segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Israel invade Faixa de Gaza e luta se estende casa a casa

Israel invadir a Faixa de Gaza a partir do meio dia de sábado e manteve neste domingo a ofensiva terrestre e os ataques aéreos contra alvos do grupo terrorista islâmico Hamas. Em oito dias de atividades militares, as ações já resultado em cerca de 500 mortos, mais de 90% deles de terroristas integrantes do Hamas. Fontes oficiais de Israel confirmaram que foram mortos neste domingo mais dois terroristas chefes do Hamas, e o os próprios terroristas informaram a morte de um terceiro dirigente. Somente fontes inconfiáveis de dentro da Faixa de Gaza apontam para a existência de cerca de 2.450 feridos. Ao longo desde domingo, as tropas israelenses obtiveram controle da seção leste do norte da faixa de Gaza, menos de 24 horas depois de iniciar sua incursão terrestre ao território palestino. Apoiadas por bombardeios da artilharia e da aviação, as tropas israelenses avançaram em vários setores do território palestino, onde entraram na noite de sábado após uma semana de ataques aéreos. Enquanto isso, dirigentes terroristas do Hamas se disfarçam de médicos e enfermeiras nos hospitais para fugir dos soldados israelenses. Combates foram registrados perto do campo de refugiados de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, e no bairro de Zeitun, no leste da cidade de Gaza. "Nossas forças atingiram os objetivos que haviam sido definidos para impedir os disparos de foguetes. A operação está indo mais rápido que o previsto", declarou o porta-voz do Exército israelense, o general Avi Benyahou, o qual negou que Israel tenha a intenção de reocupar a faixa de Gaza. "É possível que tenhamos de manter por algum tempo o controle de alguns setores de onde são disparados os foguetes, mas o objetivo não é reocupar a faixa de Gaza", afirmou o general. Israel teve sua primeira baixa nessa ofensiva. O sargento Dvir Emmanueloff, de 22 anos, foi atingido próximo ao campo de refugiados de Jabalya. Segundo o exército israelense, mais 30 soldados ficaram feridos. Os bombardeios da Força Aérea de Israel mataram dois importantes terroristas chefes do Hamas, informa o jornal israelense "Haaretz". Outro líder também teria sido morto, segundo o grupo radical islâmico. Hussam Hamdan, que estava no comando dos lançamentos de foguetes artesanais a Beer Sheva e Ofakim, em Israel, morreu em um ataque aéreo em Khan Yunis, na tarde deste domingo. O mesmo ataque matou Muhammad Hilo, chefe das forças especiais do Hamas em Khan Yunis. Segundo o Hamas, o terceiro terroristas chefe morto neste domingo foi Mohammed Shalpokh, atingido por foguetes em Jabalya, no norte da faixa de Gaza. Ele estava escondido dentro da mesquita que foi atingida por Israel. No sábado, a Força Aérea israelense afirmou ter matado um outro importante comandante militar da organização terrorista Hamas. Mamduk Jamal (Abu Zakaria al-Jamal) foi morto na Cidade de Gaza, quando seu veículo foi atacado. Segundo o porta-voz do Exército israelense, Jamal era um comandante militar responsável por várias brigadas de lançamento de foguetes. Na quinta-feira, um bombardeio israelense em um campo de refugiados matou Nizar Rayan, o mais alto responsável do Hamas morto desde o início das operações, no último dia 27. Segundo o Exército de Israel, dezenas de membros do Hamas foram mortos. O Exército israelense conta com tanques, artilharia pesada e aviões e helicópteros para proteger os soldados que avançam por terra contra a resistência dos terroristas do Hamas. As Forças de Defesa israelenses atacaram ao menos 45 alvos do Hamas, incluindo um quartel-general do grupo. As tropas de Israel dividiram a faixa de Gaza em duas partes para reduzir o fluxo de armas, suprimentos e militantes para a parte norte da região.

