segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Corpo de Sérgio Naya é liberado pela polícia e segue para Minas Gerais

O corpo do ex-deputado federal Sérgio Naya (PP-MG), de anos 66, foi liberado pela polícia de Ilhéus (BA) para seguir para Laranjal (MG), onde será velado e enterrado. Naya foi encontrado morto no sábado, por volta das 16 horas, deitado em uma cama do hotel Jardim Atlântico, em Ilhéus, onde estava hospedado. Segundo o hotel, foi o motorista que acompanhava Naya em Ilhéus que sentiu a falta do ex-deputado no café da manhã e depois no almoço. O motorista procurou a gerência do estabelecimento, que foi até o quarto onde estava o ex-deputado. Naya ficou conhecido com o desabamento do edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, no dia 22 de fevereiro de 1998. O desabamento matou oito pessoas e deixou 150 famílias desabrigadas. Naya era o dono da Sersan, empresa que construiu o edifício. No início, Naya tentou culpar os moradores por uma eventual sobrecarga que teria causado o desabamento. Mas o Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do Rio de Janeiro apontou “erro grosseiro no dimensionamento” de pilares e afirmou que Naya era o responsável pela obra. Um parecer técnico da Justiça do Rio de Janeiro também apontou erros básicos na execução do prédio, como a presença de umidade e pedaços de mármore soltos na estrutura, pilares com estufamento e corrosão, revestimentos com placas soltas e infiltrações. Nos dois meses seguintes, o empresário teve o mandato de deputado federal cassado e suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça. Acabou, contudo, absolvido em processo judicial que o apontava como réu do crime de responsabilidade pelo desabamento do Palace 2.

Europa fecha acordo sobre regulação financeira antes da cúpula do G20

Os líderes das principais economias européias chegaram a um consenso neste domingo, em Berlim, sobre a necessidade de que a próxima reunião de cúpula do G20 estabeleça o endurecimento da regulação dos mercados, produtos e agentes financeiros, com o objetivo de enfrentar com mais firmeza a crise econômica mundial. A chanceler alemã, Angela Merkel, organizou uma reunião com seus pares da França, Grã-Bretanha, Itália, Espanha e Holanda para superar os recentes desentendimentos e aproximar posições antes da cúpula do G20, que reunirá no dia 2 de abril, em Londres, os líderes dos principais países industrializados e emergentes. Os presidentes da Comissão Européia, do Banco Central Europeu, do Eurogrupo e da União Européia também participaram do encontro em Berlim. Os líderes europeus concordaram que "todos os mercados, produtos e agentes financeiros, incluindo os hedge funds e outros núcleos privados de capital que possam representar um risco sistemático, devem ser monitorados com a atenção apropriada e submetidos a uma dura regulação". Os hedge funds, altamente especulativos e pouco regulados, aumentaram a instabilidade dos mercados e contribuiram para o aprofundamento da crise mundial. Os líderes também pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que dobre seus recursos disponíveis, "para que possa ajudar seus membros de maneira rápida e flexível quando estes experimentarem dificuldades em sua balança de pagamentos". De fato, não há saída fácil para a economia, em curto espaço de tempo, se não houver uma intervenção forte dos Estados nacionais mais importantes sobre o setor financeiro mundial, que produziu mais de 100 trilhões de derivativos sem lastro. É isto que está detonando a economia real, o mundo da produção.

Opep estuda novo corte de produção do petróleo

O ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse neste domingo que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve optar por mais um corte na produção de petróleo, como uma tentativa de conter a queda nos preços. A próxima reunião do cartel está marcada para 15 de março em Viena. O ministro disse que a decisão do cartel em setembro de fazer um corte de 4,4 milhões de barris por dia na produção ajudou a evitar que os preços caíssem ainda mais. "Se a Opep não tivesse decidido reduzir a produção em setembro, outubro e dezembro, o barril de petróleo não estaria sendo negociado a US$ 40,00 por barril, mas a US$ 20,00", alertou ele. Khelil advertiu que a comercialização do petróleo a preços muito baixos pode resultar em redução nos investimentos do setor, criando um cenário de oferta insuficiente para atender a demanda quando ela se recuperar em dois ou três anos.

