segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Argentina inaugura mais um centro de memória em local de tortura da ditadura militar

No próximo dia 19 vai acontecer uma solenidade conduzida Sara Derotier de Cobacho, da Secretaria de Direitos Humanos da Província de Buenos Aires, inaugurando um novo ponto de memória na capital argentina, onde funcionou o centro clandestino de prisão conhecido como “Pozo de Banfield”, durante a infame ditadura militar que assolou o país. Fica localizado no bairro Lomas de Zamora. Dentro do programa “Investigación y Memoria”, o local será inaugurado como um museu da memória, justo na noite em que se relembra o 32º aniversário da chamada “Noite dos Lápis”. O endereço é na esquina das ruas Siciliano e Vernet, no bairro de Banfield. A solenidade começará às 10 horas, com a projeção de um video institucional e intervenções artísticas, e continuará com discursos de sobreviventes, estudantes e autoridades. Ao final haverá um recital de Verônica Condomi. Neste “Pozo de Banfield” era onde funcionava a “Brigada de Investigaciones” da área Metropolitana de Banfield, partido de Lomas de Zamora. O “Pozo de Banfield” era ligado ao “Regimiento de Infantería Mecanizada Nº 3” do exército argentina (La Tablada). No mínimo 300 pessoas passaram por suas masmorras e câmaras de tortura e de assassinato. A maioria delas foram mortas. Esse lugar funcionou como centro de repressão desde muito antes do golpe militar de 1976. A estimativa é de que recebia pessoas seqüestradas pela famigerada Triple A desde 1974. O centro de repressão “Pozo de Banfield” funciou até outubro de 1978. Neste local infame foram atirados os jovens estudantes “desaparecidos” no caso conhecido “Noche de los lápices” (“Noite dos Lápis”). Trata-se do seqüestro e desaparecimento, entre 16 e 19 de setembro de 1976, de Francisco López Muntaner, María Claudia Falcone, Claudio de Acha, Horacio Ángel Ungaro, Daniel Alberto Racero, María Clara Ciocchini, Pablo Díaz, Patricia Miranda y Emilce Moler.

Yeda Crusius entrega primeiro orçamento sem déficit do Rio Grande do Sul

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), saboreou nesta segunda-feira o maior resultado da sua arroxeada política de contenção de gastos, aplicada neste primeiro ano e meio de sua administração. Após 20 meses de governo, durante os quais amargou impopularidade por causa de sua política de eliminação do déficit público tradicional, ela entregou à Assembléia Legislativa o projeto de Lei do Orçamento de 2009 do Estado do Rio Grande do Sul, enxuto, sem nenhuma das ficções do passado recente, que inventavam receitas inexistentes e aumentavam despesas com base nessa ficção. Conforme a governadora Yeda Crusius, cerca de 70% dos investimentos previstos pelo governo estadual para 2009 serão aplicados em infra-estrutura, segurança, habitação, educação e saúde. Pela primeira vez em 40 anos, o orçamento de 2009 tem uma novidade: prevê déficit zero. Isso significa que receitas e despesas estarão equilibradas. “Vamos poder voltar a investir com autonomia e sonhar alto”, disse a governadora Yeda Crusius. O líder do governo na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Pedro Westphalen, estava exultante: “Esta é uma data que entra para a história do Rio Grande do Sul”.Ele acrescentou: “Todas as metas traçadas estão sendo rigorosamente cumpridas. Além de zerar o déficit, o governo está capacitando o Estado para voltar a investir. Isso, sem dúvida, prova a seriedade, o empenho e a competência da administração estadual na gestão das contas públicas, como há muito não se via. Estamos diante de um feito histórico”. Westphalen destacou, em especial, a atenção reservada no Orçamento à área social, e a estimativa da Secretaria da Fazenda de que o Estado poderá, ao final de 2009, não depender mais de financiamento do Banrisul para o pagamento do 13º salário do funcionalismo público: “Todos os gaúchos entenderam que as medidas tomadas pelo governo durante a crise financeira, apesar de amargas, eram necessárias. Agora estamos começamos a colher os frutos”.

