segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Filho de Ingrid Betancourt pede que comunidade internacional pressione as Farc

O filho da ex-presidenciável colombiana Ingrid Betancourt, mantida em cativeiro pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização terrorista e traficante de cocaína, há mais de cinco anos, afirmou neste domingo que a comunidade internacional deve "pressionar" a guerrilha e o governo da Colômbia para que cheguem a um acordo humanitário. Lorenzo Delloye, de 19 anos, ressaltou que sua família não quer de modo algum uma intervenção militar: "Não queremos encontrar cadáveres, mas reféns vivos". Sobre o caso do garoto Emmanuel, filho da refém Clara Rojas com um guerrilheiro, Lorenzo disse ter se sentido enganado: "Os guerrilheiros mentiram e não devem voltar a fazer isso". A organização terrorista e traficante de cocaína Farc admitiu no sábado que o garoto encontrado em um orfanato em Bogotá é mesmo Emmanuel. A revelação confirmou a hipótese do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de que os terroristas e traficantes de cocaína das Farc não cumpriram sua promessa de libertar três reféns (Emmanuel, Rojas e a ex-congressista Consuelo González) simplesmente porque o garoto não estava com eles. O filho de Betancourt disse que sua família nunca confiou nas Farc, "nem por um segundo". Ele ponderou, porém, que não tem outra opção: "Que outra coisa podemos fazer? Não temos outra escolha a não ser confiar na negociação".

Ditadura militar argentina montou e operou bases no Brasil

No auge da Operação Condor (acordo feito no final de 1975 entre militares da América do Sul para combater opositores) a Argentina manteve bases em São Paulo e no Rio de Janeiro, formadas por membros do aparato repressivo de suas corporações, com o objetivo era "detectar pessoas vinculadas à 'subversão', controlá-las e informar sobre todos seus movimentos". Os militares baseados no Brasil estavam vinculados ao Batalhão de Inteligência 601, centro militar de interrogatórios e torturas localizado nos arredores de Buenos Aires. As revelações constam de um processo judicial aberto a pedido do Ministério Público argentino e que culminou, no último dia 18, na condenação de sete militares e um policial, incluindo o general Cristino Nicolaides, 83. Nicolaides foi condenado a cinco anos de reclusão e cumpre prisão domiciliar em Córdoba. O policial condenado é o famigerado Turco Julian (Julio Simon). Durante um bom tempo, na primeira metade da década de 80, ele se escondeu em Uruguaiana (RS), onde atuou como segurança do templo de charlatanice do "Pai Garrincha".

Funasa admite aumento de 150% nas mortes de índios no Mato Grosso do Sul no governo Lula

Dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) mostram que o número de assassinatos nas reservas indígenas do Mato Grosso do Sul cresceu 150% em 2007 na comparação com o ano anterior. Entre janeiro e outubro de 2007, 35 índios foram mortos em conflitos fundiários ou em episódios relacionados ao consumo de álcool e de drogas. Em todo o ano de 2006, foram 14 homicídios. O Mato Grosso do Sul é o Estado que tem a segunda maior população indígena do País, com 63 mil pessoas. "Os índios estão confinados em áreas minúsculas, essa é a raiz do problema que se soma à proximidade com as cidades de onde vieram o alcoolismo e as drogas", diz o coordenador técnico do Distrito Sanitário Indígena da Funasa no Mato Grosso do Sul, Zelik Trajber. A situação mais grave é a da reserva de Dourados, onde foi registrada quase metade das mortes. Os 15 assassinatos significam uma taxa de 120 homicídios para cada 100 mil habitantes, o que representa o dobro de assassinatos do Rio de Janeiro (57 por 100 mil). Quando foi criada em 1917, viviam ali menos de 500 índios. Hoje, são 12,5 mil indígenas nos 3,5 mil hectares originais da reserva, que nunca foi ampliada. As aldeias Jaguapiru e Bororó, que a compõem, estão localizadas na periferia da cidade, a segunda maior do Estado. A reserva de Dourados ficou conhecida no mundo em 2005, quando pelo menos 36 crianças guarani kaiowa morreram em decorrência da desnutrição infantil. Na reserva não há pesca ou mata para a caça. É comum índios deixarem suas aldeias para atividades como o corte de cana ou para mendigar nas ruas de Dourados. Dom Pedro Casaldáliga já disse: “O governo Lula é letal para os índios”.

Senador Garibaldi Alves diz que José Dirceu está "possuído pelo ódio"

O presidente do Senado Federal, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), reagiu às críticas do ex-ministro José Dirceu (PT-SP), deputado federal cassado por corrupção, expressas na entrevista que deu à revista Piauí, e o classificou como uma pessoa "possuída de ódio" e frustrada. Disse o senador Garibaldi Alves: "Eu mando esse recado para ele José Dirceu: eu não tenho talento para gaiatice e para o humorismo, mas existem pessoas que, como José Dirceu, estão tão possuídas pelo ódio e pelo ressentimento que confundem humor com gaiatice. Eu sou um homem bem humorado e não será José Dirceu que irá tirar o meu humor". Na entrevista para a revista Piauí, José Dirceu chamou Garibaldi Alves de "gaiato". Segundo o presidente do Senado, José Dirceu está dominado por um sentimento de "frustração" e de "ressentimento", o que ele considerou como o "pior sentimento para um homem público". O senador disse que José Dirceu precisa se lembrar que foi "expelido do Congresso" ao ser cassado e que ele está respondendo a uma ação penal: "Eu acho que antes dele vir atirar pedras nos outros precisa responder e prestar contas à Justiça".

TSE vai decidir se emissora de televisão pode fazer doação para partido

O Ministério Público Eleitoral em Goiás entrou com pedido de Mandado de Segurança, no Tribunal Superior Eleitoral, contra a decisão que aprovou a prestação de contas referente às eleições de 2006 do PFL. As contas foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás. O ministro Gerardo Grossi é o relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral. Conforme o Ministério Público Eleitoral, o partido recebeu doações da Rede Goiânia de Rádio e Televisão, no valor de R$ 100 mil, e da Sama — Minerações Associadas, no valor de R$ 350 mil. O Ministério Público Eleitoral sustenta que a Lei 9.504/97 (Lei das Eleições) veda, no artigo 24, doação em dinheiro ou estimável em dinheiro de concessionária ou permissionária de serviço público. A empresa Sama Minerações Associados obteve, em 1967, autorização de pesquisa do Departamento Nacional de Produção Mineral. O Mandado de Segurança é o de nº 3.686.