segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ex-agente uruguaio diz que João Goulart foi morto a pedido do Brasil

Mario Neira Barreiro, de 54 anos, ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio, que está preso na penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC, no município de mesmo nome, no Rio Grande do Sul), desde 2003, disse que o ex-presidente João Goulart foi morto envenenado a pedido do governo brasileiro. Ele disse que concluiu assim depois de ter permanecido quatro anos espionando Jango. João Goulart morreu no dia 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de setembro de 1961 até ser deposto por um golpe militar, em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. Mario Neira Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo na época, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que o presidente Jango fosse morto partiu de Fleury, disse ele. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Segundo a matéria, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury, que acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião. Conforme ele, a operação teria sido acompanhada e financiada pela CIA. Diz Mario Neira Barreiro que o plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração. O efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado, e no porta-luvas de seu carro. Embora em uma série de detalhes a versão de Mario Neira Barreira pareça fantasiosa, é preciso não esquecer que os serviços de segurança do Cone Sul mataram o ex-presidente chileno Eduardo Frei.

Presidente da Colômbia ordena que zonas onde estão reféns das Farc sejam cercadas

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, ordenou ao exército que cerque as zonas onde as Farc, organização terrorista e traficante de cocaína, mantém os reféns para pressionar sua libertação mediante um procedimento humanitário. "O governo disse que a instrução à força pública é localizar os sítios onde estão os seqüestrados, cercá-los e, no momento em que estiverem rodeados, convocar a comunidade nacional e internacional para definir um procedimento humanitário para a libertação total", afirmou Uribe. Ele mandou instalar um conselho humanitário na localidade de Mitú, região no sul com forte presença dos terroristas e traficantes de cocaína das Farc, decisão que tomou em junho passado, quando ocorreu a morte de 11 ex-deputados em poder das Farc. Os terroristas e traficantes de cocaína das Farc mantêm seqüestradas 43 pessoas que querem trocar por 500 de seus prisioneiros.

Ministro da Previdência diz que Lula já trabalha pela candidatura de Marta Suplicy

O presidente Lula já trabalha pela campanha da ministra do Turismo, Marta Suplicy, à prefeitura de São Paulo, conforme declaração do ministro da Previdência, Luiz Marinho, feita na sexta-feira, na missa comemorativa do aniversário da cidade, na catedral da Sé. Segundo aliados da ministra, o apoio de Lula é uma das condições para a candidatura de Marta Suplicy, que governou a cidade entre 2000 e 2004, mas perdeu a disputa pela reeleição para José Serra e Gilberto Kassab, após uma gestão desastrada na área do lixo. Marta Suplicy já negocia com o Palácio do Planalto uma data para deixar seu cargo no governo federal e reassumi-lo, em caso de derrota. O temor é que uma derrota possa comprometer os planos dela de disputar o governo de São Paulo ou até mesmo a Presidência da República, e que ela tenha que encerrar sua carreira política. Pela lei, Marta Suplicy tem que deixar o cargo até junho, mas deve fazer isso até abril, a exemplo de Luiz Marinho, que vai disputar a prefeitura de São Bernardo do Campo.

Ministério Público investiga gastos de ministros com cartão de crédito

O Ministério Público Federal no Distrito Federal decidiu investigar os gastos dos ministros de Estado com os cartões de crédito bancados pelo Tesouro Nacional. A investigação foi aberta na última quinta-feira. Os procuradores irão examinar os extratos dos cartões em busca de abusos denunciados pela imprensa. A portaria que instaurou a investigação anota que, se confirmados, os desvios de malfeitos caracterizam “imoralidade administrativa”. O procurador que vai conduzir o caso será designado nos próximos dias. Dependendo do que for apurado, pode ser aberto um processo judicial. Além de verificar a legalidade dos gastos, o Ministério Público Federal decidiu elaborar uma recomendação sobre o uso dos cartões. O texto será enviado ao Palácio do Planalto pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Florianópolis quer barrar novos prédios ao redor do centro