Cocaleiro trotskista Evo Morales faz concessões e admite se reunir com governadores de oposição

O governo da Bolívia, do presidente cocaleiro trotskista Evo Morales, informou nesta segunda-feira que continuará o diálogo com o Conselho Nacional Democrático (Conalde), que reúne os governadores de oposição, nesta noite, após a sua volta do Chile. O cocaleiro trotskista Evo Morales foi a Santiago participar da reunião da União das Nações Sul-americanas (Unasul) convocada justamente para discutir a crise política na Bolívia. Mais cedo, o prefeito do departamento de Tarija, Mario Cossío, disse que governo e oposição haviam chegado a um entendimento sobre 80% das bases de um acordo preliminar, para um "diálogo profundo" que solucione a crise política e social que atravessa a Bolívia.

Superior Tribunal de Justiça deve julgar nesta terça novo pedido de liberdade para o banqueiro Salvatore Cacciola

O Superior Tribunal de Justiça retoma nesta terça-feira a discussão sobre a manutenção da prisão preventiva do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. O julgamento de um habeas corpus em favor de Cacciola foi interrompido em agosto, por um pedido de vista do ministro Paulo Gallotti. A relatora, desembargadora convocada Jane Silva, já votou pela manutenção da prisão, por entender que não houve violação das garantias de ampla defesa e do contraditório. Já o ministro Nilson Naves votou pela concessão da liberdade. Em outro habeas corpus, que também deverá ser apreciado, a defesa de Cacciola requer o trancamento da ação penal que o ex-banqueiro responde por crime contra o sistema financeiro nacional, pela emissão de debêntures sem lastro e garantia suficientes. Segundos os advogados, não existe justa causa para o prosseguimento da ação. Cacciola está preso na penitenciária Bangu 8, no Rio de Janeiro, desde que retornou ao País extraditado por Montecarlo , no dia 17 de julho. O ex-banqueiro foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro. Ele foi dono do falido Banco Marka, que recebeu ajuda do Banco Central em 1999, para cobrir prejuízos com operações de câmbio e evitar a falência. Essa operação representou um prejuízo para a União de R$ 1,5 bilhão.

Anatel informa que venda de celulares superou 3 milhões de aparelhos em agosto

As vendas de celulares em agosto superaram 3 milhões de aparelhos, segundo os dados preliminares divulgados nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com os novos telefones vendidos no mês passado, o número total de celulares em operação no País chegou a 138,3 milhões. As vendas foram impulsionadas principalmente pelo Dia dos Pais e agosto foi o melhor mês do ano até o momento, superando inclusive o mês de maio, quando foram vendidos 2,8 milhões de celulares. O aumento do número total de telefones móveis foi de 2,25% em relação ao mês de julho, quando foram registrados 135,3 milhões de aparelhos em operação. Desde o início do ano foram vendidos 17,4 milhões de celulares.

Morre Richard Wright, tecladista que foi um dos fundadores do Pink Floyd

O tecladista Richard Wright, fundador do Pink Floyd, morreu nesta segunda-feira, de câncer, aos 65 anos. A família dele largou uma nota, dizendo: “A família de Richard Wright, membro fundador do Pink Floyd, anuncia com grande tristeza que Richard morreu hoje após uma curta luta contra o câncer”. Wright entrou para história da música após criar o Pink Floyd junto com Roger Waters e o baterista Nick Mason. Embora não tenha sido tão produtivo como compositor quanto Roger Waters, com quem manteve grande rivalidade, escreveu algumas canções de discos famosos como “Meddle” (1971), “The dark side of the moon” (1973) e “Wish you were here” (1975). Durante a gravação de “The Wall” (1979), Wright teve que abandonar a banda por suas diferenças irreconciliáveis com Roger Waters. Mas, seguiu tocando com o conjunto como músico contratado durante shows de promoção do “The Wall” em 1980 e 1981. Autor de dois discos solos, “Wet dream” (1978) e “Broken China” (1996), o músico continuou colaborando com o Pink Floyd, sobretudo após a saída de Roger Waters da banda, em 1985. Em 2005, o grupo formado por David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright voltou a se reunir, pela primeira vez desde 1981, para participar do show Live 8, em Londres.