A guerra da informação na Faixa de Gaza

Em contraste com a situação dos jornalistas barrados, as forças israelenses divulgaram imagens de caminhões carregados de mantimentos ingressando o território pelo sul da faixa de Gaza (por Kerem Shalom). É um dos mais de 20 vídeos publicados no canal que as Forças de Defesa abriram no Youtube na última segunda-feira. "A blogosfera e as novas mídias são basicamente uma zona de guerra", disse a major Avital Leibovich, porta-voz do Exército, sobre o canal no Youtube. "Muitas vitórias nos conflitos modernos são mediadas pela mídia. Temos a internet e todas as formas de comunicação modernas, e os militares decidiram divulgar suas mensagens com tais ferramentas", disse Gideon Doron, ex-presidente da agência regulatória que monitorou a privatização dos serviços de rádio e TV em Israel. A estratégia tem inclusive um órgão gerencial, o Diretório Nacional de Informações, criado há oito meses por recomendação de um escrutínio da guerra contra o Hizbollah, travada no Líbano em 2006. "O aparato de hasbara (termo em hebraico que significa "explicação" e é usado também como sinônimo de propaganda) precisava de um órgão para coordenar suas agências e virou uma plataforma de cooperação de todas entidades que lidam com relações públicas", disse o chefe do diretório, Iarden Vatikai. A investida passa também por canais diplomáticos. Nesta semana, a Embaixada de Israel em Brasília encaminhou fotos de alvos israelense visados pelos foguetes do Hamas e um vídeo no Youtube justificando os ataques a Gaza, entre outros e-mails diários. O consulado israelense em Nova York conduziu uma "entrevista coletiva" por meio do Twitter, sistema de microblogs que permite a publicação de textos de até 140 caracteres. O esforço não é voltado só ao Ocidente. O jornal "Haaretz" registrou que a ação israelense visa também "conquistar" canais de TV árabes via satélite", ao noticiar o esforço do Exército e da chancelaria em destacar quadros fluentes em árabe para falar à Al Jazeera e a outras emissoras do mundo árabe. Agentes de defesa palestinos e israelenses disseram ao jornal Jerusalem Post que a população próxima aos alvos dos ataques foi avisada com antecedência dos bombardeios para reduzir a morte de civis. Os aviões israelenses lançaram panfletos em toda a região com um número de telefone e um endereço de e-mail para que as pessoas relatem locais onde estão líderes da organização terrorista Hamas e seus depósitos de foguetes. Matéria do jornal Jerusalém Post, neste domingo, diz que terroristas do Hamas balearam nas pernas 75 ativistas do Fatah na Faixa de Gaza, e quebraram as mãos de vários outros, desde o início da ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza. O Hamas também determinou a prisão domiciliar de centenas de ativistas pólíticos do Fatah, que só têm autorização para sair às sextas-feiras, para rezar em mesquitas. Já na Cisjordânia, as lideranças do Fatah instruíram seus militantes em Gaza para que tomem controle da Faixa, se Israel for bem sucedido em sua ofensiva. Autoridades do Fatah disseram ao Jerusalem Post que muitos de seus ativistas na Faixa foram detidos na última semana. Wisam Abu Jalhoum, ativista do Fatah no campo de refugiados de Jabalyia, foi baleado nas pernas porque expressou satisfação pela ofensiva israelense contra alvos do Hamas. "O Hamas está muito nervoso porque está vendo o final de seu regime acabar", disse uma autoridade do Fatah ao Jerusalem Post. "Eles estão desencadeando uma brutal campanha contra membros do Fatah na Faixa de Gaza". Fontes do Hamas admitiram que foram executados mais de 35 membros do Fatah nesta semana, "suspeitos" de colaboração com Israel. Os "suspeitos" estavam presos em instalações de segurança do Hamas. Justicando as execuções, autoridades do Hamas disseram ter sido informadas sobre instruções do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abas, para que militantes do Fatah assumissem controle da Faixa. "Vamos matá-los se tentarem ajudar Israel a derrubar nosso governo", avisou a autoridade do Hamas contatada pelo Jerusalem Post. "Vamos enforcar Abas e Muhammad Dahlan (ex-chefe das forças de segurança do Fatah) em praça pública, se tentarem entrar na Faixa de Gaza depois dos tanques israelenses". A mesma autoridade, cujo nome não foi revelado, disse que o Hamas lançou uma "campanha preventiva" contra o Fatah, para evitar "o alastramento da anarquia e do caos na Faixa de Gaza". Ele confirmou que muitos ativistas do Fatah foram baleados nas pernas nos últimos dias "para que tenham certeza de que não irão ajudar Israel". Fahmi Zaarir, um porta-voz do Fatah na Cisjordânia, acusou o Hamas de "executar" prisioneiros do Fatah em Gaza. Ele disse que pelo menos dois homens do Fatah foram assassinados pelo Hamas depois de terem sido libertados da prisão. "É uma vergonha que o Hamas esteja direcionando sua energia contra seu próprio povo", afirmou. Zaarir informou que inúmeras pessoas que compareceram aos funerais de seus parentes, depois dos ataques de Israel, foram espancadas pela milícia do Hamas, acusadas de colaborarem com Israel.

