sábado, 12 de julho de 2008

Ex-policiais torturadores da ditadura argentina são condenados à prisão perpétua

Dois ex-chefes da Polícia Federal argentina foram condenados nesta sexta-feira à prisão perpétua pelo fuzilamento de 30 pessoas durante a ditadura militar (1976-83), no caso conhecido como o Massacre de Fátima. Os ex-comissários Carlos Enrique Gallone e Juan Carlos Lapuyole cumprirão pena de prisão perpétua. O ex-oficial Miguel Timarchi foi absolvido. O Massacre de Fátima ocorreu em agosto de 1976, na localidade de mesmo nome, na região de Buenos Aires. Gallone, que alegou inocência, ficou conhecido em 1983 ao aparecer em uma foto abraçando uma Mãe da Praça de Maio, em uma imagem que ganhou o Prêmio Rei de Espanha de Jornalismo. Durante o julgamento, ficou comprovado que presos da ditadura foram dopados e levados para um local descampado, onde foram executados e tiveram os corpos dinamitados. Os juízes decretaram que não houve prescrição por se tratar de "crimes de lesa-humanidade". As vítimas estavam presas em um centro clandestino de detenção que funcionava na sede da Polícia Federal, no centro de Buenos Aires.

Pesquisa Ibope mostra Fogaça liderando disputa pela prefeitura de Porto Alegre em todos os cenários

A primeira pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre depois da definição dos candidatos mostra o prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) na liderança e uma disputa equilibrada pelo segundo lugar, entre as deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D'Ávila (PCdoB). Na pesquisa estimulada, na qual os entrevistados recebem um cartão com os nomes dos candidatos, Fogaça aparece com 29%, 10 pontos percentuais à frente de Maria do Rosário e Manuela. Nos quatro cenários de segundo turno em que disputa, com Maria do Rosário, Manuela, a deputada Luciana Genro (PSOL) e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM), Fogaça chega em primeiro lugar. Manuela D'Ávila vence em três dos quatro cenários de segundo turno nos quais figura, contra Maria do Rosário, Luciana e Onyx. Na pesquisa sobre expectativa de vitória, 30% dos entrevistados afirmam que Fogaça será o próximo prefeito independentemente de suas preferências. Manuela tem 21%, e Rosário, 18%.

Gilmar Mendes nega que CNJ investigará juiz

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, negou neste sábado que tenha determinado a investigação, pelo Conselho Nacional de Justiça, da conduta do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo. De Sanctis é o magistrado responsável pelas ordens de prisão do banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo Opportunity, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do investidor Naji Nahas. Segundo Gilmar Mendes, nunca houve uma determinação para que o Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo ministro, a Corregedoria da Justiça Federal de São Paulo ou o Conselho da Justiça Federal acompanhassem a conduta do juiz. Na última reunião plenária do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes encaminhou aos conselheiros as cópias de suas decisões envolvendo a operação da Polícia Federal para que eles tivessem ciência dos argumentos que fizeram o ministro tomar, por exemplo, a decisão de mandar soltar, por duas vezes, Daniel Dantas.

Associação dos Juízes Federal defende juiz desautorizado pelo ministro Gilmar Mendes

A Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que considera "inaceitável" que um juiz, "seja ele federal, estadual, militar ou trabalhista, sofra qualquer tipo de intimidação, constrangimento ou tentativa de investigação em virtude do livre exercício das funções judicantes". Segundo a nota, a decisão do juiz da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Fausto de Sanctis, que decretou a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas, "não pode ser alvo de qualquer tipo de censura ou represália, a não ser dentro do processo e pelos recursos cabíveis". A AMB ressalta ainda que a independência do juiz é "pedra fundamental do estado democrático de direito" e que qualquer tentativa de diminuí-la merece "repulsa". Essa nota une-se a outras manifestações contrárias às duas decisões consecutivas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas nos pedidos de prisão provisória e prisão preventiva determinados pelo juiz. As manifestações anteriores partiram de procuradores regionais da República da 3ª Região, em São Paulo, de 130 juízes federais de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, da associação dos delegados da Polícia Federal e da associação de membros do Minsitério Público. Leia a íntegra da nota: “A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vem a público manifestar que considera inaceitável que um magistrado, seja ele federal, estadual, militar ou trabalhista, sofra qualquer tipo de intimidação, constrangimento ou tentativa de investigação em virtude do livre exercício das funções judicantes. Logo, a decisão do juiz Fausto de Sanctis, que, encontrando nos autos elementos suficientes para tanto, decretou a prisão preventiva do Sr. Daniel Dantas, não pode ser alvo de qualquer tipo de censura ou represália, a não ser dentro do processo e pelos recursos cabíveis. A independência do magistrado constitui pedra fundamental do estado democrático de direito e garantia indissociável do exercício da atividade jurisdicional, merecendo repulsa veemente toda tentativa de menosprezá-la ou diminuí-la”.

Delegados da Polícia Federal reagem contra ministro Gilmar Mendes

Depois dos juízes e dos procuradores da República, agora foi a vez dos delegados da Polícia Federal protestarem contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, de soltar do banqueiro Daniel Dantas. Neste sábado, a Associação dos Delegados de Polícia Federal emitiu nota ma qual também critica o ministro pelas declarações que deu sobre a Operação Satiagraha. Dia a nota: "A Associação dos Delegados de Polícia Federal manifesta sua indignação quanto à nova decisão do ministro Gilmar Mendes que determinou a soltura do Senhor Daniel Valente Dantas, em desacordo com a jurisprudência dominante, que autoriza a prisão preventiva no caso de prejuízo à instrução criminal, e com supressão de instâncias do Poder Judiciário. Referida decisão desprezou o esforço desenvolvido pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, bem como a criteriosa análise da legalidade e adequação realizadas pelo Juízo de primeira instância, quando da determinação da prisão preventiva do Senhor Daniel Valente Dantas. Refutamos, com veemência, que o foco principal da exitosa operação desencadeada pelos órgãos já mencionados, seja desviado para o uso de algemas quando da efetivação das prisões, imputando-se à Polícia Federal o vazamento de informações e pseudo-monitoramentos irregulares que não se confirmaram e cuja apuração nunca foi requisitada pelas autoridades hipoteticamente vitimadas. É inadmissível que à Polícia Federal, responsável por trabalhos conjuntos com o Ministério Público e o Poder Judiciário, norteados para a desejada e tempestiva mudança de um sistema historicamente focado à prisão de criminosos desassistidos, seja atribuída a pecha de ‘canalhas’ e ‘gângsters’. A contrário senso, investigados pelo desvio de bilhões de reais dos cofres públicos, inclusive com a tentativa de suborno de Delegado de Polícia Federal, são tratados com beneplácito”.

Tarso Genro admite possibilidade de fuga de Daniel Dantas

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou neste sábado que a concessão de um novo habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, abre a possibilidade de que ele fuja do País, para fugir de uma nova prisão. "A possibilidade de fuga realmente existe", disse peremptoriamente Tarso Genro. Mas, o ministro petista disse esperar que Daniel Dantas responda no Brasil às acusações contra ele. "Como Daniel Dantas tem insistido que é inocente e que vai provar a sua inocência, nós esperamos que ele fique para provar sua inocência e responder o processo", disse o ministro.

Grampo indica que Naji Nahas sabia de novo campo da Petrobras

O investidor Naji Nahas lucrou pelo menos 8,2% com ações da Petrobras em uma semana com uso de informações privilegiadas sobre a descoberta do megacampo de petróleo na bacia de Santos. Nahas foi preso na última terça-feira, durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras. Gravações da Polícia Federal mostram Nahas orientando um operador de Bolsa a comprar ações da Petrobras entre os dias 7 e 8 de abril deste ano. Na época, os papéis da estatal estavam em baixa. O advogado Sérgio Rosenthal, que defende Nahas, disse que vai analisar os CDs com as gravações a partir de segunda-feira.

