domingo, 31 de agosto de 2008

Liderança do PT na Assembléia de São Paulo analisa licitação do Metrô

O deputado estadual Roberto Felício (PT), líder da bancada do partido na Assembléia Legislativa de São Paulo, informou que técnicos irão avaliar na terça-feira se existem suspeitas de irregularidades na licitação do Metrô para construção da via permanente no prolongamento da linha 2-Verde. Reportagem publicada na sexta-feira mostra que a Folha Online publicou com oito horas de antecedência a abertura dos envelopes o resultado da licitação. Felício disse que se os técnicos da liderança do partido concluírem haver suspeitas de irregularidades, poderão ser adotadas algumas medidas, entre elas, requerimento de informações junto às empresas, no caso o Metrô, Camargo Correa e Queiroz Galvão; sugerir um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) sustando o certame; audiência pública para que os envolvidos se expliquem; e ainda consultar o Ministério Público. "É mais um episódio na imensa lista de irregularidades", afirma o deputado petista Roberto Felício. Diz a Folha de S. Paulo que, na prática, as medidas anunciadas pela liderança do PT devem ter pouco efeito devido à avassaladora maioria da bancada governista na Assembléia Legislativa de São Paulo. São 71 da chamada base aliada ao governador José Serra (PSDB), e somente 23 da oposição, composta pelos 20 integrantes do PT, 2 do PSOL e 1 do PV.

Matéria da revista Veja afirma que Abin grampeou todos os telefones do gabinete do ministro Gilmar Mendes

Reportagem da revista "Veja" desta semana, que já está nas bancas, mostra que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, teve todos os telefones de seu gabinete grampeados por arapongas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Um conjunto de documentos e informações foi consultado pela reportagem da revista Veja e, entre eles, está um diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), gravado no fim da tarde do último dia 15 de julho passado. A reportagem traz a íntegra da conversa. Não há relevância temática, mas prova a ilegalidade da espionagem. De acordo com a reportagem, um servidor da Abin passou as informações à revista, sob a condição de se manter no anonimato. Segundo seu relato, a escuta clandestina feita contra o ministro não é um ato isolado e sim uma rotina. O funcionário relatou que, neste ano, somente no seu setor, já passaram interceptações telefônicas de conversas do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e de mais dois ministros que despacham no Palácio do Planalto - Dilma Rousseff, da Casa Civil, e José Múcio, das Relações Institucionais. Há também telefones grampeados no Congresso, como do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), e dos senadores Arthur Virgílio, Alvaro Dias e Tasso Jereissati, todos do PSDB, e também de Tião Viana (PT). Segundo a reportagem da revista Veja, Viana foi alvo recentemente e a interceptação teria o objetivo "de acompanhar como ele está articulando sua candidatura à presidência do Senado". Segundo a revista, as gravações são base para relatórios que tem como destino final o presidente Lula, no entanto, isso não significa que ele tenha conhecimento de que seus principais assessores estejam grampeados ou que dá aval para operação. A revista informa que há três semanas publicou reportagem informando que o presidente do Supremo era espionado pela agência. O diretor da Abin, Paulo Lacerda, foi ao Congresso e negou a possibilidade de seus arapongas estarem envolvidos em atividades clandestinas. Os registros a que a revista teve acesso mostram que o senador Demóstenes Torres ligou para o ministro Gilmar Mendes às 18h29 para tratar de um problema relacionado à CPI da Pedofilia. No momento, o presidente do STF não pôde atender, mas três minutos depois sua secretária retornou a ligação para o senador. O telefonema foi transferido para o celular do ministro. A conversa foi rápida. O presidente do Supremo agradeceu a Torres pelo pronunciamento no qual havia criticado o pedido de impeachment protocolado contra ele no Congresso. Na semana anterior, Mendes havia mandado soltar o banqueiro Daniel Dantas, o que provocou, além do pedido de impeachment, uma polêmica entre o Supremo, Polícia Federal e Ministério Público. Com isso, a Polícia Federal e a Abin decidiram "confirmar" que alguma coisa de errada estava se passando no gabinete do ministro e grampearam todos os telefones, segundo a revista. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou, por meio de nota, neste sábado, que vai investigar as denúncias veiculadas na revista Veja. Muito sério, a bandidagem investigando a si mesma. No comunicado, a Abin afirmou que será aberta uma sindicância na Corregedoria Geral da agência para investigar o envolvimento de seus servidores. Também será solicitado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República o acionamento da Procuradoria Geral da República e do Ministério da Justiça para que investiguem e esclareçam os fatos.