Leia o artigo de Diogo Mainardi na revista Veja – “Sartre do Hamas”

“Hamas, Hamas, os judeus na câmara de gás”. O bordão foi entoado na Holanda, durante uma passeata organizada por grupos de esquerda para protestar contra a batalha de Gaza. Dois parlamentares do Partido Socialista participaram da passeata. O antissemitismo? Foi tomado pela esquerda. Gadi Luzzato Voghera é autor de um ensaio sobre o assunto, "Antissemitismo à esquerda", da editora Einaudi. Professor da universidade de Veneza, judeu e esquerdista, ele comparou a cumplicidade da esquerda européia com o Hamas à cumplicidade da esquerda européia com o stalinismo. Assim como os intelectuais de esquerda, no passado, se recusaram a condenar o totalitarismo de Stalin e o caráter assassino de seu regime, os intelectuais de esquerda, atualmente, acobertam o totalitarismo do Hamas e o caráter terrorista de seu regime - são os Jean-Paul Sartre do Hamas. O antissemitismo de esquerda é camuflado como antissionismo. Para poder colaborar abertamente com os assassinos do Hamas, os antissemitas de esquerda falsificaram a história, associando os terroristas palestinos aos grupos anticolonialistas do século passado ou ao movimento contra o apartheid na África do Sul, como se Israel fosse um império colonial ou um regime segregacionista. Pior: eles igualaram Gaza ao gueto de Varsóvia, como se Israel fosse a monstruosidade nazista. Em nome do antissionismo, a esquerda acolheu alegremente o despotismo do Hamas, o fundamentalismo religioso, a opressão das mulheres e a retórica genocida contra os judeus. De setembro para cá, o antissemitismo de esquerda ganhou o impulso da crise financeira internacional. De acordo com uma pesquisa realizada em sete países europeus, 31% dos entrevistados culparam os judeus pelos desastres da economia mundial. É o retorno em grande escala daquele arraigado preconceito antissemita do judeu agiota, do judeu conspirador, do judeu inescrupuloso, do judeu golpista. Agora é a vez do judeu do subprime, do judeu dos ativos tóxicos, do judeu capitalista. Os novos Protocolos dos Sábios do Sião afirmam que o neoliberalismo é obra de judeus apátridas, como Bernard Madoff, e que só a esquerda pode extirpá-lo, com um vigoroso Pogrom keynesiano de investimentos estatais. A esquerda nem sempre foi assim. Eu, como Tristram Shandy, relato o que aconteceu antes de meu nascimento, quando ainda estava acomodado no útero materno. Passei a gravidez num kibbutz, em Israel. O kibbutz Ashdot Iaakov, pertinho do mar da Galiléia, aos pés das colinas de Golan. Data: 1962. Lá estou eu, boiando no líquido amniótico. Lá está ela, minha mãe, aos 27 anos, grávida de mim, trabalhando na creche do kibbutz. Lá está ele, meu pai, colhendo uvas no vale do Jordão. E lá está ele, meu irmão, aprendendo hebraico na escola. Nenhum deles era - ou é - judeu. O que faziam num kibbutz? Experimentavam a vida comunitária, aquele ideal socializante de irmandade e de partilha dos bens. O ideal socializante, agora, é outro: - Hamas, Hamas, os judeus na câmara de gás.

Marolinha - BNDES não tem como interferir nas demissões da Embraer

O BNDES não tem um instrumento jurídico que lhe permita interferir diretamente na decisão da Embraer de demitir cerca de 20% do seu quadro de funcionários. Também não faz parte do bloco de controle da companhia, apenas no de sua empresa de participações, a BNDESPar, que possui 5,2% do capital da Embraer. Na última quinta-feira, a Embraer anunciou corte de 20% dos 21,3 mil funcionários devido à crise. Os financiamentos do BNDES às exportações da Embraer somaram US$ 8,39 bilhões desde 1997, mas não há uma cláusula contratual que obrigue a empresa a manter empregos. No dia 29 de janeiro, o presidente do banco, Luciano Coutinho, declarou-se contra a criação de uma cláusula desse tipo, que, de acordo com ele, "pode ser contraproducente" para o emprego. Disse também que a instituição está analisando como criar incentivos positivos para o emprego. "É nossa obrigação apoiar a Embraer, assim como todos os eximbanks (bancos de apoio a importação e exportação) apoiam as empresas aeronáuticas de seus países", afirmou. No Brasil, a função de Eximbank é exercida pelo BNDES. "A Embraer é um ativo importante para o País", declarou.

Marolinha - Sindicalistas ameaçam para a Embraer por causa das demissões

Sindicalistas foram ao Palácio do Planalto na sexta-feira pedir a interferência do presidente Lula nas demissões de 4.200 empregados da Embraer, mas acabaram recebidos apenas por um assessor. Eles ameaçam parar a empresa se as demissões não forem revertidas. "Nós achamos que não basta o presidente ficar indignado. Ele tem que tomar uma medida efetiva que exija que a empresa readmita os trabalhadores ou então reestatize a companhia", disse Luiz Carlos Prates, secretário-geral da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas – está confederação pertence ao PSOL). A Embraer anunciou na última quinta-feira a demissão de 4.200 funcionários no Brasil e em mais três países justificando a medida em função da crise financeira internacional. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Adilson dos Santos, o governo tem como bloquear a situação uma vez que a Embraer recebe empréstimos do BNDES. Santos afirma que se a empresa não voltar atrás na decisão, "nós vamos ter que mobilizar os trabalhadores e parar a Embraer". Santos viu falta de consideração no fato de o presidente Lula não receber os sindicalistas. Lula vai receber a direção da Embraer em Brasília na próxima quarta-feira para discutir os cortes.