CPI da pedofilia chama ex-assessor do Senado Federal para depor

A CPI da Pedofilia vai ouvir um ex-assessor do Senado Federal que é suspeito de usar um computador da Casa para divulgar imagens de sexo com crianças. O presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), suspeita ainda que pode haver mais servidores envolvidos. O economista José Carlos Jacob de Carvalho é apontado por investigação da Polícia do Senado e da Polícia Federal como responsável por armazenar material de pedofilia. Servidor de carreira do Banco Central, Carvalho foi cedido entre 2003 e 2007 para trabalhar como assessor do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Ele foi mandado embora do Senado em junho do ano passado, depois das investigações. De acordo com registros na Casa, ele ficou lotado nos gabinetes da liderança do governo (do PT), da primeira vice-presidência e, por último, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos, também presidida por Aloizio Mercadante). "Eu o demiti assim que soube da denúncia, em junho do ano passado. E, quando a CPI da Pedofilia começou, fiz questão de avisar o senador Magno Malta (PR-ES)", afirma Mercadante. "Só não fiz divulgação, porque fui informado de que o caso corria em segredo de Justiça", completou Mercadante. Parece que o senador petista de São Paulo. Os gabinetes do senador Aloizio Mercadante, já se sabe, tinham “aloprado”, agora se descobre que tiveram também pedófilos. Na última semana, Mercadante foi relator do projeto de lei sobre crimes cibernéticos. Ele elaborou uma emenda que considera crime o armazenamento e a receptação de imagens de sexo com crianças. Mercadante contou que, antes de demitir Carvalho, questionou-o sobre as imagens. "Ele negou tudo, mas disse que fazia uma pesquisa sobre sexualidade. Eu disse a ele que isso era incompatível com as funções que eu havia determinado e o demiti", disse. O senador paulista contou ainda que, na época, o computador usado por Carvalho foi entregue à Polícia Federal para a realização de uma perícia. "Em abril deste ano, fui informado pela Polícia do Senado sobre a existência de imagens de pedofilia na máquina periciada", disse. Diz o senador Magno Malta: "Nós queremos ouvi-lo, porque ele usou um computador do Senado que funciona ligado a uma rede com mais de 5.000 outros computadores. Queremos saber se há mais envolvidos". Antes de ser servidor do Banco Central, Carvalho foi técnico do Ipea, entre 1986 e 1993, e também trabalhou como professor de economia na UnB (Universidade de Brasília). Ele também atuou nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, quando chegou a assumir o cargo de secretário-adjunto de Política Econômica, entre maio de 1999 e junho de 2000.

Igreja Universal move mais um processo contra o jornal Folha de S. Paulo

A Igreja Universal do Reino de Deus move ação de indenização por danos morais contra a Empresa Folha da Manhã S/ A, por entender que o editorial "Intimidação e Má-fé", publicado na capa do jornal em 19 de fevereiro, violou o direito fundamental à personalidade da instituição. O editorial afirma que bispos da Igreja Universal desencadearam contra os jornais "Extra", "O Globo", "A Tarde" e a Folha "uma campanha movida pelo sectarismo, pela má-fé e por claro intuito de intimidação". O texto refere-se às ações movidas por adeptos da igreja, que alegaram se sentir ofendidos com a reportagem da jornalista Elvira Lobato, publicada em novembro de 2007, sob o título "Universal chega aos 30 anos com império empresarial". Até agora já foram propostas 98 ações, com base naquela reportagem, das quais 42 foram julgadas, todas favoráveis à Folha. Todas as ações são em juizados especiais de pequenas causas em cidades distantes dos grandes centros, o que dificulta a defesa. Na ação que contesta o editorial, a Iurd alega que "alguns membros" ingressaram "voluntariamente" com ações, "por se sentirem atingidos pelas ofensas", e nega 'qualquer campanha sectarista". A Universal alega que o jornal, "sob o pretexto da suposta intimidação da liberdade de expressão, acaba por demonstrar toda a sua intolerância religiosa". Alega, ainda, que "a ré (Folha) se utiliza do poder que possui por meio do jornal" para "propagar falsas informações e ofender ostensivamente a autora" (Igreja Universal). A Folha oferecerá defesa à Justiça sustentando que essa ação faz parte de uma "campanha" da igreja, com claro intuito intimidatório.

Petista Greenhalgh ofereceu a banqueiro Daniel Dantas um plano para tentar melhorar relação com o PT

Procurado por Daniel Dantas no final do ano passado, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalgh ofereceu um plano para tentar melhorar a relação do banqueiro com o PT. Ele se dispôs a mediar acordos com integrantes do partido que movem ações judiciais contra Daniel Dantas, em um passivo judicial que vem desde a época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O relato foi feito pelo próprio Luiz Eduardo Greenhalgh para colegas petistas nos últimos dias. O responsável por sua contratação foi o braço direito de Daniel Dantas, Humberto Braz, que está foragido desde que a Polícia Federal iniciou as prisões da Operação Satiagraha. Luiz Eduardo Greenhalgh foi pego no grampo da Polícia Federal pedindo ajuda ao chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, justamente após Braz ter constatado que estava sendo seguido por investigadores da Operação Satiagraha. Gilberto Carvalho se prontificou a ajudar o amigo petista, o que motivou os policiais a também pedirem a prisão de Luiz Eduardo Greenhalgh por atuar em favor do banqueiro no Palácio do Planalto. Logo depois de deflagrada a operação da Polícia Federal, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalgh ligou para o ministro da Justiça, seu colega de partido, o peremptório Tarso Genro. Os dois teriam tido uma conversa dura. Greenhalgh teria dito a seguinte frase para Tarso Genro: "Se eu fosse o ministro, não faria isso com você". Na versão apresentada por Gilberto Carvalho, Greenhalgh não o informou de que Braz era ligado ao banqueiro Daniel Dantas. Em telefonema, Greenhalgh pediu a Carvalho que checasse se a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) investigava Braz. Na conversa, o ex-deputado ainda pede ao chefe-de-gabinete que procurasse Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal. Daniel Dantas tentou se aproximar do PT tão logo Lula assumiu o governo, em 2003. Queria manter a influência sobre os fundos de pensão das estatais e o controle da Brasil Telecom. A CPI dos Correios, concluída em 2006, identificou que três empresas de telefonia controladas por Dantas irrigaram em mais de R$ 150 milhões as contas do "valerioduto", no escândalo do mensalão, dinheiro que serviu para a direção do PT comprar apoios políticos de parlamentares e partidos ao governo Lula.

Funai restringe entrada de religiosos e imprensa em aldeias indígenas

A Funai restringiu o acesso de não-índios a 38 aldeias e 18 acampamentos indígenas que abrigam mais de 40 mil índios guaranis e caiuás, na região sul de Mato Grosso do Sul, supostamente com a intenção de reduzir a violência. O texto traz recomendações específicas quanto à entrada de policiais, jornalistas e religiosos. A autorização para ingresso às áreas só será concedida mediante "solicitação expressa" do interessado e a apresentação de documentos. Segundo o texto da portaria nº 491/2008, a administração executiva da Funai na região deverá considerar os pedidos de acordo com o grau de risco que ofereçam "ao bem estar e a segurança" da comunidade indígena. "Esta foi uma demanda da própria comunidade", diz a administradora regional Margarida Nicoletti, que será a responsável pela triagem dos visitantes. "As lideranças indígenas reclamavam muito da falta de controle sobre o acesso às áreas. Isso facilita a entrada de álcool e drogas, que são os fomentadores da violência”. A portaria diz que permissão de acesso às polícias Federal e Militar deverá ficar restrita aos efetivos que tenham "perfil para o trato com as populações indígenas". Estes policiais deverão, ainda, participar de "oficinas de qualificação e reciclagem" a ser promovidas pela Funai. "Todos deverão ter uma formação específica sobre os costumes e a cultura", diz Margarida Nicoletti. No caso dos religiosos, segundo ela, a restrição não atingirá os grupos já estabelecidos (muitos mantêm igrejas dentro das áreas). Mas, Nicoletti adverte que eles também terão de seguir um código de conduta. A Funai é o órgão mais corrompido da administração pública federal, ao lado da Funasa. Essa portaria deve ser classificada como de uma idiotia a toda prova e procura mostrar um trabalho que o órgão não realiza.

Felipe Calderón convida Ingrid Betancourt para visita à Basílica de Guadalupe

A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt disse nesta sexta-feira que o presidente do México, Felipe Calderón, a convidou para uma visita ao país e para orações na Basílica de Guadalupe, na capital mexicana. "Recebi uma ligação me informando que o presidente Calderón sabia que eu tinha a intenção de visitar a Basílica de Guadalupe, e que eu seria bem-vinda", disse Ingrid Betancourt à emissora Televisa em entrevista concedida em Paris. "Quando recebi esta notícia fiquei tocada com o fato de um representante do povo convidar alguém para rezar, e não para um discurso político", disse ela. Ingrid Betancourt disse que pretende visitar o México, "especialmente agora, com as demonstrações de generosidade", mas não comentou quando esta viagem aconteceria. A ex-candidata permaneceu mais de seis anos seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização terrorista e traficante de cocaína, e foi resgatada em uma espetacular operação de inteligência do Exército colombiano no dia 2 de julho, junto com outros 14 reféns.