Presidente Sarkozy diz que Hamas é o grande responsável pelo sofrimento em Gaza

O presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que a organização terrorista islâmica Hamas "tem grande responsabilidade no sofrimento dos palestinos de Gaza", em entrevista concedida a três jornais libaneses, e que será publicada nesta segunda-feira. "O lançamento da ofensiva terrestre israelense torna ainda mais urgente a necessidade de conseguir um cessar-fogo", afirmou Sarkozy aos diários "An Nahar", "As Safir" e "L'Orient le Jour". Sarkozy fará nestas segunda e terça-feiras uma turnê pelo Oriente Médio, durante a qual visitará o Egito, Cisjordânia, Israel, Síria e Líbano. "Condenamos esta ofensiva junto com nossos parceiros europeus, porque afasta um pouco mais as oportunidades de paz, e porque dificulta o envio de ajuda à população de Gaza”.

Esquerda pressiona Obama a se pronunciar

O presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, não vacila para abrir a boca e anunciar planos econômicos de seu governo, que começará no dia 20. Mas, enquanto não se senta na cadeira presidencial, ele mantém o mutismo sobre o assunto Israel e Faixa de Gaza. Por isso esquerdistas de todos os matizes o estão pressionando, e a sua equipe, para que Obama se manifeste. Esquerdistas alertam que o silêncio atual não ajuda Obama a construir a confiança necessária para avançar as negociações de paz entre Israel e os palestinos. "Negligenciar o engajamento neste estágio crítico envia a mensagem errada sobre a seriedade com a qual Obama perseguirá um papel ativo no conflito", escreveu o comentarista John Nichols na revista esquerdista "The Nation".