Leia a matéria da revista Veja que mostra como a Abin gravou os ministros do Supremo

A Abin gravou o ministro
Diálogo comprova que espiões do governo grampearam o presidente do Supremo Tribunal Federal. Autoridades federais e do Congresso também foram vigiadas
Policarpo Junior e Expedito Filho

Há três semanas, VEJA publicou reportagem revelando que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, foi espionado por agentes a serviço da Agência Brasileira de Inteligência. O diretor da Abin, Paulo Lacerda, foi ao Congresso e negou com veemência a possibilidade de seus comandados estarem envolvidos em atividades clandestinas. Sabe-se, agora, que os arapongas federais não só bisbilhotaram o gabinete do ministro como grampearam todos os seus telefones no STF. VEJA teve acesso a um conjunto de informações e documentos que não deixam dúvida sobre a ação criminosa da agência. O principal deles é um diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), gravado no fim da tarde do dia 15 de julho passado. A conversa .... não tem nenhuma relevância temática, mas é a prova cabal de que espiões do governo, ao invadir a privacidade de um magistrado da mais alta corte de Justiça do país e, por conseqüência, a de um senador da República, não só estão afrontando a lei como promovem um perigoso desafio à democracia. O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo. O relato do araponga é estarrecedor. Segundo ele, a escuta clandestina feita contra o ministro Gilmar Mendes, longe de ser uma ação isolada, é quase uma rotina em Brasília. Os alvos, como são chamadas as vítimas de espionagem no jargão dos arapongas, quase sempre ocupam postos importantes. Somente neste ano, de acordo com o funcionário, apenas em seu setor de trabalho já passaram interceptações telefônicas de conversas do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e de mais dois ministros que despacham no Palácio do Planalto – Dilma Rousseff, da Casa Civil, e José Múcio, das Relações Institucionais. No Congresso, a lista é ainda maior. Segundo o araponga, foram grampeados os telefones do presidente do Senado, Garibaldi Alves, do PMDB, e dos senadores Arthur Virgílio, Alvaro Dias e Tasso Jereissati, todos do PSDB, e também do petista Tião Viana. Esse último, conforme o araponga, foi alvo da interceptação mais recente, que teve o objetivo "de acompanhar como ele está articulando sua candidatura à presidência do Senado". No STF, além de Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio Mello também teve os telefones grampeados. As gravações ilegais feitas pela Abin servem de base para a elaboração de relatórios que têm o presidente da República como destinatário final. Isso não quer dizer que Lula necessariamente tenha conhecimento de que seus principais assessores estejam grampeados ou que avalize a operação. Os agentes produzem as informações a partir do que ouvem, mas sem identificar a origem. Por serem ilegais, depois de filtradas, as gravações são destruídas. A do ministro Gilmar Mendes foi preservada porque, ao contrário das demais, ela foi produzida durante uma parceria feita entre a Abin e a Polícia Federal na operação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, no início de julho. Os investigadores desconfiavam de uma suposta influência do banqueiro no STF e decidiram vigiar o presidente da corte. Gilmar Mendes já havia sido informado de que alguns comentários que ele fez com assessores no interior do gabinete tinham chegado ao conhecimento de outras pessoas – uma evidência de que suas conversas estavam sendo ouvidas. Desconfiado, solicitou à segurança do tribunal que providenciasse uma varredura. Os técnicos constataram a presença de sinais característicos de escutas ambientais, provavelmente de aparelhos instalados do lado de fora da corte. Não era só isso. O presidente do STF também tinha os telefonemas de seu gabinete gravados ininterruptamente. A Abin recebia e analisava, por dia, mais de duas dezenas de ligações do ministro. Foi para provar o que dizia que o funcionário mostrou uma delas. De acordo com os registros, o senador Demóstenes Torres ligou para o ministro Gilmar Mendes às 18h29 para tratar de um problema relacionado à CPI da Pedofilia. Na ocasião, Mendes não pôde atender porque estava a caminho do Palácio do Planalto para uma audiência com o presidente Lula. Três minutos depois, às 18h32, a secretária retornou a ligação para o gabinete do senador e a transferiu para o celular do ministro. A conversa foi rápida. O presidente do Supremo agradeceu a Torres pelo pronunciamento no qual havia criticado o pedido de impeachment protocolado contra ele no Congresso. Na semana anterior, Mendes havia mandado soltar o banqueiro Daniel