Projeto da MMX de Eike Batista no Amapá foi iniciado sem licença ambiental

O projeto de extração de minério de ferro pela MMX (empresa de Eike Batista) no Amapá, que prevê a produção anual de 6,5 milhões de toneladas e que tem investimentos calculados em R$ 800 milhões, foi iniciado sem um estudo prévio de impacto ambiental, de acordo com o Ministério Público. A ilegalidade, irregularidade foi alvo de ação judicial dos Ministérios Públicos Federal e Estadual em 2006, que pediram uma indenização de 10% dos investimentos da MMX no Amapá. O valor estipulado à época foi de mais de US$ 35 milhões. As partes chegaram a um acordo em 2007. Em troca de uma compensação de R$ 6 milhões, a ser paga pela MMX, o Ministério Público pediu a extinção da ação. A empresa já havia aceitado repassar anualmente 1% de seu faturamento líquido anual para as cidades de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, durante 20 anos, a partir de 2009. O diretor-presidente da MMX Amapá, Alberto Lopes, disse que não houve irregularidades e que a empresa aproveitou licenciamento ambiental concedido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente para a extração de ouro pela mineradora Pedra Branca do Amapari, em 2005.

Polícia Federal diz que lobby por supertele chegou a Dilma Rousseff, chamada de "Margaret"

No relatório da Operação Satiagraha, a Polícia Federal afirma que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, quatro vezes eleito deputado federal (1987-2007) pelo PT, fez "tráfico de influência" e "lobby" com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em torno da venda da companhia telefônica Brasil Telecom para a Oi. De acordo com a Polícia Federal, o ex-deputado petista agia em benefício do banqueiro Daniel Dantas. O compromisso de venda da Brasil Telecom foi assinado em 25 de abril. Segundo cálculos de especialistas, Daniel Dantas recebeu mais de US$ 1 bilhão por sua parte na empresa telefônica. De acordo com o relatório de 26 de junho do delegado Protógenes Queiroz, a participação de Greenhalgh foi "fundamental na criação da Supertele, gentilmente elogiada por todos do grupo, em especial pelo cabeça da organização, Daniel Dantas". "Devido à sua condição anterior de ex-deputado federal e membro do PT, freqüenta a ante-sala do gabinete da Presidência da República, buscando apoio para negócios ilícitos do grupo, notadamente no gabinete da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e intimamente próximo ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu", diz o relatório de Protógenes Queiroz sobre Luiz Eduardo Greenhalgh. Para o delegado, Greenhalgh "transita nos subterrâneos dos gabinetes dos ministros do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal em busca de decisões favoráveis ao grupo". Dilma Rousseff, tratada nas interceptações telefônicas como "Margaret" (referência à Dama de Ferro inglesa, Margaret Thatcher), teria sido procurada por Luiz Eduardo Greenhalgh em março, um mês antes da venda da empresa.

Polícia Federal nega grampo, mas cúpula do Supremo afirma ter indícios

Apesar de o ministro da Justiça, Tarso Genro, ter dito peremptoriamente que é "um absurdo" acusar a Polícia Federal de monitorar o gabinete e os assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, a cúpula do próprio tribunal diz não ter dúvidas sobre isso e acrescenta que esta é pelo menos a terceira vez em que há fortes suspeitas de grampos da Polícia Federal na Corte. Gilmar Mendes foi avisado pela vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Suzana de Camargo Gomes, de que seus assessores estariam sendo monitorados pela Polícia Federal, por determinação do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo a assessoria do Supremo, ela chegou a relatar trechos de uma conversa de Gilmar Mendes com assessores, na qual teria feito referências negativas ao juiz Sanctis. A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal afirmou nesta sexta-feira que Gilmar Mendes foi de fato avisado por duas vezes, a primeira por um jornalista que teria tido acesso ao vídeo na Polícia Federal. O vídeo mostraria conversa entre assessores de Gilmar Mendes e advogados do banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi beneficiado por dois habeas corpus concedidos por Gilmar Mendes. O ministro Gilmar Mendes ligou então para Tarso Genro, que negou o fato. No mesmo dia, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foi ao Supremo, onde também desmentiu qualquer investigação contra a presidência do tribunal.
Apesar de o ministro da Justiça, Tarso Genro, ter dito peremptoriamente que é "um absurdo" acusar a Polícia Federal de monitorar o gabinete e os assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, a cúpula do próprio tribunal diz não ter dúvidas sobre isso e acrescenta que esta é pelo menos a terceira vez em que há fortes suspeitas de grampos da Polícia Federal na Corte. Gilmar Mendes foi avisado pela vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Suzana de Camargo Gomes, de que seus assessores estariam sendo monitorados pela Polícia Federal, por determinação do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo a assessoria do Supremo, ela chegou a relatar trechos de uma conversa de Gilmar Mendes com assessores, na qual teria feito referências negativas ao juiz Sanctis. A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal afirmou nesta sexta-feira que Gilmar Mendes foi de fato avisado por duas vezes, a primeira por um jornalista que teria tido acesso ao vídeo na Polícia Federal. O vídeo mostraria conversa entre assessores de Gilmar Mendes e advogados do banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi beneficiado por dois habeas corpus concedidos por Gilmar Mendes. O ministro Gilmar Mendes ligou então para Tarso Genro, que negou o fato. No mesmo dia, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foi ao Supremo, onde também desmentiu qualquer investigação contra a presidência do tribunal.

Diretor-geral da Polícia Federal confirma que a instituição não participou da Operação Satiagraha

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, confidenciou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que o comando da Polícia Federal, em Brasília, não coordenou a Operação Satiagraha, tendo sido posto à margem das investigações pelo delegado Protógenes Queiroz. Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) colaboraram com a operação na condição de arapongas, isto é, sem autorização do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal. As assessorias da Polícia Federal e da Abin confirmaram as duas informações. O encontro de Correa e Mendes aconteceu na quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal, por volta das 18 horas. Antes, o presidente do Supremo também havia conversado com o ministro da Justiça, Tarso Genro, mas por telefone. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, "a participação dos agentes da Abin foi irregular porque não houve pedido institucional entre os dois órgãos, não houve requisição da ajuda e do pessoal entre os diretores", disse Correa. "Além disso", lembrou, "a Abin compartilhou informações sigilosas que o juiz de São Paulo (De Sanctis) depositava legalmente apenas na Polícia Federal". Esse procedimento, avalia a direção da Polícia Federal, "pode contaminar o inquérito e ajudar os suspeitos na fase judicial". Para o diretor da Abin, Paulo Lacerda, "é de praxe", uma "rotina", a colaboração entre Abin e Polícia Federal. "Os órgãos de inteligência sempre fornecem seus profissionais. A Abin colaborou nessa e em outras operações da Polícia Federal", afirmou a assessoria da agência de inteligência. Lacerda queria fazer a operação quando ainda dirigia a Polícia Federal no ano passado, mas foi impedido pelo ministro Tarso Genro. Protógenes levou a tarefa adiante e contou, agora, com a colaboração de Lacerda. Essa é uma demonstração cabal da desinstitucionalização do Brasil. A Polícia Federal virou um campo de batalha, dividida entre os que a querem a serviço do PT, e os que a desejam a serviço do País. É uma instituição conflagrada, balcanizada, que não inspira mais confiança à sociedade.

Veja chama Protógenes de “megalha doido” e Operação Satiagraha de “samba-do-meganha-doido”

