sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Feijó recomenda ao empresário Ronei Ferrigolo que saia da presidência da Procergs

Um dos últimos atos do vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó (DEM), na substituição da governadora Yeda Crusius (PSDB), que estava em viagem à Europa, na tarde desta quinta-feira, foi chamar ao Palacinho o empresário Ronei Ferrigolo, presidente da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul), para uma conversa reservada. Pois nessa conversa reservada, Feijó recomendou ao empresário Ronei Ferrigolo que se afasta da presidência da Procergs para dar maior transparência aos trabalhos de investigação do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, que está examinado a sua atuação na empresa estatal, e os seus vínculos com a empresa Processor, fornecedora do Estado, e com o lobista Lair Ferst. Paulo Afonso Feijó também quer preservar a Federasul, entidade da qual foi presidente, e que é uma das responsáveis pela indicação do empresário Ronei Ferrigolo para a presidência da Procergs. De tabela, Paulo Afonso Feijó também procura preservar o PMDB, “pai” da nomeação do empresário Ronei Ferrigolo para a presidência da estatal.

Aí vem investigação sobre político gaúcho de primeiro naipe por enriquecimento ilícito

O Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas recebeu denúncia acompanhada de pedido de investigação de enriquecimento ilícito de importante e conhecido político gaúcho. Está sendo esperada a instalação de procedimento investigatório com base na lei do deputado estadual Adão Vilaverde. A denúncia está fartamente ilustrada com imóveis das recentes aquisições do flamante político gaúcho. Um dos imóveis é no balneário de Atlântida, em rico condomínio fechado, que evoca o ator Clint Eastwood. O outro fica em Porto Alegre, bem no foco chique e “noveau riche” da capital gaúcha, uma flamante cobertura no bairro da Bela Vista, próximo da pracinha da Encol. Videversus começa durante o dia a publicar as fotos dos imóveis, começando pela casa da praia. E vai pedir aos leitores que contribuam para que ajudem a identificar o político proprietário desses imóveis.

Ministério Público Federal quer investigação de Padilha, José Otávio, Alceu Moreira e Marco Alba

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar um quarteto do primeiro naipe da política gaúcha: os deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP), e os deputados estaduais Alceu Moreira e Marco Alba (ambos do PMDB). Eliseu Padilha é secretário geral do PMDB no Rio Grande do Sul e trabalha para ter seu nome indicado pelo partido para concorrer a governador em 2010. José Otávio Germano é padrinho político de boa parte dos seus correligionários pegos na Operação Rodin, que apurou fraude no Detran gaúcho, de onde foram desviados mais de 45 milhões de reais. Os dois ex-presidentes do Detran denunciados e que respondem a processo criminal na 3º Vara Federal, em Santa Maria, Flavio Vaz Neto (procurador de Estado) e Carlos Ubiratan dos Santos (o Bira Vermelho) são seus velhos companheiros e amigos do tempo da “Arena Jovem” (escolinha onde o “Maior partido do Ocidente” formava seus quadros). Foi na gestão de José Otávio Germano como secretário da Segurança (governo Rigotto) que seus subordinados e amigos praticaram os desvios de mais de 45 milhões de reais apurados pela Operação Rodin. Alceu Moreira é o atual presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi secretário da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo Germano Rigotto (PMDB) e foi indiciado pela CPI dos Combustíveis. Encaminhada a denúncia para o Mistério Público, este passou um atestado ao deputado de que nada havia sido apurado contra ele, apesar de não ter sido realizada qualquer investigação. Marco Alba exerce, no momento, o cargo de Secretário Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo de Yeda Crusius (PSDB). Alceu Moreira e Marco Alba são uma espécie de braço direito e esquerdo do deputado federal Eliseu Padilha. Marco Alba tem sob sua responsabilidade a aplicação de recursos da ordem de quase um bilhão de reais em obras de saneamento incluídas no PAC. O inquérito do Ministério Público Federal que pede autorização do Supremo Tribunal Federal para a investigação do quarteto, e ainda do secretário de governo da prefeitura de Canoas, Francisco Fraga (outro homem do esquema de Eliseu Padilha; a mulher dele trabalha na escritório político de Padilha, e o filho de Chico Fraga esteve nomeado na coordenadoria da bancada do PMDB, com pedido de contratação assinado pelo deputado estadual Edison Brum, igualmente “padilhista”, e endossado pelo ex-coordenador da bancada, fiscal do ICMS Antonio Carlos Brittes Jaques), foi protocolado na Suprema corte no último dia 1º de agosto, tem o número 2.741 e foi distribuído para o ministro Marco Aurélio Mello, que determinou a manutenção de segredo de Justiça. Mais políticos gaúchos do primeiríssimo naipe já colocaram suas barbas de molho. E não perdem por esperar.