Dantas, o que provocou, além do pedido de impeachment, uma barulhenta reação da polícia e do Ministério Público. As entidades enxergaram na decisão do ministro – polêmica, mas felizmente tomada sob inspiração das leis vigentes – uma tentativa de impedir a punição dos corruptos. A Polícia Federal e a Abin interpretaram a decisão como uma confirmação de que alguma coisa errada se passava no gabinete do ministro e decidiram intensificar as ações ilegais. A partir daí, o presidente do Supremo e seus assessores mais próximos passaram a ser ouvidos, grampeados e seguidos pelos arapongas. O diálogo em poder da Abin foi apresentado ao ministro Gilmar Mendes e ao senador Demóstenes Torres. Ambos confirmaram o teor da conversa, a data em que ela aconteceu e reagiram com indignação. "Não há mais como descer na escala da degradação institucional. Gravar clandestinamente os telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal é coisa de regime totalitário. É deplorável. É ofensivo. É indigno", disse o ministro, anunciando que vai pedir providências diretamente ao presidente Lula. "Não acredito que a ação da Abin ou da Polícia Federal seja oficial, com o conhecimento do governo, mas cabe ao presidente da República punir os responsáveis por essa agressão", acrescentou Mendes. O senador Demóstenes Torres também protestou: "Essa gravação mostra que há um monstro, um grupo de bandoleiros atuando dentro do governo. É um escândalo que coloca em risco a harmonia entre os poderes". O parlamentar informou que vai cobrar uma posição institucional do presidente do Congresso, Garibaldi Alves, sobre o episódio, além de solicitar a convocação imediata da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para analisar o caso. "O governo precisa mostrar que não tem nada a ver e nem é conivente com esse crime contra a democracia." A atuação descontrolada dos arapongas oficiais está provocando crises dentro do próprio governo. Em conversas reservadas com assessores, Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete do presidente Lula, que também foi vítima de espionagem clandestina, suspeita de uma conspiração em andamento para criar dificuldades ao governo. A teoria ganhou um reforço de um peso pesado do petismo. O ex-ministro José Dirceu, acostumado a freqüentar o noticiário como suspeito de alguma coisa, tem contado a amigos que é vítima de uma intensa perseguição de arapongas. A mais explícita, segundo ele, aconteceu em março passado. Um advogado, muito amigo do ex-ministro, recebeu a informação de que os telefones de Dirceu, de seus advogados e de alguns familiares estariam clandestinamente grampeados. Além disso, o escritório de Dirceu em São Paulo sofreria uma "entrada" – no jargão dos arapongas isso significa uma invasão clandestina disfarçada de roubo. O alerta, segundo o advogado, foi feito por um policial. Dias depois, o escritório do ex-ministro foi invadido. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na delegacia, eram ladrões diferenciados, pois não se interessaram em levar uma televisão de plasma, uma cafeteira italiana, celulares e objetos de valor. Furtaram apenas a CPU do computador. Os "ladrões" também não deixaram marcas nas portas nem impressões digitais. A polícia paulista informou que o crime provavelmente foi praticado por uma gangue de catadores de papel. No fim de junho, José Dirceu avisou o presidente Lula que estava sendo vítima de operações ilegais e que suspeitava da ação conjunta da Polícia Federal e da Abin. Em público, o ministro não faz acusações diretas contra ninguém, mas, para o presidente, ele foi explícito: Dirceu acusa o atual diretor da Abin, Paulo Lacerda, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, de estarem por trás de um complô para prejudicá-lo, recorrendo a supostas ações ilegais contra ele, inclusive a invasão do escritório. "Mandei também avisar o presidente que estava sendo escutado ilegalmente", disse o ex-ministro a um interlocutor na semana passada. Dirceu considera Tarso Genro, que é do PT, mas de uma corrente interna diferente da sua, como desafeto político. O ministro da Justiça estaria usando o aparato policial contra Dirceu para tentar minar sua influência no partido. Paranóia? Talvez. O fato é que a ação clandestina dos arapongas, sejam eles da Abin ou ligados à Polícia Federal, está criando entre políticos, magistrados e autoridades em Brasília um clima que não se percebia desde os tempos do velho SNI, o serviço de inteligência criado no regime militar, que serviu, por mais de duas décadas, como instrumento de perseguição de adversários. Havia mais de um ano que o ministro Gilmar Mendes suspeitava que seus telefones estavam sendo grampeados. Parecia paranóia.