Rio Grande do Sul vai construir cascos de plataformas para áreas do pré-sal

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que a diretoria da empresa aprovou a contratação de novas 10 plataformas do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading) para as áreas do pré-sal na Bacia de Santos. Segundo a estatal, as duas primeiras unidades serão alugadas de terceiros, com a exigência de terem alto índice de conteúdo nacional. Oito dos 10 cascos serão produzidos no dique seco do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela estatal pelo período de dez anos. Os módulos de produção a serem instalados sobre os cascos serão definidos futuramente, após a implantação dos projetos pilotos e do teste de longa duração. As oito unidades de produção serão propriedade da Petrobras e terão capacidade de produção diária de 120 mil barris de óleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. Elas serão instaladas entre 2015 e 2016, com fabricação em série. As outras duas terão capacidade de produção diária de cem mil barris de óleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural, e serão instaladas durante os anos de 2013 e 2014 em áreas ainda a definir. "Essas 10 FPSO irão operar em águas ultraprofundas, entre 2.400 e 3.000 metros de lâmina d'água, e serão destinadas ao início da implantação do sistema de produção definitivo na área do pré-sal da Bacia de Santos", disse a Petrobras.

Lehman Brothers vai requerer concordata nesta segunda-feira

O banco de investimentos Lehman Brothers, o quarto maior dos Estados Unidos, anunciou que vai declarar sua insolvênvia e requerer falência nesta segunda-feira, um dia depois de falharem as negociações de compra da instituição de investimento. O Lehman informou em comunicado que apresentará a documentação necessária para se declarar em quebra perante o tribunal de Quebras do Distrito Sul de Nova York. A falência, que já era esperada, ficou inevitável depois que o banco britânico Barclays decidiu abandonar as negociações, no fim de semana. O Barclays considerou que adquirir o Lehman Brothers seria impossível sem uma ajuda dos poderes públicos comparável à que foi decidida em março para o JPMorgan Chase, na compra do Bear Stearns, outro banco também em dificuldades nos Estados Unidos por conta da crise de crédito. O Lehman Brothers mantém negócios com os principais bancos do mundo e sua provável liquidação deverá causar prejuízos a todas essas instituições. O banco perdeu mais de 77% de seu valor de mercado apenas na semana passada. Entre o início de março e o final de agosto deste ano, a instituição financeira perdeu US$ 6,7 bilhões. Há 158 anos em funcionamento, o Lehman é o terceiro banco de investimento que quebra ou é comprado em seis meses nos Estados Unidos. No sábado à noite o Bank of America comprou o Merrill Lynch. Sem ajuda financeira do governo dos Estados Unidos e do Fed (banco Central dos Estados Unidos), os bancos desistiram do Lehman e partiram para salvar o Merrill.

Revista Veja mostra a farra do Caixa 2 dos petistas trotskistas gaúchos em campanha de Maria do Rosário

