sexta-feira, 24 de julho de 2009

Funcionários do Foro Central de Porto Alegre em pânico por causa da gripe suína

O Foro Central de Porto Alegre, um prédio que recebe visita de dezenas de milhares de pessoas todos os dias, está em pânico. Os milhares de funcionários que trabalham no local vivem no pavor, desde que morreu uma ascensorista de um dos elevadores do prédio. Corre entre os funcionários a informação de que o caixão dessa funcionária foi lacrado e que a direção do Tribunal de Justiça tenta abafar o motivo de sua morte, atribuído à gripe suína. O motivo maior do pânico dos funcionários seria justamente a ordem da direção central do Poder Judiciário para que fossem colocados avisos na Intranet do Poder Judiciário gaúcho, alertando os funcionários para que não entrem em pânico. No Departamento Médico do Tribunal de Justiça, conforme depoimentos de funcionários colhidos por Videversus, os servidores da área estão trabalhando com máscaras. Outro grande problema é que o Tribunal de Justiça não fornece recursos para que os banheiros públicos do prédio do Foro Central sejam lavados com detergentes e não há sabonete ou álcool para higienização dos usuários. Também corre a informação de que um servidor no foro central, chamado Valquir Lauermann Spielmann (matricula 13113232), teve filho que morreu, em São Paulo, nesta quinta-feira, vítima da gripe suína. Conforme depoimentos recolhidos por Videversus, a ascensorista que morreu se chamaria Rosinha, e era sub-contratada pela empresa Mobra. A senhora estaria indo trabalhar doente por quase uma semana, porque a empresa não aceita atestado médico. O depoimento de que o caixão dela estava lacrado foi dado por colegas ascensoristas que chegaram do velório. A direção do Poder Judiciário gaúcho precisa dar uma informação precisa para a comunidade gaúcha, porque o prédio do Foro Central é visitado diariamente por dezenas de milhares de pessoas e a prestação dos serviços judiciários que ali ocorre é fundamental e indispensável para a população. Videversus não conseguiu contato na noite desta quinta-feira com a direção do Foro Central de Porto Alegre.

Balanço mostra 1.566 casos de gripe suína no Brasil e um total de 34 mortes até agora

Balanço do Ministério da Saúde divulgado na noite desta quinta-feira mostra que, de 25 de abril a 18 de julho, foram confirmados no País um total de 1.566 casos de gripe suína. De 28 de junho até a quarta-feira, 34 pessoas morreram no País em consequência da doença. Os primeiros casos da gripe suína começaram a ser registrados no País em 8 de maio. As mortes foram registradas nos Estados do Rio Grande do Sul (16), São Paulo (12), Rio de Janeiro (5) e Paraná (1). O ministério informou que, desde abril, foram notificados 8.328 casos suspeitos de algum tipo de gripe no País, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. Do total, 18,8% teve diagnóstico positivo para a influenza A (H1N1); outros 6,34% (528 casos) tiveram diagnóstico para a influenza sazonal.

Frio no Rio Grande do Sul facilita propagação da gripe suína

A queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul, onde o Instituto de Meteorologia prevê mínima de -5ºC nesta sexta-feira e no sábado, deverá facilitar a propagação da gripe suína, conforme infectologistas. "O esfriamento do corpo diminui as defesas pulmonares e facilita a infecção pelo vírus influenza, que transmite as gripes", diz o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, de Porto Alegre, Breno Riegel Santos. As próximas seis semanas são tradicionalmente as com o maior número de pessoas com infecções respiratórias no Estado, segundo Luciano Goldani, professor de Epidemiologia da UFRGS. O Rio Grande do Sul deve enfrentar a circulação do novo vírus em pleno inverno, com as mais baixas temperaturas do ano. Em São Paulo, a temperatura também deve despencar. No sábado, a mínima deve chegar a 7ºC na capital. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê neve no planalto e na serra do noroeste do Estado. Geadas podem ocorrer em todas as regiões gaúchas, com exceção do litoral.