Agora leia o conteúdo do diálogo gravado pela Abin da conversa do ministro Gilmar Mendes e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO)

O diálogo
Gilmar Mendes – Oi, Demóstenes, tudo bem? Muito obrigado pelas suas declarações.
Demóstenes Torres – Que é isso, Gilmar. Esse pessoal está maluco. Impeachment? Isso é coisa para bandido, não para presidente do Supremo. Podem até discordar do julgado, mas impeachment...
Gilmar – Querem fazer tudo contra a lei, Demóstenes, só pelo gosto...
Demóstenes – A segunda decisão foi uma afronta à sua, só pra te constranger, mas, felizmente, não tem ninguém aqui que embarcou nessa "porra-louquice". Se houver mesmo esse pedido, não anda um milímetro. Não tem sentido.
Gilmar – Obrigado.
Demóstenes – Gilmar, obrigado pelo retorno, eu te liguei porque tem um caso aqui que vou precisar de você. É o seguinte: eu sou o relator da CPI da Pedofilia aqui no Senado e acabo de ser comunicado pelo pessoal do Ministério da Justiça que um juiz estadual de Roraima mandou uma decisão dele para o programa de proteção de vítimas ameaçadas para que uma pessoa protegida não seja ouvida pela CPI antes do juiz.
Gilmar – Como é que é?
Demóstenes – É isso mesmo! Dois promotores entraram com o pedido e o juiz estadual interferiu na agenda da CPI. Tem cabimento?
Gilmar – É grave.
Demóstenes – É uma vítima menor que foi molestada por um monte de autoridades de lá e parece que até por um deputado federal. É por isso que nós queremos ouvi-la, mas o juiz lá não tem qualquer noção de competência.
Gilmar – O que você quer fazer?
Demóstenes – Eu estou pensando em ligar para o procurador-geral de Justiça e ver se ele mostra para os promotores que eles não podem intervir em CPI federal, que aqui só pode chegar ordem do Supremo. Se eles resolverem lá, tudo bem. Se não, vou pedir ao advogado-geral da Casa para preparar alguma medida judicial para você restabelecer o direito.
Gilmar – Está demais, não é, Demóstenes?
Demóstenes – Burrice também devia ter limites, não é, Gilmar? Isso é caso até de Conselhão.
(risos)
Gilmar – Então está bom.
Demóstenes – Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom?
Gilmar – Está bom. Um abraço, e obrigado de novo.
Demóstenes – Um abração, Gilmar. Até logo.