A edição da revista Veja que está nas bancas apresenta uma matéria que serve como derrubada da máscara dos que se portaram durante quase três décadas no Rio Grande do Sul como as grandes vestais da moralidade. Trata-se do grupelho trotskista DS – Democracia Socialista, que tem personagens de alguma expressão, como o deputado estadual petista Raul Pont (ex-secretário geral do PT nacional); Miguel Rossetto (ex-ministro da Reforma Agrária); Arno Augustin (ex-secretário da Fazenda no governo petista de Olívio Dutra, atual secretário geral do Tesouro Nacional) e Paulo Peretti Torelly, ex-procurador geral também no governo petista de Olívio Dutra. Este grupelho trotskista DS é diretamente originário do antigo POC (Partido Operário Comunista), resultado da fusão da antiga Dissidência do Partidão (PCB) com a Polop (Política Operária). Um dos chefões do POC foi o atual clone de chanceler de Lula, Marco Aurélio “Top Top” Garcia, ex-dirigente da 4ª Internacional. Os trotskistas da DS gostam de se apresentar como os próprios guardiões da moralidade. Pois bem, no último dia 23 de julho, o petista Paulo Roberto Salazar da Silveira, de 47 anos, conhecido entre os militantes do partido como Paulo Salazar, ingressou com uma ação judicial no Fórum de Porto Alegre contra o PT e os deputados estaduais petistas Raul Pont e Elvino Bohn Gass. Este Elvino Bohn Gass ainda posou, nos últimos meses, como o último paladino da moralidade petista, com estridente atuação na CPI do Detran. Agora, pela denúncia de seu companheiro de partido sabe-se que ele é acusado de tomar o salário de funcionário que trabalha em seu gabinete. O processo movido por Paulo Roberto Salazar da Silveira é o de nº 10801965571, que tramita na 16ª Vara Civil do Foro Central de Porto Alegre, aos cuidados do juiz Mauro Caum Gonçalves, no qual ele cobra uma indenização de 445 mil reais. E, atenção: Paulo Roberto Salazar da Silveira é técnico em telefonia. Pela denúncia de Paulo Roberto Salazar da Silveira fica-se sabendo que a campanha da deputada federal Maria do Rosário para a prefeitura de Porto Alegre, em 2004, quando ela concorreu como vice de Raul Pont, teve literalmente de tudo: revenda de selos retirados de gabinetes de parlamentares do partido, notas, uso de dinheiro público, apropriação de salários de companheiros, etc.... Mais do que isso: a candidatura dela tinha até um comitê eleitoral extra-oficial (eufemismo para dizer “clandestino”) para fazer caixa dois. Paulo Roberto Salazar da Silveira, que teve papel chave em toda a operação, conta em detalhes como funcionou o negócio. Diz ele: "É uma ação corriqueira no PT". No processo, Paulo Salazar pretende provar que, entre 1998 e 2005, era obrigado a devolver ao partido cerca de 4.000 reais mensais que recebia como assessor parlamentar em gabinetes de deputados do PT na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O ex-petista também reclama uma indenização material e moral pelo uso indevido de duas contas bancárias e de seu cartão de crédito por um comitê eleitoral do partido. A ação judicial pode ser o fio da meada para desnudar os métodos de financiamento de campanhas políticas do PT com dinheiro público. Salazar contou o que fez e o que viu como um dos arrecadadores de campanhas eleitorais do partido. Conforme Salazar, entre 1999 e 2005 ele foi funcionário-fantasma nos gabinetes de Raul Pont e do deputado estadual Elvino Bohn Gass. Além de não trabalhar, ele repassava o dinheiro que recebia integralmente aos parlamentares. "Eu sacava todo o salário na boca do caixa no dia seguinte ao pagamento. Até férias e décimo terceiro eram devolvidos. O dinheiro ia para o caixa dois da DS (Democracia Socialista)", afirma ele. Extratos da conta de Salazar, em poder da Justiça, comprovam os saques. O esquema de caixa dois recebia notas frias de uma gráfica acima e, segundo o assessor, contava com a participação do deputado estadual Raul Pont. Em vez de trabalhar na Assembléia Legislativa, Salazar conta que despachava na sede da Associação Em Tempo. Esta associação é a fachada do grupo originário lá do POC, que sempre teve Raul Pont como um dos seus expoentes. Esta Associação Em Tempo tinha um jornal revolucionário que era amplamente distribuído em São Paulo na segunda metade da década de 70 e no Rio Grande do Sul. A associação e o jornal eram sustentados por Marília Andrade, herdeira do grupo Andrade Gutierres, que foi militante do POC. Paulo Salazar diz na ação que ajuizou na 16ª Vara Civil que