Lula volta a dizer que vai fazer seu sucessor em 2010

O presidente Lula da Silva disse nesta quinta-feira que vai fazer seu sucessor no Palácio do Planalto mas não indicou nomes nem sinalizou quem será. "Se Deus quiser, temos de preparar a caminhada para 2010 no momento certo. Estou convencido que nós temos condições de fazer a nossa sucessão", afirmou. Lula trabalha para indicar o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora. Mas, Dilma deverá enfrentar uma disputa interna com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Será curioso ver como o PT resolverá esta questão. Dilma Rousseff é uma petista de última leva. Ela saiu do PDT, acusada pelo falecido governador Leonel Brizola de ter “traído” seu partido “por um prato de lentilhas” ofertado pelo PT. Já o peremptório ministro da Justiça, Tarso Genro, só foi se converter ao PT depois de 1982. Até aí, depois de ter militado no PCdoB, ele era dirigente do obscuro PCR (Partido Comunista Revolucionário), que sonhava em voltar à luta armado. Vê-se, portanto, que a conversão de Tarso Genro à democracia é muito tardia. Até 1982 ele esteve envolvido na luta revolucionária, para a derrubada de qualquer regime que não fosse a instalação da ditadura do proletariado que ele perseguia.

Tribunal Regional Eleitoral gaúcho mantém veto à candidatura do petista Daniel Bordignon

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul manteve, na tarde desta quinta-feira, a rejeição ao pedido de registro da candidatura do deputado estadual petista Daniel Bordignon à prefeitura de Gravataí. Com a decisão, o partido deverá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, que tem até o dia 25 de setembro para julgar o caso, já que Bordignon não quer desistir. O registro da candidatura de Bordignon foi indeferido em julho pela juíza da 173ª Zona Eleitoral, Marluce da Rosa Alves, a pedido do Ministério Público Eleitoral, do PMDB e do PTB. Prefeito do município por duas vezes, Bordignon teve as contas de seu primeiro mandato de 1997 a 2000, e de 2001 a 2004, rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União por causa das irregularidades em convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O Tribunal de Contas da União averiguou gastos não-declarados no valor de R$ 5.967,95, que seriam destinados à compra de equipamentos para controle de tuberculose. A audiência de julgamento do recurso do PT no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul começou na última terça-feira, se iniciou na terça-feira, mas a decisão foi adiada para ontem em razão de pedido de vistas da juíza Lúcia Kopittke (advogada). Os votos de Lúcia e da juíza Vanderlei Kubiak foram favoráveis a Daniel Bordignon, mas acabaram vencidos pelos votos do relator, Sylvio Baptista, e dos magistrados Lizete Sebben, Katia da Silva e Vilson Darós.

