terça-feira, 30 de junho de 2009

Ministério da Saúde diz que o Brasil tem 625 casos confirmados de gripe suína

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que há um total de 625 casos confirmados de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) no Brasil, a famigerada gripe suína. Até 28 de junho, o Ministério acompanhava 673 casos suspeitos no País. Outros 933 casos foram descartados. Entre os Estados, São Paulo é o que tem mais casos no País: 308. No Rio Grande do Sul são pelo menos 40 casos e a única morte pela doença no Brasil (o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde aponta 76 casos no Estado). Em Santa Catarina são 46 doentes, conforme o Ministério.

Uruguai confirma primeira morte pela gripe suína

O Ministério da Saúde Pública do Uruguai confirmou nesta segunda-feira a morte de uma mulher em Montevidéu contaminada pela gripe suína, a primeira a falecer por causa da doença no país. Em comunicado, o Ministério procurou não dar importância a esta morte e afirmou que "este tipo de evento é frequente no inverno, ocorre todos os anos e não depende da presença específica do vírus" A(H1N1). As autoridades relataram que a morte aconteceu por um motivo que teria sido agravado por "qualquer processo infeccioso". Segundo fontes oficiais, até o momento, apenas 12 pessoas foram internadas no Uruguai por causa da gripe, das quais duas estão em unidades de terapia intensiva. Uma delas é uma mulher de 22 anos que estava grávida de três meses e que perdeu seu bebê por complicações da doença.

Receita Videversus – A chef de cuisine Simone Nejar ensina a fazer salgadinhos variados


Hoje vamos aprender a fazer uma massa básica que serve pra fazer uma variedade incrível de salgadinhos, desde as coxinhas de galinha até as bolinhas de queijo. A massa é tão versátil que pode ser recheada com praticamente tudo, passada no ovo batido, na farinha de rosca e frita. Se as pessoas soubessem como é fácil e econômico fazer essa massa, as festas seriam mais freqüentes, com toda certeza. Nada de massa de salgadinhos sem gosto. A receita de hoje é de uma massa deliciosa. Para prepararmos aproximadamente cem salgadinhos, vamos precisar de meio litro de água, meio litro de leite, dois cubinhos de caldo (qualquer sabor, escolha combinando com o recheio que for usar), 2 colheres de sopa de manteiga, uma folha de louro, um dente de alho partido ao meio e meio quilo de farinha de trigo. Aquecemos a panela e derretemos a manteiga, fritando ali o alho. Juntamos a água, o leite, os caldos e o louro e deixamos ferver. Quando estiver borbulhando, retiramos o alho e o louro e jogamos de uma só vez a farinha de trigo, mexendo rapidamente com a colher de pau. Deixamos esfriar um pouco e trabalhamos a massa com as mãos. Ela vai ficar bem maleável, e com ela é possível modelar uma infinidade de salgadinhos. Para fazer coxinhas, basta abrir uma bolinha de massa, rechear com frango cozido e desfiado, dar o formato de coxinha, passar no ovo batido e na farinha de rosca, e fritar, aos poucos, em óleo quente. Para fazer bolinhas de queijo, recheie com pedacinhos de queijo prato ou outro de sua preferência. Você pode usar recheio de camarão, carne, atum, presunto, lingüiça, enfim, com esta massa, metade do sucesso da festa está garantido. O resto é com você!

Novo procurador-geral da República é semelhante ao antecessor

O novo procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, escolhido nesta segunda-feira pelo presidente Lula para substituir Antonio Fernando Souza, tem o perfil parecido com o do antecessor, de quem tinha o apoio. Lula escolheu um dos três nomes definidos em votação realizada no dia 21 de maio pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). A eleição, que contou com 1.069 votos, deu a Gurgel 482 votos, contra 429 votos de Wagner Gonçalves e 314 votos para Ela Wiecko Volkmer de Castilho. O presidente indicou o nome que recebeu mais votos. A expectativa é de que Gurgel tenha sido a opção da continuidade. Gurgel é educado, mas não tem o perfil "combativo", na opinião dos que queriam um procurador-geral que defendesse com firmeza a instituição. Ele tem pouca experiência nas áreas de direitos humanos e penal. Casado com a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, ele é experiente na área criminal e a quem o então procurador-geral costumava delegar as ações penais mais polêmicas.