Diz a matéria da revista Veja: “Abin – O delegado Protógenes confiou a espiões da Abin parte do trabalho de vigilância e monitoramento dos suspeitos. A estratégia de ação e o resultado das diligências eram compartilhados apenas por Protógenes e pelo atual diretor da Abin, Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal. A explicação para isso: os superiores do delegado atuariam no interesse de Dantas. Segundo a teoria conspiratória, o delegado-geral Luiz Fernando Corrêa foi alçado ao posto por pressões de políticos ligados a Daniel Dantas, e sua missão seria acabar com todas as investigações contra o banqueiro. Suspeitando de tudo e de todos, Protógenes recorreu à Abin para ajudá-lo na investigação e mandou recados a colegas seus da Polícia Federal de que tinha provas e gravações que mostravam que eles estavam trabalhando a favor de Dantas. (...) Gilmar Mendes - Em conversas com auxiliares, Protógenes revelou que a polícia tinha imagens gravadas no gabinete do ministro que mostrariam uma estranha proximidade de assessores do tribunal com os advogados de Daniel Dantas. A insinuação: o presidente do Supremo Tribunal Federal teria concedido o habeas corpus libertando o banqueiro mediante um acerto prévio com os advogados. (...) Chomsky, Ziegler, Freud - Para justificar a renovação da autorização dos grampos telefônicos, Protógenes recorre a uma frase do destrambelhado lingüista americano Noam Chomsky: "A mídia é um veículo independente, comprometido com a verdade e imparcial, certo? Errado!". Ao ritmo de uma revolução por parágrafo, cita, ainda, o suíço Jean Ziegler, autor do livro “A Suíça Lava Mais Branco”: "Se prevalecem grandemente da deficiência dos dirigentes da sociedade capitalista contemporânea. A globalização de mercados financeiros debilita o estado de direito, sua soberania e sua capacidade de agir". Ele também acha que Freud não explica: "Comparar a gigantesca organização criminosa comandada por D. Dantas com a de N. Nahas seria um ‘paradigma ingênuo’ ou aplicar a simetria das condutas criminosas estaríamos diante de um método freudiano primitivo e ridículo". Não tente entender. Não tem sentido. (...) Exército - No inquérito, há uma "análise" segundo a qual o banco Opportunity "tem pessoas infiltradas no Comando do Exército, onde estes indivíduos promoveriam os interesses do grupo, principalmente espionando ações militares estratégicas e secretas". (...) Fundo soberano - Ao abordar uma suposta tentativa do deputado Delfim Netto", articulista da revista Carta Capital, de emplacar Naji Nahas na gestão do fundo soberano planejado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ele vocifera: "Ante as ameaças de corsários saqueadores das riquezas do nosso país, deixo aqui registrado que o ‘amanuense’, que ora subscreve a presente peça, e por ‘cautela’ alerto aos incautos, seja de forma individual ou organizados criminosamente para tal finalidade, que estarei de prontidão comparado a um integrante da Brigada dos Tigres, fazendo um acompanhamento detalhado do futuro Fundo Soberano". (...) Operação Curral e Gilberto Carvalho - No inquérito, há a transcrição de uma conversa entre "possivelmente" Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Lula, e Humberto Braz, homem de Dantas. O diálogo gira em torno de uma "conta-curral", na qual aparentemente seria depositada uma quantia em duas vezes, em troca de um trabalho de "consultoria". Carvalho, na conversa, é chamado de "Giba". Procurado por VEJA, o chefe-de-gabinete da Presidência, por meio da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, afirmou que jamais conversou por telefone com Humberto Braz, a quem não conhece. Disse ainda que ninguém o chama de Giba. "Meu apelido é Gil." E concluiu: "Isso tudo é uma maluquice". É mesmo. Só que, por causa dela, Dantas e companhia talvez não paguem por seus crimes – os de verdade”.

A matéria da revista Veja sobre o imbroglio da Operação Satiagraha

“Poucos homens de negócios representam com mais nitidez a natureza perversa do capitalismo brasileiro dependente do estado macrófago do que o banqueiro Daniel Dantas. Pelas mãos do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que o considerava seu aluno mais capaz, Dantas despontou há duas décadas como um jovem e astuto economista saído do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Durante as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, o banqueiro de origem baiana reinventou-se. À frente de seu próprio banco, o Opportunity, recebeu a bênção do governo para unir-se aos poderosos fundos de pensão de estatais, como Previ e Petros, formando uma espécie de parceria público-privada cujos efeitos desastrosos perduram até hoje. Dantas conseguiu do governo um mandato para ser o gestor dos recursos investidos por esses fundos em um conglomerado de empresas recém-privatizadas, que reunia desde a Santos Brasil, terminal portuário em Santos, até as operadoras de telecomunicações Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular. A parceria funcionava desta forma: o governo entrava com o dinheiro e Dantas dava as cartas. Foi assim, como empresário privado de patrimônio público, que Dantas despontou como o mais astuto entre os inúmeros capitalistas brasileiros cujo sucesso se deve a privilégios oficiais obtidos pela bajulação e, principalmente, pela corrupção de autoridades de plantão. Ele é expoente entre os negociantes e sistemas empresariais que nunca se expuseram ao poder purificador da concorrência, que se escondem sob as asas estatais para fugir dos rigores da lei e do vento trazido pela abertura econômica. Nada sabem sobre inovação ou produtividade, os reais motores da criação de riqueza no sistema capitalista. Nessa condição, Dantas envolveu-se em praticamente todos os grandes escândalos de economia mista – estatal e privada – da última década no Brasil”.

Matéria da revista Veja organiza a confusão da operação de prisão de Daniel Dantas

Do site do jornalista Reinaldo Azevedo, transcrevendo a “Carta ao Leitor” da edição desta semana da revista Veja: “A prisão do banqueiro Daniel Dantas, do especulador Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, acusados de um rol de crimes que envolvem de corrupção a fraudes financeiras, vai seguindo um roteiro previsível no caso dos crimes dos colarinhos-brancos. O juiz decreta a detenção temporária ou preventiva sem que haja necessidade para isso, a Polícia Federal protagoniza uma ação espetaculosa, os presos aparecem de algemas nos jornais e na televisão, os advogados dos presos entram com pedido de habeas corpus, uma instância superior o concede, os presos são libertados para responder ao processo em liberdade – e, depois de anos de refrega jurídica, os acusados são absolvidos. Na massacrante maioria das vezes, não porque sejam de fato inocentes, mas porque o inquérito original, feito a toque de caixa, com falhas e inconsistências pueris, abre aos advogados de defesa brechas enormes para fazer a transformação de criminosos em injustiçados. A lógica mais banal sugere que deva ser feito o contrário: a polícia investiga os suspeitos, elabora um inquérito com provas e argumentos irretocáveis, a peça é examinada e acolhida pelo juiz, abre-se um processo com os réus respondendo em liberdade e, só lá no final, em caso de condenação, os culpados são presos. Presos de verdade, por anos a fio, e não apenas por alguns dias, como vem sendo a regra. No que se refere à última operação da Polícia Federal, esses erros de investigação tão comuns atingem níveis lisérgicos. A pressa em produzir imagens para a televisão de criminosos de colarinho branco sendo algemados resultou em um inquérito incompetente na colheita de provas, indigente em sua compilação e ágrafo na apresentação final – o que prenuncia vida fácil para a defesa dos acusados quando as instâncias judiciais começarem a cumprir sua nobre função. Os policiais produziram 5 000 páginas. Elas foram reduzidas a 173 no relatório final do juiz, que teve a sabedoria de rejeitar a imensa quantidade de arbítrios, julgamentos apressados e convulsões ideológicas exaradas pelo delegado da Polícia Federal responsável. Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que essa operação foi feita longe do alcance do diretor-geral da PF e com a participação indevida de espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O resultado do amadorismo e da incompetência do trabalho policial será, provavelmente, a impunidade de Dantas, Nahas e companhia. Uma pena”.

Procurador Geraldo da Camino pede indiciamento do conselheiro João Luiz Vargas

Agora acabou o jogo de simulação. Nesta sexta-feira, o procurador geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Geraldo Costa da Camino, ingressou com representação na Corte pedindo o indiciamento de seu presidente, conselheiro João Luiz Vargas, e o seu concomitante afastamento da presidência da Casa. Geraldo Costa da Camino quer que a representação seja enviada ao Superior Tribunal de Justiça, para que seja autorizada e aberta a investigação de ligação de João Luiz Vargas com as fraudes do Detran, que causaram um prejuízo de mais de 45 milhões de reais para a autarquia gaúcha. O pedido de afastamento de João Luiz Vargas, e de envio da representação para investigação ao Superior Tribunal de Justiça, foi entregue por Geraldo Costa da Camino ao presidente em exercício do Tribunal de Contas, o conselheiro Porfírio Peixoto. Aliás, Porfírio Peixoto está sendo acusado também, de ser um grande nepotista, empregando boa parte de sua família por meio do famigerado mecanismo do nepotismo cruzado. A partir de agora, João Luiz Vargas terá 15 dias para apresentar sua defesa. A representação do procurador Geraldo Costa da Camino irá à apreciação dos conselheiros na sessão do pleno marcada para o dia 28. Na sua representação, o arecer, o procurador-geral Geraldo Costa da Camino aponta candentes indícios de que as empresa Pensant Consultores, de José Fernandes, apontado como o grande cérebro da fraude contra o Detran, e IGPL, que teve como sócio o próprio João Luiz Vargas (além dos membros da família Fernandes, é claro), possuem "profunda identidade". A representação ainda menciona fatos como a visita que João Luiz Vargas fez a José Fernandes no dia 9 de abril, em seu apartamento. Para o procurador Geraldo Costa da Camino, houve "violação de deveres éticos de isenção, imparcialidade e zelo pela probidade administrativa". O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul é um órgão minado pelos partidos que dominam a cena política do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos, e que se consorciaram na divisão do poder. Entre outras coisas, um concurso para admissão de funcionários de nível médio está suspenso, por suspeita de fraude na sua execução. O tribunal não tem coragem para anular o concurso, no qual passaram nos primeiros lugares CCs de destaque da Casa e familiares de pessoas do próprio tribunal. Também precisaria ser revisado com urgência o famigerado programa de qualidade, que engessou a atividade da auditoria externa, o que é muito conveniente para os conselheiros políticos que defendem os interesses de seus antigos correligionários.