Marolinha - Lula sabia de demissões na Embraer desde a última segunda-feira

O presidente Lula sabia desde a última segunda-feira que a Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de pessoal. Na quinta-feira, quando a empresa o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse indignado com as demissões e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões. As demissões na Embraer foram antecipadas pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo. Segundo Coutinho, a Embraer depende muito do mercado externo e se encontra em situação complicada por conta da crise internacional. No encontro, ele ressaltou que haveria "expressivas demissões". Na própria segunda-feira, Coutinho informou a Lula sobre as demissões na Embraer.

Marolinha – Lula cai na real e admite que agora é tsunami

O presidente Lula considerou, em uma avaliação reservada, que a demissão em massa na Embraer é o pior capítulo dos efeitos da crise financeira internacional no Brasil. Para Lula, o episódio cristalizou, de um lado, que a turbulência não é "marolinha" e já contaminou a economia real; de outro, aponta o desemprego como principal ônus da crise no mercado doméstico. O fechamento de quase 800 mil postos de trabalho nos últimos três meses também reforçou essa imagem: a de que vivemos "a hora do facão", como expressou um auxiliar de Lula.

Organização terrorista libanesa Hizbollah ataca Israel com míssel

A organização terrorista islamista libanesa Hizbollah e duas organizações palestinas, a FPLP (Frente Popular para a Libertação da Palestina) e o Fatah negaram no sábado que tenham disparado três foguetes Katyusha do sul do Líbano contra o norte de Israel. No atentado uma mulher teve ferimentos leves e foi encaminhada a um hospital em Nahariya. Nenhum grupo assumiu a autoria dos lançamentos, mas, como partiram do sul Líbano, é incontestável a responsabilidade dos terroristas do Hizbollah. A polícia libanesa confirmou o lançamento de projéteis de seu território. Em resposta, o Exército israelense atirou ao menos sete obuses contra os palestinos. Segundo comunicado divulgado pelo governo do Líbano, os foguetes atingiram uma área nas aldeias de Klaile e Mansuri. O premiê libanês, Fuad Siniora, condenou os ataques, assim como a reação do Exército israelense que lançou obuses em retaliação. De acordo com comunicado do governo, "o contra-ataque israelense constituiu uma violação inaceitável e injustificada da soberania libanesa". Por que ele acaba com o poder militar do Hizbollah? Fuad Siniora não passa de um fantoche na chefia do governo libanês.

PMDB orienta Furnas a trocar comando de fundo de pensão

Pela terceira vez em menos de dois anos, o PMDB tenta destituir o presidente e o diretor financeiro do Real Grandeza, fundo de pensão dos empregados da estatal Furnas Centrais Elétricas e de parte dos funcionários da também estatal Eletronuclear. Os dois têm mandato até outubro. A proposta de substituição será votada em reunião extraordinária do conselho deliberativo do fundo de pensão, convocada para a próxima quinta-feira. Furnas é a maior geradora estatal de energia elétrica do País. Com carteira de investimentos de R$ 6,5 bilhões, e 12,5 mil associados, o Real Grandeza é o 11º maior fundo de previdência privada fechada do País. A movimentação para a troca do presidente da fundação, Sérgio Wilson Ferraz Fontes, e do diretor de investimentos, Ricardo Gurgel Nogueira, desencadeou mais uma crise interna na empresa, com protestos diários de aposentados e de ameaças de greve por sindicatos dos eletricitários de vários Estados. O presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, alegou que a empresa não tem sido tratada com o merecido respeito pela administração do fundo de pensão, e que, neste cenário, o ministro Edison Lobão (PMDB-MA) orientou a troca da diretoria executiva. O presidente do conselho deliberativo do fundo de pensão, Victor Albano Esteves, nomeado por Furnas, formalizou a proposta de substituição do presidente Sérgio Wilson Fontes por Eduardo Henrique Garcia, gerente da área financeira de Furnas, que acumularia, interinamente, a diretoria de investimentos. Dois conselheiros, nomeados por Furnas, Ronaldo Neder (titular) e Marcos Vinicius Vaz (suplente) renunciaram aos cargos na quinta-feira. Para o lugar de Neder, a empresa indicou Luiz Roberto Bezerra, chefe-de-gabinete de Nadalutti Filho. Em mensagem aos funcionários, Nadalutti acusou as entidades representantes dos empregados e aposentados, que se opõem à mudança, de desrespeitar o processo "democrático" previsto no estatuto do fundo, que permite aos conselheiros substituir a diretoria executiva no meio do mandato.