essa Associação Em Tempo, velha conhecida de Raul Pont e dos petistas, inclusive da ex-comunista Maria do Rosário (ela se criou politicamente no PCdoB) administrava um comitê eleitoral extra-oficial em Porto Alegre. Paulo Salazar informa mais: que ele administrava o caixa dois do grupelho trotskista DS (Democracia Socialista) e que recebia salário de 2.000 reais da Associação Em Tempo, valor com o qual sustentava sua família. Na eleição municipal de 2000 (aquela em que o candidato foi o peremptório Tarso Genro, tendo como vice uma figura sem expressão da DS, o auditor de contas João Verle), Paulo Salazar conta que recolhia dinheiro vivo em escritórios de advocacia a cada quinze dias. Um comitê importante dessa campanha petista funcionava em escritório emprestado pelo argentino César de La Cruz Mendoza Arrieta, megrafraudador da Previdência. Esse escritório funcionava em um prédio ao lado da Caixa d’Água, no Bairro Moinhos de Vento, no mesmo edifício onde, meses depois da campanha, Tarso Genro comprou um conjunto de escritório do empresário Pedro Sirotski. Conforme Paulo Salazar, as remessas dos advogados variavam entre 20.000 e 40.000 reais. Ele afirma ter arrecadado 250.000 reais para as campanhas dos trotskistas apenas nessa eleição. Paulo Salazar também afirma que recolhia malas de dinheiro em empresas de bebidas, laticínios, material esportivo e até em sindicatos. "Era tudo por fora, tudo caixa dois. Nada entrava nas prestações de contas", diz ele. Paulo Salazar também que os trotskistas não tinham qualquer escrúpulo, dinheiro público ou privado era perseguido com obstinação pela Democracia Socialista. Ele também acrescenta que, na campanha de 2002, quando o Palácio Piratini estava ocupado pelo “exterminador de empregos” Olívio Dutra, o "financiamento" da campanha petista passou a ser estatal. Segundo Paulo Salazar, a secretaria do Trabalho, aparelhada pela DS, alugou dez carros e quarenta telefones celulares usados na campanha de seus candidatos a deputado, entre eles Raul Pont. No total, segundo Salazar, a operação rendeu 1 milhão de reais. Ele continua dizendo que, para arrecadar dinheiro e manter seus candidatos, valia tudo. Os vereadores petistas, por exemplo, entregavam suas cotas de selos. O então vereador petista Carlos Pestana, da DS, cedeu sua cota mensal de selos ao grupo. Salazar narra ter transformado a "doação" em dinheiro vivo ao revender os selos a uma agência franqueada dos Correios pela metade do seu valor de face. Na campanha para a prefeitura de Porto Alegre, em 2004 (na qual Maria do Rosário chorou lágrimas copiosas ao ser derrotada por José Fogaça), Paulo Salazar informa que, apenas mercadejando selos de parlamentares petistas, arrecadou 25.000 reais. Raul Salazar reuniu extratos bancários e diz que 400 000 reais "não contabilizados" passaram por suas mãos para essa campanha da estridente Maria do Rosário junto com Raul Pont. E ele arremata ainda de forma contundente: ele diz que os dois tinham pleno conhecimento do caixa dois. O que levou Paulo Salazar a denunciar seus antigos companheiros trotskistas não se limita ao salário de funcionário-fantasma que repassava integralmente ao PT. Ele reclama que o partido não honrou despesas que assumiu para financiar candidatos petistas. Oito cheques assinados por ele, somando 37.500 reais, foram devolvidos. Um financiamento bancário de 30.000 reais, que ele diz ter tomado para financiar as campanhas petistas, também não foi pago. Salazar se sente enganado sobretudo pela complexidade do trabalho que diz ter prestado ao PT. Além de vender selos e carregar malas de dinheiro ilícito, uma de suas funções era conseguir notas fiscais frias para as empresas que contribuíam com o caixa dois do partido. Uma de suas fontes de notas fraudulentas era a gráfica Comunicação Impressa. A empresa, que recebeu 75.000 reais do valerioduto em 2005, é uma freqüente fornecedora petista. Ela aparece até na prestação de contas da campanha de Tarso Genro ao governo do Rio Grande do Sul, em 2002. O juiz Mauro Caum Gonçalves já aceitou a gratuidade da Justiça para o autor da ação, e também já determinou que Banrisul e Unibanco forneçam extratos de movimentação financeira do autor relativos ao período de agosto de 1999 a fevereiro de 2005. Talvez a deputada federal Maria do Rosário deva explicar como comprou a magnífica casa que tem em Porto Alegre (na foto, acima, a gráfica Comunicação Imprensa, a deputada federal petista Maria do Rosário e Paulo Salazar).