A Prefeitura de Florianópolis pretende barrar novas construções em um conjunto de bairros ao redor do centro da cidade por um período de até dois anos. Para a prefeitura, os sistemas de esgoto e viários estão no limite, o que deixa a área sem condições de receber novos prédios. O local fica perto de uma reserva de mangue, que, para a prefeitura, está ameaçada pela expansão imobiliária. O setor de construção civil classifica a idéia como "eleitoreira" e diz que as conseqüências serão "perversas". A idéia é proibir a construção de edifícios e unidades comerciais até a aprovação de um novo Plano Diretor. Na área moram cerca de 80 mil pessoas, o equivalente a 20% da população da cidade. A região inclui o bairro da Trindade, onde ficam a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e grandes empresas locais. Também foram inaugurados na área dois shopping centers, ambos citados na Operação Moeda Verde, da Polícia Federal. Em maio de 2007, 22 políticos e empresários da cidade foram presos sob acusação de negociar licenças. Para o presidente do Sinduscon (sindicato da construção civil) de Florianópolis, Helio Bairros, a proibição de construções é algo "na contramão de tudo que é discutido em urbanismo no mundo". Bairros afirma que a medida pode gerar "insegurança jurídica" e afastar novos investidores da cidade, o que acabará sendo prejudicial a toda a economia local. Para ele, o poder público irá punir o setor por deficiências que os próprios governos não souberam contornar. Ainda segundo o sindicato, a medida é feita para agradar parte da população, descontente com o crescimento local, visando as eleições de outubro. Sutil, não é mesmo?

Agente venezuelano de Chávez, preso nos Estados Unidos, assume culpa no caso da mala de dólares

O advogado venezuelano Moisés Maionica, acusado de ter viajado a Miami por ordem do governo do cantinflesco tiranete Hugo Chávez, para ocultar o escândalo do envio clandestino de dinheiro para a campanha presidencial de Cristina Kirchner, declarou-se culpado na sexta-feira, informou a justiça norte-americana. "Segundo a acusação e a declaração de Maionica à corte, os acusados coordenaram e participaram de uma série de encontros" com o empresário norte-americano-venezulano Guido Antonini Wilson, para que ele escondesse a origem e o destino de US$ 800 mil (cerca de R$ 1,430 milhão) enviados da Venezuela para a Argentina, segundo a procuradoria federal. Antonini Wilson foi o encarregado de levar de Caracas a Buenos Aires a maleta com US$ 800 mil, em um vôo fretado por uma empresa pública argentina de energia. O dinheiro foi confiscado pelas autoridades aduaneiras no momento de sua chegada a Buenos Aires, mas o empresário não foi preso, nem interrogado na hora, e voltou a Miami, onde reside. Outros três presos no caso na Flórida (os empresários venezuelanos Carlos Kauffmann e Franklin Durán, e o uruguaio Rodolfo Wanseele Paciello) se declararam inocentes antes do início do julgamento, previsto para 17 de março. Rubén Oliva, advogado de Maionica, disse que, em agosto, seu cliente estava a ponto de embarcar em um cruzeiro quando foi convocado por altas instâncias oficiais venezuelanas que pediram a ele que ajudasse o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson. A Procuradoria Geral norte-americana, que trata do caso, disse que o empresário Antonini Wilson recebeu a mala com os dólares sem saber de seu conteúdo. Em uma apresentação dos fatos, a Procuradoria federal em Miami afirma que "Antonini levava a mala a pedido de outro passageiro", de um grupo que teria chegado a Buenos Aires no mesmo avião. "O senhor Antonini desconhecia que havia US$ 800 mil dólares na mala, já que a mala pertencia a outro passageiro", diz o documento assinado pelo procurador Thomas Mulvihill, que atua diretamente no caso, e Alexander Acosta, procurador-chefe no distrito.

Promotoria recomenda anulação da licença de megaresort no Rio Grande do Norte

O Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou que a licença ambiental dada pelo Idema (órgão ambiental do Estado) ao Grand Natal Golf (http://www.grandnatalgolf.com/), projeto de um megaresort que prevê a construção de 40 mil casas, 14 hotéis e que poderá abrigar 160 mil pessoas em Extremoz (RN) seja anulada. Com cinco campos de golfe, lojas e restaurantes, os números do projeto o tornam o maior do tipo em andamento no país. O Idema tem até a próxima terça-feira para se pronunciar. A anulação não é obrigatória, por se tratar apenas de uma recomendação. Segundo Fábio Góis, diretor técnico e administrativo do Idema, os argumentos dos promotores serão analisados e só então uma decisão será tomada. O projeto é do Grupo Sánchez, empresa espanhola responsável pelo megaresort. Segundo a Promotoria, o estudo de impacto ambiental feito para a obra não leva em consideração questões essenciais, como o destino dos dejetos sólidos e se os agrotóxicos para a grama dos campos de golfe contaminarão o aqüífero. Também são questionadas a falta de atenção específica sobre "o possível impacto paisagístico" do Grand Natal Golf e a maneira genérica como é tratado o acesso às praias pela população após terminadas as obras. A "Duna Dourada", um dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte, está ameaçada pela construção do megaresort, segundo o Ministério Público.