Egito abre passagem na fronteira com Gaza por 48 horas

As autoridades egípcias anunciaram no sábado a passagem fronteiriça de Rafah, entre a faixa de Gaza e o Egito, e a manterá aberta até esta segunda-feria. A abertura das passagens permitirá o retorno à faixa de Gaza de vários pacientes que foram tratados fora de Gaza, assim como a travessia ao Egito de jornalistas e delegações humanitárias e médicas que tinham entrado na faixa de Gaza. O posto fronteiriço de Rafah, o único entre o Egito e a faixa de Gaza, foi fechado em junho de 2007, em coordenação com Israel, que na mesma época impôs um bloqueio econômico à região.

Inquérito da Polícia Federal liga Sarney a desvios da empreiteira Gautama

Explodida em maio de 2007, a Operação Navalha caiu no silêncio. Mas, a investigação prossegue. A Polícia Federal continua empilhando provas contra Zuleido Veras, o dono da empreiteira Gautama, que comandava um esquema que fraudava obras públicas. O pedaço ainda inédito do inquérito reúne documentos de arrepiar. Em um trecho do processo, o sobrenome Sarney aparece com toda força. Entre as obras esquadrinhadas pela Polícia Federal está a ampliação do aeroporto de Macapá (AP). Foi licitada pela Infraero no final de 2004, depois de um pedido de José Sarney a Lula. Eleito senador pelo Amapá, o maranhense Sarney tem em Macapá, a capital do Estado, seu principal reduto eleitoral. A Gautama, construtora de Zuleido, sagrou-se vitoriosa na licitação da Infraero, acusada de fraude pela Polícia Federal. O contrato embute, de acordo com a polícia, um superfaturamento de R$ 50 milhões. A Polícia Federal colecionou provas que permitiram farejar o rateio do butim. Há no inquérito, por exemplo, comprovantes de depósitos bancários, gravações de diálogos telefônicos e planilhas de pagamento de propina. Em uma das planilhas, recolhida em batida policial na casa de Zuleido Veras, anotou-se a derrama de R$ 500 mil em campanhas eleitorais do Amapá. A Polícia Federal suspeita que o rateio tenha sido feito sob orientação de José Sarney, identificado na planilha de Zuleido com a sigla “PR” (presidente). Há mais: a polícia informa que um personagem identificado como José Ricardo, lobista da Gautama, chegava mesmo a despachar no gabinete do senador Sarney. Há pior: segundo a Polícia Federal, um dos encarregados de cobrar os benefícios da Gautama era Ernane Sarney, irmão do atual presidente do Senado. Ernane Sarney figura no inquérito como beneficiário de um depósito de R$ 30 mil de Zuleido. A voz do irmão do senador Sarney aparece em um dos diálogos captados por grampos telefônicos realizados pela Polícia Federal. A conversa é de abril de 2007. Ernane Sarney falava ao telefone com o tesoureiro da Gautama. Ele pediu dinheiro: “Vocês estão me enrolando. Já não estava tudo na mão? Eu tô com a corda no pescoço aqui, rapaz, o doutor também tá com a corda no pescoço", queixa-se o irmão de Sarney. Há também nas páginas do inquérito comprovantes de depósitos para assessores de outros três senadores do PMDB: Renan Calheiros (AL), líder do partido; Valdir Raupp (RO), ex-líder; e Roseana Sarney (MA), líder do governo Lula no Congresso Nacional.

Jovens italianos mandam carta a Lula pela extradição do terrorista Cesare Battisti

A associação de jovens italianos “Azione Giovani” enviou uma carta aos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Nery (PSOL-PA) em resposta ao texto do terrorista Cesare Battisti, afirmando que "sem justiça, não há perdão". Na última semana, a pedido de Suplicy, Nery leu no Plenário uma carta de oito páginas, escrita a mão pelo terrorista Battisti. No texto, o italiano pedia que os cidadãos de seu país recorram a seu "lado cristão" e perdoem os atos cometidos por ele durante o período em que aderiu à luta armada. "O perdão é, seguramente, algo nobre, mas reconhecer suas responsabilidades e pagar suas dívidas com a justiça é um dever moral", diz a Azione Giovani, do partido italiano Aliança Nacional, em uma carta destinada aos senadores Eduardo Suplicy e José Nery, entregue no sábado à embaixada brasileira em Roma. No texto, os jovens italianos afirmam terem ficado "surpresos ao ver que os senhores Suplicy e Nery deram credibilidade a uma pessoa como Battisti, condenado por quatro crimes e que fugiu de suas responsabilidades sem cumprir nem mesmo um dia de sua sentença".