Lula critica burocracia na tramitação de projetos no Congresso

O presidente Lula criticou nesta quinta-feira a tramitação de projetos no Congresso Nacional. Ao assinar a mensagem que encaminha o projeto de lei que institui o Vale-Cultura, em São Paulo, Lula admitiu que há burocracia no Poder Legislativo mas evitou enviar uma medida provisória para escapar de críticas. "É importante que vocês compreendam porque demora um projeto desse. Isso passa por uma tramitação na burocracia estatal. A gente não queria mandar uma medida provisória porque tem gente que diz que o Congresso não anda por causa de medida provisória. Então nós resolvemos mandar um projeto de lei com urgência, urgentíssima, o que significa que dentro de 45 dias esse projeto deverá ser votado, primeiro na Câmara, e depois no Senado", afirmou Lula para uma platéia de artistas. O presidente também admitiu que governar é mais difícil do que fazer oposição. "A diferença entre fazer oposição e fazer festão é muito diferente. Porque quando você é oposição tudo é fácil, é só falar. Quando você chega no governo você tem que fazer e vencer as burocracias. Não só dos adversários mas da estrutura da máquina que é secular, e ela não é fácil", disse ele.

Senador Paulo Duque desqualifica tentativa de antecipar reunião do Conselho de Ética

O presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, senador sem-voto Paulo Duque (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira que os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) não têm legitimidade para propor a antecipação da convocação do colegiado porque eles não são nem membros. "Esse pessoal, coitado, não é nem membro", disse. Segundo ele, o conselho não vai se reunir antes do fim do recesso por uma questão de regimento interno. Os parlamentares estão de recesso. Nenhuma atividade pode ser realizada se não for convocada pelo presidente do Senado ou presidente da República: "É uma questão legal. Não pode funcionar. Esta é a realidade e não vai mudar". Duque afirmou que não encontrou nenhum senador desde o início do recesso. Afinal, disse ele, muitos voltam para seus Estados. "Esse pessoal (Cristovam e Simon) mora em Brasília. Assim, é fácil. Mas há senadores no Exterior", afirmou.

José Alencar diz que sai vitorioso do hospital mas que guerra contra o câncer continua

O vice-presidente José Alencar deixou na noite desta quinta-feira o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde o último dia 9 para se recuperar de uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal causada por tumores abdominais. Ele disse que sai vitorioso, mas admitiu que "não foi fácil". "Saio vitorioso de uma batalha, mas a guerra contra o câncer continua", disse ele. "A obstrução intestinal foi provocada pelo câncer e não foi fácil sair dessa", afirmou. José Alencar ressaltou que ainda deve ficar em São Paulo por mais três ou quatro dias, "porque me deram alta do hospital, mas não do serviço médico". No último dia 9, Alencar foi submetido a uma cirurgia, que durou seis horas, para corrigir uma obstrução intestinal. O vice luta contra um câncer na região abdominal desde 1997 e já foi operado 14 vezes. Na cirurgia, os médicos retiraram dez tumores, mas ao menos oito ainda permanecem.

Médicos desistem de transferir mulher de Sarney para São Paulo

A equipe médica responsável por acompanhar a evolução do estado de saúde da mulher do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Marly Sarney, desistiu de transferi-la para São Paulo na noite desta quinta-feira. Os médicos querem estabilizar seu quadro de saúde antes de autorizar a viagem. A assessoria de imprensa da presidência do Senado divulgou nota nesta quinta-feira confirmando que dona Marly sofreu uma queda, no início da tarde, em sua casa, em São Luiz. Ela teve quatro fraturas no ombro direito. Dona Marly, de 77 anos, deve passar por uma cirurgia nos próximos dias. O presidente do Senado deve acompanhar a mulher durante todo o tratamento em São Paulo. De acordo com interlocutores, o presidente do Senado está muito abalado com o ocorrido e preocupado por causa da idade de sua mulher.

Senado deve exonerar 112 funcionários contratados por atos secretos

O Senado Federal deve exonerar 112 funcionários contratados por atos secretos. Um novo levantamento realizado pela Diretoria Geral identificou que, dos 218 funcionários que foram nomeados sem a devida publicidade, 98 já foram exonerados por ato legal, sete não chegaram a assumir o cargo e um morreu. A comissão criada para analisar o impacto da anulação dos atos secretos tem avaliado cada caso individualmente e deve sugerir as exonerações em 15 dias. A comissão recomendou a demissão imediata desses servidores na segunda-feira, mas o diretor-geral, o inefável Haroldo Tajra (um diretor geral que bate em ex-mulher e ex-sogra), segurou as exonerações até que os trabalhos da comissão sejam concluídos.