DEM e PT reúnem bancada para discutir situação de Sarney

O DEM e o PT reúnem nesta terça-feira suas bancadas no Senado Federal para discutir a situação do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), arranhado por denúncias de irregularidades. O DEM apoiou a eleição de José Sarney para a presidência do Senado. Aliado tradicional do PSDB, o DEM ainda não defendeu publicamente o afastamento de Sarney. "O partido vai se reunir para decidir se é o caso também para pedir que ele se licencie da presidência ou até mesmo chegar a exigir providências mais graves. Vai depender da análise que faremos", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) diz que o PT também discutirá o assunto: "A bancada do PT no Senado vai se reunir amanhã para analisar os fatos recentes ocorridos na Casa e definir um posicionamento”.

PSOL protocola representação e Arthur Virgilio apresenta denúncia

Aumenta a pressão para o presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), se afastar do cargo. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), começou nesta segunda-feira a ofensiva contra Sarney e apresentou denúncia no colegiado pedindo que o peemedebista seja investigado pela edição dos atos secretos, com a nomeação de parentes, e pelos empréstimos consignados fechados pela Casa. Em outra frente, o PSOL vai protocolar nesta terça-feira mais um pedido de investigação no Conselho de Ética. O PSOL protocola uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Sarney e outra contra o ex-presidente da casa e atual líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Os dois serão investigados pela edição dos atos secretos. A direção do PSOL resolveu protocolar uma representação porque não conseguiu avançar na idéia de criar uma CPI para investigar as denúncias de irregularidades contra o comando da Casa. Para o líder do PSOL no Senado Federal, senador José Nery (PA), a representação encontra respaldo da sociedade. "A imagem da Casa está arranhada e temos que fazer uma limpeza, apontar os responsáveis e recuperar a credibilidade da Casa para seguirmos em frente. A sociedade e o Senado esperam uma resposta", disse Nery.

Gilmar Mendes nomeia juízes que formarão comitê para resolução de conflitos fundiários

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse nesta segunda-feira que as falhas da Justiça podem causar "anomalias" ao nomear os juízes que formarão o Comitê Executivo para o Fórum Nacional para Monitoramento e Resolução de Conflitos Fundiários Rurais e Urbanos. "Certamente, este é um dos temas mais sérios que nós temos que enfrentar, a questão dos conflitos agrários e fundiários. Muitos desses conflitos têm causado desassossego em matéria de segurança pública, lesões corporais, homicídios, uma séries de episódios sérios e perturbadores da paz social", afirmou Gilmar Mendes. Segundo ele, o comitê vai listar as ações prioritárias e fazer propostas que possam ajudar na resolução desses conflitos. O ministro afirmou, ainda, que será feito um levantamento sobre uma série de questões que provocam conflitos relacionados a propriedades urbanas e rurais, como regularização e posse, usucapião, desapropriações e trabalho escravo.

Senador Tião Viana diz que recebeu oferta de empréstimo de Agaciel Maia

O senador Tião Viana (PT-AC) afirmou nesta segunda-feira que recebeu uma oferta de empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Federal, Agaciel Maia. O petista afirmou que recebeu oferta de ajuda em dinheiro de Agaciel Maia e ouviu dele a afirmação de que costumava fazer empréstimos a senadores "a fundo perdido", sem a necessidade de devolução. O senador está em São Paulo acompanhando o tratamento de saúde de um familiar e deve retornar ao Congresso nesta terça-feira. Segundo ele, a oferta ocorreu durante a tentativa do petista de cancelar um plano de previdência. "Eu tinha dois planos de previdência. Um da Universidade Federal do Acre e outro do Senado. Como naquela época minha mulher, que é arquiteta, estava praticamente sem trabalho, o pagamento ao Senado, cerca de R$ 1,3 mil por mês, ficou pesado. Fui ao Agaciel Maia pedir para suspender esse pagamento. Ele me disse que poderia pagar o plano para mim, como fazia com outros senadores a quem concedia empréstimos a fundo perdido. Não aceitei", afirmou Tião Viana. Ex-integrantes da Mesa Diretora do Senado já confirmaram que era uma prática comum do ex-diretor-geral recolher assinaturas individuais dos senadores que compõem o órgão para transformar decisões administrativas em conjunta. A suspeita de senadores é que os documentos tenham sido transformados em atos secretos.