Presidente do TRF defende independência do Judiciário em decisões sobre Daniel Dantas

A presidente do TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, desembargadora Marli Ferreira, divulgou nota na noite desta sexta-feira em que se manifesta a respeito do episódio envolvendo o juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, Fausto Martins de Sanctis e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. O juiz federal contrariou decisão do ministro do Supremo ao decretar a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas, preso na terça-feira durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal. Daniel Dantas havia sido liberado na madrugada de quinta-feira por habeas corpus concedido por Mendes. Após ser preso novamente poucas horas depois, foi liberado na noite desta sexta-feira em nova decisão de Mendes. Na nota, Marli Ferreira afirma o que move as decisões judiciais é "um profundo devassamento à causa da Justiça". Ela afirma ainda que, os juízes "são seres humanos, e dentro dessa humanidade devem ser entendidos". Leia a íntegra da nota assinada pela desembargadora Marli Ferreira: “CARTA AOS MAGISTRADOS - Na qualidade de Presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, não posso deixar de me manifestar diante dos episódios envolvendo o eminente Juiz Federal Fausto Martins de Sanctis de um lado e de outro o Exmo. Presidente do Supremo Tribunal Federal Min. Gilmar Mendes. Move-me para tanto, um profundo devotamento à causa da Justiça, que impele tantos quantos envergam uma toga, ao sacerdócio, oponente direto e imediato de interesses que desservem a magistratura. Sem dúvida, um dos predicamentos mais importantes da magistratura é a independência de seus Juízes, ou seja, a qualidade que impõe a esses órgãos políticos, não se submeterem a qualquer outra postura, que não seja a de julgar segundo a lei e a Constituição deste país e, a estas se submeterem. Na verdade o Juiz aprende e apreende desde o início de sua judicatura a servir com destemor, com independência, com imparcialidade à todos os que buscam no Poder Judiciário a solução de seus conflitos. Aprende que ser juiz é trabalhar com amor, com serenidade, com seriedade e, sobretudo, com honra de seu grau. O país depende desses Juízes, para com os cidadãos firmarem um pacto por uma nação livre, justa, solidária, onde a dignidade das pessoas às quais os Juízes servem, sejam garantidas. Juízes ademais, são seres humanos, e dentro dessa humanidade devem ser entendidos. E assim por humanos, contrariam interesses ao exercer seu mister divino: julgar. O apelo que o Poder Judiciário sempre fez e fará aos milhares de Juízes deste país, federais, estaduais, trabalhistas, militares, é que nunca se verguem ante interesses subalternos, pois ceder à campanha que se arma para desonrar qualquer de seus membros é amesquinhar a função judicial de aplicar e dizer o direito. O Livro dos Livros é sábio ao afirmar que, pelos frutos os conhecereis. Que cada um de nós tenha a reserva moral suficiente para enfrentar com serenidade as adversidades que se nos apresentam, e agir com destemor e com amor, fazendo real e efetivo o juramento feito ao ingressarmos na magistratura, de honrar e cumprir a Constituição e as Leis deste país. Que este momento de tensão possa refletir nada mais que a ânsia de Juízes que honram a toga em fazerem valer essas leis e a Constituição deste país; que possamos tirar importantes lições dos embates que a vida nos apresenta, pois é certo que todos os magistrados deste país, sem exceção devem ao fim de sua lida diária agradecer a Deus por terem combatido o bom combate. Só o bom combate. Marli Ferreira - Desembargadora federal - Presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região”

Mais de cem juízes protestam contra ministro Gilmar Mendes

Mais de cem juízes federais já assinaram um manifesto contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. O manifesto é de apoio ao juiz federal Fausto Martin De Sanctis, que determinou a prisão preventiva do dono do banco Opportunity, Daniel Dantas, na tarde de quinta-feira, contrariando decisão anterior de Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus ao banqueiro. Na tarde desta sexta-feira, Gilmar Mendes concedeu novo habeas corpus para libertar o banqueiro. Daniel Dantas foi preso pela primeira vez na terça-feira, durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal. "Um juiz tem que ter independência funcional para tomar decisões sem receito de ser retaliado depois", diz o juiz Fernando Moreira Gonçalves, um dos que assinaram o protesto. "O juiz Sanctis é conceituado, respeitado e tem que ter independência funcional para decidir com independência e sem receio”. O texto do manifesto dos juízes federais diz o seguinte: “Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão juiz federal Fausto de Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região. Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada podem interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito. Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto de Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário. Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifestaram-se conforme o presente manifesto, sem prejuízo de novas adesões”. Seguem as assinaturas dos seguintes juízes federais:
1 - Carlos Eduardo Delgado
2 - José Eduardo de Almeida Leonel Ferreira
3 - Katia Herminia Martins Lazarano Roncada
4 - Raecler Baldresca
5 - Rubens Alexandre Elias Calixto
6 - Claudia Hilst Menezes
7 - Edevaldo de Medeiros
8 - Denise Aparecida Avelar
9 -Taís Bargas Ferracini de Campos Gurgel
10 - Giselle de Amaro e França
11 - Erik Frederico Gramstrup
12 - Angela Cristina Monteiro
13 - Elídia Ap Andrade Correa
14 - Decio Gabriel Gimenez
15 - Renato Luis Benucci
16 - Marcelle Ragazoni Carvalho
17 - Silvia Melo da Matta
18 - Isadora Segalla Afanasieff
19 - Daniela Paulovich de Lima
20 - Otavio Henrique Martins Port
21 - Cristiane Farias Rodrigues dos Santos
22 - Claudia Mantovani Arruga
23 - Paulo Ce­zar Neves Júnior
24 - Venilto Paulo Nunes Júnior
25 - Rosana Ferri Vidor
26 - João Miguel Coelho dos Anjos
27 - Fabiano Lopes Carraro
28 - Rosa Maria Pedrassi de Souza
29 - Sergio Henrique Bonachela
30 - Rogé­rio Volpatti Polezze
31 - Wilson Pereira Júnior
32 - Nilce Cristina Petris de Paiva
33 - Cláudio Kit­ner
34 - Fernando Moreira Gon­çalves
35 - Noemi Martins de Oliveira
36 - Marilia Rechi Go­mes de Aguiar
37 - Gisele Bueno da Cruz
38 - Gilberto Mendes So­brinho
39 - Veridiana Gracia Campos
40 - Letícia Dea Banks Ferreira Lopes
41 - Lin Pei Jeng
42 - Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira
43 - Fernan­ do Henrique Corrêa Custo­dio
44 - Leonardo José Correa Guarda
45 - Alexandre Berzosa Saliba
46 - Luciana Jacó Braga
47 - Marisa Claudia Gonçalves Cu­cio
48 - Carla Cristina de Oliveira Meira
49 - José Luiz Paludetto
50 - Carlos Alberto Antonio Jú­nior
51 - Márcia Souza e Silva de Oliveira
52 - Maria Catarina de Souza Martins Fazzio
53 - Nilson Martins Lopes Júnior
54 - Fabio Ivens de Pauli
55 - Mônica Wil­ma Schroder
56 - Louise Vilela Leite Filgueiras Borer
57 - José Tarcísio Januário
58 - Valéria Cabas Franco
59 - Marcelo Frei­berger Zandavali
60 - Rodrigo Oliva Monteiro
61 - Ricardo de Castro Nascimento
62 - Luciane Aparecida Fernandes Ramos
63 - José Denílson Branco
64 - Paulo César Conrado
65 - Alexandre Alberto Berno
66 - Luciana Melchiori Bezerra
67 - Mara Lina Silva do Carmo
68 - Raphael José de Oliveira Silva
69 - Anita Villani
70 - Higino Cinacchi Júnior
71 - Maria Vitória Maziteli de Oliveira
72 - Márcio Ferro Catapani
73 - Silvia Maria Rocha
74 - Luís Gustavo Bregalda Neves
75 - Denio Silva The Cardoso
76 - Fletcher Eduardo Penteado
77 - Leonardo Pessorrusso de Queiroz
78 - Carlos Alberto Navarro Perez
79 - Renato Câmara Nigro
80 - Ronald de Carvalho Filho
81 - Luiz Antonio Moreira Porto
82 - Hong Kou Hen
83 - Pedro Luís Piedade Novaes
84 - Flademir Jerônimo Belinati Martins
85 - Luís Antônio Zanluca
86 - Omar Chamon
87 - Sidmar Dias Martins
88 - João Carlos Cabrelon de Oliveira
89 - Antonio André Muniz Mascarenhas de Souza
90 - Marilaine Almeida Santos
91 - Alessandro Diaféria
92 - Paulo Ricardo Arena Filho
93 - Hélio Egydio de Matos Nogueira
94 - Ricardo Geraldo Rezende Silveira
95 - Cláudio de Paula dos Santos
96 - Leandro Gonsalves Ferreira
97 - Caio Moysés de Lima
98 - Ronald Guido Junior
98 - Clécio Braschi
99 - Roberto da Silva Oliveira
100 - Vanessa Vieira de Mello
101 - Ivana Barba Pacheco
102 - Simone Bezerra Karagulian
103 - Gabriela Azevedo Campos Sales
104 - Kátia Cilene Balugar Firmino
105 - Fernanda Soraia Pacheco Costa
106 - Leonora Rigo Gaspar
107 - Marcos Alves Tavares
108 - Jorge Alexandre de Souza
109 - Anderson Fernandes Vieira
110 - Raquel Fernandez Perrini
111 - Adriana Delboni Taricco Ikeda
112 - Tânia Lika Takeuchi
113 - Janaína Rodrigues Valle Gomes
114 - Fernando Marcelo Mendes
115 - Simone Schroder Ribeiro
116 - Nino Oliveira Toldo
117 - João Eduardo Consolim
118 - Raul Mariano Júnior
119 - Mônica Aparecida Bonavina
120 - Dasser Lettiere Júnior