Polícia Federal prendeu um dos maiores pistoleiros do Nordeste

A Polícia Federal da Paraíba prendeu um dos maiores pistoleiros do Nordeste, ligado também a uma quadrilha de tráfico de drogas e assalto a caminhões de carga. Ele foi preso na quinta-feira com outras 24 pessoas, inclusive um policial militar, responsável por fornecer armas para o grupo. Reginaldo Marcolino Soares, conhecido como Grampão, foi presa alvo de uma operação da Polícia Federal batizada de Rede Marginal, em Orós (CE). O delegado federal Derly Pereira Brasileiro diz que ele planejava uma chacina para matar seis pessoas de uma mesma família. A família que ele planejava matar, segundo a Polícia Federal, era inimiga de um dos chefes da quadrilha da qual ele fazia parte, responsável por assaltos a cargas e pelo tráfico de drogas na região do sertão nordestino. Pela morte do chefe da família, um comerciante, ele havia pedido R$ 15 mil, e pelos demais, R$ 7.000,00. As ordens para matar, de acordo com o delegado, saíam de um presídio de João Pessoa. Um dos presos, Wilson Suassuna, recebia ordens de Francisco Pereira, apontado como chefe da quadrilha, que mora em São Paulo e está foragido.

Site do PMDB no Paraná acusa juiz federal de corrupção

Um site mantido pelo PMDB de Curitiba divulgou na sexta-feira acusações contra o juiz federal Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. O juiz é acusado no site de envolvimento em esquema de venda de sentenças para favorecer a abertura de casas de bingo em Curitiba. As acusações são uma resposta do partido as decisões do juiz contrárias ao governador do Paraná, Roberto Requião. Lippmann multou o peemedebista em R$ 50 mil e o proibiu de usar a TV Educativa do Paraná para atacar desafetos. As acusações contra o juiz Edgard Lippmann Junior foram colocadas na tarde de sexta-feira no site "Assuntos de Curitiba", mantido pela “Frente Ampla Para Avanços Sociais”, uma organização coordenada pelo presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos. O curioso é que esse site http://www.assuntosdecuritiba.com/ não é registrado no Brasil (não consta o seu registro no Registro BR, foi registrado no Exterior). Mais do que isso: até sexta-feira o site “Assuntos de Curitiba” era hospedado dentro do site do governo do Estado do Paraná. O site apresenta um depoimento do empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia, preso entre novembro de 2004 e fevereiro de 2005, sob suspeita de crimes de gestão fraudulenta, sonegação fiscal, clonagem de veículos e evasão fiscal, além de ter sido citado como envolvido em esquema de venda de proteção de suspeitos na CPI do Banestado, incluindo um ex-dono de casa de bingo de Curitiba. As acusações contra o juiz federal Edgard Lippmann Junior também são reproduzidas no site do PMDB de Curitiba (http://www.pmdbdecuritiba.org.br/pmdb). Ali está reproduzida igualmente a capa do jornal Hora do Povo, do PCdoB, contendo pesadas acusações ao juiz Lippmann. No site, que acusa em manchete o juiz Lippmann de ter "ligações com atividades criminosas no Paraná", um depoimento de Tony Garcia concedido em maio do ano passado à Polícia Civil do Paraná mostra o empresário colaborando com investigações sobre o funcionamento de casas de bingo no Paraná. Tony Garcia relata, segundo o site, um esquema de corrupção envolvendo bingueiros de Curitiba, advogados e o desembargador Lippmann. O ex-deputado declara ter presenciado conversas sobre um esquema de favorecimento de liminares no TRF-4 para garantir a reabertura de bingos em Curitiba, entre 2003 e 2004, períodos em que o governo Requião reprimiu com ações policiais e judiciais o funcionamento dos estabelecimentos. Lippmann, de acordo com o site, também seria o juiz para quem os pedidos de liminares dos advogados dos bingos eram direcionados. Um dos empresários que aceitou participar do esquema, cita o site, teve sua casa de jogos reaberta em uma semana depois que a ação chegou ao TRF-4. Outro relato diz que o juiz também conferia os recursos judiciais dos advogados antes que eles dessem entrada no tribunal.