Lula deve visitar Israel no primeiro semestre de 2010

O presidente Lula deve visitar Israel no primeiro semestre de 2010. A intenção de Lula foi confirmada nesta quinta-feira pela Conib (Confederação Israelita no Brasil). Segundo a entidade, o presidente afirmou que não deseja terminar seu mandato sem uma visita a Israel. Antes da visita de Lula, o presidente de Israel, Shimon Peres, deverá vir ao Brasil em novembro. A intensificação das relações entre os dois países começou nesta semana, com a vinda do ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, a primeira visita ao Brasil de um chanceler israelense em 22 anos. Lula se reuniu hoje com o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, no escritório da Presidência da República, em São Paulo.

José Serra critica política monetária do governo Lula e elogia BNDES

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou nesta quinta-feira a política econômica e monetária do governo do presidente Lula. Para Serra, o dólar está em um "valor irreal", o que prejudica a produção de bens e equipamentos e torna a indústria pouco competitiva. José Serra elogiou a política do BNDES. "Todo Brasil sabe que eu tenho divergências com a política econômica do governo federal. No seu conjunto, tem partes corretas e partes erradas. A errada é a política monetária e de câmbio, que aliás prejudica as atividades de produção de bens e equipamentos, porque a indústria se torna pouco competitiva. O estrangeiro pode vender mais barato ao Brasil porque o dólar tem um valor irreal. Agora tem o lado certo, e um desses aspectos é a política do BNDES", afirmou ele.

Ministério Público diz que governo Lula deixou de investir R$ 5,4 bilhões na saúde

O governo federal não está aplicando no setor da Saúde os recursos mínimos estabelecidos pela Emenda Constitucional 29. Procuradores da República do Ministério Público Federal do Distrito Federal disseram que pelo menos R$ 5,4 bilhões deixaram de ser investidos. Segundo o levantamento, a União cometeu quatro erros que estariam maquiando as contas públicas. Entre os equívocos, o governo contabilizou gastos do Bolsa Família como se fossem do setor de saúde. "Enviamos a recomendação à administração federal, na qual pedimos a recomposição desses valores e, sobretudo, que essas práticas não sejam mais adotadas daqui para frente", disse Carlos Henrique Martins, procurador da República. Os equívocos do governo em calcular o mínimo começaram há nove anos. Em 2003, o governo deixou de investir cerca de R$ 1,5 bilhão na saúde. "Isso interfere na vida social, na falta de atendimento médico à população. Inclusive, no cenário atual de gripe suína, em que pensávamos estar preparados, a situação poderia ser melhor se o governo tivesse cumprido o pagamento", afirmou o procurador Peterson de Paula Pereira. O governo tem até o final deste mês para dar um posicionamento em relação ao estudo.

DEM estuda entrar com nova representação contra Sarney para investigar grampos

Depois de anunciar a retirada de apoio político ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a bancada do DEM vai discutir se apresenta uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista no Conselho de Ética. O motivo seria a divulgação de interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal que comprovam que Sarney negociou a contratação do namorado de sua neta para trabalhar na Diretoria Geral do Senado. Segundo o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), se o presidente do Senado não apresentar argumentos convincentes, o partido deve propor mais uma abertura de investigação no colegiado contra ele. "Irei propor ao DEM representar contra Sarney, caso não haja explicação convincente. Os diálogos são motivo de sobra para uma ação contra o senador José Sarney. Os fatos são graves. Revelam situação administrativa inconveniente. Tornam a situação de Sarney insustentável", disse José Agripino em sua página no Twiter.

Michel Temer vai abrir 44 processos administrativos contra servidores por venda de passagens

O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), determinou nesta quinta-feira que a Corregedoria da Casa investigue a participação de deputados na venda da cota de passagens aéreas. Michel Temer decidiu ainda abrir 44 processos administrativos contra servidores e ex-servidores que tiveram o envolvimento na máfia das passagens confirmado pela comissão criada para apurar o comércio de bilhetes aéreos na Câmara. O comando da Casa decidiu manter em sigilo os nomes dos servidores e dos parlamentares que estão sob suspeita. A Câmara não confirmou se os deputados foram citados ou acusados pelos servidores. Os parlamentares não foram ouvidos porque a comissão de sindicância era formada por funcionários e não possui atribuição para tomar depoimento. O corregedor da Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), vai avaliar o parecer da comissão e decidir se abre processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética contra os deputados. Temer determinou abertura de investigação para identificar a existência da máfia das passagens depois que os nomes do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e do ministro Eros Grau, apareceram como beneficiários na cota dos deputados federais Paulo Roberto (PTB-RS) e Fernando de Fabinho (DEM-BA), respectivamente. Os ministros comprovaram que as passagens não foram custeadas pela Câmara. Gilmar Mendes encaminhou à Câmara cópia da fatura de seu cartão de crédito que comprovaria que todos os bilhetes foram pagos com recursos próprios em uma agência de turismo. Eros Grau apresentou um comprovante de que sua passagem foi paga pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Emissão do BNDES provoca elevação da dívida pública para R$ 1,4 trilhão