Presidente da Bolívia denuncia infiltração da CIA em petrolífera estatal

O presidente da Bolívia, o índio cocaleiro trotskista Evo Morales, afirmou que a petroleira estatal YPFB, recentemente abalada por um escândalo de corrupção, foi infiltrada por agentes da CIA, informou neste sábado a agência oficial ABI. “Infelizmente, houve a presença da CIA na YPFB, e alguns de nossos companheiros foram emboscados por esta infiltração externa", disse Evo Morales na sexta-feira, em um comício para cocaleiros em Chapare, no centro do país. Morales afirmou: “A qualquer momento vamos denunciar nomes dos infiltrados da CIA na empresa”. Santos Ramírez, braço direito de Morales, está preso como principal suspeito de um esquema de corrupção dentro da estatal.

Senador usou verba em fábrica fantasma

O empresário Roberto Cavalcanti (PRB-PB), senador recém empossado, já foi cobrado sobre os processos de que é alvo na Justiça Federal. Após o carnaval, poderá ter de explicar o envolvimento de uma de suas empresas, a Companhia Sulamericana de Brinquedos, em um processo administrativo na Sudene (nº 28110.35.079/84-dv), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, por indícios de desvio de verbas federais do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor). O Ministério da Integração Nacional confirma que a empresa, aberta em fevereiro de 1985, recebeu, de 1991 a 2000, repasses de R$ 8,8 milhões. Deveria ser uma fábrica de brinquedos e artefatos de plástico para uso doméstico, mas nunca produziu uma única boneca. O projeto de implantação foi aprovado em 27 de novembro de 1987, e os primeiros recursos liberados quatro anos depois. O valor corrigido chegaria a R$ 66 milhões. Relatório da Sudene de dezembro de 2000 constatou, porém, que a obra estava paralisada. Havia só galpões ainda inativos. Os repasses foram suspensos, mas a investigação percorre as gavetas da burocracia há oito anos, sem solução. A partir da constatação final de paralisação do projeto, em 2002, foram suspensos os repasses. Cavalcanti passou a receber sucessivas notificações para se defender, sem conclusão do processo instaurado, até hoje. É uma maravilha...... Agora, então, que o cara se tornou senador......

Ministro Carlos Lupi quer implodir representação dos patrões no Codefat

Uma manobra do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, incendiou o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador). Criado para gerir as verbas do FAT, cujo patrimônio atual passa de R$ 158 bilhões, o conselho tem composição tripartite. São quatro representantes do governo, quatro das centrais sindicais e quatro de organizações patronais. Governo, trabalhadores e patrões revezam-se na presidência a cada dois anos. Atualmente na presidência Luiz Fernando Emediato, que representa a Força Sindical, central sindical presidida pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho da Força”. Ele é filiado ao PDT, partido do ministro Carlos Lupi. O mandato de Emediato expira em agosto. Pelo rodízio, deveria assumir o comando do Codefat um representante dos patrões. São as seguintes as entidades patronais com assento no Codefat: CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) e CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Entre as quatro confederações, só a CNA ainda não ocupou a presidência do conselho. Portanto, a senadora Katia Abreu (DEM_TO), presidente da CNA, é a natural candidata para o cargo. Ela é a senadora que relatou a emenda da CPMF, cuja votação impôs a maior derrota para o governo Lula. Nessas circunstâncias, o que faz o ministro Carlos Lupi? Ele enviou à Casa Civil uma minuta de decreto sobre o Codefat, sugerindo a ampliação do Codefat. Em vez de quatro representantes de cada setor, haveria seis. E mais: acabaria o rodízio entre os presidentes, e o Codefat passaria a ter um presidente fixo, que seria o próprio ministro do Trabalho. Ou seja, nem mais nem menos, Lupi e o PDT querem colocar suas mãos sobre os 158 bilhões do FAT. Isso é mais do escandaloso. Mas.... em matéria de escândalos, o governo Lula está doutorado.