Políticos de Xangri-lá fazem a festa com dinheiro do povo

Leitor assíduo de Videversus manda e-mail contando os desastres que a classe política está fazendo no município onde ele mora. Trata-se de Xangri-lá, um pequeno município do litoral norte gaúcho, que começou a existir no dia 26 de março de 1992. Ele compreende nove balneários: Atlântida, Xangri-Lá, Praia dos Coqueiros, Marina, Maristela, Remanso, Arpoador, Noiva do Mar, Rainha do Mar. São praias famosas no Rio Grande do Sul. Para Atlântida, no verão, desloca-se a elite gaúcha, incluindo deputados estaduais nouveau-riches. Remanso tem como seu mais famoso veranista o deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB). Já Rainha do Mar é famosa porque tem a casa do senador Pedro Simon. Durante o verão, o município de Xangri-lá abriga em seus balneários cerca de 200 mil pessoas. Durante o ano, a população fixa é de 9.693 habitantes. Desses, 5.380 são eleitores. Pois são estes eleitores que elegem os vereadores que infernizam a vida da população, editando leis para beneficiá-los. Por exemplo: na última quinta-feira (28 de agosto de 2008), os vereadores aprovaram a Lei nº 1131, que fixa o subsídio dos vereadores para a legislatura que abarcará de 2009 a 2012. E se auto-concederam um subsídio mensal no valor de R$ 3.469,42. Agora, atenção: estes vereadores só se reúnem uma vez por semana, e no período da noite. Portanto, mantêm suas atividades profissionais normalmente. O prefeito foi eleito com pouco mais de 1.000 votos. Os vereadores se elegem com, no máximo (na média) 200 votos. É uma estupidez total que cada um deles vá ganhar R$ 3.469,42 por 48 meses seguidos. Serão mais de 166 mil reais (o preço de uma casa ou bom apartamento) em quatro anos, por no máximo uma sessão semanal noturna na Câmara Municipal. A lei ainda permite que aconteçam aumentos. O presidente da Câmara ainda terá uma mordomia extra: receberá 50% a mais do subsídio, a título de verba de representação do cargo (portanto, vai ganhar R$ 5.203,00 por mês, durante dois anos, por uma sessão semanal noturna da Câmara Municipal). Para a farra ficar completa, os vereadores aprovaram também a Lei nº 1129, ditando que os secretários municipais deverão receber mensalmente o salário de R$ 3.400,00 (estes, em teoria, devem trabalhar todos os dias úteis). Para arrematar, os vereadores aprovaram a Lei nº 1128, fixando os salários do prefeito e vice. O prefeito deverá recebe por mês R$ 10.185,18. E o vice, que não faz nada, vai receber mensalmente a quantia de R$ 5.092,59. Se o vice assumir uma secretaria, ele passará a receber R$ 6.092,59. E todos têm direito ainda a uma gratificação natalina. Ou seja, é o 13º salário. Das duas uma: ou a população fixa de Xangri-lá é muito otária, ou Xangri-lá está nadando em dinheiro com o IPTU cobrado dos veranistas, que só aparecem na cidade em janeiro e fevereiro.

Leitor denuncia a Videversus as misteriosas nomeações de CCs que não conseguem passar em concurso do Mistério Público gaúcho

O editor de Videversus recebe e-mail de leitor atento que aponta nomeações em cargos de confiança no Mistério Público gaúcho que se revelam altamente questionáveis. Diz o leitor: “Alguém poderia explicar a lógica da nomeação de cargos em comissão, isto é, sem concurso público, no MP Estadual? Miriam da Cunha Xavier foi nomeada como Assessor Especial II – CC-07 e Felipe Augusto Loureiro Trein no cargo de Assessor de Procurador de justiça II – CC-10, respectivamente, nos Diários eletrônicos do MPE de 15 e 29-08-2008, ambos sem concurso público. O inusitado é que a senhora Miriam vem há muito tempo tentando passar nos concursos no próprio MPE, entre outros, e não obtém sucesso nessa empreitada. O Senhor Felipe foi mais feliz, pois no último concurso de Secretário de Diligência (Edital 22/2008) obteve na classificação geral a colocação nº 877 e 53 por região (Missões), conforme consta no DE do MP de 15-08. Informações coletadas no Google. Como nesta região é oferecida apenas uma vaga e no âmbito estadual são 21 é forçoso reconhecer que ele nunca será nomeado. Agosto é o mês dos pais, mas não se imaginava que o Procurador-Geral fosse tão paizão assim para oferecer esse prêmio de consolação aos reprovados. Entre os princípios elencados no caput do art 37 da CF tem o da moralidade administrativa. Sem falar que esses cargos em comissão não têm nada a ver com chefia, direção e assessoramento de que fala a Constituição Federal. São tarefas administrativas que deveriam ser executadas por servidores efetivos. Se for feita pesquisa no site do TJ descobre-se que o MP tem tomado inúmeras iniciativas recentes contra leis de municípios criadoras de CCs iguais aos que o MP ostenta em seu quadro de pessoal sem concurso. Pelo visto a lei e a constituição valem para os outros e não para o MP? Corporativismo parece ser a palavra adequada. Vou encaminhar este e-mail para a ouvidoria e a defesa do patrimônio público do MP, mas com o pressentimento de que será deletado sem qualquer ponderação por parte desses órgãos”. Parece que leitor acertou na sua dúvida no último período. Se pensa em enviar a denúncia, deve pensar em dois órgãos: Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas (aos cuidados do procurador geral Geraldo Costa da Camino) e Conselho Nacional do Ministério Público. O chefe do Mistério Público gaúcho bem poderia esclarecer aos gaúchos: se os dois CCs não conseguiram passar em concurso, quais condições reúnem então para assessorar um promotor?