Ibope mostra José Fogaça com 36% e Manuela com 23% em Porto Alegre, Maria do Rosário vai ladeira abaixo

Pesquisa Ibope divulgada no sábado mostra que o atual prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, José Fogaça (PMDB), subiu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e continua liderando a corrida para a prefeitura de Porto Alegre, com 36% das intenções de voto. A candidata comunista deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) subiu dois pontos percentuais, passando de 21% para 23%. A petista deputada federal Maria do Rosário (PT) ficou no mesmo patamar, de 16%, sempre amplamente superada por sua antiga companheira de PCdoB. Também a deputada federal Luciana Genro (PSOL) caiu dois pontos, de 8% para 6%. Onyx Lorenzoni (DEM) permanece com 5% das preferências. Na simulação de segundo turno entre José Fogaça (PMDB) e Manuela D'Ávila (PCdoB), o Ibope aponta Fogaça com 46% e Manuela, com 38%.

Evo aceita negociar autonomia

O presidente boliviano, o cocaleiro trotskista Evo Morales, disse no sábado estar disposto a revisar a questão da autonomia dos departamentos (Estados) no projeto da nova Constituição para facilitar um acordo com a oposição e pôr fim à crise institucional que toma conta do país. Uma maior autonomia com relação ao governo central é a principal exigência de quatro dos nove departamentos da Bolívia. Eles iniciaram na semana passada violentos protestos que já deixaram 18 mortos. "Estamos autorizados pelos movimentos sociais a revisar o projeto de autonomia que está na Constituição Política do Estado", disse o cocaleiro trotskista Evo Morales durante entrevista coletiva. Ele disse que sua oferta era na realidade uma reiteração de convocações prévias para aglutinar o projeto da nova Carta com os estatutos autonômicos aprovados nos departamentos opositores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.

Tiranete venezuelano Hugo Chávez diz que Forças Armadas bolivianas fizeram “greve”

O presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, acusou as Forças Armadas da Bolívia de fazerem "greve", o que teria permitido, na sua opinião, "um massacre do povo boliviano" na escalada de violência dos últimos dias na Bolívia que já deixou pelo menos 16 mortos. As afirmações de Chávez são uma resposta às críticas do comandante das Forças Armadas, general Luis Trigo, que na sexta-feira rejeitou as declarações do presidente venezuelano. Na véspera, Chávez advertiu que apoiaria uma rebelião armada no país, caso a oposição tente "derrubar" ou "matar" o presidente da Bolívia, o cocaleiro trotskista Evo Morales. "Eu sei que esse general e outros generais têm uma espécie de greve de braços caídos que permitiu que os fascistas e paramilitares massacrassem o povo da Bolívia", disse Chávez. O patético ditador presidente venezuelano diz ter informações de que "capangas" estrangeiros estão sendo contratados para assassinar simpatizantes do seu companheiro cocaleiro trotskista Evo Morales nos enfrentamentos com os grupos de oposição.

Lula vai participar da reunião emergencial da Unasul

O presidente Lula decidiu que vai participar nesta segunda-feira da reunião emergencial da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), convocada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, para discutir a situação na Bolívia. A decisão do presidente foi comunicada por assessores do Palácio do Planalto aos demais países que integram o grupo. Além do Brasil, do Chile e da Bolívia, Argentina, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela são membros do grupo. Até esta segunda-feira, o presidente Lula pretender fazer contato com os demais presidentes que integram o Unasul.

Vice-presidente José Alencar será operado novamente na quarta-feira

O vice-presidente José Alencar, de 76 anos, fará nova cirurgia na quarta-feira por causa de tumor abdominal. Ele internou-se novamente no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para continuar o tratamento contra um câncer a que vem se submetendo desde agosto. Alencar deixou o hospital no início da noite de sexta-feira e retorna nesta terça-feira para a realização da cirurgia no dia seguinte.

Lula decide controlar o PT

Para enfrentar, em 2010, a primeira eleição dos últimos 20 anos na qual não será candidato, o presidente Lula decidiu que vai assumir o controle do PT e já está articulando a troca de comando no partido para agosto do próximo ano. Ele prepara uma tropa de choque de sua confiança, para não correr o risco de que tendências internas do partido dificultem seus planos de escolher a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua candidata. Nos bastidores, Lula está concentrando suas apostas em um nome para presidir o PT a partir de outubro do próximo ano: o do seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Petista histórico, originário das Comunidades Eclesiais de Base, da Igreja Católica, Gilbertinho, como é conhecido, é homem de extrema confiança de Lula e já foi secretário-geral do partido. Sempre ausente das disputas internas do PT, Lula decidiu mudar de comportamento porque sabe que seu nome preferido para 2010, a ministra Dilma, enfrentará fortes resistências na base partidária.

Lula apóia Michel Temer e Tião Viana para dirigir Câmara e Senado em 2009

O presidente Lula articula apoio às eleições do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) e do senador Tião Viana (PT-AC) para comandar, respectivamente, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal no biênio 2009-2010. Lula avalia que a dupla lhe daria tranqüilidade nos dois últimos anos de mandato e nas negociações políticas e eleitorais para a sua sucessão. O presidente não quer ver a sua base de apoio se meter em outra disputa como nas duas últimas eleições congressuais, quando o governo pagou a conta de um racha. Lula tem dito que a aliança formal com o PMDB, feita no segundo mandato, lhe deu paz congressual. Em episódios do passado semelhante s ao atual caso do grampo no Supremo, sempre surgia um movimento de coleta de assinaturas para CPI. E o governo era obrigado a agir para abafar ou, muitas vezes, aceitar a criação da CPI por falta de força. Com o PMDB a favor do Planalto, as CPIs deixaram de ser um problema.