Petrobras dá início ao sonho de exploração do campo de Tupi

A Petrobras vai dar início em março ao grande desafio de exploração de Tupi, com testes de longa duração que vão dar a dimensão definitiva da megaprovíncia petrolífera descoberta pela companhia abaixo da camada de sal da Bacia de Santos. Com os testes, técnicos da empresa vão poder responder às perguntas que todo brasileiro quer ver respondidas desde novembro de 2007, quando a descoberta foi anunciada. Dependendo dos testes, o País saberá se o anúncio feito há dois anos pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não passou de um blefe pré-eleitoral ou se o Brasil se tornará o mais novo emirado tropical. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) nega oficialmente, mas especialistas do setor que convivem com técnicos do órgão regulador já ouviram mais de uma vez que a nova província, que inclui o reservatório de Tupi, apresenta reservas potenciais de 100 bilhões de barris. Apenas a título de comparação, a Arábia Saudita, ainda hoje o maior manancial de hidrocarbonetos do planeta, dispõe de reservas provadas da ordem de 250 bilhões de barris. Oficialmente, a Petrobras e o governo trabalham com estimativas de 5 a 8 bilhões de barris de potencial, só no campo de Tupi. Mesmo essa fração representa praticamente a metade do total de reservas comprovadas do País (13,920 bilhões de barris de petróleo e gás, segundo o critério utilizado pela ANP).

Embarques de minério de ferro para a China serão recordes no primeiro trimestre

Os embarques de minério de ferro da mineradora Vale do Rio Doce para a China estão atingindo níveis recordes no início deste ano. E a expectativa, em razão das contratações já efetuadas, é que, no primeiro trimestre, a China absorva 30 milhões de toneladas do total de 50 milhões de toneladas que deverão ser comercializadas pela empresa no período. O diretor da área de Finanças da Vale, Fábio Barbosa, afirmou na sexta-feira que o recorde de embarque para a China é “um alento”. Destacou, entretanto, que “nós não podemos dizer que o problema de demanda global do mercado está resolvido, porque existem diferenças de taxas de crescimento em diversas regiões”. Isso afeta não só a demanda por produtos da Vale, mas também de outras companhias. Barbosa afirmou que há, ainda, muita incerteza em relação ao desempenho da economia norte-americana e sobre a eficácia do pacote de medidas de ajuste lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A mineradora está operando abaixo de sua capacidade nominal.

New York Times suspende pagamento de dividendos

Depois de hipotecar sua sede e vender anúncio na primeira página, rompendo uma longa tradição, o jornal The New York Times decidiu suspender o pagamento de dividendos a acionistas na última quinta-feira. É a primeira vez em 40 anos que o jornal toma essa medida. A decisão, segundo o jornal, é devido à queda nas receitas. “A decisão prevê que a empresa trabalhe com mais flexibilidade financeira dada a atual conjuntura econômica e as perspectivas incertas do negócio”, disse o presidente Arthur Sulzberger Jr. Os dividendos deveriam ter sido pagos em outubro passado. Em maio de 2007, a empresa havia elevado o dividendo trimestral a 23 centavos de dólar. Em novembro passado, o New York Times Co. cortou o dividendo para 6 centésimos de dólar. O valor decrescente fez com que a empresa suspendesse os pagamentos.

Azul lança no serviço mais duas aeronaves Embraer

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras lançou na sexta-feira duas novas aeronaves da empresa. "Azul Paulista" (prefixo PR-AZB) e "Céu Azul" (prefixo PR-AZC) são os nomes das aeronaves Embraer 190 da Azul. A companhia aérea passa a contar com uma frota de 7 aeronaves, todas fabricadas pela Embraer, três do modelo 195, com capacidade para 118 passageiros, e quatro 190, para 106 passageiros. As demais aeronaves da Azul foram batizadas com os nomes: "O Rio de Janeiro continua Azul", depois "Azulville", em homenagem à sede da empresa em Alphaville, "Azul é Brasil", "Tudo Azul" e "A Liberdade é Azul”. A Azul começou a voar no dia 15 de dezembro do ano passado, inicialmente ligando Campinas a Porto Alegre e Campinas a Salvador, em freqüências diárias, non-stop. Em janeiro, entraram em operação as rotas Campinas-Vitória e Campinas-Curitiba, permitindo também a conexão entre as demais cidades, com escala em Campinas. Esta semana, começou a voar de Campinas para Recife, diariamente. Em março e abril, vai incluir as rotas Campinas-Manaus, Campinas-Fortaleza, Campinas-Navegantes e Campinas-Rio de Janeiro na malha de vôos.

Crise fecha mais um pequeno banco nos Estados Unidos

Um pequeno banco do Estado do Oregon é a mais nova vítima da crise que atinge o setor nos Estados Unidos. O Silver Falls Bank é o 14º a fechar as portas só neste ano de 2009, segundo a Corporação Federal de Seguro de Depósito, órgão regulador bancário do país. Sediado em Silverton, o Silver Falls Bank tinha US$ 131,4 milhões em ativos e US$ 116,3 milhões em depósitos. A Corporação Federal de Seguro de Depósito aprovou um acordo com o Citizens Bank, do mesmo Estado, que assumirá o total dos depósitos. O Citizens Bank também aceitou comprar US$ 13 milhões em ativos, com a Corporação Federal absorvendo o restante. O órgão avalia em US$ 50 milhões o custo da falência, a segunda no Oregon em uma semana.