A imbecilidade da mídia e os fatos

O jornalista e filósofo Luis Milman, professor da pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, escreve seu segundo artigo para Videversus sobre o conflito entre Israel e a organização terrorista Hamas. Leia o texto: “Enquanto a mídia ocidental continua perseguindo quimeras lançadas pela linguagem protocolar da ONU- a primeira foi a da “resposta desproporcional” e a mais nova é a “da crise humanitária”-, o Ministério da Defesa de Israel divulgou, no último sábado, as primeiras informações oficiais detalhadas sobre a ofensiva aérea deflagrada contra o Hamas, na Faixa de Gaza, em 27 de dezembro. O ataque começou no sábado e envolveu 50 caças-bombardeiros F-16. Os 50 caças foram divididos em formações de cinco (um líder). Em apenas 3 min e 40 segundos, 50 alvos do Hamas foram atingidos. Os alvos foram previamente selecionados pelo Shin Bet (a Agência de Segurança de Israel), o Comando Militar do Sul e a Inteligência Militar. Até a última quinta-feira, cinco dias depois de iniciada a operação, os caças F-16 de Israel fizeram 600 incursões na Faixa de Gaza. Todos os ataques são filmados e analisados simultaneamente pelo Quartel General do Comando Militar do Sul e pelo Centro de Comando Central das Forças Armadas, em Tel Aviv, num local desconhecido dos próprios israelenses. Historicamente, os militares que operam no Comando Central são proibidos de falar sobre sua localização até mesmo para seus familiares. Os ataques são precedidos de avisos prévios, enviados em árabe, por telefonia celular, para os habitantes da Faixa de Gaza. Os avisos insistem para que os civis se afastem das instalações do Hamas e da vizinhança onde residem as principais lideranças do movimento. A população palestina de Gaza também se comunica com as Forças Armadas israelenses, por meio da Internet e telefones celulares, pedindo para não visar somente integrantes da milícia terrorista, que disparam foguetes contra Israel de hospitais, escolas e bairros densamente povoados das cidades de Faixa. Muitos dos contatos são feitos na tentativa de oferecer aos israelenses informações sobre a localização das lideranças do Hamas. Um dos objetivos das operações de Israel é precisamente este: matar as lideranças militares e políticas do Hamas (e da Jihad Islâmica), que controla a Faixa de Gaza. E, com isto, quebrar a cadeia de comando destas milícias que, reunidas, contam com 20 mil homens (15 mil do Hamas). No último sábado, dia 3 de janeiro, foi morto um dos principais comandantes militares do Hamas, Abu Zacharia Al-Jamal. Ele era subordinado apenas a Ahmed Jabri, que continua escondido. Na quinta-feira, dia primeiro do ano, Israel matou o mentor dos suicidas do movimento, Hizar Rayyan, de 49 anos, em sua casa (Jabalya). Rayyan, em 2001, enviara um de seus filhos para cometer um ataque suicida contra Israel. Entre as figuras mais importantes do Hamas, que se encontram escondidas em bunkers ou disfarçadas de médicos e enfermeiros, estão o líder espiritual do movimento, sheik Ismail Hamieh e o próprio Ahmed Jabri. Hamieh ocupou o posto depois de 2004, quando Israel matou o sheik Ismael Yassin, que fundou o Hamas, em 1987. Yassin era o líder da Irmandade Muçulmana (sede no Egito) na Faixa de Gaza, quando resolveu criar seu próprio movimento, naquele ano. Também em 2004, um ataque israelense matou o sucessor de Yassin, Abdel Aziz Rantini. Depois disto, o movimento solicitou a Jerusalém uma hudna, ou seja, um cessar-fogo em árabe. O Hamas é um acrônimo para Haratat al-Muqawamah al-Islamiyyah (em português, Movimento de Resistência Islâmica). Atualmente, seu principal líder militar, Kaled Mashal, encontra-se exilado em Damasco, Síria. Da capital síria, Jamal declarou, no último dia 2 de janeiro, que se Israel iniciar uma ofensiva por terra na Faixa de Gaza, muitos soldados israelenses, como Gilat Shalit – que está nas mãos do Hamas desde 2006 - serão seqüestrados. É do Comando Central em Tel Aviv que partem todas as ordens para novos ataques. O Ministro da Defesa Ehud Barak e o Primeiro Ministro Ehud Olmert são informados da situação em Gaza a cada hora. As informações também são repassadas ao Gabinete de Segurança do Governo. Já o Comando de Administração, Coordenação e Comunicação das Forças Armadas informou que, desde o primeiro dia após o início da ofensiva aérea, foi permitida a entrada, na Faixa de Gaza, de 330 caminhões com alimentos, medicamentos e equipamento médico, além de 10 ambulâncias e 2 mil unidades de sangue, pelo portão de Erez. O fluxo da ajuda humanitária, que permite também ações de ONGS internacionais, não será interrompido, segundo o Comando. Na frente diplomática, a Ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, mantém constantes contatos com as principais lideranças da Comunidade Européia, o Egito, a Jordânia e a Autoridade Nacional Palestina (AP), além da Rússia e, obviamente, os Estados Unidos. O Egito mantém fechada a sua fronteira com a Faixa de Gaza, em Rafah, para evitar que milicianos do Hamas entrem em seu território. Mesmo assim, segundo o Ministério da Defesa egípcio, 60 milicianos do Hamas conseguiram entrar no Egito por túneis, depois que Israel iniciou suas operações. Os 60 homens foram presos e devolvidos a Faixa de Gaza. O Presidente egípcio Hosni Mubarak já declarou que somente permitirá a abertura da fronteira, em Rafah, depois que a AP reassumir o comando político e militar na Faixa de Gaza. As ações coordenadas de Israel, no campo militar, diplomático e humanitário, têm sido, até aqui, bem sucedidas. O governo de Jerusalém, é claro, não adianta por quanto tempo ainda continuarão suas operações militares. A mídia ocidental, no entanto, deleita-se em repercutir as fórmulas exaradas pela ONU, sem analisá-las ou confrontá-las com os fatos. Se Israel tivesse a intenção de atacar indiscriminadamente a Faixa de Gaza, com seu poderio de fogo e depois de sete dias de incursões ininterruptas, o número de mortos já teria chegado a dezenas de milhares. Além disto, não permitiria que, diariamente, medicamentos, alimentos, equipamento médico e sangue chegassem à Faixa. E obviamente teria interrompido o fornecimento de energia elétrica para Gaza. Mas, o exercício da lógica não parece fazer parte da rotina da cobertura jornalística. Às favas com a racionalidade. A mídia se deleita com slogans. Como só quer ver sangue por todos os lados, fica cega aos próprios fatos. Em lugar da análise, entrega-se a especulações imbecilóides que sequer vislumbram os objetivos legítimos e de curto prazo de Israel: desmontar a estrutura militar do Hamas, liquidar sua liderança e expulsar o Irã (que financia e vinha armando o Hamas por meio de contrabando) de sua fronteira Sul”.