Ibope aponta que a avaliação positiva de Kassab sobe 9 pontos em São Paulo

O maior benefício que a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão fez ao candidato Gilberto Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), não foi fazer subir em 4 pontos a sua intenção de voto, mas melhorar em 9 pontos a avaliação positiva de sua gestão na prefeitura de São Paulo, segundo pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira. Há duas semanas, 32% dos paulistanos diziam que a administração Kassab era ótima ou boa. Agora, esse número subiu para 41%. E os 30% dos eleitores da capital paulista que consideravam a gestão ruim ou péssima agora são apenas 24%. A alavanca que empurrou para cima a avaliação da gestão Kassab também fez melhorar o desempenho do prefeito em todos os segmentos de renda. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, ele deu um salto de 8% para 19% em duas semanas, enquanto Geraldo Alckmin (coligação "São Paulo, na Melhor Direção" - PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) caiu 6 pontos (de 36% para 30%), o que mostra que Kassab está capturando votos que eram de Geraldo Alckmin. As simulações de segundo turno também favorecem Kassab, que reduziu as diferenças para as eventuais disputas contra Marta Suplicy e Alckmin. Em todas as simulações de que participou, Alckmin perdeu pontos. No enfrentamento com Marta, ele oscilou 3 pontos para menos e ela, para mais, no limite da margem de erro. Na pesquisa anterior, deu Marta 47% a 42%, em disputa apertada; agora a distância se abriu, com Marta vencendo por 50% a 39%.

Eduardo Paes alcança e empata com Marcelo Crivella no Rio de Janeiro

O candidato do PMDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, subiu 7 pontos, chegou aos 19% de intenções de voto e está tecnicamente empatado com o senador Marcelo Crivella, da coligação "Vamos Mudar o Rio" (PR-PSDC-PRTB-PRB), que caiu de 28% para 24%, conforme pesquisa Ibope. Com esses números, a campanha está polarizada entre os dois concorrentes, uma vez a candidata da coligação "Mudança Pra Valer" (PTN-PCdoB-PHS-PSB), a comunista Jandira Feghali (PCdoB), o terceiro nome forte da disputa, ficou nos 10% (tinha 11% na pesquisa anterior, de 15 de agosto). A forte ascensão do candidato da coligação "Unidos pelo Rio" (PMDB-PP-PSL-PTB), que tinha só 8% no início do mês, é confirmada por sua vitória no combate direto com o rival em um eventual segundo turno, em que ele venceria por 36% a 33%. Abaixo deles aparecem empatados com 5% das intenções de voto Fernando Gabeira, da coligação "Frente Carioca" (PV-PSDB-PPS) e Solange Amaral, da coligação "Experiência e Sensibilidade para Mudar o Rio" (DEM-PTC-PMN). O petista Alessandro Molon e Chico Alencar, da coligação "Frente Rio Socialista" (PSOL-PSTU), ficaram com 2% cada.

Beto Richa mantém liderança disparada em Curitiba com 70%

O prefeito de Curitiba e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), manteve a liderança em mais uma pesquisa do Ibope divulgada na noite de sexta-feira. Ele mantém suas chances de vencer com grande folga logo no primeiro turno. A pesquisa apontou que Beto Richa tem 70% das intenções de voto dos curitibanos. Na primeira pesquisa do Ibope, de 11 de agosto, ele alcançou 72%. A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, permanece em segundo lugar, muito distante, com 16%, três pontos percentuais a mais do que na primeira pesquisa.