Senador Arthur Virgílio pede abertura de investigação contra Sarney no Conselho de Ética

O líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), apresentou nesta segunda-feira uma denúncia contra o presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), e pediu abertura de investigação contra ele no Conselho de Ética da Casa. Arthur Virgílio pede que o peemedebista seja investigado pela edição dos atos secretos, com a nomeação de parentes, e pelos empréstimos consignados fechados pela Casa. Ele também espera que, nesta terça-feira, após a reunião da bancada, o PSDB apresente uma representação contra Sarney. Para entregar a representação, Arthur Virgílio precisaria do aval do partido, mas o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), ainda está viajando. Outra diferença é que a denúncia pode não ser acolhida pelo Conselho de Ética, enquanto a representação obriga o conselho a abrir processo e analisar o caso. Segundo Arthur Virgílio, o Senado Federal não pode se calar diante das denúncias que surgem contra o presidente da instituição. Ele fez um longo discurso no Senado Federal, que durou quase quatro horas, contando com os apartes. Nesse discurso, sugeriu com todas as letras que durante 15 anos houve roubo escandaloso no Senado Federal, comandado por Agaciel Maia, e que senadores foram beneficiados por esse roubo. Ele chamou Agaciel Maia de quase tudo que podia chamar: ladrão, quadrilheiro, comandante de mafuá, baiúca, e por aí afora.

Ex-aluno de Mangabeira Unger assumirá Secretaria de Assuntos Estratégicos

A exoneração do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, deve ser publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. Mangabeira Unger se reapresentará no dia 1º de julho na Faculdade de Direito da Universidade Havard (Harvard Law School), nos Estados Unidos, onde é professor há quatro décadas. Ele será substituído provisoriamente por Daniel Vargas, secretário-executivo, e seu ex-aluno em Harvard. Indicado pelo vice-presidente da República, José Alencar, de quem é correligionário no PRB, Mangabeira Unger tomou posse em 19 de junho de 2007. Em dois anos de pasta, o ministro coordenou a elaboração e a negociação com os estados do PAS (Plano Amazônia Sustentável) e a Estratégia Nacional de Defesa. Mangabeira ainda articulava projetos regionais para as regiões Nordeste e Centro-Oeste.

Elizabeth 2ª teve de recorrer a fundo de reserva para pagar despesas em 2008

O financiamento público para a rainha Elizabeth 2ª e a família real britânica custou a cada contribuinte o equivalente a 69 pence (R$ 2,21) no ano passado, de acordo com as contas publicadas nesta segunda-feira. Mas a rainha teve de recorrer a um fundo de reserva para pagar as despesas da família, e funcionários reais esperam um aumento do financiamento público para poder fazer reformas na principal residência da rainha. O gabinete da rainha informou que os custos anuais relacionados à família real foram de 41,5 milhões de libras (R$ 133 milhões) até 31 de março, um aumento de 1,5 milhão de libras (R$ 4,8 milhões) em relação ao ano anterior. Isso significa que sustentar a família real britânica custou aos contribuintes 3 pence (R$ 0,10) a mais no ano passado. O governo cobre as despesas dos compromissos oficiais da família real em troca da renúncia da rainha às receitas das propriedades do Crown Estate (Domínio da Coroa), as propriedades imobiliárias historicamente em poder dos monarcas britânicos, e de outras fontes hereditárias, que atingiram 211 milhões de libras (R$ 676 milhões) em 2007.