Milhares de pessoas vão às ruas em Paris para apoiar Israel

Milhares de pessoas foram às ruas no início da tarde deste domingo, em Paris, para apoiar "a ação de autodefesa de Israel" e celebrar "a memória das vítimas israelenses do Hamas". O CRIF (Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França), que convocou a manifestação, disse que 12 mil pessoas foram às ruas para expressar apoio a Israel. Muitas pessoas portavam bandeiras israelenses e cantaram os hinos nacionais da França e de Israel antes de entoar cantos em hebraico. "Nosso primeiro pensamento vai para o soldado Gilat Shalit", detido desde 2006 na Faixa de Gaza depois de ter sido capturado por um comando palestino, declarou o Grande Rabino da França, Gilles Bernheim. "Israel luta apenas pela liberdade e pela sobrevivência de seu povo. Não há nenhuma vontade de destruir outro povo", alegou. "É fundamental que judeus e muçulmanos da França mantenham relações baseadas na qualidade e na confiança", acrescentou.

Prefeito de Nova York visitará Israel para "demonstrar apoio"

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, junto com o comissário da polícia da cidade, Raymond Kelly, e o deputado democrata Gary Ackerman, foi a Israel "para demonstrar seu apoio ao país", disse seu porta-voz, Andrew Brent. Michael Bloomberg, que é judeu, teve neste domingo agendou para este domingo um encontro com os prefeitos das localidades de Sderot e Ashkelon e com nova-iorquinos que moram em Israel. Ele já estará de volta a Nova York na manhã desta segunda-feira. O prefeito nova-iorquino já declarou seu apoio a Israel nos últimos dias, dizendo que o país tem o direito de se defender dos ataques palestinos.

Moradores do norte de Gaza fogem de tanques israelenses

Os habitantes do norte de Gaza fugiram apavorados após a entrada de tanques israelenses apoiados por bombardeios aéreos, informou um ativista e morador da região, que entrou em contato por telefone com Jerusalém. "No antigo assentamento de Duvit, entraram tanques que levaram muitas pessoas a fugir de suas casas", disse Alberto Arce, ativista espanhol que se encontra na sede do Crescente Vermelho do campo de refugiados de Jabalya. Segundo Arce, as pessoas correram para a avenida de Salah ad-Din (a principal do campo), "carregadas com cobertores e bolsas de plástico". Jabalya foi um dos primeiros locais do território palestino a sofrer a invasão das tropas terrestres israelenses. Desde o início da ofensiva israelense, conforme o “ativista” Arce, de 32 anos, as ambulâncias que saíam para fazer atendimento voltavam vazias, porque não podiam chegar aos lugares onde tinham que atender os feridos, já que os impactos dos mísseis israelenses fizeram buracos imensos nas ruas que não lhes permitiram avançar".