Filial da GM no Canadá pede ajuda para manter produção

A subsidiária canadense da (GM) General Motors apresentou na sexta-feira um plano de reestruturação das operações da empresa no país e pediu ajuda econômica às autoridades canadenses para continuar produzindo veículos no país. A GM Canada não especificou o valor solicitado aos governos federal e da província de Ontário, mas se comprometeu a manter, entre 2009 e 2014, uma parcela de produção no país entre 17% e 20% do que produzir nos Estados Unidos. Em dezembro, o Canadá se comprometeu a fornecer ao setor automobilístico doméstico 25% da ajuda que recebessem das autoridades norte-americanas. Após o compromisso inicial de Washington de entregar US$ 17,4 bilhões a GM e Chrysler, o Canadá disse que ajudaria as duas empresas com algo mais de US$ 3 bilhões. Na terça-feira, a General Motors (na foto, seu edifício sede, em Chicago) apresentou seu plano de reestruturação nos Estados Unidos e disse que o número final de ajuda pública poderia rondar os US$ 30 bilhões. O valor deixaria as ajudas canadenses a General Motors em torno dos US$ 6 bilhões. A GM levou na quinta-feira um grande golpe após a montadora sueca Saab apresentar declaração de insolvência, claro sinal de que pode falir em decorrência da crise financeira.

STJ tranca ação penal contra casal de bispos da Igreja Renascer por sonegação fiscal

O Superior Tribunal de Justiça trancou uma ação penal por sonegação fiscal contra Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, bispos fundadores da Igreja Renascer em Cristo. O processo tramitava na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Por unanimidade, os ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça acataram, na quinta-feira, o recurso apresentado pela defesa do casal para trancar o processo criminal até que seja concluída a discussão do caso na esfera administrativa. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, entre abril e junho de 2000, o casal, proprietário da empresa Publicações Gamaliel, não teria recolhido tributos, mediante fraude. O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que defende o casal, explicou que o processo teve origem a partir de um auto de infração, que pode ser revogado. "A nossa tese é que enquanto não esgotar definitivamente a discussão na esfera administrativa não pode entrar com processo criminal. Tem que primeiro terminar a esfera administrativa para, se for o caso, julgar se houve crime", afirmou D'Urso. O advogado recorreu ao Superior Tribunal de Justiça porque a primeira instância da Justiça Federal e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região negaram os recursos apresentados para o trancamento da ação. O advogado tinha mesmo toda razão. Pois se a discussão não tinha sido esgotada na esfera administrativa, como o governo poderia ter produzido a certidão de dívida e a inscrito na lista de dívida ativa? A Justiça de São Paulo também suspendeu uma outra ação criminal por suposta sonegação fiscal praticada pelo casal Hernandes na empresa Gamaliel. O processo tramitava na 30ª Vara Criminal de São Paulo e foi suspenso porque o casal firmou um acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo ficará suspenso até que o acordo seja cumprido. Quando o acordo foi firmado, a secretaria não divulgou detalhes sobre a dívida e o acordo firmado com o casal, porque informações de contribuintes são protegidas por sigilo fiscal. Isso é uma mentira deslavada. Se a dívida foi sustada na Justiça, não há mais sigilo, e isso está escrito na Constituição brasileira. Como jornalistas podem se mostrar como perfeitos idiotas, que desconhecem a Constituição, e não questionarem incisivamente as autoridades públicas? A sociedade tem todo o direito de saber o que acontece com personagens como o casal de religiosos. Sônia e Estevam foram condenados em agosto de 2007 pela Justiça norte-americana pelos crimes de conspiração e contrabando de dinheiro. Eles tentaram entrar nos Estados Unidos com US$ 56 mil e declararam à alfândega que não portavam mais de US$ 10 mil cada um. A Justiça norte-americana aplicou a cada um deles a pena de 140 dias de reclusão, mais cinco meses de prisão domiciliar, e mais dois anos de liberdade condicional. Além disso, cada um vai pagar uma multa de US$ 30 mil.

Promotoria de Alagoas denuncia seis por "limpeza social" em presídios

O Ministério Público de Alagoas denunciou seis pessoas suspeitas de participarem de um esquema de "limpeza social" (esquadrão da morte) dentro de presídios do Estado. Entre elas estão três agentes penitenciários e dois presos. Segundo a denúncia, eles foram responsáveis pela morte de David Cerqueira Vieira, de 20 anos, um dos seis detentos encontrados mortos, em um período de menos de 30 dias, em situações que simulavam suicídio. Eles foram encontrados entre os meses de dezembro e janeiro enforcados nas celas. Inicialmente, a administração do presídio disse que os presos haviam se matado, o que foi questionado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB em Alagoas. Segundo o promotor Alfredo Gaspar, os agentes penitenciários denunciados faziam parte de um esquema criminoso que traficava drogas e armas para dentro dos presídios e também eram contratados para assassinar presos. As mortes eram executadas por detentos que participavam do esquema. Pela morte de Vieira, preso pela acusação de homicídio, a quadrilha recebeu R$ 1.000,00.

