa: “Fiz isso para não haver incompatibilidade com o mandato de senador”. No ano passado, uma operação da Polícia Federal apurou suspeitas de irregularidades em financiamento para a Eucatur, no valor de R$ 19 milhões, feito pelo Banco da Amazônia. Segundo a investigação, a empresa teria alterado os chassis dos ônibus comprados. Antes da posse, ele tentou justificar os processos a que responde na Justiça: “São demandas judiciais normais para qualquer empresa. Não há nenhuma condenação de pessoa física”. O senador declarou que, a partir de agora, sua mulher é quem vai tocar os negócios, incluindo um jornal em Rondônia.

PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste

Em uma tentativa de diminuir a liderança do presidente bolivariano Lula na região, o PSDB dá início, na semana que vem, a uma série de cursos para formação de 4.500 “multiplicadores” no Nordeste. Com a previsão de gasto de R$ 450 mil, o programa tem como meta o recrutamento e qualificação de mão-de-obra (voluntária ou contratada) para a campanha presidencial de 2010. Sob a coordenação de um cientista político e um consultor de marketing, os futuros cabos eleitorais serão submetidos até a treinamento de técnica de abordagem e persuasão. Promovido pelo Instituto Teotonio Vilela, o programa prevê a realização de 45 cursos no Nordeste. O custo previsto é de R$ 10 mil por workshop, incluindo o pagamento de professores. Seis professores deverão ser contratados para o programa, com uma remuneração de R$ 2.000,00 por aula. Cada workshop consumirá um dia. Com uma carga de 10 a 12 horas, o curso será dividido em dois blocos: o político e o de marketing. Responsável pela organização do bloco de marketing de relacionamento, o consultor Luiz Fernando Leitão explica que a intenção é aplicar as técnicas de mercado à política. “Vamos adaptar o modelo de SRM (Gerenciamento de Relacionamento) ao voluntariado do PSDB”, adiantou Leitão. Ainda segundo ele, os multiplicadores receberão um “check list”, um passo a passo para aproximação com eleitor, a exemplo do praticado entre empresa e clientes. Entre as dicas, é procurar o eleitor em seu aniversário. O programa inclui aulas sobre marketing de rede, com exploração de ferramentas da internet e de banco de dados. A cargo do cientista político e presidente do ITV (Instituto Teotonio Vilela) de Pernambuco, André Regis, o módulo político apresentará, além de fundamentos da social-democracia e realizações do PSDB, uma biografia dos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.

“Efeito Ciro” implode grupo da petista Marta Suplicy em São Paulo

O grupo político ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, hegemônico no PT paulista há pelo menos seis anos, está próximo da suadissolução por conta da disputa envolvendo a candidatura do partido ao governo do Estado e dos planos da ex-prefeita de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010. Parte dos principais “martistas” se empenhou em pavimentar o caminho para que Ciro Gomes (PSB-CE) tenha o apoio do PT na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Mas, Marta Suplicy trabalha por uma candidatura própria do partido, de preferência a do deputado federal Antonio Palocci, ex-ministro, que seria uma espécie de herdeiro natural, na visão da ex-prefeita, do comando de seu grupo. No mês passado, Marta Suplicy afirmou que Ciro Gomes “não tem nada a ver com São Paulo”. Líder do PT na Câmara dos Deputados, o deputado federal Cândido Vaccarezza (SP), por exemplo, alega que Ciro Gomes poderia ajudar Dilma Rousseff (candidata do PT ao Planalto) e concorrer com chances de vitória no Estado. A posição de Vaccarezza é compartilhada internamente pelos também deputados federais José Mentor, Devanir Ribeiro e Jilmar Tatto, expoentes da gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo (2001-2004).