Ministro da Defesa de Israel diz que invasão de Gaza "não será fácil nem será curta"

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou no sábado que a incursão militar da faixa de Gaza "não será fácil nem será curta". Em entrevista transmitida pelas estações de TV, o ministro israelense comentou que as Forças Armadas "continuam ampliando a operação" e previu "dificuldades e vítimas". "Não abandonaremos nossos cidadãos. O trabalho do Exército é defender a fronteira nacional". Barak ainda afirmou que o país está preparado para qualquer eventualidade em sua fronteira norte com o Líbano, em uma advertência velada ao grupo terrorista islâmico libanês Hizbollah.

Israel mobiliza reservistas para apoiar ofensiva terrestre

O exército israelense já começou a mobilizar tropas de reserva para apoiar a operação defensiva que desenvolve na Faixa de Gaza. Uma fonte militar afirmou que o Comitê de Defesa do parlamento israelense já autorizou a convocação de reservistas. A fonte não informou o efetivo já mobilizado para a incursão a Gaza, mas afirmou que as forças são apoiadas tanto pela Força Aérea quanto pela Marinha, bem com por várias agências de inteligência e segurança. Em um comunicado oficial, o Exército israelense afirmou as tropas foram "bem treinadas" e preparadas para a ofensiva terrestre durante "um largo período de tempo". A frente da operação está o general Yoav Galant. Em sua nota à imprensa, as Forças Armadas dizem ainda que "os residentes de Gaza não são o objetivo da operação. Aqueles que usam civis, os anciões, as mulheres e as crianças como escudos humanos são responsáveis por todos os danos à população civil". E adverte que "qualquer um que esconda armas ou um terrorista em sua casa será considerado um terrorista".

Terrorista chefe do Hizbollah diz que Hamas deve matar o maior número de israelenses durante invasão

O chefe do grupo terrorista islâmico libanês Hizbollah, Hassan Nasrallah, afirmou no sábado que o Hamas e as outras facções de "resistência" palestinas têm que infligir "o maior número possível de perdas" ao exército israelense. Desde o início das operações israelenses, a organização terrorista Hamas intensificou o lançamento de foguetes sobre o sul de Israel, em ataques que mataram quatro isarelenses. "Nossos irmãos da resistência na Palestina sabem que ganharão a batalha infligindo o maior número possível de perdas ao inimigo israelense durante o confronto terrestre", declarou o terrorista supremo Nasrallah em um discurso divulgado em telões diante de milhares de pessoas na periferia sul de Beirute. "Uma incursão aqui ou ali, como os israelenses fizeram durante a guerra de 2006, não vai mudar nada. A batalha será vencida quando a resistência matar soldados e destrur tanques", prosseguiu o terrorista supremo islamita libanês. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou na noite de sábado que está pronto para qualquer eventualidade na fronteira com o Líbano, em uma advertência velada ao Hizbollah.

Cruz Vermelha acusa Israel de impedir entrada de médicos em Gaza

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha denunciou no sábado que, pelo segundo dia consecutivo, o governo de Israel tenha impedido a entrada em Gaza de uma de suas equipes médicas, apesar de ter informado com antecipação as autoridades. O pessoal médico, dirigido por um cirurgião de guerra, espera desde sexta-feira a autorização para entrar no território, controlado pelo grupo terrorista islâmico Hamas. A equipe médica da Cruz Vermelha deve colaborar no hospital de Shifa com operações cirúrgicas complexas a feridos pelos bombardeios.

Conferência Islâmica alerta Obama sobre repercussão da ofensiva israelense

A Organização da Conferência Islâmica alertou no sábado o presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, sobre as repercussões negativas que a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza pode ter sobre o processo de paz no Oriente Médio. A advertência foi feita pelo secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, Ekmeleddin Ihsanoglu, na abertura de uma reunião de nível ministerial realizada na sede do órgão, na cidade saudita de Yeda. "Fazemos um apelo à Administração americana, especialmente ao presidente eleito Barak Obama, para que considere as repercussões da agressão israelense na Faixa de Gaza sobre o futuro do processo de paz no Oriente Médio", afirmou Ihsanoglu. IEle lamentou a frágil resposta do mundo islâmico ao bombardeio israelense em Gaza. Além disso, o titular da OCI pediu às diferentes facções palestinas que busquem sua unidade e retomem o mais rápido possível as negociações em prol de sua reconciliação.