Ex-líder do PMDB de Londrina renuncia para evitar cassação

Acusado de receber propina de empresários para negociar aprovação de projetos na Câmara Municipal de Londrina (norte do Paraná), o ex-líder do PMDB, vereador Henrique Barros, resolveu renunciar ao mandato. No final da tarde de sexta-feira ele pediu desfiliação do PMDB. A renúncia já havia sido protocolada na noite de quinta-feira, o que evitou a abertura de uma comissão processante contra ele. Assim, Henrique Barros continua com seus direitos políticos, podendo se candidatar nas eleições municipais de outubro. Henrique Barros foi preso em flagrante no último dia 10 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná. Ele estava com R$ 9,9 mil que acabara de receber de empresários, para facilitar tramitação de projetos na Câmara de Londrina. Quando foi preso, Barros disse que havia um complô contra sua possível candidatura pelo PMDB à Prefeitura de Londrina. O vereador ficou preso quatro dias e, na prisão, apontou outros quatro vereadores como participantes do esquema de cobrança de propina de empresários. Segundo seu depoimento ao Ministério Público, o grupo exigia propinas de empresários para acelerar projetos na Câmara Municipal. Os vereadores denunciados junto com ele são Renato Araújo (PP), Orlando Bonilha (PR) e Flávio Vedoato (PSC), além do peemedebista Osvaldo Bergamin. No site da Câmara Municipal de Londrina é dito sobre o agora ex-vereador Henrique Barros: “É economista, formado pela Universidade Estadual de Londrina, e agropecuarista, atividade esta exercida por sua família há mais de meio século na cidade. Foi eleito vereador com 3.285 votos de todas as regiões de Londrina. Seu mandato tem se baseado na conduta ética e na defesa dos contribuintes londrinenses”.

Senadora diz que Farc podem libertar mais reféns nos próximos dias

A senadora colombiana Piedad Córdoba, que intermediava a libertação de reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização terrorista e traficante de cocaína, com o presidente da Venezuela, o cantinflesco tiranete Hugo Chávez, disse que a guerrilha pode soltar mais seqüestrados nos próximos dias. "Que haverá mais libertações, haverá. E eu nunca digo algo que não possa dizer", declarou a legisladora, que se encontra na Venezuela. Com a afirmação, Córdoba ratificou uma informação divulgada há dois dias pelo jornalista Carlos Lozano Guillén. "Eu acho, sim, que é verdade. Eu acredito nisso, sim. Isso me deixa muito feliz e me encoraja pessoalmente cada vez mais", acrescentou. Na quarta-feira, Lozano Guillén, diretor do semanário comunista "Voz" e que já participou de gestões com os terroristas e traficantes de cocaína das Farc, disse que a organização poderia libertar mais reféns em algumas semanas, em uma iniciativa unilateral. Ainda segundo o jornalista, Chávez e Piedad Córdoba "solicitaram a libertação das pessoas mais doentes e das mulheres (reféns)".

Jobim informa oficialmente que Hugo Chávez pagou o transporte dos boxeadores cubanos deportados

Depois de um silêncio de quatro meses, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, finalmente enviou uma resposta a um requerimento de informações do Senado Federal, e confirmou que o jatinho que aterrissou no Rio de Janeiro para transportar os deportados boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux Ortiz e Erislandy Lara Zantaya, após os Jogos Pan-Americanos, era um Falcon 900, prefixo YV 2053, da frota do cantinflesco tiranete venezuelano Hugo Chávez, operada pela Gestair S/A. Um dos comandantes do jatinho era o venezuelano Jorge Machado Mujica. A oposição no Senado Federal quer agora a resposta para uma pergunta que ficou sem reposta: "Quem pagou as despesas da deportação?" Quer saber ainda se o pouso foi autorizado previamente e por que o governo Lula demorou a confirmar a participação venezuelana na operação. Lula pode viver eternamente, mas levará nas costas e na sua consciência este ato de infâmia.