TSE pede a Lula presença de tropas para as eleições do Rio de Janeiro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, disse que pediu nesta quinta-feira ao presidente Lula a presença das forças federais nas eleições do Rio de Janeiro. Conforme Ayres Britto, a presença das tropas federais que atuarão no Rio de Janeiro poderá ser ampliada para todas as zonas eleitorais e não apenas nas áreas em que milícias e traficantes têm influência. "Com o mapeamento das áreas mais vulneráveis, a influência mal sã, deletéria, do crime organizado, no caso de milícias de um lado e tráfico de entorpecentes e drogas afins do outro, trabalhamos com a possibilidade de agora afunilarmos para todas as zonas eleitorais, respectivos titulares e juízes", disse Ayres Britto. O ministro da Justiça, o peremptório Tarso Genro, disse que as Forças Armadas terão uma presença preventiva e não um papel de segurança pública nas ruas durante as eleições no Rio de Janeiro: "Será uma presença preventiva para causar uma sensação de segurança e dar tranqüilidade à população. Elas precisam saber que estão abrigadas para transitar livremente nas eleições". De acordo com Tarso Genro, a organização da ação será comandada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelos presidentes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Roberto Wider, e o presidente do TSE. Tarso Genro afirmou que ainda não há data para o encaminhamento dos homens que vão garantir o esquema de segurança no período eleitoral. É de morrer de rir.... Faltam 44 dias para as eleições e eles ainda não decidiram quando irão enviar as tropas. Com certeza, depois que os traficantes e milicianos do Rio de Janeiro já tiverem “convencido” todos os eleitores cariocas, com a força de seus “argumentos”.

TRE paulista nega registro da candidatura de filho de Lula

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou nesta quinta-feira o pedido de registro de candidatura de Marcos Cláudio Lula da Silva (PT), filho do presidente Lula. Marcos Cláudio pretendia concorrer ao cargo de vereador na cidade de São Bernardo do Campo (SP). A decisão do tribunal foi unânime sobre o pedido por causa de seu parentesco com o presidente. Em comunicado, o Tribunal Regional Eleitoral informou que a Constituição prevê que são inelegíveis, no território da jurisdição do titular, os parentes do presidente, governador e prefeito. Ainda segundo o tribunal, a candidatura é legal somente quando o candidato concorre à reeleição.

Supremo autorizou grampo em telefone de secretário do PT

O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo telefônico de um dos ramais da sede nacional do PT, em Brasília. Quem utiliza este ramal é Romênio Pereira, secretário de Assuntos Institucionais do partido, do qual já foi vice-presidente. Ele teve quebrados os seus sigilos telefônico, fiscal e bancário depois da acusação de facilitar contatos dentro do governo Lula para um esquema de desvio de dinheiro O ministro Cezar Peluso tomou a decisão em 18 de abril, a partir de um pedido formulado pelo procurador geral da República, Antonio Fernando Souza, no curso das investigações da Operação João-de-Barro, da Polícia Federal. A operação tinha como alvo um grupo suspeito de fraudar obras públicas em Minas Gerais. O número do PT caiu na malha da investigação depois de os agentes federais flagrarem contatos freqüentes entre o lobista mineiro João Carlos Carvalho, preso em junho, acusado de integrar o esquema, e o secretário nacional de Assuntos Institucionais, Romênio Pereira.

Marta Suplicy vaiada por dez minutos em palestra para 500 universitários em São Paulo

A petista Marta Suplicy, candidata a prefeita de São Paulo, enfrentou uma saia-justa nesta quinta-feira. Ela foi recebida sob vaias e com cartazes hostis, ela só conseguiu falar para uma platéia de cerca de 500 estudantes depois de dez minutos de protestos. Marta Suplicy chegou ao auditório da universidade FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) com 45 minutos de atraso, às 20h15. Já atravessou o auditório sob vaias. Alguns alunos exibiram faixas de protesto. Uma delas dizia que a candidata respondia a sete ações na Fazenda Pública, outras lembravam da frase "relaxa e goza", dita por ela no ano passado em pleno caos aéreo. Um terceiro cartaz perguntava: "Qual é a "taxa" da palestra?", em referência às taxas de lixo e de iluminação pública que ela criou quando foi prefeita da cidade. Marta Suplicy só conseguiu falar depois que o diretor da faculdade de Direito, Paulo Hamilton, mediador da palestra, interveio. Ele pediu silêncio e afirmou que o evento poderia ser encerrado caso eles não obedecessem. "São Paulo cresce, o Brasil tem de crescer junto", foram suas primeiras palavras. Dependendo do que dizia a ex-prefeita, as vaias voltavam.