Liga Árabe rechaça declaração de Israel de que "não há crise humanitária em Gaza"

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, disse no sábado que ficou perplexo com a negação da ministra das Relações Exteriores do Israel, Tzip Livni, de que a faixa de Gaza esteja sofrendo uma crise humanitária após uma semana de ataques aéreos Israelenses. Ele acrescentou que "é algo espantoso que após mais de 450 vítimas e mais de 2 mil feridos" se negue a existência de uma crise humanitária, dizendo ainda que é preciso condenar aqueles que "simpatizam" com a declaração de Livni. A ministra israelense rejeitou na quinta-feira a proposta francesa para uma trégua de 48 horas para envio de ajuda humanitária a Gaza, dizendo não haver crise do gênero na faixa. Ela explicou que Israel tem tido o cuidado de proteger a população civil e tem mantido a situação humanitária em Gaza "totalmente como ela deve ser".

Israel continua bombardeios e mata líder militar do Hamas

A Força Aérea israelense continuou com os bombardeios sobre a faixa de Gaza na madrugada de sábado e causaram a morte de um destacado comandante militar da organização terrorista Hamas. "O Exército atacou durante a noite um veículo em que estava Mamduk Jamal (Abu Zakaria al-Jamal), na Cidade de Gaza, e ele morreu", disse um porta-voz do Exército. Segundo o porta-voz, Jamal era "um comandante militar responsável por várias brigadas de lançamento de foguetes". Na quinta-feira, o Exército israelense conseguiu matar o terrorista Nizar Rayan, dirigente da organização que se encarregava de coordenar as ramificações políticas e militar do Hamas.

Israel ataca casas de três líderes do Hamas no sétimo dia de ofensiva

As Forças de Defesa israelenses atacaram casas de três importantes líderes do movimento islâmico radical Hamas, no sétimo dia consecutivo da grande ofensiva militar na Faixa de Gaza. Nos bombardeios de sexta-feira, as tropas israelenses atingiram a casa de um dos principais líderes do grupo, Imad Akel. Explosões secundárias indicam que o local servia também como depósito de armas e explosivos. Os palestinos informaram que outro bombardeio israelense na sexta-feira destruiu a casa de um ministro da organização terrorista Hamas, Atef Adwan. O bombardeio atingiu ainda a casa de outro chefe terrorista, Muhammad Ma'tuk, em Jabalya, no norte de Gaza. Segundo as Forças de Defesa de Israel, a casa era usada como depósito e laboratório para fabricação de armas e era a entrada para um túnel clandestino usado pela organização terrorista Hamas para o contrabando de mercadorias. Os ataques aconteceram um dia após a morte de um dos cinco maiores chefes terroristas do Hamas, Nizar Rayan, em um bombardeio aéreo israelense a um campo de refugiados, no norte da Faixa de Gaza. Rayan, da linha mais radical do Hamas, foi considerado uma das maiores perdas da organização terrorista na ofensiva israelense.

Estados Unidos dizem que Israel tem o direito de se defender do Hamas

Israel tem o direito de se defender dos ataques de foguetes do Hamas, mas devem evitar vítimas civis, afirmou a Casa Branca na última sexta-feira. "Israel tem o direito de se defender", disse o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, acrescentando que Washington quer que Israel evite vítimas civis e "garanta que o abastecimento de alimentos e medicamentos chegue ao povo de Gaza". A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, preferiu um discurso mais ameno sobre a crise no Oriente Médio e afirmou que os Estados Unidos querem um cessar-fogo "durável e sustentável" na faixa de Gaza e que o país está "muito preocupado" com a guerra entre os terroristas do Hamas e o Exército de Israel. Rice reiterou a postura da Casa Branca de que para alcançar um cessar-fogo é necessário que o Hamas se comprometa a deixar de lançar mísseis sobre Israel. "O Hamas manteve cativa a população de Gaza desde seu golpe de Estado ilegal contra as forças do presidente Mahmoud Abbas", afirmou Condoleezza Rice.