Embraer vende 5 jatos para empresa aérea chinesa Kun Peng Airlines

A Embraer anunciou nesta sexta-feira a assinatura de um contrato para venda de cinco aviões modelo E-190 com a Kun Peng Airlines, uma das principais operadoras do mercado de aviação regional na China. O valor total do negócio, pelo preço de tabela, é de US$ 187,5 milhões. Os novos aviões serão configurados para acomodar 98 passageiros em duas classes e a primeira entrega está programada para 2008. "Sempre acreditamos na expansão do mercado de aviação regional na China e este é um sinal positivo naquela direção", disse o vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial, Mauro Kern, em comunicado. Sediada na cidade de Xi'an, a Kun Peng Air é uma associação (joint venture) entre a empresa chinesa Shen Zhen Airline, com participação majoritária, e o grupo Mesa Air, dos Estados Unidos. Com a operação de mais de 20 rotas, a Kun Peng iniciou suas atividades em setembro do ano passado. O Embraer 190 é um dos quatro integrantes da família de E-Jets e entrou em serviço em agosto de 2005. No final de junho, a família dos modelos 170/190 de E-Jets registrava 847 pedidos firmes e 827 opções, com mais de 45 clientes em 30 países.

Deputado federal ajuíza reclamação contra processos a que responde na justiça de 1º grau

O deputado federal João Magalhães (PMDB-MG) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, a Reclamação (RCL) 6254, com pedido de liminar, pleiteando a suspensão imediata de 29 ações civis públicas em curso contra ele no Juízo da 2ª Vara Federal de Governador Valadares (MG) e no juízo Federal da Vara Única de Ipatinga (MG). O deputado alega que, em razão da função pública parlamentar por ele exercida, a justiça de primeiro grau é incompetente para processar e julgar as ações por ato de improbidade administrativa contra ele. Os dois juízos reclamados notificaram o parlamentar para se manifestar nas mencionadas ações civis públicas, propostas contra ele pelo Ministério Público Federal sob acusação de improbidade administrativa, em virtude de fraudes em licitações públicas (artigos 9º, 10º, 11 e 12 da Lei nº 8.429/92). Segundo o Ministério Público Federal, as fraudes teriam por objetivo permitir a vitória da Construtora Ponto Alto ou de uma empresa “fantasma”, que lhe transferiria os respectivos recursos, em licitações no leste de Minas Gerais e no Vale do Jequitinhonha. João Magalhães alega “manifesta usurpação de competência” pelos dois juízos, já que, na condição de agente político, ele tem prerrogativa de foro, ou seja, o direito de ser julgado originariamente pelo Supremo Tribunal Federal, segundo dispõe o artigo 102, inciso I, da Constituição Federal (CF), regulado pela Lei 1.079/1950.

Fundo soberano permite aplicações também no Brasil

O projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB) prevê a aplicação em ativos não somente no Exterior, mas também no Brasil. A proposta foi enviada pelo governo Lula no último dia 3 ao Congresso Nacional e será analisada inicialmente por comissões da Câmara dos Deputados. Segundo o documento, o FSB é de natureza contábil e financeira, vinculado ao Ministério da Fazenda, "com as finalidades de promover investimentos em ativos no Brasil e no Exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do País localizados no Exterior". O texto não traz detalhes de como serão essas aplicações em ativos no Brasil. De acordo com o projeto, o fundo será regulamentado por decreto que estabelecerá a política de aplicação, com critérios e níveis de rentabilidade e risco. Os recursos do fundo virão do Tesouro Nacional correspondentes às dotações orçamentárias anuais, inclusive decorrentes da emissão de títulos da dívida pública; ações de sociedade de economia mista federal excedentes ao necessário para manutenção de seu controle pela União e resultados de aplicações financeiras. O texto do projeto estabelece que a União poderá contratar instituição financeira federal para atuar como agente operador do FSB. O projeto também prevê que as aplicações do fundo terão rentabilidade mínima estimada por operação e ponderada pelo risco, equivalente à taxa Libor (taxa de juros do mercado de Londres).

Tarso Genro e Luiz Fernando Corrêa negam que a Polícia Federal monitorou gabinete de presidente do Supremo

O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negaram nesta sexta-feira que existam investigações envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Tarso Genro e Luiz Fernando Corrêa atribuíram essas informações a plantações de intrigas e fofocas. "Na conversa com Mendes, eu disse até que tem alguém, a mando de alguém, que não se sabe quem é, que está plantando provavelmente uma intriga. Não é a Polícia Federal", disse o peremptório Tarso Genro. "Portanto, tem alguém plantando intrigas. É a plantação de alguma tentativa de desgaste da relação entre os Poderes, mas isso não tem a mínima importância nem é verdadeiro”, prosseguiu ele. Tarso Genro e Luiz Fernando Correa procuraram o ministro para desmentir notícia publicada na Folha de S. Paulo, segundo a qual a Polícia Federal monitorou o gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, a pedido do juiz federal Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O ministro da Justiça disse ainda ter conversado com o juiz Sanctis, que negou ter sugerido investigações envolvendo o presidente do Supremo. O diretor da Polícia Federal reiterou que não há necessidade de instaurar uma sindicância para apurar o envolvimento da Polícia Federal em investigações envolvendo o ministro Gilmar Mendes porque essa ação não ocorreu. "Isso é a mais uma dessas tantas fofocas em torno dessa operação Satiagraha que estão circulando pela mídia. Não há qualquer ato nisso", afirmou ele.

CPI do Grampo quer convocar Daniel Dantas e Naji Nahas para falar sobre escutas da Kroll

A CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados quer convocar o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o investidor Naji Nahas, o ex-ministro Luiz Gushiken e o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para depor sobre escutas telefônicas clandestinas realizadas pela empresa norte-americana Kroll. Embora o tema das convocações não esteja relacionado diretamente com a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que prendeu Daniel Dantas, Naji Nahas e pediu a prisão de Luiz Eduardo Greenhalgh, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) acredita que o esquema desmontado pela Polícia Federal pode vir à tona em meio às investigações das escutas. "É uma semelhança de operação envolvendo os mesmos personagens. Pode ser que isso represente alguma coisa", disse ele. O deputado explicou que centralizou os requerimentos de convocação nas escutas telefônicas para não fugir do foco da CPI, embora o seu objetivo, como ex-sub relator da CPI dos Correios (que investigou o mensalão) seja descobrir detalhes do esquema que envolve Daniel Dantas e Naji Nahas. O deputado, autor dos requerimentos de convocação, espera que os pedidos sejam votados durante reunião da CPI, na próxima terça-feira. Fruet reconheceu que "dificilmente" Dantas, Nahas, Gushiken e Greenhalgh sejam ouvidos antes do recesso parlamentar de julho, que tem início dia 17.