Embaixador norte-americano saí da Bolívia e volta para os Estados Unidos

O embaixador norte-americano na Bolívia, Philip Goldberg, voltou aos Estados Unidos neste domingo, ao vencer o prazo de 72 horas estabelecido pelo governo do presidente cocaleiro trotskista Evo Morales para que ele deixasse o país. O presidente cocaleiro trotskista declarou Goldberg persona non grata na última quarta-feira, um dia depois de comunicar ao embaixador que ele tinha entre 48 e 72 horas para deixar a Bolívia. O presidente justificou sua decisão acusando o representante norte-americano de conspirar, além de querer dividir os bolivianos e apoiar os violentos protestos contra seu governo, que na última semana aprofundaram ainda mais a crise política no país. O governo alega que Goldberg se reuniu com os governantes de Santa Cruz, Chuquisaca e Tarija (três dos cinco departamentos rebeldes da Bolívia) antes do início das manifestações, o que comprovaria seu apoio ao movimento.

Governo boliviano envia tropas para departamentos opositores

As Forças Armadas da Bolívia enviaram topas, na sexta-feira e sábado, para os departamentos governados pela oposição (Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando), segundo confirmou a assessoria do Ministério da Defesa, em La Paz. O objetivo, informaram, é proteger os serviços básicos, os campos de petróleo e o fluxo do trânsito, bloqueado em vários pontos, entre outras medidas. O Ministério não informou o total de soldados enviados para esta região e se eles chegarão ao centro das capitais, ou se estarão nas redondezas. Nestes departamentos, que formam a chamada "meia lua", manifestantes ocuparam, nos últimos dias, as alfândegas dos aeroportos, além de instituições públicas do governo central, como o Instituto de Reforma Agrária, de arrecadação de impostos, de telefonia e correios. Na sexta-feira, em Santa Cruz de la Sierra (capital de Santa Cruz), o Conselho Departamental (equivalente a Assembléia Legislativa) aprovou a designação de novas autoridades para os organismos públicos do governo central. Também foi aprovada a incorporação destas instituições na estrutura do departamento. A Prefeitura (equivalente a governo do Estado) de Santa Cruz informou que as 24 instituições ocupadas entrarão em um processo de transferência para o departamento.

Oposição quer expulsar venezuelanos e cubanos da Bolívia

O presidente da União Juvenil Cruzenha, David Sejas, disse que os venezuelanos e cubanos que vivem em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento de Santa Cruz, devem deixar a cidade e a região da meia-lua (opositora) até esta segunda-feira. "Eles não são bem-vindos no nosso país. Queremos Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija livres do comunismo", disse Sejas. "Nesta segunda-feira vamos entrar nos consulados, nas embaixadas, nas casas e tirá-los de lá. Queremos que saiam. Eles só vieram fazer baderna no nosso país", disse o boliviano. A União Juvenil Cruzenha faz parte da estrutura do Comitê Cívico Santa Cruz, reduto da oposição ao governo do presidente cocaleiro trotskista Evo Morales. Desde o início da gestão Morales, que tomou posse em janeiro de 2006, líderes da oposição criticam a presença de venezuelanos e cubanos na Bolívia.

Bank of America vai comprar o Merril Lynch

O Bank of America vai comprar o banco de investimento Merril Lynch por cerca de US$ 44 bilhões, segundo ficou acertado, neste domingo, pelas duas instituições, ao final de dois dias de negociações. A iniciativa tem como objetivo enfrentar as conseqüências que pode acarretar a previsível quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, depois que as negociações para uma compra desta entidade fracassaram. Com esta aquisição, o Bank of America, o maior grupo bancário dos Estados Unidos, consolida ainda mais sua posição de gigante, reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial. A compra do Merrill Lynch vai lhe permitir controlar a maior força de intermediários das bolsas de valores do país e cria uma entidade que terá tentáculos em todos os aspectos do sistema financeiro dos Estados Unidos. O preço de venda representa uma avaliação de US$ 29,00 por ação e atinge apenas dois terços do valor que o Merrill tinha há um ano. As ações da Merrill foram cotadas na sexta-feira passada no fechamento em Wall Street a US$ 17,05. Os investidores acreditam que o Merrill Lynch seria a próxima instituição banária a cair após os problemas do Lehman Brothers, cuja quebra poderá ser anunciada nesta segunda-feira.