Polônia lembra as vítimas de Auschwitz-Birkenau no Dia do Holocausto

Milhares de poloneses lembraram neste domingo o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, por ocasião do 63º aniversário da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945. Um bonde vazio percorreu as ruas do antigo gueto de Varsóvia em uma homenagem aos judeus que morreram na capital polonesa durante a ocupação alemã. Também se prestou uma homenagem aos poloneses e ciganos que foram assassinados em Auschwitz-Birkenau, assim como os 200 soldados soviéticos que perderam a vida há 63 anos no combate pela libertação do campo de concentração. Quando começou a batalha, ainda havia no campo 9.000 presos, entre eles 500 crianças, doentes e famintos que os alemães se negaram a retirar porque acreditavam que atrasariam o avanço das colunas de prisioneiros. Os presos seriam mortos pela guarnição do campo, mas o ataque lançado pelos soldados soviéticos impediu o extermínio total. No entanto, os nazistas conseguiram assassinar 700 presos, dos quais 200 foram queimados vivos em barracos próximos a uma mina de carvão na qual trabalhavam como escravos. Os alemães ainda tentaram apagar as provas de seus crimes, explodindo dois crematórios em 20 de janeiro, poucas horas antes da entrada dos soldados soviéticos no crematório 5. Em 27 de janeiro de 1945, antes do meio-dia, os membros do Primeiro Exército da Frente Ucraniana entraram no campo de Auschwitz-Birkenau e libertaram cerca de 7 mil presos. Os nazistas assassinaram neste campo de concentração, desde sua criação, em 1940, até sua libertação, em 1945, cerca de 2 milhões de pessoas de 30 nacionalidades, entre elas 1,4 milhão de judeus. Nesta segunda-feira ocorrerão os principais atos em lembrança das vítimas do Holocausto, com shows, palestras e eventos oficiais. Veja imagens no site do Memorial do Dia do Holocausto http://www.hmd.org.uk/

OAB gaúcha compra nova sede por R$ 3,6 milhões

A OAB gaúcha comprou, por R$ 3,6 milhões, o edifício Praça dos Açores, localizado na Rua Washington Luiz, 1010, na zona central de Porto Alegre. Iniciada no final do ano passado, a operação imobiliária envolveu a criação de uma Comissão de Estudos (formada por ex-presidentes da entidade e ex-presidentes da Caixa de Assistência dos Advogados), designada pela presidência para analisar todos os aspectos da transação. A realização do negócio foi aprovada por unanimidade pela diretoria, pela comissão, e pelo Conselho Seccional. O edifício, de 14 andares, com área total de 5.312 metros quadrados, pertencia à Fundação dos Empregados da antiga CRT (hoje BrTPREV), e fica próximo ao “eixo jurídico” da Capital (tribunais, Foro Central, Ministério Público e Centro Administrativo do Estado). Conforme o presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, “a aquisição da nova sede foi fruto de uma excepcional oportunidade, na qual a instituição adquiriu, por R$ 3,6 milhões, com entrada de um milhão), um imóvel que chegou a ser avaliado em mais de R$ 5 milhões”. O saldo devedor será pago em 23 parcelas, ainda durante sua gestão, sem comprometer as futuras administrações da entidade. Claudio Lamachia diz que a Seccional enfrentava uma grave situação patrimonial, além de arcar com encargos vultosos, como o pagamento de aluguéis, taxas (condomínios e IPTU) e de despesas de manutenção da atual sede, no centro de Porto Alegre, e de imóveis utilizados pela entidade, como os da Caixa de Assistência dos Advogados, da Escola Superior de Advocacia, da Casa do Advogado e da OAB Serviços. Para ele, “a compra representa um salto para o futuro, pois troca-se o pagamento de quase R$ 70 mil mensais em aluguéis por um investimento em patrimônio próprio”. Ele também destaca que o fim dos pagamentos dos antigos encargos permitirá combater a dívida herdada pela atual administração da entidade, de pouco mais de R$ 28 milhões. Agora a entidade terá que vender o edifício sede que estava construindo na Avenida Erico Veríssimo, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Ministro colombiano afirma que terroristas das Farc perderam metade de seus integrantes

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização terrorista e traficante de cocaína, perderam metade de seus integrantes e têm atualmente entre 6.000 e 8.000 homens. Juan Manuel Santos afirmou que as Farc já não têm os cerca de 17 mil homens calculados em 2002, no início do primeiro mandato do presidente Álvaro Uribe, reeleito em 2006. "A Inteligência militar calcula que nas fileiras das Farc deve haver entre 6.000 e 8.000 homens", disse ele, acrescentando que as Farc "estão em processo de falência". As Farc "perderam importantes chefes. Só no ano passado cerca de 2.500 combatentes deixaram a guerrilha", afirmou o ministro, acrescentando que "hoje seus chefes não dormem tranqüilos duas noites em um mesmo lugar e enfrentam desabastecimento, falta de comunicação, perda de comando e controle". Ele lembrou os números que apresentou esta semana sobre os resultados das Forças Militares em 2007, segundo os quais no ano passado foram mortos em combate 2.067 terroristas e traficantes de cocaína das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).