Polícia Federal faz operação para apurar fraude em licitação de empresa de Eike Batista

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira uma operação para averiguar irregularidades em licitação envolvendo o empresário Eike Batista na concessão da estrada de ferro do Amapá. Segundo informações da Polícia Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Amapá, em Minas Gerais, no Pará e no Rio de Janeiro. A operação, denominada Toque de Midas, é resultado de investigação realizada no Amapá, que aponta indícios de "direcionamento da licitação para que as empresas de um mesmo grupo vencessem o certame". O ajuste prévio de cláusulas favoráveis às empresas permitia o encaminhamento da licitação às empresas, principalmente no que se refere à habilitação dos participantes no procedimento. "Referida concessão foi obtida por uma segunda empresa perante o Governo do Estado do Amapá. A companhia vencedora repassou a concessão para a primeira empresa, ambas do mesmo grupo econômico", informou a Polícia Federal. A empresa que detém a licitação da ferrovia é a MMX Logística do Amapá Ltda., o braço logístico da MMX Amapá. A empresa é subsidiária da mineradora MMX, que por sua vez faz parte do grupo EBX, sob controle de Eike Batista. A investigação também apura desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Estado, com suspeitas de que o minério não esteja sendo totalmente declarado perante os órgãos arrecadadores de tributos, principalmente a Receita Federal. A estrada liga os municípios de Serra do Navio e Santana e é responsável pelo transporte de minério do interior do estado para o Porto de Santana às margens do Rio Amazonas.

Petróleo ultrapassa marca de US$ 147,00 e bate novo recorde

O preço do petróleo atingiu novo recorde nesta sexta-feira, tendo chegado à marca de US$ 147,27 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). A tensão crescente no Oriente Médio, com os testes do Irã com mísseis; na África, com o risco de novos conflitos na Nigéria, e a possibilidade de uma greve da Petrobras na próxima semana afetou a confiança dos investidores na capacidade do mercado de lidar com os temores de escassez do produto frente à expansão da demanda. O Ministério Público do Trabalho convocou representantes da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense para definição de efetivo mínimo para a manutenção da produção na próxima semana. Os petroleiros prometem parar parte da produção de 41 plataformas da Petrobras durante cinco dias, a partir da próxima segunda-feira. O Financial Times informou em um artigo publicado na edição desta sexta-feira que a ameaça de greve na Petrobras pode provocar uma elevação maior dos preços do petróleo bruto. O Financial Times lembra o impacto que uma greve anterior teve no Brasil. "Quando os funcionários da Petrobras se recusaram a trabalhar por cinco dias em 2001, a produção de petróleo diminuiu acentuadamente e o Brasil teve que importar uma quantidade extra de petróleo”', diz a reportagem. O diretor do sindicato, José Maria Rangel, disse que a greve é irreversível. Segundo o sindicalista, a Petrobras havia recebido prazo para formalizar proposta até o dia 4 de julho, e marcou reunião para a última terça-feira. No encontro, alega o sindicato, não houve proposta da estatal. As tensões no Irã e na Nigéria reverteram a tendência de redução no preço da commodity, que vinha sendo registrada nesta semana. A imprensa estatal iraniana informou que o país realizou durante a madrugada mais testes com mísseis de médio e longo alcance, em uma segunda rodada de exercícios militares. Na quarta-feira, a Guarda Revolucionária iraniana já havia anunciado a realização "com sucesso" de testes com nove mísseis no golfo Pérsico. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que o país está pronto para atacar as instalações nucleares iranianas, dizendo que Israel "mostrou no passado que não hesitará em agir para proteger seus interesses vitais de segurança forem ameaçados". Na quinta-feira, o Mend (Movimento para a Emancipação do Delta do Níger) disse que vai abandonar neste sábado o cessar-fogo adotado há duas semanas e voltará a atacar a área do rio Níger, onde se concentra a produção petrolífera do país, depois que o governo britânico anunciou recentemente que pretende apoiar o governo nigeriano para enfrentar os conflitos na região.

Meta do governo Lula para exportações em 2008 sobe para US$ 190 bilhões

O governo Lula elevou a meta para as exportações em 2008 de US$ 180 bilhões para US$ 190 bilhões. A revisão da meta foi feita nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O órgão do governo informou que não faz previsões para as importações e para o saldo comercial da balança. "O ministério elevou a meta das exportações brasileiras de 2008 para US$ 190 bilhões, após analisar o desempenho das vendas do País no primeiro semestre e as perspectivas para o segundo", informou o ministério em nota. A previsão anterior havia sido fixada em janeiro. Nesses seis meses, a exportações aumentaram 24,8%, para US$ 90,645 bilhões. Foi o melhor resultado desde 2004. Houve também um aumento de 51,8% nas importações em relação ao mesmo período de 2007, para US$ 79,275 bilhões. Esse é o maior percentual de aumento registrado desde o primeiro semestre de 1995. O aumento no preço dos produtos básicos exportados pelo Brasil garantiu que as exportações continuassem crescendo neste ano. Sem esse efeito, as exportações teriam recuado no ano. Ou seja, o País exportou menos em quantidade, mas com preços maiores. Isso pode ser visto no caso do petróleo, cujas vendas caíram 19% no semestre em quantidade, mas subiram 71% em valores que entraram no País. A questão dos preços também fez com que os produtos básicos ganhassem mais espaço nas nossas exportações, em detrimento dos produtos industriais. A participação dos básicos subiu de 30,6% para 35,3% das exportações; a dos industrializados caiu de 67,4% para 62%.

Polícia Federal prende comissária de bordo com 28 quilos de cocaína em aeroporto do Rio Grande do Norte

Uma comissária de bordo portuguesa foi presa pela Polícia Federal com cerca de 28 quilos de cocaína na quinta-feira, no aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim (RN). Segundo a Polícia Federal, a comissária de bordo portuguesa de 31 anos havia embarcado em São Paulo e desceu no aeroporto Augusto Severo para realizar conexão com o objetivo de voltar para seu país. Ela foi flagrada quando passava na fila de rotina de fiscalização de passageiros internacionais. Ao passar suas malas pelo equipamento de raio-X, os agentes perceberam volumes estranhos em duas delas. A comissária portuguesa teve de abrir suas malas e nelas foram encontrados 27 tijolos de cocaína pura.

Polícia Federal suspeita que valor já pago a Daniel Dantas pela Oi está no Exterior

A Polícia Federal suspeita que o banqueiro Daniel Dantas tenha enviado para o Exterior, de forma fraudulenta, os R$ 139 milhões recebidos pelo Opportunity referentes à primeira parcela da venda da Brasil Telecom para a Oi. Os investigadores da Operação Satiagraha verificaram indícios de aplicações financeiras ilegais no Exterior após o Opportunity ter recebido os primeiros milhões da Oi, entre o final de abril e começo de junho.

Justiça libera recursos para credores trabalhistas da Varig

O juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela condução do processo de recuperação judicial da Varig, liberou na última quarta-feira, o início do pagamento para os credores trabalhistas que aderiram ao plano de recuperação judicial da velha Varig. O valor a ser distribuído será de R$ 47,5 milhões, referente ao resgate antecipado de debêntures (títulos de dívida). A Justiça determinou o rateio inicial com um limite de cinco salários mínimos para cada trabalhador. A velha Varig tem cerca de 14 mil credores trabalhistas. Segundo a Justiça, os créditos trabalhistas contidos no plano de recuperação somam R$ 238,8 milhões. Muitos trabalhadores não aderiram ao plano de recuperação. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, o passivo trabalhista total da velha Varig é estimado atualmente entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões.

Justiça Federal condena Veracel Celulose a pagar multa de R$ 20 milhões

Quinze anos após ter sido denunciada por crimes ambientais em três cidades da Bahia, a Veracel Celulose foi condenada pela Justiça Federal a pagar uma multa de R$ 20 milhões e a reflorestar 47 mil hectares com vegetação nativa do bioma da Mata Atlântica. De acordo com a sentença do juiz federal Márcio Flávio Mafra Leal, da Vara Única da Subseção Judiciária de Eunápolis (BA), o reflorestamento terá de ser efetuado em um prazo que varia de três meses a um ano, sob pena do pagamento de uma multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento da decisão judicial. No processo, o Ministério Público Federal, autor da denúncia, alega que a Veracel (na época, a empresa se chamava Veracruz), "com o suporte de autorizações errôneas", destruiu 47 mil hectares de Mata Atlântica para plantar eucaliptos e implantar dez projetos de beneficiamento de madeira. "O processo hibernou por seis anos na Justiça Estadual de Eunápolis, de 1999 a 2005", escreveu o juiz. Márcio Leal disse também que entre 1993 e 1999 o processo foi marcado por diversas liminares. Além dos 47 mil hectares, a Veracel também devastou, segundo o processo, 30 mil hectares de vegetação nativa. A empresa pode recorrer da sentença. Em nota, a Veracel Celulose informou que "tomou todas as medidas judiciais cabíveis com relação à sentença judicial". A empresa alega que tinha licença para trabalhar na área e que, em 1993, foi solicitado "pelo Ministério Público um laudo pericial, que não conseguiu caracterizar dano ambiental". Na nota, a Veracel diz que mantém uma área nativa protegida de 104 mil hectares, além de possuir, por iniciativa própria, projeto de regeneração e plantio de 400 hectares por ano de espécies nativas. "Somos a 5ª maior empresa exportadora da Bahia (3.859 colaboradores próprios e permanentes), e recolhemos aos municípios, Estado e União, em 2007, tributos da ordem de R$ 90,5 milhões", diz a nota. A condenação é de mentirinha, porque a empresa vai recorrer. Como se vê, Justiça no Brasil é só para inglês ver.