A dívida pública federal cresceu 3,33% em junho, em relação a maio, e chegou a R$ 1,434 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional. O aumento da dívida se deve a uma operação para repasse de recursos ao BNDES. Em março, já haviam sido emitidos R$ 13 bilhões em papéis prefixados (LTN) para reforçar o caixa do banco estatal. Em junho, foram emitidos mais R$ 26 bilhões. Essa operação tem caráter apenas contábil, mas acaba tendo impacto na dívida. Foram emitidos títulos prefixados, pós-fixados (LFT) e indexados à inflação (NTN-B). Ao longo do ano, serão feitas novas emissões, que podem chegar a até R$ 100 bilhões. O dinheiro será utilizado para reforçar os empréstimos do banco nesse momento de crise provocada pela falta de recursos para crédito. Com essa operação, o valor da dívida ficou acima dos R$ 1,397 trilhão registrados no final de 2008, mas se mantém dentro das metas do governo para esse ano. O Plano Anual de Financiamento do Tesouro Nacional prevê uma dívida entre R$ 1,45 trilhão e R$ 1,60 trilhão no final de 2009.

Diretor de Itaipu diz que Congresso terá de aprovar concessões ao Paraguai

As concessões oferecidas pelo Brasil para que o Paraguai possa aproveitar melhor a energia de Itaipu terão que ser aprovadas pelo Congresso, disse Jorge Samek, diretor brasileiro da hidrelétrica binacional, nesta quinta-feira. Ele confirmou que o Brasil está disposto a atender a duas das principais reivindicações do país vizinho: a venda livre no mercado brasileiro da energia que não consome e o aumento das compensações econômicas por sua participação na obra. A proposta será discutida na reunião que o presidente Lula terá neste sábado com seu colega paraguaio, Fernando “Pai Nosso” Lugo, em Assunção. Mas o que se sabe é que demorará até o Paraguai ser autorizado a vender o excedente da energia gerada por Itaipu a clientes brasileiros que não a estatal Eletrobrás. Isso porque o acordo proposto pelo Brasil ainda terá que passar por negociações técnicas e ser ratificado pelo Congresso nacional, destacou Samek.

Fundação anuncia descoberta de composições de Mozart

A Fundação Internacional Mozarteum anunciou a descoberta de duas novas composições de Wolfgang Amadeus Mozart. Baseada na Áustria, a fundação revelou que as obras recém-descobertas são peças de piano. Mozart, nascido em Salzburgo, começou a compor aos cinco anos, e tem mais de 600 trabalhos conhecidos entre óperas e músicas de câmara, além de concertos para piano e peças para coral. Nesta quinta-feira, a fundação afirmou que mais detalhes sobre as composições serão anunciados durante uma apresentação organizada em Salzburgo no dia 2 de agosto.

Diretora de ONG ligada a Sarney é presa no Maranhão

O grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sofreu mais um revés. A Polícia Federal prendeu na quarta-feira a presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Maranhão (Ocema), Adalva Alves Monteiro, acusada de desviar verbas federais destinadas a qualificação profissional e outros programas sociais. Pela apuração da polícia, Adalva está desde o início da década à frente das cooperativas por indicação política de Sarney. A Organização das Cooperativas tem grande ramificações no estado, principalmente nos segmentos mais pobres da população. Como presidente da entidade, Adalva comanda programas de treinamento e qualificação profissional até de taxistas. A Polícia Federal investiga irregularidades em repasses da ordem de aproximadamente R$ 8 milhões. A prisão de Adalva foi pedida pela polícia e decretada pela 1ª Vara da Justiça Federal. As investigações começaram ano passado. O foco do inquérito são desvios de verbas repassadas ao Maranhão pelo Ministério da Agricultura, reduto do PMDB no governo federal.