José Serra lança pacote de recolocação de demitidos da Embraer

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou na sexta-feira um pacote de medidas para facilitar a recolocação no mercado de trabalho dos demitidos da Embraer. Entre as medidas anunciadas estão a criação de cursos de qualificação profissional para os demitidos e inserção de seus dados no cadastro de vagas de trabalho do Estado. As medidas foram negociadas em uma reunião convocada às pressas por Serra e que reuniu pesos pesados do seu governo: os secretários Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), e os deputados Emanuel Fernandes (PSDB) e Hélio Nishimoto (PSDB).

Marolinha - Itaú demite cem funcionários da área de investimentos

O Itaú BBA informou na sexta-feira a demissão de cerca de cem funcionários da área de investimentos. Segundo o banco, os cortes são consequência da retração do mercado de bancos de investimentos provocada pela crise. "O mercado de bancos de investimentos vem sofrendo forte retração desde o início da crise internacional. As instituições financeiras que atuam nesse setor já têm procurado se adequar a essa nova realidade", informou o banco.

STJ permite que filho de Sarney tenha acesso a inquérito que investiga crimes financeiros

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas-corpus permitindo que Fernando Sarney tenha acesso aos autos do inquérito que tramita na 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão. Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é empresário e administra os negócios da família no Maranhão. O habeas-corpus também beneficia Teresa Cristina Murad Sarney. O filho de Sarney é citado em inquérito que apura uso de caixa dois na campanha da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) ao governo do Estado, em 2006. No habeas-corpus, a defesa de Fernando Sarney alegou que o investigado tem o direito de conhecer a acusação e de ser assistido por advogado. A defesa também alegou que suspeita que o sigilo do inquérito possa estar sendo violado pela Polícia Federal. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo transcreveu um telefonema entre Sarney e Fernando captado por uma escuta legal feita pela Polícia Federal. Na gravação, os dois aparecem discutindo o uso de duas empresas de comunicação da família, a TV Mirante (afiliada da Rede Globo) e o jornal "O Estado do Maranhão", para veicular denúncias contra rivais na política maranhense que integram o grupo do atual governador, Jackson Lago (PDT). Fernando é o principal alvo da Operação Boi Barrica, que investiga movimentações financeiras suspeitas de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006. O grampo foi feito pela PF nos telefones de Fernando, que sacou R$ 2 milhões nos dias 25 e 26 de outubro daquele ano, três dias antes do segundo turno.

Deputada italiana critica carta com pedido de perdão do terrorista Cesare Battisti

A deputada italiana Margherita Boniver, membro da coalizão Povo da Liberdade, do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, criticou na sexta-feira o pedido de perdão feito pelo terrorista Cesare Battisti em uma carta lida na quinta-feira no Congresso brasileiro pelo senador José Nery (PSOL-PA). "Impressiona-me a atitude de Cesare Battisti, que chega ao paradoxo de apelar à Itália cristã. Além do pudor, Battisti perdeu evidentemente também a memória", disse a parlamentar. Margherita ironizou a atitude do terrorista, que no texto pediu aos cidadãos italianos que apelassem “a seu lado cristão” para perdoar os atos cometidos por ele durante o período em que aderiu à luta armada. "Se, como espero, for extraditado para a Itália, Battisti deverá cumprir a sua pena nas prisões italianas, e não nas do Vaticano", afirmou a deputada. O ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo foi condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos ocorridos no fim da década de 1970.

Lula diz a ministros que pretende acelerar ações sociais do governo federal

Por mais de cinco horas, o presidente Lula ouviu na sexta-feira um relato minucioso sobre todos os projetos sociais realizados pelo governo federal em 16 ministérios. Para Lula, é fundamental intensificar as reuniões individuais com os ministros e secretários-executivos para acelerar as ações sociais do governo federal. Nos próximos dias deverá ser anunciado o pacote nacional de habitação cuja meta é construir 1 milhão de moradias populares até o final de 2010. É óbvio que é um pacote-fantasia, o governo Lula não construirá nem 10 casas. É mais um programa de papel. A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez uma exposição a Lula e aos demais colegas sobre a proposta para o pacote. O objetivo das medidas é criar alternativas de financiamentos a juros menos elevados para que os trabalhadores de baixa renda tenham condições de ter acesso ao crédito mobiliário. Paralelamente, o presidente exige que as construções sejam de qualidade.