Um ano após acidente, parquinho da TAM revolta familiares

A uma semana do desastre com o Airbus-A320 da TAM completar um ano, o maior da história da aviação brasileira, e que deixou 199 mortos, um parquinho de diversões (que inclui até uma aeromoça de verdade, com crachá e uniforme) montado pela empresa aérea em um shopping da região central de São Paulo está causado revolta entre os familiares das vítimas. Em um espaço de 120 metros quadrados no átrio do shopping Pátio Higienópolis, o playground tem uma réplica de avião, nove birutas, dois simuladores de vôo, uma piscina de bolinhas, uma torre de controle, dois manetes, duas alavancas, dois painéis de vôo e um piso que imita nuvens e um céu azul. "É uma insensibilidade. Esse brinquedinho é só mais uma demonstração de que, para a TAM, as vítimas não são pessoas, são números", diz Roberto Gomes, irmão da vítima Mário Gomes, de Porto Alegre. Presidente da Afavitam (Associação dos Familiares de Vítimas da TAM), Dário Scott diz que "o problema da ação de marketing é o momento". "É mesmo uma falta de sensibilidade fazer uma área de lazer com avião no mês em que o acidente completa um ano. Os familiares estão passando penosamente por essa data, não é fácil. A filosofia deles é que nada substitui o lucro. Só espero que no simulador das crianças funcione o reversor e funcione tudo", afirma Scott, que perdeu a filha Thaís no acidente aéreo.

Rendimentos da poupança e do FGTS perdem para inflação

Os rendimentos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no primeiro semestre deste ano ficaram abaixo da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pesquisado pelo IBGE, no mesmo período. Enquanto a caderneta de poupança rendeu 3,5% de janeiro a junho deste ano, a inflação oficial do governo foi de 3,64%. A perda real registrada foi de 0,13%, segundo cálculos de José Dutra Vieira Sobrinho, economista e vice-presidente da OEB (Ordem dos Economistas do Brasil). Já o FGTS, que tradicionalmente tem rendimento menor quando comparado a outros tipos de aplicação, como a própria caderneta de poupança, teve perda real de 1,63% nos seis primeiros meses do ano em relação à inflação pelo IPCA.

Governo de Cristina Kirchner pede intervenção na Aerolíneas Argentinas

A Justiça argentina convocou representantes do governo e da Aerolíneas Argentinas para uma reunião na próxima terça-feira, na qual será discutida a crise financeira da companhia aérea. Há falta de pagamento a funcionários, além de cancelamento e atrasos constantes de vôos. A convocação foi feita após governo e sindicatos de aeroviários apresentarem um pedido de intervenção judicial na empresa, controlada pelo grupo espanhol Marsans. No início da semana, a falta de pagamentos provocou protestos dos empregados e caos nos vôos da companhia. Na quarta-feira, governo e funcionários acordaram enviar o pedido de intervenção à Justiça. Em troca da ajuda do governo, os trabalhadores se comprometeram a não realizar protestos nos próximos dois meses. No entanto, na quinta-feira, os atrasos voltaram a se repetir, e ao menos nove vôos da empresa foram cancelados, um deles para São Paulo. A grave crise da empresa, que tem dívida de US$ 400 milhões e metade da frota parada, aumenta as especulações de que a intervenção judicial seria um primeiro passo do governo para tentar "argentinizar" a Aerolíneas, reestatizando a empresa, privatizada em 1990, ou aumentando a sua participação e a de empresários argentinos no controle da companhia.

Governo de Cristina Kirchner pede intervenção na Aerolíneas Argentinas

A Justiça argentina convocou representantes do governo e da Aerolíneas Argentinas para uma reunião na próxima terça-feira, na qual será discutida a crise financeira da companhia aérea. Há falta de pagamento a funcionários, além de cancelamento e atrasos constantes de vôos. A convocação foi feita após governo e sindicatos de aeroviários apresentarem um pedido de intervenção judicial na empresa, controlada pelo grupo espanhol Marsans. No início da semana, a falta de pagamentos provocou protestos dos empregados e caos nos vôos da companhia. Na quarta-feira, governo e funcionários acordaram enviar o pedido de intervenção à Justiça. Em troca da ajuda do governo, os trabalhadores se comprometeram a não realizar protestos nos próximos dois meses. No entanto, na quinta-feira, os atrasos voltaram a se repetir, e ao menos nove vôos da empresa foram cancelados, um deles para São Paulo. A grave crise da empresa, que tem dívida de US$ 400 milhões e metade da frota parada, aumenta as especulações de que a intervenção judicial seria um primeiro passo do governo para tentar "argentinizar" a Aerolíneas, reestatizando a empresa, privatizada em 1990, ou aumentando a sua participação e a de empresários argentinos no controle da companhia.

Dois deputados estaduais de Alagoas são presos por suspeita de homicídio

Dois deputados estaduais de Alagoas foram presos nesta sexta-feira durante operação da polícia civil do Estado, com apoio da Polícia Federal. Segundo a Polícia Federal, Antonio Albuquerque, ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado, e Cícero Ferro (PMN) foram presos suspeitos de crime de homicídio, resultado de um inquérito policial feito em 1996. Outro deputado, João Beltrão (PMN), que também estaria envolvido, ainda está sendo procurado pelos agentes. Além do crime de pistolagem, os políticos também são suspeitos de participar de esquema de fraude na folha de pagamento da Assembléia e de pagarem empréstimos com recursos públicos, gerando um rombo de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Os três foram investigados durante a Operação Taturana, deflagrada em dezembro do ano passado pela Polícia Federal, e já foram indiciados por corrupção, peculato e formação de quadrilha.

Polícia prende quadrilha e encontra uma tonelada de maconha na BR-101 em Santa Catarina

Uma tonelada de maconha foi apreendida na madrugada desta sexta-feira durante operação conjunta da Polícia Federal de Joinville e Polícia Militar de São Bento do Sul, em Santa Catarina. A droga estava em forma de tabletes dentro de pneus velhos de trator e de carro. A carga era transportada por um caminhão bastante deteriorado, com placas de Penha (SC), e foi apreendido quando quebrou no quilômetro 98 da BR-101, entre Piçarras e Navegantes. Mesmo em condições bastantes precárias, o caminhão, um D-40, usado em fretes e transporte de pequenas cargas, começou a ser monitorado já na fronteira entre Brasil e Paraguai. Com informações de que a droga pertenceria a um grupo que age no Norte de Santa Catarina, a Polícia Federal de Joinville começou a acompanhar o caso. A Polícia Militar de São Bento do Sul foi comunicada porque havia suspeita de que o caminhão passaria pelo município. A rota acabou sendo diferente. O veículo veio pelo Oeste de Santa Catarina e chegou à BR-101, no litoral, através de Blumenau.

Segunda maior organização terrorista da Colômbia tem mais de 200 seqüestrados

A organização terrorista colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior do país, mantém em seu poder cerca de 240 seqüestrados dos quais não se sabe nada, alertou nesta semana a ong País Livre. "O Exército de Libertação Nacional, de 2000 a 2007, sequestrou 3.293 pessoas e delas 240 ainda são mantidas reféns", informou a porta-voz da ong País Livre, Claudia Calle, destacando também que nos últimos seis anos 153 pessoas morreram nas mãos dessa organização terrorista. Claudia Calle revelou esses números para chamar a atenção para os reféns do ELN, no momento em que o país está voltado apenas para os seqüestrados das Farc, após o resgate de um grupo de 15 deles no dia 2 de junho pelo Exército. O Exército de Libertação Nacional conta atualmente com não mais de 2.000 membros. Na última quarta-feira, o presidente Uribe ordenou que o Exército lançasse uma ofensiva frontal contra o Exército de Libertação Nacional, após o fracasso das negociações realizadas em Cuba, de dezembro de 2005 a agosto de 2007. A Colômbia tem atualmente 2.785 pessoas seqüestradas, tanto por grupos armados ilegais como por criminosos comuns. Uma grande manifestação pela libertação de "todos os seqüestrados" será realizada no país no dia 20 de julho.